Indústria elétrica e eletrônica tem projeção de crescimento de 6% em 2012

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

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Humberto Barbato: setor tem oportunidade de crescimento nos grandes eventos esportivos que serão realizados no Brasil. Foto: Everton Amaro

Durante a abertura do “Seminário de Tecnologia em Segurança Brasil e Alemanha”, que aconteceu na manhã dessa segunda-feira (10/09), na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, mostrou-se otimista em relação ao mercado de segurança eletrônica.

De acordo com ele, o desempenho do setor eletrônico, especificamente na área de produção, representou R$ 710 milhões no em 2010 e R$ 830 milhões no ano de 2011. A projeção para 2016 é de R$ 1,8 bilhão.

“Num primeiro momento esse números podem parecer pequenos, mas eles são muito representativos, pois o crescimento médio nos últimos anos tem sido de 14% e o estimado até 2016 é de 16%. É aí que eu vejo o grande potencial do Brasil”, afirmou.

Segundo o presidente da Abinee, em 2011 o faturamento do setor correspondeu a R$ 135 bilhões – as exportações foram de U$ 7,9 bilhões e as importações de U$ 40,1 bilhões. A indústria eletroeletrônica gera 183 mil empregos diretos. Já o faturamento por empregado está na ordem de R$ 737 mil por ano.

As projeções de faturamento para esse setor da indústria em 2012 é de 6% de crescimento e de empregos diretos, mais 1%. “Embora esse ano não seja de grande crescimento industrial, ainda assim a Abinee acredita que podemos chegar aos 6%, considerando-se que no início do ano nós acreditávamos num crescimento de 13% de faturamento”, disse Barbato, explicando que, por conta do aumento significativo de produtos importados, não mais se utiliza o faturamento como critério para demonstrar o crescimento da indústria. “Isso não significa crescimento da atividade industrial, mas sim o crescimento dos negócios, o que significa que o país está crescendo”, afirmou.

Barbato enxerga uma grande oportunidade de crescimento do setor em função de grandes eventos que têm o Brasil como anfitrião (Copa-2014 e Jogos Olímpicos Rio-2016) e lembra as medidas que estão sendo adotadas pelo governo para favorecer o consumo e baixar os custos de produção no Brasil. “É um mercado que se tem muito a fazer, muito a trabalhar. São oportunidades espetaculares que se apresentam no mercado brasileiro desse segmento”, concluiu.