Custo de Crédito Semanal

O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp (Depecon) elabora um estudo comparativo das taxas de juros aplicadas pelos grandes bancos de varejo no Brasil.

O objetivo é auxiliar os industriais e a sociedade em geral a negociar melhores condições para suas operações de crédito. Além disso, o estudo vai ao encontro dos esforços da entidade na busca pela redução do custo do dinheiro.

Custo de crédito semanal – 21/03/2019

Para visualizar ou baixar a análise mais recente em seu computador, acesse o menu ao lado.

Periodicidade: Semanal.

Resultados apurados: Taxa média de juros cobrada pelas principais modalidades de crédito.

Pelo segundo ano consecutivo, INA encerra o ano no campo positivo e avança 1,2% em 2018

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Pelo segundo ano consecutivo, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista ficou positivo e encerrou 2018 com alta moderada de 1,2%. Houve avanço nas variáveis do total de vendas reais (20,1%), horas trabalhadas na produção (3,0%) e no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) para 0,4 p.p. Em 2017, o indicador encerrou com alta de 3,6%. Na análise mensal, houve estabilidade em novembro (0,0%) e avanço de 1,5% em dezembro, na série com ajuste sazonal. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (01/02) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

De acordo com o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, o INA refletiu o resultado positivo do PIB dos dois últimos anos. “Existe uma confiança na melhora do ambiente de negócios, que tende a subir com as primeiras ações do governo. A posse dos novos deputados e senadores e a apresentação de uma série de propostas do governo, como a da Previdência, em discussão desde a campanha eleitoral, deve trazer mais otimismo para o mercado”, avalia.

Roriz observa também que a utilização da capacidade instalada das indústrias do Estado ainda está abaixo da média histórica, que é de 80%. Em dezembro, ficou em 74,7%. “Em um período de crescimento econômico, a capacidade instalada gira em torno de 80%, segundo a média histórica. Estamos trabalhando abaixo dessa linha e para que sejam feitos novos investimentos, o ideal para a capacidade instalada é estar entre 80% e 82%”, observa Roriz.

A variação do INA ficou positiva em 11 dos 20 setores acompanhados em 2018. Entre os setores de destaque está o de veículos automotores, com crescimento de 15,3%, metalurgia (10,7%) e farmacêutico (10,2%).

Confira o boletim de áudio dessa notícia:

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de janeiro fechou em 50,5 pontos, na série com ajuste sazonal, resultado superior ao de dezembro, quando marcou 47,9 pontos. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês. Contudo, o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, observa que “os dados mostram um otimismo moderado entre os industriais em janeiro, já que eles vêm de um período de férias”.

Para a variável de vendas, houve recuo de 0,2 pontos, saindo de 48,9 pontos para 48,7 pontos. No item condições de mercado, o indicador foi de 50,1 pontos em dezembro para 49,4 pontos em janeiro, queda de -0,7. Abaixo dos 50,0 pontos, indica piora das condições de mercado. O indicador de emprego recuou -1,2 pontos, para 48,1 pontos, ante os 49,3 pontos de dezembro. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês.

O nível de estoque avançou 11,3 pontos para 53,4 pontos em janeiro ante os 42,1 pontos do mês anterior. Leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores indicam sobrestoque.

Mais informações, acesse aqui

Inovação para indústrias de SP: edital de 2019 é de R$ 13 milhões para startups

Agência Indusnet Fiesp

No dia 23/1, três grandes empresas, Enel, Ternium e Engie, em parceria com o SENAI e o SEBRAE, apresentaram desafios para as Startups.

Em evento realizado na Fiesp foram selecionadas vinte delas que receberão até R$ 13 milhões em recursos não reembolsáveis. Os valores servirão de apoio para o desenvolvimento de soluções para a indústria junto com o apoio técnico da rede de Institutos SENAI de Inovação e de Tecnologia.

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Participantes vieram conhecer possibilidades para startups. Foto: Karim Kahn

Inscrição aberta para o 25º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

Há 25 anos, a Fiesp reconhece e valoriza as melhores iniciativas do setor industrial na área de sustentabilidade com o Prêmio de Mérito Ambiental. Ao longo dos anos, foram 283 empresas participantes e 592 projetos inscritos.

Os projetos premiados nessas mais de duas décadas geraram resultados notáveis para o meio ambiente e para o Estado de São Paulo. Juntas, as iniciativas possibilitaram que não fossem gerados 10 milhões de toneladas de resíduos sólidos, 26,2 milhões de toneladas de resíduos que seriam encaminhadas ao aterro, 429 mil toneladas de consumo de insumos e matéria-prima e mais vários outros indicadores que somados resultaram em uma economia de mais de R$ 2,5 bilhões para as empresas. E, consequentemente, um meio ambiente mais equilibrado.

O reconhecimento vem por meio de troféus e placas de menção honrosa. Serão premiados projetos finalistas em cada categoria: indústria de micro/pequeno porte; indústrias de médio/grande porte e responsabilidade socioambiental.

O Prêmio é considerado um indicador ambiental uma vez que reconhece projetos de sucesso no setor. Participe! Se a sua empresa realiza práticas sustentáveis e de responsabilidade ambiental, gerando resultados significativos ao ecossistema. Inscreva-se.

