Fiesp apresenta Brasil para delegação israelense na véspera de visita de cientista-chefe de Israel

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Mais de 20 diplomatas israelenses se reuniram na manhã desta terça-feira (05/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para conhecer as vantagens e os desafios econômicos do Brasil. A apresentação precede a visita do cientista-chefe do Ministério da Economia de Israel, Avi Hasson, à federação, nesta quarta-feira (06/11).

O diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, apresentou números sobre a economia do Brasil e avaliou a relação do comercial do país com outras nações, principalmente com a China.

“Alguns dizem que o Brasil é dependente da China, eu discordo completamente. A China é dependente do Brasil porque eles não podem sobreviver sem os 40 milhões de toneladas de soja que exportamos todos os anos para eles”, afirmou Giannetti.

Da esquerda para a direita: Heri Ozi Cukier,Yoel Barnea, Roberto Giannetti, James Blay e Itzhak Shoham. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Da esquerda para a direita: Heri Ozi Cukier,Yoel Barnea, Roberto Giannetti, James Blay e Itzhak Shoham. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Na análise do diretor, o Brasil está uma “posição muito confortável” para aumentar as exportações para regiões específicas do globo.

Ele citou três frentes nas quais o país precisa se empenhar para continuar crescendo: atenção ao mercado doméstico, investimento em infraestrutura e em recursos naturais, “especialmente o agronegócio e os minerais”. “Esses pilares vão fazer do Brasil uma economia de crescimento mais acelerado nos próximos anos”, projetou.

O presidente da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria, Jayme Blay, também participou do encontro. Ele identificou oportunidades de negócio entre empresas brasileiras e israelenses em serviços de saúde, segurança e produção de etanol.

“Há muita pesquisa que pode ser feita por institutos israelenses ajudando a desenvolver novas tecnologias e sementes, aumentando a produção de etanol. Outro campo amplo para cooperação são os serviços de saúde, que aumentaram com o crescimento da classe média”, explicou Blay.

Brasil na ONU

Ao apresentar um panorama da situação política do Brasil, o professor Heni Ozi Cukier, especialista em resoluções de conflitos internacionais e estudos estratégicos, falou sobre a ambição do Brasil em conseguir uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Agora, unido com o G4 (Japão, Índia, Alemanha e Brasil), o país está tentando fazer o que pode em termos de políticas externas focadas nesta ideia”, disse Cukier, que já atuou no Conselho de Segurança da ONU.