Senai-SP deve superar 8.500 matrículas para pessoas com deficiência em 2014

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

O número de matrículas para cursos de capacitação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) para pessoas com deficiência saltou de 255 em 2005 para 8.080 em 2013 e deve superar a marca de 8.500 em 2014, informou nesta segunda-feira (31/03) o diretor técnico da entidade, Ricardo Terra.

Segundo ele, toda a rede Senai do estado de São Paulo está preparada, em articulação com a escola de Itu, para receber alunos com deficiência física.

Ricardo Terra: Senai-SP está preparado, em articulação com a escola de Itu, para receber alunos com deficiência física. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A unidade do Senai-SP em Itu funciona como um “centro de inteligência especializado nesse aprendizado”, disse Terra no Fórum Sou Capaz – Promovendo a Inclusão Profissional, organizado pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Em sua apresentação, o diretor técnico explicou o modelo de ensino elaborado pelo Senai-SP para atender à formação de pessoas com deficiência. Para atender às necessidades desse aluno, a escola inicia um diálogo com ele, um diálogo com a empresa e a partir dessa aproximação, propõe a solução para a inclusão.

“Só existe educação plena quando você combina uma boa educação geral com uma boa educação profissional. E no diálogo com o sujeito você consegue compreender melhor quais são os gaps que existem naquela pessoa do ponto de vista de habilidades básicas da educação e a partir daí combina, através de um programa, uma orientação de escolarização junto com a formação profissional”, explicou.

“Então você tem uma solução efetiva de inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho”, completou Terra.

Inclusão no Esporte

Durante a abertura do Fórum Sou Capaz, a Fiesp e a Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo assinaram uma carta de intenções para a criação do programa “Meu Novo Mundo”.

O objetivo do projeto, conforme explicou o diretor titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp, Sylvio de Barros, é o de inserir pessoas com deficiência no Programa Atleta do Futuro (PAF), do Serviço Social d Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

A abertura do evento contou com a participação da secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, e do Tribunal Regional do Trabalho e do ministério do Trabalho.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Francini lista ações promissoras do governo para estimular indústria em reportagem da Carta Capital

Agência Indusnet Fiesp

A reportagem “Investimento em câmera lenta. Por quê?”, da revista Carta Capital, edição nº  737, de 27/02, traz a análise de grandes empresários, economistas e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, sobre a economia e os empecilhos que limitam o crescimento do país.

Segundo a reportagem, é decisivo destravar o investimento para acelerar a inclusão social e espantar o “dragão da inflação”.

Um dos entrevistados, o diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) do Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, listou cinco ações recentes consideradas promissoras pelos empresários: o corte da taxa Selic, taxa de câmbio (que foi de RS 1,75 para a casa dos R$ 2), desoneração de tributos, maior capacidade de financiamento do BNDES e redução do custo das tarifas elétricas.

Na avaliação de Francini, no entanto, “a crise nos países desenvolvidos joga contra e deprime a demanda mundial por manufaturados”.

Clique aqui e veja reportagem na íntegra.

Senai-SP lança ‘Os Caminhos da Inclusão’ na Bienal Internacional do Livro

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Sandra Chang e Marta Gil durante debate antes do lançamento do livro "Os Caminhos da Inclusão"

Com a ideia de resgatar a atuação pioneira e inédita do Senai-SP voltada à inclusão de pessoas portadoras de deficiência, a Senai-SP Editora lançou quinta-feira (16/08) , na 22ª Bienal Internacional do Livro, a obra Os Caminhos da Inclusão, escrito por Marta Gil, socióloga e consultora do Senai-SP e Sandra Chang, especialista em Educação Profissional do Senai-SP.

Marta Gil explicou que a concepção do livro, que integra a coleção Engenharia da Formação Profissional foi ideia do professor Walter Vicioni, superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP. “A atuação precursora da entidade no sentido de incluir os jovens cegos, surdos ou mudos na formação profissional vem de 1953 com o Serviço de Adaptação Profissional de Cegos, em uma época em que ninguém nem imaginava em fazer isso. Então foi muito importante resgatar esse começo e mostrar toda a trajetória até hoje”, explicou a consultora do Senai-SP.

Desde então, muita coisa mudou. No livro, que reúne depoimentos de professores e funcionários do Senai-SP, Marta e Sandra contam que no começo dos trabalhos inclusivos da entidade havia apenas portadores de deficiência visual e, com o passar do tempo, outras pessoas com diferentes necessidades especiais – incluindo autistas – começaram a ser preparadas nas escolas.

“Estas pessoas estão sendo mais bem instruídas, e nisso o Senai-SP se destaca em todo o Brasil. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) apontam que, em todo o país, existem 310 mil pessoas com todos os tipos de deficiência no mercado de trabalho”, sublinhou Marta.

Marta Gil recebeu leitores e autografou o livro "Os Caminhos da Inclusão", da Senai-SP editora

Sandra Chang afirmou que o trabalho de produção exigiu muitos resgates históricos. “Foram feitas diversas entrevistas, fotos e visitas com diretores de escolas, um grande trabalho de pesquisa e de garimpo dessas informações. Contamos com a colaboração de muitos professores e profissionais do Senai-SP que se envolveram neste livro, que demorou mais de um ano para ser produzido”, esclareceu.

O livro Os Caminhos da Inclusão possui versão acessível em “Daisy” (Digital Accessible Information System), padrão mundial para a produção de livros acessíveis a pessoas com deficiência visual ou limitação na leitura.

“O livro é dedicado à memória do professor Geraldo Sandoval de Andrade, de Dorina de Gouvêa Nowill, aos profissionais do Senai-SP, de entidades e empresas que acreditaram no potencial das pessoas com deficiência e aos pioneiros trabalhadores com deficiência visual que deram o seu melhor, enfrentando a descrença e a discriminação, sem saber que estavam abrindo o caminho para a inclusão”, finaliza Marta Gil.

Livros de memórias e de vanguarda da Editora Senai-SP são destaques na Bienal

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

A expertise tecnológica do Senai estará presente na 22ª Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, com os lançamentos  da estreante Editora Senai-SP. Entre os títulos estão obras de temas de vanguarda, como Nanomundo: um universo de descobertas.

