Esforço do governo para controlar inflação tem impacto negativo na indústria de odontologia, diz presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A julgar pelo cenário inflacionário de 2013, o governo deve trabalhar com um arroxo maior para controlar a inflação, medida que deve refletir, de maneira negativa, imediatamente na indústria de odontologia e nos prestadores de serviço do setor. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (18/12), por Adriano Albano Forghieri, presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD).

“Antecipamos uma visão de 2014 pelo que aconteceu em 2013 e pela própria perspectiva no âmbito governamental. Por meio dessa perspectiva negativa, vamos procurar novos mecanismos para amenizar essa situação ou impedir que ela se estabeleça”, afirmou Forghieri.

Ele se reuniu com o coordenador do Comitê da Cadeira Produtiva da Saúde (Comsaude), Ruy Baumer, na tarde desta quarta-feira (18/12) para conhecer as ações da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) por meio do comitê.

Segundo Forghieri, os representantes das duas entidades estudaram possibilidades de parcerias. “No primeiro contato demos a ideia de desenvolver alguns fóruns relacionados à discussão sobre a odontologia hospitalar”, informou o presidente da APCD.

Também participou do encontro o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratório, Knud Sorensen.

Da esquerda para a direita: Sorensen, Forghieri e Baumer: potencial para novos consumidores. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A partir da esquerda: Sorensen, Forghieri e Baumer: mais consumidores. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Classe média

Para Forghieri, o aumento da classe média pode ser um alento para a indústria de odontologia em 2014, uma vez que há potencial para novos consumidores de serviços hospitalares odontológicos particulares.

“Se isso se confirmar, vão faltar profissionais da saúde na prestação de serviço particular”, disse o presidente da APCD após a reunião com Baumer. “Melhorando o setor de prestação de serviços, automaticamente todos os setores envolvidos vão ter uma melhora. Existe um fator de efeito dominó muito positivo”, explicou.