Indústria paulista demite 6 mil em setembro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor do Departamento de Economia da Fiesp e do Ciesp: decréscimo da indústria de transformação foi muito além do projetado. Foto: Everton Amaro/Arquivo Fiesp

A indústria de São Paulo fechou seis mil postos de trabalho em setembro, uma taxa negativa de 0,34% com ajuste sazonal, segundo a pesquisa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Embora a perda tenha sido menor que em agosto, quando foram demitidos 15 mil trabalhadores, o resultado do mês passado tem um significado diferente já que esse é um período em que o setor costuma contratar, de acordo com o diretor das entidades, Paulo Francini.

De acordo com o levantamento do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), de janeiro a setembro deste ano, o setor manufatureiro paulista encerrou 38 mil vagas de trabalho, o equivalente a uma variação negativa de 1,44%.

Já na comparação de setembro deste ano com setembro de 2013, o saldo de demissões fica negativo em 115,5 mil.

Na avaliação do diretor do Depecon, o ano para o emprego na indústria é de fato ruim, mas projetar o futuro para o setor é uma tarefa complexa dada a incerteza do cenário político.

“O ano é muito atípico, primeiro porque existe um decréscimo da indústria de transformação que foi muito além do projetado – inclusive por nós. E segundo porque é um ano atípico pelo fator político que ele carrega”, avalia Francini. O diretor acredita, no entanto, que independentemente do resultado da eleição, o ano para o emprego industrial certamente será muito negativo.


Emprego em setembro

A indústria de açúcar e álcool foi responsável por 1.308 das demissões registradas em setembro, enquanto a indústria de transformação fechou 4.692 postos de trabalho em setembro.

De janeiro a setembro deste ano, o setor sucroalcooleiro ainda mantém um saldo de 12.461 contratações. Já o restante da indústria registra 50.461 demissões. Segundo o levantamento do Depecon, o segmento de açúcar e álcool tem participação de 7,7% no índice de emprego no acumulado do ano até setembro. Em igual período do ano anterior, essa participação chegava a 15,4%.

Ainda de acordo com a pesquisa, este é o pior o setembro para o emprego industrial da série histórica, iniciada em 2005. Em relação ao resultado do acumulado do ano, de janeiro a setembro, é a segunda pior variação da série histórica, com exceção de 2009, ano da crise, quando índice computou queda de 1,48%.

Setores e regiões

Dos 22 setores avaliados pelo Depecon, dez informaram demissões, nove contrataram e três mantiveram seu quadro de funcionários.

A indústria que mais demitiu foi a de produtos alimentícios, com o fechamento de 1.633 vagas. Já o segmento de celulose, papel e produtos de papel contratou 275 novos funcionários.

Das 36 regiões consideradas na pesquisa, 25 anotaram baixa no quadro de funcionários da indústria, sete informaram contratações e quatro mantiveram-se estáveis.

A região cuja indústria mais contratou em setembro foi Franca, com uma variação positiva de 1,46%, impulsionada pelos setores de artefatos de couro e calçados (2,96%) e produtos diversos (3,55%). Santos também se destacou entre os comportamentos de alta do emprego industrial, com ganhos de 1,11%, em meio a contratações nos segmentos de produtos alimentícios (0,53%) e de produtos de minerais não-metálicos (0,59%).

O setor manufatureiro de São Carlos também registrou crescimento em seu mercado de trabalho. A região anotou ganhos de 0,62%, com alta no setor de produtos minerais não-metálicos (3,95%) e na indústria de produtos diversos (2,56%).

Entre as perdas, destaque para a região de Matão, com queda de 2,14% influenciada em grande parte por demissões na indústria de confecção de artigos do vestuário (-7,43%) e de produtos alimentícios (-1,48%).

São João da Boa Vista também computou uma das mais expressivas quedas no mês com taxa negativa de 2,12%, pressionada por baixas no setor de produtos minerais não-metálicos (-4,72%) e produtos alimentícios (-3,14%).  O emprego na indústria de Piracicaba também registrou forte queda, a 2,03%, influenciada pelos segmentos de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-10,11%) e de máquinas e equipamentos (-2,47%).

Indústria paulista encerrará 2013 com até 30 mil novos empregos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Walter Sacca: 'Crescimento de produtividade ainda não é suficiente para compensar os problemas de competitividade da indústria.' Foto: Julia Moraes/Fiesp

A indústria paulista criou 3,5 mil empregos em maio em comparação com as contratações ocorridas em abril, mostra pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgada pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), nesta quinta-feira (13/06). O quadro de funcionários do setor manufatureiro deve aumentar em até 30 mil funcionários em 2013, de acordo com projeção das entidades, que mantêm a estimativa de crescimento de 1% para indicador até o final deste ano.

O prognóstico, no entanto, continua indicando que a indústria patina em sua esperada trajetória de recuperação. Se comparado ao desempenho de 2012, quando a indústria demitiu ao menos 50 mil trabalhadores, a previsão para 2013 aponta para uma tímida melhora.

O diretor-adjunto do Departamento Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Walter Sacca, argumenta que apesar da melhora de produtividade no setor manufatureiro, a indústria ainda parece estar longe de retomar sua competitividade.

“O crescimento de produtividade ainda não é suficiente para compensar os problemas de competitividade da indústria”, afirmou Sacca ao comentar os números em entrevista coletiva.

O diretor acredita que o próximo passo é priorizar aumento da competitividade para que a indústria se recupere das fortes perdas ocorridas nos últimos três anos. “Além de outros fatores que esperamos que continuem sendo corrigidos, como juros mais baixos e o equilíbrio cambial”, completou.

Nível de Emprego

O levantamento da Fiesp e do Ciesp apontou ainda, uma variação negativa para o emprego no mês de maio em 0,37%, considerado os efeitos sazonais. A pesquisa revelou que nos últimos 12 meses foram fechados 30,5 mil postos de trabalho, uma queda de 1,14% no mês passado na comparação com maio de 2012.

No acumulado do ano, a indústria paulista criou 64 mil empregos, com uma variação positiva de 2,48%.

Do total de empregos gerados em maio deste ano, o setor de açúcar e álcool foi responsável pela criação de 2.176 vagas, o equivalente a uma taxa praticamente estável de 0,09% na comparação com abril. Já os outros setores da indústria de transformação geraram 1.324 postos de trabalho, ou seja, uma variação, também perto da estabilidade, de 0,05%.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 37.003 vagas. Já os outros segmentos do setor manufatureiro geraram 26.997 novos empregos.

Segundo a pesquisa, no acumulado até maio de 2007 o setor de açúcar e álcool era responsável por 64,7% das contratações. Já no acumulado até maio de 2013, o setor é responsável por 21,2% das contratações.

“O setor continua sendo mais influente nessa época do ano no nível de emprego, mas com um peso que diminui como tempo. Os indícios são de que o processo esta muito próximo do fim no que diz respeito à automação da colheita, principalmente no estado de São Paulo”, explicou Sacca.

Setores e regiões

Das atividades analisadas no levantamento, 12 computaram alta, seis fecharam o mês em queda e quatro ficaram estáveis. O emprego no setor de Fabricação de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou a maior alta do mês com 2,3%, o que representa a contratação de 1.108 novos empregados. Outro desempenho positivo foi o da indústria de Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos, que encerrou o mês com ganhos de 1,6% ao contratar 1.110 trabalhadores em maio.

Já o emprego nas indústrias de Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos e de Couros e Fabricação de Artigos de Couro, Artigos de Viagem e Calçados teve perdas no mês de 1,5% e 1,1%, respectivamente. O setor de máquinas e materiais elétricos demitiu 1.613 empregados, enquanto o segmento de artigos de couro fechou 802 postos de trabalho.

A pesquisa da Fiesp e do Ciesp mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 19 apresentaram quadro positivo, nove ficaram negativas e oito regiões encerraram o mês estáveis.

