‘Recuperar a força que já teve a construção civil é um caminho para a retomada do emprego’, afirma Roriz em reunião na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Foi realizada, na manhã desta segunda-feira (30/07), na sede da Fiesp, em São Paulo, a reunião conjunta do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) e do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic). Na pauta, as ações para a retomada da cadeia produtiva da área e os programas da Caixa Econômica Federal para o setor. O presidente em exercício da federação, José Ricardo Roriz Coelho, participou da abertura do evento.

“Falamos muito em reforma, mas nenhuma reforma vai parar em pé se continuarmos com o número de desempregados que temos hoje no Brasil”, disse Roriz. “Recuperar a força que já teve a construção civil é um caminho para a retomada do emprego”.

Ele explicou ainda que haverá conversas com as equipes dos candidatos à presidência para discutir temas de relevância para a indústria, como o emprego, por exemplo. Também estão sendo feitos contatos para visitas dos presidenciáveis à Fiesp. “Me coloco à disposição de vocês para ajudar nesse processo”, disse.

Presidente do Consic e vice-presidente da Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima destacou que “a cadeia produtiva da construção, com sua força motriz, pode ajudar na retomada da economia e do emprego”.

Também presente à reunião, Manuel Carlos de Lima Rossito, vice-presidente do Consic, destacou o problema da “defesa do investidor”. “Não temos regras claras, transparentes e duradouras”, disse. “Enfrentamos problemas de segurança jurídica”.

Já Carlos Eduardo Auricchio, diretor titular do Deconcic, apontou que, para cada R$ 1 milhão de investimentos na área habitacional e em edificações comerciais são gerados 5,309 empregos diretos na construção civil e 8,039 empregos na cadeia produtiva da construção. “E mais: para cada 1 bilhão de investimentos na área habitacional e em edificações comerciais são gerados 483 milhões de PIB na construção civil ou R$ 860 milhões de PIB na cadeia produtiva da construção”.

Roriz: construção civil como base para a geração de empregos e impulso ao crescimento. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Palestrante convidado do encontro, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, lembrou que, “se o PIB nacional crescer 2%, o da construção cresce 4%”. “Se a economia recuar 2%, recuaremos 4%”, disse. “Se país não oferecer segurança para incentivar o investimento, a economia não vai crescer”.

Assim, Martins destacou a importância de haver, no Brasil, atenção para pontos como o planejamento, a oferta de crédito e a segurança jurídica. “Temos que dizer ao novo presidente do Brasil que, se ele quiser salvar o país, nos use como âncora”, disse.

“No que se refere à Infraestrutura, para manter o que já existe seria preciso investir 3% do PIB e 5% para ter algum crescimento”, explicou. “Investimos 1,4% apenas recentemente”.

Outro ponto colocado por Martins foi o fim da contribuição sindical compulsória. “Isso mexeu muito com o setor, mas aproximou as empresas”, disse. “Precisamos criar uma grande rede que trabalhe em conjunto”, explicou. “A gente precisa de representação política, comunicação e mobilização”.

Outro convidado da manhã, o vice-presidente interino de Habitação da Caixa Econômica Federal, Paulo Antunes de Siqueira, apresentou um panorama do setor no Brasil. E explicou que a habitação sofre os efeitos da crise econômica.

“Temos uma carteira de R$ 86 bilhões na Caixa, mesmo com dificuldade de continuar obras públicas”, disse. “Temos os recursos do FGTS e da poupança, as duas fontes que sustentam o crédito imobiliário no país”.

De acordo com Siqueira, várias medidas foram adotadas para incentivar o crédito, como a redução dos juros e o aumento da cota de financiamento.

“Em 2017, mais de 100 milhões de pessoas fizeram simulações de financiamento imobiliário na página da Caixa na internet”, afirmou. “Até junho de 2018, foram quase 60 milhões de simulações”.

Ele lembrou que o programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida já entregou mais de 5 milhões de moradias. “O déficit habitacional continua aumentando”, explicou. “Além disso, precisamos discutir as habitações inadequadas”.

Segundo ele, a Caixa “está aberta a debater reflexões que terão impacto na próxima década”. “Queremos ajudar o estado brasileiro com a nossa consultoria em habitação”, explicou. “Não é só dinheiro que está em jogo, precisamos olhar as carências”, disse. “Queremos ser parceiros do estado brasileiro, da Fiesp, da CBIC”.

“Temos muito que trabalhar”, diz na Fiesp a secretária Nacional de Habitação

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) realizou na manhã desta segunda-feira (12/9) sua reunião mensal, na sede da entidade, para discutir as demandas do setor. Presente no evento, Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves, secretária nacional de Habitação, apresentou os planos do Ministério das Cidades para a área.

José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic e vice-presidente da Fiesp, conduziu a reunião. Ao apresentar Henriqueta, Oliveira Lima elogiou o trabalho da secretária e sua dedicação ao setor da construção e à questão habitacional. Também a convidou a participar do próximo ConstruBusiness (Congresso Brasileiro da Construção), realizado pela Fiesp, e cujo trabalho técnico para a edição deste ano também foi tema do encontro.

Em sua apresentação, a secretária disse que o ministério vê a habitação como um instrumento importante para desenvolver o país. “É um centro de desenvolvimento urbano sustentável, forte estimulador das economias locais e promove qualidade de vida”, afirmou. Segundo Henriqueta, o déficit brasileiro de moradias atinge 6 milhões de unidades habitacionais. “É preciso mudar o modelo para atender essa demanda. Até 2040, teremos estoque de 87 milhões de moradia, mas ainda teremos 2 milhões de família sem moradia. Temos muito que trabalhar”, afirmou.

Outra questão apontada por ela, com relação ao déficit habitacional, foi o ônus excessivo do aluguel. Em sua opinião, não se trata de falta de estoque de imóveis. “Atualmente, as pessoas estão dispostas a pagar mais caro para morar perto do trabalho, por exemplo. Temos também a questão dos jovens de hoje em dia não terem o sonho de ter a casa própria. Se não mudarmos o desenho das cidades, esse problema permanecerá”, afirmou.

Sobre o Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), Henriqueta informou que ainda para este ano a meta é viabilizar a contratação de 40 mil unidades na faixa 1,5 do Programa.  Já para 2017, o orçamento para o MCMV vai ganhar investimento de R$ 7 bilhões de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic e mediador da reunião, considera baixo esse valor. ““Precisamos de investimentos mais elevados, que possam minimizar o efeito da crise na cadeia produtiva da indústria da construção e proporcionar a retomada do crescimento. Vamos tentar entrar com R$ 10 bilhões, para conseguirmos fazer algo a mais”, solicitou.

Henriqueta também falou sobre a revisão do Plano Nacional de Habitação. Segundo a secretária, o trabalho é feito em quatro eixos: pessoas, com modelagem de ações com vistas à sustentabilidade das famílias beneficiárias; produtos, ampliando a qualificação dos produtos habitacionais ofertados pelo Governo Federal; investimentos, com modelagem de alternativas com vistas à sustentabilidade e qualificação do gasto público e ao estímulo à aplicação do capital privado; e processos, com aprimoramento dos processos internos de gestão com vistas à melhoria da eficiência, eficácia e efetividade dos programas habitacionais.

