Fiesp contribui ao promover eventos frequentes e esclarecer dúvidas sobre mudança do clima

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Câmara Ambiental da Indústria Paulista (Caip) realizou sua última reunião do ano nesta quinta-feira (15). Um dos objetivos foi fazer um balanço das atividades do setor produtivo, os avanços obtidos entre 2005 e 2011, e também dos trabalhos desenvolvidos pelos Grupos de Trabalhos constituídos, entre eles, os de Acordos Setoriais e Áreas Contaminadas [regulamentação da Lei nº 13.577/2009].

Em 2010, foi criado comitê orientador de acordos setoriais, no âmbito federal, com a constituição de cinco Grupos Técnicos de Trabalho (GTTs). Em Brasília, estão em funcionamento os GTTs de óleos lubrificantes e embalagens, lâmpadas, equipamentos eletroeletrônicos, medicamentos e embalagens em geral.

Já existe minuta de edital de chamamento para os setores de óleos, lâmpadas e resíduos eletroeletrônicos. Nesta semana, foi apresentado estudo de viabilidade técnica e econômica para a logística reversa do setor de medicamentos e uma proposta de modelo para embalagens.

Cenários distintos

No debate, os participantes ressaltaram as duas realidades existentes no Brasil. Enquanto o desmatamento responde pela maior parte das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no país, o transporte domina com quase 60%, no estado de São Paulo, em contraponto à indústria com 14,7% no total, segundo o primeiro inventário estadual de GEE, divulgado este ano pela Cetesb e Secretaria do Meio Ambiente. No âmbito nacional, a indústria contribui com 3,5%.

A Política Nacional de Mudanças Climáticas, que prevê a elaboração de planos setoriais, é ponto de atenção da área produtiva e é acompanhada de perto nos últimos anos. A Política inclui setores de mineração, papel e celulose, transporte, indústria química e de transformação, entre outros, cujos relatórios finais deverão ser entregues em março de 2012. No entanto, os setores entregaram seus relatórios preliminares, em dezembro.

Contribuição da Fiesp

Os setores produtivos estão comprometidos com todas as discussões que envolvem o meio ambiente. A Fiesp desenvolveu ao longo do ano diversos eventos e oficinas de esclarecimento sobre a Mudança do Clima e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e dialoga com os governos municipal, estadual e federal.

Além do mais, a Fiesp participa de grupo integrado também pelas Secretarias de Desenvolvimento e de Energia a fim de avaliar as metas obrigatórias no Estado. A federação quer dar sua contribuição com avaliações técnicas e deverá elaborar trabalho conjunto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Em nível municipal, será elaborado o segundo inventário de emissões, a ser lançado em 2012, que traz como novidade a entrada dos processos industriais na avaliação. O primeiro inventário foi feito em 2005, com dados de 2003.

Publicação

No intuito de orientar o setor produtivo, o Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp reuniu em uma publicação perguntas e respostas frequentes sobre mudança do clima e leis e documentos.

Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura da Fiesp realiza primeiro encontro

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura (Compesca) da Fiesp realizou nesta segunda-feira (30) sua primeira reunião, a fim de traçar estratégias setoriais.

Os participantes destacaram pontos convergentes das áreas ali representadas (pescas esportiva, comercial, aquicultura, comercialização e industrialização), especialmente a construção de políticas públicas para o setor e reforço da imagem do peixe como fonte alternativa de proteína.

Para isso, foram constituídos Grupos de Trabalho em torno de temas macros no intuito de debater questões ambientais e de licenciamento, tributárias, inovação e pesquisa e formação de mão de obra.

Oportunidades

O Brasil conta com cenário favorável: mais de oito mil quilômetros de costa marítima e 13% de toda água doce do planeta para a pesca. As regiões Sul e Sudeste concentram a maioria dos portos nacionais: em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. De acordo com os debatedores, apesar de o País ser altamente competitivo nas Américas, é preciso avançar em questões como licenciamento ambiental e legalização de cultivos para que seu potencial não seja desperdiçado.

Estiveram presentes ao encontro representantes de inúmeras entidades setoriais: Instituto da Pesca, Sindicato dos Armadores da Pesca (Sapesp), Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA) e o deputado estadual Edson Ferrarini (PTB-SP), da Frente Parlamentar em Defesa da Pesca e Aquicultura.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) enviou dois representantes. A entidade deverá contar com linhas de financiamento a fim de contemplar todos os elos da cadeia, desde a produção da ração até a comercialização do produto.

Histórico

A coordenação do Comitê está a cargo de Roberto Kikuo Imai, presidente do Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo (Sipesp) e de Helcio Honda (adjunto), diretor do Departamento Jurídico da Fiesp (Dejur).

Criado no dia 14 de abril deste ano, o Comitê conta com a parceria do Ministério da Pesca e da Aquicultura. Após se reunir com empresários e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em São Paulo, a ministra Ideli Salvatti informou que a meta do Ministério é ampliar a produção industrial de pesca e aquicultura dos atuais 1,2 milhão para 7 milhões de tonelada/ano. Mesmo assim, a participação brasileira ainda é tímida frente aos grandes produtores mundiais de pescado, especialmente a China.

Confira as palestras na íntegra: