Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista inicia 3º trimestre em queda de 2,2%

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

A atividade da indústria paulista iniciou o terceiro trimestre em queda. O Indicador de Nível de Atividade (INA) cedeu -2,2% em julho em relação a junho, na série com ajuste sazonal. A principal influência veio da variável total de vendas reais, que caiu -6,7%, seguida por horas trabalhadas na produção (-0,4%) e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada, que avançou (0,2 p.p.). Na série sem ajuste, o indicador também mostrou variação negativa no mês (-1,7%), na comparação com julho do ano anterior (-1,1%), enquanto no acumulado em 12 meses houve alta de 5%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30 de agosto) pela Fiesp e pelo Ciesp.

Segundo José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, o resultado de julho volta a mostrar a lenta retomada da atividade da indústria paulista, após a forte alta de junho, com o fim da greve dos caminhoneiros. “Retomamos aquele crescimento lento, inferior até ao que imaginávamos no começo do ano, o qual deve ser mantido nos próximos meses. O ambiente de negócios mudou bastante em decorrência de algumas variáveis, como o cenário eleitoral incerto e o dólar em alta, que embora ajude nas exportações, afeta muito as matérias-primas e o custo dos produtos intermediários. No entanto, não sentimos indicação de que vamos ter uma queda da atividade. Há uma estabilização de onde estamos até o final do ano”, avalia Roriz.

O recuo da atividade industrial paulista em julho foi disseminado, alcançando 15 dos 20 segmentos pesquisados, reforçando a fragilidade da recuperação neste ano.

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Sensor

A pesquisa Sensor de agosto, também produzida pelas entidades, marcou 52 pontos, ante os 53,7 pontos em julho, na leitura com ajuste sazonal. A marca mantém o Sensor acima dos 50 pontos pelo 13º mês consecutivo. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas recuou 7,1 pontos, para 54,2 pontos em agosto. O indicador de estoques caiu 4,1 pontos ante julho (51 pontos), marcando 46,9 pontos no mês de agosto, o que indica que os estoques estão acima do nível desejado.

Para a variável que capta as condições de mercado, o recuo foi de 2,3 pontos, passando de 55,2 pontos em julho para 52,9 pontos no mês de agosto. Por estar acima dos 50,0 pontos, indica expectativa de melhora das condições de mercado.

O indicador de emprego mostrou avanço, passando de 50,3 ponto, para 51,9 pontos no mês, sendo que resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês. Assim também avançou o indicador de investimentos, que passou de 52,1 para 54 pontos.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria cai 10,2% em maio

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista,  medido pela Fiesp e pelo Ciesp, apresentou forte queda (10,2%) em maio em relação a abril, na série com ajuste sazonal. O expressivo recuo foi influenciado pela variável de vendas reais, que cedeu 16% no mês, seguida por horas trabalhadas na produção (-2,3%) e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), -1,8 p.p. Já na série sem ajuste, o indicador cedeu 1,1% no mês e 4,2% na comparação com maio do ano anterior. No acumulado do ano, ficou positivo em 3,6% em relação ao mesmo período de 2017. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29 de junho).

Segundo José Ricardo Roriz Coelho, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, a greve dos caminhoneiros agravou um pouco mais uma recuperação que já vinha em ritmo lento. “Os resultados de 2018 já vinham bem abaixo do que imaginávamos quando fizemos as projeções em 2017. A greve dos caminhoneiros tornou mais grave a preocupação de crescimento ao longo do ano. Para os próximos três meses, não vemos nenhuma chance de recuperação da atividade da indústria. Provavelmente, vamos ter uma situação pior do que a do primeiro trimestre de 2018”, avalia.

No entanto, Roriz pondera que ainda é preciso analisar os reflexos que essa greve terá sobre as empresas. “As empresas têm seus compromissos financeiros e o fato de terem ficado cerca de20 dias sem vender vai agravar ainda mais a situação de capital de giro, que já era bem difícil. É um momento de muita apreensão e de muita preocupação”, completa.

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Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de metalurgia básica, cuja atividade cedeu -18,3% em maio, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o NUCI recuaram 6,5%, 36,4% e 0,5p.p., respectivamente.

O INA do setor de veículos automotores recuou 6,2% no mês. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o NUCI caíram 8,2%, 30,2% e 2,4 p.p, respectivamente.

Sensor

A pesquisa Sensor de junho, também produzida pelas entidades, cedeu 1,4 ponto, para 50,2 pontos (51,6 pontos em maio), porém se mantém acima dos 50 pontos pelo 17º mês consecutivo. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês. No entanto, esse nível não era visto desde julho de 2017.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas cedeu 2 pontos, para 51,8 pontos em junho. O indicador de estoques caiu 1,5 ponto ante maio (46,8 pontos), marcando 45,3 pontos no mês de junho, o que indica que os estoques estão acima do nível desejado.

Houve queda também no indicador de emprego (1,5 ponto), que marcou 50,8 pontos no mês, sendo que resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

Para a variável que capta as condições de mercado, o recuo foi de 1,7 ponto, passando de 53,3 pontos em maio para os 51,6 pontos no mês de junho. Acima dos 50,0 pontos indica melhora das condições de mercado.

Indicador de Nível de Atividade da indústria de SP fecha o trimestre em alta moderada de 0,4%

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista subiu 0,6% em março ante o mês de fevereiro, na série com ajuste sazonal. No fechamento do 1º trimestre houve elevação de 0,4% em relação ao quarto trimestre de 2017, resultado que mostra desaceleração do ritmo de crescimento da atividade manufatureira paulista se comparado aos dados dos quatro trimestres do ano de 2017 (1ºtri17: 2,7%, 2ºtri17: 1,8%, 3ºtri17: 2,4% e 4ºtri17: 1,5%). Na série sem ajuste, o indicador mostrou alta de 5,2% na variação acumulada no ano e de 2,9% em relação a março de 2017.

A variável de vendas reais (+5,8%) foi a principal responsável por influenciar o INA positivamente no mês, além da projeção para a Produção Industrial Mensal (PIM-SP), de 1,4% de aumento. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) permaneceu praticamente estável em 0,1 p.p. e a variável das horas trabalhadas na produção cedeu 0,2% na análise com tratamento sazonal. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 27/04, pela Fiesp e pelo Ciesp.

Quanto à trajetória de manutenção da recuperação da atividade econômica brasileira e da indústria de transformação, o 2º vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, avalia que deve se manter nos próximos meses, embora em ritmo ainda moderado. “Essa retomada gradual e moderada se deve à incerteza quanto ao cenário eleitoral e ao andamento das reformas, como a da previdência. Outro fator que contribui para o crescimento mais lento da atividade econômica são os elevados spreads bancários, limitando o efeito da queda da taxa Selic aos seus patamares mínimos históricos. A redução dos juros não chegou ainda ao consumidor”, afirma Roriz.

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Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de veículos automotores, cuja atividade subiu 4% em março, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção e o total de vendas reais avançaram 8,8% e 0,9%, respectivamente. Já o NUCI recuou 0,4 p.p.

O INA do setor de móveis subiu 1,9% no mês. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o NUCI avançaram 1,1%, 7,6% e 0,1 p.p, respectivamente.

