Esquenta do Hackathon tem orientações e dicas para desenvolvimento de soluções tecnológicas

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“Toda inovação só vem do improvável. A inovação nunca sai do provável”, disse Lala Deheinzelin, especialista em economia criativa e desenvolvimento, durante o 1º Esquenta do Hackathon, evento preparatório para a 4ª edição da maratona de desenvolvimento de aplicativos que acontece nos dias 22 e 23 de agosto, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na análise de Lala, o futuro chega cada vez mais rápido. “É fundamental trabalharmos a partir do tangível. Quem está fazendo o que realmente funciona é porque está trabalhando em escala exponencial. Isso funciona e dá resultado”, aconselhou.

Segundo a especialista, todo mundo está atrás desta combinação, como é o caso de todos que participam do Hackathon. “Uma das dificuldades é estudar os fluxos separados. Estamos tentando estudar os fluxos juntos. Se conseguirem criar um aplicativo com os fluxos juntos, vai dar certo.  Todas as coisas juntas precisam fazer sentido, como é o caso da economia criativa e compartilhada.”

Lua é brasileira

Fábio Mascarenhas, um dos mantenedores da linguagem de programação Lua – contribuição relevante do Brasil no campo da ciência de computação – apresentou o conceito do projeto Lua e sua paternidade. Orgulhoso, Mascarenhas disse que a Lua é inteiramente projetada, implementada e desenvolvida no Brasil, por uma equipe na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

“Embora Lua não seja uma linguagem puramente orientada a objetos, ela fornece metamecanismos para a implementação de classes e herança. Os metamecanismos de Lua trazem uma economia de conceitos e mantêm a linguagem pequena, ao mesmo tempo que permitem que a semântica seja estendida de maneiras não convencionais”, explicou.


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1º Esquenta do Hackathon, maratona de criação de aplicativos. Foto: Everton Amaro/Fiesp.


Por se tratar de um software livre de código aberto, a Lua pode ser usada para qualquer propósito, incluindo comercial, sem custo.

Construindo startups globais

“Temos um problema muito complexo no índice de inovação, ocupando o 57º lugar no ranking. Só saímos da 123ª posição pelo tamanho do nosso mercado”, enfatizou a fundadora e CEO da Innoveur Consulting, Ana Carolina Merighe.

“O lado ruim do mercado grande é achar que conseguimos nos sustentar por isso. Mas com a globalização, se a gente não inovar não vai ganhar mercado”, afirmou. De acordo com Merighe, nos momentos de crise estão as melhores oportunidades. “É quando as pessoas ficam mais flexíveis a aceitar novas soluções, a ‘trocar o dinheiro de mão’. No entanto, primeiro temos que achar a solução a partir de uma demanda”, disse.

“Foi bem neste momento da crise de 2008 a 2010 que 78% dos ‘unicórnios’ foram estabelecidos e 35% foram fundados. Exatamente no momento de crise. Isso significa que o momento é também uma grande oportunidade.”

Ameaça no mundo mobile

Marcelo Lau, especialista em cibersegurança e crimes eletrônicos, falou sobre as ameaças ao instalar programas no celular. “As pessoas ainda não se deram conta que os dados de cartão de crédito são roubados das conversas no WhatsA app e mídias sociais.”

“O Brasil lidera o ranking no mundo de mais afetado por ataques virtuais. Além disso, também devem aumentar os índices de ameaçar cibernéticas no país. No primeiro trimestre surgiram mais de 150 mil programas maliciosos.”

Um exemplo são os aplicativos de mapas, com os quais as pessoas se comunicam e que revelam detalhes de um perfil. “Dentro do celular tem segredos de vida e de morte, tomem cuidado”, aconselhou.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, encerrou o evento reforçando a importância de investir no Brasil. “Mesmo com todos os problemas políticos e econômicos que estamos enfrentando, não podemos desistir do Brasil. Pode demorar, mas vamos conseguir. Este é um momento de crise, mas também de oportunidade para inovar”, concluiu.

Entrevista: William Walter da Silva e o desafio de desenvolver um projeto vencedor

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Concorrendo na categoria “Indústria Automobilística”, o aplicativo “Renault Connect”, que faz a conexão entre o carro e o serviço “My Renault” da montadora, foi o vencedor da terceira edição da maratona de desenvolvimento de aplicativos Hackathon.

A tecnologia foi desenvolvida pela equipe de brasileiros Next5 durante o evento  – iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE), que mobilizou dezenas de participantes nos dias 20 e 21 de setembro, na sede da entidade.

Em entrevista ao portal Fiesp, o tecnólogo em produção gráfica William Walter da Silva fala sobre o desafio do projeto.

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William Walter da Silva, com a interface do aplicativo: vitória vai dar ao grupo a chance de conhecer a sede da Renault na França. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Ele é um dos integrantes da Nex5, ao lado do fisioterapeuta Cláuffer Luiz M. Silva, mestre em Saúde Coletiva; do designer Flavio Santana, especializado em Interação e Experiência do Usuário; e do analista Jefferson da Silva Cunha, especialista em desenvolvimento de softwares.

Os quatro se conheceram durante o evento, somente após a divisão dos grupos. “Acreditamos que foi a vontade de Deus, a capacidade e o respeito pelas ideias de cada um, que nos levou a vitória”, diz Walter da Silva.

Leia, a seguir, a entrevista:

O que te motivou participar do Hackathon/Fiesp e de que modo os integrantes da equipe Next5 tomaram conhecimento do evento?

William Walter da Silva – Na verdade, nos conhecemos somente durante o evento, após a divisão dos grupos, e não tínhamos qualquer contato anterior. Nos inscrevemos para compartilhar e tirar do papel as ideias que temos, em um ambiente extremamente criativo e dinâmico. Eu soube do Hackathon em agosto, a partir de um e-mail enviado pelo CJE. O Cláuffer ficou sabendo do evento na mesma época, ao ver o site da Fiesp; o Flávio soube logo que abriram as inscrições. E o Jefferson, apenas um dia antes!

Por que decidiram concorrer na categoria “Indústria Automotiva”?

William Walter da Silva – Justamente por ser diferente de todas as experiências que tivemos anteriormente. Foi uma forma de se reinventar, pensar “fora da caixa”.

Vocês já tinham em mente desenvolver um aplicativo com as características do Renault Connect?

William Walter da Silva – Não, até mesmo porque a gente não se conhecia. O início do trabalho foi de muitas ideias e muito rabisco. Foram algumas horas de bastante conversa e todas as ideias foram de grande valia para chegarmos ao produto apresentado.

E como foi trabalhar em equipe?

William Walter da Silva – O bom de se trabalhar em equipe é isso: cada um contribuiu de alguma maneira. Cada integrante ajudou com o que conhecia, seja na área de programação, na de design e outros na pesquisa para o desenvolvimento do produto final.

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Na foto, integrantes da equipe Next5, vencedores na categoria Automobilítica posam com representantes da Renault e do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp. Ao centro, de vermelho, William Walter Silva segura o certificado. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Como funciona e quais são as vantagens do aplicativo que vocês desenvolveram?

William Walter da Silva – O “Renault Connect” faz a conexão do carro com o serviço “My Renault”. Ele funciona como um autodiagnóstico veicular, enviando vários alertas para o proprietário, do tipo: “agende sua revisão”. Também informa os problemas detectados no veículo, os postos de gasolina mais próximos e com melhor preço, quais as concessionárias mais próximas, entre outras informações.

Por meio do aplicativo a montadora e as concessionárias terão informações precisas e poderão prever possíveis desgastes e falhas, melhorar o gerenciamento das peças de reposição, executar reparos com maior agilidade. Isso facilita a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos e serviços, por dispor de informações importantes sobre a real necessidade do consumidor. 

Como cada integrante contribuiu para o desenvolvimento da solução?

William Walter da Silva O início foi de muitas ideias e muito rabisco e cada um contribuiu de alguma forma. Cada integrante ajudou com o que conhecia, na área de programação, no design e outros na pesquisa para o desenvolvimento do produto final.

Qual o maior desafio e como foi essa experiência de desenvolver e apresentar uma solução em apenas 24h?

