Governo anuncia concessão de Galeão e Confins e pacote de R$ 7,3 bilhões de investimentos em 270 aeroportos regionais

Agência Indusnet Fiesp, com informações do Blog do Planalto

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira (20/12) a concessão dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG).

Segundo o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, a previsão de investimentos para o Galeão é de R$ 6,6 bilhões – Confins deve receber R$ 4,8 bilhões. Os leilões das novas concessões devem ocorrer em setembro de 2013. Já foram concedidos os aeroportos Brasília (DF), Campinas (SP) e Guarulhos (SP).

O governo apresentou ainda um plano de investimentos de R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos regionais. Os recursos fazem parte do Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos. O Banco do Brasil ficará responsável pela gestão dos projetos e dos investimentos nos aeroportos regionais, de acordo com Wagner Bittencourt.

Outro incentivo é a isenção de tarifas aeroportuárias para terminais do interior com movimentação inferior a 1 milhão de passageiros por ano e subsídios para rotas entre cidades pequenas e médias.

As medidas, conforme o ministro, têm como objetivo melhorar a qualidade dos serviços e a infraestrutura aeroportuária para os usuários, ampliar a oferta de transporte aéreo à população brasileira e reconstruir a rede de aviação regional.

Programa de Investimentos em Aeroportos from BlogDoPlanalto

Governo federal lança campanha na TV para anunciar que conta de luz vai baixar

Agência Indusnet Fiesp

Duas semanas depois de a presidente Dilma Rousseff declarar que o governo vai utilizar recursos do tesouro para ampliar o desconto da conta de luz a partir do ano que vem, o governo federal lançou uma campanha que reforça essa intenção.

“O governo federal decidiu. Venceu obstáculos e pode garantir: a conta de luz dos brasileiros vai baixar”, diz Herson Capri, ator que estrela a campanha lançada na segunda-feira (17/12), na Rede Globo.

“O governo cortou impostos, taxas e tomou outras medidas porque o Brasil não pode continuar tendo as tarifas mais caras do mundo”, prossegue Capri.

“Essa redução vai trazer mais empregos e mais desenvolvimento. A maioria esmagadora dos brasileiros apoia a decisão. O Brasil vai crescer ainda mais rápido e a gente vai crescer com ele”, completa o ator.

A decisão de Dilma Rousseff atende a uma reivindicação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que lançou em 2011 a campanha “Energia a Preço Justo“.

Clique aqui para ver o vídeo da campanha do governo

Ministério do Planejamento destaca importância de investimentos em infraestrutura para setor da construção no Brasil

Marília Carrera e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Em palestra ministrada durante o Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção – evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta segunda-feira (03/12) –, a chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Esther Dweck, apontou as vantagens da captação de investimentos para a indústria da construção no Brasil.

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Esther Dweck: 'Crescimento da indústria da construção vem se consolidando pelo consumo e pelo mercado interno'. Foto: Julia Moraes

De acordo com ela, o setor no país é puxado, principalmente, pelos investimentos em edificações, em montagem industrial e em obras de infraestrutura. “A capacidade de mobilizar recursos é essencial para garantir as obras de infraestrutura”, afirmou ao ressaltar que os investimentos cresceram ao longo dos tempos, devido à capacidade da cadeia produtiva da construção em reter o capital que recebe.

Esther Dweck destacou que o crescimento da indústria da construção vem se consolidando pelo consumo e pelo mercado interno, cujo papel é ampliar a demanda e a capacidade de investimentos em diversos setores da indústria nacional.

“O Brasil virou um país de oportunidades. E um dos objetivos do segmento da construção é desenvolver-se de forma sustentável, estabelecendo uma aliança entre novos empregos, aumento da produção, gestão de recursos naturais e competitividade, o ponto central do “ciclo virtuoso” do setor no país”, enfatizou a palestrante.

