Balança comercial de SP registra superávit de US$ 2,9 bi no 1º semestre

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp
Nos primeiros seis meses deste ano, a balança comercial do Estado de São Paulo teve um superávit de US$ 2,9 bilhões. Houve crescimento de 11,8% das exportações, para US$ 28,7 bilhões, e alta de 4% das importações, para US$ 25,8 bilhões, ambos em relação ao primeiro semestre de 2016. A análise é do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp sobre o desempenho das 39 diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

No mesmo período, a balança comercial do país registrou superávit de US$ 36,2 bilhões, crescimento significativo na comparação com os US$ 23,7 bilhões registrados no primeiro semestre de 2016, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A venda de produtos brasileiros no mercado internacional foi responsável pela entrada de US$ 107,7 bilhões no período, uma expansão de 19,3% também na comparação anual. Já as importações acumularam US$ 71,5 bilhões, uma alta de 7,3% contra o primeiro semestre do ano passado.

Segundo o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, o aumento das exportações refletiu a existência de um Plano Nacional de Exportações (PNE), que há dois anos integra ações estratégicas como o Reintegra, os mecanismos de financiamento às exportações e as atividades da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Ele afirmou que pela primeira vez em algum tempo a taxa de câmbio apresenta previsibilidade, mesmo que siga apreciada em relação a outras moedas. “A conjunção destes dois fatores resultou no aumento das exportações de diversos setores da indústria da transformação”, completou. Além disso, a safra recorde na agricultura também é um fator importante para o resultado positivo.

Líder do Estado em volume de exportações, o município de São José dos Campos acumulou US$ 4,3 bilhões de janeiro a junho, um avanço de 48% contra os US$ 2,9 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. A região foi destaque na venda de combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação, matérias betuminosas, ceras minerais (49% da pauta exportadora), além de aeronaves e aparelhos espaciais e suas partes (39,2%). Na outra ponta, as importações da diretoria regional de São José dos Campos representaram US$ 1,2 bilhão, um recuo de 45,9% contra os primeiros meses de 2016. Este ano, a cidade ficou com a 7ª colocação em volume importado pelo Estado.

Na segunda posição do ranking de exportações, a capital paulista somou US$ 3,9 bilhões, valor 10% menor que os US$ 4,3 bilhões vistos em 2016. A pauta de São Paulo foi puxada pelos açúcares e produtos de confeitaria (32,1% do total vendido). Na pauta importadora, a diretoria regional ficou com o primeiro lugar do Estado, com um aumento de 11,2% das compras no exterior, principalmente no setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, para US$ 4,9 bilhões.

Finalmente, Santos ficou com o terceiro lugar em exportações no primeiro semestre, com US$ 2,4 bilhões, 18,9% mais do que os US$ 2 bilhões exportados nos mesmos meses do ano anterior. As vendas de destaque do município foram os açúcares e produtos de confeitaria (36,5%). Sobre as importações, a diretoria regional totalizou US$ 541,2 milhões, um aumento de 50,2% sobre os US$ 360,3 milhões importados no primeiro semestre de 2016, sob pressão dos combustíveis (68,7% da pauta). Ainda assim, Santos conquistou o segundo maior superávit da balança comercial de janeiro a junho deste ano, com US$ 1,9 bilhão, 12,1% superior ao superávit do mesmo período do ano passado.

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Balança comercial paulista registra superávit de US$ 407,4 milhões no 1º tri

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

De janeiro a março deste ano, a balança comercial do Estado de São Paulo registrou um superávit US$ 407,4 milhões. No período, as exportações somaram US$ 13,2 bilhões, um avanço de 9,4% na comparação com os mesmos meses de 2016. Já as importações do trimestre registraram US$ 12,8 bilhões, um crescimento de 5,4% ante o ano anterior. Os dados municipais foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Na análise de cada uma das 39 diretorias regionais (DR) do Ciesp realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, São José dos Campos ficou em primeiro lugar no Estado em volume de exportações, que foram puxadas pelas rubricas de combustíveis minerais, aeronaves e aparelhos espaciais e também veículos automóveis. Foram US$ 2 bilhões entre janeiro e março de 2017, um aumento de 54,9% ante US$ 1,3 bilhão exportados em 2016. As importações, por sua vez, totalizaram US$ 697,6 milhões, 34,5% menos do que no primeiro trimestre de 2016.

Na segunda posição do levantamento, a região de São Paulo alcançou US$ 1,8 bilhão em exportações no acumulado de janeiro a março de 2017, cifra 10,4% menor que o acumulado no mesmo período de 2016, US$ 2 bilhões. Os principais produtos da pauta foram os açúcares e produtos de confeitaria (32,4% do total vendido).

Além disso, a região ficou com o primeiro lugar em volume de importações, com US$ 2,4 bilhões, um crescimento de 9,7% em relação ao importado no primeiro trimestre do ano passado, dessa vez com ajuda das vendas de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. A balança comercial da DR de São Paulo teve o quarto pior desempenho entre as diretorias, um déficit de US$ 632 milhões contra um déficit de US$ 204,8 milhões no acumulado de janeiro a março de 2016.

Por fim, a DR de Santos ficou com o terceiro lugar no ranking de exportações, com um volume de US$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2017, 10,7% mais do que foi exportado no mesmo período do ano anterior, US$ 918,9 milhões.

No primeiro trimestre de 2017, o saldo da balança brasileira também ficou superavitária, em US$ 14,4 bilhões, contra um superávit de US$ 8,4 bilhões em 2016. As exportações do país bateram em US$ 50,5 bilhões de janeiro a março, uma alta de 24,4% ante o ano passado, enquanto as importações acumularam US$ 36 bilhões, um crescimento de 12% na análise trimestral.

De acordo com diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, o resultado da balança comercial do Estado reflete a importância de um câmbio equilibrado. “Desde janeiro do ano passado, o real se valorizou mais de 20% ante o dólar, o que já provoca uma recuperação das importações. Por outro lado, seguimos competitivos em exportações de maior valor agregado, como aviões e automóveis. O câmbio apreciado segue um problema brasileiro que compromete as exportações e subsidia as importações.”

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Balança comercial paulista tem superávit de US$ 842,3 milhões no acumulado dos 9 primeiros meses de 2016

Agência Indusnet Fiesp

O saldo da Balança Comercial do Estado de São Paulo foi superavitário em US$ 842,3 milhões no acumulado dos 9 primeiros meses de 2016. As exportações somaram US$ 39,5 bilhões, registrando crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2015. As importações acumularam US$ 38,7 bilhões, queda de 22,1% em relação ao acumulado de janeiro a setembro de 2015.

