Precisamos de menos imposto e mais resultados, afirma Skaf em Mairiporã

Agência Indusnet Fiesp

Em entrevista coletiva em Mairiporã nesta sexta-feira (25 de maio), o presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, criticou o peso da carga tributária brasileira. “Precisamos de menos imposto e mais resultados, mais qualidade no serviço público”, afirmou.

Paulo Skaf em Mariporã, município com o qual o Sesi-SP assinou convênio do Programa Atleta do Futuro. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Skaf foi a Mairiporã para firmar convênio do Programa Atleta do Futuro com o município.Skaf também recebeu o título de cidadão mairiporanense.

O acordo prevê a participação de 700 alunos do município, que poderão praticar basquete, futsal, handebol, judô, karatê, taekwondo ou voleibol.

O aumento do PIS/Cofins

A imprensa vem noticiando que o governo pretende aumentar, por medida provisória, as alíquotas do PIS/Cofins para compensar perdas de arrecadação decorrentes da decisão do STF que excluiu o ICMS da base de cálculo desses tributos.

Não há como concordar com isso. Além da burocracia infernal, dos impostos e alíquotas escorchantes, os Governos ainda aplicam as leis e regras criadas por eles mesmos de maneira errônea e distorcida, sempre para arrecadar mais.

Quando a Receita Federal acredita que o contribuinte falhou, sua ação é sempre implacável: multa de muitos por cento, correção pela Selic, penhora online etc. Esse rigor é geral, atingindo empresas, pessoas físicas, profissionais liberais e todos que pagam impostos neste país.

Num raríssimo caso em que a Justiça impede a inconstitucionalidade, a reação do governo deveria ser o ressarcimento imediato ao contribuinte dos valores cobrados a mais nos últimos anos, com a devida correção monetária e um convincente pedido de desculpas.

Em vez disso, o que faz o Ministério da Fazenda? Estuda uma forma de aumentar as tais alíquotas para continuar esfolando o contribuinte.

A Fiesp acredita que se os sucessivos governos distorceram a interpretação da lei para arrecadar mais, não têm direito a este acréscimo de arrecadação, que deve retornar ao contribuinte.

Lutaremos com todas as forças para impedir o aumento das alíquotas do PIS e da Cofins.

O PATO vai para a rua.

Paulo Skaf 

Presidente da Fiesp e do Ciesp

 

Skaf se reúne com Meirelles para reforçar posição contra aumento de impostos e troca da TJLP

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, reuniu-se nesta terça-feira (8 de agosto) em São Paulo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para manifestar a preocupação da indústria sobre notícias a respeito de possível aumento de impostos em 2018 e da volta do imposto sindical. “Somos radicalmente contrários”, afirmou Skaf.

Outros temas da conversa foram a troca da TJLP pela TLP nos financiamentos do BNDES, inoportuna, segundo Skaf, e a importância da retomada do crescimento no país – para o que, destacou o presidente da Fiesp e do Ciesp, é necessário que os juros caiam com a maior velocidade possível, os impostos não subam e o crédito seja destravado.

Skaf sentiu no ministro concordância na posição contra a volta da contribuição sindical e outros impostos. “Da mesma forma, tive a segurança dele de que não haverá outros aumentos de impostos”, inclusive das alíquotas do imposto de renda. “Está muito claro que a sociedade não aceita e não vai aceitar aumento de impostos.”

A solução para não mudar a meta fiscal, explicou, é “cortar gastos, desperdícios, buscar mais eficiência”. Outra coisa muito importante, defendeu, é estimular a retomada do crescimento do país, o que geraria empregos. “Este é o maior problema do Brasil”, disse, ressaltando que há quase 14 milhões de desempregados no país.

Quanto à troca da TJLP pela TLP, Meirelles, segundo Skaf, disse que é uma discussão no âmbito do Banco Central. Skaf reiterou que o momento é totalmente inoportuno.

Skaf afirmou que acredita que não vai haver a reoneração da folha de pagamento, porque a medida provisória que a institui deve caducar. “Com isso, volta a normalidade. Não vai ser aumentado o imposto sobre a folha.” Além disso, lembrou, há uma medida liminar que evita a reoneração.

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“Temos que ser radicais. Governo nenhum pode aumentar impostos”, afirma Skaf

Agência Indusnet Fiesp

Em entrevista nesta sexta-feira (21 de julho) à Rádio Gaúcha, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, disse que a “sociedade não tem mais tolerância em relação ao aumento de impostos”. O caminho, afirmou, é o governo se adaptar, cortar gastos, procurar eficiência, continuar o combate à corrupção. “Nós temos que ser radicais. Governo nenhum pode aumentar impostos.” Segundo Skaf, há muitas frentes a explorar, como a melhor estruturação do Refis, programa de renegociação de dívidas com a União.

“Tem que acertar as contas reduzindo a máquina pública, o pessoal, cortando despesas, fazendo mais com menos recursos e com mais eficiência”, declarou. Skaf destacou que nos cinco primeiros meses deste ano houve aumento do gasto com a folha de pagamento do governo, de 11,8% acima da inflação. “O sacrifício do governo em cortar gastos diversos, contingenciar e cortar investimentos, foi por água abaixo porque houve aumento grande da folha.” E a Previdência provocou um rombo extra de R$ 15 bilhões nesse mesmo período.

“O atual governo herdou uma bomba estourada”, disse Skaf. “Não é culpa deste governo este estouro de contas que está aí; foi uma irresponsabilidade nos últimos 10 anos, de uma série de atitudes que levaram o Estado a quebrar e ter um furo nas contas. Ele herdou um grande problema.” Skaf lembrou que o governo Temer aprovou reformas importantes, que eram discutidas havia décadas, e há outras reformas na pauta, mas, apesar da crise política, aumento de impostos não é solução.

Teríamos um outro Brasil hoje, afirmou o presidente da Fiesp e do Ciesp, se ao longo das últimas décadas os governos tivessem sido impedidos de aumentar impostos e tivessem buscado a eficiência, a boa gestão e resultados para a sociedade. Foi um erro, disse, aceitar o aumento de impostos. “Sempre se gastou muito e se gastou mal. E se resolveu aumentando impostos.”

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Skaf explicou iniciativas tomadas pela Fiesp para protestar contra o aumento de impostos anunciado pelo governo no dia anterior. “Na avenida Paulista temos um Pato [símbolo da luta da sociedade contra o aumento de impostos], e fizemos um manifesto nos principais jornais do país.”

Pato na Fiesp, em protesto contra o aumento de impostos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O que é isso, ministro? Mais imposto?

Há apenas 3 meses, cobramos publicamente o ministro da Fazenda sobre suas declarações de que pretendia aumentar impostos. Fomos ouvidos.

Nesta semana, ficamos indignados com o anúncio da alta de impostos sobre os combustíveis.

Ministro, aumentar imposto não vai resolver a crise; pelo contrário, irá agravá-la bem no momento em que a atividade econômica já dá sinais de retomada, com impactos positivos na arrecadação em junho.

Aumento de imposto recai sobre a sociedade, que já está sufocada, com 14 milhões de desempregados, falta de crédito e sem condições gerais de consumo.

Todos sabem que o caminho correto é cortar gastos, aumentar a eficiência e reduzir o desperdício.

De janeiro a maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2016, o governo cortou R$ 11 bilhões de investimento. Também cortou R$ 12 bilhões de outras despesas. Porém, este esforço foi por água abaixo devido ao aumento de R$ 12 bilhões em gastos com pessoal (11,8% acima da inflação) e ao aumento de R$ 15 bilhões em gastos com a Previdência.

A Fiesp mantém sua coerência. Desde 2015 empreendemos forte campanha contra o aumento de impostos, que obteve amplo respaldo popular, com 1,2 milhão de assinaturas. Conseguimos evitar a recriação da CPMF e outras tentativas de aumento de impostos.

Mantemos nossas bandeiras e convicções, independentemente de governos. Somos contra o aumento de impostos porque acreditamos que isso é prejudicial para o conjunto da sociedade. Não cansaremos de repetir: Chega de Pagar o Pato. Diga não ao aumento de impostos! Ontem, hoje e sempre.

Paulo Skaf

Presidente da Fiesp e do Ciesp 

Uma decisão sensata

Felizmente, houve sensibilidade por parte do governo, em especial do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de não optar pela criação ou aumento de impostos para assegurar o equilíbrio das contas públicas. O bom senso prevaleceu, e optou-se por contingenciar recursos do Orçamento, pela receita de concessão de ativos da União e por promover a isonomia na forma de recolhimento de algumas contribuições e impostos. Foi uma medida sensata e responsável, que evita um mal maior.