No evento, Nelson Antônio de Souza, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, ressaltou a importância da preservação do FGTS e disse que há recursos para o setor. “Nós temos R$ 93 bilhões em caixa, sendo R$ 60 bilhões do FGTS, e o restante de SBPE e similares. A grande dificuldade que temos hoje é a demanda. Não adianta só ter recursos, é preciso ter a possibilidade também dessa demanda”, afirmou.

Desafios

Henriqueta falou sobre os grandes desafios que o ministério tem para o setor. “Precisamos adequar os compromissos assumidos às disponibilidades orçamentárias e financeiras, destinar equipamentos públicos para suporte aos empreendimentos do MCMV, demandar unidades habitacionais vinculadas a empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e atuar sobre a retomada de unidades ocupadas ilegalmente e na inadimplência no pagamento das prestações do MCMV – Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e entidades”. Segundo Henriqueta, a inadimplência atinge 25% das moradias entregues na faixa 1. Já nas faixas 2 e 3, a inadimplência está abaixo de 2%.

Novos projetos

A secretaria estuda a adoção de novos programas, como aluguel social, parcerias público-privadas para a produção habitacional, recuperação de empreendimentos, gestão de carteira de ativos, estímulos à instalação de fóruns de trabalho para promover novos avanços na Habitação de Interesse Social, e o Cartão Reforma em parceria com municípios para regularizar moradias precárias e proporcionar-lhes condições de habitabilidade. Além disso, também há uma proposta orçamentária para 2017, já enviada ao Conselho Curador do FGTS, de R$ 1 bilhão para pró-moradia, R$ 24 bilhões para carta de crédito individual, R$ 500 milhões para carta de crédito associativa, R$ 24 bilhões para apoio à produção e R$ 5 bilhões para pró-cotista.

Carlos Eduardo Auricchio, diretor do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic) e vice-presidente do Consic, também esteve presente no encontro e disse que a preocupação do departamento é encontrar resposta sobre o que este governo não pode deixar de fazer nos próximos dias para o setor.  “Sabemos que a demanda é maior do que a capacidade de entrega do governo, mas o setor já sente os estragos, e temos que mudar esse cenário de qualquer forma”, disse. Oliveira Lima afirmou que este é o momento estratégico de conversar com o governo. “Desde 2014 nós não estávamos conseguindo conversar com o governo. O setor está numa queda livre, agora é a hora de trabalharmos juntos para minimizar essa situação.”

Participaram também da reunião Fernando Garcia, consultor do Deconcic; Nelson Antonio de Souza, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal e membro do conselho; Renato José Giusti, vice-presidente do Consic, e Marcos Rodrigues Penido, presidente da CDHU e diretor do Deconcic.

Reunião do Consic com a participação de Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves, secretária nacional de Habitação. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Observatório da Construção projeta redução de unidades habitacionais financiadas para o patamar de 2009

Agência Indusnet Fiesp

Levantamento publicado nesta segunda-feira (1/8) pelo Observatório da Construção, do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic) mostra que houve queda de 21,1% no número de unidades habitacionais financiadas pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) no primeiro semestre de 2016, em relação ao primeiro semestre de 2015. O valor dos financiamentos teve queda de 30,7% no mesmo período.

No ano, o número de unidades financiadas no país pode voltar a patamar próximo ao de 2009, ano em que foram financiadas cerca de 600 mil unidades.

Clique aqui para ter acesso ao levantamento no Observatório da Construção.

Com infraestrutura e habitação entre seus temas, reunião com Temer foi positiva, diz presidente do Consic

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) realizou na manhã desta terça-feira (14/6) sua reunião mensal, na sede da entidade, para discutir questões do setor.

José de Oliveira Lima, presidente do Consic, abriu a reunião falando de sua participação no encontro de empresários, liderado por Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, com o presidente interino, Michel Temer, no dia 8 de junho, em Brasília.

“Depois de uma longa espera, temos excelentes notícias. Nosso encontro foi uma prova de que governo e empresariado vão caminhar juntos. Os discursos foram afinados e tivemos a oportunidade de conversar com o Temer e com o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, sobre infraestrutura e habitação. Computo esse encontro com o saldo positivo e acho que estou com novas esperanças para o Brasil. Com certeza esse governo, com a nossa ajuda, vai voltar a colocar a economia brasileira nos trilhos”, afirmou o presidente.

Habitação

Presente na reunião, Jerônimo Romanello Neto, membro do conselho, falou sobre o impacto do novo código de processo civil (CPC), que entrou em vigor em 18 de março de 2016, com diversas mudanças que afetam diretamente o mercado imobiliário brasileiro.

Dentre tantas alterações, Neto citou a contagem dos prazos, que agora será feita apenas em dias úteis, com suspensão no fim do ano; a busca pela conciliação e mediação, sendo o Judiciário obrigado a criar centros para realização de audiências de conciliação; procedimentos para a desconsideração da personalidade jurídica da empresa; a impenhorabilidade dos créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob o regime de incorporação imobiliária, vinculados à execução da obra (art. 833, XII) e o  inciso XII do art. 833, que preserva os recursos destinados à execução da obra e entrega de unidades aos adquirentes adotando e reforçando o regime de afetação patrimonial.

Questionado sobre como Neto enxerga a questão do distrato, o conselheiro alertou que a anulação do contrato é uma ação feita de comum acordo entre o comprador e construtora e que a melhor forma de proteger os dois lados dessa situação emergencial é fazer um seguro de responsabilidade civil para obra.

FPIC
Manuel Carlos de Lima Rossitto, diretor adjunto do Deconcic, também esteve presente no encontro e fez uma síntese do trabalho feito pela Frente Parlamentar da Indústria da Construção (FPIC), liderada pelo deputado Itamar Borges.

Rossitto afirmou que hoje sente uma grande aproximação junto ao governo graças aos encontros realizados pela Frente com diversas secretarias. Segundo ele, as pautas apresentadas durantes esses encontros estão alinhadas com as ações do Programa Compete Brasil e têm três pilares principais: gestão, recursos financeiros e tributação.

Participaram também da reunião Teotônio Costa Rezende, Renato Giusti e Walter Cover.

Reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp em 14 de junho. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Levantamento inédito mostra déficit de 6,2 milhões de moradias no Brasil

Agência Indusnet Fiesp

Análise inédita feita pelo Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic) mostra que em 2014 o déficit habitacional, calculado com base na metodologia da Fundação João Pinheiro (FJP), foi de 6,198 milhões de famílias, contra 6,941 milhões em 2010. No período, a queda do déficit habitacional foi de 2,8% ao ano.

Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, diretor titular do Deconcic, considera expressiva a redução. “É relevante e muito baseada na política habitacional do governo para habitação de interesse social ou habitação popular, como Minha Casa Minha Vida, inclusive.”