Para efeito de comparação, o saldo da Balança Comercial do Brasil nos 9 primeiros meses de 2016 foi superavitário em US$ 36,2 bilhões, ante um superávit de US$ 10,3 bilhões no mesmo período em 2015. As exportações brasileiras atingiram US$ 139,4 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2016, queda de 3,5% em relação ao mesmo período de 2015. Já as importações acumularam US$ 103,2 bilhões, 23,1% a menos que no acumulado de janeiro a setembro de 2015.

Das 39 Diretorias Regionais analisadas, as Diretorias Distritais de São Paulo obtiveram a 1ª colocação do Estado no volume de exportações, atingindo US$ 6,6 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2016. Esse valor representou um aumento de 22,2% em relação aos US$ 5,4 bilhões exportados no mesmo período de 2015. Os pesos principais ficaram por conta das exportações de açúcar (27,2% da pauta) e de sementes e grãos (16,5%). A região também ficou em primeiro no volume importado pelo Estado, com total de US$ 7,0 bilhões, 20,6% menor que nos 9 primeiros meses de 2015. Os aparelhos e instrumentos mecânicos aparecem como destaque, respondendo por 11,3% da pauta importada, seguido por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (10,8%). Com esses resultados, o saldo da balança comercial da DR de São Paulo foi o 7º maior déficit entre as diretorias. A balança comercial registrou no período saldo negativo de US$ 387,7 milhões.

Em segundo lugar no ranking de exportações ficou a DR de São José dos Campos, que alcançou US$ 4,7 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2016, alta de 5,3% em relação ao acumulado no mesmo período de 2015, US$ 4,5 bilhões. O principal responsável foram as aeronaves, com 59,2% da pauta exportadora da região. Essa mesma diretoria obteve o 3º lugar em volume de importações, com um total de US$ 3,2 bilhões, queda de 37,3% em relação ao importado no acumulado dos 9 primeiros meses de 2015. O setor de combustíveis foi o mais expressivo entre os desembarques do período (26,0% da pauta importadora). Assim, o saldo da balança comercial da DR de São José dos Campos foi o 2º maior dentre as diretorias, com um superávit de US$ 1,5 bilhões, contra déficit de US$ 683,9 milhões no acumulado de janeiro a setembro de 2015.

A DR de Santos obteve o 3º lugar no ranking de exportações, com volume de US$ 2,8 bilhões nos 9 primeiros meses de 2016, ou 9,8% a mais do que foi exportado no mesmo período do ano anterior, US$ 2,6 bilhões. O destaque foram as sementes e frutos (30,0% da pauta). Quanto às importações, a DR de Santos totalizou US$ 578,4 milhões nos 9 primeiros meses de 2016, aumento de 0,8% em relação aos US$ 573,5 milhões importados no mesmo período de 2015. O destaque foi a importação de combustíveis (54,1% da pauta). Essa diretoria teve o maior superávit da balança comercial de janeiro a setembro de 2016, com US$ 2,2 bilhões de saldo positivo, 12,3% a mais que o superávit do mesmo período do ano passado.

A DR de Campinas ficou em 2º lugar no ranking de importações, com US$ 6,1 bilhões nos 9 primeiros meses de 2016, queda de 18,5% em relação ao mesmo período de 2015. Os destaques das importações ficaram por conta de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (30,1% da pauta) e dos produtos químicos orgânicos (16,5%). Essa diretoria também teve o maior déficit comercial entre as regionais, com US$ 3,9 bilhões nos 9 primeiros meses de 2016.

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Para 72% das empresas brasileiras câmbio é o maior limitante das exportações, aponta estudo da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O temor de nova sobrevalorização do câmbio é o maior obstáculo às exportações para 72% das empresas brasileiras, segundo mostra a pesquisa “Expectativas e Obstáculos Para Exportações e Substituição de Importações da Indústria em 2016”, elaborada pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), em parceria com o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex).

Para Thomaz Zanotto, diretor titular do Derex, a influência do câmbio é um fator preocupante para o setor, pois diminui a competitividade das exportações brasileiras.  “No Brasil, a taxa de câmbio passou muito tempo sobrevalorizada, o que subsidiava a entrada de produtos importados. Assim que alcançou um patamar mais realista, em torno dos R$ 3,70, o manufaturado brasileiro voltou a ganhar mercado externo.”

Além do câmbio, outros fatores foram citados como obstáculos para a exportação. Entre os cinco fatores que dificultam na hora de exportar, o financiamento aparece por três vezes, devido ao alto custo, difícil acesso e restrita oferta, segundo 67%, 64% e 60% das empresas, respectivamente.

Zanotto explica que a taxa de juros para crédito de curto prazo no Brasil é de 32% ao ano, frente a 8,1% no Chile, 5,6% na China e 3,3% nos EUA. Dos entrevistados, 63% apontaram que é muito alto o investimento necessário para criar uma estrutura de exportação, refletindo os diversos fatores do Custo Brasil, e 45% consideram que os preços dos seus produtos não são competitivos no mercado externo.

Segundo o diretor do Derex, há também outros pontos determinantes que limitam as empresas na hora de exportar, como a tributação, por exemplo. “A margem de lucro das exportações é baixa e, na impossibilidade de se exportar tributos, o acúmulo de impostos ao longo da cadeia produtiva tem que ser compensado de alguma forma. Nenhum país exporta tributos”.

De acordo com a pesquisa, somente 35% das empresas entrevistadas exportam anualmente, das quais 43% pretendem ampliar as exportações. Mesmo considerando isso, a previsão de aumento de exportações em 2016 é de 6%. Cinquenta e dois por cento nunca exportaram, e 98% dessas devem continuar sem exportar. Desta forma, empresas que já exportam tendem a elevar suas vendas externas de forma pouco expressiva, realizando poucos investimentos.

Zanotto afirma que exportar produtos da indústria de transformação demanda esforços comerciais e uma série de investimentos específicos que somente podem ser viabilizados com um ambiente de negócios regular, estável e previsível. Para ele, isso abrange desde a sobrevalorização e volatilidade da taxa de câmbio até a incertezas no âmbito macroeconômico, jurídico, tributário, regulatório e trabalhista, principalmente.

Importações

O estudo revelou que 37% das indústrias reduzirão as importações de insumos, incluindo máquinas e equipamentos. A queda será, em média, de 44%. Das indústrias que diminuirão a importação de insumos, 43,5% substituirão fornecedores externos por internos (em média, 24% do que se deixará de importar).

Já as importações de produtos acabados para revenda pelo setor devem cair cerca de 9%. Cerca de 32% das entrevistadas vão reduzir as compras externas para revenda, com queda média de 37,8%. E entre elas, 41% deixarão de vender esses produtos, de forma que a substituição pela produção doméstica tende a ser pequena.

