Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp tem lançamento de guia sobre leis de incentivo

Agência Indusnet Fiesp

Reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp (Code) nesta quinta-feira (23/6) teve o lançamento dos Guias das Leis de Incentivo ao Esporte. Também contou com a participação de Carlos Eduardo Negrão, coordenador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que apresentou dados sobre a instituição e relatou os resultados da cooperação com a Holanda em torno do tema vida saudável. O Code tem como coordenador Mario Frugiuele, que conduziu a reunião plenária.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544529879

Reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Delegação da Holanda mostra na Fiesp experiência de estímulo ao esporte

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A participação de uma delegação da Holanda na reunião desta quarta-feira (23/3) do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp (Code) mostrou o interesse do país pelo mercado brasileiro de produtos esportivos e representou mais um passo na aproximação entre os dois países. A Holanda tem produção de 6 bilhões de euros (perto de R$ 25 bilhões) por ano ligada ao esporte e estrutura exemplar de incentivo à prática esportiva. Mario Frugiuele, diretor do Code, lembrou que as ações da Fiesp buscam estimular a indústria e ressaltou a importância da presença da delegação para fornecer informações sobre experiências europeias.

John van de Laar, do Orange Sports Forum, (consórcio holandês de esportes e inovação, destacou que a Holanda é o sexto maior exportador do mundo, e um PIB da indústria do esporte de 6 bilhões de euros por ano. Também disse que a Holanda é muito eficiente na produção de medalhas, ocupando o primeiro lugar relativo (considerando investimento/resultado).

O Fórum Orange, explicou, surgiu da crença de que o compartilhamento de conhecimento e a cooperação representam o caminho para o sucesso da indústria do esporte na Holanda.

Em relação ao Brasil, destacou a discrepância entre esportes mais praticados e mais assistidos na TV. Disse que o país está entre os que são considerados interessantes como mercado e demonstrou interesse em saber como trabalhar com o Brasil, conhecendo os planos de negócios que funcionam aqui.

Van de Laar começou sua apresentação com a exibição de vídeo mostrando como Holanda e Brasil se conectam via esporte. Provando que os holandeses são bons perdedores, incluiu vitória brasileira sobre os holandeses no vôlei de praia.

Também participou Maaike Romijn, do programa Sport Innovator, que falou sobre a agenda da Holanda no esporte, destacando o duplo desafio que a área representa, porque pode ter grande impacto na reputação do país, e o exemplo pode levar à melhora na qualidade de vida. Seu foco também é o compartilhamento de dados e de tecnologia, entre governo e empresas e entre elas.

Kamiel Maase destacou a existência de 27 mil clubes esportivos na Holanda, acessíveis, tocados por voluntários, sendo muito bem organizados, sendo cerca de 7.000 de futebol. Há 70 a 75 federações, ligados à organização guarda-chuva olímpica, e um ministério de saúde, esporte e bem-estar.

Eduardo  Giacomazzi, Coordenador adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria da Fiesp (BioBrasil), disse que a Holanda, país com o qual trabalha em bioeconomia, dá exemplos de como integrar setores. Apoio à internacionalização e ao desenvolvimento de pequenas empresas também é forte no país. Combinação de consórcios é algo em que se tem trabalhado com a Holanda. Lembrou que a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) já tem consórcio estabelecido com a Holanda na área de biotecnologia (B-Basic), em modelo que pode ser estendido para outras áreas. Outras agências brasileiras poderiam ser envolvidas. OSF poderia ter um pé em São Paulo também.

Carlos Eduardo Negrão, da Fapesp, lembrou o programa de financiamento a fundo perdido para pequenas empresas. Novidade é possibilidade de expandir para o esporte. Citou dois dias de encontro muito interessante na Fapesp, começando na parte científica, mas se expandindo para a inovação. Há, disse, uma grande oportunidade de estímulo com os Jogos Olímpicos. “Espero muito que a gente possa evoluir e tenha várias propostas” no esporte. “Queremos muito essas propostas da iniciativa privada.”

Ana Bacellar, diretora de marketing do comitê paraolímpico, disse que há muito a aprender com a Holanda. Lembrou que o país investe muito em tecnologia, ciência, saúde e planejamento estratégico. Luiz Garcia, responsável por relações internacionais e institucionais, convidou a delegação holandesa a conhecer o centro de treinamento paraolímpico a ser inaugurado em maio, com investimento em conhecimento.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544529879

Reunião do Code com participação de delegação da Holanda. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Foto: Ministra da Holanda debate bioeconomia com empresários na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp,

O Comitê BioBrasil da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promoveu na semana passada uma mesa redonda sobre o desenvolvimento de capital humano na área de bioeconomia. O encontro contou com a participação da ministra de Educação, Cultura e Ciências da Holanda, Jet Bussemaker.

