Programa +Saúde, da Fiesp, dá orientação sobre hipertensão na avenida Paulista

Agência Indusnet Fiesp

Em sua quarta edição, o programa +Saúde, da Fiesp, teve como tema neste domingo (7 de maio) a hipertensão. Durante 4 horas, médicos e profissionais voluntários de saúde da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) deram orientação na calçada do prédio da Fiesp, na avenida Paulista, sobre os cuidados com a hipertensão arterial, um problema de saúde pública que hoje atinge 32,5% da população adulta brasileira. Os voluntários fizeram a aferição da pressão arterial e checaram índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal dos participantes.

O principal objetivo do evento foi levar informação adequada, direcionar as pessoas para serviços de saúde e evitar que tantos problemas relacionados à hipertensão arterial ocorram.

Sobre o programa

A ação é uma iniciativa do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (ComSaude), que tem como objetivo promover campanhas de educação e conscientização com entidades ligadas ao comitê, que têm como foco de suas atividades a atenção ao paciente.

O serviço de utilidade pública acontece a cada primeiro domingo do mês na calçada em frente à Fiesp, sempre após a apresentação cultural promovida pela Fiesp e pelo Sesi-SP. Durante o ano serão trabalhados diferentes assuntos importantes relacionados à saúde que são pauta contínua de discussão, como o diabetes e a doação de órgãos, por exemplo.

O +Saúde conta com a participação de parceiros que representam instituições sem fins lucrativos, sociedades de profissionais da saúde, entidades setoriais, hospitais, profissionais da saúde e empresas do setor.

“Esta ação demonstra o compromisso da Fiesp com a saúde da população, priorizando a informação e a educação como formas de melhoria da saúde. O objetivo do ComSaude é fazer com que os domingos na Paulista sejam não só um espaço para o lazer, mas também um ambiente de orientação e conscientização do cidadão, que passa a entender que a prevenção é o melhor caminho para uma vida saudável”, explica Ruy Baumer, coordenador-titular do ComSaude.

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O programa +Saúde, da Fiesp, teve como tema neste domingo (7 de maio) a hipertensãoFoto: Helcio Nagamine/Fiesp


O que é hipertensão?

Hipertensão, usualmente chamada de pressão alta, é ter a pressão arterial, sistematicamente, igual ou maior que 14 por 9. A pressão se eleva por vários motivos, mas principalmente porque os vasos nos quais o sangue circula se contraem. O coração e os vasos podem ser comparados a uma torneira aberta ligada a vários esguichos. Se fecharmos a ponta dos esguichos a pressão lá dentro aumenta. O mesmo ocorre quando o coração bombeia o sangue. Se os vasos são estreitados a pressão sobe.

A pressão alta é uma doença “democrática”, atingindo homens e mulheres, idosos e crianças, obesos e magros, pessoas calmas e nervosas. De acordo com a SBH, a estimativa é de haver 32,5% de adultos que convivem com o problema, responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais (AVCs, popularmente chamados de derrames) e 25% dos casos de insuficiência renal.

Sobre a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH)

A Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) foi criada em 1991 com o objetivo de estimular o intercâmbio de informações e pesquisas sobre hipertensão arterial, educar médicos e profissionais da saúde e promover a detecção, controle e prevenção da doença na população brasileira.

Mortes por hipertensão no Brasil cresceram 55% nos últimos anos, afirma Serra

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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José Serra, ex-governador de São Paulo, na abertura do Fórum que prossegue até terça-feira, 30, no Teatro do Sesi São Paulo

Mais de 70% da população brasileira é sedentária, enquanto as mortes provocadas por hipertensão aumentaram em 55% nos últimos anos, afirmou o ex-governador de São Paulo, José Serra, sugerindo como solução ações preventivas de doenças ligadas à falta de atividade física. Ele participa do primeiro dia do Fórum Internacional de Esporte e Lazer do Sesi-SP, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na tarde desta segunda-feira (29).

“O Brasil não gasta pouco em saúde. O pessoal diz que sim, mas esse gasto representa cerca de 8% do PIB [Produto Interno Bruto]. Mais do que no Canadá, onde é de 7%”, disse. De acordo com o ex-governador, as doenças infecciosas e parasitárias respondem atualmente por apenas 5% das mortes. As mortes provocadas por doenças infecciosas em geral correspondem a um terço das causadas por acidentes e violência.

Ministro da Saúde de 1998 a 2002, Serra ressaltou que a medicina brasileira avançou em pesquisa e no combate a doenças. “Houve um avanço da medicina de ponta. O Brasil é o segundo país do mundo em volume de transplantes de órgãos, atrás apenas dos Estados Unidos. Conseguimos fazer grandes programas de imunização em massa. Erradicamos a poliomielite e temos o melhor programa contra AIDS do mundo em desenvolvimento reconhecido pela ONU”, lembrou.

Fórum

O Fórum Internacional de Nutrição Esportiva do Sesi-SP vai discutir, até a tarde desta terça-feira (30), meios de educar e formar através do esporte, além de promover debate sobre a luta contra o doping.

‘Pode parecer estranho a indústria ter um foco voltado para o bem-estar da pessoa, mas essa é a inovação: desenvolvimento pela promoção da pessoa humana”, disse Walter Vicioni, superintende do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP.

Cerca de 300 mil pessoas praticam esportes nas unidades do Sesi-SP, sendo 67 dos 650 atletas integrantes de seleções.