Ela frisou a importância das colaborações do governo federal para a indústria da construção no Brasil, estendendo-as ao âmbito dos transportes; da energia, ressaltando aqui a necessidade de sua universalização, qualidade e custo acessível; e do eixo social e urbano, como exemplo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“O PAC é uma nova maneira de pensar como os programas de infraestrutura precisam ser feitos”, sublinhou, destacando a importância do planejamento de outros os fatores que condicionam a melhoria dos projetos de construção no país, como visão de futuro, articulação intersetorial, pactuação federativa e parcerias do setor privado.

Segundo a chefe de Assessoria Econômica, o PAC inovou como novo processo de gestão de monitoramento, ampliação da participação do setor privado e ampliação dos mecanismos fiscais, de financiamentos e garantias e qualificação de mão de obra.

Esportes

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Elder Vieira destacou importância de o governo criar um ambiente propício para acelerar o desenvolvimento econômico e diminuir as desigualdades sociais. Foto: Julia Moraes

O gerente de projetos do Ministério do Esporte, Elder Vieira, lembrou a importância de o governo federal criar um ambiente propício para acelerar o desenvolvimento econômico e diminuir as desigualdades sociais. E destacou nesse sentido o papel do Ministério dos Esportes, que investe em infraestrutura esportiva de alto rendimento e de esporte e lazer social.

Como exemplo prático, citou a construção da Arena Corinthians, o Itaquerão. “Este é um investimento que impulsiona os demais investimentos na região”, afirmou Vieira, ao citar o desenvolvimento da região do bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo. “Além dos empresários, a prefeitura e o governo do Estado também investem, principalmente nas áreas de educação e cultura”, explicou.

Vieira elencou outros projetos do Ministério do Esporte, como as praças de esporte e cultura e os centros de treinamentos de alto rendimento. “Esse tipo de investimento gera empregos e colabora com a melhoria da mobilidade da cidade, ressignificando o espaço público e impulsionando o desenvolvimento social de um município”, afirmou.

O gerente de projetos explicou que tudo isso vai “redimensionando e repensando o espaço urbano”. E concluiu: “É dessa maneira que o Ministério do Esporte, em conjunto com os demais ministérios do governo federal, propicia a ambiência para que se manejem os elementos de desenvolvimento social por parte da sociedade”.

Conselho Superior de Economia da Fiesp discute nova política industrial

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de discutir A Nova Política Industrial do Governo Federal, o Conselho Superior de Economia (Cosec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), convidou para a sua 68ª reunião, nesta segunda-feira (12/11),  o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges Lemos.

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Paulo Francini, Mauro Borges e Delfim Netto, durante reunião Cosec/Fiesp. Foto: Julia Moraes


Lemos detalhou as diretrizes e metas do Plano Brasil Maior, que aglutinou iniciativas anteriores de política industrial com novas ideias.

“Com a estabilidade econômica, passou a ser possível a adoção de uma política industrial, o que no cenário de instabilidade seria impossível no Brasil”, disse. “Temos uma presidenta muito pragmática, que percebeu a situação da Indústria brasileira e determinou que a política adotada trouxesse medidas de longo prazo e emergenciais, para aliviar o empresariado”, acrescentou o presidente da ABDI.

Ele citou as desonerações setoriais e as medidas recém-anunciadas de redução de preços no setor elétrico como exemplos de iniciativas emergenciais que podem dar alívio à indústria de modo geral, principalmente às eletrointensivas, como as siderúrgicas e do setor de alumínio.

Lemos definiu o plano do governo em um tripé: redução de custo do trabalho e capital; estímulo ao desenvolvimento das cadeias produtivas e estímulo às exportações. E ofereceu um balanço parcial das iniciativas: 63 medidas anunciadas, 48 já em operação e 15 em implementação.

A reunião contou também com as presenças do presidente do Cosec, Delfim Netto; do diretor-titular do Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon), Paulo Francini; e do diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) Ricardo Roriz Coelho.

