Iniciativas Sustentáveis: Lubrasil – Promoção da saúde biopsicossocial

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

Por Karen Pegorari Silveira

O modelo de saúde biopsicossocial é um conceito amplo que estuda a causa ou o progresso de doenças utilizando-se de fatores biológicos (genéticos, bioquímicos, etc), fatores psicológicos (estado de humor, de personalidade, de comportamento, etc) e fatores sociais (culturais, familiares, socioeconômicos, médicos, etc). O modelo biopsicossocial é o contrário do modelo biomédico atual, o qual atribui a doença apenas a fatores biológicos como vírus, genes ou anormalidades somáticas.

Este conceito, se usado dentro das organizações, pode promover a saúde, bem-estar, qualidade de vida e produtividade dos colaboradores e apesar de poucas empresas utilizarem, algumas já notam os benefícios da adoção desse modelo, como a Lubrasil, empresa do setor industrial de rerrefino de óleo lubrificante da cidade de Piracicaba, no interior paulista.

A empresa promove de forma integral a saúde de seus colaboradores por meio de ações que envolvem a saúde biológica, psicológica e comportamental. As atividades desenvolvidas na empresa vão desde as Sipat (Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho), passando por consultas com psicólogos e workshops para sensibilização, inclusão e acolhimento de pessoas com deficiência.

De acordo com a supervisora de Recursos Humanos da Lubrasil, Vivian R. Lanzoni Menichetti, notou-se a necessidade de desenvolver uma cultura inclusiva entre os colaboradores a partir da dificuldade que eles apresentavam em relação a convivência e relacionamento com as pessoas com deficiência. “O principal desafio foi trabalhar a empatia, fazendo com que os mesmos se colocassem no lugar da pessoa com deficiência e se sensibilizassem para o respeito às suas necessidades e potencialidades”, relata.

Para dar vida ao desenvolvimento de uma cultura inclusiva, a Lubrasil teve o apoio do SESI com o Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência na Indústria. O objetivo do projeto é o de desenvolvimento de lideranças e gestores sobre conceitos básicos relacionados à promoção da diversidade e gestão de inclusão como valores estratégicos para o negócio e parte da Responsabilidade Corporativa. Foram realizados workshops de sensibilização e capacitação com lideranças e colaboradores.

Vivian conta ainda que após esta participação foi possível perceber mudanças no comportamento dos colaboradores, no sentido de ampliar a reflexão sobre as barreiras enfrentadas no dia a dia pelas pessoas com deficiência e com isso conseguiram incentivar a adoção de novas atitudes na convivência e relacionamento dos mesmos.

As atividades, segundo a supervisora de RH, proporcionaram melhora no relacionamento, engajamento e aproveitamento das pessoas com deficiência tornando-as parte do todo. Em sua percepção, os colaboradores estão com um novo olhar sobre a Inclusão.

Com relação a saúde psicológica dos colaboradores, a empresa implementou o Projeto Plantão Psicológico, que consiste no atendimento individual através de acolhimento, escuta e intervenção de uma psicóloga. Segundo Vivian, de um modo geral, as demandas observadas eram referentes a conflitos de relacionamento dentro da empresa, problemas com dependência química e problemas familiares.

A atenção à saúde e bem-estar físico dos colaboradores também é trabalhada na empresa através de conscientização. São realizadas palestras com temas de ergonomia, prevenção de câncer, saúde bucal, prevenção de acidentes, proteção auditiva, entre outros temas relevantes. Mais de 100 colaboradores participaram das últimas iniciativas em favor da saúde.

Para o presidente da Lubrasil, Nilton Torres de Bastos, as ações de Responsabilidade Social ajudam as empresas a engajarem seus colaboradores em temas importantes para sua competitividade, como saúde, qualidade de vida e inclusão. “A atividade da Lubrasil envolve riscos de uma refinaria e de transporte de resíduo perigoso e havia uma resistência por parte dos nossos colaboradores em colocar pessoas com deficiência no quadro. Para conscientizar e sensibilizar esses profissionais foi preciso um trabalho especializado como o do SESI, o que garantiu o bom relacionamento profissional e a aceitação desses trabalhadores”, relata Bastos.

Sobre a Lubrasil

A Lubrasil Lubrificantes, tem como principal atividade a coleta e o rerrefino de óleo lubrificante usado e ou contaminado (OLUC), a matriz está localizada em Piracicaba (SP) e possui filiais (pontos de coleta de oluc) distribuídas nas cidades de Santos (SP); Ribeirão Preto (SP); Serra (ES); Feira de Santana (BA); Rio Largo (AL); Araucária (PR); e Betim (MG). Atualmente possui 192 pessoas em seu quadro de colaboradores e possui certificações das normas NBR ISO 9001:2008, ISO 14001-2004 e OHSAS 18001:2007.

publicado em 03 de abril de 2018

Programa Meu Novo Mundo forma primeira turma

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

A expressão no rosto dos formandos era de muita alegria. Afinal, depois de três anos de muito esforço, eles se tornaram os primeiros da Grande São Paulo a concluir o curso de Aprendizagem Industrial de Assistente Administrativo do Programa Meu Novo Mundo. A solenidade de formatura foi realizada às 16 horas desta quarta-feira (21 de fevereiro), no Senai de Osasco. Visivelmente emocionados, os concluintes eram unânimes ao definir o fim desse ciclo em uma só palavra: superação.

“Também diria que o sentimento é de dever cumprido. Aprendemos muitas coisas nesse período, e não foi apenas o curso. Além de poder dizer que tenho uma profissão, conheci novos amigos e me tornei uma pessoa melhor”, afirmou Ademilton da Silva Barros, formando que discursou para a plateia.

Ele também disse ser muito grato a todos os que tornaram possível a conclusão do curso e que o projeto Meu Novo Mundo possibilitou novas perspectivas para todos. “Foi um período de troca de experiências entre os alunos, docentes, profissionais das empresas participantes e outras pessoas envolvidas nesse grande programa.”

Sua opinião também foi compartilhada por Ana Cristina Mendonça Oliveira, que destacou a superação pessoal. “O projeto resgatou minha determinação. Saio mais esperançosa e sabendo que sou capaz de aprender e vencer desafios dia após dia”; comemorou a formanda, que realizava o trajeto de Itapevi para Osasco em transporte público. “Acessibilidade nos transportes ainda é um enorme obstáculo”, emenda.

Concebido pela Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP, o projeto tem por objetivo a inclusão profissional de pessoas com deficiência nas indústrias, o que ocorre por meio da aprendizagem, e também a inclusão na área social e no esporte. O programa é voltado a pessoas com deficiência a partir dos 14 anos, alfabetizadas, sem limite de idade, e às empresas do setor industrial que possuem 100 ou mais funcionários com matriz no Estado de São Paulo.

Além de ajudar as indústrias a cumprir as cotas estabelecidas por lei, o projeto promove a efetiva inclusão das pessoas com deficiência no mundo de trabalho. Contratada na condição de aprendiz, a pessoa com deficiência tem acesso a um programa especial de capacitação profissional por meio dos cursos do Senai-SP e participa de atividades no Sesi-SP, que vão desde ações sobre cidadania até a prática esportiva. O programa tem duração de três anos.

