Iniciativas Sustentáveis: KS Foods – Oportunidade

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Por Karen Pegorari Silveira

Com o objetivo de oferecer oportunidade para imigrantes e refugiados estes sócios paulistas abriram as portas da sua indústria de pastéis congelados e contrataram 2 profissionais angolanos.

Em entrevista ao Boletim, a responsável de Marketing e Vendas da empresa, Karen Sato, contou que ela e os sócios foram imigrantes no Japão e trabalharam como operários. “Mesmo com estudo em jornalismo e engenharia, o trabalho lá era braçal. Tivemos que deixar amigos, família e a cultura que conhecíamos para nos aventurarmos em um país que pouco falávamos a língua e éramos discriminados; mas que também nos proporcionou oportunidades e um conhecimento com experiências enriquecedoras”, diz.

Após alguns anos dessa vivência no exterior, decidiram então solicitar ajuda ao Programa de Apoio para Recolocação de Refugiados (PARR), desenvolvido pela Consultoria EMDOC, para contratarem os novos profissionais. Uma seleção de pessoas interessadas em trabalhar na indústria alimentícia foi feita e avaliaram todos os candidatos da mesma forma que fazem com candidatos brasileiros. Cerca de 20 pessoas fizeram entrevista pessoal, depois de alguns dias 4 foram selecionados para um teste na produção e em seguida 2 profissionais foram registrados como primeiro emprego em carteira de trabalho aqui no Brasil, com todos os direitos e deveres dos colaboradores brasileiros.

Karen conta que antes dos novos colaboradores entrarem na empresa, a direção conversou com a equipe para que eles fossem tratados com todo respeito e igualdade. “Todos falavam português e a interação foi boa como com qualquer outro funcionário não imigrante”, relata.

Na visão dos sócios, os brasileiros têm um ritmo de produção mais acelerada, estão acostumados com o dia-a-dia de produção de indústria, já os imigrantes, muitas vezes, não têm nenhuma vivência com produção e precisam se acostumar. Em contrapartida, essa diversidade cria um ambiente multicultural e de igualdade muito positivo.

Para os empresários a inclusão social é vista como uma oportunidade de agregar valor à cultura da empresa, a diversidade social. “Contratamos estrangeiros com essa finalidade e há também a reintegração dos colaboradores do sistema penitenciário do regime semiaberto”, conta Karen.

Sobre a KS Foods
A indústria de pastéis congelados iniciou suas atividades em 1995 quando os sócios retornaram ao Brasil e compraram matrículas de feira livre. Com o sucesso nas feiras, expandiram participando de eventos e então ingressaram em uma rede varejista multinacional sendo pioneiro em pastel de feira dentro de hipermercado com 47 quiosques.

Oriente Médio é mercado acessível para indústria de alimentos do Brasil, diz gerente de empresa dos Emirados Árabes

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

II Encontro Internacional de Castanhas e Nozes - Ivan Moraes. Foto: Everton Amaro

Ivan Moraes, gerente da Rafi Agrifoods Internacional. Foto: Everton Amaro

Por não ter uma oferta generosa de recursos naturais como o Brasil, países do Oriente Médio investiram em obras de infraestrutura para receber alimentos importados de outros países e suprir a forte demanda na região por comida.

A condição desses países se configura como uma oportunidade de mercado para um segmento da indústria brasileira de alimentos: a produção de nozes e castanhas.

A avaliação é de Ivan Moraes, gerente da Rafi Agrifoods Internacional, empresa de alimentos dos Emirados Árabes, ao participar do II Encontro Internacional de Castanha, Nozes e Frutas Secas, evento realizado na manhã desta quarta-feira (08/05) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Os portos da região têm excelente infraestrutura. Jebel Ali, por exemplo, está entre os cinco portos mais movimentados do mundo”, disse Moraes sobre o porto de Dubai, que abriga ao menos 5.500 companhias que prestam serviços para mais de 120 países.

Outro aspecto que pode representar oportunidade de mercado para o produtor brasileiro é o olhar atento à alimentação por parte do povo e de governos da região, acrescentou Moraes.

“Em se tratando de alimento, os governantes viabilizam e facilitam o acesso a comida, principalmente para a população mais carente. É muito pouco provável você ver alguém passar fome lá”, contou.

Cultura

Moraes afirmou que refeições fartas são hábito da população do Oriente Médio, onde as famílias costumam ser numerosas. Além disso, a censura a costumes ocidentais como beber acompanhado por amigos  faz com que as reuniões sociais sejam acompanhadas de mesas fartas.

“Na Arábia Saudita, por exemplo, é proibido cinema, a mulher não pode dirigir, é proibido [o consumo de] álcool. Então as pessoas se reúnem com muita facilidade e o grande prazer deles é comer”, disse Moraes. “Come-se muito no Oriente Médio.”

O consumidor árabe dá preferência para embalagens maiores, afirmou o gerente. “É muito comum encontrar pacote de arroz de 20 quilos no supermercado.”

Ele explicou que a população dessa região é receptiva a novidades desde que o produto respeite as exigências do mercado Halal, formado por mulçumanos que consomem apenas produtos industrializados que seguem os padrões da lei islâmica.

Segundo Moraes, os produtos devem ser preparados com ingredientes puros e limpos, isentos de qualquer tipo de droga e álcool e sem origem animal.