William Walter da Silva – O grande desafio dessa maratona é conseguir desenvolver e ter apenas dois minutos para apresentar um projeto inovador e que seja viável. Na manhã de sábado conhecemos sobre o Hackathon e seus responsáveis, assistimos a palestras importantes para a escolha do nosso projeto e para a divisão das equipes. Na parte da tarde começamos a desenhar nosso projeto e à noite a equipe começou a programar o app virando a madrugada. Enquanto uma parte programava e dava cara ao projeto, os outros integrantes preparavam a apresentação. Seria mentira dizer que não é cansativo. Mas com certeza faríamos tudo outra vez.

Sobre o aplicativo Renault Connect, qual o principal diferencial, na sua opinião, e qual o potencial de valor gerado para a empresa e, principalmente, para o usuário?

William Walter da Silva – O diferencial é beneficiar a todos os envolvidos. A montadora contará com informações importantes para acompanhar e entender as necessidades dos consumidores, proporcionando maior fidelização e valorização da marca. As concessionárias e os fornecedores poderão adequar seus produtos e serviços de acordo com a demanda real e assim expandir a base de clientes. Os consumidores, por sua vez, contarão com serviços exclusivos, economia e conforto para manter a manutenção do carro em dia, evitando possíveis transtornos ou acidentes.

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Renault Connect: diferencial, de acordo com a equipe, é beneficiar a todos os envolvidos - montadora, consumidores e concessionárias e os fornecedores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Além de receber os prêmios concedidos a todos, o grupo também ganhou uma viagem para Paris, na França, para conhecerem a sede da montadora. Qual a sua expectativa quanto a isso?

William Walter da SilvaEm relação à viagem, acredito que ainda não caiu a ficha de ninguém. A expectativa é a das melhores. Não tem como ser diferente. Ter a oportunidade de ir para França, e de conhecer a sede de uma das maiores montadoras automobilísticas do mundo, será muito importante para aprender mais e dar continuidade ao nosso projeto. Sem falar do valor que agrega ao nosso currículo.

E qual foi o aprendizado obtido com a experiência de ter participado do Hackathon/Fiesp e o que deve refletir na carreira de vocês?

William Walter da SilvaAcredito que um dos principais aprendizados que tivemos foi o de acreditar que é possível fazer algo de grande importância em 24h. Basta querer. Por outro lado, acredito que serviu como preparação para desafios maiores. Com certeza foi um divisor de águas para cada um.

Além da viagem para Paris, quais os próximos passos do grupo com relação a esse projeto?

William Walter da SilvaO projeto foi desenvolvido para ser aplicado de fato. Esperamos que em breve o aplicativo faça parte dos diferenciais oferecidos pela Renault a seus consumidores.

Qual é a mensagem que vocês têm para outros jovens interessados em participar da próxima edição do Hackathon?

William Walter da Silva – Estejam preparados. Leiam, aprendam, conheçam pessoas diferentes, participem de vários eventos para empreendedores, que uma hora alguém vai ouvir o que tem a dizer. Fácil não é, mas com determinação, a vitória sempre vem.

E para as indústrias, qual a importância de investir em aplicativos?  

William Walter da SilvaA cada dia que passa novas tecnologias são lançadas, e a indústria precisa acompanhar essas inovações, entender o que o cliente está procurando e necessita. Hoje, com um clique, você tem inúmeras informações e essas são de grande valia para que as empresas possam entender o comportamento dos usuários, e dessa forma criar produtos específicos para eles.

Hackathon reúne 200 participantes na Fiesp com a missão de desenvolver aplicativos

Felipe Agne, Agência Indusnet Fiesp

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Sylvio Gomide: sucesso do Hackathon tem a ver com diversidade de perfis dos participantes. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Começou na manhã deste sábado (26/04) a segunda edição do Hackathon, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na competição, programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores têm o desafio de criar até a manhã deste domingo (27/04) aplicativos com soluções para três áreas – saúde, educação e segurança – que proporcionem melhoria da qualidade de vida das pessoas. Mais de 200 pessoas participam da segunda edição do Hackathon, que acontece no edifício-sede da Fiesp.

“O evento superou as expectativas. Seu sucesso não tem a ver com a quantidade de pessoas, mas com o perfil. Tem que ter programador, designer e empreendedor. Nós conseguimos reunir estes públicos e a casa está cheia”, afirmou o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide.

Após a abertura, os participantes assistiram a painéis em que especialistas apresentaram um panorama com os problemas que os grupos poderiam trabalhar para resolver em cada um dos quatro temas propostos.

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Desafio dos inscritos é criar aplicativos que proporcionem melhoria da qualidade de vida das pessoas em três áreas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O evento atraiu participantes de diversos perfis e faixas etárias. “Eu me inscrevi no Hackathon para desenvolver melhor minha capacidade de empreender, de ter um network e conhecer ferramentas que não conheço”, explicou o consultor de TI Fernando Silva, de 29 anos. “Escolhemos a educação porque é uma área onde trabalho, então conhecemos mais. Pensamos em um aplicativo que oferecerá cursos.”

Segundo o economista Ricardo Carvalho de Santos, de 63 anos, desenvolver conhecimento e contribuir para o desenvolvimento de uma solução foi o que motivou. “Escolhemos a saúde porque, dentro do que foi apresentado no painel, pensamos podemos desenvolver algo mais útil nessa área, voltado a prevenção na área da alimentação.”

Mais jovem, a supervisora de RH Kelly Marques, de 19 anos, disse que se interessou em participar do Hackathon por já estar na área de informática. “Acho que a segurança é um ponto a ser investido em nossa sociedade, porque a partir de uma sociedade segura tudo fica melhor de desenvolver. No momento estamos discutindo duas ideias de aplicativos.”

Os painéis

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Ruy Baumer: reduzir perda de tempo do paciente no setor de saúde é uma das oportunidades de melhoria. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em sua breve apresentação, o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde na Fiesp, Ruy Baumer, destacou os problemas que o paciente enfrenta no sistema de saúde. “Neste setor existem várias oportunidades de melhoria, e uma delas é a evitar a perda de tempo. Não existem meios de ajudar o paciente nos deslocamentos, mas podemos antecipar a triagem”, afirmou.

Para Baumer, cada vez que um paciente chega a um hospital é atendido como se fosse a primeira vez que precisa do serviço de saúde. “Se tivesse a orientação prévia de um sistema, ajudaria a preservar o paciente, a sua saúde e a diminuir os gastos”.

Na área de segurança, o coronel Alfredo Deak Junior, diretor de Serviços do Setor Público da Microsoft no Brasil, explicou a dinâmica de distribuição do efetivo no policiamento preventivo, apresentando os critérios que determinam esta atuação. “Com base no diagnóstico, o comandante daquela área definirá o que é mais importante. Isso é a distribuição inteligente do efetivo. O desafio é como a comunidade pode participar deste processo”.

Na temática de educação, o gerente de Inovação e de Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Osvaldo Maia, demonstrou que os problemas do país nessa área tem causas estruturais. “Há uma ausência de integração entre as políticas educacional, industrial e tecnológica, e uma falta de interação do aluno no contexto sócio educacional e cultural”, afirmou.

Como resultado, segundo ele, falta aos alunos a compreensão necessária para relacionar a aplicação das disciplinas no mundo real.

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Participantes podem virar a madrugada desenvolvendo o aplicativo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Cristiano Miano, coordenador do Hackathon, destacou a força que a união entre governo e sociedade pode ter para provocar mudanças. “Este tipo de evento mostra que estamos empenhados em mudar a sociedade.”

Após os painéis, os participantes foram organizados em grupos e definiram as áreas para as quais desenvolverão os aplicativos. Durante o processo, que prossegue de forma ininterrupta durante a noite e a madrugada, eles são acompanhados por mentores.

O anúncio do resultado está programado para 12h30 deste domingo (27/04).

‘Queremos aplicativos que tragam benefícios para a sociedade’, diz diretor-titular do CJE

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Neste sábado e domingo, 26 e 27 de abril, a Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) realizada a segunda edição da maratona dos hackers, evento conhecido no mundo todo pela expressão hackaton. Neste ano, o objetivo é envolver programadores, designers e empreendedores na criação de aplicativos nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

“O nome hacker costuma ser algo muito mal visto, mas, hoje em dia, existem hackers que estão se destacando, os programadores que estão fazendo aplicativos que realmente mudam o mundo”, afirma o diretor-titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, responsável pela realização do Hackaton.

