Vencedores do 6º Hackathon vão ao Vale do Silício, anuncia Skaf

Patrícia Ribeiro e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A equipe Fiscal Cidadão venceu neste domingo na categoria Combate à Corrupção de criação de aplicativos do 6º Hackathon da Fiesp. Na categoria Combate à Pedofilia ganhou o DevinhX. O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, anunciou os vencedores e revelou que, como parte do prêmio, um integrante de cada equipe ganhará uma viagem ao Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Eles acompanharão missão, em setembro, do Comitê Acelera Fiesp (CAF), responsável pela organização do Hackathon, que nesta edição foi feito em conjunto com o grupo de estudos Inteligência Artificial a Serviço da Investigação, que tem a participação da Associação Nacional da Polícia Federal (ADPF), do Instituto de Direito Público de São Paulo (IDP), da própria Fiesp, da IBM e do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e do Instituto Federal de São Paulo/Campinas (CTI-IFSP).

O objetivo do grupo é envolver a sociedade na criação de tecnologias para a detecção e prevenção da corrupção e da pedofilia infantil. Durante o 6º Hackathon, realizado neste fim de semana, o desafio era criar um aplicativo com código aberto que integrasse conceitos de análise de big data e o uso de novas tecnologias, especialmente a inteligência artificial, para o combate a esses crimes.

Paulo Skaf anuncia vencedores do 6º Hackathon da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Paulo Skaf anuncia vencedores do 6º Hackathon da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“Com o avanço da tecnologia, a pedofilia tem aumentado seu alcance e suas possibilidades de ação, tanto com relação aos criminosos quanto com relação às vítimas. Por isso, é de suma importância que especialistas se unam para combater seu avanço, criando novas ferramentas e formas de combate”, diz o diretor titular do CAF, Sylvio Gomide.

Já a corrupção, outro tema desta maratona, afeta todas as áreas e segmentos de nossa sociedade, em âmbitos público e privado. Segundo Carlos Eduardo Sobral, Presidente da ADPF, “a escolha desse tema foi inspirada na necessidade das instituições em utilizar novas ferramentas tecnológicas que auxiliem na identificação, no levantamento de informações e na prevenção da corrupção, para que se diminua seu impacto nas atividades do setor público e na vida da população.”

Nos dois dias de programação, no prédio da Fiesp, as equipes tiveram acesso a tecnologias de última geração e foram orientadas por grandes especialistas da área. Os vencedores terão agora mentoria especializada do CAF.

Para Alexandre Zavaglia Coelho, Diretor Executivo do IDP | São Paulo e um dos coordenadores do evento, “diferentemente de outros Hackathons, essa é uma maratona para envolver a sociedade civil na criação de soluções tecnológicas que serão disponibilizadas para utilização de qualquer órgão público ou entidades não governamentais dedicados direta ou indiretamente ao combate da corrupção e pedofilia”.

Fiesp anuncia vencedores da 5ª edição do Hackathon

Agência Indusnet Fiesp

“Cada dia mais o que faz diferença é o que se inova”, disse o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, pouco antes do anúncio, nesta segunda-feira (17/10) dos vencedores da 5º edição do Hackathon. Skaf destacou também a contribuição que os participantes podem dar para a sociedade.

Além de um tablet para cada integrante das quatro equipes vencedoras, o prêmio inclui a aceleração dos projetos pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF). Para os outros 26 finalistas, Skaf sugeriu apoio na divulgação.

Esta edição teve como tema Hackathon Maker: Internet das Coisas, Protótipos e Indústria 4.0. No evento, que começou no sábado (15) e virou a madrugada de domingo (16), os competidores tiveram que desenvolver sistemas com soluções na área de Mashups (como combinar diversos dispositivos em um para estimular a conectividade e a praticidade no dia a dia das pessoas?), Equipamentos urbanos (no futuro as cidades serão inteligentes. Como os equipamentos urbanos podem se comunicar com seus usuários?) e Wearables (as mudanças no setor vestuário: novas tecnologias e usabilidades para roupas e acessórios).

Em Mashups, a equipe vencedora foi a Greenbox, fomada por Wilder Roberto Ramos Pereira, Daniel Garcia de Oliveira, Kesia Ventura, Jean Pierre Ferreira da Silva e Julio Cesar dos Santos. O projeto é o de uma plataforma para educar e ajudar a criar um jeito seguro e interativo de usar tecnologia a favor da educação, trazendo para o mundo real elementos de jogos virtuais.

Em Equipamentos Urbanos, venceu a Smart Health, integrada por  João Paulo Varandas, Alison Pedro, Guilherme Ribeiro, Rogério Lima e Dabbie Olivieri. Eles criaram aplicativo para agilizar o atendimento em hospitais, auxiliar na classificação correta de atendimentos emergenciais em pronto socorro, reduzir risco por contaminação na sala de espera e melhorar gradativamente a qualidade do atendimento por meio de inteligência cognitiva.

Na categoria Wearables, a Spider Sense, de Thiago Juca, André Luiz Marcolino, Hugo Tanaka, Luiz Junqueira e Jefferson Silva Luciano, desenvolveu uma solução para deficientes visuais, com um produto intuitivo e tecnológico que auxilia em sua mobilidade e busca lhes dar mais segurança, autonomia e autogestão.

A Menção Honrosa (Escolha dos Investidores) foi para a equipe Eleven, com um aplicativo que transforma em doações para instituições de caridade o deslocamento – como as corridas – de seus usuários, desenvolvido com inspiração num problema de saúde de um dos desenvolvedores. A equipe foi formada por Eduardo Vogel, Hiago Lopes, Vitor Amado, Eduardo Araujo e Fernando Setti.

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O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, durante a premiação do 5º Hackathon. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Fiesp prorroga inscrições para a 5ª edição de seu Hackathon

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê Acelera Fiesp (CAF) estendeu para 10 de outubro o período de inscrição para a 5ª edição do Hackathon, maratona hacker que será realizada nos dias 15, 16 e 17 de outubro. O desafio é criar um aplicativo para dispositivos móveis com código aberto com a temática Hackathon Maker: Internet das Coisas, Protótipos e Indústria 4.0. Os competidores deverão desenvolver um sistema que solucionará problemas na área de Mashupscomo combinar diversos dispositivos em um para estimular a conectividade e a praticidade no dia a dia das pessoas? –, Equipamentos urbanos – no futuro as cidades serão inteligentes, como os equipamentos urbanos podem se comunicar com seus usuários? -, e Wearablesas mudanças no setor vestuário: novas tecnologias e usabilidades para roupas e acessórios.

Ao todo serão três dias de programação e podem participar programadores, designers, hackers e cientistas da computação. “O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor dos participantes”, diz o diretor titular do CAF, Sylvio Gomide.

Os grupos poderão ter 5 membros, sendo 2 programadores ou desenvolvedores, 1 designer, 1 profissional de comunicação e 1 visionário, de acordo com o site oficial. Os participantes que apresentarem a melhor solução móvel poderão participar da 9ª edição do Concurso Acelera Startup da Fiesp (mais detalhes da premiação no regulamento).

O Hackathon tem finalidade exclusivamente cultural, visando a reconhecer e divulgar as soluções tecnológicas desenvolvidas que tenham potencial inovador, estimulando a difusão do tema no meio empresarial, sem caráter comercial.

O evento acontecerá no edifício-sede da Fiesp, na Avenida Paulista, 1313, em frente à estação Trianon-Masp. O credenciamento começa às 8h da manhã do sábado, 15, e a maratona vai até domingo, 16, às 18h. Na segunda-feira, 17, haverá apresentações dos projetos a partir das 17h, e os ganhadores serão anunciados às 21h.

Se tiver interesse, as inscrições foram prorrogadas até o dia 10 de outubro e vale a pena correr para o site e registrar. Para mais informações sobre o regulamento, não deixe de conferir o site oficial http://hotsite.fiesp.com.br/hackathon.


SERVIÇO

Hackathon

Data: 15, 16 e 17 de outubro

Horário: das 8h do dia 15/10 às 18h do dia 16/10 e dia 17/10 das 17h às 21h.

Local: Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp

Web app vencedor do Hackathon da Fiesp auxilia doação de sangue

Patricia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

No Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, a ONG Instituto Colabore, em parceria com a Fiesp e com a Samsung, lança o Heroes, um web app – aplicativo que é acessado a partir de navegadores de dispositivos móveis – que gerencia, incentiva e facilita a doação de sangue em todo o Brasil. Com base nos conceitos de economia colaborativa, a nova ferramenta conecta hospitais e pontos de coleta de sangue a doadores cadastrados.

O aplicativo Heroes é um dos vencedores em 2014 da segunda edição do Hackathon, concurso de aplicativos criado pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF). Para acessá-lo, basta digitar www.heroesbrasil.com.br no navegador do celular ou tablet. Se o usuário preferir, é possível criar um atalho da página na tela de início do aparelho, transformando-a em um aplicativo fixo.

“A ideia surgiu quando um membro da minha família precisou passar por uma cirurgia em outra cidade, e o médico disse que seriam necessários 50 doadores para que o procedimento fosse realizado. Após esse apuro, pensei o quão útil seria uma ferramenta capaz de engajar doadores de sangue e, com isso, salvar vidas”, conta Manoel Neto, diretor executivo do Instituto Colabore e conselheiro curador da Fundação Pró-Sangue.

Para colocar o projeto em prática e construir a plataforma online, Neto reuniu o apoio institucional da Fiesp e o conhecimento técnico da Samsung.

Além do Dia Mundial do Doador de Sangue, neste mês também é comemorado o “Junho Vermelho”, que tem como finalidade fomentar a doação de sangue entre a população brasileira. Atualmente, o Brasil possui um elevado déficit de doações de sangue. A coleta é feita de apenas 1,8% da quantidade de habitantes residentes no país, uma porcentagem ainda muito distante das recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem como meta ideal e mínima, respectivamente, 5% e 3,5% da população doando ao menos uma vez ao ano para, então, constituir um banco de sangue considerado saudável.

