Tema do 12º ConstruBusiness é definido em reunião do Consic

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Na reunião desta segunda-feira (10/10) do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic), na sede da entidade, ficou definido o mote do 12º ConstruBusiness, programado para 21 de novembro. A opção dos conselheiros, a partir de consulta lançada por José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic, foi “Investir com responsabilidade”.

Na reunião, Fernando Garcia, consultor do Deconcic, explicou as novidades do ConstruBusiness para este ano, após ressaltar que os dados da publicação passaram a ter atualização trimestral via Observatório da Construção. O Capítulo 1 do ConstruBusiness vai funcionar como sumário executivo, com a listagem dos problemas e sua solução. No final do relatório haverá 3 blocos importantes, como capítulos ou subcapítulos. O primeiro discute o que precisa ser feito rapidamente para assegurar a continuidade da cadeia pelos próximos dois anos. O segundo é de Responsabilidade de Investimento, com o ideário e dois casos. No terceiro, uma atualização sobre o Compete Brasil mostrando o que mudou nos últimos dois anos, ajudando a cumprir sua pauta.

Outro ponto de sua apresentação foi o sistema de acompanhamento de obras, uma ferramenta online em desenvolvimento pela Fiesp que permitirá monitorar o andamento de obras emblemáticas. Graças a isso, a análise da execução do orçamento vai permitir que a Frente Parlamentar da Indústria da Construção (FPIC) atue pelo cumprimento de projetos.

Oliveira Lima disse que a FPIC vem sendo exemplo de atuação, pelo envolvimento de Itamar Borges, seu presidente. A frente parlamentar nacional, em Brasília, deve ser realinhada para permitir a extensão do trabalho feito em São Paulo, explicou Carlos Eduardo Auricchio, diretor titular do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic).

O presidente do Consic lembrou que a visita da presidente do BNDES à Fiesp, programada para este mês, pode ser ocasião para uma conversa sobre infraestrutura e outros temas de interesse do setor de construção, como o cartão BNDES e o programa Minha Casa Minha Vida. “O BNDES tem que cuidar de micro e pequena empresa, principalmente o setor da construção civil, que tem tudo a ver com o desenvolvimento econômico e social.”

FGTS

Na reunião do Consic, Bolivar Moura Neto, secretário executivo do Conselho Curador do FGTS, fez apresentação sobre as condições do fundo e sua atuação. Em dezembro o FGTS tinha ativo beirando R$ 460 bilhões, que deve chegar neste ano a R$ 500 bilhões. No passivo há R$ 457 bilhões, sendo o principal componente os depósitos em contas vinculadas dos trabalhadores (R$ 345 bilhões). O resultado positivo do FGTS este ano deve atingir R$ 20 bilhões, mostrando equilíbrio, destacou Moura Neto.

Arrecadação líquida em agosto deste ano, de R$ 6 bilhões, é metade da do mês em 2014. Apesar das demissões, destacou Moura Neto, o FGTS continua a ter número positivo.

O orçamento para aplicação do FGTS este ano é de R$ 103 bilhões, dos quais R$ 84 bilhões em habitação. Para 2017 a previsão é de R$ 78 bilhões por ano, e R$ 70 bilhões para 2018 e 2019, com R$ 56,6 bilhões a cada ano para habitação.

Ressaltou que sempre há recursos em grande volume para saneamento básico, mas não há a execução (R$ 7,5 bilhões este ano). Entre os gargalos está a falta de capacidade das companhias estaduais para tomar empréstimos.

“O problema [do FGTS] não é dinheiro”, afirmou, lembrando que a arrecadação deve fechar o ano em cerca de R$ 120 bilhões.

O ano deve fechar com quase 700 mil unidades habitacionais financiadas pelo FGTS. Disse, no entanto, que é preocupante a queda no número de unidades financiadas pelo SBPE nos últimos dois anos. “Tem que buscar uma solução para a poupança”, afirmou, lembrando que ela já perdeu R$ 40 bilhões este ano. O FGTS vem fazendo sua parte, disse, ressaltando sua importância para a construção, por se concentrar em imóveis novos.

Moura Neto explicou também o funcionamento do FI-FGTS, para investimentos na área de infraestrutura. Trinta por cento de seus recursos vão para energia. No total tem R$ 34 bilhões para investir.