O idealizador do programa, Sylvio de Barros, diretor do Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar), destacou a experiência humana do projeto. “Os participantes não saem apenas com um certificado em mãos. Eles saem mais autoconfiantes, com mais autonomia e vistos com mais respeito.”  O programa prioriza as individualidades de cada participante, que recebe certificação de acordo com as competências alcançadas.

A representante da empresa Engrecon, Márcia Nadalini, elogiou muito o Programa Meu Novo Mundo por ser um projeto sensível, que lida com pessoas. “Nós também fomos transformados por essa experiência, por ver as dificuldades que eles têm, e que nos fez ver o que tínhamos de mudar na própria empresa para recebê-los”, diz a diretora-proprietária, que já efetivou uma aprendiz.

Além da empresária, estavam presentes na formatura representantes da Basf e Chiesi Farmacêutica, que participaram do programa. Também o diretor do Senai de Osasco, José Saturnino Poepcke, a diretora do Sesi de Osasco, Carla Lellis, o diretor do Depar, Sylvio de Barros, e o diretor do Ciesp Castelo, Fábio Starece Fonseca, paraninfo da turma.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

Formatura da primeira turma do Programa Meu Novo Mundo. Foto: Everton Amaro/FiespP

Iniciativas Sustentáveis: Bayer – Apostando na Diversidade

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

Por Karen Pegorari Silveira

Segundo dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no terceiro trimestre deste ano, dos 13 milhões de desempregados no país, 8,3 milhões (63,7%) eram pretos ou pardos. A pesquisa revela ainda que esta população chega a receber 55% a menos (R$1.531) que a população branca (R$ 2.757). E quando se analisa o ambiente executivo e de gestão há ainda menos diversidade. Nas 500 maiores empresas do país existe apenas 4,7% de negros em cargos executivos.

Este cenário é o que tem feito muitas empresas repensarem seus modelos de gestão, como fez a Bayer, sob a direção do CEO Theo van der Loo, ao levantar a bandeira do “Respeito do Diverso”.

A farmacêutica promove o tema através de variadas ações dentro do seu Programa de Diversidade. São encontros, palestras e debates divididos em grupos por afinidade. Com a ação Blend, iniciativa global para despertar a consciência dos colaboradores para as questões LGBT, o intuito é promover um ambiente sadio, confiável, livre de preconceitos e íntegro para todos. Com o BayerAfro, a empresa deseja que os colaboradores reflitam a distribuição afrodescendente da sociedade brasileira em todos os níveis hierárquicos. O Bay-In visa fortalecer a cultura e as práticas de gestão que tornam a Bayer uma empresa aberta, inclusiva, segura, respeitosa e acessível à diversidade humana no relacionamento com todos os stakeholders. O All In promove a equidade de gênero e o respeito à individualidade por meio do diálogo e do engajamento de todos para uma vida melhor.

Todos esses grupos contam, desde junho de 2016, com sponsors da liderança da organização para auxiliarem na educação e na transformação dos temas para ações práticas dentro das divisões.

Duas parcerias também foram firmadas: uma com a Fundação Dom Cabral a fim de sensibilizar todos os gestores sobre os benefícios da diversidade, e outra com a EmpregueAfro, consultoria que seleciona profissionais negros para concorrer a cada vaga que a Bayer abre externamente.

Todos esses esforços levaram a companhia, em 2015, a ser reconhecida pela Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no 1º Prêmio São Paulo Diverso, que celebra esforços corporativos, individuais e coletivos no campo das ações afirmativas dentro do mercado de trabalho;

Segundo Theo van der Loo, CEO da Bayer e principal defensor da diversidade no mercado de trabalho, o papel dos CEOs como influenciadores é fundamental para fomentar este tema no país.

Sobre a Bayer

De acordo com o último censo interno realizado em 2014, dos 4 mil funcionários da Bayer, no Brasil, 14% são negros.  A meta da empresa, até 2020, é ter 20% de estagiários negros.

Depar e empresas parceiras apresentam resultados do programa Meu Novo Mundo

Agência Indusnet Fiesp

Para falar das experiências das empresas na realização do programa Meu Novo Mundo, que promove a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, o Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar) realizou um encontro nesta terça-feira (28 de novembro) em São Paulo.

Na ocasião, o presidente da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP, Paulo Skaf, parabenizou todos os envolvidos na promoção e implementação do programa, que teve início em fevereiro de 2015, além de receber um troféu das mãos do diretor titular do Depar, Sylvio de Barros, por sua participação e apoio aos programas de cunho social no mundo corporativo.

De acordo com Sylvio de Barros, em todo o Estado de São Paulo, cerca de 1.500 crianças que estudam no Sesi possuem algum tipo de deficiência, enquanto no Senai essa fatia soma 8.000 jovens. “Usamos as instalações do Sesi-SP e do Senai-SP para auxiliar uma integração dessas pessoas. Começamos com 405 matrículas, 30 empresas e 37 escolas”, lembrou.

Deste total, 304 alunos deverão concluir o programa até 2018 com o apoio de 30 empresas parceiras. A maior parte dos alunos atendidos pelo Novo Mundo apresentam deficiências visual e intelectual, com maior vulnerabilidade fora do mercado de trabalho, sem limite de idade.

Na avaliação do superintendente regional do Trabalho em São Paulo, Eduardo Anastasi, o projeto é visto com bons olhos na esfera privada e pública. “Vamos trabalhar juntos pela continuidade e prorrogação de iniciativas como essa, o ministro simpatiza com a ideia. Teremos um bom caminho por aí com uma possível ampliação do projeto até para outros Estados”, completou.

A especialista em Educação Profissional Senai-SP Sandra Chang explicou que, na formatura do programa, os alunos participantes receberão o diploma do Novo Mundo, uma medalha especial em braile e os certificados profissionalizantes do Sesi e do Senai. Segundo ela, muitos dos alunos tiveram suas primeiras oportunidades de trabalho no projeto, alguns nunca tiveram carteira assinada ou saíram de casa para uma oportunidade profissional ou de estudo inclusiva. “Nosso objetivo era trazer para as empresas aquelas pessoas que ainda não eram profissionais e um grupo de qualidade ajudou os alunos no nivelamento de conhecimentos”, disse.

Bruno Barreto, da área de gestão de talentos da Basf, que participa do Meu Novo Mundo desde o lançamento, conta que a empresa conseguiu promover uma interessante imersão dos alunos do programa por seis semanas, o que ajudou a companhia a compreender como o ambiente corporativo pode ser mais inclusivo.

Já na Biosev, a especialista Rachel Carneiro disse que o programa foi incorporado pelo núcleo de gestão de pessoas e auxilia na incorporação da cultura de inclusão na companhia.

No departamento de recursos humanos da Chery, o analista Eliezer Rangel afirmou que a montadora emprega atualmente 12 aprendizes como parte do programa e tem obtido resultados surpreendentes. Após o término do contrato, a empresa contratará todos os alunos para seu quadro efetivo de funcionários, de acordo com Rangel.

No mesmo sentido, o gerente de recursos humanos da farmacêutica Chiesi Herbert Saldanha explicou que a principal contribuição do programa tem sido a formação e consolidação de um valor de inclusão na empresa.

