‘Oitenta por cento dos nossos pensamentos são antigos’, diz filósofa indiana em visita à Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Preetha Krishna é daquelas pessoas capazes de acalmar, com poucas palavras, qualquer um que dela se aproxime. Isso porque não falta coerência entre o que ela fala e faz em nome de um mundo mais sereno e feliz. Indiana, ela é filósofa e uma das fundadoras da escola de filosofia e meditação O&O Academy, sediada em Chennai, no Sul da Índia. Isso além de ser uma das mentes por trás da One Humanity Care (OHC), iniciativa de caridade, e da World Youth Change Makers (WYCM), focada em ações de apoio à juventude. Sua apresentação sobre estresse e infelicidade na plataforma TEDx, disponível no YouTube, já teve mais de 1,8 milhão de visualizações. Nesta segunda-feira (03/09), Preetha esteve em São Paulo para fazer uma palestra na reunião do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. E concedeu a entrevista abaixo, na qual fala sobre conexão, sofrimento e beleza.

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Preetha: “As pessoas estão querendo viver de modo diferente, buscam o extraordinário”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O mundo está mudando e as pessoas estão mais preocupadas com temas como qualidade de vida e saúde mental. Pensando nisso, como você ajuda os empreendedores com o seu trabalho?

Definitivamente, o mundo está mudando. Vejo nas minhas viagens por tantos países que as pessoas estão querendo viver de modo diferente, que buscam o extraordinário. As pessoas estão cansadas de tanto estresse. Meditação, por exemplo, antes era uma prática limitada a uma pequena parcela da sociedade. O estresse virou uma epidemia do século 21. Nesse cenário, a nossa missão na  O&O Academy é oferecer oportunidades para que os empreendedores possam lidar com todos os desafios sem abrir mão da beleza e de uma vida em paz. Ensinamos práticas que levam a esses objetivos. Se olharmos ao nosso redor, vemos tantas experiências de medo, insegurança, raiva e solidão no trabalho e na família. Mas podemos ter a experiência da transcendência, acessar outras possibilidades, voltar à vida, viver o momento. É um processo profundo de transformação e consciência: mudamos e aceitamos as mudanças.

Como os empreendedores podem ser mais livres do que são hoje?

Vivemos sob a lógica equivocada de que é preciso estar sempre com medo para sermos ativos, para estarmos alertas. Como se fosse preciso ser agressivo. Agora, há outros modos de ver as coisas, a perspectiva da beleza, de uma vida mais calma e harmônica.

Você pode citar alguns exemplos reais nesse sentido? Contar histórias que já acompanhou?

Certa vez, um empresário chegou até nós depois de ter perdido centenas de milhares de dólares, sentindo-se muito estressado e pensando que a vida tinha acabado. Estava quebrado e sem paixão alguma pelo trabalho. Esse homem viveu um processo muito profundo de mudança, viu o mal que estava fazendo a si mesmo ao se ver daquele modo, como um mestre das finanças. Uma imagem que ele não conseguia mais encontrar, um sentimento que o fazia ter ataques de pânico frequentes à noite. Para resumir, ele ficou conosco por duas semanas, não queria mais ir embora. Quando decidiu partir, já tinha um novo propósito para seguir, estava livre dos medos do passado. Essa é a história real de Michael Novogratz, CEO da Galaxy Investment Partners, de investimentos em startups. Ele é considerado um dos nomes mais influentes do mercado de criptomoedas e fala abertamente sobre essa fase de sua vida, sobre a jornada poderosa pela qual ele passou na Índia.

Você fala muito em ir além dos limites. Mas como isso é possível?

Somos limitados pelas nossas emoções, pelos estágios de sofrimento pelos quais passamos, pelos nossos medos, pela nossa raiva. Eu diria que nós passamos 90% do nosso tempo vivendo esses processos limitantes. E mais: 80% dos nossos pensamentos são antigos, são ideias que já temos. Se pensamos no velho na maior parte do tempo, como vamos mudar de postura? Desse modo, não é possível se libertar do passado. O nosso trabalho é trazer as pessoas desse estágio de sofrimento para a vida diante da beleza e do novo. Ficar preso assim não é bom para ninguém.

Você cita bastante o conceito de “criador consciente” em seu trabalho. Como agir dessa forma?

Os criadores conscientes são aqueles indivíduos que estão fugindo do estágio de sofrimento, aqueles que pensam no todo, que não separam as esferas de sua vida, que buscam o equilíbrio em tudo. O bem-estar não pode ser fragmentado, não existe de forma separada. Daí vem o sentimento de conectividade, de saber que tudo está interligado.