Matão foi a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 3,35% em maio, impulsionada por Produtos Alimentícios (6,54%) e Máquinas e Equipamentos (2,65%). A região de São José do Rio Preto registrou ganho de 2,37%, sob influência positiva dos setores de Coque, Petróleo e Biocombustíveis (11,08%), Produtos Alimentícios (4,07%). Santa Bárbara do Oeste subiu 1,43%, influenciado por Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (12,12%) e Produtos Alimentícios (8,88%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para Jaú, que computou a queda mais expressiva do mês com 3,43%, abatida pelas perdas em Produtos de Minerais não Metálicos (-15,70%) e Produtos de Metal, Exceto Máquinas e Equipamentos (-12,12%). Indaiatuba fechou o mês com baixa de 2,65%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (-44,56%) e Máquinas e Equipamentos (-2,28%). O emprego em Araçatuba caiu 0,82%, com perdas mais expressivas em Produtos de Minerais não Metálicos (-26,67%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-7,25%).

Fiesp e Ciesp divulgam Índice de Nível de Emprego referente a maio

Agência Indusnet Fiesp

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini, divulga nesta quinta-feira (13/06), na sede das entidades, o  Índice de Nível de Emprego da Indústria Paulista de Transformação – Estado e Regiões, referente ao mês de maio.

O anúncio do resultado do estudo está programado para ter início às 11h,  em entrevista coletiva à imprensa, na avenida Paulista, 1313,  10º andar.


Fiesp e Ciesp divulgam Índice de Nível de Emprego referente a abril

Agência Indusnet Fiesp

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini, divulga nesta terça-feira (14/05), na sede das entidades, o  Índice de Nível de Emprego da Indústria Paulista de Transformação – Estado e Regiões, referente ao mês de abril.

O anúncio do resultado do estudo está programado para ter início às 11h,  em entrevista coletiva à imprensa, na avenida Paulista, 1313,  10º andar.


Fiesp e Ciesp divulgam Índice de Nível de Emprego referente a março

Agência Indusnet Fiesp

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini, divulgará nesta terça-feira (16/04) o  Índice de Nível de Emprego da Indústria Paulista de Transformação – Estado e Regiões, referente ao mês de março.

O resultado do estudo será anunciado à imprensa em entrevista coletiva partir das 11h, na sede das entidades, à avenida Paulista, 1313,  10º andar.

Fiesp e Ciesp divulgam Índice de Nível de Emprego de fevereiro nesta 3ª feira

Agência Indusnet Fiesp

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, divulgará à imprensa nesta terça-feira (13) o Índice de Nível de Emprego da Indústria de São Paulo, referente ao mês de fevereiro de 2012.


Serviço:
Divulgação do Índice de Nível de Emprego da
Indústria Paulista de Transformação – Estado e Regiões
Local: Av. Paulista, 1313, 10º andar, auditório
Data/horário: 13 de março de 2012, terça-feira, às 11h

Indústria paulista fecha 18 mil empregos no mês; pior outubro desde 2006

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Walter Sacca, diretor-titular-adjunto do Depecon da Fiesp

O setor produtivo paulista fechou 18 mil postos de trabalho no mês de outubro, uma queda de 0,68% sobre setembro, com ajuste sazonal.

Na leitura sem ajuste sazonal, a taxa de redução de postos de trabalho na indústria ficou negativo em 0,66% ante o mês anterior. Este foi o pior outubro desde 2006. A Fiesp e o Ciesp divulgaram os números em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (16).

No acumulado do ano foram geradas 82 mil vagas, o que representa um crescimento de 3,17% de janeiro a outubro. Esses postos, no entanto, devem ser anulados até o final de 2011, segundo Walter Sacca, diretor-titular-adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp.

“Até o fim do ano, os 80 mil empregos que foram criados até agora pela indústria no estado de São Paulo provavelmente serão anulados, haverá uma redução dessa ordem de grandeza. De acordo com a previsão da Fiesp, metade acontecerá na indústria de açúcar e álcool e a outra metade na indústria de transformação“, avaliou o diretor.