Na ocasião, o Brasil e Holanda acordaram expandir um programa de duplo diploma para alunos de doutorado para 100 estudantes até o final deste ano.

Ministra holandesa Jet Bussemaker em reunião sobre bioeconomia na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ministra holandesa Jet Bussemaker em reunião sobre bioeconomia na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Mais de 30 empresários brasileiros e holandesas participaram da mesa de discussões, cuja conclusão foi a importância do desenvolvimento conjunto da produção sustentável de bioenergia, biocombustíveis e bioquímicos. O encontro na Fiesp, foi organizado pela Fundação BE-Basica, Universidade Tecnológica de Delft e pelo Consulado Geral da Holanda no Brasil.

Foto: Paulo Skaf assina convênios com Holanda na área de ensino e cultura

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf, recebeu nesta sexta-feira (14/8) a ministra de Educação, Cultura e Ciência da Holanda, Jet Bussemaker, e o embaixador do país no Brasil, Hans Peters, para a assinatura de protocolos de intenção com o objetivo estreitar relações entre as entidades da indústria paulista e instituições holandesas. Walter Vicioni Gonçalves, superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, também participou do evento.

O Senai-SP firmou acordo de intercâmbio estudantil com a The Hague University e parceria com a empresa de transporte holandesa STC Group. O Sesi-SP estabeleceu cooperação com o EYE Film Institute Netherlands – o museu de cinema da Holanda – para a exibição da mostra Cine Sesi-SP no Mundo: Olhar Holandês, que vai ter sessões em 38 cidades de São Paulo, até 11 de outubro, e teve estreia oficial no Teatro do Sesi-SP na sequência da cerimônia de assinatura dos acordos. Clique aqui para saber mais sobre a mostra.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544529879

Paulo Skaf e Walter Vicioni com Jet Bussemaker, da Holanda, durante assinatura de convênios na sede da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

16ª Semana de Meio Ambiente da Fiesp – Apresentações do evento

Evento ocorrido entre os dias 02/06 e 06/06 no prédio da Fiesp, a 16ª Semana de Meio Ambiente teve com objetivo levantar as principais questões ambientais e seus efeitos no setor industrial. Confira abaixo as apresentações feitas no evento.

Indústria Química Brasileira e as Mudanças Climáticas – Jorge Soto, Diretor de Sustentabilidade da Braskem

O futuro acordo global sobre o combate e a adaptação à mudança do clima – Luiz Gylvan Meira Filho, Pesquisador Visitante do Instituto de Estudos Avançados USP

Green cities: Matching demand with supplyMarjolein Brasz, Gerente de Transportes sustentáveis, Bioenergia e Biomateriais

Smart Cities & Bio-based Economy Markus Leuenberger, líder delegação empresarial Diretor de Desenvolvimento de Negócios, ECN – Instituto Holandês de Energia

Research and Development in bioenergy – Tatjana Komissarova, ECN – Instituto Holandês de Energia

Sustainable valorisation of (biomass) residue in industry leads to a Biobased Economy – Kees Kwant, RVO, Netherlands Enterprising Agency

Generating resources from wastewater through biotechnology – Sérgio Cruz, Paques, Efluentes Biológicas e Tratamento de Gás

Utilizing Sugar Cane Residues – Gerben Timmer, Diretor de Vendas – NEM-Energy

Biobased Solutions integrated in the Water Sector – André Struker, Gerente Estratégias Waternet – Companhia de Águas de Amsterdam

City Blueprint Approach – Jelle Behagel, KWR WatercycleResearch Institute Deltares – Utrecht University

Smart Community Aruba Robert Moons

Smart cities anticipating and managing change – Karel J Keesman, Professor Adjunto da Universidade de Wageningen

Smart Energy Transitions in Cities – Sjoerd van Tongeren, Diretor Executivo da IGS

Smart MobilitySmart Grid Power Matching City – Maurice Geraets, Vice-Presidente de Novos Negócios da NXP


Especialistas holandeses destacam desafios na implantação das cidades inteligentes

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Dirigentes de empresas e professores de universidades da Holanda participaram do seminário “Tecnologias & Soluções Inovadoras para Cidades Inteligentes” na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na tarde desta quinta-feira (05/06).

Em sua apresentação, o professor adjunto da Universidade de Wageningen, na Holanda, Karol Keesman, sublinhou a necessidade de inovação no tratamento de resíduos sólidos em cidades inteligentes.

