Índice de Confiança do Agronegócio encerra 1º trimestre com otimismo recorde

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

A melhora do otimismo entre produtores e indústrias ligados à agropecuária brasileira levou o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) a fechar o 1º trimestre de 2018 com o melhor resultado da série histórica, aos 107,1 pontos, avanço de 6,8 pontos em relação ao trimestre imediatamente anterior. De acordo com a metodologia do estudo, resultados acima de 100 pontos correspondem a otimismo. Pontuações abaixo disso demonstram baixo grau de confiança. O IC Agro é um indicador medido pela Fiesp e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Desde o segundo trimestre de 2017, quando marcou 92,4 pontos, o agronegócio vem registrando, sistematicamente, melhora no seu nível de confiança, voltando ao patamar considerado otimista neste primeiro trimestre de 2018.

Esse resultado do índice agregado foi influenciado, principalmente, pela confiança da indústria (antes e depois da porteira), que atingiu 109,1 pontos, aumento de 9,7 pontos em relação ao trimestre precedente. Os fabricantes de insumos agropecuários compõem o grupo no qual o otimismo está mais elevado: neste caso, a confiança chegou a 116,1 pontos, alta de 10,9 pontos sobre o trimestre anterior.

“Ainda que para os fabricantes de defensivos e fertilizantes o primeiro trimestre do ano marque o início das negociações da próxima safra, pesaram para o resultado as boas perspectivas de negócios, num momento em que as principais commodities agrícolas recuperaram valor, aumentando a rentabilidade dos produtores. Além disso, a estimativa para a safra de grãos vem melhorando a cada mês e já é próxima do recorde anterior, o que não era esperado, já que as produtividades surpreenderam, como no caso da soja, por exemplo”, explica Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB.

O Índice de Confiança das Indústrias situadas Depois da Porteira também teve bom desempenho, resultado do momento positivo para alguns dos segmentos pesquisados. “O aumento no preço da soja e nos prêmios pagos nos portos brasileiros está permitindo que as tradings recuperem a rentabilidade, após um longo período com margens de lucro pressionadas”, completou Freitas.

“Reforçam essa percepção de otimismo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apurou aumento nos últimos 12 meses, acumulado até fevereiro de 2018, nas vendas dos hipermercados e supermercados de produtos alimentícios, com alta de 2,0% em volume. No primeiro bimestre deste ano, contra o mesmo período de 2017, o incremento foi de 2,6%”, explica Roberto Betancourt, diretor titular do Departamento do Agronegócio da Fiesp.

Houve avanço também para o índice de confiança do produtor agropecuário (agrícola e pecuário), que encerrou o 1º trimestre de 2018 em 104,5 pontos, alta de 2,7 pontos ante trimestre passado. Segundo os resultados, o ânimo melhorou tanto para os produtores agrícolas quanto para os pecuaristas – embora os últimos ainda estejam na faixa de pontuação considerada pessimista. No primeiro caso, o índice subiu 3,2 pontos, chegando a 107,2 pontos.

De acordo com o gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Antonio Carlos Costa, “o aumento no grau de otimismo é consequência de uma rara combinação para esta época do ano: boa produtividade nas lavouras e preços em alta, em razão da conjuntura internacional, como a quebra na safra da Argentina de grãos”. No caso dos preços, o indicador de confiança aumentou quase 30 pontos em um ano, mas é importante lembrar que no início de 2017 as commodities agrícolas estavam num momento de baixa. “Outro ponto relevante é que a pesquisa foi encerrada no fim de março e não captou totalmente o efeito da alta de preços sobre o humor dos produtores, uma vez que a tendência de valorização da soja e do milho se fortaleceu no início de abril”, concluiu Costa.

Entre os pecuaristas, a confiança ficou praticamente estável. O indicador desse grupo subiu 1,1 ponto, fechando o trimestre em 96,2 pontos. O pequeno aumento não foi suficiente para tirar esse grupo de produtores da faixa considerada pessimista pela metodologia do estudo, onde permanece há seis trimestres consecutivos.

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Confiança do Agronegócio avança para 100,3 pontos e encerra 2017 com otimismo moderado

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Produtores e indústrias ligados à agropecuária brasileira terminaram 2017 com um nível de otimismo moderado, como o demonstrado no início do mesmo ano. No começo de 2017, o indicador havia marcado 100,5 pontos. O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) fechou o quarto trimestre de 2017 em 100,3 pontos ao avançar 1,2 ponto em relação ao trimestre imediatamente anterior. De acordo com a metodologia do estudo, resultados acima de 100 pontos correspondem a otimismo. Pontuações abaixo disso demonstram baixo grau de confiança. O IC Agro é um indicador medido pela Fiesp e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

“Esse resultado sinaliza uma recuperação dos ânimos que haviam esfriado ao longo do ano, principalmente entre os produtores agrícolas e os fabricantes de insumos. Entre os pecuaristas e as indústrias de forma geral, o nível de desconfiança continuou maior”, disse Antonio Carlos Costa, gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro).

A queda de 4 pontos na confiança da indústria (antes e depois da porteira), para 99,3 pontos em relação ao trimestre anterior, não significa necessariamente um esfriamento geral dos ânimos, pois o resultado foi influenciado por segmentos específicos da indústria depois da porteira, como as empresas de trading e logística, atividades nas quais as margens de lucro se mantiveram bastante pressionadas nos últimos tempos. Contudo, a maioria dos setores que compõem esse grupo – como os de alimentos e sucroenergético – apresentou maior confiança em relação ao trimestre anterior. Já a indústria antes da porteira (insumos agropecuários) apresentou avanço de 0,4 ponto, para 105,2 pontos no encerramento do 4º trimestre, mantendo-se praticamente estável.

“Os resultados do indicador refletem em boa parte o que aconteceu ao longo do ano. No segundo trimestre, os produtores foram mais reticentes em avançar com as negociações de fertilizantes e defensivos, num momento em que os preços das principais commodities agrícolas, como a soja e o milho, estavam em baixa. Do terceiro trimestre em diante, porém, a comercialização de insumos se normalizou, diante de uma recuperação gradual nas cotações e um clima favorável ao desenvolvimento da safra de verão”, explica Costa.

Houve avanço também para o índice de confiança do produtor agropecuário (agrícola e pecuário), que encerrou o 4º trimestre de 2017 em 101,8 pontos, alta de 8,6 pontos ante o terceiro trimestre. Contudo, esse foi o único período do ano em que o indicador para esse segmento ficou na faixa considerada otimista.

Segundo os resultados, há mais entusiasmo entre os produtores agrícolas do que entre os pecuaristas. No primeiro caso, o índice subiu 11,1 pontos, chegando a 104 pontos.

“A recuperação dos preços de commodities como soja e milho, nos últimos três meses de 2017, ajuda a explicar um pouco o aumento no otimismo. Outro destaque é o humor dos produtores em relação ao crédito agrícola, que está num dos melhores níveis da série histórica. Um ponto negativo que merece atenção, porém, é o sentimento em relação aos custos de produção, uma variável em que o pessimismo aumentou nos últimos dois levantamentos. Os estoques de produtos (insumos agropecuários) nas mãos de fabricantes e revendas estão caindo gradativamente, abrindo espaço para recomposição de margens”, diz Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB.

Entre os pecuaristas a confiança ficou praticamente estável. O indicador desse grupo subiu 0,9 ponto, fechando o ano em 95,1 pontos. A falta de ânimo em relação aos custos de produção pesou para manter o indicador num patamar baixo – o que era de se esperar diante do aumento nos preços de insumos importantes, como é o caso do milho, ao longo do segundo semestre de 2017. Outro aspecto no qual houve perda de confiança foram os preços – nesse caso, a queda foi mais acentuada entre os produtores de leite do que entre os pecuaristas de corte.

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Confiança do Agronegócio sobe 6,7 pontos no 3º trimestre, para 99,1 pontos

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), medido pelo Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), subiu 6,7 pontos no 3º trimestre deste ano em relação ao 2º trimestre, ficando em 99,1 pontos, indicando uma melhora significativa das expectativas, embora o entusiasmo ainda não tenha retornado aos níveis de 2016, quando no mesmo período registrou 106,3 pontos. De acordo com a metodologia do estudo, uma pontuação acima de 100 pontos corresponde a otimismo, e abaixo disso indica baixo grau de confiança.

