Custo de Crédito Semanal

O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp (Depecon) elabora um estudo comparativo das taxas de juros aplicadas pelos grandes bancos de varejo no Brasil.

O objetivo é auxiliar os industriais e a sociedade em geral a negociar melhores condições para suas operações de crédito. Além disso, o estudo vai ao encontro dos esforços da entidade na busca pela redução do custo do dinheiro.

Custo de crédito semanal – 09/08/2018

Para visualizar ou baixar a análise mais recente em seu computador, acesse o menu ao lado.

Periodicidade: Semanal.

Resultados apurados: Taxa média de juros cobrada pelas principais modalidades de crédito.

PIB e produtividade desaceleraram após abertura comercial brasileira, aponta Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que não é possível estabelecer uma relação automática entre abertura comercial e crescimento econômico. Engajada na retomada da economia brasileira, a Fiesp alerta que é preciso melhorar as condições de produção para a indústria nacional, de olho em uma agregação de valor às cadeias produtivas locais, antes de focar esforços apenas em uma abertura comercial.

Na avaliação do presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz, é preciso que a pauta exportadora seja mais diversa no Brasil, com bens manufaturados, como mostra a experiência internacional. “O adverso e elevado Custo Brasil e a equivocada política cambial elevam os custos de produção, encarecendo a produção nacional e reduzindo a capacidade de inovação da indústria”, afirma.

De acordo com ele, a pauta de exportação brasileira tem baixa complexidade e é concentrada em produtos de baixo valor agregado, enquanto as importações feitas pelo país miram produtos de maior valor agregado e alta intensidade tecnológica; 60,3% da pauta concentra bens de média-alta (44,6%) e alta tecnologia (15,7%). Em 2001, o Brasil ocupava o 38º lugar no ranking mundial de complexidade econômica. Em 2015, ficou com a 51ª posição, confirmando a menor estrutura produtiva do país.

O saldo anual de comércio exterior para bens manufaturados brasileiros está negativo desde 2007. De 2001 a 2015, o déficit médio de importações contra as exportações corresponde a 1,8% do PIB. “No Brasil, o excesso de custos é maior do que a proteção, em forma de barreiras tarifárias e não tarifárias”, diz Roriz.

De acordo com o levantamento, tanto o Produto Interno Bruto (PIB) per capita quanto a produtividade em relação à força de trabalho recuaram no país desde o processo de abertura comercial em 1991. A análise feita em julho foi a primeira de uma série de estudos da entidade sobre a liberalização comercial no Brasil. Para a Fiesp, a baixa competitividade de um país limita o crescimento do PIB, favorece o crescimento das importações e limita e crescimento das exportações.

A Fiesp aponta que a produtividade do trabalho (PIB/população ocupada) cresceu em média 1,1% ao ano de 1971 a 1991, aumentando para 1,4% de crescimento médio anual de 1992 a 2011. No entanto, a produtividade do trabalho (PIB/força de trabalho) na mesma comparação de períodos passou de crescimento médio anual de 2,1% para 1,5%. E o PIB per capita (PIB/população total) teve seu crescimento médio anual reduzido de 2,4% para 1,9%, na mesma base de comparação.

Além disso, a taxa de crescimento brasileira desacelerou ante outros países em desenvolvimento nos mesmos anos. De 1992 a 2011 o crescimento do PIB do Brasil recuou 1,3 ponto percentual em relação ao período 1972 a 1991, enquanto outras economias emergentes avançaram 1,2 ponto percentual.

Manual – Uso racional de Água no setor industrial

 

Manual de Uso Racional de Água no Setor Industrial

Manual elaborado em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e apoio do Centro Internacional em Reúso de Água (CIRRA/USP). O manual oferece subsídios e ferramentas para que o setor industrial possa ampliar a adoção de boas práticas de reutilização e reúso de água.

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Pesquisa Vitimização da Indústria mostra que 49,8% das empresas paulistas sofreram algum tipo de crime nos últimos 12 meses

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp 

Nos últimos 12 meses, 49,8% dos empresários entrevistados foram vítimas de algum tipo de crime é o que revela a pesquisa Vitimização da Indústria apurada pelo Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp e divulgada nesta terça-feira (05/12). Deste total, 21,6% das ações criminosas ocorreram dentro da própria sede ou filial da empresa, enquanto outros 15,6% aconteceram durante o transporte de cargas ou valores.

Outro dado que chama a atenção é que 61,4% das empresas relataram que ao longo de sua existência já foram vítimas de atos criminosos tais como “roubo, furto ou desvio de produtos, equipamentos ou dinheiro”.

O estudo, realizado anualmente, mostra ainda que a perda como proporção de faturamento da indústria por conta de atos criminosos correspondeu a prejuízos de 0,5%, para 63,3% das firmas; entre 0,6% a 1%, para 9% das entrevistadas; e acima de 5%, para 10,9%. Já as companhias de pequeno porte que registraram prejuízos acima de 5% somaram 11,3% das entrevistadas.

Na comparação com a primeira pesquisa de Vitimização realizada pelo Deseg, o número de empresas vítimas de criminosos nos últimos 12 meses havia passado de 44,5% em 2015 para 48,9% em 2016.

As empresas que sofreram pelo menos um crime há mais de 12 meses passaram de 46,1% em 2015 para 42,6% no ano passado. Por fim, as companhias vítimas de pelo menos um crime a qualquer momento haviam aumentado de 59,8% em 2015 para 61,4% em 2016. A pesquisa Vitimização na Indústria foi aplicada em setembro de 2016 com empresas do Estado de São Paulo.

Nesta quinta-feira (07/12), o Deseg também realizará em São Paulo o lançamento do Seminário do Anuário de Mercados Ilícitos Transnacionais de 2017, que analisa o impacto da atividade criminal sobre a indústria paulista.

Para ler a pesquisa completa, só clicar aqui.

Tribunal de Justiça implantará duas varas empresariais em São Paulo, em tempos de modernização da indústria

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Justiça Paulista contará em breve – ainda este mês ou no começo de dezembro, no Fórum João Mendes – com duas varas empresariais, em segundo grau, e uma terceira Câmara Empresarial de Recuperação Judicial e Falência, em perspectiva.

A informação foi prestada em seminário realizado nesta quarta-feira (1º/11), na Fiesp. O ministro Sydney Sanches (ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e presidente do CONJUR da FIESP), disse que “a ideia é de que haja juízes especializados para assuntos especializados de maneira que se julguem causas rapidamente”.

