Skaf visita sede do Google, no Vale do Silício

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, visitou nesta segunda-feira (16 de outubro) a sede do Google, no Vale do Silício, região da Califórnia que concentra empresas de tecnologia. Além de participar de reuniões, conheceu aplicativos ainda não disponíveis no Brasil. Ao sair, Skaf disse que o objetivo da visita era “levar ideias para aplicar nas escolas do Sesi-SP e do Senai-SP, nas nossas empresas e nossas entidades”.

A visita ao Google é parte de uma missão brasileira ao Vale do Silício, que foi integrada também pelos vencedores do 6º Hackathon da Fiesp. Ao anunciar os vencedores, em 6 de agosto, Skaf revelou que como parte do prêmio eles viajariam com a missão. A equipe Fiscal Cidadão venceu na categoria Combate à Corrupção da maratona de criação de aplicativos. Na categoria Combate à Pedofilia ganhou o DevinhX.

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O presidente da FIesp e do CIesp, Paulo Skaf, durante visita à sede do Google. Foto: Divulgação

‘O mundo inteiro passa por uma abordagem de proteção de dados’, destaca professor em debate do II Congresso Internacional de Segurança Cibernética da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Hora de discutir a proteção de dados individuais na internet. Por isso o painel sobre “Privacidade, proteção de dados e reputação das empresas” na tarde desta segunda-feira (28/11), no II Congresso Internacional de Segurança Cibernética da Fiesp. A discussão foi mediada pelo diretor do Departamento de Segurança (Deseg) da federação e coordenador do Grupo de Trabalho de Segurança Cibernética na área, Rony Vainzof.

Professor de Direito Digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Renato Leite destacou o fato de que a iniciativa privada deve ser a favor de uma lei geral de proteção de dados, afinal, “o mundo inteiro passa por uma abordagem de proteção de dados individuais”. “Uma lei geral visa garantir direitos aos cidadãos”, afirmou. “A privacidade é só um dos direitos protegidos”.

Para Leite, informação é poder. “Com que direitos os nossos dados serão divulgados? Precisamos saber”.

O professor explicou ainda que o “consentimento é pedra basilar para o tratamento de dados individuais”. “Nunca lemos os termos de uso, mas o consentimento é só uma das nove formas para autorizar a coleta, uso e tratamento de dados individuais no projeto de lei sobre o assunto que temos no Brasil”, explicou. Segundo Leite, Argentina e Uruguai possuem leis sobre o assunto “há anos”.

Além disso, as próprias empresas vão se ajustando ao tema. “No início, o Facebook permitia a qualquer pessoa ter acesso a todos os perfis, as restrições foram sendo feitas ao longo do tempo”.

Razões de ordem comercial

Professor da Faculdade de Direito da UERJ e colaborador da Secretaria Nacional do Consumidor, Danilo Doneda lembrou que as legislações específicas que existem na Europa sobre o tema são em parte fruto da necessidade de consolidação do Mercado Comum Europeu. “Era preciso que o trânsito de dados fosse feito sem maiores amarras, inclusive com aplicações extraterritoriais”, afirmou. “As razões de ordem comercial motivaram a criação de várias leis de proteção de dados. E assim deve ser no Brasil”.

Para Doneda, os chamados “aspectos contratualistas e de termos de uso e de privacidade” serão ainda mais necessários com o advento da internet das coisas. “Será preciso elaborar relatórios de impacto à privacidade no desenvolvimento de produtos que já venham com acesso à internet”, disse. “O dano é alto para as empresas em caso de vazamento de dados, é preciso ser transparente com os consumidores”.

Diretor de Relações Institucionais do Google, Marcel Leonardi destacou que a proteção de dados, no dia a dia, envolve questões como o uso, por exemplo, de um táxi por meio de um aplicativo. “Que atividades mencionamos quando falamos em regulação de dados?”, questionou. “Não seria possível chamar um táxi por meio de aplicativos se o sistema não soubesse a minha localização geográfica”.

Falando de um exemplo pessoal, Leonardi disse ter se surpreendido ao ver um vídeo do filho na página oficial do Palmeiras no Facebook, na manhã desta segunda-feira (28/11), por ocasião da vitória do time no Campeonato Brasileiro neste domingo (27/11). “Não me lembro de ter autorizado a divulgação do vídeo, mas, em nome da paixão futebolística, vá lá”, disse.

Segundo ele, propostas legislativas não farão sentido “se as empresas não estiverem comprometidas”. “Se depender só das autoridades para interceder a favor dos cidadãos, não vai dar certo”.

Respostas rápidas

Sócio do escritório da Brunswick, em Washington, nos Estados Unidos, George Little, destacou que a segurança cibernética é um desafio de reputação para as empresas, lembrando que é preciso agir já.

Little contou que estava em Londres, na Inglaterra, em 2015, quando empresa de banda larga, telefonia fixa e TV por assinatura Talk Talk  anunciou ter sido alvo de ataques cibernéticos. “Na ocasião,  o CEO disse que 4 milhões haviam sido afetados e que o Estado Islâmico havia sido o responsável”, disse. “Não eram 4 milhões de clientes afetados nem existia qualquer ligação com o estado islâmico: um adolescente irlandês era o autor do ataque”. Com isso, as “ações da empresa despencaram e a Talk Talk virou um verbo”.

De acordo com ele, houve uma “falha de comunicação”. “A Talk Talk e outras empresas que passaram pelo mesmo teriam sobrevivido se tivessem um plano organizado nesse sentido”, afirmou. “Todas as empresas precisam se ver como empresas de dados, esses são os ativos mais importantes que vocês têm”.

Ideias para lidar melhor com o tema? “Precisamos ter campanhas de engajamento sistemáticas entre funcionários e entre as comunidades em que eles vivem”, disse     Little. “As empresas têm um papel importante na disseminação da importância da segurança cibernética”.

Outro ponto importante: os executivos precisam estar preparados para passar informações para a imprensa. “Não podemos esperar, temos que começar agora”, afirmou. “Os altos executivos têm que saber falar com os jornalistas, passar as informações corretamente”.

