Crescimento do shale gas nos Estados Unidos é tema de reunião na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Jayme de Seta Filho. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A soma de três fatores – a demanda crescente por gás natural, a política de descarbonização da matriz energética e o alto preço do petróleo – pode fazer com que os Estados Unidos, em 2020, não sejam mais dependentes do petróleo produzido no Oriente Médio. A previsão é de Jayme de Seta Filho, membro do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ao participar de reunião do Cosema da manhã desta terça-feira (10/12), na sede da entidade, Seta Filho disse que a produção e consumo do shale gas, gás de xisto, “insumo energético de crescente impacto nos Estados Unidos”, pode acarretar em profundas mudanças geopolíticas.

Atualmente, 23% da produção de gás natural americana já é proveniente do gás de xisto, o que faz do país a quarta maior reserva mundial.

“Daqui a 20 anos, 50% da produção de gás natural americana será de shale gas”, afirmou Seta Filho.

Para o conselheiro, a crescente atenção americana ao gás de xisto deve ter consequências ao Brasil, como a migração de fábricas do Brasil para os Estados Unidos, devido ao baixo custo da matéria prima.

Seta Filho também alertou sobra as condições para a viabilidade da exploração do shale gas no Brasil, processo que considera de “forte impacto para o ambiente”.

“Há riscos de contaminação de aquíferos no subsolo e necessidade de isolamento do lençol freático, além da possibilidade da migração de metano para a superfície durante a exploração”, apontou o conselheiro.


Feira de tecnologia

Alessandra Andrade. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em seguida, a também conselheira do Cosema Alessandra Fabíola Bernuzzi Andrade, diretora da sede regional da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em Ribeirão Preto, falou sobre a Agrishow, feira internacional de tecnologia agrícola, realizada em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, considerada a segunda maior feira do mundo, e a maior da América Latina.

Segundo Alessandra, a feira é um projeto inovador de responsabilidade ambiental para eventos

“É um evento autossustentável a ser seguido para outros eventos agrícolas, cuja maior proposta é difundir a noção de alternativas economicamente viáveis e adequadas para o setor”, classificou.

O presidente do Cosema/Fiesp, Walter Lazzarini Filho, com os convidados da reunião: Alessandra Fabíola Bernuzzi Andrade e Jayme de Seta Filho. Foto: Everton Amaro/Fiesp