Auricchio vê com preocupação a diminuição nas contratações de obras em 2015, tanto em âmbito federal quanto estadual. “Esse ciclo importante de obras de habitação no período de 2010-2014 não se repetirá nos próximos anos”, afirma. Para reverter esse quadro, o diretor do Deconcic defende que o Minha Casa Minha Vida seja transformado em programa de estado. “Estimular parcerias público privada (PPP) habitacionais é uma alternativa importante e de extrema relevância”, acrescenta. Além disso, é preciso haver retomada do crédito em condições semelhantes às do período de 2010 a 2014. “Também temos a questão do ambiente político, que precisa ser resolvido para destravar todas as outras questões do Brasil.”

Em 2014, a maior parte (3,258 milhões) das famílias que compunham o déficit habitacional estava no componente ônus excessivo com o aluguel. Na coabitação familiar, outro componente importante do déficit, havia 1,762 milhão de famílias, ou 28,4% do total.

Em termos absolutos, a maior concentração do déficit ocorreu na região mais populosa do país, o Sudeste, onde 2,562 milhões de famílias se enquadravam nas condições de déficit habitacional. O Estado de São Paulo tinha 1,432 milhão de famílias no déficit habitacional em 2014. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro o déficit foi de, respectivamente, 545 mil e 472 mil famílias nesse ano.

Tabela 1. Déficit Habitacional total, por componente, 2014

Fonte: IBGE. Elaborado por Ex Ante Consultoria Econômica. (*) O Déficit habitacional não é a soma direta das componentes, pois pode haver famílias que pertencem a mais de uma componente do déficit habitacional.

Quando se olha para o déficit relativo – o total do déficit dividido pelo total de famílias de cada região –, nota-se uma concentração maior do déficit nas regiões mais pobres do país. A região Norte apresentou o maior déficit relativo, 11,9%. Entre as unidades da Federação, há um destaque para o Amazonas, em que essa proporção chegou a 14,6%. O Nordeste também mostrou um alto déficit relativo, de 10,0%. O Maranhão apresentou a maior taxa brasileira, 18,1%. A região Sul foi a que teve a menor taxa, de 6,2%. Na média nacional, 8,8% das famílias brasileiras pertenciam ao déficit habitacional em 2014.

Tabela 2. Déficit Habitacional relativo, por componente, 2014

Fonte: IBGE. Elaborado por Ex Ante Consultoria Econômica. (*) O déficit habitacional não é a soma direta das componentes, pois pode haver famílias que pertencem a mais de uma componente do déficit habitacional.

Em termos relativos, a componente ônus excessivo com o aluguel foi a que alcançou o percentual mais elevado do total de famílias no país: 4,6%. Duas regiões puxaram essa relação para cima: Sudeste e Centro-Oeste, com taxas de 5,5% e 5,7%, respectivamente. Mas o campeão foi o Distrito Federal, com taxa de 8,1%, explicada pelos altos valores de aluguel na região. Por outro lado, a coabitação afeta parcela maior das famílias na região Norte do país: 5,1%. Os Estados nos quais a coabitação ocorreu com maior frequência foram Amazonas e Amapá, com taxas de 7,1% e 6,8% do total de famílias em coabitação, respectivamente.

Nota-se que 89,0% do déficit habitacional brasileiro, ou 5,514 milhões de famílias, referia-se à área urbana em 2014. As regiões Sudeste e Centro-Oeste apresentaram a maior concentração do déficit habitacional na área urbana, 98,0% e 96,3%, respectivamente. No Estado de São Paulo, 98,7% do déficit habitacional estava na área urbana. Na região Nordeste, 24,5% das famílias pertencentes ao déficit habitacional moravam na área rural. O destaque é o Maranhão, em que 55,0% das famílias que compõem o déficit habitacional residiam na área rural.

Tabela 3. Déficit Habitacional total, por área, 2014

Fonte: IBGE. Elaborado por Ex Ante Consultoria Econômica.

Evolução do déficit entre 2010 e 2014

Na comparação entre o déficit habitacional de 2014 e o de 2010, observa-se uma redução de 742,4 mil famílias. O déficit passou de 6,941 milhões de famílias em 2010 para 6,198 milhões de famílias em 2014, o que significou uma queda de 2,8% ao ano. Houve retração do déficit habitacional em todas as regiões do país, com destaque para a região Norte, na qual a queda foi de 6,4% ao ano, com redução absoluta de 192 mil famílias. O Nordeste do país também apresentou uma redução expressiva do déficit habitacional (3,0% ao ano), com destaque para a Bahia, onde 115,6 mil famílias deixaram o déficit habitacional, o que equivale a uma queda de 6,1% ao ano entre 2010 e 2014.

Por outro lado, a região Sudeste não apresentou números tão expressivos. A taxa média de queda foi de 1,4% ao ano, passando de 2,674 milhões de famílias no déficit habitacional em 2010 para 2,562 milhões de famílias, em 2014. No Rio de Janeiro, a taxa média de queda foi maior, de 2,9% ao ano.

Auricchio, do Deconcic, credita o pior resultado do Sudeste ao redirecionamento de recursos do Minha Casa Minha Vida para o Norte e o Nordeste. Ele lembra também que alguns fatores em São Paulo contribuem esse desempenho, como os terrenos mais caros. “Nós enxergamos que de fato esta região carece de um impulso maior.”

Tabela 4. Déficit Habitacional, comparação entre 2010 e 2014

Fonte: IBGE, Fundação João Pinheiro e Ministério das Cidades. Elaborado por Ex Ante Consultoria Econômica.

A taxa de queda do déficit habitacional na área rural foi de 10,3% ao ano, passando de 1,055 milhão de famílias em 2010 para 685 mil em 2014. Essa taxa é maior que a verificada para a área urbana, de 1,6% ao ano, cujo déficit passou de 5,886 milhões de famílias em 2010 para 5,514 milhões em 2014.

O componente coabitação familiar caiu de 2,991 milhões de famílias em 2010 para 1,762 milhão de famílias em 2014, o que equivale a uma taxa de queda de 12,4% ao ano. As famílias que moram em habitações precárias (domicílios rústicos mais domicílios improvisados) passaram de 1,343 milhão de famílias em 2010 para 816 mil famílias em 2014, o que equivale a uma queda de 11,7% ao ano.

Metodologia
De acordo com a metodologia desenvolvida pela Fundação João Pinheiro (FJP), o déficit habitacional pode ser dividido em duas classes: as famílias que moram em domicílios precários e as que coabitam com outras famílias. Fazem parte das habitações precárias os domicílios improvisados, os domicílios rústicos – ou seja, aqueles que não possuem paredes de material adequado –, os domicílios alugados com adensamento excessivo de moradores por dormitório (moradias urbanas em que há mais de três pessoas por dormitórios) e as moradias com ônus excessivo com aluguel, composto por famílias urbanas que despendem mais de 30% de sua renda com aluguel. A segunda classe do déficit habitacional é composta pelas famílias conviventes – mais de uma família dividindo a mesma moradia, mas que têm intenção de constituir moradia própria ­– e pelas famílias que moram em cortiços (cômodos alugados ou cedidos).

A base de dados utilizada para o cálculo do déficit habitacional 2014 foi a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), do IBGE. A PNAD tem periodicidade anual e representatividade para as áreas rurais e urbanas de todo o país, as unidades da Federação e as regiões metropolitanas. A estratificação da amostra e os pesos da pesquisa levada a cabo em 2013 já incorporaram as informações do Censo Demográfico de 2010 e as novas projeções de população. Portanto, seus dados de 2013 e 2014 são diretamente comparáveis aos do Censo Demográfico, mas as comparações com as PNAD de 2006 a 2012 devem ser vistas com alguma reserva.