Você acha que nós, brasileiros, somos um povo aberto a todos esses conceitos?

Absolutamente. Sinto os brasileiros muito receptivos, abertos a novos modos de viver.

Países beneficiados pela queda no preço do petróleo devem ser prioridade para as negociações comerciais do Brasil

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Abrindo os trabalhos de 2016, a primeira reunião do Conselho Superior do Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp discutiu as prioridades nas negociações e promoções comerciais brasileiras, na manhã desta terça-feira (16/2).

Chamado a discursar, o subsecretário Geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Carlos Marcio Cozendey, afirmou que agora o Brasil deve prestar atenção nos países que foram afetados pela queda no preço das commodities e, especialmente, do petróleo. “México e Índia, por exemplo, estão se beneficiando com essas quedas”, explica. “São países que estão crescendo e abriram espaço na sua capacidade de importação. Por isso merecem um olhar especial.”

Outro país com forte potencial, diz, é o Irã, que “acaba de sair de sanções muito fortes”. Embora sempre tenha demonstrado interesse em negociar com o Brasil, o país não era muito atrativo, principalmente sob o ponto de vista do mercado financeiro brasileiro, que temia sofrer sanções norte-americanas caso operasse naquela região. “O fim das sanções dos Estados Unidos ao Irã deve remover esse obstáculo, e eles ainda têm interesse em intensificar as relações com a gente. Há, inclusive, um movimento importante de visitas de alto nível nos dois países, uma preparação para essa aproximação”, destaca Cozendey. “Acho que o setor privado deve prestar bastante atenção nessas oportunidades.”

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Reunião do Conselho Superior do Comércio Exterior da Fiesp, com a participação do embaixador Carlos Marcio Cozendey. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Acordos em negociação

A grande expectativa para este ano é a evolução nas negociações entre Mercosul e União Europeia. As conversas para se avançar na formulação de um acordo de livre comércio entre as duas regiões foram paralisadas em meados de 2015, quando alguns países europeus mais protecionistas “emperraram as conversas, especialmente, no âmbito agrícola”.

“No momento o Mercosul está pronto, fez reuniões técnicas para transmitir os parâmetros gerais à comunidade europeia. Mas eles reclamam que a oferta deveria ter 90% de abrangência. Oferecemos 87% para começar a negociar. A alegação que eles fazem é uma desculpa”, argumenta Cozendey.

Ele ainda acrescenta que por parte dos europeus não houve nenhum sinal concreto sobre o aumento de cotas e as ofertas agrícolas. “Não houve nenhuma indicação mais precisa sobre qual o tamanho da oferta comunitária. Tem-se usado isso como certa desculpa para não terem feito a troca de oferta. O que nós observamos é que eles não estavam prontos nas pesquisas agrícolas.”

O presidente do Coscex, embaixador Rubens Barbosa, alertou ainda para o fato de o governo brasileiro precisar de uma alternativa, caso essa negociação continue emperrada. “O Brasil é protagonista nesta história, então qual seria nossa reação se chegar a primavera e isso ainda não for resolvido? Se essa negociação não sair, precisamos começar a ver um plano B. E essa é uma possibilidade bem concreta.”

De acordo com o subsecretário geral, outros acordos também devem estar em evidências nos próximos meses, entre eles Colômbia, Peru, México, Canadá e EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça).

Participaram também da reunião o embaixador Adhemar Bahadian, coordenador das Atividades dos Conselhos Superiores Temáticos da Fiesp; o deputado estadual Itamar Borges (PMDB-SP), presidente da Comissão de Atividades Econômicas da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo; Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) e  vice-presidente do Coscex; Geraldo Haenel, diretor titular adjunto do Derex; Elias Miguel Haddad, vice-presidente da Fiesp; Rafael Cervone, primeiro vice-presidente do Ciesp.

Crescimento inclusivo do Brasil será tema da 6ª Cúpula dos Brics

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

As características, a evolução e os desafios das economias do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – grupo de países que forma o chamado Brics – foram tema da palestra do ministro Flavio Soares Damico, diretor do Departamento de Mecanismos inter-regionais do Ministério das Relações Exteriores.

Ele foi o convidado da reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) desta terça-feira (10/06),  realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo o ministro, a tendência é  de que as economias entre os países desenvolvidos e os Brics continuem a se estreitar. A soma do PIB dos países que formam o Brics se aproxima rapidamente do PIB dos Estados Unidos. “Hoje, o PIB dos Brics já representa 94% do produto interno norte-americano”, informou Damico.

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Damico: questão de tempo para a China ter o maior PIB do mundo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Além do crescimento da participação dos Brics no Produto Interno Bruto (PIB) global, Damico ressaltou que é “apenas uma questão de tempo para que a China torne-se o maior PIB do mundo”.  Em 2012, a economia chinesa tornou-se maior que a soma das outras economias dos Brics, correspondendo a 55% do total.

A China é parceira irremediável do Brasil, e, segundo Damico, continuará a crescer, mesmo passando por reformas econômicas internas.

O ministro também analisou a evolução do comércio entre os países que formam o bloco. “Por serem economias complementares, o comércio entre as nações passou de US$ 27,7 bilhões, em 2002, para US$ 266,1 bilhões em 2013”.

6ª Cúpula dos Brics

Em sua participação Damico ainda chamou atenção para os principais temas que serão tratados na 6ª Cúpula dos Brics, a ser realizada nas cidades de Brasília e Fortaleza, nos dias 15 e 16 de julho. O crescimento inclusivo será um dos principais pilares do encontro, segundo o ministro.

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A reunião do Coscex: impacto positivo do crescimento econômico dos Brics. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“Na cúpula estará em pauta o impacto positivo do crescimento econômico dos países em relação à mitigação da pobreza, devido, principalmente, às políticas de inclusão social na Índia e no Brasil”, encerrou Damico.









Fiesp participa da Conferência da ONU sobre Biodiversidade

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Mudança do Clima da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) reuniu-se nesta terça-feira (06/11) para conhecer e avaliar os principais resultados da Conferência de Diversidade Biológica (COP11), realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em outubro, na Índia.

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Coordenado pelo 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto (ao centro), Comitê de Mudança do Clima da entidade avalia resultados da COP11, realizada pela ONU na Índia


A equipe técnica que foi para Hyderabad destacou que a maior conquista da cúpula foi o anúncio da destinação de recursos financeiros, especialmente por parte dos países desenvolvidos, para a conservação da biodiversidade.

Há dois anos os países-membros da ONU se encontraram na cidade de Nagoya, no Japão, para discutir como a diversidade biológica deveria ser preservada. Nascia, naquele momento, o Protocolo de Nagoya, que estabelece um regime jurídico internacional para a repartição dos benefícios econômicos advindos do uso dos recursos genéticos, tanto para os provedores como para os que utilizam estes recursos.

O Brasil já assinou o Protocolo, que agora segue para ser ratificado pelo Congresso Nacional. Espera-se que o Protocolo entre em vigor a partir de 2014, com a ratificação de, no mínimo, 50 países.

“O setor produtivo faz uso de muitos recursos e a discussão sobre biodiversidade está diretamente ligada à forma como desenvolvemos nossos produtos. Portanto, acompanhar as negociações internacionais é importante para conhecermos quais são os riscos e oportunidades para o Brasil e para internalizarmos as discussões para as mais de 130 mil indústrias que a Fiesp representa”, afirmou o segundo vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comitê, João Guilherme Sabino Ometto.

Outro tema da Conferência foi a implementação das 20 metas para conservar a biodiversidade do planeta, conhecidas como Metas de Aichi. A data limite para os países apresentarem suas estratégias nacionais de internalização é 2014, quando ocorrerá a COP12.

A Fiesp continuará acompanhando todos os desdobramentos nacionais e internacionais do Protocolo de Nagoya e da internalização das Metas de Aichi.

Na Fiesp, especialistas analisam perspectivas dos países membros do BRICS sobre o Brasil

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

A fim de analisar as ações dos países integrantes do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), especialistas, acadêmicos e autoridades de cada um dos membros do bloco se reuniram nesta terça-feira (31/07), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em torno da III Mesa-redonda O Brasil, os BRICS e a Agenda Internacional.

O evento foi realizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, em conjunto com a Fundação Alexandre de Gusmão, vinculada ao Ministério de Relações Exteriores (MRE).

Compareceram ainda parlamentares, diplomatas e outras autoridades do governo brasileiro envolvidas nos processos de negociação entre os membros dos BRICS.

Leia também: reportagem sobre a mesa ‘Perspectivas brasileiras acerca dos BRICS‘ .

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Mesa-redonda O Brasil, os Brics e a agenda internacional: 'esforço para trazer o MRE mais próximo do mundo acadêmico'

Os professores Fedor Lukyanov (Revista Russia in Global Affairs – Rússia), Varun Sahni (Jawaharlal Nehru University-JNU, Índia), Jin Canrong (Renmin University of China) e Elizabeth Sidiropoulos (South African Institute of International Affairs-SAIIA, África do Sul) expuseram as perspectivas de seus relativos países sobre o Brasil e do grupo como um todo.

O embaixador José Vicente de Sá Pimentel, presidente da Fundação Alexandre de Gusmão, afirmou que o encontro é um esforço para trazer o MRE mais próximo do mundo acadêmico, em um “esforço de diplomacia pública”. Dos outros dois seminários que aconteceram em São Paulo e Nova Délhi, na Índia, ele lembrou que vários palestrantes apontaram como o problema do empresário brasileiro a “despreocupação” com o planejamento e com as análises estratégicas.

“O empresariado brasileiro, de certa maneira, perde um apoio importante que teria no mundo acadêmico, que poderia trazer análises e perspectivas úteis ao seu planejamento”, considerou Pimentel.

Fato político

Para o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, a discussão é um “exercício de diplomacia pública” e também um “exercício de sugestões políticas para o Itamaraty”.

“Recentemente, por causa da crise econômica, surgiram comentários de economistas importantes sobre a evolução das economias dos países dos BRICS, e qualquer que seja este desenvolvimento, ela está aqui para ficar”, afirmou Barbosa.  Ele acrescentou que a institucionalização dos BRICS é um fato político que ocorreu e vai se desenvolver e desdobrar em ações políticas e econômicas.

O embaixador afirmou estar acompanhando a questão dos BRICS, que considera como uma das importantes iniciativas da política externa brasileira. “Se verificarmos o grau de aproximação com esses sucessivos planos de ação desde a primeira reunião, vamos ver que em pouco tempo muita coisa foi feita para melhorar o conhecimento entre os países, que era restrito, mas agora começa a ser reparado”, completou.

Segundo Rubens Barbosa, as reuniões indicaram grandes progressos relativos à cooperação dentre os países membros, e uma incipiente cooperação nos organismos financeiros internacionais. “Os países membros ganhariam maior influência na medida em que os BRICs pudessem falar com uma única voz em temas políticos e econômicos específicos”, sublinhou.

Ministro de Comércio da Índia debate o setor farmacêutico com empresários na Fiesp

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Formas de cooperação entre empresas brasileiras e indianas no setor farmacêutico é o tema principal do debate mediado pelo ministro de Comércio, Indústria e Têxteis da Índia, Anand Sharma, nesta quarta-feira (13/06), às 13h30, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Confirmada a presença de mais de 40 empresários brasileiros e indianos de diversas empresas do setor farmacêutico.

Pensar estratégias que aumentem o fluxo de comércio e transferência de tecnologia e conhecimento neste setor é uma das prioridades do governo indiano com o Brasil. O tema também foi destaque entre os pontos tratados entre Sharma e a presidente Dilma Rousseff durante a visita oficial à Índia, em março deste ano.

Serviço
Visita do Ministro de Comércio, Indústria e Têxteis da Índia, Anand Sharma
Data: 13 de junho de 2012, quarta-feira, às 13h30
Local: Sede da Fiesp – Av. Paulista, 1313, capital 

Ministro da Indústria e Comércio da Índia vem à Fiesp, nesta quinta-feira (2/8)

Agência Indusnet Fiesp,

O governo indiano pediu à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para mobilizar os empresários brasileiros a prestarem mais atenção na Índia como mercado em forte ascensão. O ministro indiano da Indústria e Comércio, Jyotiradity Scindia, estará na entidade nesta quinta-feira (2), às 9h, com cerca de 20 empresários de seu país.

A Fiesp já listou mais de 30 empresas nacionais que confirmaram interesse em oferecer oportunidades em máquinas e equipamentos, energia, alimentação, mineração, veículos e serviços.

Em sua primeira visita ao Brasil, o ministro quer ampliar a plataforma de negócios entre os dois países. Embora não esteja oficialmente na pauta do encontro, o acordo entre a Índia e o Mercosul deverá roubar um tempo da reunião.

O acordo entre o País e o bloco sul-americano ainda é muito restrito e só oferece algumas preferências tarifárias. No ano passado, por ocasião da visita da presidente da Índia, Pratiba Devisingh Patil, ao Brasil, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi taxativo em dizer que triplicaria as trocas comerciais entre os dois países.

De acordo com a Fiesp, os esforços para atingir os US$ 10 bilhões de comércio precisam ser mais agressivos. Em 2008, o volume negociado foi de US$ 4,6 bilhões; 2009 fechou com 5,6 bilhões.