Em momentos de crise o governo precisa buscar soluções criativas e não pode mais empurrar a conta para a sociedade.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp

Skaf apresenta a Meirelles opções para evitar aumento de impostos

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, disse nesta segunda-feira (27 de março) em entrevista após reunião em Brasília com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que levou a ele sugestões para fazer frente ao déficit previsto de mais de R$ 50 bilhões do Governo sem apelar ao aumento de impostos.

“O momento é completamente inoportuno para o aumento de impostos. Completamente.” Segundo Skaf, o contingenciamento de despesas permitiria ganhar tempo, enquanto se buscam alternativas que gerem receita, como os leilões de hidrelétricas e a venda de ações de estatais. “Tudo para evitar o aumento de impostos.”

“Discutimos com o ministro muito mais a questão das despesas. E de onde se poderia equacionar esse valor”, disse Skaf. “O primeiro seria a redução de despesas mesmo, com o contingenciamento”, que depois poderia ser revertido ao longo do ano, com o aumento da arrecadação.

Outra possibilidade está nas hidrelétricas da Cemig, que vão voltar para a União, que poderá leiloá-las. “É uma fonte significativa de receita”, assim como a venda de controle de empresas estatais. Na reunião, explicou Skaf, se procurou mostrar ao ministro que há várias opções para contornar o déficit, evitando o aumento de impostos.

“O objetivo da minha visita foi tentar demonstrar ao ministro que num momento como este, em que estamos nos esforçando para retomar o crescimento do país, seria nocivo, seria contraditório, seria muito ruim o aumento de impostos”, afirmou Skaf, lembrando que a carga tributária brasileira já é alta. “As empresas estão debilitadas, não é só a indústria, há um desemprego muito grande – temos 12 milhões de desempregados -, e a nossa grande luta é buscar a retomada do crescimento. O aumento de impostos seria muito grave, seria ir na contramão de tudo isso.”

Segundo Skaf, o ministro “ouviu atentamente e anotou muitos dados” levados à reunião. “É lógico que a decisão é do Governo. Nós como sociedade vamos ficar na expectativa de que o bom senso impere e que o Governo encontre alternativa para os R$ 50 bilhões de déficit.”

“O que eu esperava [da reunião] foi atingido: que o ministro tivesse atenção em relação à sociedade. Essa atenção, esse tempo, os ouvidos abertos, para nossas sugestões.”

Em relação a uma possível mudança na desoneração da folha de pagamento, Skaf explicou que não seria aumento de carga, ou criação de imposto. “Seria um ajuste”, uma opção que o Governo poderia deixar de dar.

A reunião foi tema de reportagem no jornal O Estado de S. Paulo.

Imagem combinando foto de Henrique Meirelles (por Adriano Machado|Reuters) publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo com manchete de sua página

Paulo Skaf destaca combate ao aumento de impostos na inauguração da TV Cidade de São Paulo

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, foi um dos convidados da inauguração da TV Cidade de São Paulo, na capital, na manhã desta terça-feira (24/01).

Além de desejar sucesso ao novo canal, Skaf destacou o trabalho da federação no combate ao aumento de tributos. “A luta é forte e dinâmica, somos contra o aumento de impostos”, afirmou.

De acordo com Skaf, “resultado tivemos”. “Os impostos não aumentaram e finalmente nós conseguimos mudar aquele mau costume de governos de gastarem muito, gastarem mal e aumentarem os impostos”, destacou.

Fiesp se destaca na luta contra o aumento de impostos e intensifica combate aos juros altos em 2016

Agência Indusnet Fiesp

Em meio à turbulência política e econômica de 2016, a Fiesp se manteve firme no combate às propostas de aumento de impostos e na luta por mudanças estruturais no país, começando pelo controle das despesas do Governo. E a batalha contra os absurdos juros cobrados tanto de empresas quanto de consumidores teve destaque crescente durante o ano, levando, em 7 de dezembro, a uma reunião na Fiesp, em que líderes de mais de 100 entidades da indústria, do comércio, dos serviços e do agronegócio decidiram reagir contra os juros altos. Em entrevista coletiva após a reunião, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, explicou que havia em todos os presentes a mesma preocupação com a recuperação do crescimento econômico, frente aos mais de 12 milhões de desempregados no país. A retomada, disse, é capaz de aumentar a arrecadação pelo governo e de dar fôlego para as empresas.

“Para isso acontecer a primeira coisa é a redução dos juros, tanto da Selic quanto do cartão de crédito e do cheque especial”, disse Skaf. “O Banco Central está errado em manter a taxa Selic neste nível absurdo.”

A mesma preocupação com os juros já tinha sido manifestada por Skaf na sessão de abertura do 12º Congresso Brasileiro da Construção (ConstruBusiness), em 5 de dezembro. “Os juros têm que cair”, defendeu. “Temos a questão das reformas no médio prazo, mas temos uma questão de curtíssimo prazo, os juros”, afirmou Skaf, ressaltando que isso vale para os juros básicos, que consomem recursos públicos, e também para o crédito ao consumidor. “Tem que ser uma batalha de todos.”

Paulo Skaf na abertura do 12ºConstruBusiness. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Dias antes, Skaf criticara o corte de apenas 0,25 ponto percentual da taxa Selic, em 30 de novembro. “É muita recessão para um corte pífio de Selic. Não há dúvida de que são necessários cortes mais agressivos da taxa de juros. Ao optar por cortes de 0,25 pp, o Banco Central sabota a retomada de crescimento da economia, condenando-a à estagnação para os próximos anos e produzindo a ampliação no número de desempregados, que já passa de 12 milhões” afirmou.

O mesmo já ocorrera em outubro, quando Skaf disse que havia faltado coragem ao BC para um corte maior na Selic (também reduzida em 0,25 pp na ocasião).

Antes das divulgações do Copom, Skaf disse, em 19 de setembro, que os juros eram questão incompreensível e podiam ser obstáculo à confiança, dirigindo-se ao ministro Henrique Meirelles (Fazenda), durante o seminário Perspectivas da Economia Brasileira para os Próximos Anos.

Um mês antes, em reunião com Temer no dia 10 de agosto, Skaf defendeu a redução imediata dos juros. Manifestou também seu total apoio à aprovação da emenda constitucional para estabelecer um teto para os gastos públicos e da reforma da Previdência.

Isso aconteceu menos de um mês depois de Skaf ter dito, também em relação a um anúncio do Banco Central, que a manutenção da Selic mostrava que a instituição não acreditava na velocidade das reformas.

Reformas

Desde antes do início da tramitação da chamada PEC do Teto, a Fiesp e o Ciesp defendiam rigor no controle das despesas públicas. “A gestão séria do orçamento demanda corte e controle de gastos imediatos, e não mecanismos teóricos mirabolantes que, na realidade, nada mais representam do que a consolidação de sucessivos déficits públicos”, disse Skaf em 19 de fevereiro, depois que o governo anunciou um mecanismo para permitir um déficit de até R$ 60,2 bilhões em suas contas.

Até a proposta virar lei, Fiesp e Ciesp acompanharam sua discussão e a defenderam. Em outubro, Skaf disse que era preciso apertar o cinto e aprovar a PEC 241, que limita o aumento das despesas públicas à inflação do ano anterior. “Ela vai abrir caminho para a reforma da Previdência, para a queda de juros e para a recuperação da economia”, afirmou Skaf. “É uma PEC estadista”, disse, lembrando que o governo está propondo limitar seus próprios gastos. “Quem está pensando no Brasil não pode rejeitar um limite para os gastos.”

Em novembro, após participar da primeira reunião do novo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Skaf explicou que as reformas têm que ser feitas uma de cada vez. “Não adianta tentar tratar de todas as reformas ao mesmo tempo. Então, neste momento, se priorizou o teto de gastos.” Em sua avaliação, “é um sinal muito bom, o próprio governo falar ‘eu tenho um limite’, assim como as donas de casa têm, as empresas têm, as pessoas têm, o governo passa a ter um limite”.

Depois de resolvido o problema das despesas, será a vez da reforma da Previdência, “urgentíssima. Se não, quem vai se prejudicar são os aposentados, porque vai chegar num ponto, daqui a alguns anos, que não se terá dinheiro para pagar os aposentados”.

E, destacou Skaf, “já está se debatendo a necessidade de uma reforma trabalhista, lembrando que estamos vivendo com leis de 1950, e estamos em 2016, indo para 2017”. Há também necessidade de uma reforma política, já em debate. O mesmo vale para a reforma tributária, também incluída, explicou, nesta agenda de reformas estruturais. “Ela deverá vir à tona no decorrer do próximo ano.”

Skaf depois de reunião do participar da primeira reunião do novo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Foto: Fiesp

 

Necessidade de mudança

O ano começou com a Fiesp, como representante de importantes setores da sociedade brasileira, acompanhando e apoiando o processo de impeachment. Ao lado de centenas de entidades, defendendo milhões de empregos, a Fiesp tomou medidas ousadas, como a publicação, em 29 de março, nos principais jornais do país – Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Correio Braziliense – de anúncio gigante defendendo o “Impeachment Já!” da presidente da República. Com fundo amarelo, percorrendo 14 páginas do primeiro caderno dos jornais, o anúncio/manifesto, de formato fora do comum, destacou sua mensagem à sociedade brasileira.

Esse protagonismo deixou cicatrizes. O prédio que abriga as entidades paulistas da indústria foi atacado com pedras e rojões por vândalos na noite de 13 de dezembro.

Efeitos do ataque ao prédio da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Efeitos do ataque ao prédio da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Conquistas no esporte

A indústria paulista também teve no esporte conquistas importantes em 2016. Os 28 atletas e 4 técnicos do Sesi-SP que representaram o Brasil nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 trouxeram na bagagem 15 medalhas em 7 modalidades, encerrando o ciclo 2016 e já se preparando para Tóquio 2020.

No maior evento esportivo do mundo, realizado entre agosto e setembro deste ano, os atletas do Sesi-SP foram destaque em diversas modalidades. A entidade encerrou sua participação na competição com quatro meninos de ouro do vôlei masculino (Serginho, Douglas Souza, Bruninho e Lucão), a também medalhista de ouro da bocha paralímpica Evelyn Oliveira, seis meninas de bronze no vôlei sentado (Edwarda, Gizele, Janaina, Laiana, Natalie e Suellen), duas pratas e um bronze no atletismo paraolímpico com Verônica Hipólito e Renato Cruz e os meninos de bronze do goalball, Alex de Melo e Josemarcio Souza.

Além das medalhas, os atletas ainda superaram marcas e expectativas. Na luta olímpica, modalidade que antes dos jogos tinha pouca visibilidade e reconhecimento, o Brasil contou com 5 competidores, sendo 3 (Aline Silva, Lais Nunes e Gilda Oliveira) do Sesi-SP. O quarto lugar do goalball feminino e o do vôlei sentado masculino também foram mais dois feitos inéditos alcançados.

Líbero Serginho, do Sesi-SP, astro dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Em 10 de dezembro, a nadadora do Sesi-SP Etiene Medeiros se tornou bicampeã mundial de natação nos 50m costas em piscina curta, competindo em Windsor (Canadá). Ainda nas piscinas, o time masculino de pólo aquático do Sesi-SP se tornou em outubro tetracampeão paulista.

No vôlei, a equipe masculina da indústria conquistou em agosto seu quinto título na Copa São Paulo. E houve muitos outros resultados expressivos nas categorias de base e no esporte de rendimento durante o ano.

Vitórias na educação

Destaque entre as atividades do Sesi-SP, a robótica deu à entidade seu terceiro título mundial na categoria, com a vitória da equipe Sesi Robotics School, de Ourinhos, no Open European Championship, realizado em maio em Tenerife (Espanha). Outras equipes conseguiram resultados expressivos em torneios internacionais.

Em novembro, o feito foi do Senai-SP, com seus alunos ganhando três medalhas de ouro e uma de bronze em provas individuais da Olimpíada do Conhecimento 2016. E o Desafio por Equipes da competição foi vencido pelo E.cub, carro compartilhável desenvolvido por alunos do Senai-SP.

Nas seletivas da 44ª WordSkills, realizadas em 32 cidades de todo o país, a equipe do Senai-SP obteve 17 medalhas de ouro, 11 de prata, 5 de bronze e 5 certificados de excelência.

E a Fiesp renovou o apoio financeiro à equipe Ita Rocket Design, que disputa a competição aeroespacial Rocket Engineering Competition (Irec), que em 2017 será realizada no Novo México (EUA).

Cultura para todos

Igualmente central nas preocupações da indústria paulista, a cultura teve grandes atrações em 2016. Só na avenida Paulista, em que o prédio da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP já virou sinônimo de arte e entretenimento, houve dezenas de apresentações musicais e exposições.

Logo no início do ano foi lançado oficialmente o projeto Fiesp/Sesi Domingo na Paulista. A estreia teve Demônios da Garoa e Abel Duërë, como um presente de aniversário da cidade de São Paulo. Seguiram-se dezenas de shows – só como exemplo, Yamandu Costa, 2Reis (com participação especial de Nando Reis), Maria Gadú, Wilson Simoninha, LaMínima Circo e Teatro, Bachiana Filarmônica Sesi-SP.

O maestro João Carlos Martins em apresentação da Bachiana na Paulista: shows todos os domingos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

O projeto Sons Urbanos levou à avenida Paulista a Orquestra Paulista de Viola Caipira, em junho, e o Mombojó em julho, mês de estreia da 17ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), que teve como tema este ano “Venha Passar dos limites”. Além da instalação Tape, ofereceu programação de música eletrônica experimental na calçada do prédio, com o File Hipersônica.

Na Galeria de Arte Digital Sesi-SP, 2016 teve a mostra Vestígios Paulistanos – Poética da Metrópole Distraída. O destaque foi a obra de realidade virtual Dividing Lines, do coletivo britânico Marshmallow Laser Feast.

A Galeria de Arte do Sesi-SP recebeu em dezembro a exposição Tesouros Paulistas – Coleções de Arte dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo, formada por quadros, esculturas, móveis, altares, louças e objetos diversos. Entre os artistas, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Aldemir Martins, Tomie Ohtake, Cícero Dias, José Cláudio da Silva, Victor Brecheret e Antonio Francisco de Lisboa, o Aleijadinho. De Tarsila do Amaral, a tela Operários, considerada por ela sua tela a mais importante.

Na dramaturgia, estreou em agosto Tiros em Osasco, do Núcleo de Artes Cênicas do Sesi-SP, com direção de Yara de Novaes. Em setembro foi a vez de Peer Gynt, adaptação do diretor Gabriel Villela do texto clássico de Henrik Ibsen. Outubro recebeu Tróilo e Créssida, de William Shakespeare, com direção de Jô Soares. Fazem parte do elenco de 23 atores, Maria Fernanda Cândido, Ricardo Geli, Adriane Galisteu, Otávio Martins e Ataide Arcoverde. E o Teatro do Sesi-SP foi reformado.

Cena de Peer Gynt: peça de Ibsen foi destaque no Teatro do Sesi-SP em 2016. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Sucesso de público, o esforço do Sesi-SP pela cultura, que incluiu também literatura, cinema e muito mais, foi reconhecido também em premiações. O Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council venceu o 28° Prêmio Shell na categoria Inovação pelo trabalho na formação de jovens dramaturgos ao longo de quase 10 anos de atividade. E Peer Gynt ganhou 7 das 8 categorias a que havia sido indicada no Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem.

Nota oficial da Fiesp

O empresário Laodse de Abreu Duarte renunciou ao cargo de diretor não remunerado, voluntário, da Fiesp. Apontado em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo como o maior devedor da União, Duarte está contestando os débitos na Justiça.

A Fiesp não faz pré-julgamentos sobre casos que estão na esfera judicial.

A Fiesp reafirma seus princípios: da mesma forma como condena a excessiva carga tributária do país, é intransigente no combate à sonegação e à corrupção.

A Fiesp é um dos principais apoiadores do projeto de iniciativa popular das 10 medidas contra a corrupção.

Vale lembrar que a indústria é a maior pagadora de impostos do Brasil. Embora responsável por 11% do PIB, paga 30% da carga tributária do país, ou seja, de cada 3 reais arrecadados, 1 real é pago pela indústria.

A Fiesp não abre mão de cumprir seu papel institucional na luta incansável pela criação de um ambiente de negócios limpo e favorável ao desenvolvimento do Brasil e à geração de empregos. O combate à absurda carga tributária é parte fundamental dessa luta.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp

‘Quem paga mais é o pobre’, diz Skaf sobre aumento de impostos

Agência Indusnet Fiesp

Em visita a São Carlos, no interior paulista, para anunciar investimentos, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, fez críticas às intenções de aumento de impostos. E lembrou que os mais pobres são justamente os que mais sofrem com a alta carga tributária em vigor no Brasil.

“Quem paga mais é o mais pobre”, disse Skaf. “Quando ele compra uma geladeira, paga R$ 400 de imposto se o preço for R$ 1 mil. Isso está embutido nos valores cobrados”.

Por isso mesmo, defendeu o presidente da Fiesp, “não podemos permitir mais aumentos de impostos”. “Os governos arrecadam e gastam mal, por isso nós somos radicalmente contra o aumento de tributos”.

De acordo com Skaf, esse ano a arrecadação de impostos vai para R$ 2 trilhões. “É muita coisa. O que precisa é gastar melhor esse dinheiro, apertar o cinto como faz a dona de casa, como a gente faz nas nossas empresas”.

A necessidade de retomada do crescimento econômico para acabar com o desemprego também foi destacada. “Temos que retomar o crescimento econômico, já são quase 12 milhões de desempregados no Brasil”, afirmou. “Só tem uma forma de resolver isso: é com crescimento econômico. É essa retomada que vai gerar emprego, fortalecer as empresas, aumentar a arrecadação”.

Investimentos no Senai-SP

Em São Carlos, Skaf anunciou investimentos de R$ 11,2 milhões para a aquisição de vários sistemas robotizados em escala industrial e tecnologias de automação da manufatura, automobilística, metalomecânica e eletroeletrônica para a Escola Senai “Antonio A. Lobbe”, na cidade.

À tarde, o presidente da Fiesp, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), segue para Barretos, onde visita a obra da nova escola do Sesi-SP no município.

Atualmente com 68% de suas obras concluídas e previsão de ficar pronta em janeiro de 2017, a unidade oferecerá ensino fundamental em tempo integral e ensino médio para mais de 600 estudantes.

Skaf em São Carlos: investimentos de R$ 11, 2 milhões em escola do Senai-SP na cidade. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Em reunião de empresários com Temer, Skaf defende o não aumento de impostos e outros 4 pontos essenciais para a retomada da confiança

Agência Indusnet Fiesp

Em reunião nesta quarta-feira (8/6) em Brasília com o presidente interino Michel Temer e integrantes da equipe econômica do governo, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, listou cinco pontos que devem ser resolvidos no curto prazo para permitir a retomada da confiança e a recuperação do crescimento do país.

Os pontos são o não aumento de impostos, a redução dos juros, o destravamento do crédito, o desengessamento dos investimentos em infraestrutura e o estímulo à exportação.

Skaf lembrou que há muitos outros pontos importantes a atacar no Brasil, mas essas cinco medidas são emergenciais, para a recuperação da confiança, necessária para destravar o investimento. “Com investimento, com o consumo, a roda da economia anda”, afirmou Skaf.

Essa retomada do crescimento, lembrou o presidente da Fiesp e do Ciesp, começaria a resolver os problemas de todo mundo. “O senhor pode estar certo, presidente, que no momento em que a confiança for retomada, da nossa parte, vamos acelerar ao máximo os investimentos”, afirmou Skaf. “Vamos fazer com que o Brasil saia deste círculo vicioso de não ter investimento, não ter consumo, não ter emprego, para um círculo virtuoso de investimento, consumo, emprego, geração de riqueza, empreendedorismo, tudo aquilo que forma uma nação.”

Ao iniciar seu discurso, Skaf listou os vários setores participantes da reunião. Ressaltou que os cerca de 200 presentes representam 20.000 entidades, responsáveis por milhões de empresas e bilhões de reais em impostos arrecadados, bilhões de dólares em exportações. “Representam as riquezas do Brasil e os milhões de guerreiras e guerreiros que vão para o trabalho todos os dias”, afirmou.

“Todos aqui temos um sonho comum”, disse Skaf, dirigindo-se a Temer. “Todos nós sonhamos com o bem do Brasil. E para o bem do Brasil, há necessidade da retomada do crescimento. Se o governo precisa de mais arrecadação, a solução é o crescimento.” Cada ponto de crescimento do PIB faz aumentar em 1,5 ponto a arrecadação, lembrou.

Com o desemprego atingindo quase 12 milhões de pessoas, disse Skaf, é preciso inverter a situação, gerando empregos, dando oportunidades, tendo empreendedorismo. Para isso é preciso ter crescimento. “Para ter empresas fortalecidas, em todas as áreas, precisamos de crescimento. Também para ter um estado de espírito elevado, um bom astral, uma boa vibração no país, precisamos de crescimento.” Isso, lembrou, é “o estímulo para todos, é a oportunidade para as pessoas, o que faz bem para o povo, para todo mundo”. Para isso, ressaltou, é preciso que haja a retomada da confiança. “Viemos aqui para dizer que estamos todos à disposição para trabalhar noite e dia, sábados, domingos e feriados, para a retomada do crescimento do Brasil”, disse Skaf, sob fortes aplausos.

Para o ressurgimento da confiança, é preciso separar a crise política da econômica. “A crise política fica com o meio político”, afirmou Skaf. “Os atores da economia, os trabalhadores brasileiros, as empresas brasileiras, 200 milhões de habitantes do Brasil, não têm nada a ver com a crise política”, disse. “É necessário ter trilhos separados, com a crise política seguindo seu caminho até que se resolva. E a economia precisa ter trilhos desimpedidos, sem obstáculos, para que se retome a geração de riquezas no Brasil.”

Para tornar isso possível, e para o bem do Brasil, há coisas que precisam acontecer no curto prazo, declarou Skaf. “São possíveis, não dependem de aprovações, dependem de decisões.” A primeira diz respeito à carga tributária, “que é altíssima”, com arrecadação de R$ 2 trilhões por ano. “Não adianta pensar em aumentar impostos. É necessário que os impostos não sejam aumentados. É necessário cortar gastos, desperdícios, reduzindo custos, aumentando a arrecadação com eficiência, melhor gestão, busca de passivos”, explicou. Há muitos caminhos para reduzir despesas e aumentar receitas, seguindo o exemplo das empresas e das famílias. Outro ponto citado por Skaf é a redução dos juros. “É um absurdo a taxa Selic estar em 14%, e o governo gastar mais que 500 bilhões em pagamento de juros. É muito dinheiro para um país que tem tantas necessidades em todas as áreas.” O presidente das entidades industriais paulistas defendeu a redução dos juros para estimular a economia e diminuir fortemente a maior despesa que o governo tem, que é o pagamento do serviço da dívida.

O terceiro ponto é o crédito. “É preciso irrigar a economia com crédito.”

No quarto ponto defendido por Skaf e pelos empresários presentes, estão as concessões, de rodovias e ferrovias, de energia, portos e aeroportos, “para criar a infraestrutura que o país precisa e gerar muitos empregos e movimentar a economia”.  Segundo Skaf, “há muitas coisas dessas maduras, que dependem apenas de uma empurrada final para virar realidade”. Para isso se efetivar, é preciso dar segurança de retorno, de regras, para que os investimentos deslanchem. Skaf lembrou que há muito dinheiro disponível no mundo, o que evita que seja preciso reservar recursos no orçamento público para as obras. Podem vir para o Brasil de R$ 200 bilhões a R$ 300 bilhões para concessões e PPPs (parcerias público-privadas).

Estímulo à exportação é o quinto ponto para ajudar na retomada da confiança. Com o nível cambial atual, somado a crédito para a exportações, seria possível alavancar as vendas externas, defendeu Skaf.

Paulo Skaf apresenta durante reunião com Michel Temer medidas para a retomada da confiança. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf: “não vai ter acordo” se medidas de curto prazo incluírem aumento de impostos

Agência Indusnet Fiesp

Em reunião nesta sexta-feira (3/6) com empresários em São José dos Campos, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, voltou a elogiar medidas de longo prazo anunciadas pelo novo governo, em especial a limitação de gastos, mas alertou que não há espaço para aumento de impostos. “É uma medida de longo prazo, uma resposta mais demorada, mas é correta. O que não pode é, entre as medidas de curto prazo, haver aumento de imposto. Aí, não vai ter acordo.”

“E o pato está de prontidão”, disse, referindo-se ao símbolo da campanha “Não Vou Pagar o Pato”, contra o aumento de impostos. “O pato está quieto porque até agora não houve motivo para ele voltar à rua”, afirmou. As assinaturas coletadas pela campanha –cerca de 1,2 milhão de pessoas apoiaram o manifesto contra o aumento de impostos– serão entregues ao presidente interino da República, Michel Temer, durante visita de empresários a ele em Brasília.

Skaf explicou que não tem sentido o tamanho que o governo assumiu. São quase R$ 2 trilhões de arrecadação na projeção para este ano, lembrou, mas os serviços não têm qualidade. “Alguém vai falar que quer mais imposto? Não vai nos convencer.” O que é preciso, afirmou, é moralizar a gestão pública, que ela tenha qualidade, sem desperdícios. “É preciso apertar o cinto. Para acertar o orçamento de 2016, que tem um furo de R$ 170 bilhões, tem que reduzir despesas e aumentar sua eficiência. Não vamos permitir que aumente mais ainda essa fortuna que é dada em mãos erradas, que é mal administrada.”

O primeiro passo, defendeu o presidente da Fiesp e do Ciesp, é não permitir aumento de impostos.

O Brasil precisa andar

Na reunião na sede do Ciesp em São José dos Campos, Skaf defendeu a operação Lava Jato, defendendo também que paralelamente a ela haja retomada da economia do país, lembrando que a apuração pode demorar anos.

“Uma operação envolvendo 1.000 pessoas não pode travar 200 milhões de habitantes”, disse. “O Brasil não pode esperar mais para retomar o crescimento. O povo brasileiro não pode esperar mais para retomar seus empregos, sua oportunidade de empreendedorismo, os governos não podem esperar mais para voltar a arrecadar. E para tudo isso, a palavra-chave é crescimento.”

Skaf disse que sua principal preocupação é como fazer para que a economia deslanche, para destravar os investimentos na infraestrutura, o que ajudaria muito, gerando empregos, riqueza. Também é preciso estimular as exportações, aproveitando o câmbio, que dá competitividade aos produtos brasileiros.

É importante ainda a retomada de cadeias produtivas, disse Skaf, como a da construção civil, que é uma grande empregadora. “É só a confiança ser restabelecida que a resposta vem rápido”, afirmou, lembrando que o governo anterior tinha perdido totalmente a confiança, e a economia acabou travada, com a falta de consumo e de investimentos.

Paulo Skaf durante reunião com empresários no Ciesp de São José dos Campos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Perspectivas

Skaf disse que a previsão de queda de 3% do PIB este ano, em vez do recuo antes esperado de 5%, é indicação de melhora. “Se embicar para cima, começamos a ter uma recuperação muito lenta”, e ano que vem talvez haja crescimento, de 0,5% ou 1%. “Depende muito das atitudes do governo, que interfere muito e influencia negativamente ou positivamente. Se fizer o que tem que fazer, acertando suas contas e restabelecendo a confiança, com certeza no ano que vem já teremos crescimento.”

Skaf reafirmou que foram positivas as medidas de longo prazo anunciadas pelo novo governo, destacando a limitação do aumento dos gastos, com base na inflação do ano anterior. Se isso tivesse sido feito em 2005, a dívida pública, que está em R$ 4 trilhões, seria de R$ 600 bilhões, destacou. Teríamos superávit, e o juro da taxa Selic poderia ser de 2%, em vez de 14%, o que daria economia de R$ 500 bilhões por ano com o pagamento da dívida.

Em mensagem no Dia da Indústria, Skaf destaca união que permitiu mudar cenário político

Agência Indusnet Fiesp

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Em vídeo gravado em homenagem ao Dia da Indústria de 2016 (25/5), o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, afirmou que a união de todos deu força suficiente para contribuir de forma significativa para a mudança do cenário político brasileiro. “Agora precisamos nos concentrar na economia”, afirmou Skaf. “Na retomada do crescimento, fortalecendo nossas empresas, gerando empregos e riqueza no Brasil.”

Skaf disse que são boas, para o longo prazo, as medidas na área econômica anunciadas pelo novo governo, com destaque para o limite do crescimento do gasto público. “Estamos aguardando as medidas de curto prazo”, disse. O governo, defendeu Skaf, “tem que cortar seus gastos, seus desperdícios, eliminar a corrupção, buscar receitas” que não envolvam aumento de impostos. “Se houver qualquer tentativa de aumento de impostos, o pato vai para a rua”, declarou. “Não vamos mais pagar o pato, e para isso precisamos continuar muito unidos, para dar apoio ao governo para acertar, mas também para evitar que haja qualquer aumento de imposto.”

“Crédito é fundamental”, afirma Skaf na abertura do Congresso da Micro e Pequena Indústria

Agência Indusnet Fiesp

Na abertura, nesta segunda-feira (23/5), do 11º Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, destacou o trabalho das empresas de menor porte no país e apontou a necessidade de maior oferta de crédito e da ampliação do limite de faturamento para a adesão ao Simples.

Skaf ressaltou que o congresso é um evento que traz resultados concretos. E destacou os temas deste ano na iniciativa: inovação, comércio exterior, comunicação e marketing.

“Crédito é fundamental, nós temos que estimular ainda mais essas parcerias com as instituições para levar o crédito para as micro e pequenas empresas”, disse Skaf. “Não adianta nós ficarmos aí curtindo dificuldades e crises, o Brasil passou e está passando por um momento delicado, mas o país é maior que tudo isso. O mundo inteiro acredita é no Brasil, não nos governos”.

Skaf afirmou ainda estar em contato com empresários nacionais e do exterior que estariam esperando apenas a situação do país se estabilizar para voltar a investir.

Skaf entre Afif, à esquerda, e Bogus: "O mundo inteiro acredita é no Brasil, não nos governos”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

>> Ouça Paulo Skaf na abertura do 11º Congresso MPI

Nesse cenário de mais estabilidade, a ideia é ser “radical em relação ao aumento de impostos”. “Os impostos recolhidos são mal aplicados, os serviços públicos são ruins e há muito desperdício”, explicou. “Quando há excesso de impostos, há excesso de desperdício”.

Para o presidente da Fiesp e do Ciesp, é tempo de enquadrar as despesas e as receitas. “Dá sim para reduzir os gastos. A sociedade não pode aceitar mais aumento de impostos”, disse.

Simples ampliado

A ampliação da faixa do Simples também foi destacada. Com a sugestão de aumento dos atuais R$ 3,6 milhões de receita bruta anual para R$ 7,2 milhões para enquadramento no sistema simplificado de pagamento de impostos. “Mas, se for possível aprovar os R$ 4,8 milhões de forma escalonada, é melhor do que ficar nos R$ 3,6 milhões”, disse Skaf. “Depois começaremos uma batalha para chegar aos R$ 7,2 milhões, depois aos R$ 9 milhões e assim por diante”.

Ao encerrar a sua participação na abertura do congresso, Skaf afirmou que é preciso “facilitar a vida de quem quer trabalhar”. “O que não dá é para só dificultar a vida desses guerreiros e guerreiras que só querem trabalhar”.

Participaram ainda da abertura do MPI o presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos, o diretor titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp, Milton Bogus, e o deputado estadual Itamar Borges, presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, entre outros nomes.

 

Skaf afirma que é possível fazer muito com o muito que se arrecada em impostos

Agência Indusnet Fiesp

Em entrevista a Paulo Lopes, na Rádio Capital AM, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, disse nesta sexta-feira (19/2) que é possível fazer muito com o valor arrecadado todo ano em impostos. “Não é pouco não. O muito é muito”, afirmou. “R$ 2 trilhões. Como é que pode faltar dinheiro?”, perguntou, criticando a ladainha dos Governos (Federal, de Estados e municípios), que alegam falta de recursos como desculpa para não oferecer educação de qualidade para as crianças, atendimento decente na saúde, transporte público adequado, segurança pública.

Em sua opinião, o que falta é eficiência e seriedade. “Por essa razão não podemos aceitar o aumento de impostos. Temos que ser contra a CPMF, qualquer aumento de impostos, como o ICMS em São Paulo“, afirmou. “Quanto mais impostos nós dermos para os Governos, mais desperdício, mais falta de controle vai haver nas coisas. Tem que segurar a mesada, fazer que os Governos ofereçam qualidade nos serviços à população.”

Skaf lembrou que a sociedade paga uma barbaridade de impostos. “Quando a gente vê os escândalos dos governos a conclusão é que falta vergonha na cara, falta gestão, governança. Chega num ponto de haver problemas na merenda escolar, em remédios. Se o Brasil não fosse um grande país, se São Paulo não fosse um grande Estado, não aguentaria toda essa falta de eficiência, somada à falta de seriedade e desperdícios.”

“Não interessa o que o Governo quer para cobrir seus rombos”, afirma Skaf ao comentar na Jovem Pan a CPMF

Agência Indusnet Fiesp

Entrevistado nesta quarta-feira (17/2) pela rádio Jovem Pan, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, afirmou que é estar desconectado da realidade não perceber que a sociedade brasileira não quer a recriação da CPMF nem o aumento de qualquer outro imposto. “Não interessa o que só a classe política pensa, não interessa o que o Governo quer para cobrir seus rombos, seus desperdícios, sua má gestão” disse Skaf. “Interessa o que a sociedade, o que o povo, o que as pessoas querem. E as pesquisas mostram que 90% ou mais não querem aumento de impostos, não querem a recriação da CPMF.”

Luta contra aumento de impostos é destaque em 2015

Agência Indusnet Fiesp

Em 2015, ano de grave crise, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) trabalhou intensamente na defesa do setor industrial e da sociedade e na busca de soluções para os problemas do país – muitas vezes, junto com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), também presidido por Paulo Skaf. Empenhou-se em iniciativas de grande visibilidade e alcance, como a campanha contra o aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato”, que coletou mais de um milhão de assinaturas no último trimestre, e o apoio à regulamentação da terceirização, aprovada na Câmara dos Deputados e em discussão no Senado.

Paulo Skaf durante o lançamento da campanha Não Vou Pagar o Pato. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Paulo Skaf defendeu o projeto no Senado, em razão da segurança jurídica propiciada a empresas e trabalhadores. A regulamentação da terceirização, afirma, tem o potencial de gerar empregos. Skaf acompanha com atenção o assunto e costuma derrubar os falsos argumentos contrários ao projeto. Fiesp e Ciesp prepararam e divulgam material sobre a regulamentação da terceirização, os “Mitos e Verdades” e a “Nota Técnica” sobre a regulamentação da terceirização.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, defende no Senado regulamentação da terceirização. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

A terceirização foi tema principal da primeira reunião oficial de trabalho do Conselho Superior de Relações do Trabalho da Fiesp (Cort), em agosto. Outro conselho superior criado em 2015 (abril) é o Condesporto, presidido pelo piloto Emerson Fittipaldi, que se dedicou a temas como a integração entre esporte e educação. O Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) foi reinstalado em setembro, tendo como uma de suas áreas de atenção a obesidade infantil. No Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) a novidade foi a adoção de uma agenda positiva, para mostrar bons exemplos de sucesso em época de crise. Um de seus pontos altos foi a apresentação de Flavio Rocha, presidente da Riachuelo, maior grupo de moda do Brasil.

Outra característica dos conselhos superiores em 2015 foi sua atuação conjunta. Em abril, por exemplo, os Conselhos Superiores de Economia (Cosec), Inovação e Competitividade (Conic) e de Comércio Exterior (Coscex) trouxeram o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) para discutir o panorama da indústria de transformação.

O envolvimento de várias áreas da Fiesp e do Ciesp ocorreu em outros eventos, como a discussão sobre as leis de incentivo ao esporte promovida em novembro, com a participação do Departamento Jurídico (Dejur), Departamento da Micro, Pequena e média Indústria (Dempi) e do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code).

Sempre alerta aos temas de sua área, o Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) discutiu pontos como a  Lei 13.188 (do direito de resposta) poucos dias depois de sua sanção, em novembro. Ao longo do ano, diversos outros seminários e workshops sobre assuntos jurídicos e legislativos foram organizados pela Fiesp – por exemplo, direito digital, em outubro, e riscos à economia digital, em agosto. Em dezembro, outro tema ligado à área digital, o seminário sobre compartilhamento de informações para segurança e defesa cibernética.

Ao lado das discussões teóricas, a Fiesp atuou também na prática em diversas outras questões que de alguma forma afetavam a indústria e o país, conseguindo dezenas de conquistas –que evitaram prejuízos bilionários– graças à produção de material técnico de qualidade e à formulação de propostas no âmbito do Legislativo, do Executivo e do Judiciário. O respeito à casa da indústria paulista foi fundamental, mais uma vez, para favorecer o diálogo com diversos interlocutores. Demonstração desse prestígio foi a visita à Fiesp de Mauricio Macri, em dezembro, pouco antes de tomar posse como presidente da Argentina. Também visitou a Fiesp, em abril, a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye. Estiveram na casa da indústria 26 ministros de outros países, dois governadores de Estados norte-americanos e 30 embaixadores.

Almoço na Fiesp com Mauricio Macri, às vésperas de sua posse como presidente da Argentina. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Quando necessário, Fiesp e Ciesp asseguraram os direitos da indústria por meio de ações judiciais. E ajudaram muita gente a evitar a ida à Justiça. A Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Ciesp/Fiesp completou 20 anos de atuação, fortalecida pela recente Lei n. 13.140/2015. O workshop Presente e futuro da Mediação no Brasil, no dia 4 de novembro, discutiu com profundidade seus aspectos.

Também no estímulo ao debate dos grandes temas que afetam o país –ou o mundo, como as mudanças climáticas- a Fiesp se destacou. Promoveu, por exemplo, o seminário Uma agenda positiva para o Brasil: aprendendo com práticas internacionais, em conjunto com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), referência mundial em promoção de políticas públicas para a melhora econômica e o bem-estar social. O evento, realizado em novembro, mostrou o caminho que o Brasil deve seguir para retomar o crescimento, de forma sustentável.

Em documento enviado aos ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente, a Fiesp se posicionou em relação à posição que o Brasil deveria adotar durante a Conferência sobre Mudança do Clima da Organização das Nações Unidas (COP21), em Paris. Lançou um hotsite sobre o tema e participou da cúpula, de 30 de novembro a 11 de dezembro, integrando a delegação oficial brasileira. Para se preparar, ao longo do ano a Fiesp convidou para debater especialistas como a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e Sir David King, representante especial para mudança do clima do Ministério das Relações Exteriores britânico e referência mundial na área. Também foram realizados diversos eventos sobre o tema.

Em 2015, o Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, em parceria com Ciesp e Sesi-SP, promoveu, na Grande São Paulo e no interior paulista, workshops, seminários, encontros e reuniões técnicas com empresários, profissionais de diversos setores e entidades para disseminar o conceito de sustentabilidade nas estratégias de negócios e melhoria da competitividade. Foram nove eventos da série “Jornada da Sustentabilidade”; nove “Encontros Fiesp Sustentabilidade.

Destaque para evento promovido em dezembro pelo Cores, DMA e União Europeia para discutir sustentabilidade no mundo e apresentar casos de sucesso nas indústrias, com a presença de especialistas nacionais e internacionais, empresários e entidades ligadas ao tema.

Ainda em meio ambiente e sustentabilidade, 2015 teve novas edições de dois prêmios tradicionais, que incentivam e difundem ações do setor industrial na área. Na 17ª Semana de Meio Ambiente foram conhecidos os premiados do 21º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental, cujo objetivo é reconhecer as boas práticas corporativas em ações sustentáveis como a redução de consumo e reúso de materiais e recursos naturais. Em março, foram conhecidos os vencedores da 10ª edição do Prêmio de Conservação e Reúso de Água.

O debate sobre a crise hídrica foi recorrente na Fiesp. Em agosto, por exemplo, encontro do Conselho de Meio Ambiente (Cosema) tratou das causas e dos efeitos da seca no Estado de São Paulo e na Região Metropolitana.

Em julho, workshop do Departamento de infraestrutura da Fiesp (Deinfra) teve a participação de especialistas em recursos hídricos que criticaram a gestão e a falta de planejamento no setor.

O workshop foi um dos mais de 30 promovidos pelo Deinfra para debater os gargalos, desafios e perspectivas da infraestrutura. Temas como plano municipal de saneamento básico, internet das coisas e incentivo para investimentos privados nas áreas de logística e energia foram discutidos nos encontros. Os workshops contaram com a presença de especialistas, instituições e órgãos governamentais, entre outros. Foram transmitidos online, aumentando seu alcance.

Em março deste ano, o Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic) lançou o 11º ConstruBusiness – Antecipando o Futuro, durante o Congresso Brasileiro da Construção, evento promovido pela entidade. O estudo, entregue ao Governo no evento, traz uma análise da cadeia produtiva, focando em investimentos para infraestrutura econômica (energia, transportes e telecomunicações) e desenvolvimento urbano (habitação, mobilidade urbana e saneamento), no período de 2015 a 2022. Segundo a publicação, o Brasil investiu R$ 460 bilhões em desenvolvimento urbano e infraestrutura econômica em 2014.

O Observatório da Construção, site que reúne conteúdos sobre toda a cadeia produtiva da construção, ganhou novo formato e mais conteúdo em outubro. Desenvolvido pelo Deconcic, é uma ferramenta online útil como fonte de referência para pesquisas e planejamentos, auxiliando empresas, governo, profissionais e universidades.  Para ajudar na divulgação do material, foi criado o Boletim da Construção, quinzenal, com informações exclusivas, análises e notícias da área.