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O painel sobre proteção de dados no II Congresso Internacional de Segurança Cibernética: é preciso agir já. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


‘Há zonas de conflito entre o que é possível informar’, afirma juíza em debate do Congresso sobre Marco Civil na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Até onde vai o direito à informação? Em que momento ele esbarra na proteção da privacidade? Pois esses e outros temas, como a proteção de dados pessoais e o direito ao esquecimento na internet estiveram no centro dos debates do “Congresso Marco Civil – Uma visão dos tribunais”, na tarde desta terça-feira (16/08). O evento, realizado na sede da Fiesp ao longo de todo o dia, reuniu juristas e representantes de empresas de tecnologia.

Para a juíza do Tribunal de Justiça de São Paulo Viviane Maldonado, a liberdade de imprensa e o direito à informação, mesmo sendo relevantes para “franco desenvolvimento da sociedade”, não são “ilimitados” e muitas vezes esbarram em outros direitos, como o da privacidade. “Há zonas de conflito entre o que é possível informar”, afirmou Viviane. “Se quero publicar uma informação sobre determinada pessoa num blog, isso quer dizer que eu posso falar tudo? Ou há risco de ofender a esfera da intimidade?”.

Segundo a magistrada, essa é uma avaliação que precisa ser feita caso a caso, mas a partir de critérios como o interesse público da informação. “É quando o juiz avalia se aquela informação é relevante o suficiente para ser caraterizada como de interesse público”.

Para exemplificar o que disse, ela destacou que o patamar de privacidade é reduzido em função da ocupação, do trabalho de cada um. “Se eu como maçã no café da manhã esse dado não é considerado de interesse público”, explicou. “Mas, se alguém vai até a minha vara e percebe que eu tenho pilhas de processos acumulados enquanto passo cinco horas por dia na academia, isso passa a ser de interesse coletivo: está em jogo o que eu estou fazendo no meu horário de trabalho de juíza”.

De acordo com Viviane, “todo o nosso passado está arquivado em algum lugar”. “A diferença é que as informações estavam arquivadas em bibliotecas, livros e papéis inacessíveis”, disse. “Hoje é só jogar o nome de uma pessoa num buscador para obter todo um histórico da vida dela”.

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O debate sobre o direito ao esquecimento no Congresso: dificuldade de estabelecer regras fixas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Para ampliar o debate, a magistrada citou ainda o chamado “direito à reabilitação”, previsto na legislação brasileira. “Quando o cidadão cumpre pena e segue determinados critérios, tem o direito de não ter seus registros criminais revelados”, explicou. “Tudo dá margem a duas interpretações diferentes”.

De alguma forma

Sócia do escritório Trench, Rossi e Watanabe, a advogada Flávia Rebello foi outra participante da discussão.

Segundo ela, a Constituição, o Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor, por exemplo, “sempre protegeram a privacidade de alguma forma, mesmo antes do Marco Civil”. “A nossa legislação pode não ser tão detalhada quanto em outros países, falta cultura de proteção dos dados, mas não se pode dizer que os dados pessoais estão sem proteção nenhuma”.

Flávia explicou que o Marco Civil classifica como nula qualquer cláusula que viole o direito à privacidade e à liberdade de expressão. “Sem consentimento expresso do usuário, os dados pessoais dele não podem ser transferidos a terceiros”, disse. “Por isso os sites deverão informar como será feita a coleta, uso, armazenamento, tratamento e proteção de dados pessoais do usuário, isso já está na nossa legislação”.

Uma régua rígida e perfeita

Diretor de Relações Institucionais do Google, Marcel Leonardi destacou que o esquecimento “é o desejo de quem busca essa tutela”, mas que “nada garante que vá acontecer”.

“A remoção de links e a desindexação, com a decisão do que é de interesse público ou não, não pode ser relegada ao setor privado, é uma atribuição do judiciário”.

Por conta de decisões judiciais, o Google foi obrigado, na Europa, a disponibilizar formulários para que os usuários apresentem possíveis restrições a conteúdos. “Acatamos 43% dos pedidos, um volume significativo”, disse. “Mesmo que a empresa acredite que o direito à desindexação seja um equívoco”.

De acordo com Leonardi, o que passa ao largo do debate é “alguém defender o interesse público”. “É difícil traçar uma régua rígida e perfeita para todos os casos”, afirmou. “O direito ao esquecimento busca encontrar respostas possíveis para isso”.

Para ele, é impossível saber quem vai se tornar uma figura pública. “Por isso fatos do passado podem se tornar relevantes”.



Comunicação como ferramenta de sucesso para as empresas é tema de painel no 11º MPI

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Potencializar a comunicação e utilizá-la como ferramenta de negócios para obter sucesso para as empresas, principalmente neste novo cenário digital, mostrando o impacto da comunicação interna e externa nas empresas, foi tema do último painel do 11º Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI). Carlos Bittencourt, diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp, acredita que o painel concluiu bem todas as apresentações do Congresso: “Foram apresentadas tantas competências necessárias para empreender e, por último, esse painel de comunicação conclui de forma grandiosa todo o raciocínio que tivemos hoje.”

Sobre gestão da comunicação, Paulo Cunha, professor da ESPM, disse que é preciso avaliar o papel que a comunicação tem na empresa, já que muitas vezes não há uma definição clara sobre isso. “É importante definir a finalidade para a comunicação e como pode ser um instrumento para atingir metas e objetivos estabelecidos.” Cunha explicou que quando falamos em comunicação estamos falando também de influenciadores, públicos de interesse e não apenas no consumidor final. “A comunicação precisa ter um alinhamento com os objetivos da empresas.”

O palestrante desmitificou alguns paradigmas, como: não ter estrutura de marketing por ser uma empresa pequena. “Estar no mercado implica em fazer marketing. Todas as empresas têm marketing, pode não existir um departamento, mas o marketing em si, existe”. Sobre não ter verba para a comunicação, Cunha analisou que caro ou barato são definições relativas, estando relacionadas à definição de papel e de estratégias de comunicação. Além disso, deve-se pensar em contingenciamento para os próximos passos da empresa e parcerias estratégicas.