Fiesp e USP realizam seminário sobre competitividade industrial chinesa

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

A competitividade da indústria chinesa tem perdido força devido ao aumento nos custos de trabalho. Esse é um dos resultados do estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) que será apresentado nesta terça-feira (04/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), durante o seminário “A Competitividade Industrial Chinesa no Século 21”.

A melhora do acesso à informação e a dificuldade de locomoção dos trabalhadores no interior da China foram apontados como alguns dos motivos causadores do aumento no custo de trabalho chinês.

O seminário também irá abordar a conjuntura econômica e as perspectivas do país, tecnologia e inovação de seus setores básicos e o impacto ambiental de seu crescimento.

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco, irá discorrer sobre a visão estratégica do Governo Federal para a China.

Confira aqui a programação.

Paulo Skaf no Diário de S. Paulo: ‘Plano de transportes é bom. Melhor será cumprir’

Agência Indusnet Fiesp

O pacote de investimentos de R$ 133 bilhões na modernização e construção das malhas rodoviária e ferroviária de todo o país, anunciado pelo governo federal na quarta-feira (15/08), é o tema de artigo de Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), publicado nesta segunda-feira (20/08) no jornal Diário de S. Paulo e a Rede Bom Dia.

Para acessar o artigo na íntegra, clique aqui.

Governo anuncia 133 bilhões em investimentos nas malhas ferroviária e rodoviária do país

Agência Indusnet Fiesp, com informações do Portal Brasil e do Blog do Planalto

O governo anunciou nesta quarta-feira (15/08) que irá investir R$ 133 bilhões na modernização e construção das malhas rodoviária e ferroviária de todo o país. De acordo com a presidente Dilma Roussef, o programa de concessões visa reduzir o custo do transporte e tornar a economia mais competitiva. Dilma afirmou também que o Programa de Investimentos em Logística, que se iniciou com concessões de rodovias e ferrovias, futuramente vai abranger portos, aeroportos e hidrovias.

Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, o aporte será injetado na economia ao longo de 30 anos. Passos detalhou que, do total, R$ 91 bilhões serão investidos em 10 mil quilômetros de ferrovias e R$ 42,5 bilhões, em 7,5 mil quilômetros de rodovias. Nove lotes nos principais eixos rodoviários do país serão duplicados.

Conforme o ministro, os investimentos em rodovias terão que ser executados nos primeiros cinco anos e o pedágio só poderá ser cobrado quando 10% das obras estiverem concluídas. A escolha dos concessionários será feita com base na menor tarifa de pedágio oferecida.

O programa do governo prevê, ainda, a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que terá como função estudar a logística, antecipar investimentos, estruturar projetos e atrair a iniciativa privada para trabalhar juntamente com o governo.

Segundo o ministro, o programa de concessões visa restaurar a capacidade de planejamento e integrar os sistemas de transporte rodoviário e ferroviário para que se articulem com as cadeias produtivas do país.

Energia cara afeta desempenho econômico do Brasil

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) voltará a cobrar uma resposta do governo sobre o vencimento das concessões dos contratos de energia elétrica no 13º Encontro Internacional de Energia, que se realizará nestas segunda e terça-feira (06 e 07/08), em São Paulo.

Com o tema “Energia no Brasil: tão limpa, tão cara”, os industriais querem enfatizar que, apesar de o País produzir a maior parte de sua energia com fonte renovável e barata, ela está entre as mais caras do mundo.

Embora o governo federal tenha anunciado recentemente a eliminação de encargos e tributos do setor elétrico, a Fiesp reitera que não se pode confundir encargos da conta de luz com o preço da energia. A carga tributária do setor de energia é próxima a 50%, percentual similar ao que incide sobre a maioria dos produtos industriais brasileiros. A Fiesp considera a carga tributária brasileira excessiva, tanto para energia como para outros produtos e serviços, e precisa ser revista.