Entre os desafios do FGTS estão o estímulo às aplicações em saneamento e mobilidade urbana e o incentivo à retomada de obras paralisadas.

Oliveira Lima elogiou o tom de conversa da participação de Moura Neto, e Auricchio pediu a Moura Neto reunião de trabalho em Brasília antes do fechamento do ConstruBusiness.

Na reunião do Consic, Auricchio comentou também a reunião da semana anterior (no dia 6/10) com Bruno Araújo, ministro das Cidades, destacando o fato de ele ter nomeado um interlocutor oficial com a Fiesp. O canal de diálogo direto com o ministério, por meio de um funcionário de primeiro escalão, é algo importante, ressaltou.

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Reunião do Consic, com a participação de Bolivar Moura Neto, do Conselho Curador do FGTS. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ministério do Planejamento destaca importância de investimentos em infraestrutura para setor da construção no Brasil

Marília Carrera e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Em palestra ministrada durante o Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção – evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta segunda-feira (03/12) –, a chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Esther Dweck, apontou as vantagens da captação de investimentos para a indústria da construção no Brasil.

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Esther Dweck: 'Crescimento da indústria da construção vem se consolidando pelo consumo e pelo mercado interno'. Foto: Julia Moraes

De acordo com ela, o setor no país é puxado, principalmente, pelos investimentos em edificações, em montagem industrial e em obras de infraestrutura. “A capacidade de mobilizar recursos é essencial para garantir as obras de infraestrutura”, afirmou ao ressaltar que os investimentos cresceram ao longo dos tempos, devido à capacidade da cadeia produtiva da construção em reter o capital que recebe.

Esther Dweck destacou que o crescimento da indústria da construção vem se consolidando pelo consumo e pelo mercado interno, cujo papel é ampliar a demanda e a capacidade de investimentos em diversos setores da indústria nacional.

“O Brasil virou um país de oportunidades. E um dos objetivos do segmento da construção é desenvolver-se de forma sustentável, estabelecendo uma aliança entre novos empregos, aumento da produção, gestão de recursos naturais e competitividade, o ponto central do “ciclo virtuoso” do setor no país”, enfatizou a palestrante.

Ela frisou a importância das colaborações do governo federal para a indústria da construção no Brasil, estendendo-as ao âmbito dos transportes; da energia, ressaltando aqui a necessidade de sua universalização, qualidade e custo acessível; e do eixo social e urbano, como exemplo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“O PAC é uma nova maneira de pensar como os programas de infraestrutura precisam ser feitos”, sublinhou, destacando a importância do planejamento de outros os fatores que condicionam a melhoria dos projetos de construção no país, como visão de futuro, articulação intersetorial, pactuação federativa e parcerias do setor privado.

Segundo a chefe de Assessoria Econômica, o PAC inovou como novo processo de gestão de monitoramento, ampliação da participação do setor privado e ampliação dos mecanismos fiscais, de financiamentos e garantias e qualificação de mão de obra.

Esportes

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Elder Vieira destacou importância de o governo criar um ambiente propício para acelerar o desenvolvimento econômico e diminuir as desigualdades sociais. Foto: Julia Moraes

O gerente de projetos do Ministério do Esporte, Elder Vieira, lembrou a importância de o governo federal criar um ambiente propício para acelerar o desenvolvimento econômico e diminuir as desigualdades sociais. E destacou nesse sentido o papel do Ministério dos Esportes, que investe em infraestrutura esportiva de alto rendimento e de esporte e lazer social.

Como exemplo prático, citou a construção da Arena Corinthians, o Itaquerão. “Este é um investimento que impulsiona os demais investimentos na região”, afirmou Vieira, ao citar o desenvolvimento da região do bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo. “Além dos empresários, a prefeitura e o governo do Estado também investem, principalmente nas áreas de educação e cultura”, explicou.

Vieira elencou outros projetos do Ministério do Esporte, como as praças de esporte e cultura e os centros de treinamentos de alto rendimento. “Esse tipo de investimento gera empregos e colabora com a melhoria da mobilidade da cidade, ressignificando o espaço público e impulsionando o desenvolvimento social de um município”, afirmou.

O gerente de projetos explicou que tudo isso vai “redimensionando e repensando o espaço urbano”. E concluiu: “É dessa maneira que o Ministério do Esporte, em conjunto com os demais ministérios do governo federal, propicia a ambiência para que se manejem os elementos de desenvolvimento social por parte da sociedade”.