A publicação mostra essa novíssima vertente tecnológica que já deixou de ser uma das grandes fronteiras da ciência contemporânea para constituir uma verdadeira aventura pelo mundo que conhecemos.

O público da Bienal poderá fazer um  imersão no universo da nanotecnologia ao visitar as carretas do Senai que estarão abertas para visitação durante a feira. Neste espaço, todas as aplicações e possibilidades da ciência das nanopartículas poderão ser vistas a olho nú. Confira!


Resgate histórico
Outros dois títulos de  relevância histórica e com enfoque na produção industrial também estarão expostos na Bienal: De homens e máquinas – Roberto Mange e a formação profissional e Caminhos da Inclusão.

De homens e máquinas, reedição comemorativa aos 70 anos do Serviço Nacional de Aprendizagem Social (Senai-SP),  resgata o pioneirismo que cercou a criação da entidade na primeira metade do século 20, quando um grupo de visionários se uniram  para criar uma instituição de ensino e,  sobretudo, apostar no futuro do País.

 

Caminhos da Inclusão retrata a longa trajetória da entidade na formação profissional de pessoas com deficiência. Escrito pela socióloga Marta Gil, autora de obras sobre  educação inclusiva, o livro narra momentos como a implantação do Serviço de Adaptação Profissional de Cegos no ano 1953, um projeto considerado utópico na época, mas que viabilizou o ingresso de joven cegos, surdos ou com outras deficiências no mercado de trabalho.

A publicação impressa acompanha versão em CD com acessibilidade para deficientes visuais.

 

A Editora Senai-SP está lançando durante a Bienal do Livro outros títulos. Para conferir o catálogo , clique aqui.

 

Debates sobre os livros

Durante a 22ª Bienal Internacional do Livro, o Sesi-SP e Senai-SP promoverão em seu estande  (Rua E, nº 80) uma série de debates sobre suas produções.

Nesta sexta-feira (10/08), às 19h, é a vez do livro De homens e máquinas – Roberto Mange e a formação profissional, em comemoração aos 70 anos do Senai.

No sábado (11/08), às 15h, acontece a Mesa de Debate sobre Os Avanços da Tecnologia e lançamento do livro Nanomundo: um universo de descobertas.

E no dia 16, às 19h, haverá encontro com a autora com Marta Gil e os especialistas Sandra Rodrigues da Silva e Aguinaldo Silva Garcês debaterem sobre o enfoque o livro Os Caminhos da Inclusão.

Fiesp e Firjan promovem seminário ‘Lideranças empresariais’ no Humanidade 2012

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O Seminário “Lideranças Empresariais” compõe a agenda das Federações das Indústrias dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro (Fiesp e Firjan) nesta quarta (20/06) e também na quinta-feira (21/06), no Humanidade 2012 – iniciativa das entidades e outros parceiros em paralelo à Rio+20.

Seis painéis integram o seminário. Na quarta-feira (20/06) acontecem os primeiros três:

Caminhos para uma Nova Economia – Aborda os desafios para o desenvolvimento que atendam a todos com sustentabilidade. O painel discutirá a contribuição do setor empresarial para o equilíbrio entre objetivos ambientais, sociais e econômicos como pilares do desenvolvimento.

Energias para um Novo Mundo – Estabelece políticas públicas com vistas a ampliar o uso de fontes renováveis, sobretudo na matriz energética dos países desenvolvidos. No caso dos países em desenvolvimento e daqueles de menor desenvolvimento relativo, é preciso também assegurar, além da oferta, o acesso à energia para as populações. Dentre as fontes renováveis, a energia hidráulica, a cogeração de energia elétrica, a partir da biomassa e a energia eólica são competitivas comparadas às outras fontes convencionais.

Tecnologias para a Sustentabilidade – Foca a transição para um novo modelo econômico, o que envolve uma verdadeira revolução tecnológica. Essa revolução terá impactos na estrutura de produção e nos padrões de consumo. A adaptação e a disseminação de tecnologias sustentáveis devem se tornar prioridade. A cooperação tecnológica para a sustentabilidade torna-se um desafio urgente, com o qual os países precisarão colaborar para que outros possam absorver, adaptar e difundir as tecnologias, além de criar novas.

Para a quinta-feira (21/06), estão programados os painéis:

Crescimento com Inclusão Social – Coloca a necessidade do Brasil e do mundo de desenvolver e gerar riqueza para incorporar segmentos expressivos de sua população aos benefícios de um mercado de consumo de bens industriais. Essa ideia se distancia da visão que preconiza a imobilização de recursos naturais, aproximando-se de noções como manejo sustentável de recursos naturais, ecoeficiência, entre outras.

Segurança Alimentar – Mostra o tênue equilíbrio entre oferta e demanda do atual cenário. O caso dos grãos exemplifica essa situação: somando-se o que o mundo produziu e consumiu desses produtos nos últimos dez anos, chega-se a um superávit de apenas 7 milhões de toneladas, o que representa 4,3% da safra brasileira. Esse fenômeno é resultado, especialmente, de um choque de consumo causado pelos países em desenvolvimento, que vem apresentando crescimento econômico e da renda per capita acima da média mundial, além do forte ritmo de urbanização em mercados como a China. A solução para essa equação está em potencializar os ganhos de produtividade, por meio de inovações tecnológicas no setor.

Sustentabilidade Empresarial e Governança – Expõe a disposição de empresas líderes mundiais em inserir a sustentabilidade no seu core business. Ser sustentável e contribuir para a sustentabilidade local e global vêm deixando de ser um aspecto pontual para tornar-se parte da visão e da missão de corporações referência em todo o mundo. Atuar pela sustentabilidade não é apenas possível: é uma tendência sem volta.

O Humanidade 2012 é uma realização da Fiesp, do Sistema Firjan, da Fundação Roberto Marinho, do Sesi-SP, Senai-SP, Sesi Rio e Senai Rio, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal, concebida para realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 22 de junho. O espaço de exposições é aberto ao público e a agenda completa de eventos pode ser consultada no site http://www.humanidade2012.net. A reunião será transmitida ao vivo pelo site.

Serviço
Humanidade 2012 – Seminário Lideranças Empresariais
Local: Forte de Copacabana (Espaço Cultural), Rio de Janeiro
Data/horário: 20 e 21 de junho de 2012

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Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente lança campanha Uma ação que Vale um Milhão

Agência Indusnet Fiesp

Garantir um futuro melhor para crianças e jovens carentes do estado de São Paulo. Com esse objetivo, o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente lançou a campanha Uma Ação que Vale um Milhão, iniciativa que conta com o apoio da Fiesp e de outras entidades de classe.

A campanha tem como objetivo orientar os empresários e toda a sociedade sobre a possibilidade de doar parte do Imposto de Renda para projetos realizados pelos Conselhos e Fundos Municipais da Criança e do Adolescente (Fumcad), entidades que desenvolvem e apoiam atividades voltadas à inclusão de milhares de jovens carentes.

De acordo com a entidade, ainda é pequeno o número de cidadãos e empresas que conhecem e fazem uso do incentivo, previsto em lei. Todos os anos, o Fumdac da cidade de São Paulo, por exemplo, deixa de arrecadar cerca  de 250 milhões de reais, valor suficiente para atender 100 mil crianças carentes.

Veja aqui como participar do projeto.

Indústria paulista é 2ª maior empregadora de pessoas com deficiência, diz estudo da Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Da esq. p/ dir.: Marcos Belizário, José Roberto Ramos Novaes e José Roberto de Melo

No terceiro e último dia da 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho foi discutida durante o II Fórum Sou Capaz. Durante a exposição foi apresentado o relatório O Cenário do Trabalho da Pessoa com Deficiência no Estado de São Paulo, produzido pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp.

“Como muitas indústrias estavam com problemas com a fiscalização e sentiam dificuldades em cumprir a Lei nº 8.213/91, a Lei de Cotas, o Depar passou a trabalhar não só esta questão, mas também a valorização deste grupo do capital humano”, sublinhou Cristiane Gouveia, coordenadora do Programa Sou Capaz.

Realizado com base nos dados levantados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Organização Mundial da Saúde (OMS), o relatório tem como objetivo viabilizar uma inclusão eficiente e eficaz com a contratação das pessoas com deficiência, além de realizar um trabalho de retenção deste contingente pelas empresas.

Também faz parte da proposta identificar em quais áreas e que ocupações estas pessoas desempenham na indústria. “Alguns setores não têm essa possibilidade em razão da insalubridade e periculosidade, e o relatório permite a compreensão do cenário e sinaliza a existência de outras categorias de deficiências que são adaptáveis”, explicou Cristiane. Segundo ela, o relatório será realizado e aprofundado em sua totalidade a cada dois anos, com abordagem de um único setor a cada semestre.

Mercado de trabalho

O estado de São Paulo, conforme dados da Rais, em 2010, possui 12.873.605 empregos formais, dos quais 100.305 são de pessoas com deficiência, habilitadas, ou reabilitados.

Deste número, a indústria contratou 37,36%. De acordo com o estudo do Depar/Fiesp, a indústria ocupa a segunda colocação no ranking de contratações, atrás apenas do setor de serviços e administração pública (veja gráfico abaixo).

Com os impactos da crise financeira mundial de 2008 a 2009, o setor industrial adequou seu quadro de funcionários para atender a normas jurídicas que interferiram na inclusão das pessoas com deficiência, o que ocasionou uma pequena queda nas contratações.

Porém, mesmo com o panorama econômico atribulado, entre 2009 e 2010 houve um aumento significativo de crescimento de admissões e retenção de profissionais.

O gráfico aponta que pessoas com deficiência física e auditiva foram as mais absorvidas pelo mercado, devido à facilidade destas pessoas em se adaptarem às acessibilidades estrutural, comportamental e atitudinal.

Qualificação profissional

O relatório indica que a falta de capacitação tem sido um dos principais entraves para a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Algumas ocupações exigem qualificação específica, o que não se limita ao setor industrial.

O emprego formal de analfabetos e formados até o 5º ano do ensino fundamental é inferior aos formados nos ensinos médio e superior, resultando na defasagem da educação fornecida pelas escolas públicas e privadas no Brasil.

A exigência do mercado de trabalho em relação à educação vem, desde 2008, alterando este cenário, no qual apresentou ascensão na contratação de pessoas com formação nos ensinos médio e superior, colaborando assim, para o aprimoramento da mão de obra qualificada.

Ainda com base nos dados da Rais entre 2008 a 2010, os profissionais da indústria com deficiências auditiva e física possuem as maiores remunerações médias em relação aos demais.

Eficiência

Para Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp, o Programa Sou Capaz dá subsídios à discussão do tema. “As pessoas capazes são as que buscamos para a indústria, e estamos trabalhando as diversidades”, afirmou.

Ela frisou ainda a importância das políticas estruturantes, pois as políticas compensatórias, embora significativas para o debate, não são permanentes. “As políticas estruturantes diminuem a vulnerabilidade social e aumentam a capacidade de geração de renda ao longo do tempo”, analisou a diretora.

PROJETO DO SESI-SP VISA A INCLUSÃO SOCIAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

No Brasil, de acordo com o Censo de 2000, existem cerca de 150 mil pessoas cegas e 2,4 milhões com grande dificuldade de enxergar.
Contudo, há menos de 100 cães-guias treinados no País.

Com o objetivo de ampliar o acesso a esse importante recurso de inclusão social, o Serviço Social da Indústria de São Paulo desenvolveu o Projeto Cão-Guia Sesi-SP que beneficiará trabalhadores da indústrias com deficiência visual.

Fórum Sou Capaz traz mapeamento inédito de emprego para pessoas com deficiência

Solange Borges, Agência Indusnet Fiesp

O II Fórum Sou Capaz será realizado este ano em conjunto com a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental com o tema “Mercado de trabalho e tecnologias assistivas para pessoas com deficiências”. Este debate fará parte da programação de sustentabilidade que encerra o Congresso, no dia 23/11, pois as duas atividades se complementam.

No Fórum, o Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp apresentará mapeamento regional inédito, a fim de verificar a evolução da contratação de pessoas com deficiência e reabilitados em atendimento à Lei de Cotas (nº 8213/91) no Estado de São Paulo.

Hoje, os setores de serviços e a administração pública são os maiores contratantes, seguido pela indústria. Porém, um dos problemas apontados pelo estudo é a falta de capacitação.

