Índice de competitividade das nações IC-FIESP

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Essa pesquisa tem por objetivos:

– identificar os principais avanços e restrições ao crescimento da competitividade brasileira;

– analisar experiências bem sucedidas de outros países de forma a orientar a elaboração de propostas de políticas de médio e longo prazo.


Para ver a última pesquisa divulgada, bem como a dos anos anteriores, acesse o menu ao lado.





Índice de Competitividade da Fiesp 2012 vai mostrar alto desempenho de países concorrentes do Brasil

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vai divulgar nesta segunda-feira (26/11) o Índice de Competitividade das Nações (IC-Fiesp), ranking que identifica as principais restrições ao aumento da competitividade brasileira e mostra experiências internacionais de sucesso que possam servir de exemplo ao Brasil.

O trabalho enfatiza alguns dos principais obstáculos ao aumento da competitividade do país, como o efeito do câmbio sobre as exportações, além dos efeitos da carga tributária, juros, do custo-Brasil e da formação de mão de obra qualificada sobre o desempenho da economia. Neste ano, o relatório também traça alternativas para o Brasil atingir taxas de crescimento mais ambiciosas.

O IC-Fiesp apresenta um ranking com 43 países, que representam mais de 90% do PIB mundial. A base de dados é uma série histórica de dez anos e conta com mais de 50 mil informações agrupadas em oito fatores que relacionam indicadores sistêmicos e estruturais.

Índice da Fiesp mostra Brasil estagnado em 37º lugar

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

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José Ricardo Roriz Coelho, diretor Decomtec da Fiesp

O Brasil melhorou sua nota no Índice de Competitividade das Nações 2011, mas permaneceu na 37º posição entre os 43 países analisados.

Apresentado nesta quinta-feira (17), pelo diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) na Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, o índice cruzou 50 mil informações agrupadas em oito fatores determinantes para competitividade.

Atrás de países como Argentina, Grécia, Itália, Polônia, Chile, México e Portugal, o Brasil está no último quadrante, com competitividade considerada baixa. “Nosso país avançou, mas outros países avançaram mais. Mesmo aqueles que estão no centro da crise internacional conseguem se posicionar na frente do Brasil, pois o IC não analisa só conjuntura econômica, mas também infraestrutura social”, explicou Roriz.

Em dez anos o Brasil evoluiu 35% em sua nota, de 18,4 para 24,8: crescimento de 6,4 pontos percentuais. As maiores evoluções no mesmo período foram da China, Coréia do Sul e Rússia. Já as maiores involuções foram do Japão, Venezuela e África, respectivamente. Os primeiros países no IC-2011 da lista são EUA, Suiça, Noruega, Hong Kong, Cingapura e Coreia do Sul. Já os piores são Índia, Indonésia, Venezuela e Colômbia.

Problemas

Os fatores que impedem o aumento da competitividade nacional são velhos conhecidos dos brasileiros: altos juros, carga tributária elevada, crédito caro, baixo nível de poupança interna, baixo investimento, elevados gastos governamentais, pouco estímulo à inovação, spread bancário alto, câmbio desfavorável, infraestrutura deficiente e ineficiência em Saúde e Educação.

“Para se ter uma ideia do quanto ficamos defasados em relação aos países comparáveis com o Brasil, nosso spread é 11,5 vezes maior que o deles e nossos juros para empréstimos são 6,6 vezes maiores”, disse.

Quando o assunto é Educação, a situação não melhora. Na China, 36% dos formados estudaram Engenharia, enquanto, no Brasil, só 7% deles saem engenheiros da universidade.

Soluções

IC-2011 da Fiesp mostra que a participação da Indústria é determinante no desempenho dos países em competitividade. O Brasil pode acelerar seu crescimento se aumentar a participação da Indústria de Transformação no Produto Interno Bruto (PIB). Os países que têm maior participação da indústria no PIB levaram menos tempo para dobrar seu PIB per capta.

“O Brasil dobrou seu PIB per capta em 15 anos, numa época em que a Indústria respondia por 30% de todos os setores. Hoje, a Indústria responde por 15%. Assim, levaria 38 anos para o país dobrar novamente seu PIB per capta”, concluiu Roriz.