Do total de vagas fechadas, 14.033 correspondem ao setor sucroalcooleiro, o qual apresentou queda de 0,52% em outubro. No acumulado do ano, no entanto, o setor registrou uma variação positiva de 1,37%, com a criação de 35.499 postos. Os demais setores também registraram resultado positivo de 1,82%, gerando 47.001 novos postos de trabalho de janeiro a outubro.

Fase ruim

Sacca avalia o quadro do emprego na indústria em outubro como negativo, um persistente reflexo da forte entrada de produtos importados para suprir a aquecida demanda do comércio brasileiro.

“A indústria de transformação atravessa uma fase ruim, de maneira que o crescimento do PIB no Brasil se dá no comércio e não com produtos industrializados, mas através de maior importação“, explicou Sacca

Segundo sua avaliação, a queda na atividade da indústria se manifestou mais cedo em 2011 na comparação com os períodos anteriores.

“No próximo ano, não vamos ficar imunes às consequências do que está acontecendo principalmente na Europa, como não ficamos imunes ao que aconteceu em 2008 nos Estados Unidos. A redução do nível de emprego da indústria ocorre mais em novembro e dezembro. Portanto, já estamos em um caminho pior comparando com os anos anteriores.”

Para reverter esse quadro negativo da produção nacional, Sacca defende ações efetivas como um câmbio competitivo para indústria nacional no mercado doméstico e juros menores.

Nível de Emprego – Outubro de 2011

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Setores e regiões

Das atividades analisadas no levantamento, 11 apresentaram comportamento positivo, uma ficou estável e outras 10 registraram variação negativa. Máquina e Equipamentos concentrou a maior alta com 1% em outubro, seguido por Produtos de Madeira, com ganhos de 0,7%, e Produtos Têxteis, com alta 0,5%.

O segmento de Fabricação de Coque e Produção de Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis fechou o mês com queda de 5%. O setor de Produtos Alimentícios também registrou variação negativa de 3,7%, enquanto Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos encerrou o mês com declínio de 1,7%.

O Índice de Emprego apurou ainda que, das 36 regiões analisadas, 18 apresentaram quadro negativo, 15 registraram variação positiva e três apuraram estabilidade. A região de Araçatuba apontou o maior comportamento de queda com 8,88%, seguida por Sertãozinho, com baixa de 4,85%, e São José do Rio Preto, com recuo de 1,89%. A primeira cidade foi influenciada pela baixa nos setores de Produtos Alimentícios (-28,08%) e Coque, Petróleo e Biocombustíveis (-8,82%).

O índice de Sertãozinho também foi pressionado por Produtos Alimentícios (-10,36%) e por Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos (-0,69%), enquanto São José do Rio Preto foi abatido por Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (-2,15%), além de Produtos Alimentícios (2,54%).

Dentre as regiões com comportamento positivo estão Rio Claro (1,74%), puxado por Produtos Alimentícios (3,53%) e Produtos de Borracha e Material Plástico (1,09%). Em seguida, Matão registrou o segundo melhor indicador com alta de 1,42%, impulsionado pelos ganhos em Produtos Alimentícios (3,78%) e Confecção Vestuário e Acessórios (1,86%).

O índice de Jacareí também foi destaque de alta com 1,41%, estimulado pelo bom desempenho em Produtos de Metal, Exceto Máquinas e Equipamentos (4,82%) e Produtos Têxteis (2,61%).

Indústria paulista fecha 13 mil vagas em agosto

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini apresenta o resultado do Índice de Emprego de agosto

Segundo o Índice de Emprego, divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp/Ciesp, a indústria paulista registrou fechamento de 13 mil vagas no mês de agosto. Levando em conta os efeitos sazonais, a queda no setor de transformação foi de 0,49% sobre julho.

Paulo Francini, diretor do Depecon considerou o resultado de agosto fraco e ressaltou que o índice continua em uma trajetória de queda, aproximando-se do zero. “Quando isso acontecer, significará que nenhuma vaga de emprego foi criada em doze meses”, explicou.

“Não se encontra, na série desde 2006, um agosto que tenha apresentado resultado tão ruim quanto o deste ano. E não há de ser uma exceção, ele é apenas o primeiro mês que mostra uma variação negativa de determinado porte.”