Na análise de Zanotto, “a queda das importações reflete o atual quadro recessivo do Brasil. A redução nas compras de bens acabados mostra que os indivíduos deixaram de consumir. Por outro lado, a queda na compra de insumos também mostra que a indústria deixou de produzir”.

Metodologia

Com objetivo de identificar os fatores que limitam a atuação no mercado externo, identificar estratégias predominantes do setor para a importação de insumos e produtos prontos para revenda e sua eventual substituição por produtos fornecidos localmente, foram ouvidas 1.120 empresas da indústria de transformação, sendo 534 pequenas, 405 médias e 181 grandes, entre os dias 14 de março e 22 de abril de 2016.

Balança comercial paulista é deficitária em US$ 75,3 milhões no primeiro trimestre do ano

Agência Indusnet Fiesp/Ciesp

O saldo da Balança Comercial do Estado de São Paulo foi deficitário em US$ 75,3 milhões no acumulado do 1º trimestre de 2016, mostra pesquisa da Fiesp e do Ciesp. As exportações somaram US$ 12,1 bilhões, registrando crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2015. Por sua vez, as importações acumularam US$ 12,2 bilhões, uma queda de 30,8% em relação ao acumulado de janeiro a março de 2015.

Para efeito de comparação, o saldo da Balança Comercial do Brasil no 1º trimestre de 2016 foi superavitária em US$ 8,4 bilhões, ante um déficit de US$ 5,6 bilhões no mesmo período em 2015. As exportações brasileiras atingiram US$ 40,6 bilhões no acumulado de janeiro a março de 2016, uma queda de 5,1% em relação ao mesmo período de 2015. Já as importações acumularam US$ 32,2 bilhões, uma queda de 33,4% em relação ao acumulado de janeiro a março de 2015.

Análise por Diretoria Regional 

As Diretorias Distritais de São Paulo ficaram em primeiro lugar do Estado no volume de exportações entre as 39 Diretorias Regionais analisadas, atingindo US$ 2,0 bilhões no acumulado de janeiro a março de 2016. Este valor representou um crescimento de 15,5% em relação ao US$ 1,7 bilhão exportado no mesmo período de 2015. Os pesos principais ficaram por conta das exportações de açúcares e produtos de confeitaria (22,4% da pauta) e de sementes e frutos oleaginosos, grãos, sementes e frutos diversos, plantas industriais ou medicinais, palhas e forragens (16,7%). Já as importações das DR’s de São Paulo totalizaram US$ 2,2 bilhões, valor 29,2% menor que no 1º trimestre de 2015.

A região também ficou na 1ª colocação no volume importado pelo Estado. Os reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos e suas partes aparecem como destaque, respondendo por 12,7% da pauta importada, seguido por máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes, aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios (12,0%). Com esses resultados, o saldo da balança comercial da DR de São Paulo foi o 6º maior déficit entre as diretorias. A balança comercial registrou no período saldo negativo de US$ 222,5 milhões.

Em segundo lugar no ranking de exportações ficou a DR de São José dos Campos, que alcançou US$ 1,3 bilhão no acumulado de janeiro a março de 2016, 8,7% superior ao acumulado no mesmo período de 2015 (US$ 1,2 bilhão). Os principais responsáveis foram as aeronaves e aparelhos espaciais, e suas partes, com 65,1% da pauta exportadora da região. Essa mesma diretoria obteve o 3º lugar em volume de importações, com um total de US$ 1,1 bilhão, uma queda de 47,7% em relação ao importado no acumulado do 1º trimestre de 2015. Os combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação, matérias betuminosas, ceras minerais foram os principais responsáveis pelos desembarques do período (28,6% da pauta importadora). Assim, o saldo da balança comercial da DR de São José dos Campos foi o 6º mais positivo dentre as diretorias, com um superávit de US$ 246,5 milhões, ante um déficit de US$ 828,6 milhões no acumulado de janeiro a março de 2015.

A DR de Santos obteve o 3º lugar no ranking de exportações, com um volume de US$ 892,3 milhões no 1º trimestre de 2016, 12,5% a mais do que foi exportado no mesmo período do ano anterior (US$ 792,9 milhões). O destaque foi para os açúcares e produtos de confeitaria (29,3% da pauta). Quanto às importações, a DR de Santos totalizou US$ 180,9 milhões no 1º trimestre de 2016, uma queda de 14,2% em relação aos US$ 210,9 milhões importados no mesmo período de 2015. O destaque foi a importação de combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação, matérias betuminosas, ceras minerais (43,3% da pauta). Essa diretoria teve o destaque em superávit da balança comercial de janeiro a março de 2016, com US$ 711,4 milhões de saldo positivo, 22,3% a mais que o superávit do mesmo período do ano passado.

A DR de Campinas ficou em 2º lugar no ranking de importações, com US$ 1,8 bilhão no 1º trimestre de 2016, uma queda de 24,7% em relação ao mesmo período de 2015. Os destaques das importações ficaram por conta de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes, aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios (35,0% da pauta) e dos reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos e suas partes (13,8%). Essa diretoria também teve o maior déficit comercial entre as regionais, com US$ 1,1 bilhão no 1º trimestre de 2016.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o saldo comercial por município do Estado de São Paulo referente ao acumulado do 1º trimestre de 2016. O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e do Ciesp fizeram uso desses dados para elaborar uma análise do comércio exterior de cada uma das 39 Diretorias Regionais (DR) do Ciesp.

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Balança comercial paulista fecha 2015 com déficit de US$ 12,1 bilhões

Agência Indusnet Fiesp

O saldo da balança comercial do Estado de São Paulo foi deficitário em US$ 12,1 bilhões no acumulado do ano de 2015, no âmbito agregado (cálculo feito a partir da soma das exportações e importações dos municípios paulistas). As exportações somaram US$ 51,7 bilhões, com queda de 10,6% em relação ao mesmo período de 2014. As importações acumularam US$ 63,8 bilhões, uma queda de 24,8% em relação ao ano de 2014. Os números foram divulgados nesta terça-feira (2) pela Fiesp e pelo Ciesp.

Para efeito de comparação, o saldo da balança comercial do Brasil no acumulado do ano de 2015 foi superavitário em US$ 19,7 bilhões, ante um déficit de US$ 4,1 bilhões no mesmo período em 2014. As exportações brasileiras atingiram US$ 191,1 bilhões no acumulado no ano de 2015, uma queda de 15,1% em relação ao mesmo período de 2014. Já as importações acumularam US$ 171,5 bilhões (25,2% a menos que em 2014).