O estudo se baseia em dados do Ministério do Trabalho, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Organização Mundial da Saúde (OMS) e na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), compreendendo o período de 2008 a 2010.

De acordo com a OMS, cerca de 10% da população mundial possuem algum tipo de deficiência, cenário divergente do apontado pelo IBGE, que aponta 14% para o Brasil (a partir do censo de 2000). Resultado: 24,6 milhões habitantes, no país, sendo que mais de 5,8 milhões residem no Estado. A RAIS apontou, em 2010, em São Paulo, quase 13 milhões de empregos formais, dos quais 100 mil são de pessoas com deficiência, habilitadas ou reabilitadas.

Talk show

Um dos momentos esperados do Sou Capaz é o “Gente que quebra paradigma”, talk show com presença confirmada do jornalista Osmar Santos e do radialista Paulo Soldate (Rádio Globo). A atriz Tábata Contri, o maratonista internacional Edmar Wilson Teixeira de Souza e a atleta Marinalva de Almeida, recordista brasileira em salto a distância para amputados, também participarão desta atividade comprovando que limites podem ser superados.

Haverá ainda apresentação de cases dos setores produtivos, como Duratex, Telefonica, TRW Automotive e Projeta – Ação Urbana Consultoria em Responsabilidade Social e Arquitetura Sustentável. E o lançamento de edital Sesi/Senai para indústrias que querem desenvolver programas de políticas de inclusão.

Serviço
II Fórum Sou Capaz e 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental

Data/horário: 23/11, das 8h30 às 17h30
Local: Sede da Fiesp – Av. Paulista, 1313, 15º andar, Salão Nobre

Projetos do Inova Senai revelam preocupação dos alunos e docentes com temas sociais

Danusa Etcheverria, Agência Indusnet Fiesp

Kit para motos Wi-Light Security concorre à premiação na categoria Equipamentos

Equipes compostas por jovens alunos e professores do Senai-SP apresentaram seus projetos e invenções no Pavilhão de Exposições do Anhembi, zona norte da capital, durante a tarde desta segunda-feira (7) no Inova Senai.

Ao todo estão expostos 100 trabalhos inéditos – 16 de docentes e 84 de alunos –, em forma de equipamentos, materiais ou pesquisas em processos divididos em oito categorias.

Os trabalhos foram desenvolvidos por alunos dos cursos de Aprendizagem Industrial, Técnico e Tecnólogo e docentes de 54 escolas da instituição do estado de São Paulo. O objetivo é disseminar a cultura para a inovação tecnológica por meio do desenvolvimento de projetos e processos.

Muitos dos projetos revelam grupos de alunos sensibilizados e engajados com temas sociais, como a inclusão de deficientes e a segurança no trânsito. É o caso do Kit para motos Wi-Light Security desenvolvido por alunos da Escola Senai Hessel Horácio Cherkassky, em Cubatão, que concorre à premiação na categoria Equipamentos.

A invenção conecta os comandos de freio e setas da motocicleta com o capacete fazendo com que os alertas sejam visíveis, simultaneamente, na traseira do veículo e na cabeça do piloto. Uma das inventoras, Emanuella Santos Guimarães, de 19 anos, após pesquisa in loco com motociclistas e motoqueiros, observou que muitos acidentes de trânsito acontecem por problemas na sinalização. O grupo revela ainda expectativa de que o acessório torne-se de uso obrigatório de acordo com as leis de trânsito brasileiras.

Roupeiro que facilita a rotina doméstica dos cadeirantes concorre na categoria Responsabilidade Socia

Dois armários também chamaram a atenção do público e dos avaliadores. Um foi pensando especialmente para facilitar a rotina doméstica dos cadeirantes e o outro promete secar e deixar as roupas prontas para uso.

O primeiro concorre na categoria de Responsabilidade Social e foi desenvolvido por duas alunas do curso de Madeira e Mobiliário, da Aprendizagem Industrial.

Thayná Florentino e Maria Clara Marotti, ambas de 16 anos, planejaram e construíram um roupeiro que visa à inclusão social de pessoas com deficiência, mas que também pode ser aproveitado por portadores de nanismo e pessoas de baixa estatura. “Os cadeirantes e os baixinhos têm que fazer um verdadeiro malabarismo para alcançar compartimentos mais altos”, defenderam.

Um motor semelhante aos usados em automóveis para comandar o sobe e desce dos vidros das portas é a chave principal do projeto que eleva e abaixa, com segurança, prateleiras localizadas no alto. Ao toque de um botão, o compartimento móvel desce na altura da cintura dos cadeirantes. Com a customização realizada por meio da automação, a dupla espera alcançar uma medalha na competição acadêmica e, também, levar seu produto para o mercado moveleiro.

Armário que seca e deixa a roupa pronta para o uso em uma hora concorre na categoria Equipamentos

O segundo armário foi pensado após um morador de uma quitinete reclamar da falta de espaço para secar as roupas. O prático móvel feito de MDF e revestido de PVC seca até três quilos de roupas em apenas uma hora de funcionamento, gastando cerca de 1kw/h. E o melhor: as roupas já saem prontas para o uso.

De acordo com as pesquisas mercadológicas, o armário poderia ser vendido por cerca de R$ 2.000, já com uma margem de lucro de 30%. Este projeto concorre na categoria Equipamentos e já está ganhando a preferência do público.

Premiação

Os projetos serão avaliados por especialistas das oito categorias inscritas – cinco de alunos e três de docentes –, e os três melhores trabalhos de cada uma receberão medalha e certificado de participação. Design e segurança serão consideradas categorias transversais, abrangendo todas as categorias e áreas tecnológicas.

Embasado nos critérios de criatividade, originalidade e inovação, método científico, desenvolvimento do trabalho, demonstração, montagem final e resultados, o julgamento será realizado por comissão composta por representantes do meio acadêmico, instituições tecnológicas e empresas.

Os visitantes também poderão eleger o trabalho mais criativo. A votação será feita por meio de duas urnas eletrônicas instaladas nas extremidades da exposição. A premiação acontecerá na quinta-feira (10), às 15h, no Auditório Elis Regina.