A recuperação do indicador foi percebida em todos os segmentos pesquisados. A indústria antes da porteira (insumos agropecuários) somou 104,8 pontos, alta de 11 pontos ante o trimestre imediatamente anterior. “Algumas incertezas que pairavam sobre o setor ao longo do ano foram amenizadas. Até a pesquisa atual as vendas de defensivos e fertilizantes avançaram pouco, uma vez que muitos produtores mantiveram uma postura mais cautelosa, adiando as aquisições dos insumos, diante dos baixos preços das principais commodities agrícolas, como a soja e o milho. À medida em que o plantio da safra de verão se aproximou, porém, as negociações voltaram a ocorrer, o que justifica a melhora da percepção das indústrias de insumos”, explica Antonio Carlos Costa, gerente do Deagro da Fiesp.

Para a indústria depois da porteira (como as de alimentos e tradings), houve avanço de 5,8 pontos, para 102,7 pontos, ante o último levantamento. O resultado mostra que essas empresas retornaram a um patamar de otimismo moderado, muito próximo ao registrado em 2016. “A análise do resultado mostra que, embora as condições do mercado brasileiro ainda não sejam ideais, a continuidade do processo de ajuste econômico segue inspirando confiança, lembrando que este setor é um dos mais diretamente beneficiados em um cenário de aceleração da recuperação do poder de compra do consumidor, como é esperado para 2018”, avalia Costa.

Já para o produtor agropecuário, o avanço foi de 5,9 pontos em relação ao trimestre anterior, para 93,2 pontos. Ainda que pelo terceiro levantamento consecutivo o indicador permaneça abaixo dos 100 pontos, a recuperação não deixa de ser uma boa notícia. “Os resultados mostram que a confiança aumentou mais entre os pecuaristas do que entre os produtores agrícolas, depois de atingir o menor nível da série histórica”, diz Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Em comum, o crédito foi um dos aspectos a contribuir para melhorar os ânimos nos dois grupos. Segundo Márcio Freitas, “isso é consistente com um ritmo mais adequado de liberação dos recursos disponíveis para os produtores, que ocorre atualmente com mais facilidade do que na safra passada. Contribuiu também a resolução das pendências do crédito dirigido às cooperativas, a partir da publicação da Resolução nº 4.597, de 28 de agosto de 2017”.

O avanço do indicador apresentou uma alta mais moderada para o produtor agrícola dentre todas as categorias pesquisadas, ao alcançar 92,9 pontos, aumento de 3,1 pontos. No trimestre, os ânimos melhoraram em outro aspecto relevante: os preços agrícolas de commodities importantes como a soja e o milho se recuperaram um pouco em relação ao 2º trimestre, com a abertura de algumas janelas de comercialização.

No entanto esse movimento foi ofuscado pelo menor entusiasmo em relação à produtividade. “Isso era previsto, já que não se espera que as lavouras de grãos repitam os resultados recordes obtidos na safra passada”, observa Freitas.

Por fim, os pecuaristas formam o grupo que mais ganhou confiança no trimestre. Seu indicador subiu 14 pontos, chegando a 94,2 pontos. Depois de registrar no 2º trimestre o patamar mais baixo da série histórica (80,2 pontos), o indicador mostrou recuperação, embora esteja ainda abaixo dos 100 pontos.

“Vale destacar que no trimestre passado, os horizontes no mercado de carnes eram muito incertos: o setor ainda sofria as consequências da Operação Carne Fraca e pairavam muitas dúvidas após a delação da JBS, em maio desse ano. A melhora nos preços do boi ajudou a melhorar o ânimo dos pecuaristas”, completa Costa, da Fiesp.

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Confiança do Agronegócio cede 8,2 pontos no 2º trimestre e fica abaixo da linha de 100 pontos

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), medido pelo Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), caiu para 92,4 pontos no segundo trimestre de 2017, queda de 8,2 pontos em relação aos 100,5 pontos do trimestre imediatamente anterior.

O resultado é o mais baixo desde o segundo trimestre do ano passado, quando produtores, indústrias e cooperativas que compõem o agronegócio iniciaram uma fase otimista. Nesse período, o índice havia registrado 102,1 pontos. De acordo com a metodologia do estudo, pontuação acima de 100 pontos corresponde a otimismo, e resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança.

Essa queda foi fortemente percebida na indústria de insumos, antes da porteira, cuja confiança passou para 93,8 pontos, recuo de 15,5 pontos. “A comercialização de soja e milho esteve muito lenta no período, o que prejudicou as aquisições de insumos. Claramente, os produtores esperaram um pouco mais para realizar as suas compras, esperando uma reação de preços dos grãos e uma melhora nas relações de troca, desfavoráveis até então em comparação a períodos anteriores”, ressalta Antônio Carlos Costa, gerente do Deagro.

No entanto, com a reversão do cenário de preços no início de julho, que pode se prolongar, dependendo do que ocorrer ao longo do mês nas lavouras norte-americanas, é possível que os produtores voltem às aquisições, o que gera uma perspectiva mais otimista para a próxima tomada.

Para a indústria Depois da Porteira (alimentos, principalmente), a queda no 2º trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior foi de 5,1 pontos, para 96,9 pontos, mostrando-se também abaixo do patamar otimista. A percepção dessas empresas sobre a economia brasileira piorou no período avaliado e também houve perda de confiança em relação às condições do próprio negócio.

Existia uma expectativa de crescimento mais expressivo da economia, o que impactaria diretamente essa indústria, a partir da recuperação do poder de compra da população. “Vale lembrar que 60% do PIB sob a ótica da demanda é formado pelo consumo das famílias, que gastam, em média, cerca de 20% da sua renda na aquisição de alimentos. Dessa forma, toda melhora do cenário econômico impacta bastante esse setor, e a indústria de alimentos esperava um crescimento mais robusto, que não aconteceu até agora”, de acordo com Costa.

Cabe ressaltar que a avaliação sobre as condições do negócio foi também afetada pelas alterações normativas vigentes no Plano Agrícola e Pecuário 2017/18 (PAP 17/18), motivadas sobretudo pelo posicionamento adotado pela equipe econômica do governo, de retirar o crédito com recursos obrigatórios vinculados às agroindústrias e cooperativas.

“No PAP 17/18, as cooperativas foram cortadas de algumas linhas de crédito rural obrigatório, por exemplo, rubricas de industrialização, de adiantamento para cooperados e até de comercialização de produtos. Isso atinge fortemente o setor, causando um impacto de custo muito grande. A estimativa é de um prejuízo de cerca de R$ 1,5 bilhão, apenas nessa safra”, explica Márcio Freitas, enfatizando que a OCB tem realizado diversas iniciativas de sensibilização com o objetivo de reverter esses impactos.

O índice do Produtor Agropecuário também recuou no fechamento do 2º trimestre – queda de 8,1 pontos, para 87,3 pontos. Esse resultado foi acentuado pelo Produtor Pecuário, que marcou 80,2 pontos, o que significa quase 20 pontos de queda na comparação com o mesmo período de 2016. “A explicação para esse resultado se deve à combinação de fatores como a suspensão das exportações para os EUA, a operação carne fraca, a situação da empresa líder do setor, que possui presença majoritária em vários Estados, gerando insegurança na comercialização e queda de preço acentuada”, diz Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB.

Este cenário levou à forte desconfiança do pecuarista em relação ao próprio setor, variável esta que registrou queda de 17,3 pontos, para 78,6 pontos. O quadro preocupa especialmente quando o produtor aponta para um resultado ainda pior em relação às expectativas futuras. A queda no índice da pecuária só não foi mais acentuada por conta do leite, que se manteve estável.

Para o produtor agrícola, a produtividade continua como o item mais bem avaliado, marcando 137,5 pontos, no maior patamar histórico. Ainda assim, pesaram fatores como a piora na percepção da economia, além da queda muito acentuada dos preços no período. Dessa forma, culturas que em 2016 tiveram forte destaque positivo, como a laranja, café e cana-de-açúcar, este ano lidam com preços em baixa. Essa queda de preços também ocorreu de forma muito expressiva nos grãos, em especial no segundo trimestre.

