Nível de atividade do setor de construção paulista volta a cair

Agência Indusnet Fiesp

Depois de se recuperar em outubro, o nível de atividade do setor de construção de São Paulo em novembro registrou queda na comparação com o mês anterior. O indicador passou de 40,8 para 36,4 pontos, permanecendo abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos) e sinalizando contração.

Na Utilização da Capacidade Operação (UCO) houve considerável queda em novembro, para 49,0%, frente a 58,0% em outubro. Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo e divulgado nesta segunda-feira (19/12).

Segundo a pesquisa, o indicador da atividade em relação ao usual apresentou ligeira alta, indo de 25,6 para 25,8 pontos, mas o número de empregados do setor voltou a cair. O indicador passou de 35,3 pontos em outubro para 32,3 pontos em novembro, ainda bem abaixo da média histórica.

Expectativas

Os resultados da sondagem sinalizam que o pessimismo dos empresários da construção aumentou em relação ao mês anterior. O índice de atividade para os próximos seis meses chegou a 41,8 pontos em novembro, contra 45,6 pontos em outubro. As expectativas para compras de matérias-primas também apresentaram baixa (de 45,0 para 39,7 pontos).

As expectativas para empreendimentos e serviços passaram de 43,4 para 35,7 pontos. Nas perspectivas do número de empregados, o índice de novembro atingiu 39,3 pontos (43,9 pontos em outubro). Por fim, as perspectivas de investimento tiveram forte piora quando comparadas à leitura anterior, passando de 27,3 para 18,0 pontos.

Nível de atividade do setor de construção de São Paulo atinge valor mais baixo da série

Agência Indusnet Fiesp

Na passagem de janeiro para fevereiro, aumentou o ritmo de queda do nível de atividade do setor de construção no Estado de São Paulo. O indicador passou de 30,4 para 25,4 pontos, valor mais baixo da série, iniciada em 2011, distanciando-se ainda mais da linha de estabilidade (50,0 pontos). O levantamento é feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp.

Na atividade em relação ao usual, o indicador também diminuiu, passando de 26,6 para 24,2 pontos. Houve nova queda no número de funcionários do setor. O indicador passou de 34,1 pontos em novembro para 30,6 pontos em janeiro, mantendo-se abaixo da média histórica (45,0 pontos).

Já a Utilização da Capacidade Operação (UCO) se manteve estável na leitura do mês de referência, registrando o índice de 60,0% no primeiro mês do ano de 2016.

Expectativa negativa

Os resultados da sondagem sinalizam que os empresários da construção continuam apresentando pessimismo, com todos seus indicadores apresentando piora na comparação com o mês anterior. O índice de atividade para os próximos seis meses chegou a 33,8 pontos em janeiro, ante 35,1 pontos no mês anterior. As expectativas para compras de matérias-primas passaram de 34,2 pontos para 29,6 pontos, exibindo ainda mais pessimismo acerca da retração das compras de insumos.

No que tange às expectativas para empreendimentos e serviços, o indicador passou de 31,9 para 27,9 pontos. Nas perspectivas quanto ao número de empregados, o índice de janeiro atingiu 30,4 pontos, ante 39,5 pontos em dezembro. Por fim, as perspectivas de investimento apontaram piora em relação à leitura anterior, passando de 24,8 para 23,6 pontos.