Micro e pequeno empresas devem ter atenção às vendas por dispositivos móveis

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A importância dos canais nas vendas para o sucesso de uma empresa de micro e pequeno porte foi o tema do painel apresentado por Samy Dana, professor de carreira na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), durante o seminário da Micro e Pequena Indústria, realizado nesta terça-feira (07/10).

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Samy Dana: empresas precisam estudar como podem fisgar o interesse de quem passa cada vez mais tempo conectado. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Dana chamou especial atenção para os canais digitais. “O faturamento do comércio eletrônico será de R$ 28,8 bilhões em 2014”, disse ele, fundador e coordenador do Núcleo de Criatividade, Cultura e Comportamento da FGV-SP.

O professor também destacou o crescimento do mobile commerce, o comércio por  intermédio de dispositivos móveis.  “Classes C e D usam o celular para se conectar à internet”, reforçou.

Portanto, recomendou o docente, antes de se preocupar com apenas um único canal de vendas, as empresas precisam entender que os clientes usam vários canais e estudar como podem fisgar o interesse de quem passa cada vez mais tempo conectado. “Eles vão às lojas,  usam e-mails e se conectam por aplicativos. Empresários têm a falsa impressão que atuam em todos esses canais”, alertou Dana.

O seminário da Micro e Pequena Indústria – Vender Mais e Melhor é uma iniciativa do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp.

Ministro da Saúde revela apoiar isonomia tributária para produtos médicos brasileiros

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse concordar com o pleito da Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), que busca obter isonomia tributária para produtos médicos brasileiros. O pleito foi apresentado momentos antes pelo coordenador do comitê do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Bio Brasil) da Fiesp, Ruy Baumer, em seminário realizado nesta sexta-feira (26/09).

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Ruy Baumer pede isonomia tributária ao ministro da Saúde, Arthur Chioro: “Nessas condições não há como competir. A desvantagem é total e injusta.” Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Diante do ministro, Baumer reiterou a necessidade de um ajuste tributário. “Órgãos como hospitais públicos, universitários e hospitais sem fins lucrativos, constitucionalmente, podem importar produtos médicos sem imposto, sem nenhum tributo. Quando a aquisição ocorre no mercado local pagam-se todos os impostos. No caso de equipamentos médicos, o imposto chega a 48%.”

Para Baumer, a discrepância tributária onera a indústria brasileira. “Nessas condições não há como competir. A desvantagem é total e injusta.”

Baumer afirmou ainda que o interesse da indústria não é prejudicar as importações, mas, sim, apenas concorrer nas mesmas condições existentes para os produtos importados.

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Baumer: interesse da indústria não é prejudicar as importações, mas, sim, apenas concorrer nas mesmas condições existentes para os produtos importados. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo o ministro Chioro, há concordância por parte do ministério em relação ao pleito. “Apoio a possibilidade da indústria nacional trabalhar em bases análogas às dos produtos estrangeiros”, afirmou.

Chioro revelou, inclusive, a realização de uma conversa com a presidente Dilma Rousseff sobre o tema.

“Por parte do ministério há concordância com tudo o que puder aumentar a capacidade de atendimento da população. A isonomia tributária pode ser um ganho muito grande para os prestadores públicos e privados e para o desenvolvimento da indústria nacional, com geração de empregos e qualidade de vida para a população”, assinalou Chioro.

No evento, o ministro apresentou ainda números de sua pasta e falou sobre a realização das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP). A medida tem a finalidade de consolidar novo marco regulatório na gestão de acordos entre instituições públicas e privadas que visam produzir medicamentos, equipamentos e materiais estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

>> Parcerias de Desenvolvimento Produtivo são essenciais para o país, afirma ministro da Saúde 

>> Vencedor da 2ª edição do Hackathon/Fiesp apresenta projeto ao ministro da Saúde

‘Atleta do Futuro’ vai atender cerca de 800 crianças e jovens em Vargem Grande Paulista

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp, de Vargem Grande Paulista

O Programa Atleta do Futuro (PAF), iniciativa do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), chegou a Vargem Grande Paulista neste sábado (23/09). A parceria para o desenvolvimento do programa esportivo irá atender 796 jovens entre seis e 17 anos.

José Montanaro Júnior, gestor da modalidade de vôlei do Sesi-SP, representou a entidade na solenidade, realizada no Centro de Atendimento ao Idoso do município, localizado a aproximadamente 50 quilômetros da capital.

Montanaro, durante seu discurso, ressaltou a importância de os jovens terem contato com o esporte desde cedo.

“Dediquem-se ao esporte, sem se esquecer dos estudos”, aconselhou ao falar com dezenas de crianças da região presentes. “Sonhem. Não tenho dúvida que o esporte pode mudar a vida de vocês, como mudou a minha”, completou Montanaro.

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Montanaro: "Esporte pode mudar a vida de vocês, como mudou a minha”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para o prefeito de Vargem Grande Paulista, Roberto Rocha, o Sesi-SP é uma referência na formação de esportistas e cidadãos. “Esse projeto dará chance para que nossas crianças se destaquem. Só a participação no PAF já torna nossas crianças vencedoras, pois elas terão seu espirito de cidadania desenvolvido durante essa experiência”, disse.

Na visão de Paulo Afonso Gaspar, secretário de Esporte, Educação e Turismo do munícipio, o programa prioriza o esporte, fator que contribui para o crescimento do cidadão. “Acredito que muitas crianças aqui da cidade têm condições de vencer campeonatos e até participar de Olímpiadas”, afirmou.

Segundo Milton Ribeiro, diretor de Esportes de Vargem Grande Paulista, o Sesi-SP entra na “batalha”, ao lado da prefeitura, para melhorar a condição e as perspectivas de vida dos jovens da cidade.

Após a cerimônia, uniformes do PAF fora distribuídos para as crianças.

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PAF atenderá cerca de 800 jovens na cidade. Foto. Tâmna Waqued/Fiesp


O PAF

O programa contempla crianças e jovens entre 6 e 17 anos e as atividades estão organizadas em três fases, adequadas para cada faixa etária.

Além da prática esportiva com professores capacitados, os alunos do PAF recebem orientação em temas transversais como saúde, trabalho, consumo consciente, meio ambiente e pluralidade cultural, dentre outros. Os instrutores trabalham para difundir valores como ética, superação, autoestima e socialização, com o intuito de ajudar o aluno a se desenvolver de modo pleno.

Na fase que compreende crianças entre seis e oito anos, os instrutores trabalham para promover qualidade de vida, integração e socialização por meio de jogos e brincadeiras lúdicas. A partir dos oito anos, os participantes iniciam a prática esportiva, conhecendo as diversas modalidades e suas diferenças.

Então, dos 11 aos 17 anos, os alunos optam por uma modalidade e realizam treinos específicos. Nesta fase, os atletas podem representar a equipe do Sesi-SP em competições estaduais e nacionais.