SERVIÇO

Data-limite para pré-inscrição eletrônica: até 22/3/2019, na página da Fiesp: http://hotsite.fiesp.com.br/meritoambiental/2019/

Envio de projetos por via eletrônica: até 29 de março de 2019

Premiação: em junho de 2019

Mais informações: (11) 3549-4366 e meritoambiental@fiesp.com

Panorama da Indústria de Transformação Brasileira

Qual a importância da indústria na economia brasileira? Como a indústria tem evoluído nos últimos anos? Quais são seus principais setores? E a indústria paulista, qual a sua importância?

Estas e outras questões, que nos são frequentemente postas, nos motivaram a criar este trabalho que oferece um panorama da indústria brasileira e também, em particular, da indústria paulista.

O trabalho foi elaborado com dados de domínio público, de fontes como IBGE e Ministério do Trabalho e Emprego. O objetivo é fornecer, de forma consolidada, um conjunto de informações sobre a indústria brasileira, a indústria paulista, e as regiões do Estado de São Paulo.

Esta é a 17ª edição, atualizada em 11/01/2019

Para acessar o trabalho, utilize o menu ao lado.

Para ver os trabalhos por Diretoria Regional do Ciesp, utilize os links abaixo:

Os trabalhos por Diretoria Regional foram atualizados em 11/01/2019

Americana

Araçatuba

Araraquara

Bauru

Botucatu

Bragança Paulista

Campinas

Cotia

Cubatão

Diadema

Franca

Guarulhos

Indaiatuba

Jacareí

Jaú

Jundiaí

Limeira

Marília

Matão

Mogi das Cruzes

Osasco

Piracicaba

Presidente Prudente

Ribeirão Preto

Rio Claro

Santa Bárbara d’Oeste

Santo André

Santos

São Bernardo do Campo

São Caetano do Sul

São Carlos

São João da Boa Vista

São José do Rio Preto

São José dos Campos

São Paulo

Sertãozinho

Sorocaba

Taubaté

Vale do Ribeira

“A indústria sobreviveu, apesar dos governos”, afirma Skaf

Agência Indusnet Fiesp

Nos últimos 30 anos, a economia brasileira passou por período bastante conturbado, tivemos controle e congelamento de preços; confisco de poupança; as maiores taxas de juros do mundo por décadas; manipulação do câmbio, alternando períodos de forte valorização com maxidesvalorizações abruptas; elevação da carga tributária; hiperinflação; descontrole dos gastos públicos; aumento da burocracia, que faz as empresas brasileiras gastarem 5 a 6 vezes mais tempo para cumprir as normas; infraestrutura cara e ineficiente. Em outras palavras, esse foi um período de forte crescimento do chamado Custo Brasil.
“A indústria brasileira sobreviveu, apesar dos governos”, diz o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Hoje ainda é responsável pela geração de quase 10 milhões de empregos diretos, pagando os melhores salários do país. A indústria responde pela arrecadação de 32% dos impostos, por quase 70% das exportações brasileiras e por 68% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento feitos pelo setor privado.
Não existe exemplo de país com as dimensões territoriais e populacionais do Brasil que tenha se desenvolvido sem um setor industrial forte e dinâmico.
O Brasil ainda se encontra dividido, como consequência de um processo eleitoral polarizado, com crises a serem enfrentadas. Apontar culpados pela situação a que chegamos em nada ajuda a resolver os problemas, especialmente quando se aponta o lado errado.
Mais do que discutir a existência ou não de um ministério para a indústria, é de extrema importância a qualidade das políticas que o futuro governo deve implementar. O papel esperado pela sociedade é o de garantir um ambiente de negócios isonômicos ao internacional (juros no padrão internacional, tributação menor e menos complexa, câmbio adequado, infraestrutura eficiente e barata etc) e propício ao investimento e à inovação que, afinal, são as molas propulsoras da prosperidade e do bem-estar social que o Brasil tanto quer e merece.

Paulo Skaf

Presidente da Fiesp e do Ciesp

Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista sobe 1,5% em agosto, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp 

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista subiu 1,5% em agosto em relação a julho, na série com ajuste sazonal. Na série sem ajuste, o avanço foi de 5,9% no mês e no acumulado em 12 meses de 4,3%. A principal influência dessa recuperação veio da variável total de vendas reais, que subiu 6,9%, seguida por horas trabalhadas na produção (2,3%). O Nível de Utilização da Capacidade Instalada ficou praticamente estável (-0,1p.p). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, (28/09), pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Segundo José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, o atual clico de recuperação da economia brasileira é um dos mais lentos. “Ao contrário das crises anteriores em que a recuperação se dava logo em seguida, dessa vez o mercado terá dificuldades para voltar a crescer. A queda da taxa Selic, mas sem redução proporcional do spread bancário é um dos complicadores para a recuperação do investimento. O nível de utilização da capacidade instalada das empresas está muito baixo. Há dificuldade principalmente nos setores em que a matéria prima é cotada a preços internacionais. Com a volatilidade do câmbio e o aumento abrupto do dólar, as empresas que não têm poder de mercado não conseguem repassar a alta dos preços”, avaliou.

O avanço da atividade industrial paulista em agosto foi disseminado, alcançando 14 dos 20 segmentos pesquisados, com destaque para a alta de 7,1% do segmento de veículos automotores.

