IC Agro vai nortear agronegócio, diz presidente da Fiesp em lançamento de indicador

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), criado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), é uma contribuição da entidade, com riqueza de informações, para o setor e uma ferramenta importante para a criação de eventuais políticas públicas de apoio ao agronegócio brasileiro, afirmou na manhã desta segunda-feira (24/02) o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante café da manhã com executivos do setor no evento de lançamento do indicador.

“O índice vai nortear e ajudar muito o agronegócio. Ter um índice com informações do setor – antes e depois da porteira– sem dúvida será uma ferramenta importante para toda a cadeia produtiva e para a formulação de políticas públicas também”, disse Skaf.

Skaf: IC Agro é ferramenta importante para toda a cadeia produtiva. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

A cada três meses, o Deagro e a OCB vão mensurar a percepção dos agentes do agronegócio em relação a um conjunto de informações que impactam a atividade, como a situação da economia brasileira, do setor, disponibilidade de crédito, expectativa de investimento, preços e produtividade.

Os objetivos do índice são compreender os pontos de convergência e divergência entre os elos da cadeia produtiva, medir a disposição de realizar novos investimentos e antecipar mudanças de tendências.

No levantamento que dá início à série histórica, o IC Agro registrou 104,5 pontos em uma escala que varia de 0 a 200, sendo 100 o ponto de neutralidade, o que significa um otimismo moderado por parte dos segmentos entrevistados.

Estão incorporados ao índice mais dois levantamentos, um sobre o perfil do produtor agropecuário, atualizado a cada dois anos, e o Painel de Investimentos, atualizado a cada trimestre.

No perfil do produtor, 58,3% dos entrevistados estão pessimistas quanto aos esforços do governo brasileiro para investir em infraestrutura e logística para escoar a produção agropecuária.

Skaf disse ainda que a percepção não muito otimista do agronegócio em relação à economia brasileira, revelada pelo IC Agro, aplica-se a outros setores produtivos do país. “É um resultado que não seria muito diferente se fizéssemos uma pesquisa em qualquer outro setor.”

Além de executivos de empresas que atuam no setor, o evento contou com a presença do Departamento do Agronegócio(Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira e do presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, João de Almeida Sampaio Filho, além de autoridades do setor como o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, presidente da Academia Nacional de Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

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