Para o presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, o momento é de grande transformação, inclusive em função da indústria 4.0 e da inteligência artificial. “É preciso modernizar as regras e louvar esse tipo de iniciativa, eficiente para São Paulo e para o Brasil”, disse.

No entendimento do desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti (presidente do Tribunal de Justiça – TJSP), é preciso prestigiar o empreendedorismo, a indústria, o comércio e o progresso do país.

Essas novidades foram detalhadas pelo desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças (corregedor geral da Justiça do TJSP), que tratou da importância da especialização judicial em direito empresarial para a economia brasileira, especialmente para São Paulo, que representa 32,2% de toda a economia gerada no país.

“A estrutura do Poder Judiciário precisa atender ao mercado e a matéria empresarial apresenta alta complexidade em razão de sua função social, atividade produtiva, credores e direitos trabalhistas. Há problemas com a pulverização de entendimentos que leva à insegurança jurídica e mais custos”, pontuou. Entre as vantagens apontadas estão a celeridade e a melhor qualidade técnica e previsibilidade das decisões.

Em seminário realizado na sede da Fiesp, Justiça paulista anuncia a implantação de duas varas empresariais para desafogar ações e acelerar decisões ligadas às indústrias. Foto: Ayrton Vignoli/Fiesp

Para a 3ª Vara de Recuperação Empresarial e Falências deverão seguir os processos de falência e concordatas antigas, como os da Boi Gordo, Vasp, Transbrasil e até do Mappin, que se encontram atualmente no Fórum João Mendes.  Na 1ª vara se encontram 1.248 processos mais 27.917 incidentes processuais. Na 2ª vara, 27.103 processos, e 5.799 incidentes processuais.

“Estamos em um momento em que as instituições públicas precisam avançar e se modernizar com mais interlocução entre os demais poderes, disse o desembargador Calças. São 100 milhões de processos no País e 20 milhões em São Paulo e aqui há grande concentração de casos empresariais. Portanto, a ideia de constituição de varas é anseio antigo e trará resultados positivos e reflexos na atividade produtiva.

Mas como quantificar a complexidade e tecnicidade dos processos empresariais? Marcelo Guedes Nunes (presidente da Associação Brasileira de Jurimetria-ABJ) explicou com uma pesquisa de volumetria para estabelecer a necessidade de ajuste quanto aos processos no Judiciário. Somente 700 processos foram classificados corretamente no âmbito empresarial e, portanto, precisou-se de avaliação mais apurada para encontrar as “cifras ocultas” a fim de se obter estimativa mais concreta e este número subiu para 1.000, em números absolutos.

Para esse especialista, há necessidades requeridas em função das múltiplas partes envolvidas no conflito, como o número de sócios e demandas específicas e a interação e a dinâmica são diferentes. “É preciso criar cultura de monitoramento. A especialização e subespecialização das varas é uma decisão acertada. Há vantagens em relação à celeridade e estabilidade com decisões ligadas à qualidade. A incerteza é péssima para o empresário, pois impede o efetivo cálculo econômico.

Também estiveram presentes ao Seminário os presidentes das 1ª e 2ª Câmaras de Direito Empresarial, José Araldo da Costa Telles e Alexandre Lazzarini.

Panorama da Indústria de Transformação Brasileira

Qual a importância da indústria na economia brasileira? Como a indústria tem evoluído nos últimos anos? Quais são seus principais setores? E a indústria paulista, qual a sua importância? Quais são as instituições de representação e apoio à indústria paulista?

Estas e outras questões, que nos são frequentemente postas, nos motivaram a criar este trabalho que oferece um panorama da indústria brasileira e também, em particular, da indústria paulista.

O trabalho foi elaborado com dados de domínio público, de fontes como IBGE e Ministério do Trabalho e Emprego, além de informações institucionais, da FIESP e do CIESP. O objetivo é fornecer, de forma consolidada, um conjunto de informações sobre a indústria brasileira, a indústria paulista, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

Esta é a 15ª edição, atualizada em 01/11/2017

Para acessar o trabalho, utilize o menu ao lado.

Para ver os trabalhos por Diretoria Regional do Ciesp, utilize os links abaixo:

Os trabalhos por Diretoria Regional foram atualizados em 01/11/2017

Americana

Araçatuba

Araraquara

Bauru

Botucatu

Bragança Paulista

Campinas

Cotia

Cubatão

Diadema

Franca

Guarulhos

Indaiatuba

Jacareí

Jaú

Jundiaí

Limeira

Marília

Matão

Mogi das Cruzes

Osasco

Piracicaba

Presidente Prudente

Ribeirão Preto

Rio Claro

Santa Bárbara d’Oeste

Santo André

Santos

São Bernardo do Campo

São Caetano do Sul

São Carlos

São João da Boa Vista

São José do Rio Preto

São José dos Campos

São Paulo

Sertãozinho

Sorocaba

Taubaté

Vale do Ribeira

Jornada da Indústria pela Sustentabilidade inicia em Mogi Guaçu programação de 2017

Raquel Corrêa Sajonc, Agência Indusnet Fiesp

A Jornada da Indústria pela Sustentabilidade, programa com foco na gestão empresarial responsável e desenvolvimento sustentável, promovido pela Fiesp, Ciesp e Sesi-SP, iniciou as atividades de 2017 na cidade de Mogi Guaçu. O encontro, que aconteceu no dia 22 de junho, no Centro de Atividades (CAT) do Sesi do município, reuniu cerca de 50 empresários e profissionais das indústrias da região.

Com o tema “Sustentabilidade é um bom negócio”, o encontro é uma oportunidade para que as empresas do setor industrial conheçam e incorporem boas práticas e tendências de sustentabilidade à estratégia dos negócios, visando à rentabilidade e perenidade da empresa. Conduzido pelo engenheiro especializado na implementação de estratégias de sustentabilidade empresarial e também diretor de Responsabilidade Social do Ciesp, Vitor Seravalli, o evento é dividido em atividades teóricas e práticas. Os participantes têm a chance de conhecer e utilizar algumas ferramentas de gestão, além de dialogar com representantes de empresas de diversos ramos e segmentos de negócios.

Para o diretor da empresa Qualitas, Paulo Stivalli, o evento trouxe novidades sobre gestão que vão contribuir para o trabalho daqui para frente. Ele ainda enfatizou o diálogo promovido no seminário. “A discussão sobre sustentabilidade foi muito bacana, pois havia um grupo bastante participativo, que expôs diversas visões sobre a questão. Isso contribui muito para que a gente enriqueça nossa visão e para que possamos agir com mais eficácia em relação à sustentabilidade”, declara. Na visão de Paulo Stivalli, a Jornada vai fazer uma diferença para a Qualitas e até para o mundo.