Ouça o boletim de áudio dessa notícia:

Sensor

A pesquisa Sensor de setembro, também produzida pelas entidades, marcou 51,3 pontos, ante os 51,9 pontos em agosto, na leitura com ajuste sazonal. A marca mantém o Sensor acima dos 50 pontos há mais de 12 meses consecutivos. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas avançou 1,7 ponto, para 55,9 pontos em setembro. O indicador de estoques subiu 1,4 ponto ante agosto (47,1 pontos), marcando 48,5 pontos no mês de setembro, o que indica que os estoques estão acima do nível desejado.

Para a variável que capta as condições de mercado, houve recuo de 2,3 pontos, passando de 52,4 pontos em agosto para 50,1 pontos no mês de setembro. Acima dos 50,0 pontos indica expectativa de melhora das condições de mercado.

Para o indicador de emprego também houve recuo depois de 13 meses consecutivos no patamar acima de 50 pontos. O indicador passou de 51,6 pontos em agosto, para 49,6 pontos em setembro. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês. O indicador de investimentos permaneceu praticamente estável, passando de 54,1 pontos para 54 pontos.

Para ler a pesquisa completa, é só clicar  aqui.

“TCU é um dos exemplos mais claros de como o caos pode produzir a ordem”, diz Delfim Netto

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

Para debater questões de produtividade no Brasil e fortalecer uma agenda de Estado consistente, o Comitê de Desburocratização da Fiesp realizou na manhã desta terça-feira (18 de setembro) um encontro com especialistas para analisar como a burocracia atrapalha a eficiência da indústria nacional.

Na avaliação do presidente do Conselho Superior de Economia da Fiesp, Delfim Netto, “o Tribunal de Contas da União [TCU] é um dos exemplos mais claros de como o caos pode produzir a ordem”. Para ele, a instituição figura como uma das entidades mais perfeitas do Estado brasileiro, treinada por pessoas competentes e que estão encontrando uma nova utilidade, que é criar produtividade no Brasil, característica que o país deixou de ter.

“Durante 40 anos nós [Brasil] crescemos mais que o mundo. Nos últimos 40 anos nós estamos crescendo menos que o mundo, aconteceu qualquer coisa em desarranjo fundamental que é expresso na produtividade do país”, afirmou. Na visão de Delfim, apesar do cenário econômico atual, “o Brasil não deve ser visto como um fracasso, somos 210 milhões de habitantes, somos a oitava economia do mundo, um país pobre e desigual, mas temos tudo para voltar a crescer”, defendeu. Para além das cifras econômicas, ele completou: “crescimento é um estado de espírito, só cresce quem sabe por que quer crescer, crescimento não é uma coisa simples. Crescimento é uma disputa, uma corrida na qual morre quem fica parado e quem corre é atropelado”.

A análise de Delfim foi compartilhada pelo diretor da Faculdade de Economia e Administração da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Antonio Corrêa, sobre considerar o Brasil um país de sucesso. “Poucos países conseguiram essa transformação brilhante, de sair de uma economia primária exportadora para uma economia industrial”, disse.

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Burocracia figura como um dos principais entraves para a eficiência industrial no Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Já o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, Fernando Augusto Veloso, lembrou como a temática da baixa produtividade do país foi camuflada por causa do chamado bônus demográfico, em que a população em idade para trabalhar estava crescendo acima do nível geral da população, permitindo incorporação de mão de obra que fez com que o padrão de vida das pessoas pudesse crescer acima do que a produtividade permitia. Rendas e salários, principalmente nos anos 2000, cresceram muito acima da produtividade. Do Observatório das Empresas Estatais da FGV de São Paulo, o diretor Márcio Holland de Brito exemplificou o problema da produtividade com o aumento do número de servidores públicos nos últimos anos, que não refletiu uma melhora dos serviços prestados. “É falta de controle e cobrança de uma administração eficiente”, completou.

Sobre a experiência do TCU, o coordenador do projeto de Eficiência e Produtividade Fernando Camargo reforçou a ideia de que o Brasil passa pela armadilha do baixo crescimento, da renda média. “O dinheiro acabou, estamos em uma crise fiscal e com uma dívida pública de 75% do PIB [Produto Interno Bruto]. O TCU pode ajudar como órgão de Estado e não de governo. Sem preocupações com agendas políticas”, afirmou. O secretário de Controle Externo do Desenvolvimento  Econômico do TCU, Fernando Antonio Magalhães, garantiu que a ideia da instituição é contribuir para uma agenda contínua de melhora no ambiente de negócios brasileiro. Durante o encontro, o ministro do TCU Vital do Rêgo Filho chamou o trabalho de uma jornada de desburocratização. 

O secretário de Controle Externo de Santa Catarina e coordenador da fiscalização das disfunções burocráticas que afetam a indústria do TCU, Waldemir Paschoiotto, apresentou um levantamento sobre produtividade e detalhou que 21% da riqueza do país sai da indústria, assim como 32% da arrecadação federal e quase 10 milhões de empregados. “TCU é mais conhecido pela auditoria, mas atuamos com mais que instrumentos de fiscalização, como pesquisas e diagnósticos”, garantiu.

Finalmente, o gerente de Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia da Fiesp, Renato Corona, falou da burocracia como grande gargalo para a produtividade da indústria brasileira. “Em um ranking de 43 países, o Brasil aparece como primeiro em burocracia tributária, o que implica em um custo maior, uma das economias que mais gastam com Justiça e desperdiçam com corrupção”, lamentou.

‘Vamos estimular boas práticas para reduzir pré-conceitos’, afirma diretora titular de Responsabilidade Social da Fiesp e do Ciesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O mundo mudou e agir de modo socialmente responsável não é mais uma escolha por parte das empresas, mas uma questão de sobrevivência. Atenta a essas e outras transformações, a diretora titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, do Núcleo de Responsabilidade Social (NRS) do Ciesp e vice-presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial), Grácia Fragalá, é uma voz incansável na busca pelo fim dos pré-conceitos na indústria paulista. Na entrevista abaixo, ela explica como o debate em torno da sustentabilidade vem ganhando força no setor, numa lógica de ganha-ganha na qual são beneficiados empresários, colaboradores e consumidores.

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Grácia: “A indústria ajuda na geração de trabalho digno, na oferta de ambientes que ofereçam segurança e diversidade.” Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Qual a importância da Responsabilidade Social para a competitividade das empresas?

O mundo passa por transformações importantes do ponto de vista econômico, político, social, cultural. Transformações que geram modelos novos de relacionamento entre os mercados, as organizações e a sociedade. Isso promove uma tendência crescente de aproximação dos interesses das empresas e dos consumidores. Assim, quando pensamos a partir do ponto de vista da competitividade, podemos falar de processos internos, de quando as empresas adotam um modelo mais sustentável de atuação. Outro ponto é o fato de que os produtos estão cada vez mais parecidos e o que faz o consumidor optar por um artigo e não por outro são as práticas sustentáveis e o comportamento corporativo. Se pode escolher, ele vai ficar com a empresa que trabalha com valores nos quais ele acredita.

Como a Fiesp e o Ciesp ajudam a indústria no que se refere à Sustentabilidade?

A Fiesp e o Ciesp têm um papel importantíssimo por estar em São Paulo, onde temos a maior concentração do PIB nacional. Ao estimular as indústrias a seguirem um padrão de trabalho mais responsável, de modo a agir segundo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, nós nos unimos a todos aqueles que já firmaram o compromisso de não deixar ninguém para trás. Agora, os ODS têm no setor privado um parceiro importante para atingir suas metas. É isso que a Fiesp e o Ciesp fazem: colocam as empresas nesse debate. A indústria ajuda na geração de trabalho digno, na oferta de ambientes que ofereçam segurança e diversidade, equidade de gênero, promoção da igualdade social e assim por diante. Nós ajudamos as empresas a adotarem práticas nesse sentido, divulgando e estimulando o que já é feito.

Quais práticas o Cores desenvolve para apoiar o segmento nos temas de Responsabilidade Social?

Do início de 2017 para cá, já organizamos 23 eventos em todo o estado para debater o assunto. Temos o nosso Boletim eletrônico de Sustentabilidade, enviado mensalmente para 15 mil contatos.

Além disso, fazemos uma aproximação com sindicatos e associações, queremos apresentar aos empresários o planejamento estratégico que consolidamos no ano passado sobre esses temas. Queremos capacitar a indústria para trabalhar de modo mais sustentável dentro do seu negócio, desenvolvendo ferramentas de gestão.

E como podemos avançar nesse debate?

Temos tido um apoio incondicional da presidência da Fiesp em relação aos temas de Desenvolvimento Sustentável.

Em paralelo, definimos que, como Sustentabilidade é um tema transversal, buscamos o alinhamento com outras áreas da casa. É o que temos construído agora: visito todos os departamentos e converso com os responsáveis pelas áreas. Inserimos o pilar social nas discussões dos outros departamentos, além da parceria com o Sesi e o Senai.

O que temos em vista daqui por diante?

O Consocial, o Cores e o NRS lançaram recentemente o Guia de Investimento Social Corporativo com o objetivo de orientar e estimular os empresários a fazerem investimentos em projetos sociais, fomentando o desenvolvimento sustentável. Apoiamos operacionalmente a iniciativa do Consocial de unir os empresários em prol da primeira infância e a intenção de criar um Movimento em torno do tema.

A imigração é um tema que também está no radar?

Sim. Como trabalhamos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, estamos focados na igualdade social. Dessa forma, levamos o debate às indústrias e mostramos que inserir economicamente um refugiado no mercado de trabalho é uma oportunidade para todos. Nosso objetivo é estimular as boas práticas para reduzir todas as desigualdades e promover a diversidade no meio empresarial.

PIB e produtividade desaceleraram após abertura comercial brasileira, aponta Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que não é possível estabelecer uma relação automática entre abertura comercial e crescimento econômico. Engajada na retomada da economia brasileira, a Fiesp alerta que é preciso melhorar as condições de produção para a indústria nacional, de olho em uma agregação de valor às cadeias produtivas locais, antes de focar esforços apenas em uma abertura comercial.

Na avaliação do presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz, é preciso que a pauta exportadora seja mais diversa no Brasil, com bens manufaturados, como mostra a experiência internacional. “O adverso e elevado Custo Brasil e a equivocada política cambial elevam os custos de produção, encarecendo a produção nacional e reduzindo a capacidade de inovação da indústria”, afirma.