Funcionamento do Heroes

Usuários, doadores e incentivadores têm acesso ao programa por meio do web app. Enquanto isso, hemocentros e gestores de grupos entram em um ambiente especialmente desenvolvido com as funções de administração. Por meio dele, é possível gerar campanhas e convocar os doadores por tipo sanguíneo, além de encontrar diversos modelos de relatórios. Finalmente, gestores do Ministério da Saúde ou das secretarias de saúde estaduais e municipais têm acesso a uma página web específica para geração de relatórios e contato direto com a equipe responsável pelo projeto.

Um dado interessante é que todo mundo que navegar pelo Heroes encontrará 100% dos hemocentros do Brasil, que correspondem a cerca de 400 unidades. A ferramenta contará ainda com “padrinhos”, empresas que poderão investir na aplicação em troca de patrocínio e exposição da marca.

Da ideia ao resultado

Para que fosse possível concretizar a ideia de uma ferramenta com esse propósito, o Instituto Colabore foi apoiado pelo Samsung Ocean, um centro de capacitação de desenvolvedores que, desde abril deste ano, funciona dentro da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli – USP). Dessa forma, o projeto passou por uma aceleração de três meses até que a aplicação pudesse seguir com o desenvolvimento. Após esse período e com o apoio da Fiesp, o Heroes foi construído e agora passa a estar disponível para uso de qualquer pessoa.

“Desde que criamos o Samsung Ocean, sabíamos do enorme potencial que tínhamos para ajudar desenvolvedores a desenvolverem soluções que vão muito além de um dispositivo, impactando até mesmo a vida das pessoas”, diz Eduardo Conejo, gerente de Inovação da Samsung América Latina.

Sobre o Instituto Colabore

O Instituto Colabore é uma ONG focada em resolver problemas da sociedade por meio da tecnologia, tendo como base principal de seus projetos os conceitos de crowdfunding e crowdsourcing.

O Hackathon

Organizado pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF), o Hackathon reúne as mentes mais brilhantes de todo o país para resolver os principais problemas nas áreas de Saúde, Educação e Segurança, com a criação de um aplicativo mobile proporcionando a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Cada edição tem 1.680 minutos de programação, criatividade, design e empreendedorismo. Jovens de todo o Brasil são reunidos para encarar o desafio de criar apps com soluções para os três setores, desenvolvendo ideias que realmente façam diferença.

Equipes do Hackathon terminam fase de desenvolvimento de aplicativos

Patrícia Ribeiro e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Depois de dois dias de trabalho intenso, 200 desenvolvedores, divididos em 40 equipes, terminaram neste domingo (23/8) seus aplicativos e os apresentaram ao júri da 4ª edição do Hackathon, a maratona de criação de soluções tecnológicas para a economia compartilhada/colaborativa promovida pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF). Neste ano, os projetos foram divididos em três categorias: consumidor final, cadeia produtiva e social.

Quem não participou tem uma ótima chance de ver de perto como os desenvolvedores negociam seus projetos com investidores. No último dia do Hackathon, esta segunda-feira (24/8), o público poderá acompanhar todas as atividades da maratona, incluindo as rodadas de negociação e os bate-papos com gente inovadora do setor de tecnologia. Basta ir ao prédio da Fiesp a partir das 14h e se credenciar.

Às 19h os finalistas apresentarão seu trabalho, e os vencedores serão anunciados às 20h30. Depois disso, Gabriel O Pensador faz uma palestra-show.

Os participantes que apresentarem a melhor solução móvel terão a oportunidade de participar da 7ª edição do Concurso Acelera Startup da Fiesp, em novembro.

Participaram da disputa programadores, designers, hackers e cientistas da computação, divididos em equipes (compostas por dois programadores ou desenvolvedores, um designer, um profissional de comunicação e um visionário).

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Participantes do Hackathon, depois de dois dias da maratona de desenvolvimento. Foto: Patrícia Ribeiro/Fiesp


Sobre a maratona

A proposta do evento é mostrar que compartilhar, emprestar, alugar e trocar substituem o verbo comprar no consumo colaborativo. Uma tendência que, segundo economistas, vai movimentar quase R$ 1 trilhão nos próximos anos. É uma prática comercial mais consciente que possibilita o acesso a bens e serviços sem que haja necessariamente aquisição de um produto ou troca monetária entre as partes envolvidas no processo.

“O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor dos participantes”, diz o diretor-titular do CAF Sylvio Gomide.

O Hackathon tem finalidade exclusivamente cultural, visando reconhecer e divulgar as soluções tecnológicas desenvolvidas que tenham potencial inovador, estimulando a difusão do tema no meio empresarial, sem caráter comercial.

Programação:

24 de agosto – 2ª feira

14h – Relacionamento com investidores e mentores

16h30 – Acampamento criativo – Um bate-papo com inovadores do setor tecnológico

18h30 – Abertura da cerimônia de premiação e apresentação dos pitches dos finalistas

19h45 – Entrega da premiação

20h – Palestra de Gabriel O Pensador

21h30 – Encerramento

Sylvio Gomide – Diretor-Titular do CAF / FIESP

Cristiano Miano – Membro do CAF / FIESP

22h Coquetel de encerramento

Local: Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp

Fiesp realiza quarta edição da maratona de desenvolvimento de aplicativos Hackathon

Você abriria a porta da sua casa para um estranho? Deixaria essa pessoa que você nunca viu dormir na sua cama? Depois disso tudo, entregar o carro não é problema, né? Pode até parecer estranho, mas tem muita gente ganhando dinheiro assim. Uma prática comercial mais consciente que possibilita o acesso a bens e serviços sem que haja necessariamente aquisição de um produto ou troca monetária entre as partes envolvidas neste processo.

Compartilhar, emprestar, alugar e trocar substituem o verbo comprar no consumo colaborativo. Uma tendência, que segundo economistas, vai movimentar uma fortuna correspondente a quase R$ 1 trilhão nos próximos anos.

Pensando na importância do tema para a sociedade, o Comitê Acelera Fiesp (CAF) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promove a 4ª edição do Hackathon, uma maratona hacker, nos dias 22, 23 e 24 de agosto. O desafio é desenvolver uma solução tecnológica relacionada à Economia Compartilhada/Colaborativa, em uma das três categorias: consumidor final, cadeia produtiva e social.

Ao todo serão três dias de programação. Podem participar da disputa programadores, designers, hackers e cientistas da computação. “O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor dos participantes”, diz o diretor-titular do CAF Sylvio Gomide.

Os grupos poderão ter cinco membros, sendo dois programadores ou desenvolvedores, um designer, um profissional de comunicação e um visionário, de acordo com o site oficial. Os participantes que apresentarem a melhor solução móvel poderão participar da 7ª edição Concurso Acelera Startup da Fiesp, que ocorrerá em novembro de 2015.

O Hackathon tem finalidade exclusivamente cultural, visando reconhecer e divulgar as soluções tecnológicas desenvolvidas que tenham potencial inovador, estimulando a difusão do tema no meio empresarial, sem caráter comercial.

O evento acontecerá no edifício-sede da Fiesp, na Avenida Paulista, 1313, em frente à estação Trianon-Masp. O credenciamento começa às 8h da manhã do sábado, 22, e a maratona vai até domingo, 23. Na segunda-feira, 24, haverá espaço para mentorias, articulação com investidores e palestras sobre inovação, tecnologia e empreendedorismo. As apresentações dos finalistas começam às 19h, e os ganhadores serão anunciados às 20h30.

Para mais informações sobre o regulamento, não deixe de conferir o site oficial http://hotsite.fiesp.com.br/hackathon .

Programação:

22 de agosto – Sábado

8h – Credenciamento

10h – Boas-vindas – Abertura

Sylvio Gomide – Diretor-Titular do CAF / FIESP

Cristiano Miano – Membro do CAF / FIESP

10h20 – Palestra / Painel “Economia Compartilhada e Colaborativa”

11h30 – Separação das equipes

12h – Brainstorming

13h – Almoço

14h – Wrap-up – Início da programação

21h30 – Jantar

23h – Utilização das barracas / Acampamento


23 de agosto – Domingo

7h – Café da manhã

8h – Wrap-up – Continuação da programação

13h – Almoço

14h – Início da análise de validação das soluções tecnológicas desenvolvidas

16h – Finalização da validação das soluções tecnológicas desenvolvidas

16h30 – Apresentação dos pitches aos jurados

18h – Encerramento das atividades do final de semana. Retorno dos participantes no dia 24 de Agosto, 2ª feira


24 de agosto – 2ª feira

14h – Relacionamento com investidores e mentores

16h30 – Acampamento criativo – Um bate-papo com inovadores do setor tecnológico

18h30 – Abertura da cerimônia de premiação e apresentação dos pitches dos finalistas

19h45 – Entrega da premiação

20h – Palestra do Gabriel O Pensador

21h30 – Encerramento

Sylvio Gomide – Diretor-Titular do CAF / FIESP

Cristiano Miano – Membro do CAF / FIESP

22h Coquetel de encerramento


SERVIÇO

4º Hackathon

Data: 22, 23 e 24 de agosto

Horário: das 8h do dia 22/08 às 18h do dia 23/08 e dia 24/08 das 14h às 22h

Local: Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp

Maratona de desenvolvimento de aplicativos Hackathon aceita inscrições até esta terça-feira

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Termina nesta terça-feira (18/8) o prazo para inscrição na 4ª edição do Hackathon, maratona hacker promovida pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF) da Fiesp. O desafio é desenvolver em dois dias uma solução tecnológica relacionada à Economia Compartilhada/Colaborativa, em uma das três categorias: consumidor final, cadeia produtiva e social.

Ao todo serão três dias de programação. Podem participar programadores, designers, hackers e cientistas da computação. “O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor dos participantes”, diz o diretor-titular do CAF Sylvio Gomide.

Os grupos poderão ter cinco membros, sendo dois programadores ou desenvolvedores, um designer, um profissional de comunicação e um visionário, de acordo com o site oficial. Os participantes que apresentarem a melhor solução móvel poderão participar da 7ª edição do Concurso Acelera Startup da Fiesp, em novembro de 2015.