Além da Basf, Biosev, Chery e Chiesi, também participaram do encontro e receberem troféus como forma de agradecimento da Fiesp as empresas Elring Klinder, Lilly, Mitsui Alimentos, Pellegrini, Porto Forte Construções, Metalúrgica Prada, Renovias Concessionárias, SKF, Tiisa e Trans Sistemas de Transportes.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

Reunião do Depar para apresentação de resultados do programa Meu Novo Mundo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: CATERPILLAR – INCLUSÃO INTEGRAL

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

Por Karen Pegorari Silveira

Segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2015, divulgada pelo Ministério do Trabalho, 403,2 mil pessoas com deficiência atuam formalmente no mercado de trabalho, correspondendo a um percentual de 0,84% do total dos vínculos empregatícios.

Esse aumento progressivo da participação nos últimos anos, de 0,77%, em 2014, e 0,73% em 2013 reflete o pensamento de companhias, como a Caterpillar, que apostaram na diversidade e inclusão de pessoas com deficiência (PcD), e ainda colaboram para o alcance da meta 8.5 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que sugere alcançar o emprego pleno, produtivo e o trabalho decente para todas as mulheres e homens, inclusive para os jovens e as pessoas com deficiência, além de remuneração igual para trabalho de igual valor até 2030.

Para receber os PcD, a empresa realizou todas as adequações necessárias e customizou os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) considerando as características individuais e fornecendo o equipamento de acordo com cada necessidade/deficiência. Além disso, a empresa criou campanhas, treinamentos, comitês, semanas temáticas, informativos internos e externos, rodas de conversa e mídias sociais para falar sobre o assunto.

A Caterpillar disponibiliza por exemplo, o “Curso de Libras” (desde 2014) para líderes e funcionários que têm contato direto com os funcionários surdos que além de facilitar a comunicação, integra todos no ambiente de trabalho.  Também criou (desde 2015) a “Oficina da Comunicação” que atua no desenvolvimento da comunicação dos funcionários surdos ou com perda auditiva.

Essas iniciativas fazem parte do programa “JUNTOS, Ser Diferente é Somar” e têm como base as pesquisas aplicadas periodicamente (1- com todos os funcionários, 2- com a liderança, 3- com os funcionários com deficiência), nos atendimentos realizados por equipe multidisciplinar (individual e/ou em grupo), no mapeamento das deficiências por áreas de atuação e nos apontamentos feitos pelo Comitê de Diversidade e Inclusão.

Segundo a empresa, para garantir a execução de todas as etapas do programa, desde 2015 foi incluído na estratégia de RH, um indicador para o acompanhamento do percentual de aceitação da pessoa com deficiência pela liderança da organização. Três treinamentos foram aplicados em 2016: 1) “Gerenciando a inclusão” para supervisores e líderes operacionais 2) “Preconceitos Inconscientes” para diretores e gerentes e uma segunda versão do “Preconceitos Inconscientes” para o público administrativo.

A Caterpillar Brasil foi eleita pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência a melhor empresa para trabalhadores com deficiência, na terceira edição do prêmio, que visa ampliar a visibilidade das boas práticas de inclusão profissional adotadas por empresas do Estado de São Paulo.

A pesquisa avaliou diversos quesitos, como a promoção da política dos direitos da pessoa com deficiência, igualdade de oportunidades, nível de sustentabilidade dos projetos e condições materiais e psicológicas; além do cumprimento da legislação sobre a reserva de vagas para pessoas com deficiência

Segundo Caio Orlandini, supervisor de Recursos Humanos, “A inclusão de pessoas com deficiência é, acima de tudo, uma oportunidade conjunta. A oportunidade de as pessoas com deficiência exercerem uma atividade digna com autonomia e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para empresa na conscientização de seus funcionários e na diversificação da sua força de trabalho, gerando inovação e resultados”, comenta Orlandini.

A companhia também apoia projetos e entidades nas comunidades onde tem operações, sendo considerada uma das principais colaboradoras do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FUMDECA) em Piracicaba. Em parceria com este trabalho, o programa “JUNTOS: Ser Diferente é Somar, propõe foco nas iniciativas de apoio para a inclusão e desenvolvimento da pessoa com deficiência com ações que transcendem os muros empresariais.

Há ainda a parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Piracicaba – AUMA – e a entidade Espaço Pipa através do FUMDECA, financiando 100% do projeto AME (Artes, Música e Esportes), que trabalha no desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas em pessoas com Síndrome de Down e com a APAE que promove a inclusão de deficientes intelectuais (adicional à cota).

Sobre a Caterpillar

A Caterpillar possui funcionários com deficiências em diversos cargos, de diferentes áreas. Hoje a empresa conta com 45 tipos de cargos entre os funcionários com deficiência física, auditiva, intelectual e visual, destes, 33 são operacionais e 12 administrativos, onde o maior número se concentra na área de Logística. Na fábrica de Piracicaba (SP), onde se concentra a maior quantidade de funcionários, a empresa conta com 163 profissionais com deficiência e reabilitados e no Brasil somam-se 180.

Projeto do Senai-SP vence prêmio Objeto Brasil

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp  

O projeto do “Cooktop Giratório Adaptado para Cadeirantes”, elaborado por um grupo de alunos da Escola Senai Italo Bologna em Itu, São Paulo, foi o vencedor do prêmio Objeto Brasil nas categorias Estudantes e Design para Todos/Economia Solidária, levando a medalha de ouro. A cerimônia de premiação foi realizada na noite desta segunda-feira (23/05), na capital paulista, no Istituto Europeo di Design.

O Objeto Brasil é uma iniciativa da Associação Objeto Brasil e tem como objetivo estimular a produção brasileira de design.

Mesmo não tendo em sua grade nenhum curso de design, a escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) em Itu é uma referência em projetos de inclusão e acessibilidade.

Nessa linha, o Cooktop Giratório consiste em uma mesa de fogão giratória adaptada para pessoas usuárias de cadeira de rodas e que possuem livre movimento dos braços. Desse modo, o usuário pode escolher a boca que deseja utilizar nos botões no painel, fazendo o seu próprio rodízio enquanto cozinha, já que a panela vem até ele.

De acordo com a agente de Inovação da escola do Senai-SP em Itu, Lucia Friedrich, o reconhecimento do prêmio é ainda maior pelo fato de a unidade não oferecer cursos de design. “Fomos convidados a participar do prêmio”, diz. “E a vitória nos motiva a participar de mais iniciativas assim”.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

O Cooktop Giratório adaptado para cadeirantes: fogão totalmente acessível criado na escola do Senai-SP em Itu


Ela conta que o Cooktop Giratório também ficou em segundo lugar na categoria Tecnologia Inclusiva na edição estadual do concurso Inova Senai, que premia projetos inovadores nas escolas da rede.

A criação é fruto do trabalho de conclusão do curso técnico de Mecânica dos alunos Rafael Sabaini Garcia, Rogel Pinotti da Silva e Elisabete Ribeiro Proença. Eles foram orientados pelos professores Emerson Siqueira de Oliveira, Marcos Roberto Silvério da Cruz e Marcos Galvão.

Segundo Lucia, a escola do Senai-SP em Itu possui um Núcleo de Tecnologias Assistivas com linhas de serviços tecnológicos para atendimento a empresas com foco na inclusão de pessoas com deficiência no trabalho, desenvolvendo produtos de tecnologias assistivas.


Iniciativas Sustentáveis: Dow – Inclusão e sensibilização

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

Por Karen Pegorari Silveira

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 45,6 milhões de pessoas declararam ter ao menos um tipo de deficiência, o que corresponde a 23,9% da população brasileira. Porém, dos 44 milhões de pessoas com deficiência que estão em idade ativa, 53,8% estão desocupados ou fora do mercado de trabalho, mesmo com a existência da Lei de Cotas, que exige a contratação desses profissionais em empresas com mais de 100 colaboradores.

Apesar deste cenário, muitas organizações criaram programas de contratação de profissionais com deficiência que servem de exemplo a milhares de outras empresas e mostram que é possível incluir e desenvolver estes talentos, assim como é o caso da indústria química Dow.

Na Dow, a iniciativa está sendo conduzida por membros da DEN (Disability Employee Network), uma rede de funcionários voluntários global que tem o objetivo de promover a inclusão profissional de pessoas com deficiência, valorizando a contribuição de todos em prol de uma cultura inovadora e de respeito ao indivíduo. Para isso, o grupo realiza, desde 2008 no Brasil, workshops internos de sensibilização sobre o tema da diversidade, com foco em pessoas com deficiência, com o objetivo de fortalecer a cultura de inclusão e integração na empresa.

Em um dos workshops de sensibilização já realizados, os participantes foram vendados e tiveram que realizar diferentes tarefas, como, por exemplo, servir-se durante um café da manhã com uma venda e sem qualquer tipo de apoio e posteriormente, com o auxílio de uma audiodescrição para entender a posição da comida na mesa. Ao final, foi realizada uma discussão em grupo para debater a experiência e o aprendizado.

Há também um treinamento para gestores, com cerca de duas horas de duração. Neste encontro em que os gestores discutem o tema inclusão e preconceitos inconscientes, é feito um plano de ação do que pode ser feito para minimizar qualquer tipo de preconceito, Em 2015 quase todos os gestores já participaram, o que soma cerca de 400 pessoas.

O diretor de Suporte Comercial e responsável por liderar o DEN no Brasil, Osvaldo Kalaf, diz que a Dow acredita que os funcionários que vivenciam algum tipo de deficiência agregam valor à companhia por meio da diversidade de pensamento e cultura e, neste contexto, todos aprendem e todos ganham. “Sendo assim, buscamos tornar o ambiente de trabalho o mais inclusivo possível para pessoas com deficiência, já que isso contribui substancialmente para a nossa capacidade de operar como uma organização inovadora e sustentável”, comenta o executivo.

Dos 2682 funcionários da Dow, 120 são pessoas com deficiência, em cargos que variam de assistente administrativo à diretoria. Para promover a independência e um ambiente de trabalho adequado para este público, a Dow desenvolveu os escritórios de acordo com o Desenho Universal, um conceito que propõe o desenvolvimento de ambientes que possam ser utilizados por um amplo espectro de usuários. Desta forma, a empresa disponibiliza uma estrutura com computadores adaptados, piso tátil, cadeiras Evac Chair, elevador para pessoas com deficiência, rampas de acesso, Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) durante reuniões e treinamentos programados, monitores para pessoas com deficiência (Anjos da Guarda), além de mesas e cadeiras adaptadas.

A companhia divulga seu compromisso com o tema na Política de Diversidade & Inclusão, e estabelece, entre outras premissas, a promoção de um ambiente de trabalho que respeite e valorize as diferenças, sem qualquer tipo de discriminação em função de gênero, deficiência ou orientação sexual.

Todo esse esforço garantiu à Dow, pela quarta vez consecutiva, o Selo Paulista da Diversidade, do Governo do Estado de São Paulo. O certificado é concedido às empresas que adotam políticas de inclusão para pessoas com deficiência, grupos étnicos discriminados e pessoas de diferentes orientações sexuais.

Para Marina Dotto Lima, representante de gestão de talentos na área de Recursos Humanos, a companhia enxerga a importância da diversidade. “Nós a consideramos um dos principais drivers de inovação. Diferentes ideias, experiências, opiniões e perspectivas são capazes de gerar maior valor para a empresa”, relata a Marina.

Sobre a Dow

A Dow Brasil reúne aproximadamente 3 mil funcionários, distribuídos em 16 fábricas, seis centros de pesquisa, uma unidade de processamento de serviços e a Diamond Tower – sede da Companhia na América Latina, localizada em São Paulo (SP). As principais unidades de produção e pesquisa da Dow no Brasil estão localizadas nos estados da Bahia (Aratu e Vera Cruz) e de São Paulo (Guarujá, Jacareí, Pindamonhangaba, Franco da Rocha, Jundiaí, Mogi Mirim e São Paulo – capital).

Consocial prioriza obesidade infantil, 1ª infância e inclusão de pessoas com deficiência em 2016

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Na última reunião do ano do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Fiesp, realizada nesta quinta-feira (10/12) e presidida pelo cirurgião médico Raul Cutait, foram apresentadas propostas sobre temas que envolvem educação, saúde e cultura. Para discutir e colocar em prática esses projetos em 2016 o Conselho formou grupos de trabalho para cada um deles.

Uma das propostas é sobre o combate à obesidade infantil, mal que atinge um terço das crianças brasileiras e 40% dos paulistas entre 5 e 9 anos. Foi apresentada pelo cartunista Mauricio de Sousa, que defende a realização de uma campanha envolvendo a personagem Magali como a embaixadora da alimentação equilibrada. “Usando os personagens, livros, revistas e vídeos fica mais fácil levar a mensagem da boa alimentação”, explica.

Além da boa alimentação, o projeto apresentado pelo cartunista também inclui atividade física e o envolvimento da família. “Não é só a alimentação, há necessidade de brincadeiras, oficinas, projetos de rua e atividades como pular corda, correr e fazer academia de rua, para que a família toda se envolva, entenda e se conscientize”, diz.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

Mauricio de Sousa propôs usar Magali em campanha contra a obesidade infantil. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Integrante do Consocial, a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, vai coordenar o GT sobre inclusão da pessoa com deficiência e afirmou que um dos pontos de foco do grupo será o laudo médico. “Essa é uma questão discutida no mundo todo, diagnóstico não define o que a pessoa com deficiência pode fazer.”  Pinotti exemplifica citando que pessoas diagnosticadas como tetraplégicas podem ter tido o corpo afetado de formas diferentes, portanto com habilidades diferentes para o trabalho.

O GT também pretende realizar o mapeamento minucioso das vagas no mercado de trabalho para pessoas com deficiência na indústria paulista.

De acordo com Pinotti, de 1,279 milhão de vagas de cotas disponíveis no Brasil para pessoas com deficiência, mais de 330 mil são preenchidas (cumprimento de 25%). No Estado de São Paulo há 411 mil vagas, e 119 mil (29%) são cumpridas.

Outro GT foi criado para discutir a proposta do maestro João Carlos Martins sobre formação musical como inclusão social. Segundo Martins há 200 pequenas orquestras pequenas no Estado de São Paulo, e a ideia é criar um curso à distância para aperfeiçoar a competência desses maestros e, por meio deles, atrair crianças e adolescentes para participar de um projeto de música local.

Primeira infância

Presente à reunião, o diretor, jornalista, apresentador de televisão, escritor e roteirista Marcelo Tas se dispôs a atuar no combate à obesidade infantil e a fazer parte do GT “Apoio à primeira Infância”, que pretende desenvolver estratégias para ampliar ações da sociedade civil e políticas públicas em busca de mais atenção à primeira infância – período desde a concepção do bebê até o momento em que a criança ingressa na educação formal.