“No caso dos grãos, os EUA ditarão os patamares de preços, que responderão à extensão dos problemas climáticos que o país enfrenta. É cedo ainda para cravar uma aposta, mas as altas no início de julho impressionaram, diz Freitas”, que complementa: “havendo recuperação dessas culturas, alguma melhora no cenário político e revisão dos normativos que atualmente impactam negativamente o acesso ao crédito às cooperativas agropecuárias, como dito anteriormente, o índice poderá encerrar o terceiro trimestre invertendo a curva, depois de três quedas consecutivas”, conclui.

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Confiança do Agronegócio cede 3,9 pontos no 1º tri, para 100,5 pontos, e se mantém em nível otimista

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), medido pelo Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), caiu 3,9 pontos no 1º trimestre deste ano em relação ao 4ª trimestre de 2016, ficando em 100,5 pontos. Na comparação com o 1º trimestre de 2016, o índice é 17,9 pontos superior, o que mostra que a mudança no patamar de confiança em relação ao ano anterior se mantém.

Apesar da oscilação para baixo do ICAgro no trimestre analisado, os produtores e empresas que compõem o agronegócio mantiveram-se na faixa acima de 100 pontos. De acordo com a metodologia do estudo, pontuação acima de 100 pontos corresponde a otimismo e resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança.

Ainda que tenha ocorrido uma queda no índice geral, as indústrias de insumos mantiveram-se em um patamar elevado de confiança, em 109,4 pontos. “O resultado positivo advém de uma safra recorde de grãos, que tende a elevar a demanda deste segmento, como foi possível observar nos resultados de entregas de fertilizantes, bem como nas vendas de máquinas agrícolas, em recuperação em relação aos anos anteriores”, aponta Antonio Carlos Costa, gerente do Deagro da Fiesp. De acordo com os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de janeiro a março deste ano foram vendidos, no mercado brasileiro, 9,5 mil tratores de rodas, cultivadores e colhedeiras, um crescimento de 45% sobre o mesmo período do ano passado.

Para a indústria Depois da Porteira, em especial as de “Alimentos”, a queda no 1º trimestre deste ano em relação ao 4º trimestre de 2016 foi de 2,6 pontos, para 102,0 pontos, mantendo o patamar otimista. A percepção dessas empresas sobre a economia brasileira melhorou no período avaliado, mas houve uma relativa perda de otimismo com as condições do negócio. O sentimento é reforçado pelos dados de vendas no varejo de alimentos e bebidas divulgados pelo IBGE, que registrou recuo de 3,1% no mesmo trimestre pesquisado.

O índice do Produtor Agropecuário também recuou no fechamento do 1º trimestre – queda de 7 pontos, para 95,5 pontos. Esse cenário foi impactado especialmente pelo Produtor Agrícola, que ficou em 97,5 pontos, 8,2 pontos abaixo do último trimestre de 2016. Apesar da constatação de uma preocupação muito menor que o usual do produtor em relação ao clima e das ótimas avaliações quanto à produtividade, o resultado foi fortemente afetado pela queda nos preços dos principais produtos agrícolas.

A percepção é que o período de alta nas cotações de soja, milho, açúcar e etanol – cujos picos foram registrados de maio a novembro do ano passado – ficou para trás. Os preços da laranja, ainda em alta, e do café, relativamente estáveis, são as exceções.

Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB, aponta que “o resultado deste início de 2017 poderia ser pior, não fosse o excelente desempenho das safras de soja e milho, que apresentam ganhos de produtividade de 16,3% e 28,8%, respectivamente, em relação à safra anterior, segundo a Conab”. A liderança cooperativista esclarece, ainda, que o indicador de produtividade atingiu o valor mais elevado da série histórica, ajudando a segurar uma queda mais acentuada no otimismo dos produtores agrícolas.

Por fim, o índice de Confiança do Produtor Pecuário fechou em 89,5 pontos, 3,7 pontos abaixo do 4º trimestre do ano passado. Assim como ocorreu com os produtores agrícolas, os preços estão entre os aspectos sobre os quais a percepção dos criadores mais piorou. Entre dezembro de 2016 e março deste ano, as cotações do boi caíram 4% – a queda acumulada em doze meses é de 8%. Esses números explicam a desconfiança dos pecuaristas de corte. No caso do leite, os preços neste ano subiram 4% de dezembro do ano passado a março deste ano. Ainda assim, estão quase 20% abaixo do pico registrado em agosto de 2016.

Segundo o Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, “o nível de otimismo está em linha com os dados divulgados na última semana pelo IBGE, que apontou um crescimento de 13,4% do PIB da agropecuária no primeiro trimestre de 2017. Ainda que ocorram oscilações naturais de humor fica evidente a competência e a capacidade do agronegócio em gerar bons resultados para a economia e a sociedade brasileira, tão necessários para impulsionar a retomada do crescimento e a geração de empregos”.

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Índice de Confiança do Agronegócio recua para 104,4 pontos no 4º trimestre de 2016

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), medido pelo Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), recuou para 104,4 pontos no 4º trimestre de 2016. Apesar da queda de 1,9 ponto em relação ao trimestre anterior, o índice alcança o mesmo patamar observado em 2013, o melhor da série histórica para o período. O resultado reflete a percepção sobre as condições gerais da economia, cujos sinais de recuperação ainda são tímidos.

Apesar da variação negativa do IC Agro no trimestre analisado, os produtores e empresas que compõem o agronegócio mantiveram-se na faixa de pontuação otimista – acima de 100 pontos. De acordo com a metodologia do estudo, uma pontuação igual a 100 pontos corresponde à neutralidade. Resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança.

“A avaliação positiva sobre as condições específicas do negócio compensou a queda na percepção sobre as condições gerais da economia em todos os elos da cadeia produtiva”, argumenta Antonio Carlos Costa, gerente do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp.

Já o Índice de Confiança da Indústria antes da porteira somou 108,8 pontos no 4º trimestre, um avanço de 0,6 ponto quando comparado ao trimestre anterior. A pontuação atingida é a segunda mais alta da série histórica, perdendo apenas para o computado no mesmo período de 2013, que ficou em 109,8 pontos. O resultado é coerente com a realidade do mercado: a indústria de fertilizantes, por exemplo, fechou 2016 com entregas recordes, ultrapassando 33,5 milhões de toneladas.

No caso dos fabricantes de máquinas agrícolas, de acordo com os dados da Anfavea, embora no acumulado do ano as vendas tenham caído quase 3%, no segundo semestre mostrou um aumento de 30% em relação ao mesmo período de 2015.

Na Indústria depois da porteira, formada preponderantemente pelo setor de alimentos, o índice foi de 104,6 pontos, avanço de 1,2 ponto no fechamento do trimestre. “No final de 2016, houve melhoras nos indicadores de mercado de alguns setores industriais avaliados e, de forma geral, existe o sentimento de que “o pior já passou” e que o cenário é de alguma recuperação, ainda que lenta e mais centrada no segundo semestre de 2017”, avalia Antonio Costa.

Para o Índice do Produtor Agropecuário, o resultado foi de 102,5 pontos no último trimestre de 2016, recuo de 5,7 pontos em relação ao trimestre anterior. O nível de confiança do produtor agrícola interrompeu uma trajetória de alta que vinha se mantendo por cinco trimestres consecutivos e atingiu 105,6 pontos, recuo de 5,1 pontos quando comparado ao 3º trimestre. Ainda assim, os produtores agrícolas mantiveram-se na faixa considerada otimista.

“Esse comportamento se deve basicamente ao arrefecimento nos ânimos dos produtores em relação às condições da economia do país, influenciado pela divulgação de dados ainda negativos da atividade econômica no último trimestre do ano passado, onde já era esperada alguma reação. No entanto, em comparação com o 3º trimestre, a confiança dos produtores aumentou nos quesitos produtividade e disponibilidade de crédito, ainda havendo preocupação quanto ao recuo nas cotações das commodities agrícolas – como a soja e o milho – no segundo semestre”, avalia Marcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Por fim, o produtor pecuário registrou 93,2 pontos, queda de 7,5 pontos. De todos os setores avaliados para a composição do IC Agro, o pecuário foi o único que se situou abaixo de 100 pontos, na faixa considerada pessimista. Essa perda de confiança reflete, basicamente, a queda nos preços. A cotação do boi gordo na BM&F chegou em dezembro a patamar 3,6% mais baixo do que em junho, quando se registrou o valor máximo do ano, que foi de R$ 162,00 por arroba.