“O vencimento das concessões do setor elétrico abriu uma importante discussão sobre o futuro das concessões de serviços públicos”, destaca o diretor de Infraestrutura (Deinfra) da federação, Carlos Cavalcanti. “Além da importância em relação ao preço, o debate deve permear a segurança jurídica, pelo atendimento à Constituição Federal, essencial ao desenvolvimento brasileiro, principalmente para os investimentos de infraestrutura, para os quais ao respeito às regras e aos contratos deve prevalecer sobre decisões arbitrárias ou demagógicas”, completa.

O debate sobre a perspectiva de preço no longo prazo e a oportunidade de desindexação das tarifas de energia também será contemplado no encontro. A recente discussão sobre a metodologia utilizada para o 3º Ciclo de Revisões Tarifárias da Aneel mostrou que a definição das tarifas de energia elétrica no Brasil está caminhando para uma maturidade regulatória, por meio das participações intensas de agentes do setor.

“Para atender à crescente necessidade de oferta ante o crescimento econômico, é  preciso discutir o futuro da matriz no que tange à segurança, qualidade e preço”, adianta Cavalcanti. Serão abordadas oportunidades regionais, o papel das fontes renováveis, com ênfase no aproveitamento hidroelétrico remanescente e dos campos do pré-sal como fonte estratégica para o desenvolvimento.

Serviço
13º Encontro Internacional de Energia da Fiesp
Data/horário: 6 e 7 de agosto de 2012, das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique
Endereço: Av. Brigadeiro Luis Antonio, 4700, Jardim Paulista, capital

Crise pode ser superada com mais facilidade que em 2008, diz Mantega em entrevista

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Guido Mantega, ministro da Fazenda e Paulo Skaf, presidente da Fiesp, durante entrevista coletiva

Em entrevista coletiva logo após o “Seminário Econômico Fiesp e Lide – Agenda Brasil, Proposta para o Avanço Acelerado do País”, na Fiesp, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo federal vem tomando medidas para tornar a economia brasileira mais competitiva.

“Mudamos o mix da política fiscal, monetária e cambial, e isso tem um impacto muito grande na produção da indústria e em todos os setores da economia brasileira. A redução dos juros e do custo financeiro é fundamental, e este é um dos maiores ônus que o Brasil tem”, destacou Mantega, que declarou estar aberto à inclusão de novos setores na desoneração da folha de pagamentos para impulsionar a competitividade na indústria brasileira.

De acordo com o ministro da Fazenda, a crise atual se aproxima da ocorrida em 2008 na extensão das consequências sobre todos os países. “A redução da economia mundial e dos mercados atinge principalmente a indústria mundial. Não podemos menosprezar essa crise. Desde o ano passado vimos dizendo que esta crise é grave, e mostramos que nós temos condições de superá-la, aqui no Brasil, com mais condições do que em 2008.”

Ousadia de todos

Na avaliação de Guido Mantega, embora as empresas estejam em melhor situação e o governo tenha mais reservas do que em 2008, é preciso ousadia de todos os agentes para superar o atual cenário. “O governo tem que ser o mais ousado para tomar medidas na área tributária e nos custos de infraestrutura. E o setor privado tem que acreditar que vamos reverter este quadro; assim o Brasil pode crescer 4%, 5% perfeitamente nos próximos anos”, ressaltou, acrescentando que empresariado, setor financeiro e governo devem manter uma colaboração conjunta.

O ministro prevê para o segundo semestre um crescimento 3,5% a 4%, fator que ele reconhece depender muito da atitude dos três atores. “O governo federal está tomando todas as medidas necessárias para que isso aconteça, até com medidas adicionais, de longo, médio e curto prazo”, sublinhou o ministro, e emendou que é preciso ação do setor empresarial, com aumento de investimentos.

“Temos um mercado, o emprego continua crescendo no país. É preciso que haja mais crédito com spread caindo e que o setor empresarial crie coragem de fazer investimentos antes mesmo de as condições serem dadas, quem sai na frente tem vantagem depois”, analisou.

Decomtec analisa PAC Equipamentos, medida anunciada pelo governo

Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de aumentar o nível de demanda agregada da economia doméstica, o governo federal anunciou na última quarta-feira (27/06), em Brasília, um pacote de estímulo denominado “PAC – Equipamentos”.

Entre as medidas anunciadas estão o aumento do volume de compras públicas e a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).

A matéria foi objeto de nota técnica do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A análise do Decomtec/Fiesp aponta a medida como necessária, porém insuficiente para dinamizar o nível de atividade e investimento.

Para acessar a Nota Técnica – PAC Equipamentos elaborada pelo Decomtec/Fiesp, clique aqui.

Leia nota oficial da Fiesp/Ciesp sobre o pacote de estímulos do governo federal

Nota oficial Fiesp e Ciesp

Para a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), as medidas de estímulo anunciadas nesta quarta-feira (27/06) pelo governo federal são positivas, mas insuficientes frente à necessidade de reanimar a economia brasileira, que deverá crescer menos de 2% em 2012, como já alertávamos desde o início do ano.

O pacote de estímulos de R$ 8,4 bilhões contempla compras governamentais que terão ainda de passar por processo de licitação, e portanto não serão suficientemente rápidas para  aplacar os efeitos do baixo crescimento que precisa ser combatido agora. Além disso, corre-se o risco de parte dessas aquisições virar importação.

O Brasil precisa recuperar a sua competitividade por meio de medidas adicionais, que ajudem a reduzir os custos de produção no país.

Produzir no Brasil é mais caro que nos Estados Unidos, em muitos países da Europa e nos nossos vizinhos da América do Sul. Para corrigir essa distorção, são necessárias ações efetivas que reduzam a carga tributária, diminuam o custo da energia elétrica e do gás, melhorem a infraestrutura e a logística e eliminem o excesso de burocracia.

As empresas recolhem os impostos, em média, 49 dias antes de receber dos seus clientes. Segundo estudos da Fiesp, cada 10 dias a mais no prazo de recolhimento de impostos equivale a injetar um volume de capital de giro superior a R$ 2 bilhões ao longo da cadeia produtiva da Indústria de Transformação.

“No curto prazo, uma solução eficiente, prática e democrática é alongar os prazos de recolhimento de impostos federais e estaduais”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp. “Dessa forma, haveria mais liquidez para todas as empresas e isso estimularia a economia como um todo.”

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp

Governo federal, investidores, indústria e financiadores tratam da construção do trem-bala

Agência Indusnet Fiesp

Os principais agentes envolvidos na construção do trem de alta velocidade – que ligará Campinas/São Paulo ao Rio de Janeiro – se encontrarão, nesta quinta-feira (03/09), na sede da Fiesp, para divulgar aspectos técnicos, econômicos, financeiros e de transferência de tecnologia do projeto de implantação da linha.

O projeto que pretende unir São Paulo e Rio por trilhos e túneis será o tema de encontro que pretende provocar a interação entre governo federal, iniciativa privada, agências de fomento e investidores para debater a concessão, a segurança e a rentabilidade na construção do trem de alta velocidade (TAV).

A ideia é também discutir oportunidades do projeto para a indústria nacional e a apresentação de uma visão de potenciais interessados no TAV Brasil. A linha se estenderá por 518 quilômetros e tem custo estimado de cerca de R$ 68 milhões por quilômetro construído. O gasto total previsto é de R$ 35 bilhões.

“A implantação do trem de alta velocidade é uma iniciativa inovadora, que abre ao Brasil a oportunidade não apenas de oferecer a seus cidadãos uma nova e moderna alternativa de transporte como também à indústria nacional um novo nicho de mercado”, avalia o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, um dos participantes do seminário.

No entendimento de Passos, um dos aspectos mais importantes do projeto é a transferência de tecnologia, que terá impacto muito positivo para as empresas brasileiras, especialmente as que atuam no setor ferroviário.

O seminário contará ainda com a participação de Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).