Por se tratar de programa de formação esportiva com metodologia própria do Sesi-SP, as aulas esportivas são complementadas por intensa programação nos finais de semana com a participação da família. Todos os profissionais envolvidos passam por capacitações e os alunos têm acesso a todos os materiais necessários para a prática de diferentes modalidades de esporte.

Decreto 8.243, que institui a Política Nacional de Participação Social, é debatido na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O decreto 8.243 cria uma democracia aparente no Brasil, dando espaço para ações autoritárias por parte do poder executivo. A avaliação é de Dircêo Torrecillas Ramos, livre docente da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Comissão de Ensino Jurídica da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).

Convidado da reunião do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta segunda-feira (18/08), realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Ramos analisou o decreto, de 23 de maio de 2014, que institui a Política Nacional de Participação Social (PNPS).

Para Ramos, o decreto cria um cenário para a existência de um poder unilateral no Brasil, que funcionaria com base em “critérios de uma única ideologia, que filtra os fatos, censura-os, manipula-os a seu bel-prazer, sem dar valor ao diálogo ou à diversidade”.

Para Ramos, o 8.243 abre espaço para a “ilegalidade e promoção de atos totalitários no futuro”. “No artigo 10 do decreto encontramos que atores políticos importantes podem ser indicados e ter paridade com representantes eleitos pela sociedade”.

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Ramos: decreto abre espaço para promoção de atos totalitários no futuro. Foto: Helcio Nagamine

Na análise de Ramos, o decreto prevê ao menos 50% de participação de representantes do governo em conselhos e órgãos representativos. “Fica, assim, fácil aprovar pautas do interesse do executivo, afetando a autonomia do poder legislativo”.

O 8.243  cria também a Mesa de Monitoramento, que coordenará e encaminhará as pautas dos movimentos sociais aos tomadores de decisão. “Será que a mesa encaminhará todas ou só aquelas que interessam o poder executivo?”, questiona. Além disso, informou Ramos, a mesa poderá monitorar até a ação de ministros, ferindo cláusula pétrea da constituição brasileira.

Superpoderes

Outra situação criada pelo decreto é a instauração de um “ministro com superpoderes”. Trata-se do Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, cargo que passaria a usufruir de vastos poderes, monitorando respostas dos movimentos sociais, com a possibilidade de policiar programas e demandas da participação social.

Além disso, o ministro também poderá convocar reuniões interministeriais.

Reações contrárias ao decreto

O decreto 8.243 ganhou grande publicidade em maio deste ano.

Para Ruy Altenfelder Martins Silva, presidente do Consea, a edição do decreto transforma o poder executivo no verdadeiro e único poder, reduzindo a importância do Congresso Nacional.

Já Ivette Senise Ferreira, vice-presidente do conselho, classificou o projeto como “infeliz”. “A classe jurídica se manifesta contra a promulgação desse projeto”, revelou.

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Altenfelder: edição do decreto transforma o poder executivo no verdadeiro e único poder. Foto: Helcio Nagamine

Para o vice-presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, Celso Monteiro de Carvalho, a sociedade precisa “rejeitar fortemente tal ação autoritária”.

Para gerente da Abeaço, desafio é fazer o consumidor final devolver embalagens de aço

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Thais Fagury, gerente da Abeaço: Centro Prolata de Reciclagem é o primeiro do Brasil a trabalhar formalmente dentro das normas da PNRS. Foto: Divulgação

O consumidor final de embalagens de aço é parte fundamental na viabilização da logística reversa do setor, defende Thais Fagury, gerente executiva da Associação Brasileira de Embalagens de Aço (Abeaço). Para estimular uma mudança de comportamento, a Abeaço já trabalha na implantação de plataformas de acompanhamentos nas quais o consumidor pode devolver as embalagens.

Essa é apenas uma das iniciativas que a cadeia produtiva vem realizando para se adequar às demandas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada no dia 2 de agosto de 2010 pela lei 12.305.

Em entrevista ao site da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Thais, que participou no final de julho de uma reunião da Câmara Ambiental da Indústria Paulista (Caip) da entidade, detalha outras ações da Abeaço como a criação do Prolata, um centro de reciclagem com capacidade de receber duas mil toneladas de embalagens de aço.

Confira abaixo a entrevista:

Quais são os desafios do seu setor para poder viabilizar a implantação da logística reversa?

Thais Fagury – O principal desafio é adesão do consumidor final em retornar as embalagens de aço pós-consumo. Para isso, implementaremos uma plataforma de acompanhamento com foco nos consumidores, os quais poderão entregar as suas embalagens em postos credenciados. A cada quilo de embalagem devolvida o consumidor acumulará um ponto. Os pontos serão vinculados ao CPF do consumidor. Os mesmos poderão ser resgatados semestralmente em dinheiro ou em forma de cursos ou serviços.

Quais são as ações do setor para adequação dos resíduos sólidos, principalmente quanto à viabilização da logística reversa?

Thais Fagury – Em outubro de 2013, a Abeaço e mais 15 empresas associadas inauguraram o primeiro Centro Prolata de Reciclagem. O centro conta com apoio e parceria da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tinta (Abrafati) e da Gerdau. O espaço tem capacidade para receber e reciclar até duas mil toneladas de embalagens de aço pós-consumo por mês. As embalagens são classificadas, prensadas e enviadas para siderúrgicas transformarem o material em novo aço. O centro é o primeiro do Brasil a trabalhar formalmente dentro das normas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

A Abeaço atua como Associada Honorária, ajudando com sua experiência no desenvolvimento das atividades da Prolata. O Prolata funciona como facilitador ao sistema de logística reversa convencional. Os consumidores podem levar as embalagens de aço pós-consumo direto para os centros ou para cooperativas e sucateiros parceiros do programa. Já o lojista precisa aderir ao programa, via Associação, para participar.

Outros centros de reciclagem serão criados nas cidades que sediaram a Copa do Mundo e serão autossuficientes, ou seja, as fontes de recursos para a manutenção serão obtidas com a venda dos materiais reciclados e atividades desenvolvidas junto à população. Todos os centros serão vinculados às siderúrgicas que garantirão a compra do material.

Haverá também o credenciamento de cooperativas ao programa. Na primeira etapa serão 50, as quais serão mapeadas, diagnosticadas e treinadas. Após o treinamento receberão acompanhamento mensal para melhorias no dia-a-dia das cooperativas.

Ainda podemos citar o programa “Aprendendo com o Lataço” que trabalha o consumo consciente com crianças e adolescentes. Desde o seu início, em 2007, o programa já atendeu mais de 280 mil jovens e crianças. A ideia com a Prolata é disseminar o conhecimento através dos municípios.

A implementação da logística reversa do setor considera os produtos importados? Para quem será repassado o custo?

Thais Fagury – Sim, os produtos importados estão considerados. Não há custo neste caso. O aço é autossustentável e a embalagem de aço pós-consumo, ainda que importada, irá para beneficiamento com a produção de novo aço. A lata pós-consumo entra como matéria prima de processo e não como resíduo.