Hungria tem oportunidades na indústria de alimentação, em TI e infraestrutura, segundo Kristóf Szatmáry

Flávia Dias e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A indústria de alimentos e os setores de infraestrutura e de tecnologia da informação podem proporcionar boas oportunidades de negócios para os empresários brasileiros na Hungria, recomenda o secretário de Estado do Ministério da Economia do país europeu, Kristóf Szatmáry.

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Kristóf Szatmáry, secretário de Estado do Ministério da Economia da Hungria. Foto: Everton Amaro

Szatmáry participou nesta terça-feira (13/11) do seminário Encontro Empresarial Brasil-Hungria, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde assinou ao lado do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, um memorando de entendimento com o objetivo de ampliar oportunidades de intercâmbio entre os dois países.

Depois de uma apresentação para empresários brasileiros, o secretário de Estado –  e co-presidente da Comissão Econômica Mista Brasil-Hungria – conversou com a imprensa.

Veja um resumo:

Oportunidade de investimentos na Hungria

“Em primeiro lugar, gostaria de sugerir o setor de indústrias de alimentos, também muito forte no Brasil. Também há muitas oportunidades no desenvolvimento do setor de infraestrutura e também no setor de tecnologia de informação.”

Memorando de entendimentos com a Fiesp

“O ponto de partida foi a cooperação econômica, nosso objetivo maior. No entanto, surgiram tantos outros projetos que surgiram possibilidades de cooperação na cultura e no esporte. E outras ações serão estudadas.”

“Hoje teremos um encontro com mais de 50 empresários. Não queremos largar essas pessoas. Queremos mantê-los conosco. Nosso maior objetivo é apoiar esses empresários. São muitas empresas, no entanto os setores mais importantes são na indústria de alimentos, tecnologia de informações, engenharia.”

Educação e agricultura

“Gostaria de realçar que a Hungria fará parte do programa do governo brasileiro ‘Ciência Sem Fronteiras’. A partir do primeiro semestre de 2013, as universidades húngaras receberão estudantes brasileiros. É uma grande conquista para nós. Ontem, em Brasília, firmamos um acordo de cooperação na área da agricultura.”

Crise na Europa

“Muitos dizem que toda crise é uma oportunidade. Nós gostaríamos de aprender com essa crise. A Hungria tem uma situação um pouco mais fácil porque não faz parte da Zona do Euro. E, por isso, alguns países como a Hungria, Polônia e Eslováquia têm uma margem de manobra maior que outros países. Os dados econômicos provam o que acabei de dizer porque essa região é a que tem os melhores números de crescimento dentro da União Europeia. Essa crise propicia oportunidades para alguns países. E dentre esses países está a Hungria.”

Argentina ameaça com protecionismo a indústria de alimentos do Brasil

Agência Indusnet Fiesp 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) tem acompanhado, com cabível preocupação, os sinais sobre a intenção do governo da Argentina em restringir importações de alimentos produzidos no Brasil.

Nos últimos dias, a imprensa dos dois países tem divulgado, de maneira ampla, a intenção da Secretaria de Comércio Interior da Argentina de proibir as importações de alimentos processados que tenham fabricação similar local, sob a alegação de proteger a sua indústria.

Há fortes indícios de que essa notícia já começou a surtir efeitos, obstruindo o ingresso de produtos brasileiros no mercado argentino e, assim, prejudicando nossas empresas e trabalhadores.

Causam preocupação também a falta de transparência e as feições discriminatórias na forma como a medida está sendo disseminada. A orientação do órgão público argentino teria sido comunicada, informalmente, aos importadores daquele país sem a devida publicação oficial.

Ademais, a interferência do governo nas compras privadas, beneficiando a produção local em detrimento das importações, configura protecionismo arbitrário e viola o princípio do tratamento nacional.

A medida pretendida contraria os permanentes esforços para a construção de um diálogo positivo nas relações bilaterais entre Brasil e Argentina, conforme acordado por seus presidentes em recente encontro ocorrido em novembro do ano passado.

Neste contexto, a Fiesp posiciona-se contra a utilização de medidas protecionistas arbitrárias e defende o comércio justo e leal. Segundo Paulo Skaf, presidente da entidade, “Argentina e Brasil são parceiros estratégicos no continente sul-americano e, portanto, suas relações comerciais devem respeitar um clima bilateral harmônico. Esperamos que não se concretize essa intenção do governo argentino que, até o momento, embora ainda não oficializada, já está causando prejuízos”.

Indústrias de alimentos se reúnem em junho no Teatro do Sesi para discutir futuro do setor

Como assegurar ao Brasil o papel de um dos mais importantes

players

mundiais na produção e abastecimento de alimentos para uma população que, em 2050, será de 9 bilhões de pessoas?

A resposta para esta questão será buscada durante o

1º Fórum RPCA 2009 – Responsabilidade Produtiva na Cadeia Alimentícia

, que acontece nesta terça-feira (30), das 8h30 às 17h30, no Teatro do Sesi (Av. Paulista, 1313), em São Paulo.

Organizado pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) com apoio da Fiesp, o evento tem como objetivo principal aprofundar e desenvolver, junto à comunidade empresarial, os conteúdos debatidos durante o World Economic Forum – Latin America 2009 – versão regional do Fórum de Davos que foi realizada em abril deste ano, no Rio de Janeiro.

São esperados 450 congressistas, entre empresários e profissionais do segmento industrial alimentício, comunidade científica, universidades, institutos de pesquisa, órgãos de governo, lideranças empresariais e políticas, entidades de classe e formadores de opinião em geral.