O Hackathon tem finalidade exclusivamente cultural, visando reconhecer e divulgar as soluções tecnológicas desenvolvidas que tenham potencial inovador, estimulando a difusão do tema no meio empresarial, sem caráter comercial.

O evento acontecerá no edifício-sede da Fiesp, na Avenida Paulista, 1313, em frente à estação Trianon-Masp. O credenciamento começa às 8h de sábado, 22 de agosto, e a maratona vai até domingo, 23. Na segunda-feira, 24, haverá espaço para mentorias, articulação com investidores e palestra sobre inovação, tecnologia e empreendedorismo. As apresentações dos finalistas começam às 19h, e os ganhadores serão anunciados às 20h30.

Mais informações sobre o regulamento no site oficial http://hotsite.fiesp.com.br/hackathon .

SERVIÇO

4º Hackathon

Data: 22, 23 e 24 de agosto

Horário: das 8h do dia 22/08 às 18h do dia 23/08 e dia 24/08 das 14h às 22h

Local: Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp

Segundo Esquenta do Hackathon traz dicas para desenvolvimento de soluções em economia criativa

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“A organização em rede é feita para sobrevivência e ela se desorganiza para acontecer a criação”, disse Osvaldo Oliveira, economista e especialista em inovação e negócios, durante o 2º Esquenta do Hackathon, evento preparatório para a 4ª edição da maratona de desenvolvimento de aplicativos que acontece nos dias 22, 23 e 24 de agosto, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Osvaldo participou da criação e implantação dos contratos de opções de ouro e de juros futuros na BM&F. Idealizou, implantou e operou a primeira empresa 100% em rede do Brasil. Segundo ele, empresas como o Google, estão se acostumando a lidar com a morte das coisas e com a mudança. “A gente não sabe mais o que elas fazem justamente pelo grau de conectividade que têm com a sociedade. Esta é a abertura do empreendedor para amadurecer junto com o sistema. Um desafio de abertura, que forçosamente vai passar pela desconfiança.”

“Quanto mais a gente conseguir repetir o padrão, mais qualidade teremos. Já a eficácia é fazer a melhor coisa. Ter a capacidade de mudar. Esta é a capacidade que o universo tem. Quando temos alta eficiência e alta eficácia, temos a capacidade de transformação. Já quando não se tem capacidade para as duas coisas, morremos no universo. Mesmo que o sistema dificulte a capacidade de mudar, temos este compromisso”, explicou o especialista.

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Plateia lotada no 2º Esquenta do Hackathon. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Conectando tecnologia às pessoas

Camila Achutti, sócia-fundadora da Ponyte 21, relatou sua experiência desde sua infância. “Meu pai foi muito responsável por eu estar aqui e ser esta profissional. Ele ditava código Cobol pelo telefone. Eu achava que era uma língua alienígena que resolvia as coisas”, brinca.

“Ter sido a única mulher da turma em Ciências da Computação na Universidade de São Paulo (USP) me fez analisar como as pessoas criam estereótipos cruéis”, disse. Ela defendeu a necessidade de acabar com conceitos arbitrários.

Fundadora do blog Mulheres na Computação e também premiada como Women of Vision 2015, Camila deixou uma provocação ao público do Hackathon: “como podemos fazer estes recursos que parecem óbvios? Como podemos fazer este conhecimento ser compartilhado? Empreender pra mim é reinventar o mundo”.

Gil Giardelli, fundador da Gaia Creative 5era, compartilhou sua experiência em participar do Hackathon na Inglaterra. “O olhar atual é para a inovação radical, como fizeram a Apple, Kodak e muitas outras. Estamos falando em construir organizações, e quando se desconfia do outro, não é possível compartilhar o seu quarto, o seu carro, por exemplo.”

“Agora a tecnologia está no DNA. Estamos entrando na era da colaboração. É importante estarmos abertos para a economia compartilhada. É vocação brasileira a colaboração. Por isso, acredito que devemos assumir uma agenda mais colaborativa. Temos esta capacidade”, aconselhou aos participantes do Esquenta.

Economia compartilhada no trabalho social

Global Agenda Council in Creative Economy e Global Shaper pelo Fórum Econômico Mundial, Lorrana Scarpioni, mesmo sendo criada no Paraná, conta que sempre passava férias no interior da Bahia, seu Estado natal. “Foi lá que conheci a desigualdade e me questionava por que as pessoas não têm as mesmas oportunidades. E desde então, comecei a trabalhar com ONGs, com o objetivo de mudar um pouco o mundo.”

Não é à toa que a CEO da Bliive é considerada uma das 10 pessoas mais inovadoras com menos de 35 anos no Brasil, de acordo com o MIT Technology Review Innovators under 35.  Ela investiu muito do seu tempo e conhecimento para criar a sua empresa, totalmente focada na relação de troca e na economia compartilhada.

“Se vocês querem empreender e, é este motivo do Hackathon, o primeiro passo é ver o valor além do dinheiro, é entender como fazer negócio. O segundo passo é compreender o poder da multidão. Antes você precisava de um investidor a todo custo para sair ter o resultado e hoje esta multidão é também parte da solução. Terceiro: não temos todas as respostas. É importante procurar parcerias com outras pessoas, construir coletivamente e entender o valor do outro. Por último, a dica é repensar.”

Lorrana concluiu dizendo que começou o seu projeto para chegar até o interior da Bahia. “Me sinto realizada, porque de fato fazer algo que realmente tem relevância para alguém não tem preço.”

Vencedores do Hackathon/Fiesp conhece unidade de indústria automobilística na França

Agência Indusnet Fiesp

Depois de vencer em setembro a terceira edição do Hackathon, a equipe Next5 viajou no dia 16 de novembro para Paris, na França, onde seus integrantes puderam conhecer o Technocentre da Renault, em Guyancourt, a uma hora da capital.

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A equipe Next5 no centro tecnológico da Renault: Flávio, Clauffer, Jefferson (agachado) e William. Foto: Arquivo pessoal


A viagem e a visita à montadora automobilística são parte do prêmio recebido pelo primeiro lugar na categoria “Indústria Automobilística” na maratona de desenvolvimento de aplicativos – iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizada pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da entidade.

O grupo, formado durante o evento, tem quatro integrantes: o tecnólogo em produção gráfica William Walter da Silva, o fisioterapeuta Cláuffer Luiz M. Silva, o designer Flávio Santana e o especialista em desenvolvimento de softwares Jefferson da Silva Cunha.

Na Renault, os criadores do aplicativo “Renault Connect”, que propõe uma conexão entre um carro e o serviço “My Renault” da montadora, tiveram a chance de conhecer os laboratórios e de apresentar o projeto a profissionais da mondadora francesa.

“Durante o dia foi possível conhecer e dirigir um modelo de carro elétrico fabricado pela Renault. Ao final do dia fomos recebidos por Yann Leriche, diretor do Departamento de Planejamento de Produtos”, conta William Walter.

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A equipe foi recebida por Yann Leriche, diretor do Departamento de Planejamento de Produtos Foto: Arquivo pessoal


>> Entrevista: William Walter da Silva, da equipe Next5, fala do desafio de desenvolver um projeto vencedor para a maratona Hackathon/Fiesp

Carolina Godoy apresenta o app ‘Anama’, vencedor da 3ª edição do Hackathon/Fiesp

Fernanda Barreira, Agência Indusnet Fiesp

O que fazer com as comidas que sobram nos restaurantes ou com os alimentos que não são vendidos em feiras e supermercados? Pensando na melhor forma para não desperdiçar esses suprimentos e aumentar a quantidade de doações para quem precisa, o grupo “Anama” criou um aplicativo com o mesmo nome, que foi o grande vencedor na categoria “Inovação para a Sociedade”, durante a terceira edição da maratona de desenvolvimento de aplicativos Hackathon, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE), que mobilizou dezenas de participantes nos dias 20 e 21 de setembro, na sede da entidade.

A tecnologia torna viável a doação de alimentos perecíveis. Por meio dela, restaurantes, varejistas, indústrias e produtores podem doar o excedente de mantimentos para organizações não governamentais (ONGs).

Em entrevista ao portal da Fiesp, Carolina Augusta Alves de Godoy, especialista em desenvolvimento de pesquisas e negócios na área de alimentos e bebidas, falou sobre os desafios de trabalhar durante 48 horas no desenvolvimento de um aplicativo que colaborasse de alguma forma para as áreas de segurança, saúde e educação.


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Carolina Godoy apresenta aplicativo "Anama" que utiliza tecnologia para facilitar a doação de alimentos. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Além dela, outras cinco pessoas integraram a equipe campeã, que foi batizada com o mesmo nome do aplicativo “Anama”: Beatriz Ferreira de Assis, designer gráfica e estudante de Artes Visuais, Homã Alvico, arquiteto, Karina Martins, jornalista, profissional de turismo e estudante de Marketing e Propaganda, e Phelipe Ramos Correa, estudante de Engenharia da Computação.

Carolina foi a responsável por convidar os demais integrantes do grupo. “Fui o ponto de elo entre eles”, disse.

Leia, a seguir, a entrevista na íntegra:

De que modo a Anama tomou conhecimento do Hackathon/Fiesp?

Carolina Godoy – Tomei conhecimento do Hackathon porque acompanho o CJE desde o Festemp, realizado em 2013. Assim, soube das palestras pré-evento, me inscrevi e acabei me interessando por participar. Os demais integrantes foram convidados por mim para formar o time. Para motivá-los, propus que trabalhássemos em um projeto social. Assim, na pior das hipóteses, caso não ganhássemos, conseguiríamos experiência profissional e ainda teríamos feito algo incrível para a sociedade. Na melhor das hipóteses, que foi o que aconteceu, de ganharmos, conseguiríamos também o reconhecimento.

No sábado, quando o 3º Hackathon efetivamente foi aberto, a equipe já tinha em mente desenvolver um aplicativo que torna viável a doação de alimentos perecíveis? Explique o projeto.

Carolina Godoy – Sim, a partir do momento que fui ao primeiro Esquenta dos Gurus pré-Hackathon feito pelo CJE e conheci o trabalho do Manoel Neto, ganhador da 2ª edição do evento, surgiu a vontade de desenvolver alguma proposta para o terceiro setor.

