Reino Unido apresenta oportunidades de investimento para empresas brasileiras na Fiesp

Alice Assunção e Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Representantes da Embaixada Britânica e de agências de investimentos do Reino Unido apresentaram, na manhã desta quinta-feira (22/08), motivos para o empresário brasileiro investir e se estabelecer em cidades britânicas como Londres e Manchester.

Recebido na capital paulista por diretores do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Great Roadshow de Investimentos do Reino Unido é uma missão britânica que deve passar por Recife, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campinas até setembro deste ano.

“A maior parte do nosso trabalho é ajudar empresas britânicas a se estabelecerem o Brasil. Mas outro papel muito importante tem sido ajudar empresas brasileiras a irem para o Reino Unido”, avaliou o cônsul geral do Reino Unido em São Paulo, John Doddrell.

Da esquerda para a direita: Zanotto, Doddrell, Raquel e Gilmore no Great Roadshow de Investimentos do Reino Unido. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Da esquerda para a direita: Allisoni Brierly, Thomaz Zanotto, John Doddrell, Raquel Klbrit e Anthony Gilmore no Great Roadshow de Investimentos do Reino Unido, realizado na Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Na avaliação do diretor titular adjunto do Derex, Thomaz Zanotto, embora a indústria brasileira necessite de investimentos e melhorias locais, países como o Reino Unido podem ajudar o setor produtivo do Brasil se desenvolver.

“Apoiamos encontros como esses porque existem áreas no Reino Unido em que empresas brasileiras podem aproveitar as tecnologias”, afirmou Zanotto, ao abrir o encontro.

Para o cônsul Doddrell, dois segmentos são “muito importantes” para a economia britânica e alvos de significativos investimentos: energia e infraestrutura. “Temos planos para desenvolver essas áreas”, afirmou.

Oportunidades por conta da crise

Em uma apresentação sobre o que o Reino Unido pode oferecer às empresas brasileiras, a gerente de investimentos do UK Trade & Investment, Raquel KIbrit, afirmou que as chances para empresas brasileiras investirem no mercado britânico são bem melhores agora justamente por conta da crise financeira na Europa.

“O governo britânico sabe que a recuperação vai se dar pelo setor privado, que é o grande gerador de empregos, e neste momento criou uma série de politicas para atração de investimento direto externo”, informou Raquel. “Se existe uma época favorável para se fazer investimento no Reino Unido agora é a hora. É melhor entrar no país enquanto a economia está em fase de recuperação. Quando ela estiver fortalecida novamente, a competição vai ser maior”, alertou.

Ela apresentou o Soft Landing, um programa do governo britânico feito em parceria com as agências de desenvolvimento para que investidores internacionais possam entrar no país com custos mais baixos.

“Em Londres existe um programa similar que se chama Touchdown Offices, onde uma empresa pode ter acesso a uma mesa, cadeira, internet e telefone na ‘Avenida Paulista’ de Londres, onde estão as principais empresas”, contou. “Você tem esse benefício por um ano a 99 libras por mês, isso significa R$ 350, mais ou menos, e é uma chance de testar o mercado por um ano”, completou.

Bons negócios em Manchester

No encerramento do encontro, Allison Brierley, gerente de desenvolvimento da Midas, agência de investimentos em Manchester, falou sobre as oportunidades de investimentos na cidade britânica.

“A cidade, a segunda maior do país, está localizada a duas horas de Londres. E é, atualmente, a região de maior crescimento do Reino Unido, com 7,2 milhões de trabalhadores”, disse.

Brierly destacou os centros de biotecnologia e saúde que o município possui.  “Temos 280 companhias biomédicas, o maior centro de tratamento de câncer do mundo, e o maior hospital infantil do mundo”.

Em seguida, Anthony Gilmore, segundo secretário da Embaixada do Reino Unido no Brasil para Energia e Infraestrutura, falou sobre oportunidades do setor.

Segundo Gilmore, o Reino Unido foi o primeiro país a abordar efetivamente a questão da mudança global. “Estamos trabalhando fortemente a questão da sustentabilidade. Queremos 80% de corte em emissão de carbono até 2050”, disse. “Com isso, percebemos que nossa base industrial e de negócios deveriam mudar. E isso criou oportunidades”, explicou.

Gilmore disse que o país está criando um consistente cenário para quem investir em energia limpa no Reino Unido. “Queremos nos tornar o centro de criação, pesquisa e desenvolvimento de energia limpa, manter preços baixos para o consumidor e iniciar um processo de renovação na base energética.”