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Sensor

A pesquisa Sensor de abril, também produzida pelas entidades, apresentou relativa estabilidade ao subir 0,9 pontos, para 53,3 pontos (52,4 pontos em março), mantendo o Sensor acima dos 50 pontos pelo 15º mês consecutivo. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas foi a que teve a alta mais expressiva, avançando 7,2 pontos, para 61,9 pontos em abril. Já o indicador de estoques cedeu 3,3 pontos ante março (46,8 pontos), marcando 43,5 pontos no mês de abril, de tal forma, indica que os estoques estão acima do nível desejado.

Segundo Roriz, o maior estoque apresentado, “aparentemente, é fruto de importação, já que os níveis de capacidade instalada das indústrias paulistas continuam estáveis e em baixos patamares. O empresariado entrou 2018 com grande expectativa de aumento nas vendas. Mas vale lembrar que essa desvalorização do câmbio, já na casa dos R$ 3,50, pode afetar as importações. Além disso, esse aquecimento nas vendas não deve se manter nos próximos meses”.

Houve avanço também no indicador de emprego, que subiu 1,1 ponto para 53,3 pontos, sendo que resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

Para a variável que capta as condições de mercado, o recuo foi de 0,5 ponto, passando de 55,7 pontos em março para os 55,2 pontos no mês de abril. Acima dos 50,0 pontos indica melhora das condições de mercado.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria sobe 0,8% em fevereiro

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista subiu 0,8% em fevereiro ante o mês de janeiro, na série com ajuste sazonal. O resultado também oscilou positivamente na série sem ajuste, marcando alta de 1,3% para o mês e de 6,5% na variação acumulada no ano. A variável de vendas reais (+1,4%) foi a responsável por influenciar o INA positivamente, seguido pelo Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) (+0,7 p.p.) e pela variável das horas trabalhadas na produção (0,6%) na análise com tratamento sazonal. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (2 de abril), pela Fiesp e pelo Ciesp.

“O resultado apresentado mostra a manutenção da expectativa de crescimento da atividade da indústria para 2018. Acreditamos em um crescimento gradual e moderado”, avalia o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho.

Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de artigos de borracha e plástico, com queda de 1% em fevereiro, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o NUCI recuaram -1,3%, -1,1% e -0,5 p.p., respectivamente.

O INA do setor de produtos farmacêuticos subiu 1,5% no mês. As horas trabalhadas na produção avançaram 4,7%. Já o total de vendas reais e o NUCI recuaram -5,3% e 1,2 p.p, respectivamente.

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Sensor

A pesquisa Sensor de março, também produzida pelas entidades, apresentou relativa estabilidade ao subir 0,2 ponto, para 52,2 pontos (52,0 pontos em fevereiro), mantendo o Sensor acima dos 50 pontos pelo 14ª mês consecutivo. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas subiu 1,5 ponto, para 52,7 pontos em março. Houve avanço também no indicador de emprego, que passou de 51,7 pontos para 52,1 pontos, sendo que resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês. Já o indicador de estoques cedeu 3,3 pontos ante fevereiro (50,7 pontos), marcando 47,4 pontos no mês de março, de tal forma, indica que os estoques estão acima do nível desejado. Para a variável que capta as condições de mercado, houve recuo, passando de 56,5 pontos em fevereiro para os 55,9 pontos no mês de março. Acima dos 50,0 pontos indica melhora das condições de mercado.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista recua 0,9% em janeiro

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista, apurado pela Fiesp e pelo Ciesp, recuou 0,9% em janeiro ante dezembro na série com ajuste sazonal. Já na série sem ajuste, o resultado para o mês ficou positivo em 2,6%, enquanto que na variação acumulada no ano, o indicador apresentou a melhor variação positiva nesta base de comparação (7,6%) desde 2013, quando subiu 6,5%. O fator vendas reais manteve-se estável, 0,0% no mês, mas a variável das horas trabalhadas na produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuaram 1,1% e 0,5 ponto percentual (p.p.), respectivamente, na análise com tratamento sazonal. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (7 de março).

“O resultado de queda do INA em janeiro não reverte a tendência de recuperação e do crescimento da indústria para os próximos meses, com a retomada do emprego. Não vamos ter um forte ritmo de crescimento, mas um ritmo de crescimento possível”, argumenta o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, lembrando que o INA apresentou crescimento consecutivo nos últimos dois meses, de 0,5% em novembro e 1,8% em dezembro.

Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de celulose, papel e produtos de papel, com queda de 0,3% em janeiro, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção e o NUCI recuaram 0,5% e 0,2 p.p., respectivamente. Apenas o total de vendas reais teve avanço de 2%.

O INA do setor de bebidas também recuou (-1,9%) no mês. As horas trabalhadas na produção apresentaram leve avanço de 0,2%. Já o total de vendas reais e o NUCI recuaram 7,5% e 1,0 p.p, respectivamente.

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Sensor

A pesquisa Sensor de fevereiro, também produzida pelas entidades, cedeu 2,1 pontos, para 52,1 pontos. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas recuou, ao variar de 53,7 pontos em janeiro para 50,8 pontos em fevereiro. Houve retração também no indicador de estoques, que cedeu 1,5 ponto ante janeiro, marcando 51,1 pontos. Resultados acima de 50 pontos indicam que os estoques estão abaixo do nível desejado. Para a variável que capta as condições de mercado, houve recuo para 56,7 pontos em fevereiro, frente aos 58,3 pontos de janeiro. Acima dos 50,0 pontos indica melhora das condições de mercado. Por fim, o indicador de emprego também obteve variação negativa, ao cair 0,8 ponto, para 51,9 pontos em fevereiro. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista tem 7ª alta consecutiva e avança 0,3% em outubro

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista apresentou a sétima alta consecutiva ao marcar variação positiva de 0,3% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal. Na série sem ajuste, os resultados para o mês e na comparação anual também oscilaram positivamente, 0,8% e 3%, respectivamente. No acumulado em 12 meses, o INA subiu 1,8%, mostrando o melhor resultado desde fevereiro de 2014 (0,3%). O fator vendas reais foi o principal influenciador do avanço do mês, ao subir 3,2% em outubro. Enquanto que a variável das horas trabalhadas na produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuaram 0,7% e 0,2 p.p, respectivamente. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30 de novembro) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Segundo Paulo Francini, diretor titular do Depecon, com o passar dos meses, consolidou-se o movimento de recuperação na indústria paulista. “Apesar de ainda existir alguma indefinição, principalmente em relação à reforma da previdência, a situação é favorável. Esperamos que o INA feche 2017 com alta de 3,5%”, apontou.

Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de produtos farmacêuticos, com alta de 3,6% em outubro, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção e o total de vendas reais avançaram 0,2% e 8%, respectivamente. Já o NUCI recuou 0,3 p.p.

O INA de máquinas, aparelhos e materiais elétricos avançou 1,5% no mês. As horas trabalhadas na produção ficaram estáveis (0,0%). Já o total de vendas reais e o NUCI subiram 4,1% e 0,3 p.p, respectivamente. Por outro lado, o setor de veículos automotores teve variação negativa em outubro (-0,6%). As horas trabalhadas na produção caíram 2,9%, enquanto que o total de vendas reais subiu 2,1% e o NUCI cedeu 0,3 p.p.

Sensor

A pesquisa Sensor de novembro, também produzida pelo Depecon, segue pelo décimo mês consecutivo acima dos 50 pontos, marcando 52,9 pontos, avanço de 1,0 p.p ante outubro, quando chegou a 51,9 pontos. O resultado para novembro é o melhor desde dezembro de 2013. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas também avançou, saindo de 53,9 pontos para 57,1 pontos, acumulando a melhor pontuação desde maio de 2010. O indicador de estoque subiu 1,6 pontos ante outubro, marcando 49,9 pontos. Pontuação abaixo de 50 pontos indicam que os estoques estão acima do nível desejado. Já a variável que que capta as condições de mercado recuou para 54,1 pontos em novembro, ante os 55,0 pontos de outubro. Acima dos 50,0 pontos indica melhora das condições de mercado.

O indicador de emprego também teve variação negativa, ao cair 0,3 p.p, para 51,6 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

Indicador de Nível de Atividade da indústria avança 0,2% em setembro, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista avançou 0,2% em setembro ante agosto. Também ficaram positivos os resultados para os trimestres de 2017, na série com ajuste sazonal. No terceiro trimestre, houve elevação de 2,1%. Já na série sem ajuste, o resultado para o mês e o no acumulado em 12 meses ficaram no campo negativo, -2,9% e -0,1%, respectivamente. Porém na comparação anual houve alta de 6,7%.

O resultado positivo para o INA em setembro teve forte influência do total das vendas reais, que subiram 3,4% no período, seguida pelo Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), que avançou 0,3 ponto percentual (p.p) e recuo de 0,2% na variável das horas trabalhadas na produção. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (31 de outubro) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), responsável pelo levantamento.

Segundo Paulo Francini, diretor titular do Depecon, a recuperação da indústria paulista segue em ritmo lento, porém persistente, com o 3º trimestre apresentando destaque positivo. “Não é um mês de grandes surpresas, mas diante desse cenário elevamos a projeção do INA para o fechamento de 2017, saindo de uma alta de 2,5% para 3%”, afirma Francini.

Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de produtos químicos, com alta de 0,6% em setembro, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o Nuci subiram 0,5%, 0,7% e 0,3 p.p, respectivamente.

O INA de metalurgia básica avançou 3,6% no mês, após ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção, vendas reais e o Nuci também subiram 1,8%, 7,1% e 1,8 p.p, respectivamente. O mesmo cenário otimista também foi verificado no setor de máquinas e equipamentos, com alta de 0,7% em setembro. As horas trabalhadas na produção subiram 2,4%, enquanto o total de vendas reais cedeu 2,3%. Já o Nuci avançou 0,2 p.p.

Sensor

A pesquisa Sensor de outubro, também realizada pelo Depecon, segue pelo nono mês consecutivo acima dos 50 pontos, marcando 51,7 pontos, avanço de 0,6 p.p ante setembro, quando chegou a 51,1 pontos. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o que capta as condições de mercado subiu para 55 pontos em outubro, ante os 53,6 pontos de setembro. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

A variável de vendas também avançou, saindo de 52 pontos para 53 pontos. O indicador de estoque apresentou elevação, marcando 48 pontos, ante os 45,7 pontos do mês anterior, indicando que os estoques estão acima do nível desejado.

Já o indicador de emprego teve variação negativa de 0,4 p.p, para 52 pontos, ante os 52,4 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

Indicador de Nível de Atividade da indústria de SP recua 0,8% em junho, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 0,8% em junho ante maio, na série sem influência sazonal. O resultado negativo do INA para o mês também é mostrado na série sem ajuste, que cedeu 3,8%. No fechamento do primeiro semestre, o recuo ficou próximo da estabilidade (-0,7%), contra -9,9% do mesmo período do ano anterior. Também houve queda nos primeiros semestres de 2015 e 2014, de 3,2% e 7,2%, respectivamente.

Entre as variáveis de conjuntura que compõem o INA, houve recuo no número de horas trabalhadas na produção (-0,2%), no total de vendas reais (-0,2%), com o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) apresentando pequeno avanço de 0,1 p.p, na série com ajuste. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27 de julho), pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Em 18 setores divulgados, três tiveram destaque. O de produtos têxteis registrou queda de 1,9% em junho, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção avançaram 0,7%, o total de vendas reais caiu -3,9%, e o Nuci subiu 0,4 p.p.

O INA de celulose, papel e produtos de papel avançou 0,6% no mês. As horas trabalhadas na produção recuaram 0,8%, vendas reais e o Nuci avançaram 1,5% e 0,3 p.p., respectivamente. Já para o setor de veículos automotores houve elevação do INA de 0,6% em junho. As vendas reais e o Nuci subiram 2,1% e 0,4 p.p, respectivamente. Já o total de horas trabalhadas na produção cedeu 1,2%.

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Sensor

A pesquisa Sensor de julho, também realizada pelo Depecon, sofreu recuo de 1,1 ponto, para 49,9 pontos, na série com ajuste sazonal, o que representa praticamente estabilidade para o mês. Leituras abaixo de 50 pontos sinalizam queda da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o que capta as condições de mercado caiu 1,7 p.p e passou para 49,7 pontos em julho, ante os 51,6 pontos de junho. Abaixo dos 50,0 pontos, indica piora das condições de mercado.

A queda também foi verificada no indicador de estoque, que cedeu 2 p.p, marcando 46,4 pontos, ante os 48,4 pontos do mês anterior, indicando que os estoques estão acima do nível desejado.

Já o emprego apresentou leve variação positiva de 0,1 p.p, para 48,6 pontos, ante os 48,5 pontos. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria avança 0,6% em maio, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou avanço de 0,6% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. O resultado teve forte influência do total de vendas reais, que subiu 2,4%. Entre as demais variáveis de conjuntura que compõem o INA, houve aumento no número de horas trabalhadas na produção (0,2%) e estabilidade no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci). O resultado positivo do INA também é mostrado na série sem ajuste, que marcou elevação de 10,4% no mês. Neste ano a queda foi de 1,6%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29 de junho) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp.

Segundo Paulo Francini, diretor do Depecon, a atividade da indústria paulista está andando de lado. “A recuperação da atividade industrial segue lenta, hesitante e com viés de baixa”, aponta.

Dos 18 setores divulgados, três tiveram destaque. O de bebidas registrou elevação de 0,3% em maio, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção avançaram 0,5%, o total de vendas reais caiu -0,6% e o Nuci ficou estável.

O INA de artigos de borracha e plástico avançou 2%. As horas trabalhadas na produção, vendas reais e o Nuci avançaram 2,3%, 3,2 e 0,4 ponto percentual (p.p.), respectivamente. Já para o setor de móveis houve elevação de 3,5%. As vendas reais e o total de horas trabalhadas na produção subiram 6,6% e 5,3%, respectivamente. Já o Nuci recuou 0,3 p.p.

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Ouça boletim sobre o INA

Sensor

A pesquisa Sensor de junho, também realizada pelo Depecon, mostrou recuo de 1 p.p., para 50,9 pontos, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o que capta as condições de mercado caiu 3 p.p. e passou para 51,9 pontos em junho, ante os 54,9 pontos de maio. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

A queda também foi verificada no indicador de emprego, que cedeu 2,8 p.p., marcando 48,7 pontos, antes os 51,5 pontos do mês anterior. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês. Já o estoque cedeu 0,4 p.p., marcando 48,4 pontos, ante os 48,8 de maio, o que indica que os estoques estão acima do nível desejado.

O único destaque positivo foi o componente vendas, que avançou para 54,7 pontos, ante os 53,9 pontos de maio, sendo este o melhor resultado desde junho de 2009.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista cai 0,5% em fevereiro

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou em fevereiro queda de 0,5%, na série livre de influências sazonais. Na comparação com o mesmo mês de 2016 (ano bissexto), o indicador contraiu 5,1%, resultado influenciado pelo menor número de dias úteis deste ano. Em janeiro, o dado havia também ficado no negativo, mas com a revisão passou de -0,7% para alta de 0,1%. Já no acumulado em 12 meses até fevereiro, o indicador recuou 7,8%, na série sem ajuste sazonal. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (30 de março) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon). O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista.

Todos os indicadores de conjuntura que compõem o INA apresentaram queda em fevereiro. A exemplo dos outros meses, a variável total de vendas reais (-0,8%) foi a que exerceu maior influência na formação do resultado negativo de fevereiro, seguida por horas trabalhadas na produção e pelo Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), que recuaram 0,5% e 0,5p.p., respectivamente.

“Os dados de fevereiro não anulam os saldos de dezembro e janeiro, que apresentaram altas de 3,5% e 0,1%, respectivamente. Porém, a recuperação ainda será lenta, gradual e turbulenta. Não devemos nos surpreender com solavancos”, destaca Paulo Francini, diretor do Depecon, apostando em um crescimento da atividade industrial de 1,2% para 2017.

Em 18 setores divulgados, 7 apresentaram resultado positivo em fevereiro. Destaque para o de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que apresentou variação positiva (1,9%) para o mês, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção subiram 6,6%, vendas reais caíram 1,6% e o NUCI cedeu 0,2p.p.

O INA de móveis sofreu queda de 2,8%, com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 2,9%, vendas reais caíram 3,5% e o NUCI manteve-se estável (0,1p.p.). Já nos produtos químicos, a queda foi de 4,2%. O total de horas trabalhadas na produção, total de vendas reais e NUCI tiveram queda de 1,4%, 4,4% e 2,8p.p., respectivamente.

Clique aqui para ter acesso a todos os dados do INA.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de março se manteve acima de 50 pontos pelo segundo mês consecutivo: 50,5 pontos, ante os 50,6 pontos de fevereiro, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o emprego se destacou, registrando o maior nível desde novembro de 2010: 53,7 pontos, com avanço de 1,3 ante os 52,4 de fevereiro. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

O indicador de vendas apresentou queda de 5,7 na pontuação, passando de 55,0 pontos para 49,3 pontos. Já o indicador de mercado passou para 52,9 pontos, ante os 51,7 pontos. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista recua pelo terceiro ano consecutivo

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista caiu 8,9% em 2016, registrando a terceira queda anual consecutiva, resultado inédito para a série histórica. Em 2015 e 2014, o recuo foi de 6,2% e 6%, respectivamente, sem ajuste sazonal. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (31/1), pela Fiesp e pelo Ciesp. Com o dado negativo de 2016, o INA acumulou queda de 19,7% entre 2014 e o ano passado. “Essas quedas consecutivas foram uma surpresa para mim. Vimos uma trajetória ruim para a indústria de transformação”, destaca Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Quando avaliada a passagem do INA de novembro para dezembro, há avanço de 4,1%, e de 0,1% entre outubro e novembro.  Na variação mensal, o resultado mostra o maior avanço do INA desde junho de 2008, quando foi apontada alta de 6,6%. Em 15 dos 20 setores acompanhados, a variação do INA foi positiva. O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista. Todas as variáveis que compõem o índice apresentaram alta no mês, com destaque para horas trabalhadas na produção, que exerceu a maior influência nos resultados divulgados. Na variação de dezembro contra novembro, houve avanço de 6,2%, e recuo de 1,3% na comparação de dezembro de 2016 com o mesmo mês do ano anterior, na série com ajuste sazonal.

Quanto ao nível da capacidade instalada (NUCI), o nível médio de utilização em dezembro ficou em 75,9 pontos, registrando leve aumento (0,5 p.p.) em relação a dezembro de 2015.

A expectativa de um ciclo de redução mais intenso da taxa básica de juros (Selic), entre outros fatores, pode auxiliar a melhora da confiança da indústria em 2017.

“Mesmo que o cenário não faça prever um 2017 glorioso, nossa projeção ao final de janeiro é que 2017 pode trazer crescimento de 1,2% para a indústria de transformação”, estima Francini.

Ouça os comentários de Francini sobre o INA

Entre os setores de destaque está o de veículos automotores, que apresentou variação positiva de 6,5% do INA na comparação de dezembro contra novembro, com ajuste sazonal. Mas no ano registrou queda de 9,3% quando comparado com o ano de 2015, sem ajuste sazonal.

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Sensor

A pesquisa Sensor do mês de janeiro fechou em 48,5 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 48,5 pontos de dezembro, mantendo-se estável, porém abaixo dos 50,0 pontos, o que sinaliza queda da atividade industrial para o mês.

No item condições de mercado, o indicador foi de 50,2 pontos em dezembro para 52,4 pontos em janeiro. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado. Contudo o destaque ficou com o indicador de emprego, com 48,9 pontos em janeiro, contra 43,1 pontos em dezembro. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês.

O nível de estoque ficou estável. Foi de 46,3 pontos em dezembro para 46,4 em janeiro. Leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores indicam sobrestoque.

Houve recuo de 3,4 pontos (para 50,5 pontos) no indicador de vendas em janeiro. Abaixo dos 50,0 pontos, o indicador aponta redução das vendas para o mês.

Atividade industrial paulista inicia o 4º trimestre com queda, e ano deve fechar com baixa de 9%

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de São Paulo teve resultado muito ruim em outubro, com queda de 0,9% em relação a setembro. No acumulado em 12 meses o INA registra recuo de 9,6%. O levantamento, feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), foi divulgado nesta terça-feira (29/11).

Entre as variáveis de conjuntura consideradas na pesquisa, o Total de Vendas Reais teve retração de 1,9% e foi a principal influência negativa na formação do resultado do INA no período. As Horas Trabalhadas na Produção caíram 1,0%, e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) cresceu 0,2 ponto percentual (p.p.).

Com a queda verificada no início do quarto trimestre de 2016, a previsão do Depecon é que no ano o INA aponte baixa de 9%. “Não deixa de ser esperado, porque a situação da indústria continua muito ruim”, explica Guilherme Moreira, gerente do Depecon. Esse resultado, diz, “esfria a expectativa de uma recuperação no final do ano. Não tem o mesmo fôlego e não sabemos se vai ter”.

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Para 2017, a projeção do Depecon é de crescimento de 1,2%, “mas há muita incerteza”, afirma Moreira. Fatores como as elevadas taxas de juros lançam dúvidas sobre o ano.