De acordo com ele, a pauta de exportação brasileira tem baixa complexidade e é concentrada em produtos de baixo valor agregado, enquanto as importações feitas pelo país miram produtos de maior valor agregado e alta intensidade tecnológica; 60,3% da pauta concentra bens de média-alta (44,6%) e alta tecnologia (15,7%). Em 2001, o Brasil ocupava o 38º lugar no ranking mundial de complexidade econômica. Em 2015, ficou com a 51ª posição, confirmando a menor estrutura produtiva do país.

O saldo anual de comércio exterior para bens manufaturados brasileiros está negativo desde 2007. De 2001 a 2015, o déficit médio de importações contra as exportações corresponde a 1,8% do PIB. “No Brasil, o excesso de custos é maior do que a proteção, em forma de barreiras tarifárias e não tarifárias”, diz Roriz.

De acordo com o levantamento, tanto o Produto Interno Bruto (PIB) per capita quanto a produtividade em relação à força de trabalho recuaram no país desde o processo de abertura comercial em 1991. A análise feita em julho foi a primeira de uma série de estudos da entidade sobre a liberalização comercial no Brasil. Para a Fiesp, a baixa competitividade de um país limita o crescimento do PIB, favorece o crescimento das importações e limita e crescimento das exportações.

A Fiesp aponta que a produtividade do trabalho (PIB/população ocupada) cresceu em média 1,1% ao ano de 1971 a 1991, aumentando para 1,4% de crescimento médio anual de 1992 a 2011. No entanto, a produtividade do trabalho (PIB/força de trabalho) na mesma comparação de períodos passou de crescimento médio anual de 2,1% para 1,5%. E o PIB per capita (PIB/população total) teve seu crescimento médio anual reduzido de 2,4% para 1,9%, na mesma base de comparação.

Além disso, a taxa de crescimento brasileira desacelerou ante outros países em desenvolvimento nos mesmos anos. De 1992 a 2011 o crescimento do PIB do Brasil recuou 1,3 ponto percentual em relação ao período 1972 a 1991, enquanto outras economias emergentes avançaram 1,2 ponto percentual.

Manual – Uso racional de Água no setor industrial

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Manual de Uso Racional de Água no Setor Industrial

Manual elaborado em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e apoio do Centro Internacional em Reúso de Água (CIRRA/USP). O manual oferece subsídios e ferramentas para que o setor industrial possa ampliar a adoção de boas práticas de reutilização e reúso de água.

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Pesquisa Vitimização da Indústria mostra que 49,8% das empresas paulistas sofreram algum tipo de crime nos últimos 12 meses

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp 

Nos últimos 12 meses, 49,8% dos empresários entrevistados foram vítimas de algum tipo de crime é o que revela a pesquisa Vitimização da Indústria apurada pelo Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp e divulgada nesta terça-feira (05/12). Deste total, 21,6% das ações criminosas ocorreram dentro da própria sede ou filial da empresa, enquanto outros 15,6% aconteceram durante o transporte de cargas ou valores.

Outro dado que chama a atenção é que 61,4% das empresas relataram que ao longo de sua existência já foram vítimas de atos criminosos tais como “roubo, furto ou desvio de produtos, equipamentos ou dinheiro”.

O estudo, realizado anualmente, mostra ainda que a perda como proporção de faturamento da indústria por conta de atos criminosos correspondeu a prejuízos de 0,5%, para 63,3% das firmas; entre 0,6% a 1%, para 9% das entrevistadas; e acima de 5%, para 10,9%. Já as companhias de pequeno porte que registraram prejuízos acima de 5% somaram 11,3% das entrevistadas.

Na comparação com a primeira pesquisa de Vitimização realizada pelo Deseg, o número de empresas vítimas de criminosos nos últimos 12 meses havia passado de 44,5% em 2015 para 48,9% em 2016.

As empresas que sofreram pelo menos um crime há mais de 12 meses passaram de 46,1% em 2015 para 42,6% no ano passado. Por fim, as companhias vítimas de pelo menos um crime a qualquer momento haviam aumentado de 59,8% em 2015 para 61,4% em 2016. A pesquisa Vitimização na Indústria foi aplicada em setembro de 2016 com empresas do Estado de São Paulo.

Nesta quinta-feira (07/12), o Deseg também realizará em São Paulo o lançamento do Seminário do Anuário de Mercados Ilícitos Transnacionais de 2017, que analisa o impacto da atividade criminal sobre a indústria paulista.

Para ler a pesquisa completa, só clicar aqui.

Tribunal de Justiça implantará duas varas empresariais em São Paulo, em tempos de modernização da indústria

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Justiça Paulista contará em breve – ainda este mês ou no começo de dezembro, no Fórum João Mendes – com duas varas empresariais, em segundo grau, e uma terceira Câmara Empresarial de Recuperação Judicial e Falência, em perspectiva.

A informação foi prestada em seminário realizado nesta quarta-feira (1º/11), na Fiesp. O ministro Sydney Sanches (ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e presidente do CONJUR da FIESP), disse que “a ideia é de que haja juízes especializados para assuntos especializados de maneira que se julguem causas rapidamente”.

Para o presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, o momento é de grande transformação, inclusive em função da indústria 4.0 e da inteligência artificial. “É preciso modernizar as regras e louvar esse tipo de iniciativa, eficiente para São Paulo e para o Brasil”, disse.

No entendimento do desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti (presidente do Tribunal de Justiça – TJSP), é preciso prestigiar o empreendedorismo, a indústria, o comércio e o progresso do país.

Essas novidades foram detalhadas pelo desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças (corregedor geral da Justiça do TJSP), que tratou da importância da especialização judicial em direito empresarial para a economia brasileira, especialmente para São Paulo, que representa 32,2% de toda a economia gerada no país.

“A estrutura do Poder Judiciário precisa atender ao mercado e a matéria empresarial apresenta alta complexidade em razão de sua função social, atividade produtiva, credores e direitos trabalhistas. Há problemas com a pulverização de entendimentos que leva à insegurança jurídica e mais custos”, pontuou. Entre as vantagens apontadas estão a celeridade e a melhor qualidade técnica e previsibilidade das decisões.

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Em seminário realizado na sede da Fiesp, Justiça paulista anuncia a implantação de duas varas empresariais para desafogar ações e acelerar decisões ligadas às indústrias. Foto: Ayrton Vignoli/Fiesp

Para a 3ª Vara de Recuperação Empresarial e Falências deverão seguir os processos de falência e concordatas antigas, como os da Boi Gordo, Vasp, Transbrasil e até do Mappin, que se encontram atualmente no Fórum João Mendes.  Na 1ª vara se encontram 1.248 processos mais 27.917 incidentes processuais. Na 2ª vara, 27.103 processos, e 5.799 incidentes processuais.

“Estamos em um momento em que as instituições públicas precisam avançar e se modernizar com mais interlocução entre os demais poderes, disse o desembargador Calças. São 100 milhões de processos no País e 20 milhões em São Paulo e aqui há grande concentração de casos empresariais. Portanto, a ideia de constituição de varas é anseio antigo e trará resultados positivos e reflexos na atividade produtiva.

Mas como quantificar a complexidade e tecnicidade dos processos empresariais? Marcelo Guedes Nunes (presidente da Associação Brasileira de Jurimetria-ABJ) explicou com uma pesquisa de volumetria para estabelecer a necessidade de ajuste quanto aos processos no Judiciário. Somente 700 processos foram classificados corretamente no âmbito empresarial e, portanto, precisou-se de avaliação mais apurada para encontrar as “cifras ocultas” a fim de se obter estimativa mais concreta e este número subiu para 1.000, em números absolutos.

Para esse especialista, há necessidades requeridas em função das múltiplas partes envolvidas no conflito, como o número de sócios e demandas específicas e a interação e a dinâmica são diferentes. “É preciso criar cultura de monitoramento. A especialização e subespecialização das varas é uma decisão acertada. Há vantagens em relação à celeridade e estabilidade com decisões ligadas à qualidade. A incerteza é péssima para o empresário, pois impede o efetivo cálculo econômico.

Também estiveram presentes ao Seminário os presidentes das 1ª e 2ª Câmaras de Direito Empresarial, José Araldo da Costa Telles e Alexandre Lazzarini.

Jornada da Indústria pela Sustentabilidade inicia em Mogi Guaçu programação de 2017

Raquel Corrêa Sajonc, Agência Indusnet Fiesp

A Jornada da Indústria pela Sustentabilidade, programa com foco na gestão empresarial responsável e desenvolvimento sustentável, promovido pela Fiesp, Ciesp e Sesi-SP, iniciou as atividades de 2017 na cidade de Mogi Guaçu. O encontro, que aconteceu no dia 22 de junho, no Centro de Atividades (CAT) do Sesi do município, reuniu cerca de 50 empresários e profissionais das indústrias da região.

Com o tema “Sustentabilidade é um bom negócio”, o encontro é uma oportunidade para que as empresas do setor industrial conheçam e incorporem boas práticas e tendências de sustentabilidade à estratégia dos negócios, visando à rentabilidade e perenidade da empresa. Conduzido pelo engenheiro especializado na implementação de estratégias de sustentabilidade empresarial e também diretor de Responsabilidade Social do Ciesp, Vitor Seravalli, o evento é dividido em atividades teóricas e práticas. Os participantes têm a chance de conhecer e utilizar algumas ferramentas de gestão, além de dialogar com representantes de empresas de diversos ramos e segmentos de negócios.

Para o diretor da empresa Qualitas, Paulo Stivalli, o evento trouxe novidades sobre gestão que vão contribuir para o trabalho daqui para frente. Ele ainda enfatizou o diálogo promovido no seminário. “A discussão sobre sustentabilidade foi muito bacana, pois havia um grupo bastante participativo, que expôs diversas visões sobre a questão. Isso contribui muito para que a gente enriqueça nossa visão e para que possamos agir com mais eficácia em relação à sustentabilidade”, declara. Na visão de Paulo Stivalli, a Jornada vai fazer uma diferença para a Qualitas e até para o mundo.

