Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista fica estável em abril e interrompe série de quedas

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista em abril se manteve estável em relação ao mês anterior. No acumulado de 12 meses o indicador registrou redução de 8,8%, e na comparação dos quatro primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2015, a redução foi de 10,5%. Os dados do levantamento, feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), foram divulgados nesta quinta-feira (2/6). Imagem relacionada a matéria - Id: 1544644517

De acordo com o gerente do Depecon, Guilherme Moreira, ainda não é tempo de comemoração, mas é possível manter a expectativa de que a estabilidade do indicador represente uma tendência que precisa ser confirmada nos próximos meses. “É preciso ter muita cautela na análise dos dados, mas nossa esperança é que o INA pare de cair e comece a caminhar para uma estabilização, mas ainda não há dados suficientes para afirmar que seja um processo de retomada”, explica.

O gerente do Depecon afirma, ainda, que para a retomada de crescimento a indústria de transformação depende da retomada dos mercados externo – em que já há sinais de recuperação em alguns setores, como Celulose e Papel – e interno, que depende da volta da confiança e do consumo no país.

“Fator primordial é a retomada do consumo das famílias, e isso tem a ver com a falta de confiança que se instalou na economia brasileira. Torcemos que a confiança volte com as mudanças na condução da economia.”

>> Ouça boletim sobre o INA

A projeção para o INA é fechar 2016 com uma queda de 5,3%, depois de contração de 6,2% em 2015 e de 6,0% em 2014

Setores

O setor de Celulose e Papel registrou alta de 2,5% em abril, em relação ao mês de março, na série sem o ajuste sazonal, com destaque para o aumento de 5,9% na variável Total de Vendas Reais, de 2,7% nas Horas Trabalhadas na Produção e de 0,44 ponto percentual no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci).

Já o setor Têxtil apresentou queda do INA de 1,4% em abril, também na série sazonalmente ajustada. Todas as variáveis sofreram redução: Total de Vendas Reais (-2,8%), Horas Trabalhadas na Produção (-1,4%) e Nuci (- 0,2 p.p)

Sensor

A pesquisa Sensor de maio fechou em 46,1 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 46,4 pontos de abril, mantendo-se abaixo dos 50,0 pontos, o que sinaliza queda das expectativas para o indicador.

No caso das vendas houve aumento, passando de 46,0 pontos em abril para 47,2 em maio. Condições de Mercado, Nível de Estoque, Nível de Emprego e Componente de investimentos registraram queda.

Indicador de Nível de Atividade, medido pela Fiesp, recua 1,7%

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544644517Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista voltou a recuar, com uma contração de 1,7% entre janeiro e fevereiro, na série com ajuste sazonal.  A comparação do primeiro bimestre de 2016 com o mesmo período de 2015 mostra queda de 11%, e no acumulado de 12 meses a redução do INA foi de 7,3%.

Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (31/3) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), responsável pelo levantamento.

A queda confirma a análise feita pelo Depecon no início de março, de resultados fracos para a atividade industrial, por fatores como a falta de confiança do empresariado. A projeção para o INA é fechar 2016 com uma queda de 5,3%, depois de contração de 6,2% em 2015 e de 6,0% em 2014, mas o recuo pode ser ainda maior. “Quando se está no meio de uma crise da dimensão desta em que estamos, ninguém sabe o que vai acontecer”, diz Paulo Francini, diretor titular do Depecon.

>> Ouça boletim sobre o INA

A queda de 2,7% na variável Horas Trabalhadas na Produção foi a principal contribuição negativa dos indicadores de conjuntura para a queda do INA. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu 1,3 ponto percentual, e o Total de Vendas Reais registrou aumento de 1,5%.

Setores

O INA do setor de químicos subiu 0,8% (com ajuste sazonal) em fevereiro na comparação com janeiro. A principal influência no resultado foi o aumento de 4,4% da variável de Total de Vendas Reais. Na variável Horas Trabalhadas na Produção houve queda de 0,3%.

No setor de celulose e papel houve recuo de 3,3% do INA em fevereiro em relação ao mês anterior, na série já dessazonalizada. As vendas reais cresceram 2,2% no período, alavancadas pelas exportações do setor, que atenuaram parcialmente o efeito da queda nas horas trabalhadas na produção (-4,2%) e no nível de utilização da capacidade instalada (-1,8 p.p) sobre o INA do setor.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de março fechou em 43,1 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 43,0 pontos de fevereiro, mantendo-se abaixo dos 50,0 pontos, o que sinaliza queda da atividade industrial para o mês.

No item condições de mercado o indicador foi de 41,9 pontos em fevereiro para 44,2 em março. Ainda abaixo dos 50,0 pontos, indica piora das condições de mercado.

Houve recuo de 0,3 ponto (para 47,7 pontos) no indicador de vendas em março. Abaixo dos 50,0 pontos, o indicador aponta redução das vendas para o mês.

O nível de estoque apresentou recuo. Foi de 43,2 pontos em fevereiro para 42,5 em março. Leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores indicam sobrestoque.

O indicador do nível de emprego recuou de 42,9 pontos em fevereiro para 42,8 pontos em março. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês.