Sondagem da Construção registra recuo nos indicadores de situação atual e expectativas

Agência Indusnet Fiesp

Após atingir 41,6 pontos em novembro de 2017, o nível de atividade do setor de construção paulista voltou a apresentar queda, registrando 40,3 pontos no último mês do ano. Na comparação interanual, contudo, houve avanço: em dezembro de 2016, o indicador registrou 32,3 pontos.

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (31 de janeiro).

Da mesma forma, o indicador número de empregados, comparado ao mês anterior, caiu de 46,1 pontos para 43,4 pontos em dezembro. Na comparação interanual, entretanto, o indicador teve alta: em dezembro de 2016, ele marcou 30,3 pontos. No mesmo sentido, a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) teve ligeira queda, de 56,0% para 55,0% em dezembro. Em termos interanuais, o nível fica acima daquele observado em dezembro de 2016 (52,0%).

O nível de atividade em relação ao usual, por outro lado, teve alta na passagem mensal, indo de 29,1 para 30,4 pontos nesta leitura, ficando bem acima do observado no mesmo período do ano anterior (24,4 pontos).

O indicador de expectativas para o nível de atividade para os próximos seis meses, que havia chegado a 52,8 pontos em novembro, voltou a cair. Apesar da queda, o indicador, com 51,8 pontos, continua a sinalizar otimismo do setor em relação ao futuro. A variável de empregados também recuou na passagem mensal, de 51,3 para 45,7 pontos. Abaixo dos 50,0 pontos, o componente sinaliza pessimismo. O mesmo ocorreu com compras de matérias-primas, que foi de 52,3 pontos (sua maior pontuação desde dezembro de 2013) para 46,8 pontos nesta leitura, e com os indicadores de novos empreendimentos e serviços e de investimentos, que fecharam dezembro também com variação negativa. Enquanto o primeiro saiu de 50,8 para 48,0 pontos, o segundo recuou de 32,7 para 28,7 pontos.

Custos e preocupação com crédito levam a nova queda na Confiança do Agronegócio, no 2º trimestre de 2015

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio, medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), apurou uma queda de 2,7 pontos na comparação com a sondagem anterior, referente ao primeiro trimestre de 2015. Com isso, registra o pior resultado da série histórica da pesquisa, iniciada no último trimestre de 2013.

A confiança do setor entre abril e junho deste ano caiu para 82,8 pontos, o que significa nove pontos a menos quando comparado com o mesmo período do ano passado. O recuo foi puxado, principalmente, pelo Índice da Indústria (antes e depois da porteira), com queda de 3,9 pontos.

O Índice do Produtor Agropecuário também recuou (-1,1 ponto), fechando em 86,6 pontos.

A sondagem, divulgada pelas entidades nesta quarta-feira, 15/7, mostra que depois de iniciar o ano apreensivo com os reflexos negativos causados pela crise econômica do país, o setor agora confirma sua preocupação especialmente em relação ao crédito, mas também quanto ao aumento dos custos de produção e à redução dos preços em dólar das commodities.

Segundo Mario Sergio Cutait, diretor titular do Departamento do Agronegócio da Fiesp, a falta de confiança, demonstrada especialmente pelo produtor agrícola, torna preocupante o desempenho das indústrias de insumos agropecuários, que de forma geral mostram forte retração nas vendas dos primeiros cinco meses do ano.  “É possível que ocorra algum tipo de redução no pacote tecnológico mas, apesar dos indícios, ainda é cedo para afirmar as consequências para a próxima safra.”

A confiança da indústria antes da porteira (insumos agropecuários) caiu 7,6 pontos no segundo trimestre de 2015, em relação ao último levantamento, para 66 pontos.  O fraco desempenho das vendas de defensivos agrícolas, fertilizantes e máquinas no início do ano comprometeu a confiança deste elo da cadeia. No caso de fertilizantes, por exemplo, as entregas acumuladas de janeiro a maio de 2015 somaram 9,0 milhões de toneladas, 12% abaixo de igual período do ano passado

O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, que já havia alertado sobre a retração na oferta do crédito rural no primeiro trimestre deste ano, explica que este tema será decisivo nos próximos seis meses para a definição do desempenho da próxima safra de verão, já que a decisão de compra do produtor foi adiada e será concentrada em um período relativamente curto. “Diante do atual cenário econômico, a perspectiva do produtor reflete principalmente o pessimismo em relação ao acesso a crédito e ao custo de produção, apesar de o mesmo mostrar-se confiante com sua produtividade.”

O IC Agro apurou ainda que a confiança da indústria depois da porteira (alimentos) anotou baixa de 2,3 pontos, indo para 85,8 pontos, em meio ao arrefecimento da economia. Diferente da Indústria Antes da Porteira, a avaliação das empresas em relação à “economia do Brasil” e às “condições do negócio” melhorou no segundo trimestre, o que ajudou a amenizar a queda do índice. Para esses dois quesitos, as empresas sinalizaram um maior otimismo no momento presente, mas, principalmente, em relação à expectativa futura.

 Metodologia

Para melhor captar as percepções de todos os elos que envolvem o Agronegócio, a pesquisa de campo consultou agentes que atuam antes, dentro e depois da porteira da fazenda.

No primeiro e no último grupo foram realizadas 50 entrevistas com indústrias fornecedoras de insumos e serviços aos agricultores, além de cooperativas e indústrias compradoras de commodities agrícolas e processadoras de alimentos.

Já no quadro “dentro da porteira” foram realizadas 1.500 entrevistas, sendo 645 válidas, com produtores agrícolas e pecuários.

O IC Agro é uma realização da Fiesp e da OCB, com o apoio da Anda e da Andef. Os dados que compõem o índice são atualizados trimestralmente, e a próxima divulgação está prevista para o mês de outubro.

O estudo completo está disponível no site do IC Agro: www.icagro.com.br

 

Atividade do setor de construção segue em ritmo de queda

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção de São Paulo voltou a exibir contração em maio. Foi o décimo oitavo mês consecutivo de queda na atividade, mostra o relatório Sondagem da Construção, elaborado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O indicador continua abaixo da linha dos 50,0 pontos, apesar de ter avançado em maio (de 38,3 pontos para 39,7 pontos).

Na mensuração da atividade em relação ao usual, o indicador exibiu queda em menor intensidade do que a apresentada em abril (de 31,6 pontos para 32,9 pontos).

Também houve recuo no ritmo de queda do número de funcionários do setor. O indicador passou de 39,3 pontos em abril para 39,7 pontos em maio, mantendo-se abaixo da média histórica (46,3 pontos). A Utilização da Capacidade Operação (UCO), por outro lado, avançou na leitura do mês de referência, chegando a 66,0% em maio, contra 60,0% em abril.

Os resultados da sondagem sinalizam que os empresários da construção continuam pessimistas para os próximos seis meses.

Produção industrial recua 0,9% de abril para maio, informa IBGE

Estudo anunciado na terça-feira (03/07), em entrevista coletiva, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que a produção industrial recuou 0,9% na passagem de abril para maio, na série livre de influências sazonais, terceiro resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação, acumulando nesse período perda de 2,0%.

Em comparação com o mês de maio de 2011, o total da indústria apontou queda de 4,3% em maio de 2012 – é o nono resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e a mais forte queda desde setembro de 2009 (-7,6%), revelam os Indicadores de Produção Industrial do IBGE.

Ainda de acordo com o IBGE, o setor industrial acumulou perda de 3,4% nos cinco primeiros meses de 2012. A taxa anualizada – indicador acumulado nos últimos 12 meses –, ao recuar 1,8% em maio de 2012, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em outubro de 2010 (11,8%) e assinalou a taxa negativa mais intensa desde fevereiro de 2010 (-2,6%).

Veja mais informações no site do IBGE: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=2172&id_pagina=1