Pedro Luiz Dias, fez uma análise sobre a comunicação interna, sua área de especialiação. Para ilustrar sua apresentação, Dias analisou o caso de uma “empresa” um pouco inusitada. “A Igreja Católica tem como missão comunicar. Vamos analisar a Igreja como entidade, como gestão”. De acordo com ele, o líder dessa entidade seria o papa Francisco, que é um bom comunicador. O maior problema que a Igreja enfrenta não é a mensagem, já que é a mesma há mais de 2.000 anos, mas como essa mensagem é transmitida. “O clero precisa aprender a lidar com esse novo fenômeno que são as mídias sociais. A mensagem continua a ser uma só, mas a linguagem precisa ser diferente”, disse.

“A liderança da entidade entendeu que também precisava estruturar a comunicação interna, adotando estratégias: encorajamento, engajamento, mais entusiasmo, paixão, determinação. A mensagem é que todos somos cristãos”, explicou Dias. O palestrante definiu a comunicação interna como a decisão de estado da sua empresa, e que é necessário mais diálogo entre as lideranças e forças internas e externas das suas empresas, por isso é preciso preparar os líderes. Dias explicou ainda que existem três pilares fundamentais para essa comunicação interna: mensagem estratégica, mensagem tática, mensagem operacional.

Sandra Salgado, mestre em Comunicação Mercadológica, apresentou brevemente como as empresas têm utilizado as redes sociais, em um mercado cada vez mais competitivo. “As redes sociais têm estruturas para estimular o colaborar com criatividade, com interatividade, conteúdo, engajamento do público nas redes. Isso é investimento em comunicação”, afirmou.

Consumidores cada vez mais conectados

A missão da Globo.com é informar, divertir e entreter o consumidor, sendo distribuidores e produtores de conteúdo, com diferentes formas de distribuição e de produção, informou o diretor do portal, Eduardo Becker. O conteúdo da Globo.com está disponível em qualquer plataforma e é separado por grupo de interesses: G1, com as notícias; Gshow, com entretenimento; e Globo Esporte, com esportes. Becker explicou que hoje vivemos uma fragmentação da comunicação. “Antigamente eu me informava no momento que eu acordava e no momento que ia dormir, apenas. A internet conectou e permitiu acesso à informação o dia inteiro, e isso traz muitos desafios. É preciso produzir conteúdo de uma forma diferente para o consumidor.” Becker enfatizou que o brasileiro é muito conectado e adota facilmente as redes sociais. Além disso, Becker citou a importância da questão mobile, um mercado que está crescendo cada vez mais.

Gustavo Loureiro, especialista em marketing digital, dividiu com o público a trajetória da empresa em que trabalha, uma gráfica online, e apresentou algumas ferramentas de comunicação que impulsionaram o crescimento da empresa, que já estava no mercado havia 50 anos, mas que agora estava se modernizando. Para conseguir credibilidade, Loureiro explicou que distribuíram kits de amostras com os produtos, afirmando a qualidade do serviço, e junto a isso trabalharam com estratégia de marketing digital.

Entre as ferramentas utilizadas, Loureiro citou a InBound Marketing, que consegue ajudar pequenos e médios empresários. Outra ação que fizeram para o crescimento da empresa foi a otimização do site nos mecanismos de pesquisa. “Em relação ao ano passado, nosso tráfego aumentou em 250%, crescemos a base em 30% em relação, tráfego por busca orgânica cresceu 376%, tráfego por social media cresceu 2.128%, e tivemos um faturamento 550% maior em relação ao ano anterior”, afirmou.

O palestrante evidenciou ainda a importância do mobile, e disse que o próximo passo da empresa é ter um site responsivo, o que significa que poderá ser acessado pelo computador, celular, tablet etc. “O investimento em marketing digital é necessário, e hoje existem metodologias extremamente inovadoras e acessíveis”.

Para Dan Travelstead, do Google, o mundo digital é completamente conectado, e o Google tenta trazer para as empresas todos os aplicativos do mercado de forma organizada. As ferramentas são mobile, são independentes de um local. “Temos melhor tecnologia em casa do que no trabalho, e antigamente não era assim. Hoje em dia não trabalhamos em um lugar fixo”, disse Travelstead. Ele afirmou ainda que em 30 anos as ferramentas mudaram muito, quando houve uma transição para o digital, mas os processos são praticamente iguais. “Buscamos oferecer segurança e compliance para as empresas. A inovação não pode ser imposta. Entretanto, você pode criar um ambiente onde ela se desenvolverá organicamente”, finalizou.

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O painel que debateu a importância da gestão da comunicação nas empresas: estratégia. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Todo feedback é importante, diz executiva do Google em preparatório para o Hackathon

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

“Todo o feedback é importante, mesmo ser for frustrante”, opinou a executiva responsável pela área de design de experiências do usuário do Google, Laura Garcia, durante o “1º Esquenta dos Gurus”, evento preparatório para a 3ª edição do Hackathon, maratona de desenvolvimento de aplicativos que acontece nos dias 20 e 21 de setembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

O encontro prévio, realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da federação na noite desta terça-feira (26/08), reuniu profissionais de comunicação e tecnologia, que compartilharam orientações e dicas para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras.

Durante a sua participação, Laura também chamou a atenção dos presentes para a importância de saber exatamente aquilo que está sendo vendido aos possíveis investidores. “Aproveitem para testarem seus protótipos, é fundamental”.

Gomide (o segundo a partir da direita) e os "gurus" do Hackathon: lições de empreendedorismo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Gomide (o segundo a partir da direita) e os "gurus" do Hackathon: lições de empreendedorismo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Pense grande

Além disso, ela sublinhou que é importante que o futuro empreendedor, além de uma boa e inovadora ideia, saiba atender e priorizar os problemas de seus usuários. Para ela, quem quer criar uma startup de sucesso, ou um aplicativo, precisa “pensar grande”, além de investir em pesquisa, conhecer o mercado e entender seus concorrentes. “Seja memorável e não dê trabalho aos clientes e usuários”, aconselhou.