Expectativas

A pesquisa Sensor de novembro, divulgada na mesma data que o INA pela Fiesp e pelo Ciesp, fechou em 49,1 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 48,2 pontos em outubro. Como está abaixo dos 50,0 pontos, o sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês.

Apesar do avanço nos resultados dos últimos meses, esse número mostra que há sinais de “perda de fôlego” na confiança do empresariado nos últimos meses, “diante de uma realidade que não é a esperada”, diz Moreira.

Após ser impulsionada, em certa medida, pelas expectativas positivas derivadas da mudança de governo e do ciclo de ajuste de estoques, a confiança parece estar sob reavaliação.

As elevadas taxas de juros para empresas e consumidores, e um mercado de trabalho em processo de deterioração estão entre os fatores que limitarão a velocidade de uma eventual recuperação da atividade econômica a frente. Diante disso, o Depecon considera que a possível retomada da indústria será lenta e gradual.

INA por setor

O INA do setor de minerais não metálicos exibiu retração de 2,1% na passagem de setembro para outubro, já descontadas as influências sazonais, com a contribuição negativa de todas as variáveis (-3,5% nas Horas Trabalhadas na Produção, -3,0% no Total de Vendas Reais e -0,9 p.p. no NUCI).

Nos farmacêuticos, o INA, também livre de influências sazonais, apresentou alta de 0,6% na passagem de setembro para outubro, com destaque para a alta de 1,7% no Total de Vendas Reais. Já as Horas Trabalhadas na Produção diminuíram 2,5%, e o NUCI recuou 0,2 p.p..

O INA do setor de químicos subiu 1,2% em outubro na comparação com o mês anterior, na série já dessazonalizada. O resultado do setor foi influenciado pelo aumento de 2,1% da variável Total de Vendas Reais e de 0,2% nas Horas Trabalhadas na Produção, ao passo que o NUCI diminuiu 1,7 p.p.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista recua 2,3% em agosto

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista em agosto, sem efeitos sazonais, recuou 2,3% em comparação ao mês anterior. A principal influência negativa foi a variável Total de Vendas Reais, com -4,9%, mas Horas Trabalhadas na Produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) também caíram 1,0% e 0,3 p.p, respectivamente.

Os dados são da pesquisa do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) divulgada nesta quinta-feira (29/9).

“Este resultado é uma indicação clara de que a recuperação pretendida e anunciada ainda não chegou para a indústria paulista. Não vemos sinais de retomada efetiva”, afirma o diretor do Depecon, Paulo Francini.

>> Ouça a análise de Paulo Francini

A projeção para o INA é fechar 2016 com retração de cerca de 6,4%, depois de ter registrado -6,2% em 2015 e -6,0% em 2014, mas com o resultado de agosto, Francini afirma que isto pode mudar.

“Começamos a duvidar deste número, a queda pode ser bastante acentuada. Nos últimos oito meses já registramos queda de -9,6% em relação ao mesmo período de 2015”.

Setores

No resultado do INA de agosto, sem influência sazonal, dois setores se destacaram negativamente, entre eles o de veículos automotores, que registrou queda de 5,9%, em comparação ao mês anterior. A queda mais expressiva foi do Total de Horas Trabalhadas na Produção (-6,9%), seguido por Total de Vendas Reais (-5,4%) e pelo NUCI (-0,1 p.p).

O INA do setor de celulose e papel também apresentou queda (-1,6%) em relação ao mês de julho, puxada pela redução nas Horas Trabalhadas na Produção (-2,5%) e pelo NUCI (-0,9 p.p.). Neste caso, o Total de Vendas Reais cresceu 0,8%.

Destaque positivo do INA ficou para o setor de metalurgia, que registrou crescimento de 1,1% na passagem de julho para agosto, já dessazonalizado. Todas as variáveis consideradas na formação do resultado apresentaram alta:   Total de Vendas Reais, com 5,0%; Horas Trabalhadas na Produção com 1,0%; e o NUCI, com aumento de 2,8 p.p.

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Sensor

A pesquisa Sensor de setembro fechou em 49,1 pontos, na série livre de influências sazonais, número inferior ao de agosto, quando atingiu 49,4 pontos. Como está abaixo dos 50,0 pontos sinaliza queda da atividade industrial para o mês. Dos cinco indicadores analisados, Mercado, Vendas e Emprego registraram redução de pontos em agosto, enquanto Nível de Estoque e Investimentos indicam melhores perspectivas (já que o indicador de estoques passou de 50,2 para 52,9 pontos, e o de investimentos, de 51,0 para 50,2 pontos em agosto, permanecendo em terreno otimista).

Há exatos 30 meses a indústria paulista demonstra que não está otimista com relação à atividade industrial, com resultados abaixo dos 50 pontos na pesquisa Sensor. “A percepção do empresário paulista não estava equivocada. O fato é que continuamos não encontrando a retomada em curso ou motivos que a inspirem”, diz Francini.

O diretor explica que o cenário econômico continua difícil, com falta de crédito, taxa básica de juros (Selic) alta e variáveis do INA que demonstram que houve redução de salário do empregado.

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Indicador de Nível de Atividade da Indústria cai 0,6% em julho

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 0,6% em julho, na comparação com o mês anterior (com ajuste sazonal). Nos últimos sete meses, a retração acumulada ficou em 9,9%, em relação ao mesmo período de 2015.

Os dados são de pesquisa do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) divulgada nesta terça-feira (30/8).

O diretor do Depecon, Paulo Francini, prefere não falar em otimismo com o atual cenário, mas em melhora, com uma certa dúvida, por falta de sinais claros de retomada na economia brasileira. “Não há vitalidade para chegarmos no fundo do poço e subir com força e vigor. O que vemos é a possibilidade de um futuro breve mais para a estabilidade do que para o crescimento”, afirma.

>> Ouça a análise de Paulo Francini

A projeção para o INA é fechar 2016 com retração de cerca de 6,4%, depois de ter registrado -6,2% em 2015 e -6,0% em 2014

Setores

Em julho, o INA se destacou negativamente em três setores industriais. Alimentos teve queda de 1,4% em comparação com o mês de junho, na série já dessazonalizada. No Total de Vendas Reais a retração foi de 8,7%, enquanto as Horas Trabalhadas na Produção caíram 0,2%. O NUCI, por sua vez, se expandiu 0,5 p.p.

A retração do setor de químicos foi de 1,6%, na comparação com junho, descontada a sazonalidade. O resultado foi influenciado, principalmente, pelas quedas de 8,4% da variável Total de Vendas Reais e de 0,6 p.p. do NUCI, mas a variável Horas Trabalhadas na Produção registrou leve alta, de 0,2%.

O setor de borracha e material plástico, que são insumos, em especial, para a cadeia automobilística, mais uma vez apresentou retração. Desta vez, a queda do INA foi de 1,5% em julho, na comparação com o mês anterior, sem os efeitos sazonais. A queda das Horas Trabalhadas na Produção foi de 2,8%, e o NUCI registrou a contração de 0,3 p.p.. A variável Total de Vendas Reais, por sua vez, cresceu 2,8%.

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Sensor

A pesquisa Sensor de agosto fechou em 49,1 pontos, sem influências sazonais, com avanço em relação a julho, quando atingiu 48,7 pontos. Como está abaixo dos 50,0 pontos, sinaliza queda da atividade industrial para o mês.

