Apresentação de ferramentas virtuais para empresários encerra Semana de Meio Ambiente

Agência Indusnet Fiesp

O encerramento, no dia 8 de junho, da 20ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp teve como grande atração a apresentação, por participantes da maratona de desenvolvimento Ideathon, de propostas de melhoria de sistemas da Fiesp destinados a auxiliar as indústrias no cumprimento de obrigações ambientais e nas iniciativas para auxiliar o meio ambiente.

Os integrantes do Ideathon apresentaram sugestões para diretores e especialistas, como o desenvolvimento de aplicativos a fim de aprimorar e promover sistemas da Fiesp, tais como a Bolsa de Resíduos, o Cadastro Eletrônico de Prestadores de Serviços Ambientais e o Monitore.

O Ideathon é uma maratona para aprender a construir ideias, estruturar negócios e enfrentar um mercado cada vez mais competitivo, com modelagem de negócios e oficinas de pitch – que ensina como apresentar de forma eficiente o seu negócio.

Monitore

O Monitore agrega informações e datas de diversos órgãos, sendo um serviço diferenciado e gratuito para gerenciamento de Obrigações Ambientais. É uma plataforma digital que pode ser programada pelo usuário com o recurso útil de alerta de seus vencimentos, tornando mais prático o seu controle.

A iniciativa de se criar essa ferramenta surgiu em função do expressivo número de obrigações ambientais e legais, além da diversidade de órgãos que as regulam bem como as datas não coincidentes que, somadas, dificultam o gerenciamento no cotidiano da empresa.

Assim, evita-se a perda de prazos que podem gerar multas, irregularidades e eventuais penalidades pelo não-cumprimento das obrigações.

Entre as principais obrigações estão licenças ambientais,

outorga de uso de recursos hídricos, Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA) do Ibama e Cadastro Ambiental Rural.

O objetivo é proporcionar ao empresário, por meio de um sistema unificado, as principais informações a serem encaminhadas aos órgãos governamentais.

O usuário poderá selecionar entre elas as obrigações que são pertinentes ao seu negócio e ainda customizar a plataforma ao incluir obrigações específicas de sua empresa.

O Monitore abrange obrigações dos seguintes órgãos:

Ibama;

Cetesb;

Agência Nacional de Águas (ANA);

Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee);

Corpo de Bombeiros;

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);

Polícia Civil e Polícia Federal.

Como usar – Primeiramente é preciso fazer o cadastro no site www.fiesp.com.br/monitore. Em seguida, selecionar as obrigações do seu interesse para receber alertas ou realizar outros agendamentos, além dos pré-cadastrados no sistema. O usuário receberá o alerta por e-mail para lembrá-lo da data de vencimento da obrigação e também terá acesso ao resumo e status de suas obrigações com a opção de imprimi-las.

Acesse e conheça os serviços:

Monitore – http://apps2.fiesp.com.br/Monitore


Cadastro Eletrônico de Prestadores de Serviços Ambientais

O cadastro eletrônico é um ponto de encontro virtual que facilita a gestão ambiental das indústrias que procuram prestadores de serviços, fabricantes e consultores na área de meio ambiente. Ou seja, promove o encontro daqueles que querem fazer negócios nessa área e os fornecedores que divulgam seus produtos e serviços, formando um banco de dados para consulta. Acesse:

https://www.fiesp.com.br/servicos/cadastro-eletronico-de-prestadores-de-servicos-ambiental/


Bolsa de Resíduos

A Bolsa de Resíduos da Fiesp, disponibilizada em ambiente virtual, permite divulgar gratuitamente os resíduos de uma empresa e localizar diversas ofertas de compra e venda para a realização de negócios. Dessa forma, é possível disponibilizar adequadamente os resíduos industriais, reduzindo os custos e contribuindo para o meio ambiente. Acesse:

https://www.fiesp.com.br/servicos/bolsa-residuos-fiesp/

“Saímos com vontade de empreender”, dizem participantes do Ideathon, “intensivão” de criação de startups

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Sabrini Mariani e Thalitta Rodrigues dos Santos entraram na sala do Ideathon, uma das atrações do FestEmp (Festival de Empreendedorismo da Fiesp), com a ideia de criar um programa para ajudar o trabalho dos contadores e dar mais recursos para os administradores das empresas atendidos por eles. Depois de seis horas de um verdadeiro curso intensivo de como desenvolver uma ideia, transformá-la num plano de negócios e atrair investidores, saíram da Fiesp certas de que vão empreender.