Na visão do diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, que conduziu o encontro, o Hackathon é uma “ótima experiência” para quem pretende empreender e criar soluções inovadoras. “Tivemos cerca de 200 participantes na segunda edição do evento. Alguns deles inclusive já receberam aporte financeiro de investidores”, disse, destacando a relevância da iniciativa. “A Fiesp consegue expor essas boas ideias criadas e faze-las ganharem as ruas”, completou.

Como funciona

O Hackathon é um desafio que propõe a criação, durante dois dias, de um aplicativo para dispositivos móveis com código aberto. Programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores deverão criar uma solução tecnológica para os problemas existentes em determinadas áreas, tanto na sociedade quanto na indústria. O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor daqueles que ousam ser desafiados.

Um dos participantes da última edição que já vê seu produto começar a dar certo é o empreendedor Manoel Neto, um dos criadores do Heroes, um aplicativo para tablets e smartphones que estimula a doação de sangue.  “Hoje a iniciativa conta com o apoio da Cruz Vermelha e da Fundação Pro-Sangue”, conta.

Além de Laura, Daniel Tártaro, da OgilvyOne, Theo Rocha F/Nazca Saatchi & Saatchi e Ubiratan Soares, referências em desenvolvimento de soluções para plataforma Android, participaram do encontro.

De um jeito relevante

“Espero ajuda-los a fomentar a inovação e a mudar os modelos atuais”. Foi assim que Daniel Tártaro, diretor-geral da agência publicitária OgilvyOne,  destacou para os futuros empreendedores a necessidade de entender o comportamento de seus potenciais clientes para poder entregar o que eles precisam de um jeito relevante.

Tártaro: para entender o comportamento dos clientes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Tártaro: para entender o comportamento dos clientes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“Hoje inova quem tem boas ideias, mas também capacidade de executá-las. É uma mudança de paradigma”, opinou. Para ele, o simples é sempre a melhor solução. Outra dica importante dada pelo publicitário é atentar para formas de “capturar” o cliente no momento de compra.

“Tudo se resume em como convencer uma pessoa a consumir seu produto. A saber transformar todos os dados que temos disponíveis para criar algo no melhor contexto, da melhor forma possível”, opinou.

É errando que se aprende

Em seguida, Theo Rocha, diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi, criticou a “cultura da punição do erro”. Atitude comum na maioria das corporações, em sua visão.  “Uma dica que dou é a de sempre incentivar, identificar e corrigir erros”.

Rocha acredita que o grande problema nas empresas é que há um “grande medo em errar”. “O perfeito não existe. A cultura das startups é que podemos começar com pouco, aprender errando. E lapidar as ideias e projetos durante a caminhada”, disse.

Rocha falou também sobre arquitetura de conteúdo e a importância do designer de usabilidade na criação de um aplicativo. “O designer tem que fazer com que o usuário tenha uma experiência natural, intuitiva. Exercite também a maneira como você vai vender sua ideia”, disse.

O esquenta do Hackathon: maratona de desenvolvimento de aplicativos será realizada nos dias 20 e 21 de setembro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O esquenta do Hackathon: maratona de desenvolvimento de aplicativos será realizada nos dias 20 e 21 de setembro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


No encerramento, Ubiratan Soares, referência em desenvolvimento de softwares para aplicativos, destacou a profissão de desenvolvedor, que cada vez ganha mais espaço dentro da economia criativa. “Desenvolvedor tem que ter na cabeça que nós criamos softwares feitos para humanos lerem, não máquinas”.

‘O que falta é informação organizada’, afirma diretor geral do Google no Brasil

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“Vivemos a economia do compartilhamento. Juntos, conseguimos gerar informação para melhorar o mundo”. A reflexão foi feita, na noite desta terça-feira (10/06), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, pelo diretor geral do Google no Brasil, Fábio Coelho. O executivo foi o convidado deste mês da reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da federação, num bate papo no qual falou de sua própria carreira e da chamada “democratização da inteligência”, entre outros assuntos.

O debate foi aberto pelo presidente em exercício da Fiesp, Benjamin Steinbruch, que destacou as ações do comitê. “Admiro o trabalho dos jovens empresários, vocês são prioridade para nós”, disse. “E não temos só jovens empresários aqui”. Para o diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, o incentivo não é novo. “Você sempre nos apoiou”, disse.

Em seguida,  Steinbruch deu as boas vindas a Fábio Coelho, que veio “nos brindar com a sua história”.

A partir da esquerda, Coelho, Steinbruch e Gomide: empreendedorismo em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A partir da esquerda, Coelho, Steinbruch e Gomide: empreendedorismo em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Depois de dizer que nunca pensou que “estaria um dia falando na Fiesp”, Coelho contou que é natural de Vitória, no Espírito Santo, tendo se inspirado muito na figura do pai, que “começou a empreender aos 60 anos, depois de uma carreira na Vale do Rio Doce”. “Tenho esse legado na família”, disse. “E hoje trabalho muito para tentar disponibilizar o acesso a ferramentas de educação no nosso país”.

Tendo ingressado na faculdade de Engenharia Civil na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com 16 anos, ele afirmou que foi engenheiro de obra e fez mestrado na UFRJ. Depois,  passou dois anos nos Estados Unidos, onde obteve o Certificate of Special Studies (CSS) em Administração de Empresas pela Universidade de Harvard.

Em seguida, trabalhou com marketing, bancos e telecomunicações, tendo morado em Atlanta, nos Estados Unidos, onde começou a atuar com empresas de internet, ponte que o levaria à empresa na qual trabalha hoje. “Fiquei apaixonado pelo Google quando o conheci”, contou. “Minha carreira é de construção de caminhos e de muito trabalho”.

Há três anos e meio na companhia no Brasil, ele diz que  se “encontrou”.