Tas lembrou que a inclusão digital deve fazer parte do trabalho como uma ferramenta para “ouvir” o outro. “Uma chave para se aproximar desse projeto é ouvir inclusive as crianças, que são incríveis, a comunidade, a família. Com isso a gente pode alavancar, tornar mais eficiente esse processo todo”, conclui.

Segundo Cutait, na próxima reunião serão criados grupos de trabalho para os temas “Sustentabilidade na produção e consumo de alimentos” e “Criação de espaços de convivência para idosos”.

Reunião do Consocial, conduzida por Raul Cutait, definiu projetos para 2016. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Reunião do Consocial, conduzida por Raul Cutait, definiu projetos para 2016. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf apresenta programa Meu Novo Mundo ao Ministério Público do Trabalho

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta segunda-feira (9/11), o presidente da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf, recebeu no Centro de Atividades Sesi Vila Leopoldina os procuradores Sandoval Alves da Silva e Sofia Vilela de Moraes e Silva.

Respectivamente coordenador e vice-coordenadora da Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), do Ministério Público do Trabalho, eles vieram a São Paulo especialmente para conhecer o programa “Meu Novo Mundo”, desenvolvido pela Fiesp, em parceria com Sesi-SP e Senai-SP para promover a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Depois de receber as boas vindas de Paulo Skaf, os procuradores, acompanhados pelo diretor da Fiesp responsável pela criação e implantação do programa, Sylvio de Barros, conheceram uma das turmas do programa, que participava de jogos em uma das quadras do Sesi-SP.

Em seguida, a comitiva seguiu para visita a outras turmas no Senai-SP de Osasco e de Itu.

Faziam parte do grupo também a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, Marianne Pinotti e a superintendente Regional do Trabalho de São Paulo, Vilma Bernardes Gil.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

Reunião entre o Ministério Público do Trabalho e a Fiesp sobre o projeto Meu Novo Mundo. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Atletas do Parapan recebem mensagens de boa sorte de pessoas com deficiência participantes de programa da Fiesp

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Integrantes do programa “Meu Novo Mundo”, desenvolvido pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), que promove inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, enviaram vídeo desejando boa sorte para os 15 atletas do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP), que integram a equipe brasileira nos Jogos Parapan-americanos desde a última sexta-feira (7), em Toronto, Canadá.

[tentblogger-youtube mqDeuxBWVtk]

As mensagens foram para Verônica Hipólito (atletismo); Guilherme Germano Moraes (bocha); Alex de Melo Sousa e Josemarcio da Silva Sousa (goalball masculino); Ana Carolina Custodio, Gleyse Priscila Portioli e Simone Camargo Rocha (goalball feminino); Fabricio da Silva Pinto (vôlei sentado masculino) Andressa Luiza Santos, Edwarda de Oliveira Dias, Gilvania José de Lima, Gizele Maria da Costa Dias, Janaina Petit Cunha, Nathalie Filomena de Lima e Suellen Cristine Dellangelica Lima (vôlei sentado feminino)

Com cartazes, desenhos, frases de incentivo e gritos de guerra, a torcida, muito animada, preparou a surpresa durante as aulas de capacitação técnica e integração em unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e do Sesi-SP, instituições parceiras do programa. Os professores, por sua vez, aproveitaram para explicar a origem dos jogos Parapan-americanos e características de cada esporte disputado. Um vídeo com essas imagens foi enviado digitalmente para cada atleta do Sesi-SP que representa o Brasil nos jogos.

Iniciado em fevereiro de 2015, o programa Meu Novo Mundo conseguiu adesão de 30 empresas até o momento, que contrataram mais de 400 pessoas com deficiência para o cargo de aprendiz, por três anos. Simultaneamente essas pessoas iniciam os cursos no Senai-SP e Sesi-SP, em busca de qualificação técnica para o trabalho, maior integração com outros alunos e até para descoberta de talentos no esporte.

Pé-quente

Parece que as boas vibrações estão dando certo e se transformando em medalhas para os atletas paraolímpicos.

Na noite desta segunda-feira (10/8), a velocista do Sesi-SP Verônica Hipólito garantiu medalha de ouro e bateu recorde na prova dos 100 metros rasos, classe T38 (paralisados cerebrais), com o tempo de 13s29.

Na segunda-feira, as seleções masculina e feminina do Brasil de goalball – com dois e três atletas do Sesi-SP respectivamente – conquistaram mais uma vitória cada, a terceira seguida. Nos dois casos, os brasileiros venceram os Estados Unidos.

No vôlei sentado, Fabrício da Silva Pinto e companhia venceram a Costa Rica No feminino, a seleção, que conta com sete atletas do Sesi-SP, venceu o time do Canadá. Gizele da Costa Dias, jogadora da indústria, foi a segunda maior pontuadora da partida, com oito pontos.

Novos bons resultados na terça-feira (12). Foi um duplo 10 a 0 no goalball (no feminino o Brasil venceu a Nicarágua, e no masculino, derrotou a Venezuela) e um 3 a 0 no vôlei sentado (masculino, frente à Colômbia). As meninas do Brasil perderam de 3 a 0 dos EUA.

Sylvio de Barros fala sobre importância da inclusão de pessoas com deficiência

Agência Indusnet Fiesp

Em artigo publicado nesta terça-feira (16/09) nos jornais Correio Popular, de Campinas, e Diário de Sorocaba, Sylvio de Barros, diretor do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) fala sobre a inclusão profissional de pessoas com deficiência.

Ele cita o projeto Meu Novo Mundo, lançado em agosto pela Fiesp em parceria com o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e a Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego no Estado de São Paulo (SRTE-SP), que tem como objetivo verificar a aptidão e o nível de conhecimento das pessoas com deficiência, e assim, treiná-las e motivá-las para que se sintam parte integrante do ambiente de trabalho.

“Para nós, da Fiesp, o melhor caminho para fazer com que as pessoas com deficiência se fixem nas empresas, criem vínculos e façam carreira é investir em aprendizagem. Isto fará com que o projeto de inclusão se transforme em plano de vida, de carreira, e não simplesmente um cumprimento de normas que tem data para iniciar e terminar”, afirma Sylvio de Barros.

Veja o recorte do artigo abaixo ou acesse os sites dos jornais Correio Popular e Diário de Sorocaba.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

Site do projeto ‘Meu Novo Mundo’ está no ar

Agência Indusnet Fiesp

Já está no ar o site do projeto “Meu Novo Mundo”, iniciativa do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE-SP), que prepara pessoas com deficiência para a efetiva inclusão no mercado de trabalho.

O Programa vai proporcionar o acesso à profissionalização por intermédio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e, com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), trabalhar autoestima e habilidades intelectuais e corporais.

Empresas, instituições e órgãos públicos podem se cadastrar no projeto e, assim, oferecer uma oportunidade de emprego para quem precisa, além de promover o desenvolvimento socioeconômico.

Para as pessoas com deficiência, o “Meu Novo Mundo” proporciona a chance de capacitação, profissionalização e inserção no mercado de trabalho.

Acesse o site www.meunovomundo.org.br e cadastre-se.