O estudo oferece 34 propostas em sete áreas para melhorar a competitividade brasileira:

  • Reduzir o ritmo dos gastos públicos;
  • Reduzir a dívida pública;
  • Elevar o investimento em capital fixo;
  • Aumentar o investimento em tecnologia;
  • Reduzir a carga tributária;
  • Reduzir os juros e estimular o crédito;
  • Melhorar os mecanismos de câmbio e comércio exterior.

Brasil é o 36º em competitividade, afirma Fiesp

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil evoluiu seu índice de competitividade entre 2008 e 2009, mas ainda amarga as últimas posições do ranking elaborado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539633927De acordo com o índice, que mede a competitividade de 43 países que representam 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, o País recebeu nota 24.8, que o coloca na 36º colocação. Uma posição acima, em relação a 2008, mas atrás de países vizinhos como Argentina (32º lugar) e Chile (30º lugar).

“O Brasil subiu uma colocação no ranking, mas há muito a ser feito para melhorar a competitividade do País, como a reforma tributária que não saiu do papel. O desafio do Brasil é transformar a competitividade em desenvolvimento humano”, disse o diretor do Decomtec, José Carlos Roriz Coelho, nesta quarta-feira (15), durante a divulgação dos dados.

O estudo da entidade divide o ranking entre quatro grupos: competitividade elevada, satisfatória, média e baixa. O Brasil foi colocado na última categoria, junto com países como México, Venezuela, África do Sul e Índia.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539633927Os Estados Unidos permanecem na liderança e reverteram a tendência de queda de sua nota até 2007. De acordo com o levantamento da Fiesp, o elevado número de patentes, a alta produtividade de todos os setores da economia, os gastos com saúde e a reduzida taxa de juros foram os protagonistas para manter os Estados Unidos no topo da lista.

Os países que mais ganharam competitividade foram:

  • Tailândia – Apesar de manter a mesma posição no ranking (34º lugar), aumentou a nota para 32.7 pontos, ante os 28,4.
  • Cingapura – Aumentou 3.6 pontos, ficando na 9ª posição.
  • Coreia do Sul – Em 8º lugar, com nota 71.3.

O estudo indica que o desempenho da balança comercial, o desemprego da população jovem e as exportações líquidas de manufaturas foram os fatores que elevaram a competitividade desses países.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539633927Já entre os que perderam competitividade estão Venezuela (-4,3 pontos), Japão (-3,8 pontos) e Alemanha (-3,3 pontos). O risco do sistema financeiro, as distorções da balança comercial e a taxas de juros para depósitos foram os responsáveis pela queda desses países.

O levantamento da Fiesp também aponta algumas diretrizes para aumentar a competitividade brasileira. Entre elas: reduzir os gastos do setor público, a dívida pública, a carga tributária e os juros (Selic e Spread), e elevar o investimento em capital fixo e em tecnologia.

“O governo tem que gastar menos para poder investir mais e estimular o investimento privado. Além disso, é preciso desonerar o investimento no País. De cada 100 reais investidos, 25% já são impostos”, explicou o diretor da Fiesp.

Veja aqui o estudo completo.

Brasil melhora no Índice de Competitividade, mas segue atrás de Argentina e Chile

Agência Indusnet Fiesp

Vários fatores como a alta carga tributária, concentrada principalmente no setor industrial, além de juros e spread elevados, que encarecem o capital de giro das empresas, restringem o crédito ao setor privado e comprometem o nível de investimentos do País e ainda prejudicam o avanço da competitividade brasileira.

Este é um dos resultados apontados pelo Índice Fiesp de Competitividade das Nações (IC-Fiesp), que acompanha a evolução de 43 países responsáveis por mais de 90% do PIB mundial.

O índice revela também que o Brasil melhorou nos últimos anos em alguns quesitos, mas ainda há dificuldade em traduzir os esforços em resultados mais eficientes. O IC-Fiesp aponta, ainda, que os países desenvolvidos perderam competitividade no longo prazo, enquanto os países asiáticos são destaque em ganho de competitividade.

Brasil avança em competitividade. Japão, Finlândia e EUA recuam

Agência Indusnet Fiesp

O Índice Fiesp de Competitividade das Nações (IC-Fiesp) procura identificar as principais restrições ao aumento da competitividade das empresas brasileiras e busca experiências internacionais de sucesso que possam servir de exemplo ao Brasil. A análise traz também uma série de propostas para garantir o crescimento sustentável de longo prazo e o avanço da competitividade no País.

O estudo mostra um ranking com 43 países, que representam cerca de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. A base de dados é uma série histórica de treze anos e conta com 55 mil informações, agrupadas em oito fatores que relacionam indicadores sistêmicos e estruturais.

Neste ano, a pesquisa enfatiza alguns dos principais obstáculos ao aumento da competitividade da indústria brasileira e relaciona indicadores industriais ao do IC-Fiesp.

Para industriais e acadêmicos, política de inovação deve focar iniciativa privada

Agência Indusnet Fiesp 

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Carlos Henrique Brito Cruz, reitor da Unicamp. Foto: Foto: Mário Castello

A tese de que a inovação tecnológica cabe exclusivamente ao meio acadêmico é um equívoco metodológico no Brasil. A afirmação é do reitor da Universidade de Campinas (Unicamp), Carlos Henrique Brito Cruz, que participou do Congresso da Indústria 2009, promovido por Fiesp e Ciesp, nesta segunda-feira (28), em São Paulo.

“O lugar da inovação é na empresa. Não podemos deixar que a discussão vá para temas como a relação entre universidade e empresa”, declarou Brito Cruz, apontando que nos Estados Unidos, por exemplo, a participação da iniciativa privada em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) é de 98% do total aplicado – respondendo por 2% do Produto Interno Bruno (PIB). Já no Brasil, de acordo com ele, o investimento em inovação soma 1,1% do PIB, sendo que 0,6% é aporte do governo e apenas 0,5% de empresas.

“Esses 0,5% não permitem que o Brasil consiga competir com outros países, como China e Estados Unidos”, indicou. Brito Cruz criticou a falta de políticas públicas de apoio à inovação. Mas o reitor da Unicamp reconheceu: “Nos últimos 15 anos, o País vem adotando algumas medidas positivas, como a Lei de Inovação Tecnológica, aprovada em 2004, e o processo de renúncia fiscal para empresas inovadoras, que pode chegar a R$ 2 bilhões para os cofres públicos.”

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João Guilherme Ometto, vice-presidente da Fiesp. Foto: Foto: Mário Castello

Na opinião do vice-presidente da Fiesp, Guilherme Ometto, para que o Brasil avance é necessário transferir cientistas das universidades para as empresas. “Ou o Brasil se mobiliza pela inovação ou ficaremos para trás”, avisou, com base em dado apresentado por Brito Cruz de que apenas 20% dos cientistas brasileiros são alocados em empresas, enquanto nos EUA essa proporção é de 80%.

Para o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, a principal barreira está na burocracia de acesso a linhas de financiamento e programas de incentivo. “Isso dificulta ao Brasil alcançar patamares mais altos”, disse, ao se referir ao fato de a China, por exemplo, exportar US$ 340 bilhões em produtos industrializados.

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José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Decomtec da Fiesp. Foto: Foto: Mário Castello

De acordo com o Índice de Competitividade (IC-Fiesp), divulgado recentemente, o Brasil ocupa a 13ª posição no ranking de produção científica, entre 43 países avaliados, responsáveis por 90% do PIB mundial. Já no quesito patentes, o País é o 28º colocado no IC-Fiesp.

Segundo levantamento do Decomtec, apenas 47% das empresas brasileiras conhecem ferramentas de incentivo à inovação. E 45% se declaram preparadas para inovar. “Temos oportunidades imensas, mas também temos que transpor essas barreiras para que nossas empresas, principalmente as micro e pequenas, sejam inovadoras”, avaliou Roriz.