Como os produtos importados do seu setor estão sendo tratados pelas esferas legislativas do governo?

Thais Fagury – Há pequena parcela de latas importadas no mercado. Por enquanto estão sendo tratadas de forma igual às embalagens de aço nacionais.

>> Setor de defensivos agrícolas investe em melhoria da malha para implantar logística reversa, explica gerente do inpEV

Diretor da Fiesp participa de fórum de sustentabilidade promovido pela Folha

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Nelson Pereira dos Reis: é urgente a criação de um código ambiental que supere os entraves burocráticos e que confira mais responsabilidades para as empresas e menos controle para órgãos licenciadores. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Nelson Pereira dos Reis, foi um dos convidados do Fórum de Sustentabilidade, evento promovido pelo jornal Folha de S. Paulo no Museu da Imagem e Som (MIS), em São Paulo.

Em sua fala no fórum, na manhã desta terça-feira (03/06), o diretor abordou questões relacionadas aos chamados “excessos” da burocracia ambiental, fator que, em sua visão, engessa a implantação de novos projetos no Brasil. “Em muitos casos, um empreendimento pode demorar até cinco anos para obter uma licença ambiental”, afirmou.

De acordo com Pereira dos Reis, é necessária a construção de um novo arcabouço legislativo, que dê rapidez e precisão às normas ambientais, as quais, além de existirem em grande quantidade, são, em muitos casos, ineficazes. “Temos cerca de mil normas ambientais, muitas delas ultrapassadas, com objetivos opostos e em superposição”, argumentou.

Segundo o diretor da Fiesp, é urgente a criação de um código ambiental que supere os entraves burocráticos e que confira mais responsabilidades para as empresas e menos controle para órgãos licenciadores.

Pereira dos Reis disse que a descentralização das tomadas de decisão também é uma saída boa para a superação do entrave burocrático. Para ele, estados e municípios devem atuar sobre essas questões, com atenção às especificidades locais, para maiores ‘ganhos ambientais’ e com celeridade legislativa.

O painel teve a participação de André Ferretti, coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.  Na opinião de Ferretti, o país evolui em leis, mas os órgãos ambientais não acompanham essa evolução e não cumprem seus papéis. “Essa burocracia atrapalha o próprio setor”, disse.


Projetos inovadores do Senai-SP são exibidos no Congresso da Micro e Pequena Indústria

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) também marcou presença na edição 2014 do Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

No evento realizado nesta segunda-feira (26/05), a instituição expôs no Hotel Renaissance, em São Paulo, projetos inovadores que repensam práticas comuns nas indústrias.

Saiba mais sobre alguns deles:

Cockpit Simulador de Empilhadeira

Criado em parceria com a empresa Zaxistools, o maquinário mantém a ergonomia das empilhadeiras reais, com objetivo de formar operadores qualificados na função.

O projeto já está em fase piloto em três unidades do Senai-SP, em São Bernardo do Campo, Osasco e Jundiaí. E atende nesta fase inicial cerca de 90 alunos.

“O equipamento otimiza custos e potencializa o aprendizado dos futuros trabalhadores, que alternam contato com maquinário real e com o cockpit”, explica Gustavo Oliveira, gerente de projeto da empresa parceira Zaxistools.

“O projeto está à disposição desde novembro de 2013, com previsão de expansão, e gera capacitação harmoniosa entre máquina e aluno”, completa Angela Puhlmann, assessora técnica da Gerência de Inovação e Tecnologia do Senai-SP.


Eficiência Energética

Outro projeto interessante do Senai-SP é o atendimento às empresas para melhoria de eficiência energética.

O engenheiro eletrônico e técnico em ensino, Silvio Luiz Amalfi, da Escola Jorge Mahfuz, em Pirituba, explica muitas das micro e pequenas empresas não são profissionalizadas desconhecem fatos básicos para a redução de gastos com energia.

“Atendemos empresas, prestamos consultoria e fazemos um diagnóstico por meio da utilização de equipamentos de última geração, para a melhoria da eficiência energética da planta de uma indústria, por exemplo”, explica Amalfi.

Segundo ele, as ações do Senai-SP reduzem em média de 20% a 25% dos gastos elétricos de micro e pequenas empresas.


Design Revolucionário

Um dos projetos mais interessantes em exposição foi o “Ambulância”.

Nascido de uma demanda de uma pequena empresa transformadora de interiores de veículos, de São Caetano, o projeto idealizado pelos jovens designers do Senai-SP Guilherme de Carvalho, 27 anos, e Ana Lúcia Domingues, 30, já venceu o Idea Brasil, maior prêmio do design brasileiro, e, atualmente está exposto no Museu Henry Ford, em Nova York.

O projeto repensa a maneira como pacientes, médicos e enfermeiros são transportados dentro das ambulâncias, e também como o material utilizado nos interiores dos veículos. O resultado do projeto é uma ambulância que parece vir do futuro. Além de econômica.

Carvalho explica que o projeto nasceu a partir de entrevistas realizadas com enfermeiros e médicos.  Assim os designers entenderam as necessidades desses profissionais. “Fizemos uma extensa pesquisa”, disse.

Os dois basearam a estrutura do novo design com o polímero “ultra resistente” ABS.

O novo design reduz o peso do veículo em 250 quilos, o que gera redução de gastos com combustíveis e problemas mecânicos.

“O projeto agora está em fase de capacitação e pode revolucionar a maneira como as pessoas pensam as ambulâncias”, conclui Ana Lúcia.

Modelos de gestão empresarial são tema de painel do MPI 2014

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Roy Martelanc, professor da FIA: análise de desvios é importante por levar à correção de planos e à revisão de metas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Especialistas em gestão empresarial participaram, no fim da manhã desta segunda-feira (26/05), do painel “Gestão, Controle e Resultados: Domine sua Empresa”, parte da programação do Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI). O evento é uma realização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Roy Martelanc, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), falou sobre modelos de gestão e formas de controle que podem melhorar o desempenho das indústrias. “O controle estabelece metas e objetivos por meio de planejamentos que contemplem diversos cenários”, afirmou Martelanc.

O processo seguinte, de acordo com o professor da FIA, leva em consideração a execução do planejamento, “através da mensuração e comparação da análise de desvios”.

“É nesse momento que o controle de gestão começa.”

Segundo ele, a análise de desvios é importante porque “leva à correção de planos e à revisão de metas, e também à correção de execução de planos”.

Martelanc também citou os atuais modelos de gestão empresarial. “Temos o modelo de gestão de empresas abertas, as quais possuem foco em lucro, com gerenciamento de resultados”, afirmou.

Outros modelos abordados pelo palestrante foram o modelo de grupo estável e o novo modelo, o empreendedor, que se caracteriza por empresas e indústrias “com alta carga de informalidade e personalismo.”