Análise por Diretoria Regional

As Diretorias Distritais de São Paulo ficaram em primeiro lugar no Estado no volume de exportações entre as 39 Diretorias Regionais analisadas, atingindo US$ 7,5 bilhões no acumulado do ano de 2015. Este valor representou um crescimento de 0,8% em relação aos US$ 7,4 bilhões exportados no mesmo período de 2014. Os pesos principais ficaram por conta das exportações de açúcar (17,8% da pauta) e de sementes e grãos (15,5%). A região também ficou em primeiro no volume importado pelo Estado, com US$ 11,3 bilhões, 19,7% menos que no ano de 2014. Os aparelhos e instrumentos mecânicos aparecem como destaque, respondendo por 13,2% da pauta importada, seguidos por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,1%). Com esses resultados, o saldo da balança comercial da DR de São Paulo foi o 2º maior déficit entre as diretorias. A balança comercial registrou no período saldo negativo de US$ 3,8 bilhões.

Em segundo lugar no ranking de exportações ficou a DR de São José dos Campos, que alcançou US$ 6,5 bilhões no acumulado do ano de 2015, 4,9% superior ao acumulado no mesmo período de 2014 (US$ 6,2 bilhões). O principal responsável foram as aeronaves, com 57,8% da pauta exportadora da região. A mesma diretoria obteve o 3º lugar em volume de importações, com um total de US$ 7,4 bilhões, uma queda de 49,8% em relação ao importado no acumulado do ano de 2014. O saldo da balança comercial da DR de São José dos Campos foi o 8º mais negativo entre as diretorias, com um déficit de US$ 898,5 milhões, menor que no ano de 2014, que foi de US$ 8,6 bilhões.

A DR de São Bernardo do Campo obteve o 3º lugar no ranking de exportações, com um volume de US$ 3,4 bilhões no ano de 2015, 6,2% a menos do que foi exportado no mesmo período do ano anterior (US$ 3,6 bilhões). O destaque foram os veículos e suas partes (73,8% da pauta).

Quanto às importações, a DR de São Bernardo do Campo totalizou US$ 2,2 bilhão no acumulado do ano de 2015, uma queda de 31,4% em relação aos US$ 3,2 bilhões em importações no mesmo período de 2014. O destaque foi a importação de veículos e suas partes (29,3% da pauta). Essa diretoria teve o 3º maior superávit da balança comercial no ano de 2015, com US$ 1,2 bilhão de saldo positivo, 186,7% a mais que o superávit do mesmo período do ano anterior.

A DR de Campinas ficou em 2º lugar no ranking de importações, com US$ 9,7 bilhões no acumulado do ano de 2015, uma queda de 15,1% em relação ao mesmo período de 2014. Os destaques das importações ficaram por conta de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (30,2% da pauta) e dos aparelhos e instrumentos mecânicos (15,3%). Essa diretoria também teve o maior déficit comercial entre as regionais, com US$ 6,7 bilhões no ano de 2015.

Como é feito o levantamento

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o saldo comercial por município do Estado de São Paulo referente ao acumulado do ano de 2015. O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e do Ciesp fizeram uso desses dados para elaborar uma análise do comércio exterior de cada uma das 39 Diretorias Regionais (DR) do Ciesp.

Há diferenças de metodologia no cômputo das exportações por Unidade de Federação e Município. Segundo definição da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) para a Unidade da Federação, o critério para as exportações leva em conta o Estado produtor da mercadoria, independentemente de onde está localizada a empresa exportadora. No critério para as exportações por municípios leva-se em conta o domicílio fiscal da empresa exportadora, ou seja, os produtos contabilizados são de empresas com sede no município, independentemente de onde a mercadoria foi produzida.

Para efeito de comparação com as Diretorias Regionais, os dados de comércio exterior para o Estado de São Paulo, neste trabalho, são calculados a partir da soma das exportações e importações dos municípios paulistas.

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Desempenho Saldo Comercial Brasileiro 2006 a 2014

Em 2014, a Indústria de Transformação apresentou o maior déficit comercial da história (US$ 58,8 bi). A fim de analisar tal resultado, o estudo decompõe o saldo comercial do setor em 10 categorias que combinam o uso dos fatores produtivos e a intensidade tecnológica. Os resultados apontam para uma reprimarização da pauta exportadora e a substituição do consumo interno de produtos nacionais por importados, especialmente nos setores intensivos em escala de média-alta tecnologia.

Na Folha de S. Paulo, Benjamin Steinbruch destaca participação do Brasil no Mercosul

Agência Indusnet Fiesp

Nesta terça-feira (18/06), o primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, escreveu, em sua coluna quinzenal no jornal Folha de S. Paulo, sobre a participação do Brasil no Mercosul.

No texto “Falso Problema”, Steinbruch destaca que “esse bloco comercial enfrenta problemas”, mas que não está “em coma”. De acordo com o primeiro vice-presidente da Fiesp, nos últimos dez anos as vendas brasileiras para o Mercosul foram de US$ 169 bilhões, diante de importações de US$ 123 bilhões. Ou seja, “um superávit nada desprezível de US$ 46 bilhões”.

Segundo Steinbruch explicou no texto, “esse saldo é muito maior do que o obtido com os Estados Unidos, de apenas US$ 17,8 bilhões no período”.

Por fim, Steinbruch lembrou que, na semana passada, a Fiesp finalizou a chamada “Agenda para a Integração Externa”, documento que discute o assunto e sustenta que “a participação do Brasil nessa entidade regional não impede o país de realizar acordos preferenciais de comércio”. Nas palavras do vice-presidente da federação: “O documento da Fiesp não se restringe ao Mercosul. Propõe um novo caminho para promover a competitividade do Brasil por meio da integração econômica com o mundo. Tudo isso sem radicalismos, com aprofundamento das parcerias já existentes e construção de novas”.

Para ler o artigo de Steinbruch, só conferir abaixo ou clicar aqui.

Artigo Steinbruch na Folha de S. Paulo

Fiesp começou luta contra Guerra dos Portos em junho de 2011

Agência Indusnet Fiesp

A aprovação da Resolução de 72 no Plenário do Senado Federal, em votação ocorrida terça-feira (24/04), é o desfecho bem sucedido de uma causa que está na agenda da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp): a luta contra a chamada “Guerra dos Portos”.

Em junho de 2011, a Fiesp promoveu o seminário Guerra Fiscal: Uma Batalha Sem Vencedores, na Assembleia Legislativa de São Paulo, no qual revelou um dado alarmante: a concessão de incentivos por Estados a produtos importados levaria a economia nacional a deixar de movimentar R$ 80 bilhões somente em 2011, segundo estudo da entidade.