Dos cinco indicadores analisados, três registraram aumento de pontos, e dois mostraram estabilidade. No Emprego, houve avanço, de 47,0 para 48,2 pontos no mês. O número, abaixo dos 50,0 pontos, ainda indica a expectativa de demissões. Registrou avanço também a variável Mercado, que foi de 46,6 para 47,7 pontos no mês, ainda abaixo do nível de 50,0 pontos. E, por fim, a variável Vendas, que subiu de 47,3 para 50,0 pontos, indica estabilidade para as vendas nos mercados interno e externo em agosto.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista fecha o semestre com queda de 9,9%

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

No primeiro semestre de 2016, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, aponta pesquisa do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) divulgada nesta quinta-feira (28/7).

“Este ano o INA começou mal, e esperamos que, ao contrário de 2015, o indicador dê uma estabilizada no segundo semestre. Como o ano passado foi péssimo, 2016 vai ser só ruim”, acredita Paulo Francini, diretor do Depecon.

De acordo com o Depecon, em junho o resultado do INA foi positivo: alta de 0,8%, em comparação ao mês anterior na série livre de influências sazonais. O aumento foi alavancado, principalmente, pelo crescimento de 2,6% do Total de Vendas Reais. As Horas Trabalhadas na Produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) registraram alta de 0,2% e 0,3 ponto percentual (p.p), respectivamente.

Para Francini os dados da pesquisa mostram que o cenário está se acomodando. “Faz muito tempo que não registramos um mês positivo; isso mostra que a queda contínua e crescente parou de existir, e sabemos que não há jeito de subir se não parar de cair”.

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A projeção para o INA é fechar 2016 com retração de cerca de 6%, depois de ter registrado -6,2% em 2015 e -6,0% em 2014

Setores

Em junho, o setor de Móveis registrou alta de 0,4% no INA, se comparado com o mês anterior, sem os efeitos sazonais.  A maior alta dentre as variáveis acompanhadas foi do Total de Vendas Reais, 1,6%, enquanto as Horas Trabalhadas na Produção avançaram 0,3%, e o NUCI subiu 0,3 p.p.

No setor Veículos Automotores, o crescimento do INA foi de 1,3% em junho sem os efeitos sazonais, se comparado com maio.  No período, os resultados positivos do Total de Horas Trabalhadas na Produção, 2,4%, e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), 0,4 p.p, contrastaram com a queda de 2,3% do Total de Vendas Reais.

O INA do setor de Celulose e Papel registrou um crescimento de 0,9% em junho na comparação com o mês anterior, na série já dessazonalizada. As Horas Trabalhadas na Produção tiveram alta de 0,8% e (NUCI) cresceu 2,0 p.p., já o Total de Vendas Reais caiu 2,0%.

Sensor

A pesquisa Sensor de julho fechou em 48,4 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 48,0 pontos de junho, mantendo-se abaixo dos 50,0 pontos, o que sinaliza queda das expectativas para a atividade industrial paulista no mês.

Os destaques desta vez são para o indicador de investimentos, que passou de 48,0 pontos em junho para 50,8 no mês, o que indica aumento dos investimentos para julho, e estoque, que passou de 46,7 pontos em junho para 49,9 em julho. Neste caso, ao ficar muito próximo de 50 pontos, o indicador mostra que o nível de estoques está dentro do desejado pelos empresários industriais do Estado.

Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista sofre queda de 1,0% em maio

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540321734Em maio, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 1,0% em relação ao mês anterior, na leitura com ajuste sazonal. Na série sem ajuste, acumulou retração de 8,9% em 12 meses.

De acordo com o levantamento do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), divulgado nesta quinta-feira (30/6), nos primeiros cinco meses deste ano a atividade da indústria caiu 10,1%.

Para o diretor do Depecon, Paulo Francini, a perda de fôlego do setor não parou, mas está diminuindo. “Sabemos que antes do crescimento existe a estabilidade, e antes existe a redução da queda. Nós estamos nesta fase.”

Segundo Francini, ainda não existem sinais claros sobre a retomada de crescimento, mas há mudanças nos indicadores de expectativas, como o Sensor, também divulgado pela Fiesp, que em junho apresentou o melhor resultado desde setembro de 2015, já descontados os efeitos sazonais. “Preferimos acreditar nesses sinais, a sociedade está cansada de más notícias, na verdade ansiosa por boas notícias”, conclui.

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A projeção para o INA é fechar 2016 com retração de cerca de 6%, depois de ter registrado -6,2% em 2015 e -6,0% em 2014

Setores

Em maio, o INA do setor Químico registrou alta de 1,5% (ajustada sazonalmente), em comparação com o mês anterior, tendo como principal influência a alta de 5,8% da variável Total de Vendas Reais. Horas Trabalhadas na Produção, no entanto, apresentou retração de 1,2% no período, enquanto o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) teve alta de 3,5 pontos percentuais (pp).

No caso do setor de Minerais não Metálicos, a queda da atividade foi de 2,8% em maio, já descontadas as influências sazonais, com destaque para as variáveis negativas, Horas trabalhadas na Produção (-1,4%), Total de Vendas Reais (-3,1%) e Nuci (-1,0 pp)

O setor Farmacêutico sofreu queda no INA em maio, de 0,9%, influenciado pela contração de 13,8% do Total de Vendas Reais. A variável Horas Trabalhadas na Produção teve alta de 0,7% e o Nuci, por sua vez recuou 3,4 pp.

Sensor

A pesquisa Sensor de junho fechou em 47,8 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 46,4 pontos de maio, mantendo-se abaixo dos 50,0 pontos, o que sinaliza queda das expectativas para o indicador.

No caso do emprego o Sensor passou de 43,6 pontos em maio para 45,8 em junho. Condições de Mercado, Vendas e Nível de Estoque registraram alta na variação. Somente o componente de Investimentos registrou queda. (-0,9pp).

Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista fica estável em abril e interrompe série de quedas

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista em abril se manteve estável em relação ao mês anterior. No acumulado de 12 meses o indicador registrou redução de 8,8%, e na comparação dos quatro primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2015, a redução foi de 10,5%. Os dados do levantamento, feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), foram divulgados nesta quinta-feira (2/6). Imagem relacionada a matéria - Id: 1540321734

De acordo com o gerente do Depecon, Guilherme Moreira, ainda não é tempo de comemoração, mas é possível manter a expectativa de que a estabilidade do indicador represente uma tendência que precisa ser confirmada nos próximos meses. “É preciso ter muita cautela na análise dos dados, mas nossa esperança é que o INA pare de cair e comece a caminhar para uma estabilização, mas ainda não há dados suficientes para afirmar que seja um processo de retomada”, explica.

O gerente do Depecon afirma, ainda, que para a retomada de crescimento a indústria de transformação depende da retomada dos mercados externo – em que já há sinais de recuperação em alguns setores, como Celulose e Papel – e interno, que depende da volta da confiança e do consumo no país.

“Fator primordial é a retomada do consumo das famílias, e isso tem a ver com a falta de confiança que se instalou na economia brasileira. Torcemos que a confiança volte com as mudanças na condução da economia.”