Em novembro, a Fiesp foi sede do lançamento da Frente Parlamentar da Indústria da Construção, apoiada pela entidade. Integrada por deputados estaduais de São Paulo, tem o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do setor. Proposta semelhante, também apoiada pela Fiesp, por meio de seu Comitê da Cadeia Produtiva da Mineração (Comin), tem a Frente Parlamentar de Apoio à Mineração, relançada em agosto.

Além de áreas específicas, a Fiesp não tirou de vista o setor como um todo. Ao longo do ano o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) acompanhou de perto o desempenho (por meio do Índice de Nível de Atividade-INA), a expectativa dos industriais (Sensor) e o nível de emprego na indústria. Também ficou de olho no consumidor – em julho, indicou a mudança de hábitos justificada pela alta da inflação, com a troca de produtos por marcas mais baratas e itens mais baratos. Em outubro, mostrou que os brasileiros deixavam de comprar por falta de dinheiro e viam piora em suas finanças. Em dezembro, identificou que o 13º salário no ano seria usado para o pagamento de dívidas. Para refletir a alteração na metodologia do PIB adotada pelo IBGE e permitir o acompanhamento da participação da Indústria de Transformação no PIB de 1947 a 2014, o Depecon ajustou os valores anteriores, o que permitiu o encadeamento da série.

Novidade de 2015, lançada em setembro, a Sondagem de Mercado do Agricultor Brasileiro, da Fiesp e da Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB), entrevistou mais de 500 produtores em todas as regiões do Brasil para identificar quais são os principais agentes financiadores do custeio da produção agrícola em solo nacional. Também foi levantado qual o principal período de aquisição e recebimentos de insumos ao longo do ano.

Em dezembro, o Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro) lançou o Outlook 2025, que reúne diagnósticos e projeções para o setor na próxima década.

Em novembro, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, explicou, durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Cosag), como o órgão que dirige planeja sua atuação para os próximos anos. Em sua apresentação, Lopes disse que o modelo atual de pesquisa expirou.

A pesquisa de novos modelos de negócios teve novamente especial atenção por parte da Fiesp. Organizado pelo Comitê Acelera Fiesp, o Acelera Startup teve sua sétima edição em novembro. Os 316 finalistas foram escolhidos entre cerca de 5 mil empresas. Depois de passar por dois dias de um exclusivo processo de aceleração, com palestras, workshops, mentorias e avaliações classificatórias, foram definidos 13 finalistas, nas categorias Geral; Agronegócio; Educação; Saúde e Bem-estar. Os vencedores foram o sistema de segurança Tela de Bloqueio e o projeto de mobilidade Livre, que transforma cadeiras de rodas em triciclos motorizados.

Participantes do Hackathon, depois de dois dias da maratona de desenvolvimento. Foto: Patrícia Ribeiro/Fiesp

 

O Comitê Acelera Fiesp (CAF) promoveu a 4ª edição do Hackathon, uma maratona hacker, em agosto. Foram 150 participantes neste ano, e os vencedores foram os aplicativos IOTility (Cadeia Produtiva), Bem Infinito (Social) e ConnectBiker (Consumidor Final).

E a Fiesp não descuidou das micro e pequenas indústrias e da inovação ao longo do ano. Em 2015, o Departamento da Micro, Pequena e Média Empresa da Fiesp (Dempi) fez 208 atendimentos em 7 salas de crédito. As duas palestras sobre crédito capacitaram mais de 150 participantes.  Em maio, o X Congresso da Micro e Pequena Indústria, com o tema Produzir mais e Melhor, teve 2.100 participantes. No Seminário da Micro e Pequena Indústria: Vender Mais e Melhor, em outubro, foram 587 participantes.

A Fiesp e o Ciesp integram a Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Combate à Guerra Fiscal. Relançada em maio, tem como objetivo propor leis e políticas públicas de apoio ao empreendedorismo e às micro e pequenas empresas. Entre as propostas, está a ampliação dos limites do Simples Nacional, regime de tributação especial para empresas de pequeno porte, e a criação de novas regras de transição entre alíquotas.

Sempre preocupada com a indústria brasileira, a Fiesp manteve o olhar aberto para o mundo, discutindo temas como barreiras técnicas às exportações e os grandes acordos comerciais. Seu Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) organizou três missões empresariais durante 2015, para Nova York, Cuba e Milão.

Mente sã em corpo são 

Entidade irmã da Fiesp, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) teve papel essencial num feito inédito: o primeiro lugar na olimpíada da formação profissional, o WorldSkills São Paulo 2015, em agosto. Das 11 medalhas de ouro que deram ao Brasil a vitória, 6 foram de alunos do Senai-SP.

Com a bandeira do Brasil, Luis Carlos Sanches Machado Junior, do Sesi-SP: ouro, Melhor da Nação e melhor do mundo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

E o ano deu muitas medalhas e pódios à indústria também no esporte. Atletas do Sesi-SP foram destaques nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015, no Canadá, e no Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, na Rússia, conquistando 14 medalhas (3 de ouro, 7 de prata e 4 de bronze) em um mês. E houve muitas outras vitórias ao longo do ano.

Uma grande conquista foi a Carreta Musa- Mulher Saúdável. No projeto, uma carreta de alta tecnologia do Sesi-SP, totalmente equipada para fazer mamografias, esteve na Fiesp e percorreu as indústrias da Grande São Paulo, oferecendo o exame, essencial para a detecção precoce do câncer de mama, durante todo o mês de outubro. Mulheres com 40 anos ou mais ou por indicação médica tiveram acesso ao exame gratuitamente.

Inclusão

Em 2015, o Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar) trabalhou intensamente em projetos de inclusão da pessoa com deficiência (PCD). Entre eles, o “Meu Novo Mundo”, em parceria com Sesi-SP e Senai-SP, que prevê qualificação profissional e contratação de aprendizes.

Iniciado em fevereiro deste ano, 30 indústrias aderiram ao programa, contratando 400 pessoas com deficiência no cargo de aprendiz, que imediatamente começam a receber salários e benefícios oferecidos pelas empresas e, simultaneamente, a frequentar cursos técnicos do Senai-SP e atividades no Sesi-SP.

Criado para oferecer ferramentas e orientar a indústria sobre a forma de promover a real inclusão profissional de pessoas com deficiência ao mesmo tempo em que cumpre a “Lei de Cotas”, o programa “Sou Capaz” realizou em 2015 fóruns e cursos em diversas cidades paulistas, dos quais participaram 1.550 representantes de indústrias, sindicatos, instituições e órgãos públicos.

Eu Estou, do arquiteto e designer Guto Requena, na Galeria de Arte Digital. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Arte, cultura e lazer

Depois de trabalhar todos os dias, a Fiesp ainda cuida do entretenimento e da cultura aos domingos. Lançou em dezembro o projeto Fiesp na Paulista Aberta, que já virou ponto de encontro de domingo, sempre com atrações diferentes na calçada do prédio da Fiesp/Sesi-SP. Atração de peso foi a orquestra Bachiana Filarmônica Sesi-SP, sob a regência do maestro João Carlos Martins.

Ao longo do ano, a indústria paulista ofereceu ao público, no Teatro do Sesi-SP, na Galeria de Arte do Sesi-SP e na fachada do prédio da Fiesp (a Galeria de Arte Digital do Sesi-SP) peças de teatro, espetáculos e exposições como Leonardo da Vinci: a Natureza da Invenção, que bateu recorde – foi vista por mais de 200 mil pessoas.

Aplicativos

Em agosto, o Monitor de Banda Larga da Fiesp, recurso criado em parceria com o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) que mede a velocidade da banda larga fixa, ganhou uma nova versão para verificar a banda larga móvel. Em uma segunda fase de implantação, o aplicativo foi ampliado para smartphones, tablets, plataformas Android e IOS. No caso de banda larga fixa, a ferramenta foi atualizada para Mac e MacBooks.

Outro lançamento de 2015 é o Sistema de Licitações, plataforma online que facilita o acesso aos processos de licitação do Sesi-SP e do Senai-SP. O acesso é feito via site ou aplicativo, compatível com todos os aparelhos celulares e tablets (Android, iOS e Windows Phone). O sistema descreve produtos e serviços a ser contratados e fornece informações sobre o tipo de compra ou contratação: volume, locais de entrega e condições de fornecimento.

Seminário na Fiesp explica adequações paulistas à nova Legislação do ICMS

Amanda Viana e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A Emenda Constitucional 87/2015, que altera a repartição de receita do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) para operações comerciais entre o Estado fornecedor e o destinatário da mercadoria, foi tema de seminário realizado na manhã desta-terça-feira (15/12), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O evento, realizado pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz/SP) e pela Fiesp, contou com a presença de especialistas para debater as adequações à legislação do ICMS e a nova forma de recolhimento.

Helcio Honda, diretor titular do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp e do Ciesp, comentou ao final a complexidade representada pela emenda, ressalvando que esse movimento não começou no Estado de São Paulo. Considerou positivo a Sefaz/SP se preocupar em fazer os esclarecimentos antes da entrada em vigor. E o caráter orientador da fiscalização inicial, durante os seis primeiros meses de vigência das mudanças, poupa o contribuinte de punições que muitas vezes resultam do próprio sistema.

Citou dois problemas para São Paulo. Um é o acúmulo de créditos em algumas situações. O segundo é o cancelamento da nota depois da saída, quando o pedido de ressarcimento tiver que ser feito em outros Estados. Sugeriu que o Confaz (o conselho das secretarias estaduais da Fazenda) discuta a criação de câmara de compensação.

Helcio Honda durante o seminário Emenda Constitucional 87/2015, realizado na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Por entrar em vigor em uma data muito próxima, dia 1º de janeiro de 2016, a Emenda Constitucional 87/2015 tem gerado muitas dúvidas e preocupações ao empresariado e comerciantes brasileiros, já que envolve inclusive as vendas feitas por comércio eletrônico e telemarketing. O seminário ultrapassou o número de inscrições e lotou o teatro do Sesi-SP, e foi também transmitido online para as 42 regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Na abertura do seminário, Honda afirmou que o objetivo das entidades organizadoras é discutir e trazer pessoas mais qualificadas para debater assuntos que afligem não só as empresas de São Paulo, mas como do Brasil todo. “O Brasil está em um grande turbilhão, todo dia uma grande novidade, e aqui nós temos nossa parte fiscal que vive intensamente; no Brasil não tem monotonia”, comentou.

Honda observou ainda que pelo grande número de pessoas interessadas no assunto do evento, foi possível perceber a imensidão de dúvidas que existem acerca dessa Emenda. “Se for preciso, a Fiesp fará pleitos, concessões, vai levantar questões, tirar dúvidas e realizar mais eventos sobre o assunto. Temos vontade de ajudar na construção de um país melhor, diminuindo a litigiosidade que temos hoje”, disse.

Fernando Mendroni, agente fiscal de rendas e coordenador adjunto da Coordenadoria da Administração Tributária, falou sobre a preocupação da Secretaria da Fazenda no que diz respeito à Emenda Constitucional e reafirmou ainda que “essa preocupação torna-se ainda maior quando vemos que os eventos voltados ao contribuinte paulista têm ultrapassado a capacidade de lotação dos espaços”.

Mendroni explicou que há poucos meses foi formado um grupo de trabalho que contou com mais de 30 pessoas – dos quais sete participaram do seminário na Fiesp- que analisaram o tema, em busca de melhores soluções.

Clique aqui para ter acesso à apresentação feita pela Sefaz/SP no seminário.

As mudanças, na prática

O agente fiscal de Rendas Clovis Souza iniciou sua apresentação, de tema Emissão da Nota Fiscal Eletrônica, explicando como declarar o imposto.

Na nota técnica 3, de 2015, que terá nova versão, há as normas de validação inclusive da emenda constitucional 87/2015. A nova versão, 1.5, deverá estar disponível com a disponibilização da base de cálculo única.

Souza mostrou campo a campo como preencher o formulário online e disse que o Grupo de partilha do ICMS deverá ser informado em operações interestaduais. Listou as exceções e explicou a base de cálculo.

Recolhimento

Sobre recolhimento do ICMS, Antônio Mendes Castilho, agente fiscal de Rendas, explicou que o pagamento é tratado como obrigação principal. A Sefaz/SP, disse, procurou ajustar o pagamento ao que já existe. Lembrou que contribuintes de outros Estados recolherão por operações feitas com não contribuintes de São Paulo. Será feita por GNRE, guia já existente, com o código 10008, para ICMS com recolhimentos especiais.

O recolhimento será feito pelo prestador de serviços ou remetente do bem ou mercadoria. Um fator de complicação é haver duas situações – por prestação ou operação e por ação e declaração do imposto (para os que se inscreverem em São Paulo). “A vida será muito mais fácil para o contribuinte que estiver inscrito em São Paulo”, afirmou.

O contrário – recolhimento feito por empresa paulista – deve ser feito via GNRE online, fornecido por Pernambuco. São Paulo e Rio não aderiram a ele.

Questão que surgirá em fevereiro é o fundo de combate e erradicação da pobreza, que acrescentará alíquota de 2 pontos percentuais para produtos supérfluos, como bebidas alcoólicas. Vai exigir o preenchimento de Dare.

Explicou que está em transformação o processo de arrecadação da Sefaz. No futuro deverá haver apenas dois métodos, o online (por exemplo, para o IPVA), e o ambiente sistema de pagamento. Até o final de 2016 espera-se que o ICMS seja recolhido por esse último.

Em caso de atraso no recolhimento, a empresa será notificada. Terá tempo para recurso, e caso não o faça ou ele seja negado, será inscrito na dívida ativa. Execução pode ser feita por carta precatória.

Obrigações acessórias

As obrigações acessórias e Portaria CAT 17/99 foram o tema de Walter Bentivegna, supervisor fiscal. Explicou que GIA-ST nacional e GIA paulista (que tem duas partes) podem ser confundidas, mas são coisas diferentes.

A GIA-ST Nacional foi criada para mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária. Explicou as cinco informações.

Na versão paulista, CAT-92 regulamenta a GIA-ST, que deve ser paga no dia 10 do mês subsequente ao da apuração do imposto. A primeira GIA-ST será paga no dia 10 de fevereiro de 2016.

A emissão da GIA-ST, explicou, é mantida pela Sefaz do Rio Grande do Sul. Bentivegna explicou o funcionamento das duas possibilidades de uso. Um, o TXT, está disponível, mas o programa de preenchimento está em fase de teste e só deve ficar operacional em fevereiro.

Falou também sobre as novidades no SPED Fiscal/Escrituração Fiscal Digital (EFD), segundo o ato Cotepe/ICMS 44, de 19 de outubro de 2015. São novos registros, para complementação da escrituração fiscal digital.

Considera que a leitura do guia prático da EFD, que está sob atualização – e deve ficar pronto até o final do ano, será suficiente para o esclarecimento de dúvidas.

Haverá, explicou, mudanças nas situações de quebra da substituição tributária (que geram direito ao ressarcimento de ICMS-ST e crédito sobre entrada). Sefaz/SP, diz, tenta simplificar o processo para as referências a partir de janeiro de 2016.

Na prática, o ressarcimento terá como diferença a escrituração do registro C170 (e do C176) na NFe de saída e do C197, que será automaticamente transportado para a EFD.

Participaram também do seminário os agentes fiscais de Renda Luis Fernando dos Santos Martinelli, Hélio Fonseca de Mello, Mariana Yumi Isejima e Nilson Ferreira de Oliveira. Clique aqui para ler reportagem sobre as apresentações que fizeram a respeito das novas regras do ICMS.

Foto: Contra os impostos, pato de 12 metros de altura se une à multidão na Paulista

Agência Indusnet Fiesp

Um verdadeira multidão cercou neste domingo (13/12) o pato de 12 metros de altura colocado na calçada da avenida Paulista como parte da campanha “Não Vou Pagar o Pato”, contra o aumento de impostos e a volta da CMPF. Prova da boa acolhida ao pato foram as mais de 12 mil pessoas que assinaram ao longo do dia o manifesto contra a elevação da carga tributária. Mais de 15 mil pessoas pegaram balões com a cara do pato. A iniciativa já tem o apoio de mais de 1 milhão de pessoas.

Milhares de pessoas cercaram o pato gigante na avenida Paulista. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

O pato gigante se juntou temporariamente a outro, de 5 metros, que está no térreo do prédio da Fiesp desde 21 de setembro, data em que mais de mais de 160 representantes da indústria, do comércio, dos serviços e da agricultura lançaram a campanha.

A mensagem dos balões era clara. A resposta também foi, com mais de 12 mil pessoas assinando neste domingo o manifesto da campanha. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

O pato que desde 21 de setembro está no térreo da Fiesp recebeu a companhia do pato de 12 metros e de 15 mil balões. Foto: Rose Matuck/Fiesp

 

Atração de todos os domingos, o Fiesp na Paulista Aberta teve banda de metais - cercada de patos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Mesmo do alto o pato gigante se destaca. Foto: Rose Matuck/Fiesp