No caso do leite a queda foi ainda mais declarada: o preço em dezembro foi 13% menor do que o pico registrado em julho, quando chegou a R$ 1,47 por litro. Por isso, a queda no nível de confiança foi maior entre os pecuaristas de leite do que entre os criadores de gado de corte.

Marcio conclui que “não havendo uma deterioração do câmbio, a safra recorde prevista de grãos, aliada ao bom momento de culturas como a cana-de-açúcar e a laranja, além do aguardado surgimento de sinais mais consistentes de recuperação dos indicadores econômicos, deverão manter a confiança do agronegócio brasileiro em patamares elevados”.

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Confiança de que Brasil sairá de sua maior crise sustenta recorde do IC Agro, diz Skaf

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) do 3º trimestre, medido pela Fiesp e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), alcançou 106,3 pontos, alta de 4,2 pontos em relação ao trimestre anterior. A pontuação é recorde na série histórica do indicador, iniciada em 2013, e confirma o otimismo do setor.

De acordo com a metodologia da pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (10), uma pontuação igual a 100 pontos corresponde à neutralidade. Resultados acima disso indicam confiança.

Entre as variáveis que contribuíram para o resultado do IC Agro, o destaque ficou novamente com o item “economia do Brasil”, com alta de 14 pontos, atingindo um patamar de 98 pontos, marca superior a qualquer sondagem anterior.

Para o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, esta sondagem confirmou a forte variação de quase 20 pontos ocorrida no segundo trimestre deste ano. “Da mesma forma, o principal indicador a alavancar o resultado foi a economia do país. Mesmo com o crescimento da preocupação com a queda dos preços, por exemplo, a confiança de que o Brasil sairá da maior crise econômica de sua história sustentou o índice em níveis elevados.”

No entanto, complementa Skaf, “sabemos que a confiança dificilmente se manterá se os indicadores econômicos não apresentarem uma melhora efetiva, o que somente ocorrerá com as reformas estruturantes de que precisamos e essa agenda começa com a aprovação da PEC do teto dos gastos públicos pelo Senado Federal”.

Os índices de confiança dos produtores agropecuários e das indústrias Antes e Depois da Porteira também retratam otimismo do setor. A confiança dos produtores agropecuários chegou a 108,2 pontos, 4,7 pontos em relação ao trimestre anterior, que pela segunda vez consecutiva registra pontuação acima dos 100 (que representa visão positiva).

O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, destaca que a confiança do produtor agropecuário, que registrou o quinto aumento trimestral consecutivo, foi influenciada por uma situação mais favorável para culturas que vinham sendo muito castigadas, como a cana-de-açúcar, o café e a laranja, que compensaram a falta de entusiasmo com a queda nos preços de grãos, cujas cotações vêm caindo desde que atingiram o pico, no segundo trimestre deste ano. “O clima mais favorável ao plantio também ajuda, já que os últimos anos foram marcados por quebras de safras de diferentes produtos em diferentes Estados, e traz uma boa expectativa quanto à produtividade para a safra 2016/17”.

Como em todos os elos da cadeia analisados pelo indicador, os fornecedores de insumos agropecuários (indústria Antes da Porteira) fecharam o terceiro trimestre com 108,2 pontos, 6,4 pontos a mais que o resultado anterior. Os setores de fertilizantes e defensivos agrícolas contribuíram para o otimismo.

No entanto, neste elo da cadeia, as condições específicas do negócio preocupam, como os preços dos grãos para a próxima safra, o que afeta o agronegócio de forma geral.

No terceiro trimestre de 2016, a indústria Depois da Porteira (Alimentos), conseguiu sustentar o otimismo e a avaliação positiva que conquistou no trimestre anterior – depois de registrar pontuação abaixo dos 100 pontos por oito trimestres consecutivos – e avança 2,8 pontos, fechando o período com 103,4 pontos.

No entanto, a recuperação do consumo mais lenta do que a esperada limitou ganhos mais expressivos de confiança.

Clique aqui para ter acesso à pesquisa na íntegra.

Na Jovem Pan, Temer cita IC Agro, da Fiesp, para comentar retomada da confiança

Agência Indusnet Fiesp

Entrevistado pela rádio Jovem Pan nesta segunda-feira (12/9), o presidente Michel Temer usou o IC Agro, levantamento feito pela Fiesp e pela Organização das Cooperativas Brasileiras, para demonstrar que há uma retomada da confiança por porte dos setores produtivos. Temer comparou os dados do segundo trimestre deste ano com os do primeiro, que mostram alta de 40 pontos da confiança no setor em relação à economia brasileira, ressaltando a seriedade da pesquisa. “A confiança está sendo readquirida”, disse o presidente.

Divulgado em 15 de agosto, o IC Agro foi analisado pelo presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, como “um termômetro de que realmente o Brasil está voltando aos trilhos do crescimento”.

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Melhora na percepção da economia faz agronegócio recuperar otimismo

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O Agronegócio brasileiro retomou o otimismo neste segundo trimestre de 2016. O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), saiu de 82,6 para 102,1 pontos, na comparação entre trimestres. A alta de 19,4 pontos, que volta aos maiores patamares da série histórica, iniciada no terceiro trimestre de 2013, foi causada, principalmente, pela combinação entre a melhora na percepção da economia e os bons preços das commodities.

De acordo com a metodologia do estudo, uma pontuação igual a 100 pontos corresponde à neutralidade. Resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança.

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A confiança do setor na economia brasileira subiu 40 pontos em relação ao último levantamento, passando de 43,8 para 83,8 pontos.  Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, esse resultado é um termômetro de que realmente o Brasil está voltando aos trilhos do crescimento.

“Hoje estamos melhor do que estávamos há três meses e até o final do ano estaremos melhor do que estamos hoje”, afirma Skaf. “Retomada da economia pressupõe confiança, credibilidade e equilíbrio. Um exemplo disso está na venda de fertilizantes, que cresceu 13%, e na venda de máquinas, com alta de 19% em relação ao mês anterior.”

A visão mais positiva a respeito das condições gerais do país também impulsionou o avanço nos índices de confiança, tanto dos Produtores Agropecuários quanto das Indústrias Antes e Depois da Porteira.

A confiança dos produtores apresentou alta de 11,6 pontos em relação aos três primeiros meses do ano, fechando o segundo trimestre com 103,5 pontos. A pontuação acima dos 100 é inédita para este elo da cadeia, ou seja, é a primeira vez em que o otimismo aparece para os produtores agropecuários.

Segundo Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB, a retomada na confiança dos produtores vai além do atual momento de reorganização da economia do país. “Os bons preços das principais commodities agrícolas, que se mantiveram em alta em boa parte do segundo trimestre de 2016, favoreceram o sentimento mais otimista por parte do produtor rural, melhorando também sua percepção em relação aos custos, uma vez que a relação de troca entre os produtos agrícolas e os fertilizantes e defensivos torna-se mais vantajosa.”

Já os fornecedores de insumos agropecuários (Indústria Antes da Porteira), além da melhora na percepção da economia, tiveram também como fator positivo para o aumento da confiança uma evolução significativa na percepção das empresas quanto às condições do setor.

Com uma relação de troca favorável em referência aos principais produtos agrícolas, como soja e milho, os fabricantes de adubos e defensivos têm conseguido antecipar com os produtores a negociação de insumos para a próxima safra de verão. Este cenário propício fez com que o ICAgro deste elo subisse 28,5 pontos, alcançando 101,8 pontos.

A Indústria Pós Porteira, por sua vez, conseguiu sair da condição pessimista – na qual ficou durante oito trimestres consecutivos – e volta a um nível neutro, com 100,7 pontos. A alta de 23,7 pontos em relação ao primeiro trimestre de 2016 mostra que a percepção com relação à situação atual melhorou menos do que suas expectativas para o futuro, o que é condizente com a situação desse grupo de indústrias, composto principalmente por fabricantes de alimentos.

Isso mostra que os produtores acreditam na retomada da confiança também pelas famílias.  “É o que sempre digo, confiança gera confiança, e não tenho dúvidas de que esses números mostram que as coisas estão voltando para os trilhos”, conclui Skaf.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do levantamento.

Confiança do agronegócio cresce 1,9 ponto e interrompe trajetória de queda

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O fim do ano trouxe um pouco de ânimo para a cadeia produtiva ligada à agropecuária. O Índice de Confiança do Agronegócio, divulgado nesta quinta-feira (28/1) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), fechou o quarto trimestre de 2015 em 84,3 pontos. A alta de 1,9 ponto na comparação com o trimestre anterior pôs fim à sequência de três quedas consecutivas registradas ao longo de 2015.

Apesar da recuperação, o índice geral ainda fecha o ano 9,2 pontos abaixo do registrado ao final de 2014, quando marcou 93,5 pontos.

A melhora, observada entre outubro e dezembro, se deve ao aumento dos índices de confiança do Produtor Agropecuário (88,4 pontos, crescimento de 2,5 pontos) e da Indústria Depois da Porteira (87,1, alta de 4,4 pontos), que reúne preponderantemente as indústrias de alimentos. Ambos os grupos compensaram a diminuição no indicador da Indústria Antes da Porteira (67,8 pontos), constituída pelos fornecedores de insumos, como fertilizantes, defensivos, máquinas e equipamentos agrícolas.

A queda de 5,5 pontos apresentada neste elo da cadeia, explica o gerente do Departamento de Agronegócio da Fiesp, Antonio Carlos Costa, foi influenciada pela falta de confiança do produtor na economia e pelos receios com o cenário político.

“Em um momento como o que estamos vivendo no país o produtor age como qualquer consumidor, ou seja, pisa no freio e reduz os investimentos, ainda que a avaliação sobre o próprio negócio esteja em patamares elevados”, resume Costa.  “Neste caso específico, revê o seu pacote tecnológico e quem sofre mais diretamente com isso é a indústria de insumos.”

Na média geral, os participantes da pesquisa mostraram-se mais confiantes no que diz respeito ao futuro próximo do que em relação ao presente: o indicador das expectativas cresceu de 84 para 88 pontos, enquanto o índice da situação atual caiu de 79 para 76 pontos. De acordo com a metodologia do estudo, resultados abaixo dos 100 pontos indicam baixo grau de confiança.

Produtores agrícolas e pecuários

Ambos os perfis que compõem o elo “Dentro da Porteira” registraram aumento do nível de confiança. A alta, de 2,5 pontos em relação ao terceiro trimestre, fez com que o IC Agro do Produtor Agropecuário chegasse a 88,4 pontos, maior patamar registrado em 2015.

Os produtores agrícolas fecharam o período com o índice de confiança em 89,4 pontos, incremento de 2,6 pontos na comparação com o trimestre imediatamente anterior. A valorização das cotações de algumas commodities do setor no período, como o açúcar e etanol, café, milho, entre outras foi uma das principais responsáveis por esse resultado.  Em contrapartida, o indicador ainda não conseguiu recuperar os níveis de 2014, quando esteve sempre acima de 90 pontos.

O motivo, explica o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, é a falta de confiança nas condições da economia brasileira, que fechou o último trimestre do ano passado em 38 pontos, um patamar muito baixo.

“Apesar de o produtor continuar confiante com seus níveis de produtividade, ele enxerga com cautela os reflexos do atual cenário econômico em seu negócio, a exemplo dos impactos em seu custo de produção. Ainda persiste o receio em relação ao crédito rural, que apesar de ter se mantido estável em relação ao último levantamento, permanece em ambiente pessimista.”

Já a confiança do produtor pecuário subiu 2,4 pontos, em relação ao trimestre anterior, chegando a 85,4 pontos. O indicador aumentou mais entre os pecuaristas de corte, chegando a 88,4 pontos, uma alta de 3,6 pontos, com destaque para a produtividade – no mesmo período, o índice entre os criadores de gado leiteiro permaneceu estável, em 80,1 pontos, com destaque negativo para o custo de produção. Dessa forma, foi interrompida uma sequência de quatro quedas.

Clique aqui para acessar o site do IC Agro.

Confiança do Agronegócio registra pior resultado desde 2013

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio, medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), apurou uma queda de oito pontos na passagem do quarto trimestre de 2014 para o primeiro trimestre de 2015. Com isso, registra o pior resultado da série histórica da pesquisa, iniciada no último trimestre de 2013.

A confiança do setor no primeiro trimestre deste ano caiu para 85,5 pontos, contra 93,5 pontos do trimestre do anterior. Se comparado com o mesmo período em 2014, a queda é ainda maior, de 17,2 pontos.

A sondagem, divulgada pelas entidades nesta quarta-feira (29/4), também apurou o menor patamar da série histórica na confiança de todos os elos da cadeia: a indústria antes da porteira (insumos agropecuários), depois da porteira (alimentos) e os produtores agrícola e pecuário.

Um dos poucos setores a apresentar desempenho positivo nos últimos anos, apesar dos reflexos negativos gerados pela crise econômica, o agronegócio agora demonstra maior preocupação em meio a um cenário político e econômico conturbado no país.

Segundo o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, o produtor já começa a olhar o efeito do câmbio nas aquisições de insumos agropecuários e uma possível piora na relação de troca, já que os preços das commodities, especialmente os grãos, apresentaram queda nos mercados internacionais.

“Outro aspecto importante é a constatação de que, apesar da vocação exportadora, o setor não está alheio à crise econômica enfrentada pelo Brasil, uma vez que o nosso mercado doméstico é o mais importante vetor de crescimento para uma série de produtos do agronegócio”, explica.

A confiança da indústria antes da porteira (insumos agropecuários) caiu 15 pontos no primeiro trimestre de 2015, para 73,6 pontos, em relação ao último levantamento, quando o indicador registrou 88,6 pontos. O fraco desempenho das vendas de defensivos agrícolas, fertilizantes e máquinas no início do ano comprometeu a confiança deste elo da cadeia.

A alta do dólar também afetou negativamente o resultado, uma vez que o segmento como um todo é muito dependente da importação de matérias primas.

O IC Agro apurou ainda que a confiança da indústria depois da porteira (alimentos) anotou baixa de 3,5 pontos, indo para 88,1 pontos, em meio ao arrefecimento da economia. A desvalorização cambial, neste caso, impediu uma queda maior do índice, em razão do perfil exportador das indústrias que compõem a amostra.

Oferta de crédito

Entre os produtores agrícolas, a confiança piorou 10,3 pontos, para 86,8 pontos, na comparação com o trimestre anterior (97,2 pontos). O resultado foi influenciado, principalmente, pelas preocupações com a situação econômica do país. Das variáveis apuradas neste elo, apenas a confiança com a produtividade e com o setor se mantiveram no patamar de 100 pontos, ou seja, dentro da neutralidade.

A confiança dos produtores com a variável oferta de crédito ficou abaixo dos 100 pontos, a 95,3 pontos na sondagem atual, pior resultado da série para este item. O componente despencou 17 pontos ante a leitura de 112 pontos no quarto trimestre de 2014.

Segundo o presidente da OCB, Márcio Lopes, o produtor já sente a retração na oferta de crédito rural quando, por exemplo, tem mais dificuldades no acesso ao financiamento.

“Mais preocupante ainda é que, juntamente com o aumento dos custos de produção, o índice de expectativas está menor que as condições atuais, o que deve fazer com que os produtores deem passos cada vez mais cautelosos e com a necessidade de planejamento de custos”, afirma.

O levantamento mostra que a queda da confiança quanto ao crédito foi motivada principalmente pela dificuldade enfrentada pelos produtores em obter o crédito pré-custeio, geralmente utilizado para a aquisição antecipada de insumos.

Apesar da recuperação dos preços do leite e a manutenção em níveis elevados da arroba do boi gordo, a confiança dos produtores pecuários caiu 7,8 pontos na comparação trimestral, de 98,3 pontos no quarto trimestre de 2014 para 90,4 pontos em 2015. No caso da pecuária de corte, a piora da relação de troca na reposição do bezerro explica em grande parte o resultado, já que o mesmo subiu proporcionalmente mais em relação ao boi gordo.