Democratização do acesso  

Entre os motivos dessa identificação com o trabalho desenvolvido pelo Google, está a crença de que a “democratização da inteligência pode ser o pilar de uma sociedade mais homogênea e articulada”. “A primeira coisa que temos que fazer é democratizar o acesso”, disse Coelho.

Coelho: “Minha carreira é de construção de caminhos e de muito trabalho”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Coelho: “Minha carreira é de construção de caminhos e de muito trabalho”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Nessa linha, o diretor geral do Google no Brasil destacou iniciativas como um projeto da empresa com balões biodegradáveis a 20 km de altitude para levar a conexão à internet a locais como áreas rurais no entorno de Teresina, no Piauí. “Conectamos uma escola rural pela primeira vez na internet”, contou. “A internet como ferramenta pode ser aquilo que a gente quiser que ela seja. Temos que encontrar novas alternativas e oportunidades de acesso”.

Da pedra ao digital

Segundo Coelho, a economia que se transformou a partir da pedra, da pedra e da madeira e passou pelo carbono, chegou ao ambiente digital com características “que geram oportunidades, custos de distribuição quase zero com escala instantânea”.

“Vivemos a economia do compartilhamento. Juntos, conseguimos gerar informação para melhorar o mundo”, afirmou. “O que falta é informação organizada. No Google, organizamos as informações e as tornamos universalmente acessíveis”, explicou.

Em noite de plateia lotada, a reunião do CJE discutiu a democratização da informação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em noite de plateia lotada, a reunião do CJE discutiu a democratização da informação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Para o executivo, uma sociedade com “mais transparência de informação tende a ser mais eficiente”. “Pensem em todas as oportunidades de redução das ineficiências, principalmente de forma colaborativa”.

Fábio Coelho, diretor-geral do Google Brasil, participa de reunião na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza, nesta terça-feira (10/06), reunião ordinária com o diretor-geral do Google Brasil, Fábio Coelho. Durante o encontro, ele falará sobre sua trajetória de sucesso profissional. “Estou honrado de poder compartilhar um pouco da minha história nesta reunião e de poder conhecer usuários locais”, afirma Fábio.

Em 2013 Fábio foi eleito CEO do Ano pela Revista Exame Info e Líder em Inovação Tecnológica, recebendo o Prêmio Líderes do Brasil. Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com mestrado em Administração pela COPPEAD-UFRJ. Possui CSS (Certificate of Special Studies) in Business Administration pela Universidade de Harvard. Trabalhou na AT&T, nos Estados Unidos, ocupando o cargo de presidente de Negócios Digital (AT&T IntelliVentures).

“Acho muito importante trazermos convidados que possam mostrar oportunidades de empreendedorismo para nossa mesa de discussões. Certamente teremos um excelente encontro com Fábio Coelho”, enfatiza o diretor do CJE”, Sylvio Gomide.

Serviço

Reunião Ordinária do CJE com Fábio Coelho

Data: 10/06

Horário: 18h45

Local: Avenida Paulista, 1313


MPI 2014: cooperação produtiva estimula a competitividade das empresas

Ariett Gouveia e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

As possibilidades oferecidas pela chamada cooperação produtiva para as empresas foram debatidas, na tarde desta segunda-feira (26/05), no  9º Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI), organizado pelo Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O evento foi realizado no Hotel Renaissance, na capital paulista.

Um dos convidados para discutir o assunto, o professor titular e chefe do Departamento de Engenharia da Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), João Amato Neto, explicou que a cooperação produtiva rende bons frutos desde a década de 1980 em países como os Estados Unidos, Itália e Japão. “As redes de cooperativas formadas por pequenas empresas são formas de desenvolver economias regionais”, disse. “Um impulso para a competitividade das empresas”.

No Brasil, conforme Neto, são boas experiências do tipo as redes de cooperativa de agricultura familiar e as redes de cooperativas solidárias para a pesca em Santa Catarina e as redes de farmácias do Rio Grande do Sul, entre outras iniciativas.

Neto: iniciativas de cooperação em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Neto: iniciativas de cooperação em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Foto: Everton Amaro/Fiesp

De que forma a cooperação produtiva é feita? A partir de ações como “os consórcios de exportação, as cooperativas de crédito, o desenvolvimento de inovação tecnológica, as compras conjuntas de insumos e o compartilhamento de infraestruturas como laboratórios”, entre outras opções.

Para o professor, a lógica é a de “cooperar para melhor competir”.

O poder da multidão  

Segundo a diretora no Brasil da consultoria Mutopo, Marina Miranda, também participante do painel do MPI, é impossível ignorar, hoje, o poder da multidão manifestado por meio da colaboração, das atividades de crowdsourcing, ou seja, da inteligência e cooperação coletivas.

“As mudanças no mercado agora acontecem de forma muito rápida”, explicou ela. “E essa multidão pode nos proporcionar co-criação, compartilhamento, revisão, financiamento coletivo, acesso a informações”, explicou.

Marina: impossível ignorar o poder da multidão. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Marina: impossível ignorar o poder da multidão. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Nessa linha, empresas como a finlandesa Lego, de brinquedos de montar, simplesmente pararam de investir em publicidade. “A Lego agora investe em comunidades, nos clientes como parceiros, desenvolvendo um trabalho colaborativo com os seus fãs”, disse Marina.

Para ela, “em vez de falar, às vezes é melhor escutar”. É o caso, por exemplo, de iniciativas como o Waze, sistema de localização e roteiros para celular. “Eles não têm funcionários nas principais ruas e semáforos”, afirmou. “Todo mundo trabalha para o Waze fornecendo informações, por isso eles são competitivos”.

Ferramentas de colaboração

Fernanda Mascher, gerente da área de ferramentas, aplicativos e enterprise do Google, falou sobre as ferramentas de colaboração. Para explicar melhor a importância dessas ferramentas, ela buscou a definição de produtividade no dicionário e concluiu que ser produtivo é ter na empresa pessoas que utilizem melhor o seu tempo com menos capital investido.

