Representante do BID destaca alternativas de investimento para empresas

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A manhã desta terça-feira (01/04) foi de tirar dúvidas e debater como as empresas brasileiras podem ter mais acesso aos financiamentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em reunião promovida pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na sede da entidade, o vice-presidente interino do Setor Privado e Operações sem Garantia soberana do banco, Hans Schulz, destacou o potencial de crescimento da iniciativa privada no Brasil, destacando o trabalho de suporte da instituição na área.

“Oferecemos linhas de financiamento em comércio exterior em parceria com 90 bancos na América Latina”, disse Schulz. “A inclusão social é um dos temas que orientam a aprovações dos projetos, assim como financiamos muitas ações na área de energias renováveis, como a biotérmica e a eólica, por exemplo”.

O executivo lembrou ainda que o acesso ao BID pelos empresários podem ser feito diretamente no escritório do banco ou por meio da rede bancária credenciada. “Além disso, acabamos de lançar o Conecta América, plataforma para ajudar as empresas da região na busca por financiamento”, explicou.

A reunião no Derex com representantes do BID: aposta na iniciativa privada. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A reunião no Derex com representantes do BID: aposta na iniciativa privada. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Ao lado de Schulz, a coordenadora do Setor Privado do escritório do BID no Brasil, Nadia Scharen-Guivel, afirmou que o BID trabalha de forma similar ao BNDES. E que as condições de financiamento são analisadas caso a caso. “Itens como capital de giro contam como projeções das empresas para o futuro”, disse. “Podemos ser muito flexíveis, não há um guia geral de orientações”.

Discussão por setor  

Diante das variáveis oferecidas, o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaude) da Fiesp, Ruy Baumer, sugeriu a realização de reuniões específicas de cada setor da indústria com o BID para discutir as possibilidades de financiamento. “Podemos organizar um seminário para debater casos práticos”, propôs.

A ideia foi defendida ainda pelo diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, Carlos Roberto Petrini. “Precisamos criar uma cadeia de valor para as empresas, fazer com que elas saibam desse acesso ao BID”, disse. “Uma possibilidade é divulgar essas informações para as entidades dos setores para que elas comuniquem essas informações às empresas”.

Coordenador do encontro, o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, destacou que o BID “acredita na iniciativa privada”. “A ideia é não dar o peixe, mas a vara para as empresas pescarem”, afirmou. “Temos muito o que fazer”.