Cerca de 80% dos investimentos nos próximos três anos em SP serão em infraestrutura, diz secretário de Habitação

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Silvio Torres, secretário de Habitação do Estado de São Paulo. Foto: Everton Amaro

Cerca de R$ 22 bilhões devem ser injetados no setor de construção civil pelo governo de São Paulo no ano de 2013 e, dos R$20 bilhões anuais de investimentos, em média, para os próximos três anos, 80% serão voltados para obras em infraestrutura. Os números foram divulgados pelo secretário de Habitação do Estado de São Paulo, Silvio Torres.

“São Paulo vai fazer investimentos maciços, agora, na área de ferrovias. Acabamos de firmar uma PPP [Parceria Público-Privada] que vai fazer São Paulo dotado de trens expressos novos que vão mudar a agenda, especialmente no direcionamento das pessoas ao interior”, afirmou Torres ao participar da abertura do 10º Construbusiness, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Sobre habitação, Torres confirmou aporte de ao menos R$ 8 bilhões de reais para a construção de mais de 80 mil moradias populares “nesses próximos anos”.

“Nós também lançamos um projeto inédito de PPP em São Paulo. Serão 50 mil moradias e já iniciamos o processo das 10 mil moradias que construiremos no centro de São Paulo. A iniciativa privada deu uma resposta muito forte. Apresentamos proposta para 10 mil e vieram projetos para 26 mil moradias para o centro da cidade”, afirmou o secretário.

O evento

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Carlos Eduardo Auricchio: Compete Brasil sugere medidas para eliminar os gargalos da infraestrutura. Foto: Ayrton Vignola

Para o Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) elaborou um programa chamado Compete Brasil, que sugere medidas de Planejamento e Gestão; Aspectos Institucionais e Segurança Jurídica; Funding; Mão de Obra; Impactos Tributários e Custos Produtivos, além de Sustentabilidade.

Ainda durante a abertura do evento, Carlos Eduardo Auricchio, diretor-titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) destacou que o programa Compete Brasil sugere medidas para eliminar os gargalos da infraestrutura, “os vilões reconhecidos que impedem o crescimento e a competitividade sustentável.”

“O Deconcic reuniu a cadeia produtiva da indústria da construção e traz para esse evento propostas eficazes. Estamos aqui, podemos contribuir e contem conosco”, concluiu Auricchio.

José Carlos de Oliveira Lima recebe homenagem pelas ações frente ao Deconcic/Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

O presidente do Conselho Superior da Indústria de Construção (Consic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Carlos de Oliveira Lima, foi homenageado durante a reunião do conselho nesta terça-feira (09/10).

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Diretor-titular do Deconcic, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, em abraço durante homenagem ao seu antecessor e atual presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima. Sentados, o vice-presidente do Consic, Carlos Alberto Orlando, e o embaixador Ademar Gabriel Bahadian. Foto: Julia Moraes.

Oliveira Lima, que até setembro ocupou a diretoria do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, recebeu o reconhecimento das mãos do atual diretor-titular do Deconcic, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, pelas realizações e resultados conquistados quando esteve à frente do departamento.

Leia abaixo a íntegra da homenagem, lida pelo diretor do Deconcic:

Eu na qualidade de Diretor Titular do Deconcic, e em nome de toda diretoria, amigos e colaboradores tenho a oportunidade de prestar justa homenagem a um homem amigo e a um grande brasileiro que ajuda a construir o Brasil.

Refiro-me ao Dr. José Carlos de Oliveira Lima.

Por sua determinação e lealdade desde o início como agregador, com a sua proposta de fortalecer a Comissão da Indústria da Construção – CIC, quando assumiu de fato e de direito a coordenação, tendo dado continuidade às ações benéficas ao setor da construção, como exemplo a realização das edições do ConstruBusiness, mais do que isso, tendo ampliado sua composição com a inserção de várias associações e institutos, transformando a Comissão em Comitê da Cadeia Produtiva da Construção (Comcic), que posteriormente transformou-se em Departamento (Deconcic), o que para a história do sistema Fiesp foi uma quebra de paradigma, aliás, o Dr. José Carlos sempre se primou por essa proeza.