Preocupações atuais

No primeiro trimestre de 2015, 48% dos entrevistados afirmaram que as condições climáticas e o aumento dos custos de produção são os itens que mais preocupam os produtores, o que está em linha com o resultado anterior, quando essas duas variáveis também foram as mais mencionadas.

A alta incidência de pragas e doenças teve aumento de seis pontos, passando para o terceiro lugar no ranking das preocupações, enquanto a falta de trabalhador qualificado e o preço de venda do produto, com 23% e 19% das menções, respectivamente, seguem apontados de forma relevante.

Investimento

O IC Agro também apura as intenções de investimento do agronegócio brasileiro. Na sondagem atual, 68% dos produtores agrícolas informaram que pretendem investir mais em tecnologia. Enquanto isso, 73% dos produtores pecuários afirmaram que pretendem direcionar a maior parte dos investimentos para avanços tecnológicos.

Ainda segundo a sondagem, apenas 13% dos produtores agrícolas demostraram disposição de investir na aquisição e modernização de máquinas e equipamentos, enquanto 21% devem investir mais no aperfeiçoamento da gestão de pessoas.

Clique aqui para acessar aos novos dados do IC Agro.

Confiança do agronegócio aumenta, mas setor fecha o ano pessimista

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) apresentou aumento de 4,2 pontos no último trimestre de 2014, em comparação ao terceiro trimestre do mesmo ano. Na escala de 0 a 200, o IC Agro geral (que abrange os segmentos “antes”, “dentro” e “depois da porteira”) variou de 89,3 para 93,5 pontos. Apesar da reação, o índice permanece em um patamar pessimista. Se comparado ao mesmo período do ano anterior, a queda é ainda maior, de 10,9 pontos.

Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (11/2) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), idealizadoras do índice.

Na análise por elo da cadeia, todos apresentaram variações positivas, embora ainda estejam abaixo da linha de neutralidade (100 pontos). O segmento “antes da porteira” fechou o ano em 88,6 pontos, “produtores agropecuários” alcançou 97,5 pontos e a “indústria pós porteira” 91,6.

Para o diretor do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Mario Sergio Cutait, o otimismo registrado nos últimos três meses de 2014 foi influenciado especialmente pela alta do dólar, que saiu do nível médio de R$ 2,33 em setembro, para fechar o ano em R$ 2,64.

“Isso ajudou a recuperar as cotações das principais commodities no Brasil, em especial a soja”, explica Cutait.  “Os preços tiveram uma sustentação maior do que se previa anteriormente o que favoreceu mais diretamente a expectativa de algumas indústrias de insumos agropecuários. Apesar do relativo alívio, as incertezas ainda persistem e o sentimento é de cautela.”

A recuperação de culturas importantes como soja, milho e café, também ajudaram os produtores a melhorar a percepção quanto à situação dos negócios. Entretanto, o item “economia do Brasil”, puxou o índice para o nível mais baixo desde o início da série história, em 2013.

A satisfação em relação ao crédito, preço e confiança no setor são variáveis que puxaram o IC dos produtores agropecuários para cima, porém, não o bastante para elevá-lo ao nível otimista. A descrença com a economia brasileira e os custos de produção influenciaram negativamente o resultado, que fechou o ano com 97,5 pontos.

O segmento “pós porteira” foi o único a apresentar variação positiva pelo segundo trimestre consecutivo. O aumento de 1,9 pontos foi puxado pelas “condições gerais” da economia, já que a amostra é composta em boa parte por indústrias exportadoras, também favorecidas pelo efeito câmbio. Já o resultado sobre as “condições do negócio” recuou, por influência do aumento dos custos de produção da indústria de alimentos, reflexo da alta nos preços dos grãos.

Segundo Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB, os resultados demonstram que após um “período conturbado de eleições e incertezas econômicas, aliadas a dificuldades na produção, as empresas e cooperativas passaram a considerar um horizonte mais favorável, de maior previsibilidade, mesmo que num cenário ainda pessimista”.

Vale destacar que a avaliação sobre a “economia do Brasil”, independentemente do crescimento observado nas últimas sondagens, ainda é o item com o menor grau de confiança por parte da indústria.

Metodologia

Para melhor captar as percepções de todos os elos que envolvem o Agronegócio, a pesquisa de campo consultou agentes que atuam antes, dentro e depois da porteira da fazenda.

No primeiro e no último grupo foram realizadas 50 entrevistas com indústrias fornecedoras de insumos e serviços aos agricultores, além de cooperativas e indústrias compradoras de commodities agrícolas e processadora de alimentos.

Já no quadro “dentro da porteira” foram realizadas 1500 entrevistas, sendo 645 válidas, com produtores agrícolas e pecuários.
O ICAGRO é uma realização da Fiesp e OCB, com o apoio da Anda, Andef e Anfavea. Os dados que compõem o índice são atualizados trimestralmente e a próxima divulgação está prevista para o mês de abril.

Clique aqui e veja estudo completo.

Confiança do agronegócio tem queda de 13,4 pontos ao longo do ano, segundo ICAgro

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAgro), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), acumula queda de 13,4 pontos ao longo do ano. O resultado para o terceiro trimestre de 2014, 89,3 pontos, é o menor da série histórica, iniciada no quarto trimestre de 2013. Segundo a metodologia do estudo, leituras acima de 100 pontos indicam otimismo e abaixo, pessimismo.

Para o Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, o resultado foi influenciado pela corrida à eleição presidencial que estava no ápice em setembro, quando as pesquisas que compõem o ICAgro foram realizadas.

“As incertezas geradas pela indefinição eleitoral no período do levantamento preocuparam o setor, que ficou receoso, especialmente sobre a indefinição de como seria a condução da política econômica daqui para frente”, analisa o diretor titular do Deagro, Benedito Ferreira. “Não é à toa que a avaliação sobre a economia do Brasil foi a variável que mais contribuiu para a redução do índice que inclui todos os elos da cadeia produtiva (antes, dentro e depois da porteira da fazenda).”

Também foi o item “economia”, somado às avaliações sobre as condições da região e do setor, que contribuiu para a queda de 15,4 pontos na confiança da indústria de insumos. O índice do elo “pré-porteira” passou de 94,1 pontos registrados no segundo trimestre, para 78,7 pontos, computados no terceiro trimestre.

“A queda das cotações de soja, milho e algodão, em razão das estimativas de uma safra recorde no mundo, também contribuiu negativamente para as expectativas futuras de todos os segmentos da indústria de insumos. Para um dos setores que demostrou maior preocupação, o de defensivos agrícolas, essas culturas representam cerca de 70% do faturamento”, explica o gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Antonio Carlos Costa. “Se por um lado, a queda dos preços tende a beneficiar a indústria pós porteira, por outro impacta diretamente os insumos agrícolas como um todo.”

Já o elo “depois da porteira”, que engloba as indústrias de logística e alimentos, apresentou um aumento discreto, de 0,7 ponto. O otimismo desse segmento quanto às condições atuais e futuras foi influenciado pela queda dos preços das commodities (que representa redução dos custos da produção) e a alta da taxa de câmbio no período do levantamento, fator que auxilia o elo exportador da cadeia.


Preocupação é maior entre produtores agrícolas em comparação ao pecuário

No terceiro trimestre do ano, a confiança dos produtores agrícolas caiu 2,2 pontos, parando em 90 pontos. A preocupação com a “situação da economia brasileira” foi, novamente, o item que mais puxou o resultado para baixo, principalmente para os produtores de laranja e cana-de-açúcar que apresentaram, pela primeira vez, uma avaliação sobre a “situação atual” abaixo de 30 pontos.

O produtor pecuário, por sua vez, foi o único, entre todos os elos pesquisados, que mostrou melhora consistente na confiança, fechando o período em 103 pontos. O aumento foi de 4,8 pontos em relação à pesquisa anterior. A redução dos custos de produção e a recuperação dos preços foram os responsáveis por essa condição “otimista”, a qual só não foi maior devido a avaliação do item “economia brasileira”, que seguiu a mesma tendência negativa apresentada pelos demais elos da cadeia.

Segundo o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, “é importante notar que em um período de processo eleitoral, de incertezas quanto à economia, queda de preços de alguns produtos e eventos climáticos catastróficos, a confiança dos produtores na maior parte de seus setores ainda não é pessimista”.