Enterprise Resource Planning

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Fernando José Gonzalez, consultor do Instituto Mauá: ERP aumenta a produtividade. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em seguida, Fernando José Gonzalez, consultor empresarial do Instituto Mauá de Tecnologia, falou sobre Enterprise Resource Planning (ERP).

Para Gonzalez, o ERP é importante para as micros e pequenas indústrias, porque “aumenta a produtividade, eliminando interferências, com centralização e segurança de informações, e redução de despesas administrativas e controle de processos”.

Sérgio Approbato Machado Júnior, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon-SP) também esteve presente ao painel.

Machado Júnior ressaltou a necessidade da informação de qualidade para as tomadas de decisão em gestão empresarial. Na sua visão, a contabilidade também é um quesito que deve ganhar atenção por parte dos empresários.


NR 12

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Luciana Freire. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A Norma Regulamentadora 12 (NR12) foi abordada durante o encontro. A norma, bastante criticada pelos empresários, estabelece as medidas de segurança e higiene do trabalho manutenção de máquinas e equipamentos, visando à prevenção de acidentes do trabalho.

Para Luciana Freire, gerente do Jurídico Estratégico da Fiesp, muitos microempresários estão encontrando dificuldades para se adequarem à norma. Segundo ela, as empresas não foram propriamente consultadas.

“A saída seria uma revisão da norma”, disse.

Senai-SP inaugura escola móvel de Estruturas Aeronáuticas em São Bernardo do Campo

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp, de São Bernardo do Campo

O presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, apresentou, no fim da tarde desta quinta-feira (22/05) a escola móvel de Estruturas Aeronáuticas, segunda unidade da instituição nesses moldes dirigida ao setor de aviação civil.

A escola móvel, que recebeu investimento de R$ 1,4 milhão, foi inaugurada oficialmente em solenidade na Escola Senai Almirante Tamandaré, em São Bernardo do Campo.

“É através da educação que as pessoas atingem a emancipação”, disse o presidente, que acrescentou que investir em educação representa pensar no futuro e na saúde do país em que vivemos.

Skaf com os alunos na nova escola: emancipação. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf com os alunos na nova escola: emancipação. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


“O melhor investimento é o investimento em pessoas”, resumiu.

Atendendo demandas

Ricardo Terra, diretor técnico do Senai-SP, destacou a evolução da instituição na formação de mão de obra qualificada para as indústrias. “O Senai-SP nasceu com foco na formação profissional. E hoje trabalhamos na fronteira do conhecimento e do mercado.”

A evolução do mercado aeronáutico impõe grandes desafios à indústria brasileira, segundo Terra. “Com mais essa escola móvel, trabalhamos para atender com excelência todas as demandas”, afirmou.

Projetada para atender o segmento de aviação civil, e concebida com tecnologia de ponta, a unidade móvel vai oferecer cursos de capacitação profissional relacionados à estrutura das aeronaves. A carga horária varia de 40 a 160 horas, com foco na formação inicial e continuada e no aperfeiçoamento profissional.

O programa inclui conteúdos sobre identificação e característica dos materiais utilizados nas estruturas aeronáuticas, fadiga de materiais, tecnologias de fabricação aeronáutica, fixação de estruturas, superfície de controle de voo, operação hidráulica dos comandos, reparos estruturais em aeronaves, corrosão em superfícies aeronáuticas, pintura de aeronaves, processo de moldagem, rebites aeronáuticos e sistemas de proteção.

O objetivo do Senai-SP é disponibilizar a escola móvel para todo o estado de São Paulo e atender a demanda por formação de mão de obra especializada para o setor.

Essa é a segunda unidade móvel projetada para o setor aeronáutico. A primeira, lançada em 2013, é a Escola Móvel de Aviônicos, que atende os segmentos de manutenção e fabricação, contemplando toda a eletrônica embarcada presente nas aeronaves, como sistema de navegação, comunicação e controle de voo.

Visita à obra do Senai-SP

Mais cedo, em São Caetano do Sul, Skaf havia visitado as obras da nova unidade do Senai-SP na cidade do ABC.

A escola substituirá a unidade atual e ampliará o atendimento nas áreas de mecatrônica e mecânica de manutenção. A previsão de investimentos é de R$ 52,1 milhões.

>> Sesi-SP assina PAF com prefeitura de São Caetano do Sul para atender 500 alunos

Últimas concessões de rodovias foram um sucesso, analisa diretora da ANTT

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Natália Marcassa, diretora da ANTT. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

A diretora da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Natália Marcassa, foi uma das convidadas do painel “Concessão de rodovias e a nova modelagem”, agenda desta quarta-feira (21/05) da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.), evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Hotel Unique, em São Paulo.

De acordo com a dirigente, na atual modelagem, os contratos atuais operam por até 30 anos, com prazo de duplicação de cinco anos, o que é, em sua visão, um grande desafio, uma vez que “investimentos nessa rapidez, no Brasil, nunca foram feitos”.

Natália informou que as últimas cinco concessões da atual modelagem começaram a duplicação em junho. Quanto à distribuição de risco, “o acréscimo de equilíbrio vem de uma evolução da modelagem”.

Sobre os leilões dessas novas concessões, Natália os classificou como “um sucesso, com participantes em todos eles”.

Concessão não é privatização

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José Carlos Ferreira de Oliveira Filho, da Anteris. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

Em seguida José Carlos Ferreira de Oliveira Filho, da Anteris, explicou que “concessões nascem da falta de poder do poder público”, segundo o convidado. “Dessa forma, a esfera privada é convocada para desempenhar a função”.

Oliveira Filho explica que concessão não é privatização, já que “alguns recursos continuam sendo do governo”.

Para ele, essa forma de estimular a melhoria de infraestrutura por meio de concessões é bastante positiva. “É uma solução mais rápida, que direciona recursos do estado para questões mais vitais. Além disso, aumenta a eficiência, com execução mais rápida e redução de risco para o setor público”.

Equilíbrio entre os modais

Na visão de Joel Peito, da empresa Triunfo, a concentração no modal rodoviário não é a ideal para o Brasil. “Importante é a diversificação de modais”, opinou.

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Joel Peito, da empresa Triunfo. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

Para ele, o melhor a ser feito não seria parar de investir em rodovias, mas sim tentar reequilibrar o equilíbrio entre os modais para melhor atender as demandas logísticas. “Diminuição dos custos logísticos é importante para aumento da competitividade do país”, concluiu Joel.

Para o moderador do encontro, o diretor da divisão de Logística e Transportes Departamento de Infraestrutura (Deinfra), Ricardo Antônio Mello Castanheira, houve avanço em relação às concessões na medida que “criamos um ambiente para discussão do modelo atual”.

L.E.T.S

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico.

O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

Além do alto custo, setor logístico brasileiro tem baixa eficiência

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Celso Queiroz, diretor superintendente da MTO Logística Multimodal. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Especialistas em mobilidade reuniram-se na tarde desta quarta-feira (21/05), durante o painel “Multimodalidade e cadeia de suprimento”, parte da programação da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.), evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Hotel Unique, em São Paulo.