Para Francini, a situação é ainda mais preocupante ao considerar que agosto é um mês de geração de empregos e, historicamente, tende a ter resultados positivos.

No acumulado do ano foram gerados 107 mil empregos em relação a 2010, o que representa um crescimento de 4,13% de janeiro a agosto. Excluindo-se o ano de 2009, durante o qual o índice sofreu impactos da crise mundial, o resultado atual configura-se como o pior, desde 2006. Se levados em conta os últimos doze meses, o índice de emprego na indústria também é positivo, 1,46%.

Do total de vagas fechadas, 4.189 são correspondentes ao setor sucroalcooleiro, o qual apresentou queda de 0,15% em agosto, embora ainda registre variação positiva (1,99%) no acumulado do ano. Os outros setores também registraram resultado positivo de 2,14%, gerando 55.369 novos postos de trabalho no acumulado do ano.

Nível de Emprego – Agosto de 2011

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Setores e regiões

Dos setores analisados pela pesquisa, cinco registraram comportamento positivo, dez ficaram negativos e sete estáveis. Para Francini, o quadro é preocupante. “Entre os setores em queda e aqueles estáveis, temos 77% do universo pesquisado. Não era para acontecer isso em agosto, já que é um mês de crescimento.”

O setor de Bebidas apresentou alta de 1,1%. Em seguida vieram os setores de Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos (1%); Produtos de Borracha e Material Plástico (0,4%); Celulose, Papel e Produtos de Papel (0,2%); Outros Equipamentos de Transportes, exceto veículos automotores (0,2%); Produtos de Mineração não metálicos (0,1%); Produtos Farmoquímicos e Farmacêuticos (0,1%) e Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (0,1%).

Os setores que registraram maiores quedas foram: Couros e Fabricação de Artigos de Viagem e Calçados (-3,9%); Produtos Alimentícios (-1,8%); Produtos Têxteis (-1,7%) e Produtos de Metal, exceto máquinas e equipamentos (-0,6%).

“O que tem de errado é que enquanto os produtos importados entrarem da forma que estão entrando, substituindo a produção doméstica e, portanto, trazendo esse abatimento vigoroso sobre a atividade industrial, o emprego na indústria estará ameaçado”, analisou o diretor do Depecon.

O Índice de Emprego também apresentou dados regionais sobre o emprego na indústria em todo o estado. Das 36 regiões analisadas, onze registraram alta na criação de vagas, três mantiveram-se estáveis e 22 tiveram queda no quadro de funcionários.

A região de Bauru revelou o melhor índice positivo, 2,18%, puxado pelos setores de Veículos Automotores e Autopeças (10,28%) e Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (2,89). Seguida de Santos (1,63%), impulsionada pelos setores de Produtos Alimentícios (4,52%) e Produtos Químicos (1,42%); e Jacareí (1,41%), onde destacam-se os setores de Produtos de Metal, exceto máquinas e equipamentos (6%) e Produtos de Borracha e Plástico (1,31%).

Dentre as regiões com comportamento negativo estão Franca (-3,61%), São Carlos (-2,82%) e São João da Boa Vista (-1,95%). A primeira foi influenciada pelos setores de Artefatos de Couro e Calçados (-6,66%) e Produtos de Borracha e Materiais Plásticos (- 0,77%).

O índice de São Carlos sofreu interferência dos setores de Produtos Alimentícios (-11,85%) e Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (-1,35%). Em São João da Boa Vista os setores que mais apresentaram queda foram o de Máquinas e Equipamentos (-1,37%) e Veículos Automotores e Autopeças (-1,77%).

Revisões

Ante o cenário desalentador, Francini confirma que pode rever as previsões do índice de emprego e do nível de atividade industrial do ano. “Existe uma indefinição no mundo e isso nos motiva a alterar as previsões do início do ano. Nós já reduzimos a previsão de emprego de 3,7% para 3,5%”, disse. “Também baixamos de 3% para 2,5% a previsão do Índice de Atividade da Indústria e temo que na próxima revisão chegaremos perto de 2%, para a indústria de transformação”, concluiu.

