Fiesp lança aplicativo para medir velocidade da banda larga fixa

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria tecnológica com o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), criou o aplicativo (software) Monitor Banda Larga, que auxilia o usuário brasileiro de banda larga fixa a verificar, de maneira fácil, rápida e automática, a qualidade e a velocidade de sua rede. O lançamento será na próxima segunda-feira, às 11 horas, durante a abertura da Semana de Infraestrutura L.E.T.S, no hotel Unique, em São Paulo.

>> Acesse o Monitor Banda Larga 

“Milhões de brasileiros têm problemas com a internet. A internet é mais cara no Brasil do que na Venezuela, Turquia, Romênia e Cazaquistão, por exemplo. O ranking com menor preço de banda larga fixa no mundo mostra o Brasil na 55ª posição. Muitas vezes, os consumidores pagam por um serviço, mas não recebem o que foi acordado com a prestadora. E o pior, na maioria das vezes, as pessoas sequer conseguem verificar a qualidade da sua internet com rapidez e facilidade. Mas a partir de agora, isso será possível com o Monitor Banda Larga”, afirma Carlos Cavalcanti, Diretor do Departamento de Infraestrutura da Fiesp.

O objetivo da ferramenta é melhorar a qualidade da banda larga fixa, necessária ao desenvolvimento da indústria e de todo o país, auxiliando qualquer usuário a verificar se sua prestadora de serviços está entregando a internet banda larga de acordo com o contratado e com os parâmetros da Anatel, de maneira simples e de fácil entendimento.

Inicialmente o produto é compatível com o sistema operacional Windows e conta com três tipos de medição: padrão, automaticamente configurada com a instalação do aplicativo e que realiza testes diários a cada 6 horas; instantânea, que verifica a qualidade da conexão imediatamente e programada, que possibilita a seleção de intervalos de medição a cada 2, 4, 6 ou 8 horas. Após a escolha das opções de medição, o usuário visualizará um relatório simples e objetivo, que indicará a velocidade e qualidade da internet.

“Diferentemente de outros aplicativos semelhantes, o Monitor Banda Larga é o primeiro aplicativo que oferece medições diárias e automáticas, com relatório mensal completo, e ainda uma ferramenta que possibilita ao usuário verificar o melhor canal de Wi-Fi a ser utilizado, caso esteja utilizando uma conexão sem fio”, completou Cavalcanti.

Para garantir segurança, o aplicativo possui um parecer do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT) da Universidade de São Paulo (USP), que certifica o funcionamento e confiabilidade da ferramenta.

Serviço

Lançamento do Aplicativo Monitor Banda Larga – Semana da Infraestrutura (LETS)

Data: 19 de maio
Horário: 11h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jardim Paulista – São Paulo

Lets: para diretor da TIM, soluções de telecomunicações passam por infraestrutura

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O diretor de rede da TIM Brasil, Cicero Goncalves Olivieri, é um dos especialistas convidados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para participar do Lets – Planejamento Integrado da Infraestrutura, evento que acontece de 19 a 22 de maio, no Hotel Unique, em São Paulo, para discutir os atuais problemas e desafios do setor de telecomunicações brasileira.

Para Olivieri, que participa do painel “Telecomunicações em Áreas Isoladas”, os problemas atuais do Brasil serão sanados com atuações coordenadas entre diversas esferas dos setores público e privado, as quais privilegiem investimento em infraestrutura, como torres e antenas.

Olivieri: debate sobre telecomunicações em áreas isoladas no evento da Fiesp. Foto: Divulgação

Olivieri: debate sobre telecomunicações em áreas isoladas no evento da Fiesp. Foto: Divulgação

Além disso, ressalta o executivo, a celeridade e a desburocratizarão no processo de licenciamento de construção de rede e implantação de torres e antenas é muito importante para a melhoria do setor de telecomunicações nacional.

Leia abaixo a entrevista completa com o diretor da Tim:

Quais são os principais problemas para que o Brasil tenha redes de qualidade, 3G e 4G, em áreas isoladas?

Ter infraestrutura básica de energia e estradas é fundamental. É importante também a parceria com governo federal, estados e municípios, visando simplificar o processo de licenciamento para instalação de torres, pois não se fazem redes 3G e 4G de qualidade sem torres e antenas.

Como outros países de grandes dimensões geográficas e áreas isoladas como o Brasil solucionaram essa questão?