O debate entre eles girou em torno dos atuais desafios do setor e a necessidade de investimento em intermodais.

Para Celso Queiroz, diretor superintendente da MTO Logística Multimodal, o problema inicial das modalidades de transporte é o número desequilibrado de participação das matrizes de transporte. “Aqui os modais são concorrentes, ao invés de complementares”, constatou.

Na avaliação dele, a matriz brasileira de transporte e a infraestrutura são “horríveis”.

Além disso, a burocracia, gargalos, falta de políticas públicas e conflitos de interesses entre operadoras e governos são pontos que prejudicam a adoção de multimodais no Brasil.

Entretanto, para Queiroz, esses problemas devem ser encarados como oportunidades de crescimento. “A multimodalidade é uma oportunidade e indutor de transporte entre os modais, mas não está na pauta do governo. Precisamos de uma nova ordem logística, que inove e utiliza o multimodal como forma de baratear os custos do setor”.

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Paulo Fleury, diretor-executivo do Instituto de Logístico e Supply Chain. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo Paulo Fleury, diretor-executivo do Instituto de Logístico e Supply Chain, a multimodalidade no transporte de mercadorias e cargas passou a ser pensada em fins da década de 1990.

Além da demora em pensar nessa forma integradora de mobilidade, as empresas operadoras enfrentaram muitas questões e dificuldades burocráticas. “Hoje, apenas 400 empresas têm certificado para operar em multimodal”, informou.

Para Fleury, o governo ainda não foi capaz de regular o intermodal, prejudicando o uso também de ferrovias.

Na visão de André Prado, da Atlas Transportes e Logística, a intermodalidade é requisito para a competitividade de um país. “Países em desenvolvimento têm dificuldade de adotar o modelo, e, se o governo não colaborar, não haverá transição de modelos”.

Para Anselmo Riso, diretor de Comércio Exterior do Centro de Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) na regional Campinas, “a velocidade na circulação, valoriza o uso de cada modal, reduz custos, minimiza perdas e contribui para elevar a produtividade”.

L.E.T.S

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico. O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

Benefícios da rede elétrica inteligente Smart Grid são temas de debate no L.E.T.S.

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Gilberto Guitarte, presidente da TE Connectivity. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

Os usos e benefícios da rede inteligente Smart Grid foram tema de painel da programação desta quarta-feira (21/05) da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.), evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Hotel Unique, em São Paulo.

Um dos especialistas convidados para abordar o assunto foi Gilberto Guitarte, presidente da TE Connectivity, que afirmou que as redes de fibra são essenciais, além de funcionarem como ferramentas de alto potencial para atender as novas demandas de energia.

A rede Smart Grid distribui inteligentemente a carga, distribuindo-a automaticamente para os locais necessários, explicou. “A ferramenta melhora a disponibilidade do tempo de interrupção, melhorando também os fatores de potência”.

Guitarte, em seguida, apresentou detalhadamente aspectos técnicos do funcionamento da rede elétrica.

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Paulo Bombassaro, da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL)

Na leitura de Paulo Bombassaro, da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), empresa de distribuição de energia do interior de São Paulo, com sede em Campinas, a ideia de smart grids atuará diretamente sobre o conceito de cidades inteligentes.

Entre os projetos atuais da CPFL, Bombossaro citou a implantação de rede em projetos de operação de rede de mais de 750 mil quilômetros quadrados, “cujo objetivo é o gerenciamento da força de trabalho”. Uma situação real de uso da rede inteligente, destacado por Bombassaro, é a Usina Solar de Tanquinho, a primeira de energia solar do estado de São Paulo e a maior do país, que tem potencial de geração de 1,6GWh/ano.

Por sua vez, Amri Tarsis, da Cisco do Brasil, seguindo a linha de Bombassaro, analisou a aplicação da rede elétrica na gestão das cidades.  “O avanço do Smart Grid traz a necessidade da criação de uma rede elétrica metropolitana”.

Para ele, cidades terão hotspots para redes wi-fi, assim como carros e outros elementos urbanos estarão conectados através de redes de transmissão de informação.

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Tarsis: “O avanço do Smart Grid traz a necessidade da criação de uma rede elétrica metropolitana”. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

Além disso, na visão de Tarsis, o Smart Grid está inserido sob o ponto de vista da próxima geração da internet, com a proliferação da conectividade. “Teremos a representação de objeto na internet através de dispositivos de medição física, de eficiência doméstica, da automação industrial.”

Em seguida, Alexandre Murakami, gerente da Segurança de Informação da empresa PromonsLogicalis, falou sobre o cenário atual da segurança de informação. São várias as ameaças hoje, segundo Murakami.

“O fator mais importante na rede é disponibilidade, com alinhamento entre as redes”.

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Alexandre Murakami, da PromonsLogicalis. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

De acordo com o palestrante, a informação precisa ser protegida por camadas de segurança, através de tecnologias de informações.

Para Ruy Bottesi, diretor do Departamento de Infraestrura (Deinfra) da Fiesp, mediador do painel, a rede inteligente, baseada em fibra e integração de redes, é “uma solução necessária e que precisa de ampliação no Brasil”.


L.E.T.S.

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico.

O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

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Para ex-jogador Raí, postura ‘arrogante’ da Fifa prejudicou a realização da Copa no Brasil

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Aproveitando a proximidade da Copa do Mundo de 2014, que começa no dia 12 de junho com a partida entre Brasil e Croácia, na Arena Corinthians, o InteligênciaPontoCom, iniciativa do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), reuniu na noite desta segunda-feira (19/05) o ex-jogador do São Paulo Futebol Clube e da seleção brasileira, Raí, e Mário Prata, escritor, jornalista e cronista esportivo, para falar sobre uma das maiores paixões do brasileiro: o futebol.

O encontro entre os dois craques, um dos campos, o outro das letras, foi descontraído. Ambos interagiam e faziam perguntas entre si, como em uma conversa entre velhos amigos.

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Raí e Mário Prata: amor pelo futebol. Foto: Hélcio Nagamine/Fiesp


Um dos pontos de destaque do bate-papo foi a crítica feita em relação à atuação da Federação Internacional de Futebol (Fifa) durante os preparativos para a Copa de 2014 no Brasil.

Na análise do ídolo sãopaulino, a postura “arrogante” da Fifa criou efeitos negativos para o evento. “O que a Fifa fez jogou contra a Copa, criando um movimento contrário à realização por parte de parcelas da população”, analisou Raí.

Para o corintiano Prata, o processo que culminou com a escolha do Brasil como sede da Copa foi confuso, pois misturou esporte com política, e já demonstrava o rumo que a preparação para a competição teria no país.

“A classe política achou que a Copa fosse do Brasil, para o Brasil. Mas ela é da Fifa”, analisou.  “Além disso, já estava decidido há tempo que o Brasil seria o país–sede”.