O entendimento de que, atualmente, no mundo dos negócios, a sustentabilidade é uma competência, foi o que mais chamou a atenção de Carlos Eduardo Sgnoretti, funcionário da área de Comunicação e Marketing da empresa Ibérica Embalagens. “Os profissionais precisam de capacitação para entender que a sustentabilidade dos negócios não se baseia somente no meio ambiente, mas também no social e no financeiro. Inclusive está relacionada com a sobrevivência do negócio”, ressalta.  Carlos destaca que as empresas que não se preocuparam com esta vertente acabarão perdendo oportunidades de negócio e de aprender a gerir a empresa de uma forma mais eficiente e sustentável.

E, embora o programa seja destinado a empresários e profissionais do setor industrial, esta edição contou também com a participação do setor público. Gilberto Selber, secretário de Educação, Esportes e Cultura de Aguaí, município vizinho de Mogi Guaçu, participou do seminário e do workshop e aproveitou a oportunidade para refletir sobre gestão. Segundo Gilberto, educação não pode ser considerado um negócio, mas ele afirmou que muito do que aprendeu no encontro servirá para o desenvolvimento da educação de sua cidade. “A gestão pública se reveste de particularidades, e a gente se depara com uma série de desafios que necessita de estratégias muito claras para que a gente consiga alcançar resultados”, explica. Outro ponto destacado por ele foi a importância da comunicação para a disseminação de valores e princípios da sustentabilidade. Como ele disse, a sustentabilidade está presente em tudo e a comunicação é uma forma relevante para disseminação. “Quero levar a sustentabilidade para as escolas do município e também pretendo compartilhar as informações que eu adquiri aqui para os outros secretários, de outras pastas.”

O diretor do Sesi de Mogi Guaçu, Marcos Rogério Kapp, declarou que receber a Jornada no Sesi foi uma satisfação. “Tivermos uma oportunidade fantástica de proporcionar um momento de reflexão com as empresas e estreitar o relacionamento. A gente trabalha bastante para estar próximo das indústrias e quando a gente tem a oportunidade de oferecer um programa de tanta qualidade, como é a Jornada da Indústria pela Sustentabilidade, é gratificante”, relata. Marcos destacou os feedbacks que recebeu, junto com sua equipe, das empresas representantes: “foram os melhores possíveis e isso certamente vai gerar novas parcerias com essas empresas”, manifesta animado.

E animação, comprometimento e engajamento foi a marca de toda a equipe do Sesi Mogi Guaçu. A agente de atividades de Responsabilidade Social do CAT, Michelle Ryter, contou que todas as áreas se envolveram na realização do evento e deram sugestões para torná-lo mais atrativo e acolhedor para o público. Pela primeira vez, em cerca de três anos, a abertura da Jornada da Indústria pela Sustentabilidade contou com a participação de alunos do Sesi-SP. Diversas crianças fizeram questão de entregar um brinde produzido de forma artesanal personalizado e a mensagem “Cuide do nosso futuro” para cada um dos participantes. Para o público em geral, foi um momento muito emocionante, que contagiou a todos.

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Encontro discute a importância da comunicação para a disseminação de valores da sustentabilidade. Foto: Raquel Corrêa Sajonc/Fiesp

As próximas edições da Jornada da Indústria pela Sustentabilidade estão previstas para:

  • Ribeirão Preto, em agosto
  • Botucatu, em setembro
  • Mauá, em novembro

Para outras informações, entre em contato pelo e-mail cores@fiesp.com.br.

Sul-africanos pedem aproximação com Brasil em visita à Fiesp

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

A fim de promover uma cooperação mais intensa entre o Brasil e a África do Sul, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) recebeu em 8 de junho uma delegação sul-africana para identificar novas oportunidades de intercâmbio.

Segundo o diretor titular adjunto do Derex Newton de Mello, ambos os países possuem raízes multiculturais fortes e mais pontos em comum do que divergências, o que facilita a perspectiva de novos acordos.

Na visão do embaixador da África do Sul no Brasil, Ntshikiwane Mashimbye, é importante que as duas economias encontrem negócios de benefício mútuo. “Já temos uma boa interação com brasileiros, seja para estudos ou turismo; temos em comum nações bonitas e vibrantes. Além disso, a África do Sul é a economia mais sofisticada de seu continente, sabemos que podemos oferecer parcerias interessantes e queremos estar mais próximos”, afirmou.

O diretor titular adjunto do Derex Antonio Fernando Bessa, por sua vez, apresentou os dados econômicos brasileiros dos últimos anos, destacando as preocupações da Fiesp com uma agenda de integração regional consistente.

Do Ministério da Agricultura da província de Northern Cape, a mais extensa de sua região, Norman Shushu elencou seus principais setores industriais. São mineração, fabricação e desenvolvimento de equipamentos automotivos, desenvolvimento de cidades e processamento agropecuário focado em segurança alimentar no longo prazo, conectando os produtores e os mercados, por exemplo.

Já Saki Zamxaka, da agência de desenvolvimento da província de Gauteng, falou da possibilidade da África do Sul usar serviços e companhias brasileiras como um complemento para sua indústria. Nesse sentido, o gerente de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Casemiro Taleikis, introduziu representantes de mais dez empresas brasileiras do segmento de maquinário agrícola, interessadas em obter novas oportunidades de negócios com o país.

Para além dos acordos comerciais, o diretor de Relações Externas do Senai-SP, Roberto Spada, detalhou as experiências de cooperação técnica do serviço de formação profissionalizante da indústria no exterior. De acordo com Spada, um novo projeto do Senai, desenvolvido especialmente para sul-africanos, irá receber novos alunos no Brasil para trabalhos com duração de até 10 meses.