O entendimento de que, atualmente, no mundo dos negócios, a sustentabilidade é uma competência, foi o que mais chamou a atenção de Carlos Eduardo Sgnoretti, funcionário da área de Comunicação e Marketing da empresa Ibérica Embalagens. “Os profissionais precisam de capacitação para entender que a sustentabilidade dos negócios não se baseia somente no meio ambiente, mas também no social e no financeiro. Inclusive está relacionada com a sobrevivência do negócio”, ressalta.  Carlos destaca que as empresas que não se preocuparam com esta vertente acabarão perdendo oportunidades de negócio e de aprender a gerir a empresa de uma forma mais eficiente e sustentável.

E, embora o programa seja destinado a empresários e profissionais do setor industrial, esta edição contou também com a participação do setor público. Gilberto Selber, secretário de Educação, Esportes e Cultura de Aguaí, município vizinho de Mogi Guaçu, participou do seminário e do workshop e aproveitou a oportunidade para refletir sobre gestão. Segundo Gilberto, educação não pode ser considerado um negócio, mas ele afirmou que muito do que aprendeu no encontro servirá para o desenvolvimento da educação de sua cidade. “A gestão pública se reveste de particularidades, e a gente se depara com uma série de desafios que necessita de estratégias muito claras para que a gente consiga alcançar resultados”, explica. Outro ponto destacado por ele foi a importância da comunicação para a disseminação de valores e princípios da sustentabilidade. Como ele disse, a sustentabilidade está presente em tudo e a comunicação é uma forma relevante para disseminação. “Quero levar a sustentabilidade para as escolas do município e também pretendo compartilhar as informações que eu adquiri aqui para os outros secretários, de outras pastas.”

O diretor do Sesi de Mogi Guaçu, Marcos Rogério Kapp, declarou que receber a Jornada no Sesi foi uma satisfação. “Tivermos uma oportunidade fantástica de proporcionar um momento de reflexão com as empresas e estreitar o relacionamento. A gente trabalha bastante para estar próximo das indústrias e quando a gente tem a oportunidade de oferecer um programa de tanta qualidade, como é a Jornada da Indústria pela Sustentabilidade, é gratificante”, relata. Marcos destacou os feedbacks que recebeu, junto com sua equipe, das empresas representantes: “foram os melhores possíveis e isso certamente vai gerar novas parcerias com essas empresas”, manifesta animado.

E animação, comprometimento e engajamento foi a marca de toda a equipe do Sesi Mogi Guaçu. A agente de atividades de Responsabilidade Social do CAT, Michelle Ryter, contou que todas as áreas se envolveram na realização do evento e deram sugestões para torná-lo mais atrativo e acolhedor para o público. Pela primeira vez, em cerca de três anos, a abertura da Jornada da Indústria pela Sustentabilidade contou com a participação de alunos do Sesi-SP. Diversas crianças fizeram questão de entregar um brinde produzido de forma artesanal personalizado e a mensagem “Cuide do nosso futuro” para cada um dos participantes. Para o público em geral, foi um momento muito emocionante, que contagiou a todos.


Encontro discute a importância da comunicação para a disseminação de valores da sustentabilidade. Foto: Raquel Corrêa Sajonc/Fiesp

As próximas edições da Jornada da Indústria pela Sustentabilidade estão previstas para:

  • Ribeirão Preto, em agosto
  • Botucatu, em setembro
  • Mauá, em novembro

 

Para outras informações, entre em contato pelo e-mail cores@fiesp.com.br.

Sul-africanos pedem aproximação com Brasil em visita à Fiesp

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

A fim de promover uma cooperação mais intensa entre o Brasil e a África do Sul, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) recebeu em 8 de junho uma delegação sul-africana para identificar novas oportunidades de intercâmbio.

Segundo o diretor titular adjunto do Derex Newton de Mello, ambos os países possuem raízes multiculturais fortes e mais pontos em comum do que divergências, o que facilita a perspectiva de novos acordos.

Na visão do embaixador da África do Sul no Brasil, Ntshikiwane Mashimbye, é importante que as duas economias encontrem negócios de benefício mútuo. “Já temos uma boa interação com brasileiros, seja para estudos ou turismo; temos em comum nações bonitas e vibrantes. Além disso, a África do Sul é a economia mais sofisticada de seu continente, sabemos que podemos oferecer parcerias interessantes e queremos estar mais próximos”, afirmou.

O diretor titular adjunto do Derex Antonio Fernando Bessa, por sua vez, apresentou os dados econômicos brasileiros dos últimos anos, destacando as preocupações da Fiesp com uma agenda de integração regional consistente.

Do Ministério da Agricultura da província de Northern Cape, a mais extensa de sua região, Norman Shushu elencou seus principais setores industriais. São mineração, fabricação e desenvolvimento de equipamentos automotivos, desenvolvimento de cidades e processamento agropecuário focado em segurança alimentar no longo prazo, conectando os produtores e os mercados, por exemplo.

Já Saki Zamxaka, da agência de desenvolvimento da província de Gauteng, falou da possibilidade da África do Sul usar serviços e companhias brasileiras como um complemento para sua indústria. Nesse sentido, o gerente de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Casemiro Taleikis, introduziu representantes de mais dez empresas brasileiras do segmento de maquinário agrícola, interessadas em obter novas oportunidades de negócios com o país.

Para além dos acordos comerciais, o diretor de Relações Externas do Senai-SP, Roberto Spada, detalhou as experiências de cooperação técnica do serviço de formação profissionalizante da indústria no exterior. De acordo com Spada, um novo projeto do Senai, desenvolvido especialmente para sul-africanos, irá receber novos alunos no Brasil para trabalhos com duração de até 10 meses.

Atualmente, a África do Sul figura como principal indústria e economia da região, é responsável por 24% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente e possui 11 línguas oficiais, com o inglês para negócios. O país também faz parte da cúpula dos países em desenvolvimento, os chamados Brics, e figura como único país africano no grupo das 20 maiores economias do mundo, o G20.


