A cada 10 mil habitantes, dois morrem em rodovias brasileiras, aponta estudo IDT/Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Comparado aos países com melhores prática de infraestrutura de transportes, o Brasil está defasado em 70% em evitar acidentes em rodovias, indica estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo o Índice Comparado de Desempenho da Infraestrutura de Transporte (IDT-Fiesp), elaborado pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da federação, a cada 10 mil habitantes no Brasil dois morrem em rodovias, considerando as federais estaduais e municipais, enquanto o grupo de países com melhores práticas logísticas apresenta uma taxa de 0,6  óbitos para 10 mil habitantes.

A pesquisa traz o levantamento com base em 2010 e mostra que o Brasil apresenta uma defasagem de 67% em relação ao topo do benchmark internacional, ou seja, as regiões líderes mundiais em prática logística.

O IDT/Fiesp foi apresentado oficialmente na terça-feira (07/05), durante o 8º Encontro de Logística e Transportes da entidade.

Conheça o estudo na íntegra

Índice Comparado de Desempenho da Infraestrutura de Transporte (IDT/Fiesp)

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Logística: novo índice da Fiesp mostra que Brasil tem muito a fazer, afirma diretor de Infraestrutura

Agência Indusnet Fiesp

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Carlos Cavalcanti: 'Toda a população percebe que a estrutura de transportes está defasada.' Foto: Everton Amaro/Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançou durante o 8º Encontro de Logística e Transportes, evento promovido nos dias 6 e 7 de maio, em São Paulo, o Índice Comparado de Desempenho da Infraestrutura de Transporte (IDT), estudo que estabelece um parâmetro de indicadores de performance logística do Brasil com os líderes do setor no mundo todo.

“O IDT é um índice de desempenho, que mostra que há defasagem de 67% do Brasil em relação aos principais países do mundo. O IDT transforma essa percepção em número, a partir da análise de 18 indicadores de transportes nas cinco principais famílias de modais e avaliam a oferta de transporte nas 50 maiores concentrações populacionais do país. O índice mostra o caminho do Brasil para avançar”, explicou o diretor titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da entidade, Carlos Cavalcanti.

“O IDT mostra que, entre outras coisas, temos que aumentar a oferta de infraestrutura física, diminuindo o tempo de embarque de mercadorias em portos e aeroportos. Mostra que temos muito a fazer”, destacou o diretor da Fiesp.

“Não há ninguém no país que não veja que nossas rodovias estão saturadas, os portos paralisados, que as ferrovias não transportam passageiros e que os aeroportos estão superlotados. Toda a população percebe que a estrutura de transportes está defasada”, ressaltou Cavalcanti.

Apesar de o índice mostrar a grande defasagem do Brasil em relação aos países líderes, Cavalcanti se diz otimista com o futuro. Para ele, o Brasil adotou medidas para superar os problemas. “Há avanços no setor. O Brasil estava na direção errada. A partir de agosto do ano passado, o governo iniciou uma série de reformas e passou a caminhar na direção correta. Algo de muito significante mudou no Brasil de agosto para cá.”

Segundo Cavalcanti, o governo nos últimos meses se concentrou mais nas atividades de planejamento e regulação enquanto o setor privado passou a voltar as atenções para investimentos e gestão. “A partir de agora, todas as obras serão contratadas no modo correto, respeitando planejamento correto, com redução de custos logísticos”, concluiu.

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