Keesman relatou alguns dos projetos desenvolvidos pela universidade. Inclusive os atuais estudos que os acadêmicos da Universidade de Wageningen realizam em reúso e abastecimento de resíduos líquidos.

Keesman: foco no tratamento de resíduos sólidos nas chamadas cidades inteligentes. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Keesman: foco no tratamento de resíduos sólidos nas chamadas cidades inteligentes. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Keesman destacou ainda a relevância da utilização de uma rede de informação integrada nas cidades, para que esta gere melhorias e ganhos na redução do consumo de água e de energia.

Em seguida, o professor da Universidade de Twente e diretor executivo da IGS, Sjoerd van Tongeren, destacou os principais desafios que as mudanças climáticas representaram para as cidades inteligentes. O acadêmico também falou sobre consumo de energia, projetos de transferência energética, smart grids e cidades inteligentes. “A abordagem na construção de uma cidade inteligente é multidisciplinar, envolve ciências sociais, engenharias, psicologia, tecnologia de ponta”, disse.

Maurice Geraets, vice-presidente de Novos Negócios da NXP, destacou as atividades que a multinacional holandesa desenvolve na área de semicondutores e soluções seguras para aplicação em cidades inteligentes.

Tongeren: cidade inteligente é multidisciplinar. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Tongeren: cidade inteligente é multidisciplinar. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para Geraets, a distribuição de energia elétrica em cidades inteligentes brasileira será um dos maiores desafios a serem enfrentados.  “Não se pensa na importância cada vez maior dos medidores de energia”.

Durante o encontro também foi destacada a importância de projetos inovadores para o abastecimento de água e construção de localidades sustentáveis sem consumo de carbono.

Semana do Meio Ambiente

O seminário faz parte da  16ª  Semana do Meio Ambiente, uma realização da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

>> Confira a programação completa da 16ª Semana de Meio Ambiente da Fiesp

Empresas holandesas apresentam soluções sustentáveis para as indústrias

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Trazendo a experiência holandesa para o Brasil, empresários da área de soluções sustentáveis apresentaram seus produtos no Seminário Tecnologia & Soluções Inovadoras para Cidades Inteligentes, realizado nesta quinta-feira (05/06), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Sérgio Cruz, da Paques – Efluentes biológicas e tratamento de gás, falou sobre o processo de geração de recursos de efluentes por biotecnologia. “É possível converter água desperdiçada em energia e fertilizante”, afirmou ele, que trouxe exemplos práticos de empresas no Brasil e no exterior que já utilizam o processo de tratamento anaeróbico. “Uma cervejaria que produz 1 milhão de litros por dia pode produzir 3 mil metros cúbico de biogás por dia”, disse.

Cruz: “É possível converter água desperdiçada em energia e fertilizante”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Cruz: “É possível converter água desperdiçada em energia e fertilizante”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Sobre o resíduo de cana de açúcar, Gerben Timmer, diretor de vendas da NEM Energy, mostrou que é possível, por meio do tratamento da vinhaça, produzir energia renovável, diminuir os custos de transporte e evitar a contaminação de água e do solo.

“A vinhaça é uma substância que pode criar problemas, mas já existem tecnologias para transformar isso em uma co-geração de energia renovável para neutralizar seu impacto ambiental.”

O gerente de estratégias da Waternet – Companhia de águas de Amsterdam, André Stuker, acredita que a solução para o setor de águas e resíduos sólidos nas cidades depende do trabalho conjunto de todos os interessados.

“Em Amsterdam, a Prefeitura colocou algumas metas, como chegar ao ano de 2040 sem desperdício de recursos naturais. Mas não dá para fazer isso sozinho, é preciso integrar empresas, governos e sociedade”, afirmou. “Espero que a nossa experiência inspire vocês.”

Stuker: trabalho conjunto em busca de soluções para a água e para os resíduos. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Stuker: trabalho conjunto em busca de soluções para a água e para os resíduos. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Por fim, Marjolein Brasz, gerente da unidade de negócios de bioenergia da Ecofys, apresentou ideias para a gestão de energia. “Podemos integrar, por meio da tecnologia, os sistemas de energia de diversas fontes, para dar flexibilidade ao uso e influenciar o tipo de energia que será utilizado em cada situação”, sugeriu Marjolein.

Semana do Meio Ambiente

O seminário faz parte da  16ª  Semana do Meio Ambiente, uma realização da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

>> Confira a programação completa da 16ª Semana de Meio Ambiente da Fiesp



Desenvolvimento de parcerias entre Brasil e Holanda em bioeconomia em debate

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Especialistas em bioeconomia participaram do seminário “Tecnologias & Soluções Inovadoras para Cidades Inteligentes”, nesta quinta-feira (05/06), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O encontro faz parte da 16º Semana de Meio Ambiente.