Mais do que agregar, ele conseguiu articular com maestria a composição de sua diretoria e dos grupos de trabalhos específicos, sempre tendo ao seu lado os principais protagonistas dos variados segmentos da cadeia, fortalecendo sobremaneira a representatividade do setor e a sua própria liderança, que pela importância e reconhecimento generalizado, transcendeu a jurisdição estadual da própria entidade.

Exemplo disso está registrado no balanço dos significativos resultados alcançados com a UNC – União Nacional da Construção, que sob sua liderança, partilhada com a CBIC. Conseguiu reunir, de maneira inédita, as lideranças empresariais da cadeia e deles obteve o apoio necessário para desenvolver um estudo demonstrando que a construção civil é o melhor negócio para se investir, como uma das prioridades de projeto de um governo.

Com o estudo em mãos, o Dr. José Carlos liderou uma caravana de empresários num encontro histórico em Brasília, com o presidente Lula, na época, recém reeleito para a Presidência da República. Fez a entrega solene do que seria a princípio uma contribuição do setor para ser marco do relacionamento entre Governos e a Cadeia Produtiva da Indústria da Construção e para estimular o crescimento do País. Destacamos o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento e o programa Minha Casa Minha Vida.

Sempre determinado e com suas tomadas de posições firmes e coerentes, o Dr. José Carlos conseguiu consolidar a “marca” “ConstruBusiness”, que tantas conquistas trouxe ao setor sendo referência Nacional.

Leal e ético quanto aos posicionamentos assumidos pela Fiesp e pelo atual presidente, Dr. Paulo Skaf, dedicando sua liderança e influência no setor para a obtenção de expressivos apoios. Sua visão empreendedora e institucional somadas a seu inegável patriotismo, se revelaram com efusivo entusiasmo e dedicação na divulgação Nacional e Internacional, numa demonstração inequívoca do seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Amigo José Carlos, novamente o nosso muito obrigado.”

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Presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima (à direita), recebe placa de reconhecimento, observada pelo vice-presidente do Consic, Carlos Alberto Orlando, e pelo embaixador Ademar Gabriel Bahadian. Foto: Julia Moraes.

Após a leitura, Oliveira Lima agradeceu as palavras e recebeu de Auricchio uma placa comemorativa. E retribuiu a homenagem:

“Uma andorinha só não faz verão. Aqui, a maioria me acompanha há mais de vinte anos. São todos companheiros de luta e fizemos tudo juntos. E com essa equipe maravilhosa da Fiesp, tudo isso cresceu muito graças à presidência do Paulo Skaf. Agradeço ao Renato Giusti [diretor-titular adjunto do Deconcic], ao Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, de quem tenho a certeza que fará um trabalho muito maior do que fiz, pela escola que teve aqui. Agradeço a todos os amigos e companheiros de trabalho”.


Carlos Arthur Nuzman: ‘Rio-2016 será maior em repercussão e oportunidades’

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Em encontro com empresários, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Carlos Arthur Nuzman, foi o convidado desta terça-feira (09/10) da reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Carlos Arthur Nuzman na reunião do Consic: Jogos representam 41 campeonatos mundiais, com 11 mil atletas de 204 países. Foto: Everton Amaro.

Nuzman ressaltou números do evento programado para 2016 na cidade do Rio de Janeiro.

“Em duas semanas, vamos organizar 41 campeonatos mundiais, com 11 mil atletas de 204 países. Durante este período, estão previstos mais de 20 mil jornalistas credenciados, 70 mil voluntários, 8,8 milhões de ingressos vendidos”, dimensionou.

Os Jogos Paralímpicos apresentam proporções menores, não menos importantes: são 22 esportes em 12 dias, com mais de 4 mil atletas de 174 países. Cerca de 6 mil jornalistas credenciados, 30 mil voluntários e 2,2 milhões de ingressos vendidos completam as estimativas.

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Nuzman: item primordial na transformação da cidade do Rio é o setor de transportes. Foto: Everton Amaro.

“Londres-2012 foi um sucesso, mas não tenho dúvida em afirmar que Rio 2016 será maior em termos de repercussão e de oportunidades”, comentou Carlos Arthur Nuzman, que enfatizou que  ninguém organiza sozinho os Jogos Olímpicos. “Não há comitê organizador ou governo que faça isso acontecer isoladamente. Eles devem estar cada vez mais unidos para poder entregar tudo pronto e superar as dificuldades”, completou.

E a maior beneficiada, segundo Nuzman, será a juventude brasileira. “Os jogos são feitos para os atletas. E os benefícios que permanecerão após as competições serão dos jovens deste país. Não tenho dúvidas”, acrescentou.

Plano mestre

A cidade do Rio de Janeiro terá como missão concluir os quatro locais que concentrarão as disputas olímpicas: Maracanã, Copacabana, Barra (que vai receber mais da metade das competições) e Deodoro (zona norte, onde há o maior número de jovens abaixo dos 18 anos). “A mensagem foi entendida pelos eleitores há três anos na ocasião da escolha da cidade-sede, de poder transformar o que seria um exemplo para outras cidades no próprio continente sul-americano”, destacou Nuzman.

Estrutura

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Nuzman: 'Não tenho dúvida em afirmar que Rio 2016 será maior em termos de repercussão e de oportunidade'. Foto: Everton Amaro

O Rio de Janeiro, segundo o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos, terá a maior transformação. O item primordial, destaca Nuzman, é o setor de transportes: a linha 4 do metrô carioca está em construção, linhas férreas metropolitanas terão estações remodeladas, bem como os ônibus que atendem os cidadãos.

A revitalização total do porto da cidade, “maior parceria público-privada do Brasil” segundo Nuzman, visa o resgate da região central como eixo de desenvolvimento, com investimentos na ordem de R$ 7,7 bilhões. De acordo com ele, serão plantadas 15 mil árvores, construídos 4 quilômetros de túneis, pavimentados 70 quilômetros de vias (17 de ciclovias) e construídos 650 mil metros quadrados de calçadas.

Além destes números, estima-se ainda que, até 2014, 50% dos domicílios tenham acesso à internet. “Paradigma novo é o legado da experiência em Londres. Antes de sediar uma Olimpíada em 1992, Barcelona era o 16º [local] na lista de destinos na Espanha e hoje está entre os cinco”, comentou Nuzman.

Mesa

Participaram da mesa da reunião o presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima, o diretor-titular do Deconcic e vice-presidente do Consic, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, e o vice-presidente do Consic, Carlos Alberto Orlando, além dos conselheiros José Joaquim do Amaral Ferreira e Carlos Eduardo Garrocho de Almeida, entre outros.

Fiesp anuncia data da 10ª edição do Construbusiness para dezembro de 2012

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

Foi lançada na terça-feira (07/08), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a 10ª edição do Construbusiness, o Congresso Brasileiro da Construção, promovido pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp. O evento será realizado no dia 03 de dezembro, na sede da Fiesp, e terá como tema “Competitividade na Cadeia Produtiva da Indústria da Construção – Brasil 2022: Planejar, Construir, Crescer”.

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Da esquerda para direita: Maria Luiza Salomé (diretora-titular-adjunta do Deconcic), Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio (diretor-titular do Deconci) e José Carlos de Oliveira Lima (vice-presidente da Fiesp)

O vice-presidente da Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima, destacou que o Construbusiness serve para detectar os problemas e apontar soluções, promovendo a interação maior do setor, que tem como meta construir 23 milhões de habitações nos próximos 10 anos.

“Quando começamos, no ano passado, a estudar mais detalhadamente os problemas da cadeia de construção, nós conseguimos detectar primeiro que a mão de obra estava muito deficitária no setor. Mas, em seguida, vimos outros problemas, como a competitividade. Porque dentro deste projeto habitacional do Brasil até 2022, nós não temos tecnologia para construir numa rapidez tão grande. Precisamos de mais tecnologia, de maior produtividade e de uma interação maior do setor”, salientou Oliveira Lima.

O Construbusiness 2010 gerou o estudo “Brasil 2022: Planejar, construir, crescer” com números que apontavam a necessidade de crescimento do Brasil em diversos índices, como infraestrutura e logística. Números esses que, segundo Claudia Viegas, diretora da LCA Consultores – empresa contratada para realizar o levantamento –, já estão ultrapassados e precisam ser revistos, mas em prazo menor que o projetado.