Concluí que conseguiríamos fazer um projeto totalmente novo e executável ao unir tecnologia a favor da doação de alimentos, algo que até então não existia. Assim, o nosso dispositivo consegue monitorar a localização, entrada de luz e peso de cada caixa de alimentos, garantindo que nenhum mantimento seja desviado ou violado, além de monitorar temperatura e umidade garantindo a segurança legal do controle microbiológico do alimento para as empresas doadoras e receptoras.

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"Conseguimos incentivar a doação de alimentos não-perecíveis e, principalmente, incentivar e aumentar a doação de alimentos perecíveis", diz Carolina. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Conseguimos atender toda a cadeia de doação de alimentos: criamos um ambiente de doações, garantimos que elas serão entregues ao local de destino sem nenhuma possibilidade de desvio durante a logística e ainda asseguramos legalmente que a empresa doadora não sofrerá problemas jurídicos, pois controlamos a doação desde sua retirada até a sua entrega.

Desta forma, conseguimos incentivar a doação de alimentos não-perecíveis e, principalmente, incentivar e aumentar a doação de alimentos perecíveis. A garantia legal dá-se da seguinte forma: pela legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é necessário fazer uma planilha em que todo o alimento perecível precisa ser monitorado na temperatura, dia, horário e validade. Logo, essa prática é comum a todos os estabelecimentos que mexem com alimentos. Como conseguimos monitorar o alimento durante a logística da doação, caso haja algum problema com alguém que passe mal por consumir este alimento doado, conseguimos provar que o erro se deu na manipulação final (ao cozinhar a comida) e não no ingrediente doado que estava devidamente monitorado e controlado.

Como foi o início do trabalho em equipe? De que modo cada integrante contribuiu para o desenvolvimento da solução?

Carolina Godoy – Estávamos ansiosos para colocar a mão na massa e tornar a ideia viável e executável. Tivemos ótimas sugestões de validação da proposta durante o almoço, em que todos estavam tranquilos comendo e socializando.

Cada integrante foi fundamental para a realização do projeto Anama. O Phelipe ficou responsável por programar os dois dias. O Homã foi responsável pelo slogan. A Beatriz ficou com a confecção do logotipo, os wireframes, a identidade visual do projeto e o vídeo de apresentação. A Karina cuidou das mídias sociais e da publicidade. Eu fui a responsável por achar e fechar parceria com uma empresa de hardware, encontrar uma maneira de monetizar o projeto, definir propostas de valor, atividades, clientes, parceiros, segmento, recursos, ou seja, todo o business plan. Também fiz toda a pesquisa dos dados levantados e apresentados. Fui responsável por fechar parcerias com chefs e universidades. Depois, eu e a Karina ainda passamos a madrugada na rua para validar a ideia com os restaurantes da região.

Quais são os diferenciais da Anama que, no entendimento de vocês, foram decisivos para que o aplicativo fosse eleito o vencedor do 3º Hackathon?

Carolina Godoy – Primeiramente tínhamos dados muito sólidos, visto que eu sou especialista e consegui trazer um problema real para o Hackathon com uma solução factível. Depois foi o desenvolvimento completo da solução, segmentamos corretamente nossa área de atuação, fizemos parcerias, achamos clientes, desenvolvemos atividades importantes para o setor, entregamos propostas reais de valor e achamos o equilíbrio entre custos, recursos e receita. Creio que a chave do sucesso tenha sido uma mistura disso. O diferencial humano foi o espírito leve e complementar da equipe que promoveu um ambiente muito agradável de trabalho.

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Os vencedores na categoria Inovação para a Sociedade com o projeto Anama. Integrantes da equipe (da esquerda para a direita): Karina Martins, Carolina Godoy, Beatriz Assis e Phelipe Corrêa. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para a equipe, qual foi o aprendizado obtido com a experiência de ter participado do Hackathon/Fiesp? Já é possível estimar a importância do evento para a carreira de vocês?

Carolina Godoy – Tivemos aprendizados profissionais, pessoais e emocionais. Lidamos com pessoas, gestão de conflitos e trabalhamos sob pressão. Conhecemos pessoas fabulosas, os mentores eram interessantíssimos e muito competentes em suas áreas. Pudemos aperfeiçoar nossos conhecimentos e ainda colocá-los em prática. Experiência simplesmente sensacional.

O evento serviu para iniciar o nosso projeto social da melhor forma. Com o apoio e renome da Fiesp, conseguimos chamar a atenção de grandes e importantes parceiros, dando o devido destaque à causa que a Anama defende.

Uma vez vencido o 3º Hackathon, quais os próximos passos do grupo com relação a esse projeto?

Carolina Godoy – O próximo passo da Anama é dar continuidade ao projeto. Inclusive, gostaríamos, aqui, de apresentar o novo integrante do projeto Guilherme Henrique Rojas que está contribuindo imensamente com o desenvolvimento da Anama.

Poucos dias se passaram e já conseguimos inúmeras parcerias, inclusive com bancos de alimentos, ONGs, associações e empresas de renome em marketing, publicidade e direito. Esperamos agora, chamar a devida atenção daqueles com grande poder de decisão e assim nos ajudar a promover o projeto e essa causa.

Mais ainda, colocar o projeto para funcionar e poder ajudar a todos aqueles que necessitam de nossos serviços. Poder fazer da sociedade em que vivemos um lugar melhor é sempre enriquecedor.

Qual é a mensagem que vocês têm para outros jovens interessados em participar de uma quarta edição do Hackathon?

Carolina Godoy – Participem! Vale muito a pena. O autoconhecimento e a troca de informações são fantásticos. O networking feito é também incrível. É preciso dar o primeiro passo para conseguir sair do lugar. Eu mesma, li todas as entrevistas dos ganhadores do Hackathon antes de participar, torcendo para que a próxima fosse a minha. E aqui estou.

E para a indústria, qual é a importância de inovar num mundo cada vez mais conectado em que cada vez mais pessoas podem tomar múltiplas decisões ao alcance da palma de mão?

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"Foi uma experiência sensacional", garante Carolina Godoy sobre a vitória no Hackathon. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Carolina Godoy – Inovar no mundo atual deixou de ser um diferencial para as empresas e indústrias e passou a ser fundamental para sua sobrevivência. Hoje em dia, empresas existem e deixam de existir na mesma velocidade, o peso da marca nem sempre funciona para o consumidor final quando sua concorrente consegue entregar um produto tecnologicamente melhor e com preço mais competitivo. Assim, para as empresas se adaptarem ao seu mercado é necessário ter um bom P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), ter a qualidade enraizada em todos os departamentos e funcionários, além de ferramentas de criação e inovação aplicadas em todos os setores da empresa. Logo, irão se destacar aqueles que acertarem na inovação não só de um produto ou serviço, mas do modelo de negócios, e maneira da empresa interagir entre si e com o mercado, seus clientes internos e externos.

>> Depois de maratona de 24h, Hackathon/Fiesp divulga vencedores de sua terceira edição

Magalhães Junior explica o desenvolvimento de app vencedor do Hackathon/Fiesp

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Foi um final de semana inesquecível para a equipe PoliMoto. Em um domingo nublado (21/09), depois de praticamente 24 horas de trabalho intenso, o grupo conquistou o primeiro lugar na categoria “Indústria Eletrônica” da terceira edição do Hackathon, competição que incentiva o desenvolvimento de aplicativos inovadores, iniciativa do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Comentamos durante o Hackathon que o tempo parecia sempre estar correndo contra nós e que, com todos trabalhando, era difícil perceber as horas passando”, relembra o designer de Interação Gilmar Magalhães Junior, um dos integrantes da PoliMoto.

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Magalhães Junior: "Para ter uma grande ideia, precisamos a todo momento considerar todos os aspectos que passam despercebidos durante nosso dia a dia". Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Magalhães Junior participou do processo de desenvolvimento do LiveCube – o projeto permite que pais possam interagir de forma privada com seus filhos, trocando mensagens, passando tarefas e até monitorando sua localização e seu humor.

O trabalho foi realizado em conjunto com mais quatro jovens estudantes de Ciência da Computação: Mario de Castro, Rafael Macito, o técnico em Informática Humberto Vieira e o técnico em Mecatrônica Ezequiel França.

Eles se conheceram em um workshop no Centro Universitário Senac, onde, ao lado de outros estudantes, foram desafiados a criar projetos visando um campus mais interativo e informacional numa maratona de cinco dias.

Foi por meio de França, participante do 2o Hackathon/Fiesp, que os demais integrantes do grupo souberam do evento. “Como todos haviam tido uma grande experiência durante o workshop, queríamos manter contato e produzir novos projetos. O Hackathon apareceu como grande oportunidade para isso”, explica Magalhães Junior.

Nessa entrevista, o designer detalha como foi originado o LiveCube, revela os próximos passos da equipe e elogia o Hackathon/Fiesp. “De todos os diversos aprendizados que tivemos, o mais importante é que nunca devemos nos manter em nossa zona de conforto.”

Leia a entrevista feita por e-mail.

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O LiveCube permite que pais possam interagir de forma privada com seus filhos. Na visão de vocês, qual o potencial de aceitação no mercado desse aplicativo diante de redes sociais como o Facebook e de comunicadores como o Whatsapp?

Gilmar Magalhães Junior – A não ser que seu filho seja maior de 14 anos, consideramos que redes sociais e ferramentas como Whatsapp e Facebook não remetem ao vínculo de afetividade com o qual estamos dispostos a trabalhar. E enviar mensagens por essas ferramentas nos parece algo frio. Para uma criança, não faz sentido, uma vez que a tecnologia móvel, ao invés de aproximar, pode distanciar ainda mais a criança de aproveitar seu desenvolvimento. Queremos criar um objeto que seja um símbolo de sua família para uma criança. E que, para o pai ou mãe, represente a certeza de que poderá sempre estar conectado ao seu filho. E que com esse objeto possa ser ampliado o sentimento de afeto entre a família. Essa, na nossa visão, é a garantia de aceitação do LiveCube diante das outras ferramentas de comunicação.

