Fiesp recebe a visita do governador de Maryland

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O governador do estado norte-americano de Maryland, Martin O’Malley, esteve na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta terça-feira (03/12), acompanhado por uma delegação de empresários. O objetivo do encontro foi criar e fomentar relações comerciais com o Brasil.

A coordenação do evento foi feita pelo diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Gianetti da Fonseca, que destacou os pontos que direcionam o crescimento econômico brasileiro. “É muito importante para nós estabelecer um diálogo construtivo com autoridades americanas, criar uma agenda positiva entre o Brasil e os Estados Unidos. Na Fiesp, estamos trabalhando muito para desenvolver mais cooperação entre empresas brasileiras e dos Estados Unidos”, afirmou.

Gianetti: “É muito importante para nós estabelecer um diálogo construtivo com autoridades americanas”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Gianetti: “É muito importante para nós estabelecer um diálogo construtivo com autoridades americanas”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“Hoje, temos muitas oportunidades no Brasil, em especial por três pontos que têm feito a economia continuar crescendo: o aumento do consumo doméstico, os projetos de infra-estrutura, como estradas, portos, plataformas de petróleo e gás, e a agricultura.”

O governador de Maryland deu um panorama da economia do estado. “Maryland é chamada de América em miniatura, o que tem a ver não só com a geografia, já que ficamos no centro da costa leste americana e temos o oceano de um lado e as montanhas de outro, mas também pela nossa diversidade, que é a base da nossa economia de inovação”, explicou.

“A Câmara americana classificou Maryland com o número 1 em inovação, além da inclusão entre os dez estados com a melhor performance econômica dos Estados Unidos”, declarou O’Malley. “Um dos nossos focos é criar mais oportunidades para as próximas gerações, com uma economia mais social e humana e também inovadora e empreendedora. Isso não é algo conquistado por acaso, mas sim o resultado de escolhas.”

Impressionado com o Brasil

O governante também falou das suas impressões sobre o Brasil. “Fiquei impressionado com o que os brasileiros conseguiram alcançar nos últimos dez anos, com o crescimento da sua economia e as oportunidades para a classe média”, disse. “A questão da inclusão social é fundamental para a economia, porque todos nós estamos melhores quando os trabalhadores de uma indústria têm condição de comprar o que eles produzem.”

O’Malley: “Fiquei impressionado com o que os brasileiros conseguiram alcançar nos últimos dez anos”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O’Malley: “Fiquei impressionado com o que os brasileiros conseguiram alcançar nos últimos dez anos”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Dennis Hankins, destacou áreas importantes nas quais Maryland pode colaborar com o Brasil. “O Brasil está em um momento de transição, em que busca um crescimento futuro por meio da inovação, a tecnologia e a educação”, explicou. “Maryland pode contribuir muito, já que é o estado-líder em inovação e tem um dos melhores sistemas educacionais dos Estados Unidos.”

Empresários e profissionais também apresentaram suas experiências durante o encontro. Para mostrar um pouco do funcionamento do sistema de infra-estrutura de Maryland, foi convidado o diretor-executivo do Maryland Port Administration, Jim White. Rushern L. Baker III, Secretário de Prince Georges County, falou sobre as oportunidades de negócio no condado. A vice-presidente da DK Diagnostics, Amanda Lapenna, contou sobre a instalação da empresa brasileira em Maryland.

Também participou do evento o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp.


Foto: Paulo Skaf recebe governador do Pará na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebeu em reunião, nesta segunda-feira (02/12) , o governador do Pará, Simão Jatene.

Jatene veio para São Paulo para participar do seminário “Oportunidades de Investimentos no Pará”, promovido pelo jornal Valor Econômico e apoiado pela Fiesp.

Skaf, à esquerda, e Jatene: reunião na Fiesp nesta segunda-feira (02/12). Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Skaf, à esquerda, e Jatene: reunião na Fiesp nesta segunda-feira (02/12). Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Na Fiesp, seminário do jornal Valor Econômico destaca investimentos no Pará

Agência Indusnet Fiesp

O jornal Valor Econômico realizou, nesta segunda-feira (02/12), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o seminário “Oportunidades de Investimentos no Pará”. A iniciativa conta com o apoio da federação e teve a participação do presidente da entidade, Paulo Skaf.

Entre outros assuntos, o evento teve a finalidade de abordar a possibilidade de verticalização industrial, apresentando a investidores de outras regiões todas as potencialidades nos setores de infraestrutura, logística, mineral, agronegócio e de energia renovável.