O diretor geral de Empresas e Inovação do Ministério de Assuntos Econômicos da Holanda, Bertholt Leeftink, destacou o atual panorama na Holanda em inovação e projetos sustentáveis.

Para Leeftink, as oportunidades entre os dois países são inúmeras, já que 75% da população global residirá em centros urbanos até 2050. Para atender à demanda futura, Leeftink acredita que será necessária uma reprogramação dos principais centros urbanos do mundo.

“Para a qualidade de vida dos habitantes desses centros cada vez mais complexos, precisaremos de soluções holísticas, com envolvimento de muitas áreas do conhecimentos e de  nações e centros de pesquisas internacionais”, afirmou.

Leeftink falou também sobre os atuais projetos holandeses em energia. O panorama energético atual do planeta passa por uma série de mudanças importantes, segundo ele, com o consumo energético aumentando “drasticamente’.

Leeftink: soluções para a qualidade de vida nos grandes centros. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Leeftink: soluções para a qualidade de vida nos grandes centros. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Uma das opções encontradas pela Holanda na área é a ligação entre redes baseadas em energia solar com as redes inteligentes “smart grids”.

Segundo o diretor, a Holanda possui know-how na questão, através da atuação de empresas especializadas e institutos de conhecimento, e pode ajudar a criação de soluções semelhantes no Brasil.

Outro tema abordado por ele foi a chamada bioeconomia, uma economia sustentável, que reúne todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos. Na visão de Leeftink, o Brasil possui muita ambição no setor, pretendendo se tornar um país, até 2030, de matriz energética baseada em recursos biológicos.“A Holanda quer ser parceira para o desenvolvimento da atividade no Brasil”, afirmou.

A Holanda possui três indústrias líderes em qualidade no mundo que operam em setores ligados à bioeconomia, segundo o diretor.

“O Brasil já possui ótimos resultados na área de bioeconomia, mas, para atingir o objetivo estipulado pelo governo, muito ainda precisa ser feito, e a Holanda pode ser parceria para que isso aconteça”, disse.

Inovação

Markus Leuenberger, diretor de Desenvolvimento de Negócios do Instituto Holandês de Energia, destacou as qualidades das cidades inteligentes. Para ele, uma saída para os atuais problemas urbanos está na construção delas.

Para ele, inovação é a “palavra base” para a mudança do paradigma urbano, principalmente em cidades como São Paulo. “A inovação opera através da colaboração entre indústrias, governos e institutos de pesquisa”.

Leuenberger explicou como os holandeses trabalham os projetos de cidades inteligentes. “Desenvolvemos políticas públicas para o governo holandês, com visão a longo prazo, implantando programas nacionais e operando com unidades técnicas com energia solar, eólica e de biomassa.”.

Processos holandeses

Na visão de Tatjana Komissarova do Instituto Holandês de Energia, apesar de o Brasil ser o maior e melhor produtor de bioetanol do mundo, desafios surgem à frente.

Um dos problemas a serem trabalhados pelo Brasil, na visão de Tatjana, é o melhor aproveitamento da cana de açúcar. “A cana não é inteiramente utilizada aqui, com desperdícios de partes importantes da biomassa”, alertou.

Tatjana: desafio do melhor aproveitamento da cana de açúcar. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Tatjana: desafio do melhor aproveitamento da cana de açúcar. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em seguida, a especialista apresentou alguns projetos do Instituto Holandês de Energia. Entre eles, a torrefação, processo através do qual há transferência de biomassa para propriedades próximas àquelas encontradas no carvão vegetal. A tecnologia produzida na Holanda já está sendo comercializada, e, para Tatjana, deveria ser objeto de atenção dos brasileiros.

Além da torrefação, ela citou outras tecnologias, como a torwasch (um tratamento especial para a biomassa contaminada) e a gaseificação termal (um método de conversão de biomassa e resíduos de carvão em gás de alto valor energético).

 Kwant: mais ações em bioeconomia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Kwant: mais ações em bioeconomia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Kees Kwant, da Netherlands Enterprising Agency, fechou o encontro, e ressaltou a necessidade de ações em bioeconomia. “Temos que utilizar biorecursos que resultem em ganhos econômicos, com proteção ambiental e crescimento do bem estar social”.

Semana do Meio Ambiente

A Semana do Meio Ambiente é uma realização da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

>> Confira a programação completa da 16ª Semana de Meio Ambiente da Fiesp

Etiene Medeiros é campeã dos 50m costas na Copa de Natação da Holanda

Agência Indusnet Fiesp

De 10 a 13 de abril, oito nadadoras do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) disputaram provas individuais na 10ª Copa de Eindhoven, na Holanda. O melhor resultado da equipe foi o 1º lugar de Etiene Medeiros nos 50m costas, com o tempo de 27s95 na final.

“É a primeira vez que eu nado as três fases (eliminatória, semifinal e final) no mesmo dia. Eu estou usando a minha concentração e o foco, então está sendo muito bacana porque estou treinando tudo o que preciso para vencer campeonatos futuros”, disse a nadadora em entrevista para o Globoesporte.com. “Quase fiz meu melhor tempo. Em Barcelona, consegui o tempo de 27s83. Mas ter feito 27s95 foi bom para caramba!”

A equipe do Sesi-SP foi formada por quatro seniores (Daynara de Paula, Etiene Medeiros, Jéssica Cavalheiro e Priscila Souza) e quatro juniores (Sabrina Todão, Bruna Primati, Giovanna Diamante e Patricia Neumann).

A competição servirá como preparação para as atletas, em especial para o Troféu Maria Lenk que acontece de 21 a 26 de abril, e dar experiência internacional para o time, já que a Copa de Eindhoven reuniu campeãs olímpicas e mundiais.

Outros resultados

Giovanna Diamante foi a 4ª colocada nos 200m borboleta, com o tempo de 2min14s84, na final. Nas eliminatórias, fez o seu melhor tempo na prova, com 2min14s61. Giovanna ainda ficou em 7º nos 50m borboleta com o tempo de 27s53.

Entre as nadadoras juniores, outro destaque foi Bruna Primati que nadou duas finais: 400m medley (tempo de 4min59s81) e 800m livre (tempo de 8min57s86), e ficou em 5º lugar nas duas provas.

Das seniores, Daynara de Paula também se destacou, ficando em 5º lugar nos 50m borboleta (25s10) e também nos 100m borboleta (58s82).


Natação do Sesi-SP disputa Copa na Holanda em preparação para o Maria Lenk

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

O principal objetivo para o mês de abril é o Campeonato Brasileiro Absoluto de Natação – o Maria Lenk – disputado de 21 a 26 na piscina do Parque Ibirapuera, em São Paulo. Mas, antes, oito nadadoras do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) representarão o Brasil em 29 provas individuais na 10ª Copa de Eindhoven, na Holanda, de 10 a 13 de abril.

Quatro seniores e quatro juniores formarão a equipe: Daynara de Paula, Etiene Medeiros, Jéssica Cavalheiro e Priscila Souza compõem a ala mais experiente, acompanhadas de Sabrina Todão, Bruna Primati, Giovanna Diamante e Patricia Neumann, as mais jovens do time. Com elas, viajarão os técnicos Fernando Vanzella e Thiago Budicin. Para Vanzella, a competição servirá para preparar as atletas e dar experiência internacional para o time.

“Temos uma série de competições importantes no Brasil que são seletivas para campeonatos brasileiros e torneios internacionais. No intuito de preparar bem as meninas do Sesi-SP para esses campeonatos brasileiros, a gente procura torneios aqui e lá fora que ajudem no processo”, disse o técnico. “A competição na Holanda sempre teve boas nadadoras no histórico, como holandesa Ranomi Kromowidjojo (medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim e Londres) e a sueca Sarah Sjöström (medalha de ouro no mundial em Roma, 2009). O nível é alto e é onde a gente sabe que elas precisam competir para se aproximar das rivais.”

Vanzella ressaltou a necessidade de colocar as atletas do Sesi-SP frente a frente com as adversárias internacionais. “A Etiene está indo com o melhor tempo nos 50m costas e o terceiro nos 100m costas. A Daynara vai com o terceiro melhor nos 100m borboleta. No Brasil, elas são absolutas, ganharam as provas nos últimos anos. Uma competição como essa é importante para elas serem testadas contra adversárias mais fortes e também para que o cenário internacional passe a conhecê-las melhor”.

Para Daynara de Paula, uma das mais experientes nadadoras do Sesi-SP, a Copa na Holanda serve tanto para as seniores como para as juniores tirarem lições, pelo nível que encontrarão em Eindhoven.

“É mais um importante treinamento fora do Brasil, principalmente porque aqui falta competitividade. O nível lá fora é muito maior. Para a equipe vai servir para fortalecer as meninas mais novas, que vão se acostumar com um ritmo diferente e mais pegado de treinos e competição. Já para mim é um ótimo aprendizado, pois a cobrança pelo resultado é diferente também. Eu me cobro bem mais”, disse a recordista sul-americana dos 50m borboleta.