“Isso nos mostra um produtor mais amadurecido e ainda confiante na sua capacidade de gerenciar os riscos e planejar seus negócios, com credibilidade nos demais agentes das cadeias produtivas onde atua”, ressalta.
Sobre o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro)

Apurado trimestralmente pela Fiesp e pela OCB, o Índice de Confiança do Agronegócio (ICAgro) mede, por meio de um conjunto de variáveis, a expectativa dos agentes do setor em relação ao seu negócio e ao ambiente econômico de forma geral.

A pesquisa é feita com os três elos que compõem o segmento: antes da porteira da fazenda (indústria de fertilizantes, máquinas e implementos, defensivos, nutrição e saúde animal, cooperativas, revendas, entre outros), dentro da porteira (produtores agropecuários) e depois da porteira (indústria de alimentos, tradings, cooperativas, armazenadores e operadores logísticos).

Os resultados, compostos por um painel de 645 respostas, são direcionados aos especialistas, acadêmicos, empresários, técnicos e jornalistas que desejam aprofundar o conhecimento estratégico do setor.

Para dar robustez aos resultados, outros dois levantamentos são realizados: o Perfil do Produtor Agropecuário e o Painel de Investimentos. Embora não entrem na composição do Índice de Confiança, essas sondagens ajudam a explicar o seu resultado.

Para saber mais sobre o ICAgro, acesse www.icagro.com.br

Infográfico: veja os resultados do Índice de Confiança do Agronegócio no 2º trimestre

Agência Indusnet Fiesp

A confiança do agronegócio caiu 10,9 pontos para 91,8 pontos no segundo trimestre, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A satisfação do setor com a atuação do governo para proteger e estimular da cadeia, também medida pelas entidades, reforça o sentimento de pessimismo no agronegócio.

Segundo o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), leituras acima de 100 pontos indicam otimismo e abaixo de 100, pessimismo. E no que diz respeito à satisfação, 68% dos produtores agropecuários discordam de que o governo esteja empenhado em investir em infraestrutura e logística para o escoamento da produção do país.

>> Conheça o site do IC Agro

Vejas neste infográfico as principais preocupações e intenções do setor agropecuário levantadas pela Fiesp e pela OCB no segundo trimestre do ano.

Confiança do agronegócio cai no primeiro trimestre do ano

Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) apresentou queda de dois pontos no primeiro trimestre de 2014, em comparação ao último trimestre de 2013. Na escala de 0 a 200, o IC Agro geral (que abrange os segmentos “antes” e “depois da porteira” mais o “produtor agropecuário”) variou de 104,5 para 102,7 pontos, demonstrando uma percepção ainda mais cautelosa em todos os elos da cadeia.

Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (27/05) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), idealizadoras do índice.

Na análise por elo da cadeia, todos apresentaram variações negativas: “Indústria Antes da Porteira” (- 8 pontos), “Produtores Agropecuários” (- 0,4 ponto) e “Indústria Pós Porteira” (- 0,6 ponto).

Para o diretor do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira, a queda significativa na confiança do primeiro elo foi provocada, especialmente, pelo setor de máquinas agrícolas,  que registrou queda de 21,3% nas vendas entre Janeiro e Março, se comparados com o mesmo período do ano anterior.

“Embora pessimista em relação à situação atual, a indústria ‘antes da porteira’ mostra-se otimista em relação às expectativas futuras. Seja em relação ao setor em que atuam, ou à economia brasileira, eles acreditam que o cenário mudará para melhor”, explica Ferreira.  “Esse otimismo foi influenciado, especialmente, pelas revendas, indústrias de defensivos agrícolas e os bancos que financiam o setor.”

Já os produtores agropecuários se mostraram satisfeitos em relação aos preços e à confiança no setor. Porém, isso não foi suficiente para manter o Índice de Confiança deste elo em alta. A desesperança com a economia brasileira e os custos de produção puxaram os resultados de 97,5 para 97,1.

“Apesar da evolução de preços de alguns produtos agropecuários e da confiança no próprio setor, é importante lembrar que o primeiro trimestre deste ano foi marcado como um período de falta de chuvas em diversas regiões”, ressalta o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. “Consequência do clima, a redução da produtividade média e elevação de custos, somados ao pessimismo em relação aos indicadores macroeconômicos, fizeram com que a confiança caísse.”

Preocupações x Investimentos

A questão climática continua sendo o principal problema para o setor agropecuário. Em um questionário onde puderam escolher mais de uma alternativa, 82,2% dos produtores agropecuários elegeram “clima” como sua maior preocupação.

“A porcentagem dos entrevistados que escolheram esse item quase que dobrou entre as duas aferições”, observa Ferreira, ao lembrar que no último resultado apresentado, a opção “clima” possuía 46,8% de escolha. “Isto ocorre por uma questão sazonal, seja por influência do excesso de chuvas que ocorreram na região Centro-Oeste ou pela seca observada nas regiões Sul/Sudeste”, explica.

As alternativas “alta incidência de pragas e doenças” e “falta de trabalhador qualificado” aparecerem como a segunda e terceira maior preocupação para 30,4% e 22,5%, respectivamente. Também são elas que impulsionaram o aumento de 10,3 pontos percentuais na expectativa de investimentos em tecnologia ligada ao custeio. Os agricultores que responderam que farão investimentos

adicionais nesta área representam 63% na sondagem atual, contra 52,7% na anterior.

Em relação aos demais itens, 27% dos agricultores entrevistados disseram que farão investimentos adicionais em “máquinas e equipamentos” agrícolas, com destaque para a aquisição de tratores, seguidos pela intenção de compra em colheitadeiras e plantadeiras.

Embora o resultado seja significativo, a variação foi negativa em relação ao último trimestre de 2013. A queda pode ser explicada pelo fator sazonal, uma vez que o levantamento para os resultados deste trimestre foi realizado na época de plantio, quando o produtor já havia feito as compras necessárias.

Metodologia

Para melhor captar as percepções de todos os elos que envolvem o Agronegócio, a pesquisa de campo consultou agentes que atuam antes, dentro e depois da porteira da fazenda.

No primeiro e no último grupo foram realizadas cerca de 50 entrevistas com indústrias fornecedoras de insumos e serviços aos agricultores, além de cooperativas e indústrias compradoras de commodities agrícolas e produtoras de alimentos.

Já no quadro “dentro da porteira” foram realizadas 1500 entrevistas, sendo 645 válidas, com produtores agrícolas e pecuários.

O IC Agro é uma realização da Fiesp e OCB, com o apoio da Anfavea e Andef. Os dados que compõem o índice são atualizados trimestralmente e a próxima divulgação está prevista para o mês de Agosto.

Outros detalhes e o download do estudo completo estão disponíveis no site: www.icagro.com.br

 

Valor Econômico destaca Índice de Confiança Agronegócio da Fiesp e da OCB

Agência Indusnet Fiesp

A confiança do agronegócio ocupa um patamar de otimismo moderado. A conclusão é de um indicador inédito apurado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). No primeiro levantamento, que dá início à série histórica do Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), a leitura foi de 104,5 pontos em um escala que varia de 0 a 200, sendo até 100 pessimismo e acima otimismo.

Em matéria de uma página, o jornal Valor Econômico destacou o IC Agro na edição desta segunda-feira (24/2).  Segundo a reportagem, o cenário incerto da economia global e acomodação dos preços das commodities para baixo “esfriaram os ânimos do campo brasileiro”.

Baseada nos primeiros números do IC Agro, a reportagem ainda citou que a maior parte da preocupação com o agronegócio ronda os produtores de café, laranja e cana-de-açúcar, enquanto os agentes dos setores de soja e algodão puxaram o índice para cima.

“O IC Agro será uma ferramenta essencial para toda a cadeia produtiva. É um material de referência e sem dúvida será usado para auxiliar a tomada de decisões de indústrias, empresários e cooperativas”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao jornal.

Cautela

O primeiro IC Agro da Fiesp e da OCB ficou em 104,5 pontos, indicando uma confiança cautelosa por parte dos produtores agropecuários. Na variável Antes da Porteira (indústria de fertilizantes, máquinas e implementos, defensivos, nutrição e saúde animal, cooperativas, revendas, entre outros), a confiança também expressou um tímido otimismo, com 109,8 pontos.

