Governo da Alemanha quer o Brasil como parceiro forte e com novos acordos comerciais

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O primeiro painel de discussões do 31º Encontro Econômico Brasil–Alemanha  – evento que acontece até esta terça-feira (14/05), na capital paulista – abordou o tema parceria estratégica e econômica entre os dois países e contou com a presença do ministro Fernando Pimentel, que analisou as formas de fomentar parcerias cada vez mais efetivas de lado a lado. No entendimento do ministro, há um forte impulso para o fortalecimento da cooperação (leia mais aqui).

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Anne Ruth Herkes, secretária de Estado do Ministério de Economia e Tecnologia da Alemanha. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Anne Ruth Herkes, secretária de Estado do Ministério de Economia e Tecnologia da Alemanha, enfatizou o interesse de seu país em se engajar cada vez mais com o Brasil, criando novas parcerias e desenvolvimento. “Nosso objetivo é cada vez mais aprofundar nossas relações, com muito otimismo e trabalho”, disse.

Ela acrescentou: “Fazemos parte do mesmo sistema de valores. Queremos o Brasil como parceiro forte, com novos acordos comerciais, para trabalharmos ainda com mais profundidade. Precisamos identificar o que queremos para os nossos países. Um acordo de bitributação é importante neste momento”.

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Robson Andrade, da Confederação Nacional das Indústrias. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade, destacou os benefícios que um intercâmbio com a Alemanha pode trazer ao Brasil. “A indústria brasileira passa por dificuldades em competitividade”, pontuou, acrescentando que a indústria alemã é “um exemplo a ser seguido por nós: preparada para concorrência com o mercado internacional, inovadora e avançada”.

Conforme Andrade, uma grande oportunidade é a criação de parceiras em inovação tecnológica. “O Brasil é grande oportunidade de investimentos para todos os países”, destacou, ressaltando que uma indústria forte e a criação de um acordo de tributação devem ser olhadas com atenção pelos governos.

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Stefan Zoller, do BDI. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Já o presidente do Conselho para o Brasil do BDI, Stefan Zoller, enfatizou a expectativa de que as parcerias “adentrem uma nova dimensão, com relacionamentos novos e ainda mais produtivos”. De acordo com ele, as pautas entre os dois países são próximas, principalmente em tecnologias verdes: “O ambiente é muito propício para o desenvolvimento mútuo”, salientou.

Ao encerrar o painel, Ingo Ploger, presidente do Conselho Empresarial da América Latina, indicou as novas dimensões comerciais internacionais: “Deve haver um trabalho muito forte entre os governos brasileiro e alemão para tecermos acordos com visão a longo prazo”, concluiu.