Outro ponto importante para a nadadora do Sesi-SP é a possibilidade de realizar observações para o Maria Lenk, que será disputado logo em seguida, em São Paulo. “Serve como um treinamento para o Maria Lenk, pois ajuda a pegar ritmo de competição e funciona para nos prepararmos melhor. Não estaremos 100% ainda, mas ajuda muito para saber como nadaremos no Brasileiro”.

Relação Nadadoras Sesi-SP x Prova na 10ª Copa de Eindhoven:

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544529879

Seminário Cooperação Brasil Holanda – Apresentações do evento

Ocorrido no dia 02/04 no prédio da Fiesp, o Seminário teve o objetivo de debater as questões referentes a remediação de solo e diretrizes para gestão de águas subterrâneas. Confira abaixo as apresentações feitas no evento.

Seminário apresenta ideias para a remedição do solo e gestão de águas subterrâneas

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Promovendo o intercâmbio entre Brasil e Holanda na área ambiental, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promove na tarde desta quarta-feira (02/04) um seminário de cooperação entre os dois países com o tema “Remediação do solo e diretrizes para gestão de água subterrâneas”.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544529879

Seminário Brasil-Holanda debate remedição do solo e gestão de águas subterrâneas. Foto: Everton Amaro/FIESP

O evento contou com a presença de representantes do ministério do meio ambiente dos Países Baixos – entre elas, a ministra Wilma Mansveld–, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A abertura do seminário foi feita pelo diretor de Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp, Eduardo San Martin.

“Firmamos essa parceria com o governo da Holanda, que tem nos trazido informações fundamentais, em especial com relação à política nacional de resíduos sólidos. A partir do dia 2 de agosto começam a ser aplicadas as multas para os que não cumprirem o que diz a nova legislação”, lembrou San Martin. “A indústria está fazendo a sua parte e quer continuar fazendo.”

O diretor da Fiesp agradeceu a presença dos especialistas holandeses e reforçou o interesse em manter a cooperação entre os países. “O consulado da Holanda em São Paulo e o ministério do Meio Ambiente dos Países Baixos têm feito de tudo para nos ajudar a encarar o grande desafio que o Brasil e, principalmente, o Estado de São Paulo têm de reciclar seus resíduos. Temos projetos em andamento, que precisarão continuar contando com a boa vontade desses parceiros.”

Bruno Covas participa de encerramento de seminário na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O secretário do Meio-Ambiente de São Paulo, Bruno Covas, participou do encerramento do Seminário de Investigação e Biorremediação de Áreas Complexas Contaminadas, que aconteceu nesta terça-feira (16/07), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento foi realizado pela Câmara de Comércio Holanda-Brasil e teve como objetivo avaliar a situação do solo no estado.

De acordo com Covas, dobrou o numero de áreas contaminadas no estado nos últimos anos. “São mais de 2 mil hectares que ainda precisam passar por algum processo de reabilitação atualmente”.

Covas no seminário realizado na Fiesp: cuidar das áreas contaminadas é prioridade. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Covas no seminário realizado na Fiesp: cuidar das áreas contaminadas é prioridade. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“Apesar disso, dobramos o número de áreas tratadas durante a nossa gestão”, disse.

Para o secretário, são vários os desafios ambientais em São Paulo: mudanças climáticas, gestão dos resíduos sólidos, licenciamento ambiental e gestão das unidades de conservação. “E uma delas é a remediação de áreas contaminadas”, afirmou.

Covas elogiou a realização do evento na Fiesp. “Encontros como esse são muito importantes. Ano passado assinamos um acordo bilateral de ajuda mútua com a Holanda. Ver esse acordo gerar frutos é muito gratificante”.

Covas encerrou sua participação durante o encerramento do encontro destacando a importância das parcerias. “A secretaria trabalha buscando parcerias com universidades e com a iniciativa privada, buscando que São Paulo tenha crescimento sustentável conciliado ao desenvolvimento econômico e à proteção ambiental”.

Fiesp recebe seminário sobre áreas contaminadas

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Nesta terça-feira (16/07), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu especialistas da área de meio ambiente para o Seminário de Investigação e Biorremediação de Áreas Complexas Contaminadas, realizado pela Câmara de Comércio Holanda-Brasil. O objetivo foi avaliar a situação do solo no estado de São Paulo, apresentar estudos de casos do Brasil e do exterior e debater as soluções possíveis.

A abertura do seminário foi feita pelo diretor do Departamento de Meio-Ambiente (DMA) da Fiesp e diretor do Sindicato Nacional da Indústria do Rerrefino de Óleos Minerais (Sindirrefino), Walter Françolin. “Ao longo do tempo, os campos da investigação e da biorremediação de áreas contaminadas obtiveram mudanças tecnológicas importantes”, disse. “E essas mudanças vêm contribuindo para uma melhoria da qualidade de vida da sociedade, com menos impactos ao meio ambiente.”

Seminário sobre áreas contaminadas na Fiesp: experiências do Brasil e da Holanda. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Seminário sobre áreas contaminadas na Fiesp: experiências do Brasil e da Holanda. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Françolin destacou a ação da Fiesp na área ambiental e o lançamento, em 2011, da cartilha com informações básicas sobre áreas contaminadas, disponível gratuitamente aqui no site da instituição.

Françolin: mudanças tecnológicas importantes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Françolin: mudanças tecnológicas importantes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O diretor executivo do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação do Consulado Geral dos Países Baixos, Theo Groothuizen, apresentou um panorama das ações ambientais da Holanda, segundo ele, o primeiro país do ranking de tecnologia ambiental na Europa.

“A Holanda é um país pequeno, mas é o 5º do mundo em competitividade, o 4º em inovação e o 3º em índice de citação científica. Também foi o primeiro da Europa a criar leis para proteger o meio ambiente, em especial o solo, já que isso foi fundamental para a criação do nosso país”, afirmou o diretor. De acordo com Groothuizen, uma das metas holandesas é de que, até 2030, todos os solos estejam limpos e adaptados para o seus uso específico.

Segundo o diretor, há interesse da Holanda em oferecer sua experiência de tecnologia ambiental ao Brasil. “Há uma grande urgência nesse setor, não só por causa do aquecimento global e das mudanças climáticas, mas porque danificamos muito o solo nos últimos séculos. Algo precisa ser feito e estamos preparados para colaborar com o Brasil”, disse. “Temos tecnologia para oferecer e também podemos aprender muito com vocês”.

Groothuizen: Holanda foi o primeiro país da Europa a criar leis para proteger o meio ambiente. Foto: Helcio Naganime/Fiesp

Groothuizen: Holanda foi o primeiro país da Europa a criar leis para proteger o meio ambiente. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para Hans Mulder, diretor da Câmara de Comércio Holanda-Brasil, o público presente no Seminário foi uma mostra da importância que a consciência ambiental tem hoje no meio empresarial. “Não se trata mais de ideologia, mas de nossa própria sobrevivência. Estamos cada vez mais responsabilizados pelo que fazemos ou deixamos de fazer”, afirmou Mulder, que contou um pouco da história da manipulação da natureza na Holanda.

“A Holanda foi obrigada a cuidar do seu solo e aprendeu com seus erros. Mas o bom é que essa aprendizagem resultou em um modelo de gestão de parceria entre poder público e iniciativa privada e também no desenvolvimento de tecnologias, que podem servir de exemplo a outros países.”

BioSoil e Cetesb

Martin Slooijer, vice-presidente da empresa BioSoil, multinacional holandesa líder em remediação ambiental, esteve entre os palestrantes do seminário, apresentando o trabalho realizado pela empresa e sua atuação no mundo. “Inovação é uma parte muito importante na nossa empresa. Além de melhorar as tecnologias que já utilizamos, trabalhamos também na descoberta de elementos nocivos e novas formas de remediação.”

Mulder: cuidados ambientais são questão de sobrevivência para empresas. Foto:  Helcio Nagamine/Fiesp

Mulder: cuidados ambientais são questão de sobrevivência. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Os dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) com relação ao Estado de São Paulo foram apresentados  pelo gerente de áreas contaminadas, Elton Gioden. Segundo ele, São Paulo tem hoje 4572 áreas contaminadas. Dessas, 7% encerraram seus processo de recuperação e 22% estão em processo de reabilitação. Em 42% estão sendo aplicadas técnicas de remedição e 29% foram identificadas recentemente e ainda não foi iniciado nenhum processo de tratamento.

Holanda oferece vantagens competitivas para empresas brasileiras de saúde, diz secretário de província do país

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544529879

Bert Pauli. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em visita à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta segunda-feira (08/04), o secretário para economia e assuntos internacionais do governo da província holandesa de Brabant, Bert Pauli, e outros integrantes de sua comitiva, sublinharam os principais motivos que fazem de seu país, segundo eles, uma grande oportunidade para investimentos de empresas brasileiras da área de saúde e ciência médica.

O objetivo da visita é atrair empresas de grande, médio e pequeno porte para investir especificamente em Brabant, região ao sul dos Países Baixos que concentra grandes e importantes centros de pesquisa e desenvolvimento do setor.