Para a gerente, esse desafio pode ser respondido por meio da tecnologia. “O trabalho costumava ser local. Antes eu saía da minha casa e ia para o trabalho porque era ali que eu tinha todas as informações, as pessoas com quem eu trabalhava estavam presentes e eu desenvolvia a produção. Isso não acontece mais”.

Fernanda: apenas a versão “agora”.  Foto: Everton Amaro/Fiesp

Fernanda: apenas a versão “agora”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ela destaca que não é apenas uma questão de ler e-mails de casa, mas de ter uma experiência rica de trabalho, com todas as informações necessárias, de qualquer dispositivo. Que seja possível fazer uma conferência por meio de computadores e celulares, com cada pessoa em um lugar diferente. Ou que várias pessoas trabalhem juntas no mesmo documento, sem produzir uma série de versões, apenas a versão “agora”.

“Quantos de vocês conseguem visitar três clientes em uma manhã em São Paulo?”, desafiou Fernanda, que reforçou a necessidade da mudança de cultura das empresas. “A cultura da colaboração tem que vir antes da ferramenta. Se não tem processo, não tem ferramenta que resolva o problema. Só assim as pessoas vão poder colaborar de fato, o que vai aumentar a produtividade.”

Gestão de pessoas

Para tratar de gestão de pessoas, Sergio Nery, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), afirmou que o avanço da tecnologia resultou em um descompasso com a gestão de pessoas. “Há as pessoas que farão as coisas acontecerem, as que acham que já fazem, as que observam, as que se surpreendem quando as coisas acontecem e aquelas que nem saberão o que aconteceu”, brincou.

“O crescimento das pequenas e médias empresas nunca esteve tão associado aos conceitos de grandes empresas, como competitividade, tecnologia, qualidade, meio ambiente, competência gerencial”, afirmou Nery. “É preciso saber gerenciar as competências das várias gerações que trabalham em um mesmo ambiente, para satisfazer um cliente cada vez mais exigente.”

Nery: pessoas que farão as coisas acontecerem. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Nery: pessoas que farão as coisas acontecerem. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O professor também falou sobre a necessidade de mudança de cultura. “Quem faz a mudança não é o processo, mas as pessoas. Muitas vezes, pensamos que estamos mudando, mas estamos fazendo tudo do mesmo modo. É preciso quebrar paradigmas”, alertou Nery, chamando atenção para a questão de retenção de talentos.

“Micros, pequenas e médias empresas têm dificuldade nessa guerra de talentos, porque as grandes investem milhões de dólares para buscar e manter essas pessoas, com possibilidade de oferecer melhores salários e oportunidades de carreiras internacionais”, disse o especialista, que ressaltou que a mudança de cultura pode fazer com que as PMEs consigam manter seus talentos por meio do engajamento com a marca.

Nery concluiu sua apresentação deixando algumas reflexões ao público. “Temos uma visão e valores compartilhados para o crescimento? Temos capital humano para crescer? Temos comprometimento e engajamento dos nossos funcionários? É nisso que precisamos pensar sobre a gestão de pessoas.”

O melhor caminho para a mudança

Participante do mesmo debate, o diretor do Dempi Carlos Bittencourt foi outro a defender a cooperação produtiva entre as empresas. “Os próprios colaboradores podem ser divulgadores das ações das empresas nas redes sociais, por exemplo”, disse.

E mais: “É possível até fechar parcerias com a concorrência em áreas nas quais não há competição, como nas atividades de transporte, por exemplo”, explicou.

Segundo Bittencourt, a “informação é o melhor caminho para a mudança”.

Executivos do Facebook e do Google apresentam ferramentas para impulsionar negócios em Congresso da Fiesp

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Representantes do Facebook e Google no Brasil, duas das maiores empresas de tecnologia de alcance global, apresentaram ferramentas para impulsionar negócios de maneira simples e acessível aos pequenos empreendedores no VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado nesta quinta-feira (10/10), no Hotel Renaissance, em São Paulo. O terceiro painel do evento, “Mídia Digital – aprenda a usar esta ferramenta”, foi mediado pelo diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) , Augusto Dalman Boccia. E contou com a presença de Gustavo Donda, gerente de Pequenas e Médias Empresas do Facebook no Brasil, e Leonardo Assis, gerente de Novos Negócios do Google Brasil.

O VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria é uma iniciativa do Dempi da Fiesp.

“O Facebook não é só uma rede social, é uma plataforma que conecta pessoas, amigos e familiares, apontando onde elas se organizam, criam conteúdo e compartilham eventos”, disse Gustavo Donda. Segundo ele, são 1 bilhão e 100 milhões de pessoas conectadas no Facebook. No Brasil, são 76 milhões de usuários ativos. Nesse sentido, a rede seria uma plataforma “poderosa e com várias opções de direcionamento”, onde é possível escolher falar apenas com o público que é realmente de interesse da empresa. “Não existe nenhuma mídia tão segmentada e que consegue falar com tantas pessoas”, afirmou Donda.

Há menos de um ano, o Facebook lançou uma ferramenta que dá a oportunidade para as empresas anunciarem seu produto no Feed de Notícias do usuário. Donda afirmou que este espaço alavancou os anúncios no Facebook, tendo, com isso, oito vezes mais engajamento e dez vezes mais recall. “Três coisas combinadas fazem com que o Facebook seja a ferramenta mais poderosa do mundo para pequenas empresas: muito alcance, com possibilidade de alta segmentação, alto grau de engajamento e a possibilidade de anunciar onde as pessoas realmente estão”, disse. “Qualquer negócio pode tirar proveito disso”.

Para Donda, o Facebook é uma plataforma que viabiliza e alavanca negócios, além de possuir múltiplas possibilidades que proporcionam ao empresário a mensuração e o controle de suas ações.