A pesquisa revelara que entre 2000 e 2011 havia sido registrado um aumento de 11,8% para 22,1% na participação de importações nos Estados que fornecem o benefício. O impacto de boa parte desses incentivos foi agravado pela valorização do Real, conforme aponta estudo do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp.

Em fevereiro deste ano, o Decomtec divulgou o estudo Custos Econômicos e Sociais da Guerra Fiscal do ICMS na Importação, informando que nos últimos 10 anos o Brasil deixara de gerar 915 mil postos de trabalho por causa da “Guerra dos Portos”.

Em março deste ano, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, foi à Brasília defender o fim dos incentivos fiscais a produtos importados. “O interesse de alguns Estados não pode estar acima dos interesses do Brasil”, afirmou Skaf, ao participar da audiência pública do Senado.

A mobilização da Fiesp e Ciesp no Grito de Alerta, circuito de manifestações de diversas entidades empresariais e de trabalhadores a favor da indústria e do emprego no Brasil, foi mais um marco em defesa de medidas – inclusive a Resolução 72 – que aumentassem a competitividade do país. Em São Paulo, a manifestação aconteceu no dia 05/04, com uma caminhada da Avenida Paulista até o local do evento, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Logo em seguida, a tramitação da Resolução 72 teve avanços no Senado, primeiramente com a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, no dia 11/04. Depois, com mais uma chancela favorável, a da Comissão de Assuntos Econômicos no dia 17/04.

“No nosso entendimento, a unificação da alíquota em 4% é a melhor proposta para o Brasil, pois reduz a margem para a concessão do incentivo fiscal nas operações interestaduais com importados”, comentou Skaf na ocasião.

A Resolução 72 unifica em 4% a alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) na importação, vedando a possibilidade, pelos governos estaduais, de redução do imposto como mecanismo de incentivo à entrada de produtos importados.

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Forte entrada de importados abate previsão para setor de equipamentos de telecomunicações

Alice Assução, Agência Indusnet Fiesp

A desindustrialização no setor de equipamentos de telecomunicações está sendo motivada por dificuldades comuns a toda a indústria, como valorização cambial, juros e custos de produção elevados e logística debilitada, e outras causas internas ao setor, segundo o diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Paulo Castelo Branco.

Entre as causas internas da deterioração do setor no país, Castelo Branco, que responde pela área de Telecomunicações na Diretoria da Fiesp, destaca a entrada da China no mercado internacional.

“A partir de 2002, as empresas chinesas chegaram ao país competindo muito agressivamente com os fornecedores de equipamentos aqui estabelecidos. Isso, somado às razões mencionadas antes, agravou a já deficiente competitividade geral da indústria”, explicou o diretor, que também é vice-presidente e diretor de telecomunicações da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica.

Segundo a Abinee, embora o faturamento tenha aumentado 21% nos primeiros seis meses de 2011 ante igual período no ano anterior, as exportações de produtos de telecomunicações recuaram 36% no primeiro semestre do ano em relação ao primeiro semestre de 2010. Já as importações expandiram 47% na comparação anual.

Em análise mais recente, no entanto, Castelo Branco informa que as três últimas pesquisas mensais indicam que 35% das empresas pesquisadas anotaram redução das vendas/encomendas em relação aos mesmos períodos de 2010.

Investimento

As encomendas de equipamentos de redes dependem do investimento das operadoras, o que, obviamente, está relacionado ao seu desempenho econômico-financeiro.

O executivo explica que, por questões conjunturais, as companhias adiam suas compras enquanto podem sem prejudicar seus compromissos com a Anatel, e deixam para última hora um grande volume de pedidos. “Isso dificulta o planejamento da indústria, que fica muitos meses sem encomendas e, de repente, é afogada com pedidos consideráveis para fornecer equipamentos e implantar redes em poucos meses. Assim, operar uma fabrica no País é muito difícil.”

“No nosso setor, o comprador é uma empresa privada. E ela não estará interessada em comprar da indústria estabelecida no país se o preço for mais alto quando comparado ao importado. Desde que tecnicamente equivalentes, ela quer o mais barato, não importa se fabricado dentro ou fora do país”, pontua Castelo Branco.

Nos últimos anos, o conjunto de operadoras de telecomunicações tem investido em cerca de R$ 12 bilhões, anualmente. O valor abrange a aquisição de ativos que não estão diretamente associados à indústria de equipamentos, no caso de  computadores, imóveis e outros investimentos administrativos.

Após o alcance das metas de universalização estabelecidas pela Anatel, no ano de 2003, esse volume de investimento tem se mantido razoavelmente estável. “Isto significa que não vem acompanhando proporcionalmente o crescimento da demanda, que é gerada por uma rede cada vez maior, capaz de atender os atuais 290 milhões de assinantes”, justifica o diretor do Deinfra/Fiesp.

Parte deste efeito é compensada pela redução de preços dos equipamentos – ou seja, pelo mesmo valor, compram mais equipamentos de rede. Mas isso só aumenta a pressão sobre os fornecedores, que são forçados a oferecer preços chineses com volumes do mercado brasileiro.

Castelo Branco esclarece, ainda, que os benefícios que poderiam dar mais competitividade à indústria de equipamentos deveriam ser concedidos ao longo da cadeia, com políticas que possam aliviar de forma eficiente o peso sobre todas as fases da produção, gerado pelas condições aqui detalhadas.

O executivo será moderador da mesa redonda “Políticas de compras, programas de incentivo à tecnologia e produção nacionais” no 3º Seminário Fiesp de Telecomunicações – O desafio da conectividade: o Brasil na era da informação, que discutirá esse tema, entre outros de grande relevância para o setor.

Participação de produtos importados no consumo atinge nível recorde de 22,9%

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A participação de mercadorias importadas no consumo brasileiro aumentou 1,3 ponto percentual no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2010 e chegou a um patamar recorde na série histórica iniciada em 1997. Essa participação chegou a 22,9%, indicando a dificuldade dos produtos nacionais em concorrer com importados.

Os dados fazem parte do Coeficiente de Exportação e Importação (CEI), levantamento feito pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Derex), divulgado nesta quinta-feira (11). As exportações também registraram alta no período avaliado.

“Estamos atravessando um momento grave da indústria brasileira, principalmente por fatores externos, como o caso da sobrevalorização do real”, alertou o diretor do Derex, Roberto Giannetti da Fonseca.

No segundo trimestre de 2010, o nível de participação dos importados no consumo doméstico era de 20,7%, aumento de 2,2 pontos percentuais comparado com o mesmo período deste ano. Isso sinaliza que a indústria nacional não tem conseguido atender ao aumento da demanda no mercado local, que vem sendo atendida pelos importados.