“As empresas brasileiras tornam-se cada dia mais globais. Queremos fazer parte desse crescimento e atrair investimentos para a Holanda. O potencial é enorme. Brabant é o local perfeito para investimentos de empresas de ciência médica. Nosso objetivo é criar interação benéfica entre as duas nações”, disse Pauli.

“Há grandes vantagens para empresas que pensam em investir na Holanda. A economia é forte, o ambiente fiscal é favorável e a localização geográfica é invejável”, acrescentou Egbert Hartsema, membro da delegação.

“A Holanda proporciona um pacote interessante para empresas e possui um ambiente favorável para os negócios. Somos os mestres da logística e oferecemos estrutura e benefícios como nenhum outro país da Europa para empresas estrangeiras se instalarem”, afirmou Matthijs van Miltenburg, gerente de investimentos estrangeiros, também membro da delegação.

“Brabant está ao lado de grandes centros de inovação e de faculdades de ponta como o Technical Unniversity of Eindhoven, instituição líder em inovação e tecnologia médica. As empresas brasileiras têm muito com o que se beneficiar na Holanda”, finalizou o secretário.

A mesa redonda foi realizada a convite do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (BioBrasil) da Fiesp.

Convidados de Israel e Holanda apresentam experiências de conservação e reuso de água

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O último painel do Seminário Internacional sobre Reúso de Água, realizado na terça-feira (19/03) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), apresentou experiências de concessionárias em países como Israel e da Holanda.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544529879

Shmaia Yossi, da Companhia Nacional da Água de Israel. Foto: Julia Moraes/FIESP

Shmaia Yossi, da Companhia Nacional da Água de Israel, reforçou o caráter atípico de seu país, sem rios e de clima complexo, onde é utilizada água salobra na agricultura. Há áreas críticas de abastecimento, como Amã e Jordânia, em que o abastecimento é feito uma vez por semana apenas. A aposta é na dessalinização.

Em outras localidades não há registro de chuvas e, por força de lei, quase 100% do abastecimento em Israel será de reúso de efluentes até o ano de 2014. Estão sendo montadas cinco grandes plantas de dessalinização que garantirá abastecimento de 75% da rede doméstica, inclusive para água potável.

Yossi lembrou que a recuperação de água de efluentes em países como a Espanha chega a 50% e, em Israel, o objetivo é alcançar os 90% até 2030, conforme projeto piloto já em operação. Uma meta ambiciosa, reconheceu ele, que exigiu muito da área de pesquisa e desenvolvimento.

Na Holanda, especialmente na região de Amsterdã, onde parte do terreno está abaixo do nível do mar, o país também enfrenta desafios. A água potável vem do Rio Reno e da sua rede subterrânea, atendendo, inclusive, à estratégia de não utilização de cloro no processo.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544529879

Anne-Marieke, da Empresa Municipal de Águas Residuais de Amsterdã. Foto: Julia Moraes/FIESP

Segundo Anne Marieke Motelica, da Wagenaar, Waternet/Empresa Municipal de Águas Residuais de Amsterdã, é o fato de a água subterrânea estar cada vez mais salgada e, portanto, aposta-se na sua qualidade. A previsão é de reutilização, em sistema fechado, de todas as águas residuais até 2040.

A partir do esgoto tratado, gera-se biogás que move 60 carros da empresa. O lodo também é queimado gerando calor e abastecendo um bairro inteiro. Essas foram algumas soluções metropolitanas apresentadas, reduzindo também a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE).

Palestra: Universidade e Centro de Pesquisa Wageningen

Esta palestra foi ministrada por Peter Zuurbier  da Universidade e Centro de Pesquisa Wageningen, durante o Workshop “Bioeconomia: O conhecimento e o Sistema de Inovação Holandês”, realizado no dia 26 de outubro de 2012 na Fiesp.

Clique abaixo para acessar a apresentação:

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544529879

Palestra: Programa de pesquisa bilateral sobre Bioeconomia

Esta palestra foi ministrada por Maarten de Zwart da Organização Holandesa de Pesquisa Científica, durante o Workshop “Bioeconomia: O conhecimento e o Sistema de Inovação Holandês”, realizado no dia 26 de outubro de 2012 na Fiesp.

Clique abaixo para acessar a apresentação:

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544529879

Palestra: Universidade Zuyd de Ciências Aplicadas – Holanda

Esta palestra foi ministrada por Gino van Stryidonck da Zuyd University, durante o Workshop “Bioeconomia: O conhecimento e o Sistema de Inovação Holandês”, realizado no dia 26 de outubro de 2012 na Fiesp.

Clique abaixo para acessar a apresentação:

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544529879