O produtor agropecuário (Dentro da Porteira) se mostrou mais pessimista, segundo apurações do IC Agro, e o índice fechou o período de novembro do ano passado a janeiro deste ano com leitura de 97,5 pontos. Enquanto o indicador Depois da Porteira (indústria de alimentos, energia, tradings, cooperativas, armazenadores e operadores logísticos) apontou 109,3 pontos na levantamento do trimestre.  

O gerente do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), Antonio Carlos Costa, avaliou que a média de 104,5 pontos do índice geral indica um “otimismo moderado” no setor, segundo a reportagem do Valor.

Para compor o IC Agro, foram realizadas 1500 entrevistas para a formação de um painel com 645 produtores agropecuários de diversas culturas, localizados em 16 estados brasileiros. Foram considerados na pesquisa o porte, a cultura e a região dos produtores.

Para ler a reportagem no site do jornal, clicar aqui. (Sujeito a cadastro e a paywall)

Conheça o site do IC Agro.

 

IC Agro vai nortear agronegócio, diz presidente da Fiesp em lançamento de indicador

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), criado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), é uma contribuição da entidade, com riqueza de informações, para o setor e uma ferramenta importante para a criação de eventuais políticas públicas de apoio ao agronegócio brasileiro, afirmou na manhã desta segunda-feira (24/02) o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante café da manhã com executivos do setor no evento de lançamento do indicador.

“O índice vai nortear e ajudar muito o agronegócio. Ter um índice com informações do setor – antes e depois da porteira– sem dúvida será uma ferramenta importante para toda a cadeia produtiva e para a formulação de políticas públicas também”, disse Skaf.

Skaf: IC Agro é ferramenta importante para toda a cadeia produtiva. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

A cada três meses, o Deagro e a OCB vão mensurar a percepção dos agentes do agronegócio em relação a um conjunto de informações que impactam a atividade, como a situação da economia brasileira, do setor, disponibilidade de crédito, expectativa de investimento, preços e produtividade.

Os objetivos do índice são compreender os pontos de convergência e divergência entre os elos da cadeia produtiva, medir a disposição de realizar novos investimentos e antecipar mudanças de tendências.

No levantamento que dá início à série histórica, o IC Agro registrou 104,5 pontos em uma escala que varia de 0 a 200, sendo 100 o ponto de neutralidade, o que significa um otimismo moderado por parte dos segmentos entrevistados.

Estão incorporados ao índice mais dois levantamentos, um sobre o perfil do produtor agropecuário, atualizado a cada dois anos, e o Painel de Investimentos, atualizado a cada trimestre.

No perfil do produtor, 58,3% dos entrevistados estão pessimistas quanto aos esforços do governo brasileiro para investir em infraestrutura e logística para escoar a produção agropecuária.

Skaf disse ainda que a percepção não muito otimista do agronegócio em relação à economia brasileira, revelada pelo IC Agro, aplica-se a outros setores produtivos do país. “É um resultado que não seria muito diferente se fizéssemos uma pesquisa em qualquer outro setor.”

Além de executivos de empresas que atuam no setor, o evento contou com a presença do Departamento do Agronegócio(Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira e do presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, João de Almeida Sampaio Filho, além de autoridades do setor como o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, presidente da Academia Nacional de Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

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Fiesp e OCB criam Índice de Confiança do Agronegócio Brasileiro, o IC Agro

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Site do IC AGro traz as principais informações sobre o estudo e a possibilidade de download do documento completo.

A partir de fevereiro, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio de seu  Departamento de Agronegócio (Deagro), e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) passam a mensurar a percepção dos agentes do agronegócio em relação a um conjunto de informações que impactam a atividade, como a situação da economia brasileira, do setor, disponibilidade de crédito, expectativa de investimento, preços e produtividade.

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) será divulgado trimestralmente e tem como objetivos compreender os pontos de convergência e divergência entre os elos da cadeia produtiva, medir a disposição de realizar novos investimentos e antecipar mudanças de tendências.

“O IC Agro, primeiro produto do tipo no Brasil, será uma ferramenta essencial para toda a cadeia produtiva. É um material de referência e sem dúvida será usado para auxiliar a tomada de decisões das indústrias, empresários e cooperativas, frente aos resultados obtidos”, explica o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. “Por outro lado, ele também pode ser usado pelo governo como um termômetro já que permite apontar as necessidades de implementação e melhoria de políticas públicas para o setor”.

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O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, reforça a opinião de Skaf e chama a atenção para o benefício direto ao produtor cooperado. “Teremos a oportunidade de olhar o agronegócio de maneira integrada, já que as cooperativas são agentes importantes nesse contexto, dentro e fora da porteira. Elas são verdadeiros centros de segurança para os seus cooperados e, com as informações do IC Agro, poderão rever estratégicas e identificar novos caminhos para potencializar a competitividade dos seus associados”.

Metodologia

Para melhor captar as percepções de todos os elos que envolvem o Agronegócio, a pesquisa de campo – realizada pelo Agro IPES– consultou agentes que atuam antes, dentro e depois da porteira da fazenda.

No primeiro e no último grupo foram realizadas cerca de 40 entrevistas com indústrias fornecedoras de insumos e serviços aos agricultores, além de cooperativas e indústrias compradoras de commodities agrícolas e produtoras de alimentos.

Já no quadro “dentro da porteira” foram realizadas 1500 entrevistas, sendo 645 válidas, com produtores agrícolas e pecuários.

As consultas foram feitas entre novembro de 2013 e janeiro de 2014.

Resultados

Neste levantamento que dá início à série histórica, o IC Agro registrou 104,5 pontos em uma escala que varia de 0 a 200, sendo 100 o ponto de neutralidade.

Desta forma, o primeiro resultado demonstra um otimismo cauteloso por parte dos segmentos entrevistados.

A confiança dos produtores, entretanto, ficou um pouco abaixo do índice geral, com 97,5 pontos.

Dos três elos da cadeia, o que mais contribuiu positivamente para a formação do índice geral foi o “antes da porteira”, que fechou o trimestre em 109,8 pontos.

Antonio Carlos Costa, gerente do Deagro, explica que os resultados podem ser melhor compreendidos a partir do momento em que se avaliam as variáveis que mais impactaram o resultado, tanto para cima, quanto para baixo. “O pessimismo em relação à economia brasileira é comum às indústrias e aos produtores, que registraram idênticos 84,9 pontos. Ao mesmo tempo, a confiança no setor puxou o resultado para cima, com 105 pontos na avaliação do produtor e importantes 123,5 pontos na expectativa da indústria”.

Preocupações x Investimentos

O IC Agro também mediu as preocupações atuais do produtor agropecuário. Em um questionário onde puderam escolher mais de uma alternativa o clima, preço de venda do produto e aumento do custo de produção lideram lista, seguidos de perto pela alta incidência de pragas e doenças, falta de trabalhador qualificado, legislação ambiental e trabalhista, além da infraestrutura logística. Questionado sobre a disposição em realizar investimentos adicionais aos que faz normalmente, o produtor agrícola respondeu que os recursos iriam, em sua maior parte, para o controle de pragas, doenças e ervas daninhas, aquisição de máquinas e implementos, armazenagem e formação técnica dos operadores de máquinas e equipamentos.

“É interessante notar que a intenção de investimento do produtor está diretamente direcionada à resolução dos problemas por ele apontados, diz Benedito Ferreira, diretor titular do Deagro. É muito clara a disposição em investir, por exemplo, em máquinas e implementos para mitigar o aumento do custo de produção e a preocupação com os problemas trabalhistas”. Ao mesmo tempo, o incremento na venda de máquinas e a falta de trabalhador qualificado geram a necessidade de fortes investimentos na formação técnica dos operadores de máquinas e implementos, completa Ferreira.

Já o produtor agropecuário pensa em investir em reforma e recuperação de pastagens e manejo rotacionado do pasto.

O IC Agro é uma realização da Fiesp e OCB, com o apoio da Anfavea e Andef. Os dados que compõem o índice são atualizados trimestralmente e a próxima divulgação está prevista para o final de março.

Outros detalhes e o download do estudo completo estão disponíveis no site: www.icagro.com.br