Expectativas para a Copa no Brasil

Os dois falaram também sobre as expectativas que têm para o desempenho da seleção canarinho durante a Copa.

Para Raí, o técnico Luis Felipe Scolari conseguiu transformar as manifestações que aconteceram em junho de 2013, “aquela tensão toda”, em algo positivo para a atual equipe.

“O time embalou depois daquilo, durante a Copa das Confederações, e, hoje, tem condições de ganhar”, disse. “Mas se a Copa fosse fora do Brasil, esse time não seria favorito”, opinou o ex-jogador.

Prata revelou certa preocupação com a falta de craques no time atual. “Não temos gênios, com exceção, talvez, do Neymar”, revelou. “Tenho medo”, completou.


A seleção libertadora de 1994

Em seguida, Mário Prata questionou o ex-jogador do São Paulo e da seleção brasileira sobre a Copa de 1994, na qual Raí foi sacado do time pelo então treinador Carlos Alberto Parreira na terceira partida da primeira fase. Segundo Raí, ele acabou sendo o escolhido pela torcida como o principal culpado pela má fase da equipe.

“Aquele time foi muito criticado em 1993, depois que perdemos para a Bolívia, na altitude de La Paz, nas eliminatórias para a Copa dos Estados Unidos. Eu, como capitão, e o Parreira, o técnico, acabamos sendo os principais alvos das críticas”, justificou.

Apesar de criticada pelo futebol “feio”, Raí acredita que a seleção tetracampeã de 1994 ‘libertou’ as gerações posteriores da pressão pela conquista do mundial. “Nós éramos muito pressionados, porque desde 1970 o Brasil não vencia uma Copa. Acho que isso prejudicou duas ótimas gerações, incluindo a de 1982, de Zico, Falcão, Júnior”.


Futebol: mais fantástico que a ficção

Além do futebol, a literatura foi outro ponto abordado durante o encontro. Prata, autor dos livros sobre futebol, ‘Paris, 98!’, publicado em 2005, e de ‘Palmeiras, um Caso de Amor’, de 2002, explicou por que a chamada literatura futebolística é tão rara no Brasil. Ele revelou que considera muito difícil criar personagens palpáveis tendo como pano de fundo o principal esporte nacional.

Para Raí, isso acontece talvez porque o futebol real é mais emocionante do que qualquer ficção relacionada ao esporte. “Tem jogos históricos cujas histórias jamais poderiam ter sido criadas por um roteirista”, opinou o ex-jogador do São Paulo.

O escritor também revelou uma curiosidade sobre sua obra ‘Palmeiras, um Caso de Amor’, que foi adaptada posteriormente para o cinema pelo cineasta Bruno Barreto.  “É um Shakespeare futebolístico”, classificou, fazendo referência à narrativa que acompanha o relacionamento conturbado entre uma palmeirense e um corintiano.

Esse filme, curiosamente, foi um tremendo sucesso em Israel, revelou o autor. “Talvez por eles viverem tão profundamente a rivalidade com os palestinos”.

Brasil precisa de políticas industriais permanentes e efetivas para estimular a inovação

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil precisa de politicas industriais permanentes e efetivas para estimular a inovação tecnológica, fomentar investimentos em setores estratégicos e atenuar os efeitos das deficiências do ambiente competitivo na indústria de transformação. A conclusão é de José Ricardo Roriz Coelho, diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O dirigente foi um dos palestrantes do painel ‘Influência da Infraestrutura na Política Industrial’, agenda do L.E.T.S, evento que discute a infraestrutura integrada, no Hotel Unique, em São Paulo, na tarde desta segunda-feira (19/05).

Na visão de Roriz Coelho, elevar a competitividade do setor industrial é fundamental para acelerar o desenvolvimento econômico do país. “Para se desenvolver é preciso, antes de tudo, resolver problemas de infraestrutura”.

Segundo ele, a infraestrutura brasileira tem deficiências severas, sobretudo se comparada à dos países concorrentes. “A infraestrutura logística é pequena e de baixa qualidade”, analisou.

Esse modelo, para ele, tem impacto oneroso no custo de produção logística brasileira, resultando em ineficiência para todos os setores industriais. Além disso, em sua visão, a sociedade arca com uma carga tributária elevada, incompatível com a infraestrutura, o que retira competitividade da indústria.

A infraestrutura é um grave obstáculo à competitividade de todos os setores de atividade, em especial, de setores produtores de bens comercializáveis, na opinião do dirigente.

“O Custo Brasil e a sobrevalorização do Real desde 2012 também têm importante contribuição para a ineficiência da politica industrial atual”, concluiu.

Para Mansueto Almeida, técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o problema atual brasileiro não é demanda, pois ”há alta demanda por produtos manufaturados estrangeiros”. Para ele, o problema reside no fato do país possuir alto custo de produção, com mão de obra cara e pouco especializada.

“Hoje, a indústria nacional está espremida entre concorrentes com mão de obra barata e países com alta capacidade produtiva, mas com custo de produção baixo”.

Uma saída apontada pelo especialista é a indústria nacional aumentar “brutalmente” a produtividade, mesmo não havendo um cenário favorável para tal medida. “Precisamos encontrar uma forma para crescer em um ambiente de carga tributária alta. O que não será nada fácil.”

Outro problema grave apontado por Almeida é o pouco resultado criado pelas políticas governamentais nos últimos anos. “O governo criou politicas com coordenação de investimentos em infraestrutura, mas sem foco em pesquisa e desenvolvimento e criação de vantagens comparativas e inovação.”

A importância do investimento em infraestrutura como motor para o desenvolvimento econômico e social no Brasil foi um dos pontos defendidos por outro palestrante do painel, o professor de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fernando Sarti.

Segundo o acadêmico, a infraestrutura promoverá crescimento da indústria, aliado ao crescimento das demandas internas por bens industriais. “Politicas industriais potencializariam a demanda por investimento, permitindo que uma parcela dela seja atendida pela oferta local”, analisou.

No fechamento do encontro, Marcelo Miterhof, economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), defendeu a relação entre investimento em infraestrutura, competitividade da indústria nacional e bem estar social.

Miterhof ainda ressaltou que as regras para o conteúdo local devem ser menos defensivas e mais dinâmicas. “O conteúdo local precisa de legitimação, com objetivo de ganhos tecnológicos e criação de fornecedores globais”, encerrou.

L.E.T.S

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico. O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

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Sistema politico atual torna o Brasil ingovernável, afirma conselheiro da Fiesp em reunião

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Ives Gandra Martins, na reunião do Consea: “Vivemos sob um sistema ineficaz”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O atual sistema político torna o Brasil ingovernável. A opinião é do jurista Ives Gandra da Silva Martins, membro do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Durante encontro do conselho, na manhã desta segunda-feira (19/05), foi discutida a necessidade de uma profunda reforma política no Brasil.

“Vivemos sob um sistema ineficaz”, disse Ives Gandra ao afirmar que o sistema vigente nos país não funciona, garantindo apenas a permanência dos detentores do poder no comando da nação.

Segundo análise do jurista, não existem partidos de verdade no país, com ideologias definidas e comprometimento com o processo político. “Desde 1985 tivemos mais de uma centena de partidos políticos. Hoje temos 32, como se tivéssemos 32 ideologias distintas”.

O conselheiro acredita que sem redução de partidos o Brasil continuará a ter um sistema político ineficaz. “Com essa quantidade de grupos, as negociações tornam-se impossíveis. Partidos hoje são empresas políticas, legendas de aluguel”, opinou. “Temos democracia de pessoas e não de ideias, de donos de poder, e não de grupos políticos”, completou.

Para Gandra da Silva Martins, a reforma política brasileira é urgente, não apenas para otimizar o setor, mas também para criar um ambiente propício para outras reformas importantes. “Sem a reforma política, as reformas tributárias, administrativas, trabalhistas e previdenciárias jamais sairão do papel”.

A reforma política, segundo Gandra, passa por quatro medidas: redução do quadro de partidos políticos, adoção do voto distrital misto, criação de um ambiente de fidelidade partidária e controle do financiamento público e privado para campanhas.

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Reunião do Consea discute a necessidade de uma profunda reforma política no Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Fieso

A reunião foi conduzida por Ruy Martins Altenfelder Silva, presidente do Consea. Participaram também a vice-presidente do conselho, Ivette Senise Ferreira; o embaixador e coordenador das atividades dos conselhos superiores da Fiesp, Adhemar Bahadian; e Celso Monteiro de Carvalho, vice-presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp.

Ao final da reunião, Altenfelder comentou que, ao repensar a reforma política, ficou evidente a necessidade de que o legislador se utilize, de imediato, das estratégias infraconstitucionais, pois há pressa em oferecer o que a cidadania está exigindo: ética na política.

Fiesp anuncia vencedores do concurso Acelera Startup

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Superando representantes de aproximadamente 150 projetos inscritos, o empreendedor Murilo Canova Zeschau é o grande vencedor do Acelera Startup – concurso promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O resultado foi conhecido no fim da tarde desta quarta-feira (08/05), na sede da instituição.

Zeschau, diretor geral da empresa incubada Brastax Tecnologias de Saneamento com Microalgas, foi chamado ao palco pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que o premiou com a 1ª colocação no concurso.


Skaf e os vencedores do Acelera: apoio ao empreendedorismo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Skaf (ao centro) e os vencedores do Acelera: apoio ao empreendedorismo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


“No ano passado, nós participamos do Acelera Startup, mas não ficamos entre os dez primeiros”, disse o empreendedor. “Esse ano voltamos e conseguimos o primeiro lugar. Nossa ideia é evitar desperdícios na cadeia produtiva aviária”, completou o empreendedor formado em Oceanografia, um dos sócios da Brastax, ao lado de Lucas Marder, Juliana Pellizzaro Correia e Ariel Rinnert.

O projeto vencedor desenvolve tecnologias sustentáveis de saneamento para tratamento de efluentes gerados durante o abate de aves. O processo proposto inova nos métodos de saneamento, garantindo a purificação do efluente, além de gerar economia de água. Para isso é levado em consideração o uso de microalgas, que, além de sanear o efluente gerado durante o processo, serve como um aditivo natural para a alimentação de novos frangos.

Com a ideia, os quatro estudantes representados por Zeschau durante o concurso realizado na Fiesp esperam neutralizar os volumes gerados dos efluentes líquidos originados no processo industrial do abate.

“Nossa maior motivação está na implementação de técnicas sustentáveis para o setor da avicultura através da melhor utilização dos recursos hídricos”, disse Zeschau.

O segundo colocado, anunciado por Sylvio Gomide, diretor-titular do CJE, foi Júnior Valverde, criador do projeto Carrega+, que leva em consideração a necessidade de quem precisa ter à sua disposição um dispositivo móvel durante o dia todo.

“Sem uma bateria, não temos produção, não temos conectividade, coisas tão fundamentais hoje em dia”, disse. “Para isso, criei uma empresa para produzir carregadores portáteis de celulares e tablets”, explicou Valverde.

“O Carrega+ tem vida útil de até 22 horas sem conexão com fontes de energia”, afirmou.  O dispositivo, segundo seu criador, é uma solução para feiras, eventos e restaurantes.

O terceiro colocado, anunciado por Bruno Ghizoni, diretor do CJE e coordenador do Acelera Startup, foi o engenheiro Rubens Benbassat, com o projeto Banheiro 360°, uma forma empreendedora de recriar com inovação banheiros e espaços físicos em Residenciais compactos, Hotéis, Feiras e Navios.

“Esse prêmio vai servir de motivação para conquistas futuras”, disse o terceiro colocado. “Agora, sendo acelerado, meu projeto tem mais chances de ser um sucesso”, completou. “Espero que um dia todos usem os meus banheiros”, brincou Benbassat.

Faltam projetos para o Brasil, diz fundador da Totvs no Acelera Startup

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Ernesto Haberkorn, da Totvs, recomenda ter experiência profissional em grandes empresas antes de partir para a criação de um negócio próprio. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Dinheiro não falta no Brasil, o que falta mesmo é projeto, afirmou Ernesto Haberkorn, sócio fundador da Totvs e diretor da TI educacional, nesta quarta-feira (07/05), durante painel do Acelera Startup, evento promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Haberkorn foi o convidado para dar dicas sobre empreendedorismo e gestão para os participantes do evento, que prossegue por mais um dia (08/05) na sede da instituição. E, durante sua exposição, lembrou sua evolução profissional.

“Antes de tudo, você precisa fazer o que gosta. Assim nunca terão problemas”, brincou Haberkorn, no início de sua participação.

O empresário também ressaltou a importância da tecnologia tanto para gestão empresarial como para a criação de novos negócios. “A Tecnologia da Informação (TI) e a tecnologia de software são sinônimos de eficiência e sempre serão aceitos, se funcionarem.”

Sobre a evolução profissional, o empresário ressaltou a necessidade de o empreendedor ter experiência profissional em grandes empresas antes de partir para a criação de um negócio próprio. “Nas empresas, aprendemos a ser corporativos, a cumprir prazos, a tratar orçamentos, a respeitar hierarquia”, explicou.

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Iaconelli: capacidade pessoal do empreendedor é avaliada pelos investidores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Segundo ele, para investir, inovar e empreender são necessários atributos como inteligência, e, principalmente, liderança. Além disso, Haberkorn destacou a importância de saber dividir seus sonhos com outros empreendedores. “Às vezes dividir é multiplicar.”

Em seguida, Maria Rita Spina Bueno, diretora-executiva da Anjos do Brasil, e André Iaconelli, representante da Harvard Angels, falaram sobre a importância dos investidores-anjo para a evolução de um plano de negócios. O investimento-anjo é o investimento efetuado por pessoas físicas com seu capital próprio em empresas nascentes com alto potencial de crescimento,

“Investidores-anjo são muito mais que apenas agentes que colocam capital em um projeto. Um projeto tem que ter valor agregado”, disse Maria Rita.

Segundo Iaconelli, muitas vezes o investidor-anjo não analisa apenas a ideia inovadora, mas, sim, a capacidade pessoal do empreendedor.

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Fabiana Saad, mediadora do painel, André Iaconelli, Maria Rita Spina Bueno e Eduardo Grytz. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Sesi-SP entrega oficialmente nove cães-guia para pessoas com deficiência visual

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Os cães-guia Friend Forever, Ozzy, Ivvy, Ion, Frontier, Eliot, Ilka, Hillary e Emma foram oficialmente entregues para seus donos em evento nesta quarta-feira (16/04), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A ação marcou a primeira entrega do Projeto Cão Guia do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), projeto que conta com parceria do Instituto Íris.

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Os cães que passam a guiar seus novos donos. Objetivo é dar qualidade de vida para as pessoas com deficiência visual, de acordo com presidente da Fiesp e do Sesi-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf, o Projeto Cão Guia Sesi-SP existe para que mais agentes da sociedade sigam o caminho da inclusão social do deficiente visual.

“Nosso objetivo é dar qualidade de vida para as pessoas com deficiência visual. Nosso objetivo foi cumprido”, disse o presidente ao lado dos cães e de seus novos donos.

O investimento total no programa pioneiro do Sesi-SP foi de dois milhões de reais, segundo Skaf. “É uma entrega importante e significativa, que representa 10% da oferta atual de cães”, analisou o presidente.

Projeto vencedor

Para o diretor de Esportes e Qualidade de Vida do Sesi-SP, Alexandre Pflug, o projeto, iniciado há dois anos e meio, nasceu vencedor. “É um projeto que muda a vida de todas as pessoas envolvidas. Outro objetivo do nosso projeto é o de conscientizar a sociedade para a importância desses animais”, afirmou.

Até poderem auxiliar os deficientes físicos nas tarefas diárias, os cães passam por três fases. A primeira, que dura em torno de oito meses, é a fase de socialização com as famílias acolhedoras. Depois disso, a fase de treinamento, com duração de quatro meses. A última etapa, a de instrução, dura um mês e, depois disso, o cachorro é entregue para o convívio com seus novos donos.

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Dóceis e de fácil aprendizado, cães das raças Labrador e Golden Retriever são os mais indicados. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Os cães mais indicados para participar do Projeto Cão Guia Sesi-SP são da raça Labrador e Golden Retriever, que dóceis e de fácil aprendizado.

Marcelo Panico, presidente do Instituto Íris, ressaltou os benefícios que os animais trazem aos deficientes visuais. “É um fator de segurança para nós. Além disso, o cão-guia inclui o deficiente visual na sociedade”, afirmou.

Foram quatro anos de espera até Mellina Hernandes Reis, de 30 anos, receber a cadela Hilary para ajudá-la no dia-a-dia. “Ela é uma companhia e me dá uma independência que não tinha antes”, contou.

Para o dono da labrador Emma, Ricardo Pedroso, de 38 anos, o projeto do Sesi-SP quebra paradigmas. “É uma alegria participar desse projeto, pois muda nosso convívio diário e nos dá independência”.

Especialistas debatem necessidade de inovação nas empresas brasileiras

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Empreendedorismo tem a ver com capacidade de inovação continuada. E nada a ver com pequenas e médias empresas. A opinião é de Juliano Seabra, diretor de Educação, Cultura e Pesquisa da Endeavor.

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Juliano Seabra, durante reunião do Conic na Fiesp. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

O profissional foi um dos convidados da reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O encontro aconteceu na manhã desta sexta-feira (04/04), na sede da entidade.

Em pauta, o impacto do modelo de mentoria para o empreendedorismo nas empresas.

Segundo Seabra, atualmente a Endeavor trabalha com 350 mentores, entre especialistas e empresários, os quais “doam seu tempo e conhecimento para ajudarem empreendedores em início de carreira”.

“Esses mentores ajudam 117 empreendedores, que estão à frente de 54 empresas e de 20 mil empregados”, detalhou.

Em seguida Gilberto Sarfati, pesquisador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

O profissional abordou as diferenças entre o Brasil e outros países na formulação de políticas públicas para empreendedorismo.

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Gilberto Sarfati, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas. Foto: Tamna Waqued/FIESP

Segundo Sarfati, o Brasil precisa de uma série de mudanças para tornar seu ambiente propício para o crescimento do empreendedorismo e da inovação. Mas tem pais que consegue ser pior que o nosso.

A Itália, segundo o pesquisador, não possui e não mostra intenção de melhorar seu ambiente. “Não há estímulo para o empreendedorismo. O futuro da Itália não será brilhante”, disse.

Já o Brasil, para ele, precisa acelerar a remoção de barreiras para a fomentação de start ups e desonerar a folha de pagamento, além de promover uma reforma tributária.

“Tais decisões contribuiriam para um ambiente de maior inovação”, encerrou.

Brasil tem posição marginal na cadeia global de valores, afirma chefe de C & T da OCDE

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A economia global está se tornando cada vez mais baseada em conhecimento e a posição do Brasil dentro da cadeia global de valores não é a ideal. A avaliação é de Nick Johnstone, chefe da divisão de Ciência, Tecnologia e Indústria da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Ao participar do workshop “As cadeias globais de valor e o comércio por valor agregado”, realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na manhã desta quinta-feira (03/04), o dirigente ressaltou a importância que o chamado capital intelectual e inovação ganham na nova economia global.

Nick  Johnstone: "economia global está se tornando cada vez mais baseada em conhecimento". Foto: Tamna Waqued

Nick Johnstone: "economia global está se tornando cada vez mais baseada em conhecimento". Foto: Tamna Waqued

“O Brasil tem um baixo número, em suas empresas e indústrias, de pesquisadores. O investimento em pesquisa e desenvolvimento também é baixo, assim como os gastos em educação de qualidade”, disse.

Segundo Johnstone, esse cenário torna o Brasil cada vez mais marginalizado dentro das cadeias globais de valor.

Outro ponto de atenção, para o convidado, é a necessidade de cooperação internacional entre empresas e setores. “Empresas jovens e pequenas são aquelas que mais geram empregos nos países desenvolvidos.”

Para ele, o Brasil precisa aumentar importações e exportações, além de encorajar o empreendedorismo, removendo barreiras para a criação de start ups.

No fechamento do encontro, o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex), disse que o Brasil, nos últimos anos, concentra suas exportações em produtos de baixo valor agregado. “Uma saída seria aumentar a participação de produtos de maior valor agregado nas exportações”.

“Para isso o governo precisa realizar investimentos em inovação, mas ainda não acertou a forma de fazer”, encerrou.