“Mudou muito”, afirmou Thalita sobre o que esperava antes do Ideathon e o que planeja fazer agora. “Foi importante encontrar gente que mexe com tecnologia”, disse, referindo-se a Suzy Laplanche e Luiz Batista, ambos da Vallor Digital, que junto com elas desenvolveram no Ideathon o modelo de um sistema em nuvem para contabilidade e gerenciamento. “Pode dar certo, fazendo um plano”, avaliou Sabrini. “Sabemos da situação atual, conhecemos o mercado para contador, e falta tecnologia”, completou Thalita.

“A gente saiu da caixinha”, contou Thalita. “Agora vamos estudar mais as ideias. Precisamos pensar nos questionamentos dos clientes, estar preparadas para responder. A fase de testes é muito importante.” Segundo Sabrini, é preciso considerar que contadores costumam ser “muito focados em coisa operacionais, concretas”.

“Achei fantástico o Design Sprint”, disse Sabrini em relação à primeira parte do Ideathon, realizado neste domingo (12 de novembro), durante o FestEmp. “Vimos que esse start é importante, mas é preciso pensar na parte técnica.” Thalita e Sabrina gostaram tanto do que descobriram no Design Sprint que por WhatsApp convidaram outros alunos do curso que fazem, de ciências contábeis, a participar da parte da tarde do evento.

5 dias em 5 horas

Emerson Bernardino, membro do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE) explicou o processo do Design Sprint do Ideathon. Baseado em metodologia criada pelo Google Ventures (atual GV) que comprime em cinco dias o processo de lançamento de um produto que levaria meses, o Design Sprint do Ideathon reduziu para cerca de 2,5 horas a simulação.

Cada etapa que seria feita em um dia teve em torno de meia hora no Ideathon. A primeira fase, chamada de equalização, permite chegar ao entendimento entre os participantes do grupo de qual problema atacar. Em seguida são discutidas as ideias tidas. A fase seguinte é de tomada de decisão, seguida pela execução do protótipo (que pode ser um produto, ou o desenho das telas de um aplicativo, por exemplo). E por último, há a jornada do usuário, em que pessoas são convidadas a testar o produto e dar suas impressões.

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No Ideathon, Design Sprint acelerado permitiu ir de uma ideia ao teste de um produto. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“Gosto muito de design thinking, e o Design Sprint é derivado dele. Tento usar no dia a dia”, disse Luiz Batista, da Vallor Digital, que há três anos frequenta eventos da Fiesp ligados a empreendedorismo. Batista elogiou no Ideathon a troca de experiências sobre coisas de fora de seu metiê. “E no final desenvolvemos um produto bacana”, disse, a respeito do sistema de contabilidade pensado em conjunto com Thalita e Sabrini.

Suzy Laplanche, também integrante do grupo, afirmou que gostou das “características dinâmicas do Design Sprint” e da interação com as estudantes de ciências contábeis. “Trabalhei 9 anos na área financeira, então houve sinergia muito forte. Agora vamos atrás de investidores”, brincou.

Momentos tensos

Marcus Maida, membro do Comitê Acelera Fiesp e um dos responsáveis pelo Ideathon, mostrou como usar o Canvas, ferramenta para ajudar o empreendedor. É uma espécie de painel configurável no qual o empresário insere seus “bilhetinhos”, abordando os vários aspectos do negócio. Quando os grupos terminaram o trabalho, veio o choque: Maida desafiou todos os participantes a rasgar o Canvas, o resultado de 3 horas de esforço. “Isso é a coragem para empreender, para jogar fora uma ideia ruim. A próxima vai ser boa.”

Maida explicou então como fazer o pitch, uma apresentação ultrarrápida de um negócio a um potencial investidor. “Em 3 minutos vocês têm que contar a ideia, quem são vocês, como isso vai fazer o investidor ganhar dinheiro”, disse. Para complicar, “os 30 primeiros segundos têm que ser arrebatadores”.

Veio então o segundo choque, para os participantes escolhidos para fazer um pitch: quase todos os projetos foram implacavelmente rejeitados, o que, destacou Maida, é parte do processo de aprendizado.

Marcus Maida disse no final do evento que sua intenção era que os participantes saíssem pensando que é possível fazer e que é preciso fazer direito. Conseguiu.

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Trabalho encerrado, todos mostram seu Canvas, antes do desafiio para rasgá-lo. Foto: Graciliano Toni/Fiesp