Atualmente, a África do Sul figura como principal indústria e economia da região, é responsável por 24% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente e possui 11 línguas oficiais, com o inglês para negócios. O país também faz parte da cúpula dos países em desenvolvimento, os chamados Brics, e figura como único país africano no grupo das 20 maiores economias do mundo, o G20.

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Newton de Mello: África do Sul e Brasil possuem raízes multiculturais fortes (Foto: Everton Amaro/Fiesp)

Indicador de Nível de atividade da indústria avança 0,3% em abril, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp 

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria registrou avanço de 0,3% em abril, na série sem influência sazonal. O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e o nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista, que apresentaram também variação positiva de 0,3%, 0,6% e 0,8 p.p, respectivamente. Porém o INA fica no campo negativo (-6,3%) quando considerada a variação sem ajuste sazonal para o mês, que foi influenciado pela menor quantidade de dias úteis. No acumulado em 12 meses, o dado computado também segue em queda (-6,5%). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 31/5, pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Para Paulo Francini, diretor do Depecon, os próximos meses devem ser ainda de oscilações, ora no campo positivo, ora no negativo. “Ainda não foi possível avaliar os efeitos dos acontecimentos no cenário político na indústria paulista. Seguimos com a expectativa de fechar 2017 com crescimento de 1,2%. No entanto, diante dos últimos eventos, todos estão cautelosos sobre o que vai acontecer”, aponta.

Em 18 setores divulgados, três tiveram destaque. O de borracha e material plástico registrou elevação de 0,6% em abril, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 0,6%, vendas reais subiram 2,2% e o NUCI ficou em 0,1p.p.

O INA de celulose e papel cedeu 0,3%. As horas trabalhadas na produção recuaram 3,6%, vendas reais subiram 1,7% e o NUCI avançou 0,3p.p. Já para os minerais não metálicos houve recuo de 0,9%. As vendas reais subiram 1,9%, o total de horas trabalhadas na produção e o NUCI recuaram 2,1% e 1,9 p.p, respectivamente.

>> Ouça boletim sobre o INA

Sensor

A pesquisa Sensor de maio, também analisada pelo Depecon, se manteve acima dos 50 pontos pelo quarto mês consecutivo (51,9 pontos), na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o de mercado passou para 55,2 pontos, ante os 52,2 pontos de abril. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

O resultado para o indicador de emprego foi de 52,1 pontos, alta de 2,0 p.p em relação ao mês anterior, quando registrava 50,1 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês. Já o de vendas avançou para 53,6 pontos, dos 52,9 pontos.

O único destaque negativo ficou por conta do indicador de estoque, que recuou para 48,8 pontos, ante os 49,5 de abril, indicando ter havido alta da percepção de estoques.

Para ler a pesquisa completa, é só clicar aqui.


Para 77% dos empresários, reforma trabalhista trará mais segurança jurídica

Solange Solón Borges, Agência Indusnet Fiesp 

O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) realizou uma nova pesquisa Rumos da Indústria Paulista.  O foco agora foi a percepção empresarial a respeito da reforma trabalhista proposta pelo governo federal. Foram entrevistados representantes de 495 indústrias, sendo 312 micro e pequenas.

Entre os resultados, 77% avaliam que as mudanças propostas trarão maior segurança jurídica. Para 40,8% haverá melhora do ambiente de negócios. Entre os que acreditam que pode haver incentivo para a geração de empregos, é estimado um aumento de até 5% do quadro de pessoal para 24,2% dos entrevistados. Outros  33,4% apontam de 5 a 10% de aumento no quadro de pessoal, sendo que essa percepção é maior no universo das grandes empresas: 42,9% do total.

Para ler a pesquisa completa, só clicar aqui.

Apresentações – MUDANÇA DO CLIMA E SEGURANÇA HÍDRICA: REFLEXOS E IMPACTOS PARA A SOCIEDADE


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Confira abaixo as apresentações realizadas durante o seminário “Mudança do Clima e Segurança Hídrica” que ocorreu na Fiesp no dia 21/03/2017.


Lançamento do Estudo FIESP “Mudança do Clima : Avaliação dos reflexos das metas de redução de emissões sobre a economia e a indústria brasileira”

Palestrante: Angelo Costa Gurgel 


Lançamento do Estudo FGV – “Simulação de Sistema de Comércio de Emissões

Palestrante: Mariana Nicoleti – Fundação Getúlio Vargas


Estratégia e Instrumentos Econômicos Aplicados à Política de Mudança do Clima do Brasil

Palestrante: Jailson de Andrade – Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento – SEPED/MCTIC


Painel I – “Adaptação às Mudanças do Clima e a Segurança Hídrica”


Palestrante: Alexandre Gross – Coordenador de projetos do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da FGV-EAESP

Palestrante: Alexei Macorin Vivan – Diretor Presidente da ABCE

Palestrante: Mário Leopoldo de Pino Neto – Gerente de Sustentabilidade da Braskem


Painel II – “Desafios do Gerenciamento Integrado dos Recursos Hídricos”


Palestrante: Barbara Dunin – Assessora da Rede Brasil do Pacto Global – CBPG


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