Indústria paulista fecha 500 postos de trabalho em junho

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O setor produtivo de São Paulo fechou 500 postos de trabalho em junho na comparação com o mês anterior, o equivalente a ligeira retração de 0,03% na leitura mensal sem o ajuste sazonal, aponta pesquisa do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, divulgada nesta quinta-feira (14).

Considerando o ajuste sazonal, o emprego na indústria caiu 0,13%. Nos primeiros seis meses do ano foram criadas 116.500 vagas no setor, um aumento de 4,5%. No acumulado de 12 meses foram gerados 70.500 empregos, com variação positiva de 2,63% em relação ao período anterior.

A variação negativa, considerada “modesta” pelo diretor do Depecon, Paulo Francini, era esperada, uma vez que fatores como a valorização do Real, estimulando as importações, e a alta da inflação continuam prejudicando a competitividade da indústria.

“No primeiro semestre, uma nova equipe de governo estava chegando e precisava se ajustar. Espera-se que no segundo semestre algumas coisas venham a surgir na área econômica da nova gestão, algumas medidas para a indústria de transformação”, afirmou o diretor.

Ritmo desacelerado

O nível de emprego da indústria paulista cresceu 0,62% em junho de 2010, sem o ajuste sazonal, e 0,52%, considerando os ajustes.

“Se acompanharmos o crescimento de 2010, um ano forte que perdeu forças entre o final de 2010 e o começo de 2011, veremos que este ano não apresenta o mesmo vigor do anterior”, disse Francini.

As elevadas importações devem continuar afetando o setor produtivo brasileiro, sobretudo o paulista, na medida em que o Real se mantém valorizado. “Se a inflação der uma folga, o governo poderá retomar algumas medidas de controle na taxa de câmbio.”

Francini acrescentou que o segundo semestre não deve apresentar uma taxa expressiva de crescimento. “Se isso ocorrer, chegaremos ao final do ano com algo em torno de 2,5%.”

Nível de Emprego – Junho 2011

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Setores

Em junho, o emprego no setor sucroalcooleiro aumentou apenas 0,02%, equivalente a 357 novos postos de trabalho, resultado bem menor em relação aos mais de seis mil empregos criados em fevereiro, período no qual o plantio de cana teve ritmo acelerado. No acumulado do ano, o setor gerou 57.272 empregos, crescimento de 2,21%.

“Estamos assistindo ao mesmo cenário de todos os anos. No primeiro semestre o setor de açúcar e álcool cresce por conta da sazonalidade”, ponderou Francini.

Das atividades analisadas pelo Depecon, 11 mostraram desempenho positivo, dois ficaram estáveis e nove registraram baixas em seus quadros de funcionários.

Entre os setores com comportamento positivo, destaque para Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos, que apresentou alta de 1,2%. Em seguida vieram os setores de Fabricação de Coque, Petróleo e Biocombustíveis (1,0%) e Produtos de Madeira (0,6%). Os setores que registraram queda foram Couro, Artigos de Viagem e Calçados (-1,2%) e Produtos Têxteis (-0,8%).

Regiões

Quanto ao desempenho das Diretorias Regionais do Ciesp, 17 computaram queda no quadro de funcionários em junho, 15 registraram alta e quatro permaneceram estáveis.

Entre as regiões com desempenho negativo estão Botucatu (-9,53%), ocasionado por Confecções e Artigos do Vestuário e Produtos de Minerais não Metálicos. Santo André (-1,14%), influenciado por Produtos de borracha e plástico e Metalúrgica. Já Presidente Prudente (-1,06%), por Produtos de Minerais não Metálicos e por Artefatos de Couro, Calçados.

As três regiões que cresceram foram Matão (1,93%), puxada por Produtos Alimentícios e Produtos de Metal exceto Máquinas e Equipamentos. São José dos Campos (1,03%), influenciada por Equipamentos de Informática e Produtos Eletrônicos e também por Produtos Alimentícios. Piracicaba (0,72%), por Produtos de Minerais não Metálicos e por Veículos automotores e autopeças.