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Aplicativo, de acordo com Magalhães Junior, surgiu de uma questão: como a tecnologia pode, além de conectar, ampliar o sentimento de afeto entre pais e filhos? Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Como foi tomada a decisão de desenvolver um aplicativo com essa finalidade?

Gilmar Magalhães Junior – Queríamos que a ideia surgisse completamente dentro do Hackathon e a decisão de desenvolver o LiveCube foi tomada quando percebemos a presença de um dos organizadores do evento com a filha. Isso nos motivou a pensar em alguma solução para que esse e outros pais pudessem sentir a presença de seus filhos, mesmo não podendo estar com eles durante todo seu dia. E vice-versa. Enfim, como a tecnologia poderia agregar afetividade.

No sábado, quando o Hackathon efetivamente foi aberto, como foi o início do trabalho em equipe?

Gilmar Magalhães Junior – Como metodologia, inicialmente definimos que cada integrante do grupo iria pesquisar ideias individualmente em um curto período de tempo. E, então, todos apresentariam essas ideias para definirmos qual projeto pensávamos ser mais motivador, divertido de construir e em qual direção seguir. Quando deparamos com a oportunidade de desenvolver algo a partir de uma ocasião do Hackathon – dada a presença de um pai e sua família –, todos tiveram a certeza de que nossa melhor opção seria desenvolver o que finalmente se tornaria o LiveCube.

Que tipo de sensações vive uma equipe que tem o desafio de desenvolver e apresentar uma solução em 24h? 

Gilmar Magalhães Junior – São diversas: agitação, ansiedade, exaustão, felicidade e muitas outras. Comentamos durante o Hackathon que o tempo parecia sempre estar correndo contra nós e que, com todos trabalhando, era difícil perceber as horas passando. Porém, nosso grupo conseguiu ter uma harmonia muito grande e principalmente manteve o que tínhamos planejado durante a gestão do projeto.

Foi possível dormir durante o evento?

Gilmar Magalhães Junior – Não conseguimos dormir e nem queríamos. Todos estavam sempre se divertindo muito durante os tempos de pausa e desenvolvimento, além de registrar os momentos de descontração da equipe.

Quando vocês efetivamente ficaram confiantes de que tinham um bom projeto em mãos?

Gilmar Magalhães Junior – Talvez possa afirmar que todos se viram muito confiantes desde o surgimento da ideia. Entretanto, essa confiança cresceu muito quando percebemos que todos os mentores que nos orientaram se sensibilizaram com a ideia e nos motivaram positivamente, indicando que esse poderia ser um projeto que realmente poderia chegar a ser algo que pudesse causar um impacto na vida das pessoas e famílias.

A privacidade proposta pelo aplicativo é um valor essencial na atratividade do projeto? 

Gilmar Magalhães Junior – Talvez não. A nossa questão central é: “como a tecnologia pode, além de conectar, ampliar o sentimento de afeto entre pais e filhos?” Se um filho quiser compartilhar em alguma rede social que fez alguma atividade que o deixou feliz com seu pai, por que isso seria ruim? Acreditamos que o valor essencial do projeto é cumprir esse nosso objetivo inserido nessa pergunta.

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Os vencedores na categoria "Indústria Eletrônica" com o projeto LiveCube, com o diretor titular do CJE, Sylvio Gomide (ao centro). Da esquerda para a direita, os integrantes Gilmar Junior (terceiro), Mario de Castro (quinto) e Rafael Macito (sétimo). Agachados (da esquerda para a direita): Humberto Vieira e Ezequiel França. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Na visão de vocês, quais são os diferenciais do projeto determinantes para que o PoliMoto obtivesse o primeiro lugar?

Gilmar Magalhães Junior – Para nós, o ponto crucial foi que não pensamos somente em um projeto de eletrônica, pensamos em um projeto para pessoas. Identificamos uma oportunidade que envolve as motivações, necessidades e sentimentos primários de qualquer ser humano, que é conviver em família e sentir essa família presente. As pessoas hoje em dia estão esquecendo esses valores. Pensamos em nos locomover mais rápido, em metodologias para trabalhar cada vez mais e, por isso, torna-se algo difícil enxergar oportunidades como essa que nos fez ganhar o Hackathon.

Para a equipe, qual foi o aprendizado obtido com a experiência de ter participado desse evento?

Gilmar Magalhães Junior – De todos os diversos aprendizados que tivemos, o mais importante é que nunca devemos nos manter em nossa zona de conforto. E que, para ter uma grande ideia, precisamos a todo momento considerar todos os aspectos que passam despercebidos durante nosso dia a dia.

Já é possível avaliar  a importância de ter participado do Hackathon?

Gilmar Magalhães Junior – Com toda certeza, já pode ser considerada uma das maiores experiências profissionais de todos os integrantes, considerando que, diferentemente do perfil da maioria dos participantes, todos nós somos estudantes. Mesmo já estando no mercado e trabalhando em centros de inovação, é muito motivador saber que participamos de tudo isso junto a ótimos profissionais e conseguimos nos sair muito bem.

Depois do Hackathon, quais os próximos passos?

Gilmar Magalhães Junior – Materializar o projeto e conseguir, com muito trabalho e apoio, trazer a solução para a pergunta que lançamos junto a ele: “como a tecnologia pode, além de conectar, ampliar o sentimento de afeto entre pais e filhos?”

Qual é a expectativa com relação ao futuro desse projeto?

Gilmar Magalhães Junior – A expectativa de todos é muito grande. Durante a semana discutimos muito o que queremos fazer para viabilizar o projeto e, inclusive, já conseguimos apresentar o projeto durante o Intel Innovation Week, onde tivemos muitos contatos e feedbacks positivos e inspiradores. O Centro Universitário Senac reconheceu nosso trabalho como vencedores da Hackathon e irá nos auxiliar divulgando o case. Além disso, estamos trabalhando no processo de patente, um dos prêmios que também ganhamos.

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Magalhães Junior: equipe agora vai investir no processo de patente do projeto. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Qual o valor de ter ganhado a possibilidade de obter um registro/patente da Associação Nacional dos Inventores?

Gilmar Magalhães Junior – Tendo em vista que nossa proposta é um projeto disruptivo, ou seja, que consideramos inovador dentro do mercado brasileiro e internacional, ter essa oportunidade do registro/patente através da Associação é crucial para garantir nossa segurança em relação ao desenvolvimento da ideia, preservando sua originalidade.

E que mensagem vocês deixam para outros jovens interessados em participar de uma quarta edição do Hackathon?

Gilmar Magalhães Junior – Simplesmente, participem. Como foi para nós, tenho certeza que será uma das melhores experiências que terão em suas carreiras. Gostaria de agradecer, em nome da equipe, a todos os parceiros, mentores e todo o pessoal do CJE/Fiesp. Enfim, pelo que experimentamos, este evento provavelmente não deixa nada a perder para Hackathons que ocorrem no Vale do Silício ou fora do Brasil.

Presidente da Fiesp faz saudação a vencedores da 3ª edição do Hackathon

Agência Indusnet Fiesp

Os três grupos vencedores da 3ª edição da maratona de desenvolvimento de aplicativos Hackathon, evento idealizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), visitaram a sede da entidade nesta segunda-feira (29/09).

Steinbruch (no centro) recebeu os vencedores do Hackathon. Foto: Hélcio Nagamine/Fiesp

Steinbruch (no centro) recebeu os vencedores do Hackathon. Foto: Hélcio Nagamine/Fiesp


Os empreendedores responsáveis pelos aplicativos Anama (ganhador na categoria Inovação para a Sociedade), Live Cube (Indústria Eletrônica) e Renault Connect (Indústria Automotiva) foram cumprimentados pelo presidente da entidade, Benjamin Steinbruch, que os parabenizou pelo resultado alcançado na competição realizada em 20 e 21 de setembro.

Sylvio Gomide, diretor titular do CJE, também participou do encontro e colocou a Fiesp à disposição para ajudar os empreendedores para apoiar no aprimoramento dos projetos.

>> Saiba mais sobre os projetos vencedores da 3ª edição do Hackathon/Fiesp

Depois de maratona de 24h, Hackathon/Fiesp divulga vencedores de sua terceira edição

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

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"Programadores, que chamamos de ‘hackers do bem’, estão revolucionando não só a internet, a mídia e a propaganda, como também a indústria.” Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Com o objetivo de incentivar a criação de aplicativos inovadores, o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou no início da tarde deste domingo (21/09) os nomes dos três aplicativos vencedores da terceira edição do Hackathon: Anama, Live Cube e Renault Connect.

Ganhador na categoria Inovação para a Sociedade, Anama é um aplicativo que torna viável a doação de alimentos perecíveis. Escolhido melhor projeto em Indústria Eletrônica, o Live Cube é uma forma para facilitar a comunicação entre pais e filhos. Já o vencedor em Indústria Automotiva, o Renault Connect, é uma plataforma que ajuda o motorista a monitorar as necessidades de seus veículos.

Para o diretor titular do CJE/Fiesp, Sylvio Gomide, o sucesso de mais uma edição do Hackathon mostra que o empreendedorismo é cada vez mais importante para a sociedade.

“Inovamos nesta terceira edição ao ter a categoria automotiva, que mostra que os programadores, que chamamos de ‘hackers do bem’, estão revolucionando não só a internet, a mídia e a propaganda, como também a indústria”, comentou Gomide.

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As três equipes vencedoras. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Contra o desperdício de alimentos

O vencedor na área de Inovação para a Sociedade, que busca aplicativos que colaborem nas áreas de segurança, saúde e educação, foi o aplicativo Anama. Por meio dele, restaurantes, varejistas, indústrias e produtores podem doar o excedente de alimentos para organizações não governamentais (ONGs).

O grupo foi formado por Carolina Augusta Alves de Godoy (business), Karina Martins (business), Beatriz Ferreira de Assis (designer), Homã Alvico (business), Phelipe Ramos Correa (desenvolvedor) e Guilherme Henrique Rojas (desenvolvedor).

“Nosso diferencial é que temos um hardware que tem um preço muito baixo. E conseguimos colocar em cada carga para rastrear e ter a certeza que a doação chegou ao seu destino, além de alertar caso haja alguma alteração, como retirada de algum alimento”, explicou Carolina.

“Também garantimos a qualidade, já que também monitoramos temperatura e umidade, o que torna possível a doação de perecível e sana o problema legal, já que muita gente deixa de doar por não poder garantir a qualidade do alimento quando ele chega a quem precisa.”

Para o grupo, mais do que o prêmio, o Hackathon trouxe muitos outros ganhos. “Mesmo sem o prêmio, a gente sairia ganhando. Pela experiência que adquirimos, pelo autoconhecimento, pelos contatos, pela orientação da monitoria, além de criar uma plataforma que vai ajudar a sociedade”, assinalou Carolina.

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Os vencedores na categoria Inovação para a Sociedade com o projeto Anama. Integrantes da equipe (da esquerda para a direita): Karina Martins, Carolina Godoy, Beatriz Assis e Phelipe Corrêa. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Live Cube

Tendo a afetividade como inspiração, o grupo PoliMoto criou o aplicativo Live Cube e venceu na categoria Indústria Eletrônica. O projeto permite que pais possam interagir de forma privada com seus filhos, trocando mensagens, passando tarefas e até monitorando sua localização e seu humor.

“As redes sociais e ferramentas disponíveis hoje acabaram se tornando fracas para esse vínculo de afetividade. Uma mensagem no Facebook é algo frio. No nosso aplicativo, o pai vai deixar coisas exclusivas para o filho e não para os amigos e colegas de trabalho verem”, argumentou Ezequiel França Santos, um dos desenvolvedores do projeto. “A tecnologia pode ajudar a estreitar a relação pai/mãe e filho”, concluiu.

Além de Santos, formaram o grupo Gilmar Junior (designer), Humberto Vieira Castro (desenvolvedor), Mario Roberto Suruagy de Castro (business) e Rafael Macito Zils (business)

O Live Cube também foi o projeto que recebeu mais curtidas e compartilhamentos nas redes sociais, o que deu a eles, como prêmio, o registro/patente do projeto, dado pela Associação Nacional dos Inventores.


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Os vencedores na categoria Indústria Eletrônica com o projeto Live Cube. Integrantes da equipe (da esquerda para a direita): Gilmar Junior, Mario de Castro e Rafael Macito. Agachados (da esquerda para a direita): Humberto Vieira e Ezequiel França. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Automotivo

Na categoria Indústria Automotiva, que teve a Renault como patrocinadora, o grupo ganhador foi o Next5, formado por Jefferson da Silva Cunha (desenvolvedor), Cláuffer Luiz Silva (business), William Walter Silva (business) e Flavio Assis Santana (designer).

Eles criaram o criador do Renault Connect, aplicativo que monitora os dados do veículo para ajudar o proprietário a ter um diagnóstico do carro e fazer a manutenção necessária, sem correr riscos.

“O carro gera informações, que vão para o site My Renault, e o nosso aplicativo faz a leitura desses dados, como quilometragem, consumo médio de combustível, problemas no airbag ou no ABS, e alerta o proprietário sobre as necessidades”, contou William Silva.

Além de receber os prêmios concedidos a todos, os integrantes do grupo vencedor na categoria automotiva ganharam da Renault uma viagem para Paris, na França, onde vão conhecer a sede da montadora.

“Em Paris, vamos conhecer mais sobre a Renault e teremos a oportunidade de incrementar mais ainda esse projeto”, disse William, que elogiou a iniciativa do Hackathon. “A Fiesp já é reconhecida por levar o empreendedorismo a um novo patamar. Para nós, é uma oportunidade de mostrar que é possível inovar sem grandes gastos.”

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Vencedores na categoria automotiva. Integrantes da equipe (da esquerda para a direita): Clauffer Luis, William Walter, Jefferson da Silva e Flavio Assis. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


>> Disputa de criação de aplicativos da Fiesp inclui, pela primeira vez, necessidades da indústria automotiva

>> Saiba mais sobre o Hackathon

Disputa de criação de aplicativos da Fiesp inclui necessidades da indústria automotiva

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Sylvio Gomide, do CJE, em abertura do terceiro Hackathon: "mais de 500 participantes dispensa comentários". Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Centenas de programadores, designers e empreendedores vão passar as próximas 24h criando aplicativos para melhorar o cotidiano das áreas da saúde, educação e segurança pública na terceira edição do Hackathon, torneio organizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A disputa, que se diferencia por montar equipes multidisciplinares (programador, designer e empreendedor), já rendeu frutos. Manoel Neto é um dos criadores do Heroes, aplicativo para tablets e smartphones que facilita a doação de sangue, e, além de ter recebido apoio da Cruz Vermelha e da Fundação Pró-Sangue, deve se reunir com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, na próxima semana para apresentar o projeto, que venceu a edição do primeiro semestre deste ano.

“O próximo passo agora é sentar com o ministro e transformar esse aplicativo num projeto nacional, ou seja, já impactou na indústria [de saúde]”, comentou o diretor do CJE, Sylvio Gomide, antes da abertura do terceiro Hackathon neste fim de semana.

Neto é presidente da ONG Instituto Colabore, criada em 2013 para atender demandas do terceiro setor. Foi a primeira vez que ele participou de uma disputa como o Hackathon.

“É fantástico. A Fiesp inovou com o modelo de equipe multidisciplinar porque a partir daí já pode sair uma startup, por exemplo”, contou o vencedor. “Vamos lançar esse aplicativo aqui na Fiesp com a presença do ministro da saúde”, completou ao acrescentar que a ONG tem “vários aplicativos desenhados”.

Neto participa dessa edição do Hackathon não mais como competidor, mas como organizador do evento.

Indústria automotiva

A novidade do Hackathon neste semestre é a inclusão da categoria de aplicativos para a indústria automotiva. Os competidores, separados em grupos de cinco, devem idealizar e desenvolver plataformas de conectividade do motorista com o seu carro.

“Durante 24h, os participantes podem criar um aplicativo para, por exemplo, alterar a segurança ou o tempo de trânsito e como isso vai conversar como carro”, explicou Gomide, do CJE.

Em uma breve apresentação sobre veículos conectados durante a abertura do Hackathon, Paulo Carvalho Diniz Júnior, engenheiro da Renault, afirmou que a próxima grande evolução do setor serão os carros com conectividade.

Uma das dicas que Júnior deixou para os competidores é a da flexibilidade, que segundo ele “é essencial porque não temos como conseguir uma coisa mais perene pensando só na tecnologia de hoje”. O engenheiro também é um dos mentores que vão auxiliar os criadores de aplicativos até este domingo.

Hackathon em números

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Competidores ouvem Avi Alkalay, da IBM, em terceira edição do Hackathon. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Questionado sobre a evolução da disputa que teve sua primeira edição em meados de 2013, Gomide preferiu mostrar a trajetória do Hackathon em números.

“A primeira [edição] foi no segundo semestre do ano passado e tivemos 35 inscritos. Na segunda foram 250 participantes e nessa edição, entre hoje e amanhã aqui na Fiesp, serão 500 participantes entre programadores, designers, promotores, criadores de aplicativos e também empreendedores que dão o seu pitaco”, calculou Gomide.

Ele destaca ainda a importância da participação de um empreendedor no processo de criação do aplicativo. “Não adianta ter um cara de programa, outro de desenho, se isso não tem venda, se não há alguém de empresa com visão de negócio”, completou.

Os participantes vão passar o fim de semana desenvolvendo suas ideias e as transformando em aplicativos. Barracas serão instaladas nas dependências da sede da Fiesp para abrigar os mais cansados.

Na manhã deste sábado os competidores receberam dicas em um bate-papo com profissionais como o engenheiro Paulo Carvalho Diniz Júnior, da Renault, Avi Alkalay, da IBM Brasil, e Luís Leão, do Google.

“Isso que estamos envolvidos aqui gera tecnologia e é um fator estratégico para qualquer empresa, lembrem sempre disso”, disse Alkalay, da IBM aos competidores.

Neste domingo (21/09) serão conhecidos os grupos vencedores. Os melhores aplicativos são escolhidos por uma mesa julgadora que avalia a funcionalidade, viabilidade de mercado e outros aspectos da plataforma.

Nossa função é reinventar o futuro digital, diz CIO da Renault em evento na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Angelo Figaro Egido, CIO da Renault na América Latina: internet estará cada vez mais presente nos carros do futuro. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Empreendedores e profissionais ligados à inovação e tecnologia se reuniram na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na noite desta terça-feira (09/09). Em discussão, formas de pensar a inovação e a aplicação de novas tecnologias em empresas

O evento, realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE), é preparatório para a 3ª edição do Hackathon, que ocorre neste mês.

“A terceira edição do Hackathon terá foco diferente da segunda edição”, explicou Cristiano Miano, diretor titular adjunto do CJE. “Queremos trazer pessoas inovadoras, um público multidisciplinar.”

Para Angelo Figaro Egido, CIO da Renault na América Latina, um dos convidados do encontro, o principal desafio dos empreendedores é reinventar o futuro digital. Egido apresentou exemplos do setor automobilístico para mostrar que há espaço para ideias e tecnologias novas. “Não há soluções empacotadas, elas estão aí para serem criadas. A arquitetura padrão será a mobile e a cloud”, opinou.

Em sua visão, as mudanças que ocorrem no mercado de automóveis, como a utilização cada vez maior de carros elétricos, com tecnologia embarcada, é uma “excelente” oportunidade para pessoas e empresas que saibam “sair da caixa”. “O carro servirá de hot spot, terá capacidade de interação com semáforos, sensores de movimentos. A internet estará cada vez mais presente nos carros do futuro e os custos de componentes e sensores não param de cair”, disse.

Tudo está mudando

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Fabio Croitor: futuro está reservado para quem “não briga por capacidade produtiva, mas por inovação e capacitação contínua. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em seguida, o diretor do Media Solution Center para a América Latina da Samsung Electronics, Fábio Croitor, explicou como a multinacional se prepara para se tornar cada vez mais uma empresa inovadora. Segundo ele, a Samsung começa a migrar para uma área de produção de conteúdo e inovação.

“Tudo está mudando. A forma como interagimos com o mundo. O esporte está mais próximo do espectador, mudamos a maneira como pagamos a conta, e como consumimos conteúdos digitais.”

Para ele o futuro está reservado para quem “não briga por capacidade produtiva, mas por inovação e capacitação contínua”.

Para se ajustar a esse mundo de rápidas transformações, a Samsung criou no Brasil o Ocean, um centro de treinamento a capacitação orientado a universitários e desenvolvedores. “[O centro] oferece conteúdo complementar ao currículo acadêmico e introduz temas relacionados a negócios e empreendedorismo. O objetivo é tornar a Samsung reconhecida como atuante na comunidade de desenvolvedores, além de aumentar o conhecimento da marca”, explicou.

Em sua visão, as empresas não devem apenas inovar, devem se aproximar das pessoas. “Inovação não é laboratório, é trabalhar de mãos dadas com todos aqueles ligados à tecnologia”, opinou.

Conectividade não basta

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Jacques Chicourel, gerente de Inovação e Head de Internet of Things da Telefônica Vivo: vender tecnologia e conectividade vai virar commodity. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para Jacques Chicourel, gerente de Inovação e Head de Internet of Things da Telefônica Vivo, não basta vender tecnologia e conectividade. “Virará commodity”, obsevou.

A real preocupação das empresas que pensam a inovação a sério deverá ser criar capacidade de coletar dados, utilizando sensores baratos, menores e com baixo consumo de energia. Durante sua fala, Chicourel destacou as atividades que a empresa cria para fomentar a inovação. “Buscamos facilitar a adoção de tecnologia da Internet of Things (IoT) por empresas e usuários finais de maneira simples e fácil”, disse.

Para ele um dos principais desafios para o mercado da IoT é a reconfiguração do setor. “Mercado está se reconfigurando. Ideias de valores estão em serviços e Big Data”, indicou.

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Luis Leão, engenheiro de Inovação: futuro é sobre a cada vez maior conectividade entre carros, geladeiras e relógios. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em seguida, demonstrou como os objetos estarão cada vez mais conectados, resultando em uma interação diferente de tudo que já vimos.

“Hardwares são criados para tentarmos usar nossos recursos de maneiras mais inteligentes.  O futuro é sobre a cada vez maior conectividade entre carros, geladeiras, relógios…”, concluiu.

>> Veja como foi o primeiro “Esquenta dos Gurus” para o Hackathon

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Todo feedback é importante, diz executiva do Google em preparatório para o Hackathon

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

“Todo o feedback é importante, mesmo ser for frustrante”, opinou a executiva responsável pela área de design de experiências do usuário do Google, Laura Garcia, durante o “1º Esquenta dos Gurus”, evento preparatório para a 3ª edição do Hackathon, maratona de desenvolvimento de aplicativos que acontece nos dias 20 e 21 de setembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

O encontro prévio, realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da federação na noite desta terça-feira (26/08), reuniu profissionais de comunicação e tecnologia, que compartilharam orientações e dicas para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras.

Durante a sua participação, Laura também chamou a atenção dos presentes para a importância de saber exatamente aquilo que está sendo vendido aos possíveis investidores. “Aproveitem para testarem seus protótipos, é fundamental”.

Gomide (o segundo a partir da direita) e os "gurus" do Hackathon: lições de empreendedorismo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Gomide (o segundo a partir da direita) e os "gurus" do Hackathon: lições de empreendedorismo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Pense grande

Além disso, ela sublinhou que é importante que o futuro empreendedor, além de uma boa e inovadora ideia, saiba atender e priorizar os problemas de seus usuários. Para ela, quem quer criar uma startup de sucesso, ou um aplicativo, precisa “pensar grande”, além de investir em pesquisa, conhecer o mercado e entender seus concorrentes. “Seja memorável e não dê trabalho aos clientes e usuários”, aconselhou.

Na visão do diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, que conduziu o encontro, o Hackathon é uma “ótima experiência” para quem pretende empreender e criar soluções inovadoras. “Tivemos cerca de 200 participantes na segunda edição do evento. Alguns deles inclusive já receberam aporte financeiro de investidores”, disse, destacando a relevância da iniciativa. “A Fiesp consegue expor essas boas ideias criadas e faze-las ganharem as ruas”, completou.

Como funciona

O Hackathon é um desafio que propõe a criação, durante dois dias, de um aplicativo para dispositivos móveis com código aberto. Programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores deverão criar uma solução tecnológica para os problemas existentes em determinadas áreas, tanto na sociedade quanto na indústria. O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor daqueles que ousam ser desafiados.

Um dos participantes da última edição que já vê seu produto começar a dar certo é o empreendedor Manoel Neto, um dos criadores do Heroes, um aplicativo para tablets e smartphones que estimula a doação de sangue.  “Hoje a iniciativa conta com o apoio da Cruz Vermelha e da Fundação Pro-Sangue”, conta.

Além de Laura, Daniel Tártaro, da OgilvyOne, Theo Rocha F/Nazca Saatchi & Saatchi e Ubiratan Soares, referências em desenvolvimento de soluções para plataforma Android, participaram do encontro.

De um jeito relevante

“Espero ajuda-los a fomentar a inovação e a mudar os modelos atuais”. Foi assim que Daniel Tártaro, diretor-geral da agência publicitária OgilvyOne,  destacou para os futuros empreendedores a necessidade de entender o comportamento de seus potenciais clientes para poder entregar o que eles precisam de um jeito relevante.

Tártaro: para entender o comportamento dos clientes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Tártaro: para entender o comportamento dos clientes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“Hoje inova quem tem boas ideias, mas também capacidade de executá-las. É uma mudança de paradigma”, opinou. Para ele, o simples é sempre a melhor solução. Outra dica importante dada pelo publicitário é atentar para formas de “capturar” o cliente no momento de compra.

“Tudo se resume em como convencer uma pessoa a consumir seu produto. A saber transformar todos os dados que temos disponíveis para criar algo no melhor contexto, da melhor forma possível”, opinou.

É errando que se aprende

Em seguida, Theo Rocha, diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi, criticou a “cultura da punição do erro”. Atitude comum na maioria das corporações, em sua visão.  “Uma dica que dou é a de sempre incentivar, identificar e corrigir erros”.

Rocha acredita que o grande problema nas empresas é que há um “grande medo em errar”. “O perfeito não existe. A cultura das startups é que podemos começar com pouco, aprender errando. E lapidar as ideias e projetos durante a caminhada”, disse.

Rocha falou também sobre arquitetura de conteúdo e a importância do designer de usabilidade na criação de um aplicativo. “O designer tem que fazer com que o usuário tenha uma experiência natural, intuitiva. Exercite também a maneira como você vai vender sua ideia”, disse.

O esquenta do Hackathon: maratona de desenvolvimento de aplicativos será realizada nos dias 20 e 21 de setembro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O esquenta do Hackathon: maratona de desenvolvimento de aplicativos será realizada nos dias 20 e 21 de setembro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


No encerramento, Ubiratan Soares, referência em desenvolvimento de softwares para aplicativos, destacou a profissão de desenvolvedor, que cada vez ganha mais espaço dentro da economia criativa. “Desenvolvedor tem que ter na cabeça que nós criamos softwares feitos para humanos lerem, não máquinas”.

Fiesp promove 1º Bate Papo Preparatório do Hackathon nesta terça-feira (26/08)

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza, no dia 26 de agosto, o “1º bate papo preparatório para o Hackathon”, com Laura Garcia-Barrio (Google), Daniel Tártaro (OgilvyOne), Theo Rocha (F/Nazca Saatchi & Saatchi) e Ubiratan Soares (USP).

Durante o encontro, os palestrantes darão dicas e orientações para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras, preparando os futuros participantes da 3ª edição, que acontecerá na Fiesp, nos dias 20 e 21 de setembro. O Hackathon é um desafio que propõe a criação, durante dois dias, de um aplicativo para dispositivos móveis com código aberto. Programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores deverão criar uma solução tecnológica para os problemas existentes em determinadas áreas, tanto na sociedade quanto na indústria. O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor daqueles que ousam ser desafiados.

“Acho muito importante trazermos convidados que possam mostrar oportunidades de empreendedorismo para nossa mesa de discussões e, principalmente, que possam dar dicas de como executar um bom projeto durante a nossa 3ª edição do Hackathon. Certamente teremos um excelente encontro com os palestrantes”, enfatiza o diretor do CJE”, Sylvio Gomide.

Sobre os convidados

Laura Garcia-Barrio é a executiva responsável pela área de designer de experiências de usuário e de pesquisas na Google. Desenvolve aplicativos digitais, há mais de 10 anos, nos Estados Unidos, na Espanha e no Brasil. Sua experiência profissional envolve pesquisa de usuários e design de aplicativos web, mobile e produtos de eletrônica de consumo. Tem Master em Telecomunicações Interativas pela New York University; e foi premiada com o Leão de Bronze, no Festival Internacional de Publicidade de Cannes.

Daniel Tártaro é diretor-geral da OgilvyOne, no Brasil, agência premiada com mais de 87 Leões, em 5 anos, no Festival Internacional de Publicidade de Cannes, e que faz parte de um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo (Grupo WPP). Com conhecimento no mundo universo digital e de inovação, trabalhou em agências no Brasil e no exterior, assim como start-ups, portais e empresas de grande porte. É formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com extensão em Média Studies pela New York University.

Theo Rocha é diretor de criação e head of digital da F/Nazca Saatchi & Saatchi. Premiado nos principais festivais de propaganda no Brasil e no mundo, tais como: D&AD, Cannes, One Show, Clio, Wave, Webby Awards, El Ojo, FIAP, London Festival, Premio Abril e CCSP. Começou sua carreira como Diretor de Arte na DPZ, em 1995 e, de lá pra cá, trabalhou em importantes agências, no Brasil e no exterior.

Ubiratan Soares é uma das grandes referências em desenvolvimento Android, nas comunidades do Brasil. Formado em Ciências da Computação pela Universidade de São Paulo. Há algum tempo, trabalha com tecnologias móveis e tem se dedicado integralmente à plataforma Android, nos últimos anos.