Iniciativas Sustentáveis: Metso – Sucesso na contratação de pessoas com deficiência

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

Por Karen Pegorari Silveira

A Metso Brasil, multinacional finlandesa especializada em serviços e equipamentos para a indústria de mineração, celulose e petróleo, tem um forte trabalho de inclusão dos profissionais com deficiência na empresa. O projeto de inclusão da companhia começou no ano de 2008, em parceria com o Senai da cidade de Itu, interior paulista, e nesta etapa inicial foram mapeados postos de trabalho e adequação dos tipos de deficiência para cada função.

Em seguida, a entidade captou os currículos de diversos profissionais no mercado e a empresa ofereceu alguns cursos de capacitação nas áreas de logística, almoxarifado, assistente administrativo e outros. Alguns destes profissionais captados, depois de formados, foram contratados pela Metso e os demais foram absorvidos pelo mercado. Hoje a companhia possui mais de 70 profissionais com deficiência em áreas administrativas e fabris.

O diretor de recursos humanos, Pedro Macedo, diz que a inclusão é um processo que deve passar pela convivência e pelo aprendizado. “Quando falamos de inclusão, precisamos falar em diversidade e diversidade é falar em diferenças de ideias, pensamentos, crenças, interesses e expectativas. E é com essas diferenças que convivemos todos os dias. A Metso vem a cada dia superando os desafios e criando novas oportunidades”, comenta ele.

Diversas ações para conscientizar, capacitar e preparar os funcionários para o acolhimento desses novos colegas de trabalho também foram implantadas. Entre elas a exposição de filmes e livros sobre o tema, a contratação de consultoria especializada para acompanhamento sistematizado dos deficientes intelectuais, entre outras. Todo o acompanhamento do programa é realizado pela área de recursos humanos da empresa, sendo uma responsável direta e cerca de 7 outras pessoas no suporte diário a esses profissionais.

Ana Carolina Manoel, analista de recursos humanos, acredita que esse acompanhamento precisa ser realizado sempre. “Se trata de um fator de sucesso para o bom desempenho. Especificamente para o caso de pessoa com deficiência, a empresa precisa analisar necessidades específicas para que possa dar suporte e orientação adequados em busca do sucesso profissional desta pessoa”, diz a analista.

Para a gerente de treinamento e desenvolvimento, Iara Mussi Paolani, a deficiência é uma dentre todas as possibilidades do ser humano. “Ela deve ser considerada como um fato natural sobre o qual falamos de forma aberta, do mesmo modo que fazemos em relação a todas as outras potencialidades humanas”, defende Iara.

O supervisor de planejamento e controle de produção, Fernando Gueralde de Aquino, acredita que a inclusão de deficientes no mercado de trabalho é um grande desafio para as empresas e pode ser visto como crise ou oportunidade. “Passamos a notar que muitas vezes transformávamos pequenos problemas em insolúveis, e a medida em que convivemos com as diferenças, começamos a enxergar certas questões de forma diferente, dando mais ênfase a solução do que ao problema, sem falar no simples fato de que eles são exemplo de vida real para qualquer um”, comenta Aquino.

Durante o Fórum Sou Capaz, realizado em março de 2014  pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, a empresa compartilhou um vídeo que representa bem o sentimento dos profissionais com deficiência intelectual em relação à companhia. Acesse aqui – http://migre.me/iMCYQ

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443 VEJA OUTRAS INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS 

Cresce o número de aprendizes contratados pelas empresas no Brasil

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em palestra no Fórum Sou Capaz, iniciativa da Federação e do Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp e Ciesp) realizada nesta segunda-feira (31/03), na sede das entidades, em São Paulo,  a coordenadora do Projeto de Fiscalização – Inserção de Aprendizes da Superintendência Regional do Trabalho, Alice Grant Marzano apresentou a evolução da contratação de aprendizes por empresas desde 2010, quando o órgão iniciou um trabalho de fiscalização por meio de projetos. E destacou a importância da iniciativa.

“Desde 2010 trabalhamos com projetos porque entendeu-se que, no âmbito do Ministério do Trabalho, não iríamos mais caminhar tão somente em função da demanda. Então decidimos otimizar nossa força de trabalho, criar projetos com metas, seguir, acompanhar e conseguir resultados”, contou Alice.

Segundo a auditora, em abril de 2010, início da adoção de projetos, foram inseridos 4.979 aprendizes no quadro de funcionários das empresas. Em 2011, 11.459 aprendizes foram inseridos, seguidos por 23.483 em 2012 e 29.647 em 2013. Até fevereiro deste ano, empresas inseriram 2.483 aprendizes em seus quadros de pessoal.

Alice: Até fevereiro deste ano, empresas inseriram 2.483 aprendizes em seus quadros de pessoal. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Alice: Até fevereiro deste ano, empresas contrataram 2.483 aprendizes. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Alice ponderou, no entanto, que “esses números eu retirei dos resultados de fiscalização, não são os números gerais que a empresa demonstra na RAIS e no Caged. Eles englobam todas as inserções que a empresa fez, não apenas aquelas obtidas por meio da ação fiscal”.

Ela acrescentou que o Ministério do Trabalho “deu um grande passo” ao criar o Cadastro Nacional de Aprendizagem, um banco de dados com informações de todas as instituições de formação profissional. O objetivo do cadastro é também analisar os cursos propostos para validá-los, ou não, explicou a auditora.

“A portaria 723, a mais recente sobre o cadastro, institui um itinerário formativo mínimo para qualquer aprendizado. Por exemplo, na parte teórica básica ela traz comunicação expressão, raciocínio logico matemático, noções de direito do trabalho, noções de cidadania. Então qualquer itinerário formativo dessas entidades formadoras tem de passar por isso”, alertou.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Artigo: Romper barreiras rumo à inclusão profissional das pessoas com deficiência

Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor.

——————————————————————————————————————————

Por Grácia Fragalá*


Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443













Muito se tem dito a respeito das cotas para pessoas com deficiência nas empresas. Muitos consideram difícil ou até impossível o cumprimento da legislação em vigor, alegando falta de formação e qualificação para o trabalho ou impossibilidade de inclusão em empresas cujas atividades oferecem “riscos” ao trabalhador com deficiência.  Outros alegam que as pessoas não aceitam as propostas de trabalho por receio de perder o BPC – Beneficio de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS [1].

As pessoas que atuam na defesa da inclusão afirmam que as oportunidades oferecidas são para atividades de baixa complexidade, operacionais, pouco atrativas e que as pessoas mais qualificadas não têm oportunidades compatíveis com suas potencialidades. Além disso, alegam que as vagas são destinadas a pessoas com deficiências leves, para evitar investimento em acessibilidade ou tecnologias assistivas. Há razão ou verdade nessas afirmações?

Pode-se dizer que são “argumentos-armadilha” –  senão vejamos: quem tem o poder de contratar parte da premissa que as pessoas com deficiência não são qualificadas, desta forma, oferecem vagas de baixa complexidade e pouco atrativas, isso implica que pessoas com mais qualificação não se sentem atraídas para essas oportunidades. Essa prática faz com que os contratantes conheçam apenas o universo das pessoas com menor qualificação que se apresentam buscando as oportunidades oferecidas e não o universo total das pessoas com deficiência, reforçando o preconceito de que são despreparadas. Por sua vez, os mais qualificados ampliam sua convicção de que não há oportunidades para eles nesse mercado voltado para o cumprimento das cotas.