Serviço
Inova Senai – 2011
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1209, Capital
Visitação: de 7 a 9 de novembro de 2011, das 9h às 17h
Entrada franca

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Especialistas defendem a inclusão e a manutenção dos idosos no mercado de trabalho

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Eduardo Nunes, presidente do IBGE

Em uma época na qual os idosos pensam cada vez mais em manter as atividades do dia a dia depois da aposentadoria, o Senai-SP realizou, em conjunto com o Senai Departamento Nacional nesta quinta-feira (6), o seminário “O Envelhecimento da Força de Trabalho: O que a Indústria tem a Ver com Isso?”.

Especialistas trouxeram à tona discussões sobre os impactos do envelhecimento na população brasileira e o papel da indústria neste contexto.

O economista Eduardo Nunes, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compartilhou com uma plateia de mais de 100 pessoas os temas que delinearam a evolução demográfica do País e a onda de população idosa no Brasil. Ele destacou que pessoas com idade acima de 65 anos representavam 4,8% da população brasileira em 1990; já em 2010 este índice aumentou para 7,4%, ou seja, mais de 14 milhões de idosos no País.

E como lidar com este novo Brasil? Nunes afirmou que são necessárias novas ações e programas voltados à terceira idade e defendeu ainda a criação de programas de inclusão dos idosos. “Não precisamos construir escolas, precisamos construir educadores e oferecer o melhor nível de ensino. Precisamos de um programa de integração e inclusão social, psicológica e econômica dos idosos na sociedade brasileira”, observou.

Eduardo Pereira Nunes afirmou que ainda não corremos o risco de ter um hiato de mão de obra. “O papel social da população idosa é exatamente o de preparar o jovem para o novo mercado de trabalho; já o papel individual é também o fato de que ele não pode sair do mercado de trabalho prematuramente do ponto de vista biológico”.

Entre os índices crescimento da população idosa em todas as faixas etárias, uma curiosidade: no Brasil, 23 mil pessoas possuem mais de 100 anos de idade. E a maior parte se encontra no Estado de Bahia.

Continuidade

Laura Machado, diretora da InterAge e consultora do Senai

Laura Machado, diretora da InterAge Consultoria em Gerontologia Ltda. e consultora do Senai, expôs o percurso que a questão do envelhecimento tem feito no cenário nacional e internacional. Para ela, é urgente a mudança organizacional e o entendimento das indústrias sobre a permanência dos idosos no mercado de trabalho.

A diretora afirmou que 70% dos brasileiros querem se manter ativos após a aposentadoria, de acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro (ABRH/RJ).

“O conceito de aposentadoria já ficou velho. Tínhamos este conceito da imagem de uma cadeira de balanço, dentro de casa, o que hoje não reflete a realidade”, ressaltou.

Mas por que os idosos querem continuar trabalhando? Entre as justificativas, Laura listou a necessidade financeira e do benefício do plano de saúde oferecido pelas empresas, prazer em trabalhar, manutenção da atividade psicológica e mental e a vontade de se manter produtivo.

Público presente ao seminário na Escola Senai Francisco Matarazzo, localizado no bairro do Brás, em São Paulo

“Não há barreiras para quem quer continuar ativo. O empresário Roberto Marinho (jornalista fundador da Rede Globo de Televisão, falecido em 2003) começou seu empreendimento aos 60 anos de idade, quatro décadas atrás”, disparou.

Laura discorreu sobre o Senai para a Maturidade, que tem como objetivo inserir na educação profissional o trabalhador em processo de envelhecimento e dar subsídios aos interlocutores para a sustentação do projeto.

Além disso, o programa visa conscientizar sobre a importância da manutenção da empregabilidade mediante o desenvolvimento de programas de qualificação.

Livro

Ao final do evento, foi lançado o livro do Programa Senai de Ações Inclusivas: Projeto Senai para a Maturidade, intitulado “O Envelhecimento Populacional Brasileiro e o seu Impacto no Mercado de Trabalho: Desafios e Oportunidades”. Para baixar a versão digital, clique aqui.

Igualdade de um ex-detento começa na contratação profissional, diz executivo da Odebrecht

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A variável de se empregar um ex-detento é a resistência por parte dos funcionários, mas é no processo de contratação que essa diferença diminui e o egresso que está disposto a se reintegrar à sociedade começa a se recuperar, afirmou Luciano Alfredo Bonaccini, executivo da Odebrecht.

Durante o segundo dia do Encontro Nacional do Programa Começar de Novo na sede da Fiesp, Bonaccini compartilhou com empresários e autoridades a experiência da construtora com sete apenados, ex-detentos, em uma obra no Estado de Minas Gerais entre 2007 e 2010.

“Os encarregados avaliaram bem essas pessoas. Trabalharam, se desenvolveram e tiveram sua oportunidade. Após o término da obra, os egressos voltaram ao mercado de trabalho”, afirmou o representante da companhia.

Ele alertou, no entanto, que cabe ao Estado desenvolver outros programas de reintegração depois que uma oportunidade profissional foi dada ao apenado.
“A obra terminou, e como dar continuidade a reintegração? Através de programas de oportunidade do Estado.”

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), idealizador do Programa Começar de Novo, concede um selo às empresas que oferecem oportunidades de trabalho para ex-detentos. A Odebrecht recebeu na manhã desta terça-feira (5) o selo do CNJ, após o trabalho realizado com os regressos em Minas Gerais.

Tranquilidade da obra

Bonaccini ainda afirmou que o maior desafio para a construtora durante o trabalho com egressos foi como manter a tranquilidade entre o quadro de funcionários da obra: “O ambiente de uma obra é relativamente tenso, são de duas a três mil pessoas em um ambiente restrito… em alguns casos temos obras com até dez mil funcionários.”

Antes da contratação de apenados, o departamento de Recursos Humanos da Odebrecht fez um levantamento para selecionar os encarregados de obra com perfil para realizar um trabalho com ex-detentos. “A pessoa que vai estar no dia a dia com o apenado tem que estar preparada para isso”, explicou Bonaccini.

Segundo o executivo, os operários se sentem receosos em trabalhar com apenados, principalmente, por conta de rotineiros momentos de tensão: “No momento de estresse, o apenado pode se declarar como ex-detento e dizer, por exemplo ‘toma cuidado comigo’. Isso já aconteceu. Então você precisa desarmar o espírito de postura de cárcere dele para o trabalho.”