Ao lado de Paulo Skaf,  o governador do Pará, Simão Jatene, abriu o seminário, com o propósito de ressaltar os diferenciais do estado em termos de economia, energia e turismo, entre outros temas.

Em sua apresentação, Jatene afirmou que o Pará possui “grandes diversidades” e que pode ser considerado “uma síntese da Amazônia”. “É impossível falar em Pará sem falar em Amazônia. E, infelizmente, a visão pitoresca com que costuma se tratar a região não acrescenta em nada para uma discussão séria sobre o nosso desenvolvimento”, afirmou o governador.

Jatene destacou que a região Amazônica, apesar de deter 60% do território brasileiro, possui apenas 12% da população e colabora com 8% do PIB brasileiro. “Trata-se de uma distorção muito grande. Como mais da metade do Brasil pode produzir apenas 8% da riqueza nacional? Trata-se de um dado importante a ser levado em consideração e mais uma demonstração de que é urgente a rediscussão da questão federativa brasileira”, afirmou.

Como superar o problema? Para o governador, a solução mais viável seria realizar uma tripla revolução: “pelo conhecimento, pela produção e pelas novas formas de gestão e governança”.

Jatene, à esquerda, e Skaf: oportunidades de investimento no estado do norte brasileiro. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Jatene, à esquerda, e Skaf: oportunidades de investimento no Pará. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Roberto Gianetti, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, participou de um painel sobre mineração no evento.

>> Foto: Paulo Skaf recebe governador do Pará na Fiesp



Governador de Minas Gerais fala sobre gestão pública em reunião do Consea/Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu segunda-feira (20/08), em sua sede, o governador do Estado de Minas Gerais, Antonio Anastasia. Convidado da reunião do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Fiesp, Anastasia apresentou um panorama das ações da gestão pública mineira. O encontro fez parte da série de debates ‘Repensando o Brasil’, mediado por Ruy Altenfelder, presidente do Consea.

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Governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, participa debate mediado por Ruy Altenfelder, presidente do Consea, em reunião do conselho da Fiesp

Anastasia cumprimentou o colegiado da Fiesp por abordar o tema da gestão pública que, segundo ele, por séculos foi desdenhado pelo Brasil. “Durante muito tempo a gestão pública foi um assunto estranho e de menor importância, ao contrário das questões econômicas. E hoje pagamos o preço por não ter investido em valores humanos”, explanou o governador.

O chefe do executivo mineiro lembrou que na década de 1990, com a estabilidade da moeda, houve a primeira reviravolta na administração em seu Estado. “Até então, a inflação que protegia o poder público, que vivia de aplicações financeiras, não permitia o planejamento.  Com o choque de gestão, foi possível colocar a casa em ordem.”

Na primeira geração do choque de gestão mineiro em 2003, lembrou o governador, o patamar era desfavorável pela precariedade da infraestrutura e dos serviços públicos, com dificuldades de honrar em dia as obrigações e para captação de recursos. “Naquele ano, o déficit era de R$ 2,4 bilhões. Em 2004, conseguimos revertê-lo e houve equilíbrio fiscal nas contas públicas”, afirmou.

Procedimento distinto

Com a ideia do Planejamento, de reduzir drasticamente as ações governamentais onde fosse necessário, promoveu-se uma série de medidas, como a priorização do fluxo de recursos, plataforma de gerenciamento de metodologia diferenciada e monitoramento de projetos, visando o atingimento das metas.

Já entre 2004 e 2006, segundo Anastasia, 31 projetos estruturadores do governo mineiro representaram 4% da despesa orçamentária. Nos anos seguintes até 2010, os projetos estruturadores aumentaram para 57, elevando a 11,5% a despesa orçamentária.

O governador expôs o plano mineiro de desenvolvimento integrado 2007-2023, que prevê a perspectiva integrada do capital humano, integração territorial competitiva, equidade e bem-estar e sustentabilidade que, segundo ele, foi concebido com planejamento detalhado e acompanhamento passo a passo.

“Temos que levar o governo, através dos resultados, para perto das pessoas que passaram a sentir a ação do poder público. É fundamental que as pessoas participem, para valorizarem aquilo que lhes pertence. O dinheiro do governo é o dinheiro da sociedade”, enfatizou Anastasia, acrescentando que Minas Gerais “é um dos melhores Estados para se viver, pela prosperidade, cidadania e qualidade de vida.”

Ao finalizar sua exposição, o governador de Minas Gerais destacou a educação como um dos principais pilares de sua gestão: 1º lugar no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb) em 2011; melhor desempenho brasileiro em matemática e língua portuguesa; aumento de 67,7 pontos na proficiência dos alunos em leitura.