Newton de Mello: África do Sul e Brasil possuem raízes multiculturais fortes (Foto: Everton Amaro/Fiesp)

Indicador de Nível de atividade da indústria avança 0,3% em abril, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp 

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria registrou avanço de 0,3% em abril, na série sem influência sazonal. O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e o nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista, que apresentaram também variação positiva de 0,3%, 0,6% e 0,8 p.p, respectivamente. Porém o INA fica no campo negativo (-6,3%) quando considerada a variação sem ajuste sazonal para o mês, que foi influenciado pela menor quantidade de dias úteis. No acumulado em 12 meses, o dado computado também segue em queda (-6,5%). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 31/5, pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Para Paulo Francini, diretor do Depecon, os próximos meses devem ser ainda de oscilações, ora no campo positivo, ora no negativo. “Ainda não foi possível avaliar os efeitos dos acontecimentos no cenário político na indústria paulista. Seguimos com a expectativa de fechar 2017 com crescimento de 1,2%. No entanto, diante dos últimos eventos, todos estão cautelosos sobre o que vai acontecer”, aponta.

Em 18 setores divulgados, três tiveram destaque. O de borracha e material plástico registrou elevação de 0,6% em abril, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 0,6%, vendas reais subiram 2,2% e o NUCI ficou em 0,1p.p.

O INA de celulose e papel cedeu 0,3%. As horas trabalhadas na produção recuaram 3,6%, vendas reais subiram 1,7% e o NUCI avançou 0,3p.p. Já para os minerais não metálicos houve recuo de 0,9%. As vendas reais subiram 1,9%, o total de horas trabalhadas na produção e o NUCI recuaram 2,1% e 1,9 p.p, respectivamente.

>> Ouça boletim sobre o INA

Sensor

A pesquisa Sensor de maio, também analisada pelo Depecon, se manteve acima dos 50 pontos pelo quarto mês consecutivo (51,9 pontos), na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o de mercado passou para 55,2 pontos, ante os 52,2 pontos de abril. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

O resultado para o indicador de emprego foi de 52,1 pontos, alta de 2,0 p.p em relação ao mês anterior, quando registrava 50,1 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês. Já o de vendas avançou para 53,6 pontos, dos 52,9 pontos.

O único destaque negativo ficou por conta do indicador de estoque, que recuou para 48,8 pontos, ante os 49,5 de abril, indicando ter havido alta da percepção de estoques.

Para ler a pesquisa completa, é só clicar aqui.

 

Para 77% dos empresários, reforma trabalhista trará mais segurança jurídica

Solange Solón Borges, Agência Indusnet Fiesp 

O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) realizou uma nova pesquisa Rumos da Indústria Paulista.  O foco agora foi a percepção empresarial a respeito da reforma trabalhista proposta pelo governo federal. Foram entrevistados representantes de 495 indústrias, sendo 312 micro e pequenas.

Entre os resultados, 77% avaliam que as mudanças propostas trarão maior segurança jurídica. Para 40,8% haverá melhora do ambiente de negócios. Entre os que acreditam que pode haver incentivo para a geração de empregos, é estimado um aumento de até 5% do quadro de pessoal para 24,2% dos entrevistados. Outros  33,4% apontam de 5 a 10% de aumento no quadro de pessoal, sendo que essa percepção é maior no universo das grandes empresas: 42,9% do total.

Para ler a pesquisa completa, só clicar aqui.

Apresentações – MUDANÇA DO CLIMA E SEGURANÇA HÍDRICA: REFLEXOS E IMPACTOS PARA A SOCIEDADE

 

Confira abaixo as apresentações realizadas durante o seminário “Mudança do Clima e Segurança Hídrica” que ocorreu na Fiesp no dia 21/03/2017.

 

Lançamento do Estudo FIESP “Mudança do Clima : Avaliação dos reflexos das metas de redução de emissões sobre a economia e a indústria brasileira”

Palestrante: Angelo Costa Gurgel 

 

Lançamento do Estudo FGV – “Simulação de Sistema de Comércio de Emissões

Palestrante: Mariana Nicoleti – Fundação Getúlio Vargas

 

Estratégia e Instrumentos Econômicos Aplicados à Política de Mudança do Clima do Brasil

Palestrante: Jailson de Andrade – Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento – SEPED/MCTIC

 

Painel I – “Adaptação às Mudanças do Clima e a Segurança Hídrica”

 

Palestrante: Alexandre Gross – Coordenador de projetos do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da FGV-EAESP

Palestrante: Alexei Macorin Vivan – Diretor Presidente da ABCE

Palestrante: Mário Leopoldo de Pino Neto – Gerente de Sustentabilidade da Braskem

 

Painel II – “Desafios do Gerenciamento Integrado dos Recursos Hídricos”

 

Palestrante: Barbara Dunin – Assessora da Rede Brasil do Pacto Global – CBPG

 

CLIQUE AQUI e veja as fotos do evento.

Estudo da Fiesp aponta que dívida da indústria vai subir 200% até 2020

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp 

Em 2020, a dívida financeira líquida das maiores empresas da indústria de transformação deve chegar a R$ 594,2 bilhões, o que significa uma elevação de 207% no endividamento entre 2010 e 2020. No mesmo período, o Ebitda – o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortizações – deve ter alta de 28%. Com isso, a relação dívida/Ebitda no período deve passar de 1,95 para 4,69. As projeções são do estudo “Deterioração financeira nas grandes empresas da indústria de transformação”, produzido pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp.

Segundo o diretor do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho, o objetivo da pesquisa foi analisar a evolução do endividamento e a capacidade de pagamento das maiores indústrias de transformação. “A evolução da dívida foi projetada de acordo com a atual tendência média de crescimento, e a geração de caixa (Ebitda), teve por base as perspectivas de juros e crescimento do boletim Focus de 21 de outubro”.

Os dados foram dessazonalizados pelo IPCA e foi suposto que o câmbio é constante. Foram analisadas demonstrações financeiras de 114 empresas de capital aberto e 155 empresas fechadas entre 2010 e 2015.

A dívida financeira bruta das empresas do universo pesquisado no estudo aumentou 59% reais de 2010 para 2015, de R$ 317,4 bilhões para R$503,5 bilhões. Somente entre 2014 para 2015 a elevação foi de 17,2%. “Isso é resultado da combinação de crise, câmbio desfavorável e juros altos”, ressalta Roriz.

Roriz: combinação de crise, câmbio desfavorável e juros altos. Foto: Tamna Waqued/Fiesp

 

A pesquisa focou predominantemente nas grandes empresas, com maior acesso ao crédito bancário e ao mercado de capitais. Ou seja, um universo que tende a ter um nível de endividamento maior do que as empresas de pequeno porte.

Roriz enfatiza que “caso continue a atual tendência, a expectativa é de que a grande maioria das empresas se encontre em situação bastante preocupante de endividamento e geração de caixa nos próximos anos, comprometendo, dessa forma, um dos únicos vetores restantes de crescimento para o país: o investimento”.

Nesse sentido, o estudo propõe um plano de desalavancagem corporativa que permita a recuperação da solvência das indústrias, para mantê-las em condições financeiras de operar e evitar a desnacionalização acelerada das principais empresas industriais brasileiras.

De acordo com Roriz, as reformas em discussão devem ajudar no médio e longos prazos. “Ainda assim, precisamos de um planejamento para curto prazo. Caso contrário, as empresas não conseguirão se manter no mercado”, concluiu.

Para ler a íntegra do estudo, só clicar aqui.

 

 

 

Ministro da Defesa propõe a Skaf diálogo com a indústria

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, e Raul Jungmann, ministro da Defesa, decidiram nesta segunda-feira (7/11) realizar reuniões trimestrais entre as entidades para discutir ações para o desenvolvimento do setor. A iniciativa partiu do ministro, que participou junto com Skaf de reunião plenária do Departamento da Indústria da Defesa da Fiesp (Comdefesa).

Defendendo a participação do empresariado na discussão do setor, Jungmann propôs o contato periódico entre ministério e representantes da indústria. Skaf elogiou disposição ao diálogo e transparência do ministro e disse que a indústria vai colaborar. “Nossa obrigação é ajudar em tudo que pudermos”, aparando as arestas que aparecerem, declarou Skaf.

Um país que não desenvolver sua tecnologia fica condenado a não crescer, afirmou Jungmann. Isso inclui a capacidade de desenvolver produtos industriais e prover o sistema nacional de defesa. O ministro considera de extrema importância o fortalecimento da base industrial do setor no Brasil. Crédito, fomento, inovação e governança são questões fundamentais, disse. “Quando estimulada, a indústria nacional do setor responde.”

“Mantra deveria ser não ficar parados. Avançar”, disse Jungmann. Segundo o ministro, faltava rumo, para criar uma base que dê segurança ao empresariado, o que vem fazendo desde que assumiu, há quatro meses. “No limite de nossas energias queremos estimular as bases industriais da defesa.”

Há um trabalho em progresso, ressaltou Jungmann, com uma imensa pauta. Defesa é uma fusão de quatro ministérios, lembrou. E há uma série de demandas atualmente sobre as Forças Armadas, que vão de suas atribuições formais a temas como assistência social, exemplo sendo a distribuição de água no Nordeste.

Jairo Candido, diretor titular do Comdefesa, conduziu a reunião. Em sua avaliação, incluir a indústria na discussão do setor de defesa é importante mudança de atitude. O Comdefesa, disse, vai criar grupo de trabalho para analisar os pontos de discussão com o Ministério da Defesa.

Paulo Skaf abriu reunião do Comdefesa que teve a participação do ministro Raul Jungmann. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Flavio Basílio, secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, explicou o que chamou de eixos estruturantes da pasta, com seis linhas de ação.

Na primeira, de incentivos econômicos, está incluída a extensão, às compras feitas da indústria nacional, da imunidade tributária (imposto de importação e ICMS), existente na importação, eliminando a atual assimetria. Questão tributária é absurda, destacou o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf.

Outra linha é uma agenda regulatória, com alteração de leis, algo novo para o setor. Basílio citou a revisão da lei 10.683, com a edição da 13.341/16, dando à Defesa novas atribuições, sobre por exemplo a importação e produção no setor. Também torna clara a promoção comercial. Sobre a lei 12.598, que, lembrou Jairo Candido, é uma conquista da indústria, a ideia é flexibilizar regras econômicas e enrijecer as estratégicas. Na aquisição, pensa-se em trocar o critério de menor preço pelo de menor custo no ciclo de vida.

Em relação a estratégia e relações governo a governo, o secretário relatou avanços no diálogo Brasil-Estados Unidos. E há uma agenda de novos diálogos, com o primeiro sendo com Portugal, em fevereiro. Diálogo com Portugal é importante, disse Jungmann, como plataforma para atingir a Europa. É um alinhamento importante entre comércio exterior e defesa, destacou. Depois virá o diálogo com Colômbia, França, México e Reino Unido. Ideia é mostrar o Brasil como país estratégico.

Nos financiamentos e garantias, Basílio explicou que o início do trabalho foi a criação do Núcleo de Financiamentos e Garantias na Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod). Outro ponto em discussão é a criação de uma linha internacional de crédito do BNDES para países que comprem produtos de defesa. Outra ideia é que os fundos constitucionais e de desenvolvimento possam financiar produtos de defesa, o que depende de mudanças regulatórias. Há negociação também de troca de informações com o Banco do Brasil nas exportações de produtos de defesa e o estímulo ao uso do Fundo de Garantia às Exportações.

Para a inovação, a tentativa é de criar novas linhas de crédito.

Promoção e inteligência comercial estão entre as linhas de ação, com a estruturação do setor e aperfeiçoamento dos mecanismos de importação e exportação de produtos de defesa (Prode). Os adidos militares passarão a ter o papel de promoção comercial, explicou. Outro ponto destacado é a instalação de um grupo de trabalho Ministério da Defesa/Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Serviços/Ministério da Fazenda, que deverá permitir criar a balança comercial do setor de defesa no Brasil.

Segundo vice-presidente da Fiesp destaca Acordo de Paris em artigo no UOL

Agência Indusnet Fiesp

O segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, publicou, nesta sexta-feira (04/11), artigo na seção de opinião do portal UOL, artigo sobre a entrada em vigor do Acordo de Paris, um tratado das Nações Unidas sobre as mudanças do clima, com medidas de redução da emissão de dióxido de carbono a partir de 2020. O acordo foi negociado em Paris, na França, e aprovado em 2015.

Em seu texto, Ometto destaca o fato de que a indústria sustentável será vital para a economia daqui por diante:

“Há tempos a Fiesp, que representa quase 50% do PIB industrial brasileiro, vem atuando nos debates mundiais sobre o aquecimento global, culminando com a criação do seu Comitê de Mudança do Clima, em 2009. Nesse contexto, a contribuição decisiva da indústria para a redução das emissões de gases de efeito estufa ganha escala a partir da entrada em vigor do novo acordo, com a necessária contrapartida de transferência de tecnologia entre países desenvolvidos e em desenvolvimento”.

Além disso, a Fiesp publicou anúncio sobre o acordo em jornais como a Folha de S. Paulo. Vale a pena conferir ainda o site Clima em Debate, da federação, que a acompanha as novidades sobre o tema.

Para ler o artigo de Ometto no UOL, só clicar aqui.

Saúde, agilidade e sabor: indústria de alimentos avança com o uso de castanhas e nozes em seus produtos

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A indústria de alimentos nunca usou tantas castanhas e nozes no preparo dos seus produtos. Uma opção que já estimula e tende a estimular ainda mais a produção desses itens no Brasil. Para debater o tema, foi realizado painel sobre o assunto, na  tarde desta segunda-feira (29/08), no V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas. O evento foi realizado na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), na capital paulista.

No caso da fabricante de pães Wickbold, os chamados nuts entram principalmente em linhas como aquelas 100% integrais, que levam ingredientes como castanha de caju, do Pará e até noz pecan. “Queremos oferecer produtos saborosos, mas que tragam algum benefício para os consumidores”, explicou a gerente de Suprimentos da empresa, Márcia Lopes.

A castanha de caju é, entre os nuts, o item mais usado pela Wickbold. A empresa tem seis unidades fabris no Brasil, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Para acompanhar o fornecimento de matéria-prima, a fabricante tem um projeto com comunidades extrativistas na Amazônia, batizado de Projeto Xingu. A ideia é negociar diretamente com esses fornecedores, que também passam a conhecer o trabalho de fabricação dos pães. “Queremos fazer esse trabalho de base com a cadeia produtiva, ajudar essa cadeia a prosperar”.

Para o moderador do debate, o diretor da Tradal Adrian Franciscono, a experiência da WickBold mostra que até empresas tradicionais conseguem evoluir propondo novos produtos a partir das castanhas. “Com um pouco de imaginação a gente consegue apresentar novidades”, afirmou.

O debate com representantes da indústria de alimentos: ser criativo com castanhas e nozes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Ao natural

Também consumidora das castanhas e nozes em seus produtos, a Mãe Terra, de 1979, se denomina a primeira empresa de produtos naturais do Brasil, com uma linha com 120 itens. “Trabalhamos num mercado que cresce 40% ao ano no país”, disse Marcela Scavone, gerente de Suprimentos da Mãe Terra. “Não usamos conservantes, aromas e corantes artificiais, mesmo sendo uma indústria”.

Segundo Marcela, o desafio é produzir alimentos para pronto consumo que sejam 100% naturais, com biscoitos e salgados feitos com alimentos orgânicos. E os mixes de nuts e frutas secas, por exemplo. “Não estamos falando de ser ou não natureba, mas de um negócio mesmo”, afirmou. “Espero muito que esse encontro na Fiesp cresça a cada ano”.

Saudável e rápido

Representante da Mintel, empresa de pesquisa de mercado, Naira Sato apontou tendências para a indústria de alimentos que envolvem os nuts.

Segundo ela, tudo passa pelo conceito de vida conveniente e agilidade, mas sem deixar de valorizar o fator saúde. “Cerca de 38% dos brasileiros dizem que cozinhar toma muito tempo”, explicou. “Por isso é interessante investir nos chamados ‘atalhos da cozinha’, como kits que permitem fazer refeições a partir de itens pré-prontos, deixando a preparação mais rápida”, disse. “No caso das castanhas e nozes,  pode ser usado um mix de salada com nuts, por exemplo”.

Também ganham força os lanches ou snacks para usar uma expressão do inglês. “São opções para comer em trânsito, de consumo fácil e rápido. Melhor ainda se trouxerem sensação de saciedade e forem saudáveis”, disse Naira. “Mais uma vez, a noção de velocidade aliada à saúde”.

Segundo ela, 83% dos consumidores brasileiros acham que vale a pena gastar mais com alimentos saudáveis. “Os fabricantes estão trabalhando para entregar produtos menos artificiais”, explicou. “A indústria precisa apresentar soluções”.

E por falar em soluções, de acordo com o vice-presidente do Ciesp e diretor de Nozes e Castanhas do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), José Eduardo Camargo, a federação estuda fechar parcerias com órgãos internacionais para ações de estímulo à produção dos nuts no Brasil e na América do Sul.

 

Indústria 4.0 exige, e Senai-SP forma profissionais capazes de interagir com novas tecnologias e processos de produção

Isabela Barros e Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

É preciso estar atento, forte e, principalmente, preparado. A indústria 4.0, na qual ferramentas digitais integram todas as etapas da produção, permitindo a automação e a integração de modo nunca visto antes, pede trabalhadores flexíveis, qualificados e, principalmente, abertos a novos aprendizados o tempo todo. Num cenário em que os bancos de dados de todas as plantas industriais podem ser acessados a qualquer hora, de qualquer ponto, a formação profissional na área também precisa mudar, se adaptar. Não à toa essa é uma das discussões mais importantes atualmente no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

O assunto foi tema do Workshop “Indústria 4.0”, realizado nesta quinta-feira (23/06), na Escola Senai Armando de Arruda Pereira, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Em palestra sobre “A Indústria 4.0 e o futuro dos empregos”, o gerente de inovação e de tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Maia, destacou que tantas mudanças têm reflexos na mão de obra que a instituição forma e que essa nova “revolução industrial” veio para mudar tudo. “O chão de fábrica vai mudar muito a partir dessa interação proporcionada pela tecnologia”, explicou. “Os profissionais precisam se adaptar”.

E como será essa adaptação? “Os alunos e trabalhadores da área precisarão ser mais críticos, flexíveis, aptos a usar as novas mídias e dispostos a aprender sempre”, disse Maia.

Segundo ele, a estimativa, nesse contexto de mudança, é de que, num prazo de cinco anos, 35% de todo o conhecimento assimilado seja descartável. “Quem faz Engenharia, por exemplo, já se forma tendo que descartar 35% daquilo que aprendeu no início da faculdade”, afirmou.

Maia durante a palestra sobre a indústria 4.0: "Os profissionais precisam se adaptar". Foto: Divulgação

 

E tem mais: a estimativa é de que, em todo mundo, entre 2015 e 2020, 7 milhões de vagas de trabalho sejam eliminadas por conta da expansão da indústria 4.0.

Entre os novos conhecimentos que passarão, cada vez mais, a fazer parte do dia a dia das empresas do setor, estão a inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, impressão 3D e biotecnologia.

Aos gestores e responsáveis por recursos humanos na área, Maia recomenda atenção a alguns pontos, como o incentivo ao aprendizado contínuo. “É preciso repensar os sistemas educacionais, integrar conhecimentos antes separados, como os de exatas e humanas, estimular a colaboração entre o público e o privado e a integração entre as indústrias”.

Segundo Maia, “a sobrevivência das empresas depende disso, porque o mundo está mudando, e a forma de fabricar e comercializar produtos também. Somente por meio da educação profissionalizante será possível preparar o futuro profissional para o novo mercado de trabalho.”

As ações do Senai-SP

O que o Senai-SP tem feito no sentido de formar profissionais para a indústria 4.0? Pelo menos três ações: a oferta, a partir de julho, de uma pós-graduação em Internet das Coisas na Escola Senai Mariano Ferraz, na Vila Leopoldina, em São Paulo; a abertura, em 2017, de um Centro de Tecnologia da Ciência da Computação em São Caetano do Sul e a inauguração de uma nova sede para a escola de Mecatrônica da instituição, também em São Caetano do Sul, no segundo semestre de 2016.

“Temos uma base forte em eletrônica e mecatrônica, áreas muito importantes da indústria 4.0”, explicou Maia. “Queremos estar no centro da discussão desse processo de mudança.”

O workshop teve apresentações também a cargo de representantes da Siemens, Lincoln, Festo e TecnoHow, além do diretor do Senai de São Caetano, Osvaldo Luiz Padovan.

 

Em maio, indústria paulista perde 7.500 vagas

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp 

Em maio de 2016, o Nível de Emprego da indústria paulista, sem o ajuste sazonal, sofreu recuo de 0,33% em relação ao mês de abril, o que representa perda de 7.500 postos de trabalho no período. No acumulado do ano até maio, foram registradas 41.000 demissões, de acordo com o levantamento do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), divulgado nesta sexta-feira (17/6).

O gerente do Depecon, Guilherme Moreira, explica que ainda não há nenhum sinal de uma retomada do emprego no Estado. Em sua análise, a perda de vagas em maio foi ruim, no entanto, não é o pior maio da série e está abaixo das demissões registradas no início do ano no setor. “Janeiro, que é um mês em que normalmente se contrata, tivemos 14.500 demissões e em fevereiro, 13 mil.

A projeção para este ano é a eliminação de 165.000 vagas de trabalho, contra perda de 235.500 vagas em 2015. De acordo com Moreira, apesar da esperança de que o ritmo das demissões perca força, ainda não será suficiente para que parem as demissões este ano. “O índice de confiança do empresariado tem melhorado, mas transformar isto em contratações leva um bom tempo ainda, porque o emprego é a última variável a reagir. Primeiro retoma a produção, o investimento, e por último será o emprego”, conclui.

Setores

Em maio, 16 setores dos 22 pesquisados tiveram queda no índice de emprego, 5 se comportaram positivamente e um ficou estável.

Dos setores que mais registraram queda nos postos de trabalho estão Confecção de Artigos de Vestuário e Acessórios (-1.519 postos); Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (-1.330 postos) e Produtos de Borracha e Material Plástico (-1.043 postos).

O destaque das contratações ficou para os setores Produtos Alimentícios (852 postos de trabalho), Produtos Diversos (243 postos) e Coque, Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (180 postos).

Regiões

No Estado, 12 regiões tiveram crescimento do nível de emprego, dentre elas Matão (3,20%); São Carlos (1,36%) e Jaú (0,92%). Os destaques para as demissões, por sua vez, foram as regiões de Araraquara (-1,60%), Araçatuba (-1,36%) e Bauru (-1,20%). Neste caso, as perdas foram influenciadas pelo setor de Confecção de Artigos de Vestuário e Acessórios.

>> Ouça boletim sobre o emprego na indústria paulista

Entrevista: Como implantar uma política de Segurança e Saúde no Trabalho

Por Karen Pegorari Silveira

No mês em que é comemorado o Dia Mundial da Saúde e Segurança no Trabalho, conversarmos com o especialista em Desenvolvimento Industrial, do Serviço Social da Indústria (SESI – Departamento Nacional), para entender porque é importante manter uma política de Segurança e Saúde no Trabalho e como isso pode ajudar uma indústria a manter sua competitividade.

Veja na íntegra a entrevista:

Por que é importante implantar uma política de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) em uma empresa e quais os riscos caso a preocupação com este tema não seja levada em consideração?

Marcelo Benedet Tournier – Uma política de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) é fundamental para qualquer empresa, independente do seu tamanho, setor econômico ou faturamento. É nesta política que se define o compromisso que a liderança tem com a segurança e o bem-estar dos colaboradores, quais são os papéis e responsabilidades de todos neste processo e quais as principais ações para que o ambiente de trabalho seja seguro e saudável para todos.

Empresas que não priorizam SST sofrem o reflexo desta decisão no bolso.  Um dos impactos financeiros é no FAP – Fator Acidentário de Prevenção.  Esta alíquota pode duplicar os custos que a empresa tem com o Seguro de Acidentes do Trabalho (SAT).  Se não houver uma gestão de SST com foco em reduzir frequência, gravidade e custos com acidentes de trabalho, as despesas podem chegar a até 6% da folha de pagamento por ano, dependendo do setor em que a empresa se enquadra.

Além disto, uma gestão ineficaz de SST custa caro para empresas que possuem planos de saúde.  Neste cenário de crise econômica, os custos médicos e hospitalares aumentaram 17,1% em 2015.  Como referência, a inflação (IPCA) foi de 8,9% no mesmo período.  Em consequência disto, várias operadoras de saúde aumentaram em até 100% os valores dos contratos renovados com clientes corporativos durante 2015, sendo que o aumento foi maior nas empresas com alta sinistralidade (taxa que representa o uso do plano pelos funcionários).

Empresas que investem na segurança e bem-estar de seus colaboradores possuem um diferencial competitivo – algo fundamental neste grave momento de recessão.

É muito comum que saúde seja vista como um custo para o empresário.  Mas quando ele investe no bem-estar de sua força de trabalho, gera mais adiante uma economia com doenças que foram evitadas, além de ajudar as pessoas a serem mais saudáveis, engajadas e a produzirem mais resultados.  Isto é valor agregado para o seu negócio.

Quais ações a empresa deve adotar para mitigar impactos negativos na saúde de seus trabalhadores e o que deve ser levado em conta nestas ações?

Marcelo Benedet Tournier – Nos últimos anos, ao observar os dados do INSS de auxílio-doença no Brasil, percebemos que os acidentes de trabalho vêm diminuindo, com um aumento gradual de afastamentos devido a doenças crônicas (doenças cardiovasculares, problemas musculoesqueléticos, depressão e ansiedade).

Isto requer que os programas de SST tenham planos de ações que vão além do Ambiente físico (preocupado apenas com as questões ocupacionais).  É necessário que a empresa olhe também para o Ambiente psicossocial (relações de trabalho com colegas e com as lideranças) e com recursos pessoais para a saúde (estimulando a mudança de comportamento dos trabalhadores, para a aquisição e manutenção de um estilo de vida saudável dentro e fora do trabalho) e o envolvimento da empresa com a comunidade.