Desfile de moda marca ressocialização de detentas

Alice Assunção e Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Na passarela, coleção criada por detentas de vários presídios do Estado

Um desfile diferente movimentou a sede da Fiesp na manhã desta terça-feira (6). A grife de moda Daspre, nome que faz referência ao fato de as roupas serem produzidas por detentas (das presas), demonstrou todo o potencial criativo e a capacidade de ressocialização de um grupo de sete mulheres paulistas.

Todas elas cumprem pena em regime semiaberto no Centro de Progressão Feminina do Butantã, em São Paulo. A primeira-dama de São Paulo e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado, Lu Alckmin, é madrinha do projeto, lançado em 2008 pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap).

“Me sinto muito honrada de ter sido escolhida madrinha desse projeto que resgata o ser humano. Que elas aproveitem a segunda chance que estão tendo em suas vidas”, disse, emocionada, a primeira-dama antes da apresentação.

Foram 16 entradas na passarela para exibir a coleção de roupas, que incluía

Após o desfile, modelos posam com Lu Alckmin (2ª da dir.p/esq.), madrinha do projeto

um vestido de noiva, criada por detentas de vários presídios do Estado. O programa ainda incluiu a colação de grau de um grupo de detentas e egressas do sistema carcerário de São Paulo, que receberam certificados de conclusão de cursos de Corte e Costura, Crochê, Bordados em Linha e Pedraria.

“As mulheres foram capacitadas para serem multiplicadoras na escola de moda. Aprenderam por dois meses, quatro horas por dia de segunda a sexta, técnicas de costura e modelagem e as tendências da moda”, disse Lu Alckmin.

O desfile integrou o segundo dia do Encontro Nacional do Começar de Novo, programa do Conselho Nacional de Justiça em convênio com a Fiesp e o Senai.

Por falta de oportunidade, 70% dos ex-detentos retornam a criminalidade

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

Paulo Skaf discursa durante evento do programa Começar de Novo da Fiesp e do CNJ. Foto: Everton Amaro.

Sensibilização de órgãos públicos e entidades da sociedade civil para que sejam fornecidos postos de trabalho e cursos de capacitação para os ex-detentos, promovendo a cidadania e, consequentemente, uma diminuição dos índices de criminalidade.

Este é o objetivo do Projeto Começar de Novo, inciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Senai-SP.

Durante a abertura do Encontro Nacional do projeto nesta segunda-feira (5), Paulo Skaf, presidente da Fiesp e Senai-SP, e o ministro Cezar Peluso, presidente do Superior Tribunal da Justiça (STJ) e do CNJ, assinaram, no Teatro do Sesi São Paulo, a renovação do convênio entre as entidades para manutenção do projeto.

Skaf afirmou que o principal objetivo do projeto é romper o ciclo da criminalidade, ofertando aos detentos e regressos uma oportunidade de retomar os estudos, por meio do Telecurso, e dos cursos de capacitação profissional oferecidos pelo Senai-SP.

“O acesso a educação é uma forma correta e eficiente de combater a criminalidade. E também daremos uma chance para aqueles que cometeram um erro e desejam começar suas vidas de novo. Isso é o que toda a sociedade quer”, disse.

Ministro Cezar Peluso, presidente do STJ e do CNJ

“Existe uma resistência muito grande para contratação de ex-detentos. Os regressos estão pouco preparados para trabalhar numa empresa e se comportar em sociedade”, afirmou Peluso, completando que “a melhor maneira de combater a criminalidade é acolher o ex-detento na sociedade.”Segundo o ministro Cezar Peluso, um dos pilares da democracia moderna é garantir a dignidade da pessoa humana, e este principio inclui os indivíduos que cometeram algum delito.

De acordo com o presidente do CNJ, 500 mil pessoas cumprem pena no Brasil. Quando libertos, 70% retornam à criminalidade. Para reduzir esses índices, Peluso acredita que o Estado e a sociedade civil precisam criar e fomentar politicas públicas sólidas que propiciem a reintegração do infrator.

Cartilha

Durante o evento, Peluso lançou a cartilha Programa Alocação de Mão de Obra Prisional no Estado de São Paulo. O documento deve orientar os detentos e futuros empregadores sobre seus direitos e deveres no mercado de trabalho e na convivência em sociedade.

“Precisamos promover a reinserção social dos infratores ao meio social como finalidade educativa e social, possibilitando a recuperação da autoestima e dignidade humana”, acrescentou.

“Prisão é um lugar extremamente caro para deixar as pessoas piores”, diz Milton Gonçalves

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Milton Gonçalves afirmou que os investimentos na área de educação são importantes para o combate a criminalidade

“Eu poderia ter sido um criminoso, dadas as adversidades que a vida me trouxe, mas arte me salvou. Basta empenho de cada um de nós para que a sociedade seja mais justa”, declarou o ator Milton Gonçalves, aos mais de 400 participantes do Encontro Nacional do Projeto Começar de Novo, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Senai-SP, nesta segunda-feira (5), no Teatro do Sesi São Paulo.

O ator lembrou que a população carcerária brasileira dobra a cada oito anos, um número alarmante comparado ao crescimento da população. E observou que se o Estado e a sociedade civil não adotarem medidas eficazes até 2080, mais de 90% da população brasileira estará atrás das grades. “Noventa por cento da população morará em um condomínio fechado. Esta é a aposentadoria que vocês desejam? Este é o futuro que vocês sonham para os seus filhos e netos?”, questionou.

Na avaliação de Gonçalves, a falta de acesso da comunidade carente ao ensino básico, somada ao preconceito contra os negros, estimula os jovens a ingressarem na criminalidade. “A nossa grande missão é educar os meninos. É preciso educação em todas as esferas da sociedade para que o desenvolvimento intelectual se dê por completo provendo ao individuo desde cedo os implementos necessários para o seu crescimento enquanto cidadão ativo no seu grupo social”, apontou. E completou: “É preciso oferecer, minimamente, alimentação adequada para crianças e substratos para que ela possa seguir a diante com sua evolução individual com condições minimamente iguais das crianças abastardas”.

Durante a apresentação, Gonçalves afirmou que já sofreu discriminação racial e relatou um episódio marcante durante a sua adolescência, quando foi barrado por um guarda metropolitano, na Avenida Paulista, com a justificativa de que o lugar não era adequado para pessoas negras e pobres.