Como conduzir a situação para ter melhor desfecho?  De modo geral, o sistema de cotas é visto como medida afirmativa necessária para dar visibilidade à causa da inclusão e, em sua maioria, empregadores demonstram disponibilidade para contratar pessoas com deficiência em suas empresas. O que falta fazer, então, para que a inclusão se torne uma realidade?

Barreiras

Como afirma o presidente Paulo Skaf na cartilha Inclusão Social e Profissional – Valorização da Capacidade de pessoas com deficiência no mercado de trabalho lançada pela FIESP no evento que comemorou os 22 anos da Lei de cotas, “as barreiras presentes no cotidiano, sejam elas físicas ou comportamentais, desafiam a imaginação e apontam para a urgência de atitudes focadas na integração”. Colocar foco na questão das barreiras é tocar num ponto nevrálgico da questão. É sabido que a simples remoção das barreiras arquitetônicas nos locais de trabalho permitiria a integração social e profissional de muitas pessoas com deficiência, cuja limitação encontra-se na locomoção.

Há também que se ressaltar a falta de transporte acessível, a falta de acesso à escola de qualidade e aos equipamentos de habilitação e reabilitação em saúde, bem como a dificuldade para obtenção de ajudas técnicas. Esses fatores aprofundam a exclusão e afastam ainda mais as pessoas com deficiência das oportunidades de trabalho digno.

No entanto, há que se enfrentar a barreira comportamental, a que impede a aceitação e o convívio com a diferença. Encontra-se aí o fator que dificulta a remoção das outras barreiras pela negação, a priori, “da possibilidade de”, “da capacidade para”. Em sendo assim, não há inclusão possível, tudo será difícil, nada pode ser feito…

O último balanço do Sistema Nacional de Emprego (Sine) constatou que, “entre maio de 2012 e abril de 2013, quase 47 mil vagas foram oferecidas pelas empresas para pessoas com deficiência”. De acordo com os números registrados, mais de 119 mil vagas aceitavam a participação de todas as pessoas, inclusive as com deficiência. “Assim, 166.525 vagas foram captadas no total. Foram encaminhados para entrevista 78.526 trabalhadores com deficiência, dos quais 8.763 estão incluídos no mercado de trabalho.” Esses números mostram o tamanho do desafio!

Ações existem e merecem ser destacadas:

  • O projeto de Lei (nº 7.699/2006) que cria um Estatuto para a pessoa com deficiência, sob a relatoria da deputada Mara Gabrilli esteve em consulta pública até o dia 25/11 para receber a contribuição da sociedade e avançar na conquista de direitos. Saiba mais: www.maragabrilli.com.br/estatuto.
  • A criação da Câmara Paulista para a Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado Formal de Trabalho, pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP) para buscar maior participação de instituições da sociedade civil na luta pela inclusão e que tem por objetivo “estimular os estudos, promover o debate e a mobilização para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, bem como apoiar ações voltadas para a implementação e o aperfeiçoamento da Legislação relacionada ao tema”.
  • É necessário mencionar a relevante atuação da Indústria que, segundo dados da RAIS/2011, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) proporcionou 42.063 postos de emprego formal, 38% do total dos 110.605 empregos formais para pessoas com deficiência e reabilitados no Estado de São Paulo, e vai além, desenvolvendo ações de educação e conscientização dos atores do setor; proporcionando formação e desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência; implantando o Programa Sou Capaz; oferecendo curso para profissionais de RH das indústrias, com objetivo de oferecer condições para a implantação de programas de Inclusão estruturados e sustentáveis; o projeto cão-guia; as ações do SESI e SENAI, enfim uma gama de serviços para promover inclusão com ênfase na pessoa e seu desenvolvimento integral.

Seria possível elencar inúmeras outras boas práticas, que demonstram o muito que se tem realizado, porém sem perder de vista que há um longo caminho a percorrer na direção de uma sociedade mais justa, inclusiva e solidária que respeite as diferenças individuais e valorize as potencialidades da pessoa humana, independente de uma ou outra limitação.


[1] BPC – Beneficio de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS,  é um benefício da assistência social, integrante do Sistema Único da Assistência Social – SUAS, pago pelo Governo Federal, cuja a operacionalização do reconhecimento do direito é do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e assegurado por lei, que permite o acesso de idosos e pessoas com deficiência às condições mínimas de uma vida digna.


* Grácia Elisabeth Fragalá é membro do Comitê de Responsabilidade Social (CORES) da FIESP e trabalha há mais de 20 anos na área de saúde e segurança do trabalho, gestão de saúde suplementar e ocupacional. Atualmente, é gerente da Divisão de Segurança no trabalho da empresa Telefônica/Vivo em São Paulo.




Senai-SP investiu R$ 8,2 milhões e mais que triplicou vagas para aprendizagem industrial em Itu desde 2007

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp, de Itu

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional da Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Paulo Skaf, apresentou, na manhã desta sexta (01/11), em Itu, os investimentos realizados na escola Ítalo Bologna – unidade que é referência no ensino e qualificação de pessoas com deficiência.

“O Senai-SP investiu nessa unidade R$ 8,2 milhões desde 2007”, afirmou Skaf.

Segundo o presidente das duas instituições, a escola ampliou a oferta para jovens aprendizes nos últimos três anos. “O número de vagas em aprendizagem industrial da escola passou de 292 para 977, ou seja, mais que triplicou nos últimos anos. Já o numero de cursos foi ampliado de três para oito”, afirmou.

Além disso, Skaf informou que, destes 977 alunos, apenas 17 estão desempregados. “Ou seja, 960 já estão inseridos no mercado de trabalho”, disse.

Skaf durante a visita à escola de Itu nesta sexta-feira (01/11): de 977 alunos, apenas 17 estão sem emprego. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf durante a visita à escola de Itu: de 977 alunos, apenas 17 estão sem emprego. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


De acordo com ele, nesse mesmo período, foram criados quatro cursos técnicos: técnico em mecânica, eletroeletrônica, eletromecânica e informática. “Somando tudo, temos 448 novas vagas, todas gratuitas. Já o total de horas de serviços técnicos e tecnológicos saltou de 8 mil para 22 mil horas”.

Novos laboratórios

Além disso, cinco novos laboratórios foram criados em áreas como eletrônica, informática e eletromecânica. “Enfim, todos os setores de atuação da escola receberam investimentos”.

Skaf ressaltou a necessidade de transformação da sociedade por meio da educação. “O Senai-SP dá oportunidade de desenvolvimento – e isso é muito especial”. Ele ainda afirmou que a unidade do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) de Itu, que está em fase de conclusão, será inaugurada em dezembro deste ano.

O agradecimento a todos os colaboradores que fazem do Senai-SP uma instituição que é referência para todo o Brasil não ficou de fora. “O Senai é realizador, feito de guerreiros, de 18 mil batalhadores. Faz muito para São Paulo, para a educação, para a formação profissional, para a indústria, enfim, para toda nossa sociedade”, encerrou.

Em nome da inclusão

Fundado em 1947, o Senai de Itu é um dos mais antigos da rede e, desde novembro de 1996, desenvolve políticas específicas para o desenvolvimento e difusão de metodologias e tecnologias de inclusão de pessoas com deficiência.  Além de oferecer cursos de capacitação para a comunidade em geral, a unidade atende empresas que desejam desenvolver projetos de inserção de profissionais com esse perfil no mercado de trabalho.

O superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni,  afirmou que a ampliação das instalações e da capacidade de atendimento de alunos é o resultado da visão empreendedora de Paulo Skaf, ”que apoiou incondicionalmente as melhorias necessárias para a unidade”.

A escola Ítalo Bologna, em Itu: investimentos em cursos técnicos e novos laboratórios. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A escola Ítalo Bologna, em Itu: investimentos em cursos técnicos e laboratórios. Foto: Everton Amaro/Fiesp


De acordo com Vicioni, com as melhorias recebidas, a unidade de Itu passa a atender com ainda mais qualidade as grandes demandas da indústria da região.

Vicioni ressaltou ainda o trabalho que a escola faz na educação e na qualificação de pessoas com deficiência. “É desta escola que nascem todos os programas e iniciativas que atendem as escolas no estado”, explicou.

De acordo com José Rubens Nunes, secretário da Prefeitura de Itu que falou em nome do prefeito local, Antonio Luiz Carvalho Gomes, a parceria entre o município e as instituições, “faz com que a cidade tenha, ao longo dos últimos anos, se tornando um  polo atrativo de empresas, com alta criação de empregos”.

Fórum ‘Sou Capaz’: Estado de São Paulo já emprega 100 mil pessoas com deficiência; meta é chegar a 250 mil

Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp

A Lei nº 8.213/91, chamada “Lei de Cotas”, completa 21 anos no próximo dia 24 de julho – e com bons frutos, na avaliação do superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo José Roberto de Melo.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

José Roberto de Melo, superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo

“Somente no Estado de São Paulo, há 100 mil pessoas [com algum tipo de deficiência] no mercado de trabalho; a meta é chegar 250 mil”, disse Melo ao participar do Fórum Setorial “Sou Capaz”, realizado nesta quarta-feira (27/06) na sede da Fiesp/Ciesp, com a presença de sindicatos, seus associados, diretores regionais e empresas associadas às duas entidades.

O evento teve como finalidade apresentar conceitos sobre a obrigatoriedade imposta pela Lei e esclarecer suas regras e aplicações para a contratação de profissionais com deficiência nas empresas brasileiras.

O último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE) revelou que 24,5% da população brasileira têm algum tipo de deficiência. Segundo o gerente Regional do Trabalho e Emprego, Carlos Alberto de Oliveira, essa grande massa de deficientes encontra-se em casa, não tem acesso à educação e muitos são analfabetos.

“Este é o problema, porque o mercado procura aqueles mais preparados, com qualificação e educação. As empresas buscam pessoas com deficiência leve para preencher o quadro de cotas”, pontuou.

O debate também contou com a participação da coordenadora geral dos Serviços Previdenciários e Assistenciais do INSS, Renata de Sá.

Programa Sou Capaz

O “Sou Capaz” é parte do esforço da Fiesp no sentido de buscar equivalência de oportunidades para todos os cidadãos, ampliando cada vez mais sua participação na formação do capital humano no Estado de São Paulo. Foi criado, por meio do seu Departamento de Ação Regional (Depar), para atender uma real necessidade da Indústria relativa ao cumprimento da Lei nº 8213/91. Sua missão é buscar facilitadores para o cumprimento da Lei pela indústria e a efetiva e eficiente inclusão das pessoas com deficiência (PcD) no mercado de trabalho.

O programa contempla a consolidação de dados e informações socioeconômicos, legais e jurídicos, visando à integração entre a indústria, o poder público, as instituições de ensino e a sociedade, para que todos passem a participar do processo de “gestão do Capital Humano” de maneira estratégica, planejada e conjunta, bem como articular políticas públicas para a sua melhoria.

Saiba mais no site: http://www.fiesp.com.br/trabalhadores-com-deficiencia/programa-sou-capaz/

Seminário da World Bike Tour discute inclusão social, drogas e bem-estar na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

Mário Frugiuele, 1º diretor-secretário em exercício da Fiesp

Sob o compromisso com o bem-estar físico, social e mental, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vai sediar até esta quinta-feira o VI Seminário Internacional – Saúde, Esporte e Ação Social, promovido pela World Bike Tour (WBT|), organização portuguesa que realiza pedaladas anuais em todo mundo em prol da atividade física como fonte de saúde.

“Com um evento esportivo de alto impacto, que é um passeio de bicicleta com oito mil pessoas, assuntos que permeiam a cidade como drogas, deficiência física passam a ser discutidos”, afirmou o Mário Frugiuele, 1º diretor-secretário em exercício da Fiesp. “A Fiesp enxerga isso de forma muito positiva.”

Este ano, a WBT vai prestigiar a cidade São Paulo em seu aniversário colocando oito mil participantes na rua para pedalarem por 10 quilômetros. O percurso do passeio terá início na Ponte Octávio Frias de Oliveira (ponte estaiada) e seguirá pela Marginal Pinheiros, com ponto final na Cidade Universitária. As inscrições estão encerradas.

A primeira edição da WTB fora do continente europeu aconteceu em São Paulo em 2009. No ano passado, pelo menos sete mil participantes pedalaram pelas ruas da capital paulista; 100 pessoas com alguma deficiência física assumiram a frente do pelotão de bicicletas que faria o circuito.

O tema inclusão social e bem-estar também faz parte das discussões no seminário preparatório para o passeio deste ano. O primeiro dia do evento reuniu autoridades, representantes do governo e empresários para debater sobre como prevenir doenças e combater o sedentarismo e as drogas.

“Este seminário vem ao encontro da linha mestra da saúde: bem-estar físico social e mental. A Secretaria é da Saúde, não deveria ser uma Secretaria da doença. Ele vai ao encontro daquilo que a medicina propõe: atividade física”, afirmou Antônio Neto, que representou o secretário municipal da Saúde, Januário Montone.

Segundo Neto, um dos fatores de maior incidência de doença é o sedentarismo. “Infelizmente hoje a sociedade anda sentada, isso é lamentável.”

Drogas

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539779443

João Goulão, presidente do Observatório da Europeu da Droga

Na carona do bem-estar, os envolvidos na organização do Bike Tour reiteram a mensagem de combate às drogas.

João Goulão, presidente do Observatário Europeu da Droga, compartilhou a experiência da organização em diminuir os índices de consumo e tráfico de drogas em Casal Ventoso, bairro da região portuária de Lisboa conhecido pelo tráfico e consumo de drogas.

“Era uma realidade que se comparava facilmente à Cracolândia aqui de São Paulo. E os traficantes eram pessoas como os antigos trabalhadores do porto que perderam seu emprego após a perda significativa de nossa marinha mercante após a descolonização”, contou o presidente do Observatório. O tráfico de drogas na região ainda existe, mas em menor escala, acrescentou ele.

Goulão veio à São Paulo compartilhar sua experiência de combate às drogas em Lisboa no momento em que a Polícia Militar completa 16 dias de ocupação na Cracolândia, região povoada por usuários e traficantes de drogas no centro da cidade, e enquanto o Ministério da Saúde anuncia uma verba de R$ 6,4 milhões para tratamento de dependentes de drogas em 2012.

No segundo dia, o seminário na sede da Fiesp vai apresentar o livro Drogas, como obter ajuda e orientação.