Como engajar os colaboradores a participarem destas ações e a adotarem o estilo de vida mais saudável sugerido nas atividades?

Marcelo Benedet Tournier – Para que este engajamento ocorra de modo sustentável, é necessário que os programas ofereçam abordagens diferenciadas de mobilização das pessoas na empresa.  Por exemplo, alguém que possui fatores de risco, mas não sabe disto, necessita de ações de conscientização, como avaliações de risco à saúde.  Outros, que já conhecem seus fatores de risco, mas não fazem nada para cuidar da saúde, necessitam de estratégias de motivação. Para aqueles que já são motivados, atividades de “coaching” em saúde podem aumentar as habilidades de cuidado, economizando com doenças e tratamentos evitáveis.  Finalmente, para se pensar em uma adesão dos empregados a longo prazo nas práticas, é importante que as empresas ofereçam o máximo possível de oportunidades, em que os indivíduos sejam valorizados e lembrados dos benefícios que suas escolhas promovem para sua saúde.

Como a empresa pode ajudar seus colaboradores a terem uma saúde melhor e que impacte menos em sua competitividade?

Marcelo Benedet Tournier – É importante que as lideranças das empresas tenham acesso a ferramentas de gestão com baixa complexidade e alto impacto, que apoiem a construção de estratégias de saúde populacional em seus ambientes de trabalho.  Uma abordagem de destaque é o modelo de ambiente de trabalho saudável da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a OMS, para que uma programa de saúde em uma empresa dê certo, é fundamental que possua cinco chaves:  Comprometimento da liderança, envolvimento dos trabalhadores, respeito à ética e legislações vigentes, integração e sustentabilidade das ações e um processo de gestão de segurança e saúde no trabalho que permita melhorias contínuas das práticas de prevenção e promoção.

Artigo: Quando proteger e cuidar agregam valor ao negócio

Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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Grácia Elisabeth Fragalá*

“A segurança, saúde e bem-estar dos trabalhadores são preocupações vitais de centenas de milhões de profissionais em todo o mundo, mas a questão se estende para além dos indivíduos e suas famílias. Ela é de suprema importância para a produtividade, competitividade e sustentabilidade das empresas e comunidades, assim como para as economias nacionais e regionais.[1]

O Estado de São Paulo, em sua edição de 28/03/2016, informa sobre o fechamento de 4,4 mil fábricas em São Paulo. Conforme noticia o periódico, o “país perdeu 1,1 milhão de empregos industriais em um trimestre”. Fatos como esse têm se repetido nos últimos tempos, preocupando empresários, trabalhadores e a sociedade em geral, com impactos em termos de expectativas que nada mais fazem que agravar a crise em que estamos imersos.

Neste cenário de instabilidade econômica, uma das repercussões sociais, sentidas no dia a dia das empresas, é o aumento dos acidentes de trabalho e dos afastamentos por doença, acarretando o aumento dos custos com planos de saúde, perda de produtividade, crescimento dos índices de absenteísmo e impactos no FAP – Fator Acidentário de Prevenção.

Pesquisa realizada pela FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – no ano de 2014, com a participação de 401 indústrias, mostrou que fatores relacionados aos afastamentos dos trabalhadores por motivos de doença estão entre as principais preocupações dos líderes empresarias e dos profissionais de Recursos Humanos, como podemos observar nos gráficos abaixo. Também surge com destaque o custo da assistência à saúde.

Para fazer frente a essas preocupações, um número crescente de empresas tem optado por definir políticas de Segurança e Saúde no trabalho que estabeleçam um modelo de atenção integral e integrada às necessidades do trabalhador.

Integral, na medida em que contempla os vários aspectos que envolvem a atividade profissional – ambiente físico do trabalho, ambiente psicossocial, recursos para a saúde pessoal, envolvimento da empresa na comunidade e as múltiplas dimensões da saúde: física, emocional, social, profissional.

Integrado, na medida em que exige que os vários atores interajam – não apenas as equipes de Segurança e Saúde, mas as áreas de recursos humanos, de produção, as equipes jurídicas, as equipes de responsabilidade social empresarial-. Enfim, os temas de Segurança e Saúde irão fazer parte de todos os processos da organização, permeando a cultura da empresa para que se construa um ambiente de trabalho saudável.

As equipes de Segurança e Saúde tem a função de identificar os riscos, propor as ações preventivas e corretivas, contribuindo para a redução das situações de adoecimento do trabalhador. Porém, para que isso ocorra, é preciso que essas equipes tenham atuação estratégica e sejam envolvidas nos vários processos decisórios com impactos para a Segurança e Saúde do trabalhador e que a política de Segurança e Saúde receba o apoio da alta liderança.

Empresas que possuem políticas de Segurança e Saúde integradas à estratégia do negócio descobriram que é possível transformar os ambientes de trabalho em espaços privilegiados para a promoção de saúde e prevenção de doenças e acidentes. Isso lhes garante maior competitividade em situações de crise como a que enfrentamos na conjuntura atual. Essas organizações entenderam que desenvolver ações para evitar acidentes e o adoecimento dos trabalhadores é um investimento que gera a redução de custos importantes com passivos trabalhistas, sinistralidade e absenteísmo. O capital humano saudável, engajado e motivado é o principal ativo de uma organização, que poderá fazer a diferença em momento de dificuldade, inovando, modificando processos produtivos, gerando melhores resultados.

Uma política de Segurança e Saúde, atrelada à estratégia do negócio, com métricas e indicadores adequados, constitui-se em ferramenta de gestão de alto valor agregado.

Além disso, num mercado competitivo, a escolha do consumidor recai sobre empresas socialmente responsáveis, empresas que proporcionam um ambiente de trabalho saudável e que desenvolvem ações para promover a saúde, segurança e o bem estar de seus colaboradores.

* Grácia Fragalá é vice-presidente do CONSOCIAL – Conselho Superior de Responsabilidade Social, diretora Titular do CORES – Comitê de Responsabilidade Social, gerente de Segurança e Saúde do GPA e possui mais de 15 anos de experiência como gestora de Segurança e Saúde em empresas de grande porte.

[1] Ambientes de trabalho saudáveis: um modelo para ação: para empregadores, trabalhadores, formuladores de política e profissionais. /OMS; tradução do Serviço Social da Indústria. – Brasília: SESI/DN, 2010.