Valmir Salaro, apresentador e repórter da Rede Globo

“Hoje estou aqui, em plena Avenida Paulista, e preciso dizer a vocês que é possível mudar o processo; basta vontade política e empenho social. O Brasil somos todos nós, não é uma entidade fantasma aos nossos interesses”. Emocionado, o ator completou: “Hoje eu digo: eu não vou sair da Paulista, meu senhor; meu lugar é aqui”.

Cobertura jornalistíca

Valmir Salaro, apresentador e repórter da Rede Globo, confidenciou que ao longo dos seus 30 anos de carreira, ele realizou poucas matérias valorizando a reintegração de ex-detentos a sociedade.

“Relatar apenas o aumento dos crimes é um erro gravíssimo que nós (jornalistas) cometemos e influenciamos a sociedade”, afirmou. E parabenizou a inciativa da federação: “Eu não conhecia o belo trabalho realizado pela Fiesp de reintegrar e dar educação a pessoas que nunca tiveram acesso”.

Público e privado unem esforços em reabilitação

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Experiências tanto no setor público quanto privado se mostram eficazes na luta contra a reincidência e reestruturação da cidadania do indivíduo que cumpre ou já cumpriu pena de prisão. Em Goiás, a Cia. Hering implantou fábricas intramuros, que empregam detentos em regime fechado no Estado. A experiência beneficia os apenados com ajuda de custo e remissão de pena proporcional aos dias trabalhados.

Para o gerente da Plataforma Goiás da Cia. Hering, Cláudio Schwaderer, é impressionante a diferença que a capacitação e o trabalho fazem na vida das pessoas. “Muitas vezes um banho de água quente, um sabonete, um par de sapatos já têm um significado enorme. É incrível para quem está longe dessa realidade como são coisas importantes para eles”, observou. “Essas coisas ajudam a resgatar a cidadania.”

O prefeito de Sorocaba, Vitor Lippi, é outro que empolga ao falar dos resultados dos programas implantados na cidade, no modelo de cooperativas. “Temos dois tipos, por onde já passaram mais de 800 pessoas nos últimos anos.” Segundo Lippi, 80% dos cooperados acabam conseguindo se reinserir no mercado de trabalho e, até o momento, nenhum voltou a cometer crimes. Todos eles recebem ajuda de custo e remissão de pena.

Na Fiesp, José Pastore fala de trabalho para ex-infratores

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

José Pastore, sociólogo e professor de relações sindicais da Universidade de São Paulo

O sociólogo e professor de relações sindicais da Universidade de São Paulo, José Pastore, participou nesta sexta-feira (26) da reunião do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial), na qual falou a uma plateia de empresários e representantes de entidades da sociedade civil sobre o Trabalho para Ex-Infratores, título do seu novo livro, lançado este mês.

Na obra, Pastore discute os motivos da reincidência e as variáveis que levam o ex-infrator a manter-se ou desistir da vida ligada ao crime. De acordo com ele, uma pesquisa realizada para produção do livro mostrou que 30 mil pessoas terminam de cumprir suas penas e deixam as cadeias todo ano no Brasil. Dessas, 70% acabam reincidindo caso não arrumem emprego. Quando conseguem trabalho, a probabilidade de reincidência cai para 20%.

“A sociedade precisa decidir o que quer fazer com essas pessoas. Estamos gerando 150 mil postos de trabalho com carteira assinada por mês e precisamos incluir uns 1.500 egressos com pena cumprida. Não é muito, o mercado está carente de mão de obra”, observou.

Em sua pesquisa, Pastore constatou que alguns dos mais importantes motivos que levam um cidadão a desistir da vida criminosa estão ligados à afetividade. Entre eles, a família, a fé religiosa e as relações pessoais são as mais importantes.

Além do sociólogo, estiveram no encontro a diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, Eliane Belfort; o ex-deputado federal Paulo Delgado; a presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Fiesp, Maria Helena de Castro; e a representante do Ministério da Saúde, Adelina Melo Feijão.

Curso do Ciesp orienta empresas na contratação de pessoas com deficiência

Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Da esq. p/dir.: Demétrio Zacarias, Walter Vicioni, Walter Gimenes, Alexandre Serpa e Davi Zaia, durante a reunião do Depar II/Ciesp

O Ciesp anuncia as inscrições para a segunda turma do curso Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho, voltado para empresários, gestores e profissionais de recursos humanos. O programa será realizado em dois módulos, com carga horária de 30 horas, nos dias 17, 18, 24 e 25 de maio, em São Paulo.

O objetivo do curso, organizado pela Diretoria de Produtos, Serviços e Negócios do Ciesp, é propiciar aos participantes os conhecimentos e conceitos sobre a obrigatoriedade imposta pela Lei de Cotas (nº. 8213/91), regras e aplicações legais para a contratação de profissionais com algum tipo de deficiência nas empresas brasileiras.

A primeira turma, formada em novembro de 2010, contou com 19 participantes. O diretor de Responsabilidade Social do Ciesp, Vitor Seravalli, apresentou os resultados do treinamento nesta terça-feira (15), durante reunião do Departamento de Ação Regional (Depar II/Fiesp).

A avaliação do curso mostrou que o programa atendeu as necessidades de 100% dos participantes. Todos classificaram o treinamento como ótimo (64%) ou bom (36%).

Aplicação imediata

Vitor Seravalli apresentou os resultados do treinamento

“A unanimidade de aprovação nos chamou atenção. Percebemos que as empresas têm dificuldades com a questão da inclusão, e o conteúdo oferecido possibilitou aplicação imediata nos negócios”, analisou Seravalli.

Pontos fortes do programa, indicados espontaneamente pelos participantes:

  • Saber como incluir PCD na empresa;
  • Possibilidade de abordagem prática;
  • Aplicabilidade das aulas no trabalho;
  • Elaboração de programa de inclusão;
  • Relatos de PCDs e dinâmicas de sensibilização como deficiente.

 

Vitor Seravalli também anunciou que o Ciesp deverá aproveitar sua capilaridade no interior paulista para levar o curso às diretorias regionais em 2011, com programação e carga horária adaptadas. “A intenção é que o programa seja referência estadual e nacional”.