Serviço

Palestra: “1º bate papo preparatório para o Hackathon”, com Google, Ogilvyone e F/Nazca Saatchi & Saatchi

Data: 26/08 (terça-feira)
Horário: 18h45
Local: Avenida Paulista, 1313 – Cerqueira Cesar

‘Iniciativas como o Hackathon nos motivam, diz representante de equipe vencedora

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp 

Valeu a pena o esforço em nome da solidariedade.  Mais especificamente no que se refere à doação de sangue. Numa atitude tomada com o objetivo de “motivar pessoas”, o aplicativo Heróis foi o vencedor, na categoria Saúde, da maratona de desenvolvimento de aplicativos Hackathon, promovida pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na competição, realizada nos dias 26 e 27 de abril, programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores encararam o desafio de criar apps com soluções para os três setores, ideias que fizessem a diferença no cotidiano das pessoas. Foram selecionadas ainda soluções em Educação e Segurança.

De acordo com o empresário Adilson Barison, de 32 anos, representante da equipe que desenvolveu o app, o Herói incentiva a doação de sangue nas cidades a partir da divulgação do serviço na rede social Facebook. Uma ideia que, ainda bem, pode ser replicada em outras áreas, como a doação de medula óssea, por exemplo. “Vamos levar o projeto adiante, acompanhar o crescimento desse filho que é o aplicativo”, afirma Barison.

A equipe vencedora do Hackathon na área de Saúde: foco na solidariedade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A equipe vencedora do Hackathon na área de Saúde: foco na solidariedade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Na entrevista abaixo, saiba mais sobre o projeto premiado no Hackathon.

Portal Fiesp: Em linhas gerais, como funciona o aplicativo?

Adilson Barison: Queremos incentivar a doação de sangue utilizando para isso o Facebook. Para que o doador saiba onde doar, disponibilizamos um lista com os pontos próximos a ele. O app também avisa automaticamente quando está na hora de fazer uma nova doação.

Portal Fiesp: Como a equipe chegou a essa ideia?

Adilson Barison: A ideia de criar algo para fazer o bem já existia em meu coração. Quando foi anunciado que competiríamos na área de Saúde, o projeto caiu como uma luva e foi aceito por unanimidade pelo grupo. Assim, em pouco tempo criamos o app. O resultado final foi o planejado com a aceitação de todos.

Portal Fiesp:  O que mais o orgulha nesse projeto?

Adilson Barison:  O estímulo à solidariedade.

Portal Fiesp:  Como está sendo a repercussão da vitória no Hackathon?

Adilson Barison: Grande. Já dei entrevista para a Rede Globo do Mato Grosso do Sul e para vários sites. Além disso, doamos o app para o Instituto Colabore, que visa conectar pessoas para a divulgação e auxílio na captação de recursos financeiros, materiais e voluntariado, para que esse trabalho siga em frente.

Portal Fiesp:  O que a equipe pretende fazer com o projeto daqui por diante?

Adilson Barison:  Pretendemos dar sequência ao trabalho e avançar nessa linha solidária.

Portal Fiesp:  Que avaliação você faz do Hackathon?  Valeu a pena participar da iniciativa?

Adilson Barison:  Valeu muito, porque nós fez sentir capazes e inseridos em um universo até  então distante.  Iniciativas como o Hackathon nos motivam e motivam outras pessoas, por isso devem continuar e se expandir para outras áreas.


Uma ideia simples e capaz de fazer a diferença na hora de estudar

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Foi a partir da ideia de criar um “Tinder” voltado para os estudos que eles garantiram o primeiro lugar na categoria Educação no Hackathon, maratona de desenvolvimento de aplicativos para as áreas de saúde, educação e segurança promovida pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na competição, realizada nos dias 26 e 27 de abril, programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores encararam o desafio de criar apps com soluções para os três setores, ideias que fizessem a diferença no cotidiano das pessoas.

Assim surgiu o VemBilu, que, como o Tinder original, conecta pessoas que estão perto umas das outras. Só que, neste caso, com o objetivo de estudar em parceria. Basta se cadastrar colocando nome, e-mail, o que sabe ensinar e o que deseja aprender.

De acordo com a publicitária Jacqueline Freitas Alves, de 27 anos, representante da equipe vencedora, a iniciativa foi tão bem recebida que o diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, encarregou o comitê de apresentar o projeto ao Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), conhecido, entre outros motivos, pelo alto nível de ensino em suas escolas.

Jacqueline com a equipe vencedora: contatos com escolas depois da competição. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Jacqueline com a equipe vencedora: contatos com escolas depois da competição. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Na entrevista abaixo, Jacqueline fala sobre o projeto e sobre a importância de ter participado do Hackathon.

Portal Fiesp: Em linhas gerais, como funciona o VemBilu?

Jacqueline: Nós consideramos o VemBilu o novo “Tinder” da educação. A palavra que move o mundo hoje é compartilhar  e o aplicativo busca exatamente isso: o compartilhamento da informação, estimulando o estudo com alguém que tem a mesma necessidade/interesse que você.

Para usar, o jovem se cadastra colocando nome, e-mail, o que sabe para ensinar e o que deseja aprender. O aplicativo faz uma triagem desses estudantes por interesse e localidade e apresenta uma seleção de pessoas com mesmos objetivos. Cada um escolhe com quem deseja estudar e, se o interesse for mútuo, os jovens são alertados e vão para uma seção de bate papo.

Portal Fiesp: Como a equipe chegou a essa ideia?

Jacqueline: Para ser bem sincera, enquanto todos os grupos já estavam produzindo nós ainda não tínhamos tido o insight ideal, tínhamos muitas ideias que eram complexas e não teríamos tempo para produzir ou que não agradavam a todos. Estávamos quase desistindo, quando combinamos que tínhamos que resolver isso até as 19h do sábado, dia 26 de abril.
Assim, às 18:58, saiu a frase “Tinder da educação”. Todos concordamos, começamos a ter ideias e a produzir sem parar.

Portal Fiesp: O que mais a orgulha nesse projeto?

Jacqueline: Me orgulho de essa ser uma ideia simples e, ao mesmo tempo, com um enorme potencial de crescimento.

Portal Fiesp: O que a equipe pretende fazer com o projeto daqui por diante?

Jacqueline: Estamos em tratativa com algumas escolas e, com o apoio do CJE, devemos fazer contato com o Sesi-SP também.

Portal Fiesp: Que avaliação você faz do Hackathon? Valeu a pena participar da iniciativa?

Jacqueline: Para mim foi uma experiência totalmente nova, nunca tinha participado de uma competição dessas e acho que valeu muito a pena por toda a experiência trocada, pelo aprendizado e pelos contatos que fizemos ali. Além disso, era o final de semana do meu aniversário, meu presente foi participar dessa iniciativa tão bacana da Fiesp e do CJE pelo desenvolvimento dos jovens em prol das necessidades da cidade.



Competidores do Hackathon abriram mão do sono para criar aplicativos

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O pouco tempo de sono não afetou os participantes da maratona de desenvolvimento de aplicativos para as áreas de saúde, educação e segurança promovida nos dias 26 e 27 de abril pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp. O que se via na manhã deste domingo (27/04) eram sinais de disposição e rostos animados. De repente, uma prova de que quem trabalha com vontade é mais feliz.

Na competição, aberta na manhã desta sábado (26/04) e finalizada às 13h30 deste domingo (27/04), programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores encararam o desafio de criar aplicativos com soluções para segurança, saúde e educação. Foi uma jornada que varou a madrugada, com direito a barracas para quem quisesse dormir na Fiesp, opção feita por 91 entre os 160 competidores. Detalhe: todos puderam levar os acessórios para casa depois.

Osvaldo, ao centro, de branco, e equipe: networking e muita animação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Osvaldo, ao centro, de branco, e equipe: networking e muita animação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Mesmo tendo dormido “umas três horas” numa dessas barracas ao longo das 28 horas de Hackathon, o economista Osvaldo Dalla Coleta, de 70 anos, não aparentava qualquer sinal de desespero por um pouco de sono na cerimônia de encerramento da competição. Na disputa, ele integrou a equipe Hockseg, de desenvolvimento de um aplicativo de segurança que aponta pontos de maior perigo nos bairros das grandes cidades. “Ninguém fez mais networking do que ele aqui”, disse Ricardo Damaceno, companheiro de grupo de Coleta. “Gostei de tudo, ótimo o ambiente do evento”, afirmou Coleta, por sinal o mais velho entre os competidores inscritos.

Gabriel, de azul, à direita: “Adorei as palestras também”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gabriel, de azul, à direita: “Adorei as palestras também”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O clima propício à troca de contatos também foi destacado por Gabriel Ribeiro, de 30 anos, integrante da equipe Guenki Saúde, que competiu com um aplicativo que indica onde há menos fila para o atendimento nos pronto-socorros. Ele era outro que não entregava o cansaço depois de uma noite em claro. “O Hackathon foi ótimo para conhecer pessoas, adorei as palestras também”, contou.

Fora de casa

Entre sorrisos, os estudantes de Ciências da Computação da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Henrique Guarnieri, de 20 anos, Lucas Pereira, de 23, e Rafael Kyoto, contaram que, na equipe Saúde em Dia, a deles, “ninguém dormiu”. Junto com outros dois participantes, eles criaram um app que ajuda os pais a controlar as vacinas dos filhos. “Foi um desafio”, disse Guarnieri. “Mas os mentores foram muito bons, ajudaram”.

“Recebemos todo o suporte”, completou Pereira. “Às 6h estava todo mundo acordado, no maior movimento. Fomos muito bem recebidos pela Fiesp, achei excelente o nível do Hackathon”, disse Kyoto. E isso não foi tudo: “Agora que tenho a minha barraca, já posso morar fora de casa”, brincou.

Guarnieri: barraca foi apenas ponto de apoio em noite de criação e trabalho. Foto: Luis Gustavo

Guarnieri: barraca foi apenas ponto de apoio em noite de criação e trabalho. Foto: Luis Gustavo