A crise financeira nos Estados Unidos e na Europa, que por um lado desaquece a atividade exportadora, tem derrubado o dólar e barateado os importados, gerando um aumento no consumo brasileiro “de forma preocupante”, mostra o CEI.

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Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Derex

Em relação às exportações, a participação das vendas externas na receita do setor também cresceu de 17,7% no segundo trimestre de 2010 para 19,9% em igual período deste ano. Nos primeiros três meses do ano, o coeficiente de exportação chegou a 17,5%, 2,4 pontos percentuais a menos.

Apesar de mostrar expansão da atividade, Giannetti afirma que o crescimento é modesto e não pode ser encarado como positivo, já que se trata de um ajuste sazonal, dado o fortalecimento das vendas externas no agronegócio, como as commodities agrícolas e minerais, e na exportação esporádica de uma plataforma de petróleo.

“Às vezes as estatísticas enganam. Algumas pessoas, por exemplo, veem que as exportações crescem e falam que os exportadores estão chorando de barriga cheia. Mas o que significa para a indústria crescer a exportação de commodities? Muito pouco. Em manufaturados, ao contrário, nós temos um déficit de quase 100 bilhões de dólares por ano”, acrescentou.

Setores

De 31 setores da indústria avaliados pela Fiesp, 28 apresentaram alta em seu coeficiente de importação. O setor de máquinas e equipamentos para extração mineral se destacou entre os que mais consumiram importados, com variação positiva de 11 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2010.

Em seguida vieram tratores e máquinas e equipamentos para agricultura e máquinas e equipamentos para fins industriais, com aumento de 8,8 e 7,5 pontos percentuais, respectivamente.

Quanto ao coeficiente de exportação, o levantamento ainda apurou que os setores de Outros Equipamentos de Transporte e de Indústria Extrativa contribuíram com 45% para o aumento da participação das vendas externas na receita da indústria na leitura anual.

No segundo trimestre do ano, a indústria produziu 2% a menos para o mercado interno contra o mesmo período de 2010, enquanto o consumo aparente cresceu 0,7% na comparação anual.

Câmbio

Para Giannetti, o problema do real excessivamente valorizado está no mercado futuro do dólar. Embora tenha elogiado as medida do governo para conter a valorização do Real, entre elas a taxação de até 25% sobre as operações de derivativos feitas por investidores estrangeiros, ele acredita que são necessários outros ajustes.

“Essas medidas para o mercado futuro de câmbio são muito importantes porque pela primeira vez o governo está atingindo o alvo certo que é o mercado futuro, onde de fato está se formando a taxa de câmbio no Brasil”, afirmou.

Um estudo do Derex da Fiesp aponta que o mercado futuro de câmbio no Brasil é cinco vezes superior às transações no mercado à vista, um fenômeno que não acontece nos outros países do G-7.

Maior preocupação da indústria é com a guerra dos portos e sua ameaça ao setor produtivo

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O deputado estadual Itamar Borges reforçou nesta segunda-feira (27) o apoio da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo à Fiesp no combate contra benefícios fiscais que têm estimulado, sobretudo, a entrada de mercadoria importada no Brasil, um movimento que prejudica o setor produtivo.

“A primeira ação da Alesp foi dar a mão para a Fiesp nessa bandeira. Vamos atuar juntos não só na questão legislativa mas também em ações com o governo”, disse Borges durante coletiva que antecede o seminário Guerra Fiscal: Uma batalha sem vencedores desta quinta-feira (30).

O encontro vai reunir autoridades e representantes da indústria para discutir modalidades que afetam a produção industrial brasileira, como a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na importação.

Guerra dos portos

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Da esq. p/ dir.: André Rebelo, o deputado Itamar Borges e o jurista Heleno Torres falam sobre Guerra Fiscal em encontro na Fiesp



Desde 2010, tramita no Congresso uma proposta de redução do ICMS nas importações, hoje 7% a 12%, para 2% até 2014. Esse benefício fiscal tem como objetivo incentivar a movimentação de mercadorias importadas nos portos. “Embora seja baixa, a arrecadação desse produto que chega aos terminais portuários é extremamente relevante principalmente para estados mais carentes”, afirma o jurista Heleno Torres, membro do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos  (Conjur) da Fiesp.

Os estados são os responsáveis pela arrecadação e o principal destino do ICMS, aplicado principalmente em áreas como infraestrutura. “Eles alegam a falta de uma política nacional de desenvolvimento. Alegam que o único instrumento que possuem para tanto é o ICMS”, justificou Torres

Equilíbrio entre importação e exportação

Durante a última reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) muitos governos locais se mostraram a favor de uma redução da alíquota para 4%, um patamar que deve manter o equilíbrio entre importação e exportação.  “Entendemos que é uma redução razoável. Se um estado resolver cobrar 3%, não vai prejudicar tanto aquele que cobrar a taxa de 4%”, acrescentou o jurista.

A guerra dos portos é mais nociva à indústria do que guerra fiscal, uma vez que o incentivo fiscal oferecido por outros estados para empresas ao menos gera emprego em outras regiões do Brasil e descentraliza as riquezas. Já os benefícios fiscais às importações tendem a contribuir para o enfraquecimento do setor produtivo e, consequentemente, do mercado de trabalho. “Perder emprego para a China é inadmissível”, disse André Rebelo, assessor de assuntos estratégicos da Presidência da Fiesp.

Um estudo da entidade estima que, em 2010, 9,8% dos produtos importados foram beneficiados com incentivos fiscais ligados ao recolhimento de um ICMS menor. A mesma pesquisa apurou uma perda de 771 mil empregos graças aos benefícios fiscais na importação. Em cinco anos, a economia pode deixar de gerar mais 859 mil empregos.

São Paulo absorve 50% das importações brasileiras do pescado, revela estudo

Agência Indusnet Fiesp

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Roberto Kikuo Imai, coordenador-titular do Compesca/Fiesp

O coordenador-titular do Comitê da Pesca e da Aquicultura (Compesca) da Fiesp, Roberto Kikuo Imai, alertou nesta sexta-feira (17), na segunda reunião do grupo, contra as robustas importações do pescado pelo mercado paulista.

Segundo informações do estudo O mercado do pescado da Região Metropolitana de São Paulo, lançado nesta sexta-feira durante encontro do Compesca, o estado absorveu 49% das importações brasileiras em 2009. Na região metropolitana, o percentual deste volume aumenta para 50%.

“O dado dessas importações é muito grande. Temos que tomar cuidado. Podemos estudar meios de distribuir de maneira mais forte”, disse Kikuo Imai, que é presidente do Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo (Sipesp).

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Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva, pesquisadora científica do Instituto de Pesca e coordenadora do projeto

O estudo sobre o mercado de pescado em São Paulo foi produzido pelo Infopesca e pelo Fundo Comum de Produtos Básicos e tem como objetivo “evidenciar a necessidade de trabalhos mais aprofundados e fortalecer as parecerias com representantes do setor de pesca”, explicou Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva, pesquisadora científica do Instituto de Pesca e coordenadora do projeto.

Exportação e importação

O Brasil exportou 194,6 milhões de dólares de pescado em 2009. Em contrapartida, as importações brasileiras somaram 675,11 milhões de dólares no mesmo ano, gerando um déficit da balança comercial da cadeia do setor de pescado de 480,4 milhões de dólares, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, informou o estudo.

Skaf se reúne com Pimentel e pede fortalecimento da defesa comercial do País

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Josué Gomes da Silva, Fernando Pimentel, Paulo Skaf, Benjamin Steinbruch, Ivan Zurita e Lawrence Pih, durante almoço na Fiesp

Em almoço nesta segunda-feira (7) com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, Fernando Pimentel, que contou com toda a diretoria titular da Fiesp, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu maior atenção do ministério às ações de defesa comercial do País, para conter o surto de importações por conta do real valorizado e proteger a indústria nacional do comércio desleal.

Um levantamento da Fiesp mostra que, para este ano, a pasta de Pimental alocou  R$ 450 mil em recursos para o Departamento de Análises de Processos de Defesa Comercial. De acordo com a entidade, além de receber um dos menores orçamentos deste ministério, o valor é 10% inferior do que foi destinado no ano passado.

Para se ter uma ideia, a equipe de advogados do ministério que atua na defesa comercial do País é formada por 12 profissionais, enquanto o governo chinês mantém uma equipe de 4.000 profissionais.

“É preciso reforçar a área de defesa comercial e ter coragem para tomar decisões que fortaleçam e protejam a indústria nacional”, disse Skaf, durante encontro com o ministro.

O presidente da Fiesp ouviu de Fernando Pimentel que as medidas de contenção das exportações e o fortalecimento da defesa comercial do País serão não só obrigatórios como práticas frequentes do ministério.

Reforma tributária

Além do fortalecimento da pasta, a reforma tributária também foi um dos temas principais da conversa entre os dois. Pimentel disse que irá priorizar medidas de desoneração da Folha de Pagamento, créditos tributários e restituição tributária dos exportadores.

O presidente da Fiesp também pediu apoio do ministro para modificar a resolução do Senado, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que zera o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do produto importado, quando ele é transferido de um Estado para outro. Já o produto nacional é taxado em 12%.

Na avaliação de Skaf, a resolução do Senado é positiva para o País, pois elimina impostos. No entanto, de acordo com ele, quando beneficia somente o produto importado, a desoneração incentiva as importações do País, diminuindo a competitividade da indústria nacional.

Indústria brasileira perde R$ 17,3 bilhões por causa das importações

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

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Estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgado na edição desta segunda-feira (10), do jornal O Estado de São Paulo, mostrou que nos primeiros nove meses de 2010 a indústria de transformação brasileira perdeu R$ 17,3 bilhões e deixou de criar 46 mil novas vagas de trabalho, devido ao excesso dos importados no consumo do País. O levantamento da Fiesp aponta em direção de um processo vertiginoso de desindustrialização.

Há dois anos, o Coeficiente de Importação (CI) da entidade – índice que mede o percentual da demanda interna suprida pelo produto de fora – já vinha alertando o País sobre o surto de produtos importados no Brasil. O índice pulou de 19,6%, no acumulado de janeiro a setembro de 2008, para 21,2%, no mesmo período de2010.

Para se ter uma ideia, nos últimos vinte anos a indústria brasileira perdeu quase 10 pontos percentuais de sua capacidade produtiva, em relação ao Produto Interno Bruto, saindo de 27% para 16%. “O País não pode se dar ao luxo de abrir mão de sua indústria na sua estratégia de desenvolvimento”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.


Setor produtivo e trabalhadores juntam forças contra invasão dos importados

Emilse Bentson, Agência Indusnet Fiesp

A pressão dos produtos importados sobre a economia nacional, especialmente de manufaturados de origem asiática que chegam ao País em grandes volumes, tem preocupado tanto o empresariado quanto a classe trabalhadora. Ambos os lados temem que o movimento desenfreado de importações desestimule, de um modo geral, novos investimentos e afete a geração de empregos, como já ocorre em alguns setores de manufaturados.

Diante deste cenário, representantes dos empresários e dos trabalhadores reuniram-se nesta segunda-feira (20), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para pensar em estratégias conjuntas de prevenção para a indústria nacional e, principalmente, paulista.

No final do encontro com os presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (Sergio Nobre), da categoria em São Paulo, Mogi das Cruzes e região (Miguel Torres) e da Força Sindical (Paulo Pereira da Silva), para definir os primeiros passos já no início de 2011, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, fez uma análise da atual situação.

“Apesar de a economia ter apresentado bom desempenho neste ano e a produção industrial crescer bem, estamos sentindo um aumento muito acelerado, eu diria até irresponsável das importações, principalmente dos manufaturados. Devemos ter um déficit da balança comercial, quer dizer, a expectativa é de que se vai importar 70 milhões de dólares a mais em manufaturados do que se vai exportar. Isso é muito mais do que aconteceu nos últimos anos, e a preços muito baixos.”

E acrescentou: “Estamos todos juntos, preocupados com o Brasil, o emprego, o desenvolvimento e o futuro. Não podemos esperar que o prejuízo se instale para depois nos mexer. Então, vamos debater o tema, encontrar pontos em comum e preparar propostas para o governo trabalhar em favor do nosso país”.

Propostas para o governo

A ideia é reunir trabalhadores e empresários num grande evento, entre o final de janeiro e início de fevereiro, para fazer um diagnóstico da situação e identificar os setores afetados. Com estes dados levantados, propor ideias para o governo fortalecer a economia nacional.

“Aparentemente a economia está ótima, mas embaixo disso há uma série de problemas. Existe uma avalanche de importação. Temos informação de que no ano que vem o Brasil vai produzir 1,5 milhão de motos, e 500 mil serão importadas”, destacou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, da Força Sindical.

De acordo com Sérgio Nobre, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a indústria automobilística, por exemplo, setor considerado carro-chefe da metalurgia, está importando 600 mil unidades. “Essa era a produção nacional de dez anos atrás. Quer dizer, são empregos que deixam de ser gerados no País”.

O agravante, segundo Nobre, é que os componentes importados são de alta tecnologia e que cada vez mais farão parte dos produtos desenvolvidos daqui a dez anos. “A indústria nacional não detém essa tecnologia. É preciso que os setores a adquiram e que haja um grande plano nacional para que os produtos importados sejam feitos no Brasil,” alertou.

Juros e importações altos, câmbio e PIB baixo. Fiesp questiona: Até quando?

Nota oficial

Em reunião nesta quarta-feira (8), o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, manteve a taxa básica de juros (Selic) em 10,75% ao ano.

Os efeitos negativos que a política de juros elevados produz sobre a atividade produtiva do Brasil têm sido, de maneira insistente, combatidos pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

Não bastando os malefícios que este cenário provoca sobre os investimentos, a sobrevalorização cambial derivada desta anomalia completa o ciclo de entraves ao setor produtivo.

Tal sobrevalorização do Real, ao estimular a enxurrada de importados, estaria por trás do preocupante quadro de letargia da atividade industrial que, no momento, caminha em desarmonia com a demanda doméstica aquecida.

Por isso, a Fiesp e o Ciesp reafirmam que a taxa de juros segue em patamar excessivamente elevado e a sua manutenção, decidida na reunião desta quarta-feira (8) do Copom, sinaliza mais problemas à frente.

Segundo vem sendo alertado por Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, “O descontrole dos gastos públicos deixa manco o tripé de políticas econômicas, composto também pelo sistema de meta de inflação e câmbio flutuante. Tal descompasso gera uma arquitetura econômica perniciosa de juros elevados e câmbio sobrevalorizado”.

Ao conhecer a decisão do Copom em manter a taxa Selic, Skaf afirmou: “O governo precisa criar a efetiva coordenação entre as políticas de gasto público e de juros para que o Brasil possa atingir um equilíbrio econômico compatível com um desenvolvimento sustentado. Caso contrário, mantida a situação atual, perdem todos: a indústria, o trabalhador e o nosso País”.

Diante disso, fica a pergunta:

— Juros altos, câmbio baixo, importações altas, PIB baixo. Até quando?

Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo

Relações entre Brasil e Argentina estão mais transparentes, diz embaixador Enio Cordeiro

Agência Indusnet Fiesp

O embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro, amenizou o tom de conflito que há entre o país portenho e o Brasil, a respeito das licenças não-automáticas aplicadas pelo governo Kirchner a produtos brasileiros.

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Da esq. p/ dir.: o embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e o diretor-secretário da Fiesp, Nicolau Jacob Neto

Segundo Cordeiro, a Argentina vem cumprindo a promessa de liberar a entrada de mercadorias brasileiras no prazo máximo de 60 dias. “Não há o que celebrar, mas temos que reconhecer que há maior diálogo e transparência entre os dois países”, disse o embaixador, durante reunião com empresários na Fiesp, nesta terça-feira (23).

Para o seu discurso otimista, o diplomata recorreu ao avanço das exportações brasileiras à Argentina no primeiro bimestre de 2010, cujo crescimento quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado.

No entanto, ao comparar com a mesma base de 2008 – período que ainda não estava contaminado pela crise internacional –, as vendas brasileiras ao país vizinho apresentaram um arrefecimento de US$ 485 milhões.

O embaixador Enio Cordeiro avaliou que hoje há apenas questões estruturais em alguns setores, como têxteis, autopeças e linha branca. Neste caso, ele sugere que o primeiro passo ao entendimento deveria partir dos setores privados. “Vocês [empresários] devem se entender e definir linhas de convivência”, indicou.

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, defendeu a construção de uma agenda positiva entre os dois países e pediu apoio à embaixada para atrair empresas brasileiras ao vizinho. “Neste cenário, devemos focar nos investimentos brasileiros na Argentina”, pontuou Skaf.

A sugestão do presidente da Fiesp foi bem recebida pelos empresários que participavam da reunião, principalmente pelos representantes do setor têxtil, que viram suas vendas cair à metade em cinco anos.

Um empresário de um grande conglomerado têxtil chegou a dizer que hoje “é muito mais barato produzir na Argentina e que a construção de uma agenda positiva com eles, com foco nos investimentos, é uma saída prática”, salientou a fonte.


Licenças não-automáticas

Um levantamento da Fiesp mostra que, em geral, a liberação destas licenças tem ocorrido dentro do prazo, embora alguns setores permaneçam com dificuldades. De acordo com a Fiesp, o número de produtos submetidos ao licenciamento não-automático reduziu ligeiramente de 411 para 406 produtos desde outubro de 2009.

No final do ano passado, os presidentes de Brasil e Argentina acordaram que a liberação de licenças respeitaria o prazo legal. Por conta disso, Lula e Kirchner determinaram a realização de reuniões periódicas, a cada 45 dias, entre os ministros da Economia, Relações Exteriores e Indústria e, a cada 90 dias, entre presidentes.

A próxima reunião de monitoramento do comércio está prevista para os dias 25 e 26 de março, em Brasília.


PANORAMA DOS SETORES – EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

Abicalçados (calçados)

Existe acordo voluntário para a redução de exportações com vigência até dezembro de 2011;
Acordo tem sido cumprido, com licenças sendo concedidas dentro do prazo legal.
Abimóvel (móveis de madeira)

Prazo para a concessão de licenças tem sido respeitado;
Interesse da entidade em renovar acordo de redução de exportações, expirado no final de 2009;
Interesse do setor argentino em promover integração produtiva da cadeia.


Abit (denim, outros têxteis e vestuários)

Apesar da maior agilidade na liberação de licenças em 2010, ainda há atrasos acima de 180 dias;
Assinatura de memorando de cooperação com a Federação Argentina de Indústrias Têxteis – Fita (março/2010).


Anip (pneus)

Pneus de carga / agrícolas: suspensão por três meses da exigência de licenças prévias (até jun./2010);
Pneus de passeio: licenças têm sido concedidas no prazo.


Sindipeças

Baterias: interrupção na liberação de licenças, sem previsão para restabelecimento. Setor privado argentino sustenta que exportações brasileiras excederam o total acordado para 2009;
Freios e Embreagens: desrespeito ao prazo de liberação, que tem levado entre 65-70 dias.


IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS


Abas (produtos de aerossol)

Setor argentino não tem demonstrado disposição para negociar e restringir suas exportações;
Setor brasileiro pretende iniciar investigação de subsídios contra as exportações argentinas e salvaguardas contra as demais exportações.


Abitrigo (farinha de trigo)

As negociações para redução de exportações argentinas foram interrompidas em 2009.


Sindileite (leite em pó)

Cota para exportações argentinas (três mil ton./mês) e preço mínimo de exportação estabelecidos em abril de 2009.