“Lula não foi eleito pelo povo para governar em 2016”, afirma Skaf

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, anunciou na manhã desta quinta-feira (17/3) durante entrevista na Rádio Jovem Pan o convite a 700 entidades de diversos setores para uma reunião, na tarde do mesmo dia, “para tentar fazer um direcionamento comum, com firmeza, coragem e equilíbrio, para buscar solução para o país”, que enfrenta desemprego, inflação e péssima perspectiva para 2016, problemas derivados de uma crise política e do total descontrole do país.

A Nação corre riscos, na opinião de Skaf. “Risco de golpes, risco de bagunça, risco de uma economia que em 2 anos vai gerar 3 milhões de desempregados. O Brasil não merece isso”, disse. Para Skaf, houve tentativa de golpe na nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Ministério da Casa Civil. “Lula não foi eleito pelo povo para governar em 2016, e muito menos para mudar para o parlamentarismo.”

Skaf defende mudança imediata no governo, por renúncia ou por impeachment. Segundo o presidente das entidades da indústria paulista, “este governo não está defendendo os interesses do povo, está defendendo seus próprios interesses. Ele está fazendo tudo para se salvar. Está concentrado em salvar pessoas, se preciso até com golpe.”

De olho nos deputados

Skaf considera difícil a renúncia da presidente (“o melhor serviço que Dilma pode prestar à Nação”) e fala em concentrar o trabalho no Congresso Nacional, onde será criada comissão para avaliar o impeachment. “Que a sociedade acompanhe de perto a posição de cada deputado”, disse, lembrando que os integrantes da Câmara são eleitos para representar os interesses do povo. Se votarem contra o impeachment, terão que justificar por que votaram pelo governo. Skaf apelou ao PMDB para que rompa imediatamente com o governo, que está trabalhando contra a Nação brasileira.

Resolvida a questão política, avalia Skaf, “a economia vai se recuperar rapidamente, e as coisas entram no eixo”.