“O Waze (aplicativo de trânsito, com participação dos usuários, para criar rotas alternativas), por exemplo, foi criado por três pesquisadores de Israel e mudou a vida das pessoas no mundo todo, além de ter ajudado a pensar o trânsito de um modo diferente”, conta Gomide. “Nossa ideia com o Hackaton é apresentar algo assim que traga benefício para toda sociedade a brasileira.”

Gomide: ações que ajudem a melhorar áreas como saúde, educação e segurança pública. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gomide: ações que ajudem a melhorar áreas como saúde, educação e segurança pública. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Para Gomide, São Paulo é uma cidade criativa, mas falta infraestrutura para chegar ao mesmo patamar das grandes capitais do mundo. “Temos problema em vários setores, o que, infelizmente, vai contra o empreendedor. São Paulo está à frente das outras cidade brasileiras, mas infelizmente está muito atrás do mundo inteiro”, diz. “Temos muita criatividade, muita ideia boa e tenho certeza que estaríamos muito melhor se pudéssemos contar com serviços públicos, tecnologia, telefonia, energia, infraestrutura básica.”

Educação, saúde e segurança

Neste ano, a programação começa no sábado, dia 26 de abril, às 10h, com quatro palestras: cenário da educação brasileira, saúde, segurança pública e desenvolvimento social. Cada grupo vai poder analisar essas três imersões, escolher o tema e criar o seu desafio.

“Os aplicativos têm que ser gratuitos, interativos, fáceis de baixar. Os que tiverem viabilidade vão ser disponibilizados pela Fiesp”, afirma Gomide.

Outra diferença é que haverá mentores – tanto pessoas que entendem dos temas propostos quanto profissionais de programação – passando pelos grupos e orientando se o grupo está no caminho certo e dando um norte para esse projeto. Os programadores vão receber conteúdo durante o dia. E vão virar a noite na Fiesp para cumprir a missão. O evento começa às 10h de sábado e a entrega do prêmio será às 10h de domingo.

“Esse é o modelo de reunião de trabalho do Facebook. Os projetos são feitos no mesmo dia, com começo, meio e fim, sem intervalos. Por isso, durante o Hackaton, teremos toda a estrutura de alimentação, descanso e higiene, além de intervenções culturais, unindo arte com negócio. Não existe criatividade com fome, com frio e tédio. Então teremos tudo para que esses talentos consigam focar na criação”, explica o diretor do CJE.

Maratona de 15 horas reunirá profissionais de TI durante Festival de Empreendedorismo

Agência Indusnet Fiesp

O Hackaton, uma maratona de 15 horas que reúne programadores, designers e outros profissionais ligados à tecnologia da informação, é uma das principais atrações do Festival de Empreendedorismo (Festemp), evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), nos dias 25 e 26 de setembro, no Pavilhão de Exposições Parque do Anhembi, em São Paulo.

O objetivo da maratona é criar, em software aberto, um aplicativo gratuito de apoio aos empreendedores e ao desenvolvimento de negócios. Participarão do concurso todos aqueles que se inscreveram no site do Festemp.

Como funciona?

Às 14h do primeiro dia do festival, 25/09, a maratona começa para os inscritos com instruções e divisão dos grupos.  Às 15h, eles assistem a uma palestra com Jon Maddog Hall, diretor executivo da Linux International, no Palco Senai Fiesp.

A maratona de criação começa às 17h e vai até as 7h da manhã do dia 26.  Esse é o período para a elaboração do projeto e para a criação ao aplicativo.

Às 8h da manhã é a hora dos participantes realizarem apresentações, explicando para os juízes as ideias que elaboraram.

O resultado do grupo vencedor sai às 9h.  A melhor solução será escolhida considerando os seguintes critérios: implementação da técnica da solução, investimento simbólico obtido e intuitividade da interface do app.

Premiação

Os participantes do grupo vencedor receberão uma série de benefícios, entre eles o fato de ter seu aplicativo criado durante a maratona divulgados pelos parceiros da Fiesp, além do contato direto com potenciais investidores e CEOs de grandes empresas multinacionais. Os vencedores ainda receberão vouchers de R$ 1 mil para realizarem cursos na Impacta e passes para entrada gratuita na CampusParty 2014.

Para mais informações sobre o Festemp, acesse: http://www.festemp.com.br/