Para saber mais, acesse:

www.facebook.com/business
www.facebook.com/help

Para quem ainda não é anunciante, mas está disposto a começar a investir, o menor valor é de R$ 50 por mês em anúncios no Facebook. Basta se inscrever no programa Rota do Sucesso e contar com suporte pessoal para todos os processos de otimização.

www.facebook.com/business/rotadosucesso

De uma forma diferente

Todas as mídias tradicionais e anteriores à mídia online continuam sendo consumidas, mas de uma forma diferente.  “Hoje, temos uma complementaridade entre essas mídias. O desafio é saber onde, quando e como são impactadas pelas empresas”, afirmou Leonardo Assis, gerente de Novos Negócios do Google Brasil, em sua apresentação. Segundo ele, a maior parte do faturamento do Google, em índices mundiais, vem do pequeno empresário.

Assis: maior parte do faturamento do Google vem do pequeno empresário. Foto: Beto Moussali/Fiesp

Assis: maior parte do faturamento do Google no mundo vem do pequeno empresário. Foto: Beto Moussali/Fiesp


Para Assis, uma das formas para ter sucesso é investir em uma publicidade bem assertiva. Segundo ele, uma boa plataforma nesse sentido é o Google Adwords, serviço do site que vai além da busca.  “A busca dá muito resultado, e se assemelha, antigamente, aos classificados”, disse.  A ferramenta permite que todos os termos que se associam ao produto vendido pelo empresário apareçam na pesquisa online, sempre que alguém procurar por algo relacionado.

Qualquer estímulo que for gerado pelas outras mídias, segundo Assis, vai ter um impacto online. “Em mais de 60% de qualquer compra feita por um internauta, em algum momento, ele passou pelo meio online”, disse. “Ou seja, se você vende algum produto, esteja presente online”, afirmou Assis.

O executivo ainda destacou cinco passos para impulsionar os negócios usando os serviços da sua empresa: criar um site, criar uma campanha de pesquisa (busca), uma campanha de display, um canal no Youtube e uma página no Google +.

Mais informações:

www.google.com.br/adwords
novos.negocios@google.com


‘Nosso objetivo é deixar todo o conhecimento universalmente conhecido para qualquer pessoa’, diz gerente de projetos do Google

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Gerente de projetos do Google na América Latina, Rodrigo Vale apresentou os princípios de inovação que norteiam as ações da empresa na agenda da manhã desta quarta-feira (25/09) do Festival do Empreendedorismo (Festemp), realização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

“O Google hoje não é somente uma caixinha de busca, mas uma empresa com uma gama muito grande de produtos. Para manter o rumo, um dos caminhos é a inovação”, afirmou. “Não olhar para o concorrente, nem para o passado, mas olhar para a frente, para o que ainda não foi criado.”

Vale: “O Google hoje não é somente uma caixinha de busca. Para manter o rumo, um dos caminhos é a inovação”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Vale em palestra no Festemp: “O Google hoje não é somente uma caixinha de busca”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Valorizar ideias é um dos princípios da inovação apresentados pelo executivo do Google. “O primeiro passo para a inovação é a ideia, que vem de qualquer lugar. Não só dos gerentes de produto ou da engenharia. Às vezes, vem do vendedor júnior, o cara que acabou de entrar na empresa”, disse o gerente, que mencionou que o Google mantém uma página pela qual os funcionários podem aplicar suas ideias e também votar nas que consideram boas ou ruins.

Compartilhamento de informações

Não ter medo de errar e não eliminar ideias, mas adaptá-las são outros dos princípios da empresa. Como exemplo, Vale citou o Google Wave, que foi substituído pelo Google Buzz, até chegar ao Google Plus. “A ideia era fazer uma rede social e ela foi mantida. Apenas adaptamos o formato.”

Informação é outra base essencial para a inovação na filosofia do Google. Eles defendem o compartilhamento de tudo entre os funcionários da empresa – há até uma rede social interna em que cada pessoa diz seus interesses e projetos em que está trabalhando. Informação e dados que coletam diretamente com os usuários são utilizados para gerenciar todas as decisões.

Vale falou ainda sobre os princípios que se relacionam com as pessoas, como o cuidado com a contratação da equipe e o conceito de que a criatividade melhora quando há restrições ou limites. “O escritório do Google Brasil é muito mais criativo que o Google dos Estados Unidos porque estamos acostumados a ser criativos com baixos recursos.”

O Google também tem como princípio a licença para que as pessoas sigam suas paixões. “Todo funcionário do Google tem a liberdade de usar 20% do seu tempo para fazer coisas que eles gostam dentro da empresa, em coisas que estejam relacionadas com o objetivo do Google”, contou Vale, que afirmou que muitos projetos saíram do programa de 20%, como o Google Tradutor. “Tenho na minha equipe, hoje, cerca de cinco pessoas que não são da minha área, mas que pediram para dedicar seus 20% nos projetos em que eu trabalho.”

Isso se conecta com outro princípio da empresa, que é tornar tudo divertido. “Dos recursos do Google, 70% têm que ser usados em produtos que fazem a empresa sobreviver e 20% são alocados em produtos com potencial extremamente grande de dar certo. E 10% são aplicados em coisas selvagens e malucas”, conta. “Foi assim que surgiu o Google Glass, por exemplo.”

“Outra coisa maluca foi o mapeamento de Marte. Agora estamos mapeando os oceanos, usando a tecnologia do Street View e um mergulhador contratado pelo Google. Isso é conteúdo, conhecimento. Nosso objetivo na empresa é deixar todo o conhecimento universalmente acessível para qualquer pessoa.”

O gerente de projetos do Google finalizou a palestra destacando a importância do foco no usuário. “O mais importante para nós é atender à necessidade do usuário. Na internet, a distância que o usuário tem de sua empresa para o seu concorrente é um clique.”

O Festemp prossegue com atividades no Anhembi até quinta-feira (26/09).

 >> Conheça a programação do Festemp

Alunos do Sesi-SP estão entre os finalistas de concurso mundial de ciências do Google

Agência Indusnet Fiesp

É hora de torcer para um grupo de alunos do Centro Educacional do Serviço Social da Indústria de São Paulo, em Votuporanga, no interior de São Paulo. Eles estão entre os 90 finalistas do Google Science Fair, concurso científico aberto para participantes do mundo inteiro. No próximo dia 27 de junho, os organizadores da disputa vão divulgar os 15 finalistas que participarão da cerimônia de premiação dos vencedores, a ser realizada na Califórnia, Estados Unidos, onde fica o Google.