Desafios habitacionais devem ser resolvidos em parceria com o setor de construção, diz secretária do Ministério das Cidades na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A expansão dos projetos de habitação em São Paulo e no Brasil e os desafios do setor construtivo diante disso estiveram no centro dos debates da reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada na manhã desta quarta-feira (27/11), na sede da entidade, em São Paulo. O encontro foi conduzido pelo presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima. E teve como convidados a secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês da Silva Magalhães, e o secretário estadual da Habitação de São Paulo, Silvio França Torres.

De acordo com Inês, o programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, está em seu quarto ano com mais de 3 milhões de unidades habitacionais contratadas, das quais 1,4 milhão já entregues. Essas ações somam investimentos totais de R$ 194 bilhões.

“Em 2013, geramos 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos, com R$ 12.2 bilhões movimentados no primeiro semestre pelas atividades do programa”, explicou a secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades.

Inês: mais de 3 milhões de unidades habitacionais contratadas no Minha Casa Minha Vida. Foto: Renan Felix/Fiesp

Inês: mais de 3 milhões de unidades habitacionais contratadas. Foto: Renan Felix/Fiesp

No saldo total, as unidades habitacionais entregues pela iniciativa ao longo deste ano responderão por um terço da produção habitacional no Brasil e por 48% das unidades voltadas para cidadãos de baixa renda.

Segundo Inês, além do aumento da oferta de moradia, há outras questões a resolver em parceria com o setor de construção, como a entrega de imóveis com menos impacto ambiental, ou seja, sustentáveis, e com custos de condomínio reduzidos. “Esse é também um desafio do setor, o mercado precisa fazer esse esforço, tem esse papel na área de habitação”, disse.

Em São Paulo

No estado de São Paulo, conforme informou na reunião do Consic o secretário estadual da Habitação, foram investidos R$ 2,2 bilhões em programas de moradia em 2013, por meio do Casa Paulista,  devendo essa cifra se repetir em 2014.

Em número de contratos, foram agilizadas 50 mil unidades ao longo do ano, podendo chegar a 60 mil. “Até o final de 2015, serão 120 mil contratos”, explicou Silvio França Torres. “Em torno de 80% dessas contratações já estão em obras”.

Torres: “Até o final de 2015, serão 120 mil contratos”. Foto: Renan Felix/Fiesp

Torres: “Até o final de 2015, serão 120 mil contratos”. Foto: Renan Felix/Fiesp

O fator sustentabilidade aliado a uma melhor qualidade dos imóveis entregues também é uma preocupação em São Paulo. “Antes eram apartamentos pequenos, sem muita qualidade de material”, afirmou Torres. “Agora usamos sistemas como o aquecimento solar, por exemplo, em alguns projetos”.

Outro foco do governo paulista na área é a ajudar numa melhor gestão de condomínios na moradia popular. “Em alguns casos, fazemos um aporte de dois anos para que os moradores se acostumem com o pagamento do condomínio”, disse.

De acordo com o secretário, outro objetivo é “ampliar as parcerias com o Governo Federal e com a Prefeitura de São Paulo” para aliviar o problema da falta de moradia no estado.

Oliveira Lima: “deficiência em pontos como infraestrutura e saneamento”. Foto: Renan Felix/Fiesp

Oliveira Lima: “deficiência em pontos como infraestrutura e saneamento”. Foto: Renan Felix/Fiesp

Déficit

Para o presidente do Consic, existe um déficit habitacional “muito grande” no país, além de uma “deficiência em pontos como infraestrutura e saneamento”. “O valor destinado ao crédito habitacional corresponde a 7,9% do PIB brasileiro”, explicou Oliveira Lima. “No Chile, esse percentual é de 11,5%. Na Grã-Bretanha, chega a 84%”.

Nesse ritmo, essa participação chegaria a 10% no país em 2015. “É muito vergonhoso, temos um problema sério nesse sentido”.

Especialistas discutem projetos de infraestrutura para os grandes eventos esportivos

Agência Indusnet Fiesp

José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic/Fiesp

Em reunião, nesta terça-feira (16), na Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) , falou sobre importantes temas como o Seminário Construbusiness Internacional (Congresso Brasileiro da Construção em Paris). O projeto sofrerá adequações, focando em habitação e infraestrutura, planejamento familiar, novas tecnologias e principalmente investidores nacionais e internacionais. “São projetos importantes e que faremos acontecer para mostrar um país em crescimento”, incentivou.

Oliveira Lima fortalece o coro daqueles que recomendam o Brasil ao investidor estrangeiro. Para ele, o País se encontra em uma situação muito atrativa ao olhar externo: “O Brasil hoje é mais seguro e tem estabilidade econômica e política, isso está provado. Também está mudando de uma forma incrível, por isso precisamos de investidores”.

Batimat 2011

Marie-Angie Joarlette, diretora da Promosalons Brasil

Marie-Angie Joarlette, diretora da Promosalons Brasil, falou sobre a maior feira da Construção Civil do mundo, a Batimat 2011, lembrando que neste ano teremos o Brasil como país homenageado e com uma grande expectativa de público em relação a 2009, quando o evento contou com a presença de mais de 1.500 brasileiros. A feira oferece seminários, congressos, visitas técnicas e cursos na Sorbonne (clique aqui para mais informações).

Estádio

“O Maracanã é o ícone do futebol brasileiro. Se ele não estiver ao alcance das novas arenas, vai virar ruína”, avaliou Ícaro Moreno Júnior, presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro, sobre a polêmica com o Ministério Público Federal que, recentemente, entrou com uma ação na Justiça solicitando a paralisação da reforma do teto do estádio e a reconstrução da antiga marquise, demolida.

Ícaro Moreno Júnior, presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do RJ

Com um custo estimado em R$ 930 milhões, a nova arena esportiva contará com arquibancadas inclinadas e retráteis, próximas do campo. Além disso, o estádio contará com um novo sistema de segurança, o que garantirá a segurança dos 80 mil torcedores.

“Apesar das mudanças, a alma do Maracanã permanece. Ele ficará moderno, terá segurança. Vamos atrair a classe média aos estádios”, analisou o palestrante. De acordo com Moreno Júnior, 2.300 homens trabalham, dia e noite, para concluir a reforma do Maracanã, prevista para dezembro de 2012. O estádio sediará partidas das Copas das Confederações, em 2013.

Guilherme Furegato Mattar, secretário-adjunto de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, acredita que os investimentos em obras de infraestrutura para os grandes eventos esportivos marcam o inicio de uma era de prosperidade que beneficiará todo o Brasil.

Guilherme Mattar, secretário-adjunto de Relações Internacionais da Prefeitura de SP

Segundo Mattar, o governo paulista intensificou esforços nos últimos anos, a fim de atrair novos investidores para obras de mobilidade urbana e infraestrutura, com a organização de missões para 50 países diferentes, visitas de 380 delegações internacionais e a participação em feiras de investimentos.

Infraestrutura

José Cândido Senna, coordenador-executivo do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do estado de São Paulo e da Associação Comercial de São Paulo, explanou sobre o projeto Porto de Santos 24 horas.

Conforme Senna, o grande fluxo de embarque e desembarque de contêineres, somado à limitação do horário de atendimento dos órgãos anuentes, contribui para o moroso processo de liberação, que demora, em média 17 dias. Um prazo alarmante se comparado a portos internacionais como os Asiáticos e dos Estados Unidos, com tempo inferior a 24 horas.

José Cândido Senna, coordenador-executivo do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do estado de São Paulo

“Não adianta o porto ficar aberto 24 horas. Diversas operações dependem de outros órgãos. Precisamos sensibilizá-los para estenderem o horário de trabalho, a medida reduziria o tempo de espera e os custos de operação para o exportador”.

Segundo o palestrante, as obras de infraestrutura dependem dos recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) para serem concluídas. “Precisamos que esse projeto seja cumprindo a risco, caso contrário as consequências serão avassaladoras”, analisou.

Fundo Setorial

Durante o encontro,  a criação do Fundo Setorial da Construção Civil para Desenvolvimento Tecnológico (Cide) – Construção Civil foi amplamente discutida pelos participantes. Inicialmente, as entidades presentes na reunião  mostraram-se contra a criação dentro dos parâmetros propostos pelo governo.

Dentro da complexidade do assunto, José Carlos de Oliveira Lima propôs a criação de um grupo de trabalho, que será coordenado pelo Sr. Melvyn Fox (Abramat) e pelo Sr. Luciano Amadio (Apeop), o que foi aprovado pelos presentes.

Leia mais:

Leia aqui a íntegra da palestra de José Cândido Senna

Na Fiesp, secretário estadual ouve demandas da indústria da construção

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Em reunião com empresários na Fiesp, secretário Silvio Torres (ao centro) ouve demandas da cadeira produtiva da construção

 

 

Em visita, nesta quarta-feira (27), na Fiesp, o secretário estadual da Habitação, Silvio França Torres, citou as prioridades do governo na área e ouviu as demandas de representantes da cadeia produtiva da construção.

Torres relembrou que, nos últimos anos, vem acompanhando de perto a atuação da Fiesp, tanto como empresário quanto como deputado federal, e que neste primeiro encontro, agora como secretário estadual, enxerga caminhos promissores com a participação do empresariado.

Jose Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Departamento da Indústria da Construção Civil (Deconcic) da Fiesp, entregou ao secretário o estudo Brasil 2022: planejar, construir crescer, elaborado no final do ano passado, que aponta a necessidade de construção de 23 milhões de novas moradias e investimentos de R$ 3 trilhões (5,8 do PIB), até o ano de 2022, para zerar o grande déficit habitacional do País.

Oliveira Lima elencou as principais reinvindicações do setor produtivo. Entre as quais:

  • Participação da indústria no “prometido” Conselho Estadual da Construção;
  • Inclusão do setor de mineração (areia, brita e cimento) nos projetos de planejamento e ordenamento territorial;
  • Política de fomento para habitação no estado de São Paulo nos moldes do programa federal Minha Casa Minha Vida;
  • Soluções para escassez de mão de obra;
  • Desoneração (principalmente do ICMS), visando beneficiar a construção de moradias de interesse social.

 

Sobre a redução de impostos, Silvio Torres esclareceu que a proposta do governo é “desonerar aquilo que for possível, sempre”. E acrescentou: “Já que estamos estreitando parceria com a indústria, faremos todos esforços possíveis”.

Renato José Giusti, diretor-titular-adjunto do Deconcic, relembrou que a maior parte da carga tributária do setor (hoje em 24%) refere-se a encargos trabalhistas e ICMS.

Henrique Nakagaki, diretor administrativo financeiro da Secretaria Estadual de Habitação, afirmou que já vem conversando com a diretoria jurídica da Fiesp para levantar a lista de setores que podem ser contemplados com a exoneração, para então encaminhar proposta à Secretaria da Fazenda.

Participação

Sobre a instituição do Conselho Estadual da Construção, Torres explicou que deveria ser apreciada pelo secretario de Planejamento, e sugeriu que os representantes dos setores presentes – da Mineração e Construção – participassem nas Comissões Técnicas da Secretária da Habitação.

Carlos Eduardo Machado Rodrigues, coordenador do Comitê da Indústria de Mineração (Comin) da  Fiesp, disse ao Secretário que já solicitou a José Anibal, Secretário Estadual de Energia, a participação do setor em um Conselho voltado para estudar soluções sobre mineração. “Hoje, a areia utilizada nas contruções em São Paulo vem de 200 quilômetros de distância, o que encarece muito o custo do insumo”. No Estado de São Paulo há grande potencial mineral, segundo o coordenador, porém pouco explorado. “Os insumos básicos da construção – areia, brita e cimento – que são os bens minerais mais consumidos no mundo, depois da água”, ressaltou Rodrigues.

Silvio Torres explicou aos empresários que o governo estadual já firmou parceria com o projeto Minha Casa Minha Vida para complementar recursos e viabilizar a construção de mais moradias populares. Diminuir o déficit atual de 1,3 milhão de moradias e também o alto índice de moradias inadequadas e em áreas de risco é uma das prioridades do Plano Plurianual, que será anunciado em agosto.

Um dos projetos já em andamento é o da área de recuperação da Serra do Mar, iniciativa que será estendida para todo o litoral paulista, evitando a ocupação desordenada e irregular.

SindusCon-SP realiza em agosto o 83º Encontro Nacional da Indústria da Construção

Agência Indusnet Fiesp (com informações de SindusCon-SP)

Com apoio da Fiesp, o SindusCon-SP realizará, nos dias 10, 11 e 12 de agosto, o 83º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o evento acontecerá no World Trade Center, em São Paulo, com presença confirmada da presidente Dilma Rousseff.

O encontro discutirá temas como habitação, infraestrutura, construção sustentável, inovações tecnológicas, produtividade, competitividade e capacitação de profissionais. Os Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida, bem como a preparação do Brasil para os eventos esportivos dos próximos anos também estarão em pauta.

Nos três dias do evento é esperada a participação de 1.500 empresários, gestores, profissionais de todo o país, além de autoridades. Este será o primeiro Enic que contará com diversas práticas sustentáveis, com o objetivo de estimular os participantes a levá-las para dentro de suas empresas e suas casas.

Serão realizadas ações como neutralização de emissões de carbono, que prevê uma compensação ambiental por meio do plantio de mudas; segregação e destinação adequada de resíduos; utilização de materiais que possam ser reciclados ou reutilizados; e uso de materiais reciclados na confecção de panfletos, folders, banners.

Para saber mais e fazer sua inscrição, acesse o: http://www.enic.org.br/

 

Fiesp pede investimento de R$ 3 trilhões em habitação para os próximos doze anos

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

José Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Deconcic . Foto: Marcel Santana

Para atender às demandas de habitação dos próximos anos e reduzir o déficit habitacional de 6 milhões de moradia, o Brasil precisará investir cerca de R$ 3 trilhões até 2022, conforme estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas, a pedido do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp.