Como disse, os casos de sucesso passam por ações de infraestrutura. O que viabilizou a passagem de 1.700km de fibra óptica pela floresta amazônica, cruzando o rio Amazonas, foi a decisão do governo de construir o linhão de transmissão de energia, viabilizando o investimento em redes OPGW

(cabos de fibra óptica dentro dos cabos de aterramento do pinhão) e a possibilidade de atendimento com altas taxas de transmissão de dados naquela região. Os casos bem-sucedidos no mundo passam por essa combinação.

O evento da Fiesp deste ano, o Lets, defende justamente a integração das iniciativas. Nesse segmento de Telecom, que tipos de problemas acontecem pela eventual falta de integração? E de que forma a integração pode solucioná-los?

Entendo que estamos evoluindo bem como País no entendimento da necessidade de integração de atividades para garantir o resultado. O que adianta levar banda larga para uma escola se ela tem problema com energia elétrica, ou se não existem computadores ou pessoas especializadas para tirar proveito deste recurso? A TIM está fazendo sua parte com investimentos pesados em fibra óptica para interligação de cidades, sendo o mais recente a ligação de Manaus a Belém, através do projeto LT Amazonas. No triênio, que vai até 2016, a TIM destinará cerca de 11 bilhões para investimentos, sendo que 90% desse valor será destinado à infraestrutura de rede.

O que a TIM está fazendo nesse sentido?

A TIM tem o compromisso de ampliar a oferta de internet móvel como alternativa para a inclusão digital em todo o Brasil. Nesse sentido, a companhia está fazendo investimentos grandes e contínuos em fibra óptica para interligação de cidades, como a ligação de Manaus a Belém por meio do projeto LT Amazonas. São investimentos de longo prazo e apenas empresas comprometidas com o desenvolvimento do país aceitam fazê-los. Outro exemplo é o atendimento, até o final de 2016, das áreas rurais de Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo, obrigações oriundas da compra da licença de 4G.

Cidades como Cuiabá e Manaus, ambas sedes da Copa do Mundo, estão preparadas para atender as necessidades atuais?

A TIM já oferece cobertura 4G nas cidades-sede da Copa do Mundo. Visando à cobertura em locais de grande fluxo de pessoas, a TIM inova ao adotar o conceito de redes heterogêneas. No que diz respeito à cobertura de rede nos estádios que receberão jogos da Copa do Mundo, a TIM integra o consórcio firmado entre as operadoras para implantação de um projeto único, com investimentos e infraestrutura compartilhados, visando atender aos serviços de voz e dados nas tecnologias 2G, 3G e 4G. O cronograma de instalação obedece aos acordos firmados com as administrações dos estádios. A TIM também instalará ERBs (estações rádio base) móveis no entornos dos estádios e regiões definidas para receber a programação de Fan Fest.

O que os governos federal e estaduais podem fazer para incentivar os investimentos?

Como disse anteriormente, é fundamental o investimento em infraestrutura. Além disso, a celeridade e a desburocratizarão no processo de licenciamento de construção de rede e implantação de torres e antenas é muito importante.

O senhor poderia falar mais detalhadamente sobre a parceria com a GVT, Embratel e Vivo para a construção do backbone no Centro-Oeste?

Para tornar possível a construção de um backbone de fibra óptica que passasse pelo Centro-Oeste foi feito um acordo de construção compartilhada de rede. Essa é uma excelente opção para viabilizar altos investimentos, trazendo alta capacidade de transmissão de dados para regiões mais distantes e tornando possível o desenvolvimento destas áreas.

Serviço

Semana da Infraestrutura (Lets)
9º Encontro de Logística e Transporte
15º Encontro de Energia
6º Encontro de Telecomunicações
4º Encontro de Saneamento Básico
Data e horário: De 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jd Paulista – São Paulo


Energia nuclear pode assumir papel da hidrelétrica no Brasil no futuro, diz diretor da EPE

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Pelos próximos 20 anos, o abastecimento de energia por meio de hidrelétricas no Brasil estará seguro, mas o país precisa preparar o futuro substituto para sua principal matriz energética e esta vaga pode ser preenchida pela energia nuclear. A avaliação é de José Carlos Miranda de Farias, diretor de Estudos de Energia da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O executivo será um dos palestrantes do 14º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a ser realizado nos dias 5 e 6 de agosto, no Hotel Unique, na capital paulista.

“Temos a oitava reserva de urânio do mundo. Em algum momento a usina nuclear será usina de base. Pode pensar que, no futuro, ela venha a desempenhar o papel que a hidrelétrica desempenha hoje”, afirmou Miranda.

Em 2012 as reservas de urânio no país chegavam a 309 mil toneladas, com condição de manter dez usinas nucleares de 1.000 MW por 100 anos, segundo estudo Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento estima ainda que o potencial de urânio no Brasil é de 800 mil toneladas, levando em conta condições geológicas e o fato de apenas 25% do território ter sido prospectado.

Segundo Miranda, o acidente envolvendo a usina nuclear de Fukushima, resultado de um terremoto seguido de tsunami que matou ao menos 18 mil pessoas em 2011, no Japão, colocou em espera os projetos para a matriz energética nuclear em todo o mundo. “Fukushima fez que com que a retomada do programa nuclear em muitos países começasse a ser repensada. Não é preconceito, mas existe um receio quanto à segurança”, disse.

O desastre na província japonesa também estimulou a fiscalização em torno de instalações nucleares, explicou Miranda. “Existem muitos organismos nacionais e internacionais que fiscalizam no sentido de aumentar a segurança da energia nuclear”.

Hidrelétricas sem reservatório

O diretor da EPE deve participar de um debate sobre hidrelétricas sem reservatórios, as chamadas usinas a fio d´água, durante o 14º Encontro Internacional de Energia da Fiesp.

Usinas a fio d´água são hidrelétricas com pequeno ou nenhum reservatório. As usinas Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, que estão sendo construídas na região Norte do país, por exemplo, são assim.

De acordo com Miranda, embora sua construção seja um pouco mais cara que a de uma usina a fio d´água, uma hidrelétrica com reservatório é uma opção melhor, já que é possível explorar outras fontes renováveis.

Outro aspecto que depõe contra o modelo sem reservatório é o acionamento de usinas termelétricas, a carvão, por exemplo, para suprir a falta de geração de energia em épocas de seca, o que provoca um impacto ambiental mais significativo do que as inundações para formar o reservatório, avaliou Miranda.

“Você faz um reservatório e o único impacto dele é inundar uma área, mas depois ele é um recurso renovável”, disse.

Qualidade dos serviços de telecomunicações será debatida em evento da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp,

“Regulação e Fiscalização nos Serviços de Telecomunicações” será  um dos painéis do 5º Encontro de Telecomunicações da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no dia 7 de agosto, no Hotel Unique, na capital paulista. “O objetivo do debate é equalizar a questão da qualidade na busca crescente por melhores serviços de telefonia banda larga (móvel e fixa), por meio das redes prestadoras de serviço”, afirma Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

O painel abordará a regulamentação e fiscalização realizada pela Anatel frente aos serviços prestados no que se refere à qualidade da infraestrutura, execução dos serviços e processos de gestão. Além disso, vai tratar também dos reflexos do Plano Nacional de Defesa do Consumidor junto às operadoras de telefonia.

“Os consumidores estão cada vez mais informados e exigentes, em busca de novas tecnologias e serviços de telecom com alta qualidade. Vamos analisar como alcançar esse resultado por meio da participação do próprio usuário e dos órgãos fiscalizadores “, completa Cavalcanti.

Serviço
5º Encontro de Telecomunicações
Data: 7 de agosto – das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique (Av: Brigadeiro Luis Antonio, 4700 – Jardim Paulista – São Paulo)

Exploração do petróleo no Brasil será debatida em evento da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vai debater, nos dias 5 e 6 de agosto, o momento atual do pré-sal brasileiro no seu 14º Encontro Internacional de Energia,  a ser realizado no Hotel Unique, na capital paulista. Com o painel “Pré-sal: a nova era do petróleo no Brasil”, a entidade vai discutir o Programa de Investimentos da Petrobras, o desenvolvimento dos campos descobertos e a exploração e produção do petróleo, entre outros temas.

“A extração de petróleo da camada pré-sal abre um mar de oportunidades para o setor industrial, que está preparado para aproveitá-las. A indústria de base paulista já é a maior fornecedora da Petrobras e das empresas contratadas por ela”, afirma Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

A chegada do primeiro leilão do pré-sal, previsto para outubro, no Campo de Libra na Bacia de Santos, promete um investimento na ordem de US$ 200 bilhões a US$ 300 bilhões. A previsão é de que a área gere uma produção de 1 milhão de barris por dia. Segundo a Agência Nacional o Petróleo (ANP), o Campo de Libra tem condições de começar a produzir em 2018.

“O pré-sal vai proporcionar impacto econômico e social, além de ser uma grande oportunidade para a indústria no País, que precisa estar preparada para atender esse crescimento de demanda e tecnologicamente pronta para vencer os desafios do petróleo explorado”, ressalta Cavalcanti.

Serviço
14º Encontro Internacional de Energia
Datas: 5 e 6 DE AGOSTO – das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jd Paulista – São Paulo