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A projeção para o INA é fechar 2016 com uma queda de 5,3%, depois de contração de 6,2% em 2015 e de 6,0% em 2014

Setores

O setor de Celulose e Papel registrou alta de 2,5% em abril, em relação ao mês de março, na série sem o ajuste sazonal, com destaque para o aumento de 5,9% na variável Total de Vendas Reais, de 2,7% nas Horas Trabalhadas na Produção e de 0,44 ponto percentual no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci).

Já o setor Têxtil apresentou queda do INA de 1,4% em abril, também na série sazonalmente ajustada. Todas as variáveis sofreram redução: Total de Vendas Reais (-2,8%), Horas Trabalhadas na Produção (-1,4%) e Nuci (- 0,2 p.p)

Sensor

A pesquisa Sensor de maio fechou em 46,1 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 46,4 pontos de abril, mantendo-se abaixo dos 50,0 pontos, o que sinaliza queda das expectativas para o indicador.

No caso das vendas houve aumento, passando de 46,0 pontos em abril para 47,2 em maio. Condições de Mercado, Nível de Estoque, Nível de Emprego e Componente de investimentos registraram queda.

Primeiro trimestre registra queda de 11% da atividade industrial paulista em relação a 2015

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540321734Nos três primeiros meses deste ano o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 11%, sem o efeito sazonal, em comparação com o mesmo período de 2015. Em 12 meses o acumulado de queda foi de 8,4%.

Os resultados divulgados nesta sexta-feira (29/4) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), responsável pelo levantamento, indicam que no mês de março a queda da atividade industrial foi de 1,3% em relação ao mês anterior. A maior influência foi a queda de 3,4% do Total de Vendas Reais, além das Horas Trabalhadas na Produção, que caíram 0,4%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou crescimento de 1,7 ponto percentual, descontada a sazonalidade.

Segundo o gerente do Depecon, Guilherme Moreira, ainda não é possível enxergar alguma melhora no setor, o que faz com que a projeção do INA para 2016 fique em -5,3% “O índice do primeiro trimestre está muito abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, que já foi horrível para a indústria. Mantemos a projeção que divulgamos em fevereiro. Um número ruim se considerarmos que em 2015 a queda foi de 6,2%.”

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Setores

Dois setores se destacam pelo resultado negativo em março. Um deles é o de borracha e material plástico, segmento que fornece insumos, principalmente para a cadeia automobilística – que se mantém em forte crise este ano – e cuja atividade teve retração de 0,7% em relação ao mês anterior, já sem os efeitos sazonais, registrando a queda de 1,8% no Total de Vendas Reais e no NUCI (-0,7 ponto percentual), enquanto o item Horas Trabalhadas na Produção teve  variação de 0,2%.

Outro setor que registrou resultado negativo foi o de metalurgia, com recuo de 4,6% no nível de atividade, sem influências sazonais, registrando todas as variáveis em queda: Horas Trabalhadas -3,4%, NUCI -3,3 pontos percentuais e Total de Vendas Reais com forte recuo de 15,1%.

O destaque positivo foi o setor de Alimentos, que avançou 4,1% em março, já dessazonalizado, em comparação ao mês de fevereiro, com o aumento de 5,1% do Total de Vendas Reais e 2,6% das Horas Trabalhadas na Produção, além do NUCI, que registrou variação positiva de 0,5 ponto percentual.

Mas, de acordo com o gerente do Depecon, o resultado positivo é pontual e não impediu que o nível de atividade do setor fechasse este trimestre em queda de 3%, em relação aos três últimos três meses de 2015, na comparação livre de influências sazonais. Ele explica que, em março, o crescimento da exportação de carnes e derivados de soja, além da antecipação da safra do setor de açúcar e álcool são fatores que podem estar ligados ao bom desempenho do segmento alimentício. “Não sabemos ainda como vai ser o comportamento daqui para frente, porque é um setor que, apesar dessa recuperação no mês, no trimestre está negativo. Mas, pode ser que isso signifique uma melhora lá na frente”, pondera Moreira.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de abril fechou em 46,1 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 43,7 pontos de março, mantendo-se abaixo dos 50,0 pontos, o que sinaliza expectativa de queda da atividade industrial para o mês.

Guilherme Moreira explica que, apesar da melhoria da maioria das variáveis de perspectivas do Sensor – pesquisa que traz as expectativas dos empresários – não é possível considerar que haja otimismo.

“Ainda não podemos afirmar que esteja havendo uma recuperação, porque as variáveis ainda estão abaixo dos 50,0 pontos e apontam um pessimismo, mas melhoraram em relação ao mês passado. Achamos que isso tem a ver um pouco com a esperança que a mudança da condução da política econômica brasileira traga melhorias e aumente a confiança.”

No item condições de mercado o indicador apontou melhora pelo segundo mês consecutivo, de 44,6 pontos em março para 46,9 em abril, descontada a sazonalidade, ainda ficando abaixo dos 50 pontos e sinalizando piora das condições de mercado.

O indicador de vendas, por sua vez, recuou 1,1 ponto e chegou a 45,9 pontos  em abril, o que representa redução de vendas para o mês por ficar abaixo de 50. Já o nível de estoque melhorou e ficou em 45,4 pontos este mês, contra 42,9 pontos registrados no mês de março.

O indicador do nível de emprego avançou em 1,1 ponto e ficou em 44 pontos em abril, já que em março o índice registrado foi de 42,9 pontos. Por estar abaixo dos 50,0 pontos, a expectativa é de demissões para o mês.

No caso do indicador de investimentos a variação foi de 8,0 pontos em relação ao mês de março e ficou em 48,8 pontos. Por estar abaixo dos 50,0 pontos a indicação é de redução dos investimentos no mês.

Depois de 7 meses de queda, atividade da indústria paulista avança 1,3% em janeiro

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540321734Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Depois de sete meses consecutivos de queda, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou alta de 1,3%, na passagem de dezembro de 2015 para janeiro de 2016, na série com ajuste sazonal. Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, considera que “está um pouquinho cedo para interpretar isso como recuperação ou como uma mudança de tendência”, lembrando que houve uma queda de 11,5% no INA entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (2/3) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), responsável pelo levantamento.

Segundo Paulo Francini, diretor do Depecon, apesar de positivo, o resultado do INA de janeiro “é um número pequeno”. Em 2013, 2014 e 2015 a alta em janeiro foi maior que a verificada em 2016. “Eu diria para deixar o otimismo de lado e considerar isso como uma coisa normal dentro de um cenário de queda.”

>> Ouça análise de Paulo Francini

Entre os indicadores de conjuntura, a variável Horas Trabalhadas na Produção registrou avanço de 1,6% na passagem de dezembro para janeiro e foi a principal influência positiva na formação do INA no período. A variável Total de Vendas Reais teve contração de 0,3%, e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuou 0,5 ponto percentual.

Na análise do Depecon, a atividade industrial nos próximos meses deverá ter resultados fracos, devido ao cenário adverso, evidenciado por um conjunto amplo de indicadores econômicos, como a confiança do empresariado, que persiste em níveis historicamente deprimidos. A projeção para o INA em 2016 é fechar o ano com uma queda de 5,3%, após recuar 6,2% em 2015 e 6,0% em 2014.

Setores

O INA do setor de móveis avançou 2,8% na passagem de dezembro para janeiro, já descontados os efeitos sazonais. Das variáveis acompanhadas, a maior alta, de 9,7%, foi o Total de Vendas Reais. As Horas Trabalhadas na Produção avançaram 1,2%, ao passo que o NUCI ficou estável (0,0 ponto percentual). Frente a janeiro de 2015, o INA do setor apresenta retração de 2,4%.

O INA do setor de metalurgia apresentou leve queda (0,4%) na passagem de dezembro de 2015 para janeiro de 2016, já descontadas as influências sazonais. Todas as variáveis de conjuntura consideradas na formação do resultado geral apresentaram desempenho negativo. As Horas Trabalhadas na Produção caíram 0,3%, o Total de Vendas Reais teve queda de 1,7%, e o NUCI apresentou contração de 0,6 ponto percentual.

O INA do setor de minerais não metálicos (entre os quais o cimento representa cerca de 50%), fortemente ligado à construção civil, sofreu retração de 3,7% em janeiro, frente ao mês anterior, na série já dessazonalizada. Houve queda nas três variáveis do indicador: Total de Vendas Reais (-19,8%), Horas Trabalhadas na Produção (-1,1%) e NUCI (- 1,5 ponto percentual). Todos esses resultados estão livres de efeitos sazonais. Em comparação com o mesmo mês de 2015, o setor caiu 13,1%.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de fevereiro fechou em 43,4 pontos, com queda em relação ao índice de janeiro (45,1 pontos). Permaneceu abaixo dos 50,0 pontos, o que sinaliza queda da atividade industrial para o mês.

O item condições de mercado apresentou recuo, saindo de 50,9 pontos em janeiro para 42,5 em fevereiro. Leituras abaixo dos 50,0 pontos indicam arrefecimento das condições de mercado. O indicador de vendas recuou 3,7 pontos, de 53,6 em janeiro para 49,9 em fevereiro. Indicadores próximo dos 50,0 pontos apontam estabilidade das vendas para o mês.

O nível de estoque avançou de 40,4 para 43,1 pontos em fevereiro. Leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, e as inferiores, sobrestoque.

O índice do nível de emprego permaneceu praticamente estável (42,9 pontos em fevereiro, contra 42,2 em janeiro). Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês.

O indicador de investimentos piorou em relação ao mês passado, caindo de 43,8 pontos para 41,9 em fevereiro. Abaixo dos 50 pontos, indica redução dos investimentos para o mês.

Atividade industrial paulista tem ligeira alta no mês, mas cai no 3º trimestre do ano

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540321734A performance da indústria paulista ficou praticamente estável em setembro ante agosto. Foi uma variação positiva de 0,1%, com ajuste sazonal, segundo o Indicador de Nível de Atividade (INA) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

O levantamento apontou, no entanto, que o desempenho do setor manufatureiro paulista encerrou o terceiro trimestre do ano com queda de 0,1% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

O conjunto de variáveis que compõe o INA também apresentou taxas negativas no mês passado. Mas o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, esclarece que o ligeiro crescimento do mês foi motivado pela projeção de alta de 0,5% da Produção Industrial Paulista (PIM-SP), incorporada ao levantamento do indicador das entidades.

“A nossa projeção da PIM, a despeito da taxa ruim das outras variáveis, acabou prevalecendo para estabelecer uma variação positiva”, complementa o diretor.

Embora tenha apresentado ligeira alta, a expectativa para a atividade da indústria até o fim do ano continua sendo de desaceleração. Segundo Francini, o INA deve encerrar o ano com queda de 5%.

“Pequenas altas ainda não configuram um processo de recuperação. Queiramos ou não, o panorama de 2014 já está fechado, ou seja, vai ser um ano ruim para a economia brasileira e ruim para a indústria brasileira”, reitera.

Interrupção da queda

Apesar do veredito para 2014, o diretor do Depecon avalia que a interrupção de uma queda que estava ocorrendo de forma progressiva no índice de atividade é “um elemento essencial” para que se inicie um processo de recuperação da indústria. Mesmo assim, ele analisa com cautela o resultado de ligeira alta dos últimos dois meses.

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Paulo Francini, diretor de Economia da Fiesp e do Ciesp: interrupção de queda não é suficientemente clara. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“A interrupção de queda que nós temos não é suficientemente clara porque a variação de dois meses não dá tal garantia. Nós acreditamos que ainda não é o momento de fazer tal comemoração”, diz Francini.

O Depecon revisou para cima o INA de agosto versus julho para um crescimento de 0,4%. Os últimos meses positivos não devem, segundo Francini, “variar grandemente o resultado previsto em 2014”, mas a atividade de 2015 pode não começar em queda.

Atividade em setembro

A atividade do setor manufatureiro em São Paulo caiu 5,2% no acumulado de 12 meses, contra igual período imediatamente anterior. A variação, sem ajuste sazonal, é próxima à projeção de queda de 5% para o índice no final do ano.

Com relação ao mesmo mês de 2013, o indicador apresentou recuo de 1,8%, também sem ajuste sazonal. Todas as variáveis de conjuntura mostraram fraco desempenho em setembro. O destaque negativo na composição do índice do mês foi a variável Total de Vendas Reais, que caiu 0,4% frente a agosto.

As Horas Trabalhadas na Produção caíram 0,1%, enquanto o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) registrou perdas de 0,2% ponto percentual para 79,5%.

Na contramão, o desempenho da indústria de Minerais não Metálicos registrou alta de 2,8% em setembro versus o mês anterior, na leitura com ajuste sazonal, em meio a ganhos nos itens Total de Vendas Reais (+6,9%) e Horas Trabalhadas na Produção (+2,3%).

A variação positiva de Minerais não Metálicos também se explica nas significativas vendas de materiais de construção em setembro. Já a atividade no setor de Alimentos apresentou queda consecutiva de 0,9% em setembro ante agosto, influenciada em parte por aumentos dos preços ao consumidor e piora dos fundamentos de consumo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a classe de despesa Alimentos e Bebidas registrou o maior aumento na leitura mensal, sendo o principal impacto “altista” sobre o resultado geral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período.

A indústria de Móveis também encerrou setembro em queda. O segmento registrou declínio de 1,1% no mês, abatido principalmente pela retração de 1,3% do componente Total de Vendas Reais. O fraco desempenho do setor reflete a piora dos fundamentos de consumo das famílias.

Percepção

A percepção geral dos empresários diante do cenário econômico, medida pelo Sensor Fiesp, mostrou estabilidade este mês, a 48,5 pontos em outubro contra 48,6 pontos em setembro.

A variável Mercado também ficou estável, a 50,2 pontos no mês corrente versus 52 pontos no mês anterior. O mesmo aconteceu com o componente Investimento, que ficou em 50,5 pontos em outubro versus 49,2 pontos em setembro.

A percepção quanto ao item Emprego também se mostrou estável, em 45,2 pontos em outubro ante 44,7 pontos em setembro. A variável Vendas apresentou ligeira queda, com 50,7 pontos contra 52 pontos no mês anterior.

De acordo com o levantamento, a percepção quanto ao componente Estoque ficou em 45,7 pontos em outubro ante 44,9 pontos em setembro.