O projeto dos alunos do Sesi-SP, que já ficou conhecido como “celular salva-vidas”, envolve um sensor que, colocado em telefones móveis de modo acoplado, indica a intensidade dos raios solares, lembrando os usuários dos riscos de ficar sob o sol sem proteção nos horários mais críticos. A novidade serviria para ajudar a combater o câncer de pele. Fazem parte da equipe finalista os estudantes Amanda Ruiz, de 14 anos, Isabela dos Santos e Otávio Martins, ambos com 13 anos. Para o futuro, os três já disseram que querem estudar Engenharia Mecânica.

Outros dois projetos brasileiros estão entre os finalistas do Google Science Fair. O concurso tem como meta discutir soluções que possam “mudar o mundo”. Para os vencedores, o prêmio será uma viagem de dez dias para as Ilhas Galápagos e um montante de US$ 50 mil em financiamento para a educação.

A participação dos estudantes do Sesi foi destacada em reportagem da revista Galileu. Para ler, só clicar aqui.

Alunos do Sesi Votuporanga foram destacados em reportagem do site da revista Galileu. Foto: Reprodução Site

Alunos do Sesi Votuporanga foram destacados em reportagem do site da revista Galileu. Foto: Reprodução Site

Empresas que não se atualizam na era digital correm risco de desaparecer, alerta docente da ESPM

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Com o crescimento da internet, as empresas brasileiras precisam investir os seus esforços na criação de estratégias de comunicação digital para atrair novos clientes. Pelo menos está é a opinião do professor e coordenador do curso de Comunicação e Marketing Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Pimenta.

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Marcelo Pimenta, da ESPM

“Há uns anos atrás o investimento em marketing digital não era uma preocupação das empresas. Hoje, as empresas precisam pensar em como colocar as suas marcas na internet”, disse Pimenta, emendando com um alerta: “A empresa que não aderir a esta nova onda [digital] corre o risco de desaparecer”.

Durante a sua apresentação, Pimenta alertou os pequenos empreendedores sobre os benefícios de inserir a sua marca na rede virtual. Segundo o especialista, a estratégia permite uma interação maior entre a empresa e o cliente, que estimulam a troca de informações valiosas para o crescimento do negócio.

O docente da ESPM foi um dos convidados do painel “Micro e Pequena Empresa no Comércio Eletrônico e nas Mídias Sociais”, agenda da tarde desta quarta-feira (10/10) no VII Congresso da Micro e Pequena Indústria Fiesp, realizado no Hotel Renaissance, em São Paulo.

O painel foi moderado pelo diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), Augusto Boccia, e contou com a participação do gerente de negócios da Google Brasil, Paulo Cabral; do diretor executivo sênior de Produtos da Visa do Brasil, Percival Jatobá; do diretor de Pequenas e Médias Empresas no Facebook, Partick Hruby; e do diretor da Digipronto, Cristiano Miano.

Google e Facebook: marketing digital

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Paulo Cabral, da Google Brasil

O gerente de negócios da Google Brasil, Paulo Cabral, apresentou aos participantes ferramentas de baixo custo disponíveis na internet: o SEO (Search Engine Optimization) e o SEM (Search Engine Marketing), que possibilitam uma visualização privilegiada ne sites no sistema de busca do Google.

“Quanto mais pessoas estiverem conectadas, a gente vai ter um comércio eletrônico muito mais ativo, ainda mais nas grandes cidades onde você não tem muito tempo de comprar. Cada vez mais a gente vai usar o meio eletrônico como forma de comércio”, avaliou.

O diretor de Pequenas e Médias Empresas do Facebook Brasil, Patrick Hruby, lembrou aos participantes que 60 milhões de brasileiros estão conectados ao Facebook. Segundo ele, a página de relacionamento permite que as empresas conheçam melhor os clientes e conquistem novos consumidores. “Estejam onde os seus consumidores estão. Participem deste diálogo e vocês vão ver os resultados”, afirmou.

Entre as alternativas apresentadas por Hruby está a criação de páginas, mais conhecidas como fanpages. Os empresários que desejam conhecer um pouco mais sobre a ferramenta devem acessar o Facebook Empresa.

Segurança em operações com cartões

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Patrick Hruby, do Facebook

O diretor executivo sênior de produtos da Visa Brasil, Percival Jatobá, acredita que a internet é uma forma segura e cômoda do consumidor realizar as suas compras. Para isso, Jatobá aconselha que as empresas desenvolvam páginas com sistema acessível que facilite a navegação do cliente no processo de escolha e compra de produtos.

“Segurança, conveniência e educação é um tripé fundamental para que qualquer iniciativa digital possa ter sucesso. Se um deles falhar provavelmente você demorará muito mais tempo para alcançar o seu objetivo”, avaliou.

Opinião compartilhada por Cristiano Miano, diretor da Digiponto que há anos realiza compras na internet. “Compro na internet há 14 anos, sempre com o mesmo cartão. E a única vez que clonaram meu cartão foi no caixa eletrônico. A internet é uma ferramenta segura”, afirmou.

Além disso, o diretor da Digiponto acredita que a internet pode ser uma excelente ferramenta de comunicação entre a empresa e o consumidor: “Hoje o consumidor quer ser ouvido. E com a internet as empresas têm a oportunidade de ouvir ideias dos clientes que gostam da sua marca e, quem sabe, criar novos produtos”, disse.

Diretor de enterprise da Google ministra palestra na Fiesp nesta terça-feira (12)

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp receberá, na próxima terça-feira (12), na sede da entidade, o diretor de enterprise da Google, José Nilo Cruz Martins.

O objetivo do encontro é apresentar inúmeras ferramentas no site que podem ajudar o empreendedor. A reunião será às 18h, no auditório do 4º andar.