A reunião foi presidida pelo diretor-titular do Depar II, Alexandre Serpa. Contou com a participação do superintendente operacional do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, que fez um balanço das atividades sociais e esportivas das entidades e projeções para 2011; e do secretário estadual de Emprego e Relações do Trabalho, Davi Zaia.

Ele tratou, entre outros temas, do Programa Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência, que já inseriu quase 10 mil pessoas no mercado de trabalho entre 1995 e 2011.

Mais sobre o “Sou Capaz”

O treinamento oferecido para gestores em São Paulo é mais um passo do projeto “Sou Capaz”, braço do programa Capital Humano na Indústria, coordenado pelo Depar/Fiesp, que visa encontrar facilitadores para o cumprimento da Lei de Cotas.

A iniciativa conta com o apoio das unidades do Ciesp no interior para fazer o projeto chegar ao empresariado local. A proposta é identificar onde estão e quantas são as pessoas com deficiência (PCDs), bem como o tipo de sua limitação, capacitá-las e inseri-las no mercado de trabalho.

Fiesp lança curso de inclusão das pessoas com deficiência

Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp

O Mercado de Trabalho e Pessoas com Deficiência foi tema de palestras na manhã de quarta-feira (6) na Fiesp, durante encontro organizado pelo Departamento de Ação Regional (Depar), no qual se oficializou o lançamento do curso Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho.

Voltado a profissionais de Recursos Humanos e Gestores, a iniciativa tem como objetivo propiciar conhecimentos e conceitos sobre a obrigatoriedade imposta pela “Lei de Cotas”, além de esclarecer regras e aplicações legais para a contratação de profissionais com deficiência nas indústrias e empresas brasileiras.

O curso terá duração de 30 horas e será dividido em dois Módulos com matérias sobre: sociologia do trabalho, tipos e definições sobre deficiência, recursos humanos e dicas de convivência; tecnologia no mercado e a quem se destina, elaboração e gestão de projetos.

De acordo com o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo, José Roberto de Melo, existem hoje no estado mais de 2 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Dentre elas, 300 mil estão enquadradas na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e recebem o Beneficio de Prestação Continuada (um salário mínimo) do INSS, sendo que 100 mil já estão contratadas.

“Portanto, temos à disposição do mercado mais 200 mil trabalhadores nestas condições, o mesmo número de vagas disponíveis em todo o estado”, ressaltou Melo.

Ainda participaram do evento Cristiane Gouveia, da Equipe do Depar, que apresentou o Projeto Sou Capaz, e os palestrantes Adriano Bandini, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida; e Roberto Rios, jornalista, radialista e consultor da Campos Gestão pelos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Serviço
Curso “Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho”
Módulo I – 8 a 12 de novembro de 2010
Módulo II – 22 a 26 de novembro de 2010
Associados ao Ciesp e Sindicatos Filiados a Fiesp terão desconto.
Mais informações podem ser obtidas no Ciesp, pelos telefones (11) 3549-3258 / 3297 / 3202.

Clique nos links abaixo para ler:

Leis de Incentivo à cultura alavancam inclusão social e promovem cidadania

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Os mecanismos de utilização da Renúncia Fiscal, nas esferas federal e estadual, foram analisados em encontro promovido pelo Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na última segunda-feira (23/11).

Entre eles, a Lei Rouanet (nº 8.313) com a possibilidade de se investir parte do Imposto de Renda devido – 4% para pessoas físicas e 6% para jurídicas, baseando-se no lucro real – e o Programa de Ação Cultural (Proac), que se alicerça no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

Para Antônio Bellini, diretor da produtora Bellini Cultural, ainda há muito a ser feito, pois dos projetos aprovados pelos incentivos culturais, somente 20% conseguem captação.

Ele explicou que as atividades voltadas à cultura crescem ano a ano no País, mas 80% das empresas ainda não apostam no mecenato. Por outro lado, quem utiliza o patrocínio pela primeira vez percebe os benefícios alcançados e realiza novos investimentos.

Entre as conquistas sociais, ele cita a geração de emprego e renda, promovendo a inclusão social e o pleno exercício da cidadania. Hoje, o cenário cultural brasileiro pede uma mudança mais do que necessária:

  • Apenas 14% das pessoas vão ao cinema pelo menos uma vez ao mês;
  • 92% não frequentam museus;
  • 93% nunca foram a uma exposição de arte;
  • 78% nunca viram um espetáculo de dança; e, pior,
  • 90% dos municípios brasileiros não têm cinema e teatros, ou seja, aparelhos culturais multiusos.

Como ferramenta de marketing, o patrocínio agrega valor à marca e aproxima a empresa de seu público alvo. “Atualmente, há três mecanismos de incentivo à cultura”, pontuou Anis Kfouri Jr., especialista tributário, que detalhou os caminhos do Proac:

Existe a possibilidade de os recursos seguirem para o governo, que os repassa para o Ministério da Cultura, a fim de promover investimentos específicos.

A segunda via é quando a pessoa física ou jurídica elege a destinação dos impostos devidos para projetos aprovados. E, a mais recente possibilidade, em debate no Congresso Nacional, é o Vale Cultura, que beneficia diretamente o usuário final.

Para Kfouri Jr., o Vale Cultura é polêmico. “É importante incentivar a difusão do conhecimento e da cultura, mas é preciso também levar em conta a meritocracia, sair da zona de conforto”, opinou.

Para ilustrar como se obtém benefícios práticos, o mote do seminário “Seu imposto pode gerar cultura e inclusão social” reforçou a apresentação de inúmeros cases.

Entre eles: do Ecofuturo (patrocinado pela Suzano) com o Dia Nacional da Leitura; da Exxon (Prêmio Esso de Jornalismo, Projeto de liderança feminina e publicação de livros ilustrados sobre cidades brasileiras); e da DC Eventos (Escola de Mulher e Copa do Mundo), além do Projeto Clave de Sol.

“Faremos outros seminários sobre este tema, pois apenas 1/4 das empresas habilitadas para a utilização da Renúncia Fiscal se utilizam do benefìcio. Temos muito a disseminar sobre o tema e os benefìcios que eles podem gerar para as empresas e as comunidades”, avaliou Eliane Belfort, diretora-titular do Cores.