Março bate recorde de contratações na indústria paulista

Agência Indusnet Fiesp 

Com a abertura de 45 mil novas vagas, representando crescimento de 1,37%, em relação a fevereiro, com ajuste sazonal, março deste ano apresentou o melhor resultado comparativo do nível de emprego desde julho de 2005, que marca o início da série apurada pela Fiesp e pelo Ciesp.

O dado sazonalizado aponta aumento de 2,05% frente a fevereiro. Em relação ao mesmo período do ano passado, o balanço também foi positivo, como demonstram os 36 mil postos abertos. No primeiro trimestre, 2010 já criou 79 mil postos de trabalho.

“Batemos um novo recorde neste mês, ele é o melhor março desde julho de 2005”, comemorou o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini.

O avanço expressivo do Índice se deve, sobretudo, ao setor de açúcar e álcool, que assiste à retomada da safra no interior paulista, explicou. “Dos 2,05% de aumento no emprego, 1,25% é decorrente do setor de açúcar e álcool”, disse.

Para Francini, o segmento continuará crescendo em abril e maio, depois deverá estabilizar até novembro. “O setor só vai sair de cena, mesmo, no final do ano”.

Segundo o diretor, em 2010 açúcar e álcool mostrou que sua sazonalidade foi alterada, pois as contratações começaram logo em fevereiro, diferente dos anos anteriores, em que as vagas começavam a surgir somente em março. Para ele, este comportamento será uma tendência nos próximos anos.

“As usinas estão dispostas a ficar o menor tempo possível paradas. E foi isto que antecipou o nível de contratação do setor, fato que deve se repetir nos anos seguintes”, ressaltou.

De acordo com Francini, restam cerca de 140 mil postos a serem preenchidos para que a indústria de São Paulo retome os níveis pré-crise. “Setembro é sempre o melhor resultado do Índice. Por isso, somente neste período é que teremos uma noção real de quantos empregos ainda temos que recuperar”, concluiu.

Setores em alta

Todos os 22 setores da indústria analisados no período apresentaram saldo positivo, comportamento inédito nos cinco anos da série de emprego das entidades.

Também pela primeira vez a abertura de vagas ficou mais equilibrada, já que não se apoiou somente na safra da cana. “No primeiro trimestre deste ano, os demais setores expandiram 2,3% de seus empregos, o que não acontecia desde o início da série, em 2005”, enfatizou Francini.

Mesmo assim, os destaques de março vão para as frentes ligadas à produção de açúcar e álcool. Caso do líder de contratações do mês: Fabricação de coque, petróleo e biocombustíveis, que teve crescimento de 20,7%, correspondentes a 5.795 cargos ocupados.

O setor de Produtos alimentícios apresentou o segundo melhor rendimento do Estado, com 9,4%, ou 25.623 postos, em termos absolutos.

Comportamento regional

Do total de 36 diretorias regionais avaliadas pelo Índice, 32 tiveram comportamento positivo, três negativo e uma se manteve estável.

Como no caso do resultado dos setores industriais, as regionais também foram diretamente afetadas pelo ritmo das usinas. Dessa forma, Araçatuba liderou as contratações, com avanço de 9,9%, puxadas por coque, petróleo e biocombustíveis (ligado à produção de etanol) e produtos alimentícios – devido ao açúcar.

Em Jaú, onde o nível cresceu 9,56%, produtos alimentícios e artefatos de couro e calçados foram os responsáveis pelo bom desempenho. Em Sertãozinho, mais uma vez os alimentos marcam forte presença na abertura de vagas. Junto com produtos de metal, trouxe crescimento de 8,51% de postos de trabalho.

Entre as regiões com desempenho negativo, mais uma vez Matão apresentou o pior resultado do Estado (-3,38%), devido aos resquícios do fim da safra de laranja. A segunda região com maior queda de empregos foi a de Santos (-1,49%), devido à queda do uso do vestuário praiano.


Índice do Nível de Emprego Estadual e Regional / Março 2010


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