Omã pode ser centro logístico para o Brasil, afirma diretor da Fiesp

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

“O Brasil precisa alavancar as exportações, e Omã pode ser parceiro estratégico”, afirmou o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, nesta quarta-feira (3/2), durante o Seminário Empresarial Brasil – Omã.

O país é o quinto maior destino das exportações brasileiras entre os 22 membros da Liga Árabe e, em 2015, o fluxo comercial entre os dois países foi de US$ 656,1 milhões, um valor significativamente menor do que o referente ao ano anterior. Mesmo assim, o saldo foi positivo em US$ 511,8 milhões a favor do Brasil, sendo minérios e carnes os principais produtos da pauta. No entanto, para o diretor, a maior vantagem do país árabe está na sua localização.

“A curto prazo, o que interessa de fato é tê-lo como um centro logístico para apoiar as exportações brasileiras para toda a região do Golfo Pérsico. Recentemente, tivemos a entrada do Irã no mercado como consumidor, são 80 milhões de pessoas. Somado ao Iraque, Arábia Saudita, Sudão, Somália, Etiópia e outros países próximos já são quase 300 milhões de consumidores”, explica Zanotto. “Para acessá-los você precisa passar pelo Golfo. Então é óbvio que é preciso um apoio logístico para centralizar e distribuir as mercadorias, e o Omã é essencial para isso.”

O Seminário Empresarial Brasil – Omã foi realizado pela Fiesp, com o apoio da Embaixada do Sultanato de Omã em Brasília e da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Durante a abertura, o vice-presidente da Fiesp Elias Miguel Haddad falou ainda sobre as oportunidades de diversificar o fluxo de comércio bilateral. “O seminário será um ponto de partida para novos negócios, investimentos e uma maior aproximação entre os dois países.”

Thomaz Zanotto fala na abertura do Seminário Empresarial Brasil – Omã, na Fiesp, ao lado de Elias Miguel Haddad. Foto:Helcio Nagamine/Fiesp