O estudo mostrou que o País precisará aportar, em média, R$ 259 bilhões por ano, até 2022, com a construção de novas moradias e reformas. Isso equivale a 5,8% do Produto Interno Brasileiro (PIB).

Para se ter uma ideia, em 2009, o País bateu recorde de valores financiados e, mesmo assim, como explica a Fiesp, o investimento habitacional de R$ 131 bilhões, chegou a apenas 4,2% do PIB.

De acordo com a Fiesp, este valor seria suficiente para zerar as moradias inadequadas, como favelas e cortiços, e reduziria o déficit habitacional para 1,5%. Para os próximos doze anos, os cálculos FGV apontam para um volume médio de mais de R$ 12 bilhões a cada ano. Seguindo essa tendência, o Brasil chegaria em 2022 com um aporte anual de mais de R$ 333 bilhões.

Desafio

Na avaliação do diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima, essa produção requer o empenho de cinco itens: mão de obra, produtividade, capital, matérias de construção e terrenos.

“Atrair um contingente de 3 milhões de jovens será um desafio que deve vir acompanhado, necessariamente, por um aumento da produtividade da mão de obra de 3% ao ano”, disse o dirigente da Fiesp, nesta segunda-feira (29), durante a 9ª edição do Construbusiness.

Crédito habitacional

Miriam Belchior, coordenadora do PAC. Foto: Marcel Santana

O estudo da FGV ainda mostra que a necessidade de crédito habitacional crescerá no ritmo de 9,4% ao ano. No entanto, as fontes utilizadas hoje pelo setor serão insuficientes, o que, como a aponta a FGV, demandará novas fontes de financiamento. De acordo com a Fiesp, os recursos para os subsídios deverão ser assegurados para o atendimento das necessidades das famílias de menor renda.

A coordenadora do PAC e futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, assumiu compromisso em avançar com projetos habitacionais. “Tanto o PAC 2 quanto a segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida estão com recursos previstos para serem executados e, no caso de habitação, mais de dois milhões de unidades habitacionais”, informou.

Construbusiness

O Construbusiness foi criado em 1997, com periodicidade bienal, passando a anual em 2008. Nos últimos anos ganhou força para mudar situações problemáticas do País.

O Seminário funcionou como alavanca para a elaboração de projetos importantes anunciados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), voltado às obras de infraestrutura, e o Programa Minha Casa, Minha Vida, de habitação.

Por mais de uma década, tradicionalmente, o Construbusiness reúne, por intermédio da Fiesp, mais de 100 entidades do setor de construção com representatividade em âmbito nacional e, ainda, 34 sindicatos ligados ao estado de São Paulo.

Para ver a íntegra dos estudos clique nos links abaixo:

Desonerações na construção civil estão na pauta do novo governo, diz Michel Temer

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Michel Temer (PMDB-SP), vice-presidente da República eleito e presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Marcel Santana

O vice-presidente da República eleito e presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou nesta segunda-feira (29) durante o Construbusiness 2010, realizado na sede da Fiesp, que a desoneração tributária no setor fará parte das preocupações da presidente eleita Dilma Rousseff a partir de 2011.

Ele destacou que, durante a crise econômica internacional no ano passado, o governo não perdeu tempo e promoveu a redução de impostos de vários setores, entre eles o da construção civil.

Segundo Temer, esta desoneração resultou da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 285/08, votada no Congresso Nacional, que determina que “todos têm direito à habitação”. Expedida a norma, a execução se deu no financiamento da construção civil por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, que financia moradias populares.

Por causa desta ação do governo houve um grande incentivo à iniciativa privada no setor, o que ajuda a diminuir o ainda intenso déficit habitacional no País. “O governo Lula fez muito pelo País, mas ainda há muito Brasil pela frente, uma vez que a recuperação vem se dando paulatinamente”, pontuou Temer.

Propostas

Michel Temer ressaltou diretamente ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que de eventos como o Construbusiness é que sairão sugestões adicionais para o governo conduzir bem este tema.

E reiterou: “A presidente Dilma cumprimenta e agradece a todos pela contribuição que este encontro dos negócios da construção fornecerá ao novo governo”, concluiu.

Confira os estudos apresentados no Construbusiness nos links abaixo:

Fiesp lança o Construbusiness 2010

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com mais de 100 entidades ligadas à indústria do setor da construção, lançará, na próxima segunda-feira (29), sugestões para o plano de Estado voltado aos setores de infraestrutura e habitação.

Os levantamentos setoriais foram realizados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela LCA Consultoria e serão apresentados a partir das 9h, durante o Construbusiness 2010 – Brasil 2022: Planejar, Construir, Crescer, que trará perspectivas para os próximos doze anos.

De acordo com os dados, apesar das boas condições macroeconômicas que favorecem o desenvolvimento sustentável, o País ainda carece de algumas condicionantes para dar continuidade ao crescimento econômico.

Ranking

Segundo o diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima, apesar de apresentar um menor grau de vulnerabilidade, o País ainda amarga as últimas posições em infraestrutura. Dados do World Economic Forum mostram que, em um ranking de 22 países, o Brasil está na 18ª colocação.

Em rodovias e ferrovias, a eficiência brasileira fica no penúltimo lugar, ao lado da Colômbia. Em portos, o Brasil está na lanterna. O único destaque positivo, em uma comparação internacional, é a qualidade da oferta de energia, onde aparece na 12ª posição.

Para Oliveira Lima, as propostas do Construbusiness podem elevar o ranking brasileiro e colocar o País entre os cinco mais eficientes em infraestrutura, próximo ao Japão e Coréia do Sul.

“Se conseguirmos eliminar os gargalos e criar sinergia entre os atores públicos e privados, teremos condições de calcar posições adequadas ao nível de desenvolvimento brasileiro”, avalia o diretor da Fiesp.

Investimentos

Já em habitação, para se ter uma ideia, o estudo mostra que o Brasil precisará investir, em média, R$ 255 bilhões por ano, até 2022, com a construção de novas moradias e reformas. Este valor seria suficiente para zerar as moradias inadequadas como favelas e cortiços e reduziria o déficit habitacional para 1,5%.

As entidades envolvidas com o Construbusiness querem mostrar que, para ser sustentável, o investimento deve ser gradual. O estudo revela que o volume investido em habitação em 2010 deveria fechar em R$ 186,34 bilhões.

Para os próximos 12 anos, os cálculos das consultorias apontam para um volume médio de mais de R$ 12 bilhões a cada ano. Seguindo essa tendência, o Brasil chegaria em 2022 com um aporte anual de R$ 333,59 bilhões.

Gargalos

Dentre os entraves na habitação, o estudo aponta:

  • Crescimento da demanda por mão de obra maior do que oferta;
  • Elevação do custo de mão de obra;
  • Perfil de crescimento sem grandes aumentos globais de produtividade;
  • Risco de desindustrialização ou desintegração em alguns setores;
  • Energia mais cara para a produção.

 

Dentro do foco em infraestrutura, os estudos apontam gargalos como:

  • Necessidade de projetos completos com planejamento integrado entre moldais das áreas envolvidas;
  • Insegurança jurídica nos contratos públicos e nos contratos de PPPs;
  • A falta de um tratamento mais uniforme e transparente para os estudos, licenciamentos e gerenciamento;
  • Adequação da Lei de Licitações:
  • Choque de gestão pública – capacitação de pessoal para o volume de demanda;
  • Problemas financeiros e de gestão em empresas estaduais e municipais de saneamento;
  • Indefinições regulatórias nas áreas aeroportuária e portuária.

 

Histórico

O Construbusiness foi criado em 1997, com periodicidade bienal, passando a anual em 2008. Nos últimos anos ganhou força para mudar situações problemáticas do País.

O Seminário funcionou como alavanca para a elaboração de projetos importantes anunciados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), voltado às obras de infraestrutura, além do Programa Minha Casa, Minha Vida, de habitação.

Por mais de uma década, tradicionalmente, o Construbusiness reúne, por intermédio da Fiesp, mais de 100 entidades do setor de construção com representatividade em âmbito nacional e, ainda, 34 sindicatos ligados ao estado de São Paulo.

Brasil precisa investir R$ 260 bilhões até 2022 para zerar o déficit habitacional

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

José Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Deconcic. Foto: Vitor salgado

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp lançará, no dia 29 de novembro, a 9ª edição do Construbusiness. Neste ano, o evento traz propostas com foco na habitação e infraestrutura para até 2022.

Os estudos com os levantamentos setoriais ficarão a cargo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da LCA Consultoria.

Dados preliminares das entidades avaliaram que, apesar das boas condições macroeconômicas que favorecem o desenvolvimento sustentável, o País ainda carece de algumas condicionantes para dar continuidade ao crescimento.

Em relação à Habitação, de acordo com FGV, o Brasil precisará investir cerca de R$ 260 bilhões, até 2022, para acabar com o atual déficit habitacional de sete milhões de moradias. Segundo os dados da Getúlio Vargas, entre 2008 e 2009 foram investidos R$ 140,8 bilhões. Ou seja, metade do necessário daqui para frente.

Para tanto, conforme levantamento da fundação, o governo brasileiro deverá resolver alguns entraves do setor como:

  • Funding para financiamento;
  • Recursos para subsídios;
  • Escassez de mão de obra qualificada;
  • Escassez de material e/ou equipamentos;
  • Escassez de terrenos;
  • Aprovação de projetos nas prefeituras;
  • Licenciamento ambiental;
  • Concorrência desleal com importações;
  • Carga tributária;
  • Industrialização da construção.

 

Apesar de o País apresentar um menor grau de vulnerabilidade, ainda amarga as últimas posições em eficiência de infraestrutura doméstica. Dados do World Economic Fórum mostram que o Brasil, em um ranking de 22 países, está na 18ª colocação geral.

Em rodovias e ferrovias, a eficiência brasileira fica no penúltimo lugar, ao lado da Colômbia. Em portos, o Brasil está na lanterna. O único destaque positivo, na comparação internacional, está na qualidade da oferta de energia, onde o País aparece na 12ª posição.

“Não se trata mais de um projeto de governo, mas sim de Estado. Um projeto que vai além das obras necessárias à realização da Copa do Mundo e da Olimpíada”, argumentou José Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, que completou: “Precisamos estar alertas às oportunidades para melhor conduzir o Brasil”.

Plano Municipal de Habitação

Ricardo Pereira Leite, secretário de Habitação do Município de São Paulo. Foto: Vitor Salgado

Durante a reunião para definir os projetos que serão apresentados na 9ª edição do Construbusiness, o secretário de Habitação do Município de São Paulo, Ricardo Pereira Leite, apresentou o plano diretor de Habitação para a cidade de São Paulo até 2024.

Os dados mostram que atualmente cerca de 810 mil famílias vivem em situação inadequada em São Paulo. Mas o secretário ressalta que a maioria depende apenas de obras de infraestrutura e do processo de regularização fundiária para se integrar à cidade formal.

“Se levarmos infraestrutura para esses lugares, não há necessidade da remoção, ao contrário de outros lugares, cujas moradias estão localizadas em áreas de riscos”, explicou o secretário. Ele ainda ressaltou que uma das maiores dificuldades do plano de habitação é identificar terrenos que possam suprir a necessidade do setor.

“Há carência de terrenos e a solução é verticalizar a habitação popular. Só que nesse caso aparecem outros problemas como o condomínio”. De acordo com Pereira Leite, a Secretaria vem negociando junto ao setor privado parcerias na manutenção dos edifícios, principalmente em relação aos elevadores.

O déficit habitacional real para famílias que saem de áreas de risco que estão em urbanização é de 130 mil unidades habitacionais. Além disso, a projeção do crescimento populacional para 2024 aponta para um déficit de 610 mil novas moradias para famílias que surgirão no período e cuja renda deverá ser inferior a três salários mínimos.

O total de moradias a serem construídas demandará 39 km² de terreno e R$ 58 bilhões para serem viabilizadas. Atualmente, 71% dos investimentos em habitação na capital são municipais, 10%, estaduais e 19%, federais.

Para atender a toda a demanda serão necessários mais recursos, no valor de R$ 3,4 bilhões ao ano, o que significa a necessidade de mais aporte da esfera federal. Assim, pela proposta do plano diretor, para aumentar o volume de investimentos, a fonte dos recursos terá de ser 26% municipal, 12% estadual e 62% federal.

Construbusiness

O Construbusiness foi criado em 1997, com periodicidade bienal, passando a anual em 2008. Nos últimos anos ganhou força para mudar situações problemáticas do País.

O Seminário funcionou como alavanca para a elaboração de projetos importantes anunciados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), voltado às obras de infraestrutura, e o Programa Minha Casa, Minha Vida, de habitação.

Por mais de uma década, tradicionalmente, o Construbusiness reúne, por intermédio da Fiesp, mais de 100 entidades do setor de construção com representatividade em âmbito nacional e, ainda, 34 sindicatos ligados ao estado de São Paulo.

Estudo do Construbusiness alerta vulnerabilidade de obras públicas

Agência Indusnet Fiesp

José Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Deconcic. Foto: Kenia Hernandes

A Fiesp lançará, no dia 29 de novembro, a 9ª edição do Construbusiness. Neste ano, o evento traz propostas com foco na habitação e infraestrutura para até 2022. Os estudos com os levantamentos setoriais ficarão a cargo da Fundação Getúlio Vargas e da LCA Consultoria.

Dados preliminares das entidades avaliaram que, apesar das boas condições macroeconômicas que favorecem o desenvolvimento sustentável, o País ainda carece de algumas condicionantes para dar continuidade ao crescimento econômico.

“Não se trata mais de um projeto de governo, mas sim de Estado. Um projeto que vai além das obras necessárias à realização da Copa do Mundo e da Olimpíada”, argumentou José Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp que completou: “Precisamos estar alertas às oportunidades para melhor conduzir o Brasil”.

Dentre os entraves na habitação, a versão preliminar dos relatórios aponta:

  • Crescimento da demanda por mão de obra maior do que oferta;
  • Elevação do custo de mão de obra;
  • Perfil de crescimento sem grandes aumentos globais de produtividade;
  • Risco de desindustrialização ou desintegração em alguns setores;
  • Energia mais cara para a produção.Dentro do foco em infraestrutura, os estudos apontam gargalos como:
  • Baixa qualidade dos projetos existentes, por falta de planejamento;
  • Paralisação das obras: insegurança jurídica;
  • Maior independência das agências reguladoras;
  • Falta de planejamento provoca tanto escassez de projetos quanto diminuição do estoque atual;
  • A falta de um tratamento mais uniforme e transparente para o licenciamento ambiental;
  • Informações insuficientes ou mal especificadas nas licitações;
  • Necessidade de aceleração do processo de universalização do saneamento: água, esgoto, drenagem resíduos sólidos. O estudo apontou que 23 milhões residências ainda carecem de acesso ao esgoto.

 

Riscos

O dirigente da Fiesp ressalta que apesar de o País apresentar um menor grau de vulnerabilidade, ainda amarga as últimas posições em eficiência da infraestrutura doméstica. Dados do World Economic Forum mostram que o Brasil, num ranking de 22 países, está na 18ª colocação geral.

Em rodovias e ferrovias, a eficiência brasileira fica no penúltimo lugar, ao lado da Colômbia. Em portos, o Brasil está na lanterna. O único destaque positivo, em uma comparação internacional, é a qualidade da oferta de energia, onde aparece na 12ª posição.

Para Oliveira Lima, as propostas do Construbusiness podem elevar o ranking brasileiro e colocar o País entre os cinco mais eficientes em infraestrutura, próximo ao Japão e Coréia do Sul. “Se conseguirmos eliminar a ineficiência pública, até 2022 conseguiremos elevar a posição brasileira”, concluiu o diretor da Fiesp.

Fiesp lança a 9º edição do Construbusiness

Agência Indusnet Fiesp,

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançará na próxima terça-feira (10), às 8h30, em café da manhã, a 9ª edição do construbusiness, que neste ano formulará pautas nas áreas de habitação e infraestrutura para os próximos 12 anos.

Na ocasião, o Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da entidade irá expor as bases do estudo que vem sendo produzido pela LCA Consultores e pela Fundação Getúlio Vargas.

Todas as propostas serão apresentadas em 29 de novembro e encaminhadas aos governos estadual, federal e às duas esferas do Legislativo.

Dentro do foco em habitação e infraestrutura, o Construbusiness 2010 também trará propostas à:

  • Gestão pública – eficiência, agilidade e segurança jurídica;
  • Qualificação de mão de obra – capacitação de mão de obra técnica, gerencial e operacional, e também dos gestores públicos, com melhores garantias para os agentes públicos tomarem decisões;
  • Infraestrutura urbana – garantia de mobilidade e acessibilidade, elevação da eficiência nos transportes públicos, redução do impacto ambiental e de emissões, além de saneamento básico;

Sustentabilidade – ênfase em disponibilidade de recursos e projetos. Não somente para as questões ambientais, como também econômico, social e cultural;

Apesar de o País apresentar um menor grau de vulnerabilidade, ainda amarga as últimas posições em eficiência da infraestrutura doméstica. Dados do World Economic Fórum mostram que o Brasil, em um ranking de 22 países, está na 18ª colocação geral.

Em rodovias e ferrovias, a eficiência brasileira fica no penúltimo lugar, ao lado da Colômbia. Em portos, o Brasil está na lanterna. O único destaque positivo, em uma comparação internacional, está na qualidade da oferta de energia, onde o País aparece na 12ª posição.


Construbusiness
O Construbusiness foi criado em 1997, com periodicidade bienal, passando a anual em 2008. Nos últimos anos ganhou força para mudar situações problemáticas do País. O Seminário funcionou como alavanca para a elaboração de projetos importantes anunciados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), voltado às obras de infraestrutura, e o Programa Minha Casa, Minha Vida, de habitação.

Por mais de uma década, tradicionalmente, o Construbusiness reúne, por intermédio da Fiesp, mais de 70 entidades do setor de construção com representatividade em âmbito nacional e, ainda, 34 sindicatos ligados ao estado de São Paulo.

Meta habitacional depende de R$ 23 bilhões anuais da União

Thiago Eid, Agência Indusnet Fiesp

Jorge Hereda, vice-presidente da Caixa Econômica Federal. Foto: Kênia Hernandes

Para que a próxima década consiga manter o atual ritmo do Plano Nacional de Habitações, que garantiu um milhão de moradias em 2009, seria necessário investimento de R$ 23 bilhões anuais do governo federal, avaliou Jorge Hereda, vice-presidente da Caixa Econômica Federal.

Na tarde desta segunda-feira (30), durante o 8º Congresso Brasileiro da Construção (Construbusiness), o vice-presidente afirmou que “outros R$ 4 bilhões, subsidiados pelo Fundo de Garantia, devem ser revertidos à habitação para que o programa tenha sucesso”.

Ele lembrou que a média anual, há bem pouco tempo, era de 200 mil construções por ano, resultado baixo em vista da demanda nacional. “Na Caixa queremos aumentar em 41% o investimento para financiamentos habitacionais”, revelou.

Para que isso ocorra, Hereda defende a necessidade de atrelar o desenvolvimento de programas habitacionais a 10 % do PIB, pelo menos. “A meta a partir de hoje é trabalhar com um milhão de casas por ano, ou mais. Não podemos pensar em números menores”, sublinhou.

Eficiência Institucional

Junia Santa Rosa, da Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades. Foto: Kênia Hernandes

Para ela, a questão é de “eficiência institucional”.Para Junia Santa Rosa, representante da Secretaria Nacional da Habitação, do Ministério das Cidades, falta qualificação às mediações entre a política pública e a aprovação efetiva dos projetos.

“Não podemos pensar no desenvolvimento habitacional se as prefeituras, por exemplo, continuarem sem estrutura para receber políticas mais amplas”, advertiu.

“As prefeituras têm que reduzir seus prazos para análise e aprovação final do projeto. Sem essa agilidade o processo fica prejudicado”, reiterou.

Estas defasagens no setor público, explicou a representante do ministério, dificultam a transferência de recursos ao subsídio habitacional, principalmente para o chamado Grupo 1: parcela da população que não é economicamente capaz de tomar financiamentos.

“Nosso maior desafio é conseguir transformar os R$ 17 bilhões reservados em subsídio de massa aos que mais precisam”, esclareceu.

Déficit x terceirização

Lair Alberto Soares, secretário de Habitação do estado de São Paulo. Foto: Kênia Hernandes

O secretário da Habitação do estado de São Paulo, Lair Alberto Soares, também levantou a necessidade de capacitação das prefeituras para a regularização e adequação de políticas urbanas.

Dessa maneira, o secretário afirmou que, na grande São Paulo, onde estão concentrados 54% do déficit habitacional do Estado, medidas nesse sentido já foram tomadas. “O tempo médio de aprovação de projetos, hoje em dia, é de 58 dias. Já chegou a demorar até um ano e meio”.

De acordo com Lair Soares, incrementar a terceirização dos serviços de análise e repasse dos recursos, sob a gerência estatal, contribuiria para andamento das demandas.