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No final do evento, o presidente Paulo Skaf agradeceu a participação das entidades na execução do Construbusiness ao longo dos anos

“Olhando para o Construbusiness 2010, que foi histórico, a gente pretende atualizar alguns números. Alguns setores tiveram uma evolução extraordinária e já tornaram aqueles números projetados para 2022 ultrapassados”, avaliou Claudia.

Segundo ela, a intenção é atualizar os dados em um horizonte mais curto: “Até 2017, para sabermos em que nível o Brasil está em termos produtivos e para que possamos confrontar com índices que nos deixam envergonhados em termos de ranking internacional, como logística, burocracia e tributação. Já somos a quinta maior economia do mundo, mas em outros indicadores estamos muito aquém. E queremos mostrar esse contraste”, apontou.

Para a diretora da LCA, é preciso saber onde gastar e como aproveitar para não perder a efetividade. Por isso a necessidade do estudo para apontar exatamente o que o setor precisa para atingir a meta de moradias até 2022. “Todo e qualquer recurso que é gasto e não tem efeito direto em aumento de produção é perda de eficiência econômica e consequentemente afeta de maneira negativa todo e qualquer setor”.

Novo diretor

O evento também serviu para efetivar a nomeação de Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio como novo diretor-titular do Deconcic, em substituição a José Carlos de Oliveira Lima. Segundo Oliveira Lima, Carlos é o nome certo para conduzir o departamento, pois já havia substituído o próprio Oliveira durante sua ausência em outras oportunidades e por estar conduzindo pessoalmente todo o processo do Construbusiness 2012. A efetivação é imediata e já está em vigor.

O novo diretor falou a respeito da nomeação e dos desafios do novo cargo: “Ratifico o meu compromisso em dedicar todo o meu esforço e minha capacidade para ajudar na condução do Deconcic. Quero usar o termo ajudar. É com essa confiança de conduzirmos juntos que pude aceitar esse convite”.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, também prestigiou o evento e, no final, agradeceu a presença dos convidados e a participação das entidades na divulgação e execução do Construbusiness ao longo dos anos.

“Estou aqui hoje apenas para agradecer pelo esforço e união de todos vocês para garantir que o Construbusiness seja mais uma vez um sucesso. Essa união foi essencial em todos esses anos, seja com trabalho, com ideias, com apoio. Muito obrigado”, finalizou o  presidente Skaf.

Brasil insiste no erro de construir sem planejar, diz presidente do Sinaenco

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José Roberto Bernasconi, presidente regional do Sinaenco e membro do Consic/Fiesp

Para evitar o atraso de diversas obras, não só nos estádios, mas também de infraestrutura, deveriam ter sido feitos planejamentos e projetos de engenharia antes de as construções serem iniciadas pelo país, analisou nesta terça-feira (10/04) o presidente do Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), José Roberto Bernasconi.

A avaliação de Bernasconi, que também é membro do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic), seria óbvia não fosse o histórico de obras malsucedidas no Brasil, por falta de planejamento, que geram problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades do país.

“No Brasil, os construtores reclamam de serem malvistos e que as obras param. Isso é verdade, mas, por outro lado, é preciso planejar o jogo antes e só depois fazer a licitação da obra”, argumentou Bernasconi durante reunião com empresários e membros do Consic na Fiesp.

O engenheiro reiterou que é de responsabilidade da construção e da arquitetura elaborar estudos, planos e programas para “boas obras”, acrescentando que um item indispensável em qualquer planejamento é o estudo do impacto socioambiental.

“Aqui no Brasil nós insistimos em contratar obras sem projetos. Continuamos fazendo a coisa de forma errada e queremos ter resultado diferente. O projeto de engenharia vai dar eficiência na aplicação de recursos”, alertou o presidente regional do Sinaenco.

Preparação

Doze cidades se preparam para receber os jogos da Copa 2014. As obras envolvem a reforma de estádios para adequação ao padrão estabelecido pela Fifa e a construção de novas arenas, além de reformas em trechos viários e a criação de novos trajetos e linhas para o transporte.

De acordo com o Portal 2014, criado pelo Sinaenco e outras empresas do ramo de construção e tecnologia, dos 12 estádios que estão sendo reformados ou construídos, cinco apresentam andamento da obra abaixo do esperado para o período: Arena da Baixa, em Curitiba; Arena Pernambuco, em Grande Recife; Estádio das Dunas, em Natal; Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre; e Arena Corinthians, na zona leste de São Paulo.