Secretária do Meio Ambiente de Goiás fala das ações no setor da Pesca em seu estado

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Buscando conhecer experiências positivas no setor, o Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura (Compesca) convidou para a reunião plenária desta sexta-feira (16/05), a secretária de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Goiás, Jacqueline Vieira da Silva. Ela falou das ações e dos resultados obtidos no estado nessa área.

“Goiás teve avanços significativos tanto na proteção da fauna pesqueira quanto no incentivo da produção de peixes”, afirmou a secretária. “Esses resultados vieram por meio do decreto 7862, que regulamenta a atividade de aquicultura no estado de Goiás, e a instrução normativa 02/2013, que estabeleceu a cota zero para o transporte de pescado no território goiano.”

Jacqueline: “Goiás teve avanços significativos tanto na proteção da fauna pesqueira quanto no incentivo da produção de peixes”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Jacqueline: “Goiás teve avanços significativos tanto na proteção da fauna pesqueira quanto no incentivo da produção de peixes”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Outra ação importante, de acordo com Jacqueline, foi o incentivo da pesca esportiva legal, inclusive na época da piracema, o que minimizou os efeitos da pesca ilegal.

A secretária destacou ainda a integração com o terceiro setor. “Primeiro, segundo e terceiro setor precisam conversar e descobrir onde cada setor atua melhor e definir bem suas funções”, disse ela, que contou que Goiás criou um cadastro das entidades ambientalistas para facilitar o trabalho integrado.

Para o coordenador do Compesca, Roberto Imai, as ações de Goiás no setor da Pesca são inovadoras. “O mais interessante é que já começam a surgir resultados palpáveis, o que colabora para a quebra de paradigmas e para se tornar modelo.”



Inscrições abertas para o I Torneio Nacional de Pesca Amadora Esportiva

Agência Indusnet Fiesp

Estão abertas as inscrições para o I Torneio Nacional de Pesca Amadora Esportiva, que será realizado no dia 26 de outubro de 2013, no Lago de Serra da Mesa, em Niquelândia, Goiás.  O evento tem apoio institucional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Para o torneio, serão inscritas até 250 embarcações e cada uma poderá ser composta por até três competidores, os quais deverão fisgar os maiores e mais pesados tucunarés no sistema de pesque-e-solte.

O torneio fará parte da I Semana de Pesca Amadora Esportiva, Aquicultura e Preservação Ambiental, que acontece de 23  a 26 de outubro e que terá como foco o desenvolvimento do potencial turístico da região, bem como a conscientização sobre a proteção do meio ambiente e a expansão da prática da pesca amadora esportiva e do pesque-e-solte, além da projeção da atividade nacional e internacionalmente.

Além do Torneio, a I Semana contará com cursos de capacitação, conscientização ambiental, Festival Gastronômico, eventos kids, dentre outras atrações.  Para mais informações, regulamento e inscrições, acesse  www.anepe.org.br/torneio.

Serviço

I Torneio Nacional de Pesca Amadora Esportiva e Semana de Pesca Amadora Esportiva, Aquicultura e Preservação Ambiental

Data: de 23/10 a 26/10

Local: Lago de Serra da Mesa, em Niquelândia, Goiás

Brasil terá safra recorde de soja 2012/13, aponta estudo Rally da Safra

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

O desempenho histórico das lavouras do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul contribuíram para que o Brasil registrasse uma safra recorde de soja 2012/13. O volume alcançará 84,4 milhões de toneladas de soja – contra 66,4 milhões de toneladas em 2011/12, totalizando um aumento de 27,7%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26/03) durante a coletiva do estudo Rally da Safra 2013, em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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André Pessôa, coordenador geral do Rally da Safra: 'Logística mais cara é aquela que não existe. Estamos no limite do uso da que temos. Precisamos de medidas emergenciais para não penalizar o setor pelo nosso sucesso'. Foto: Julia Moraes/Fiesp

A expedição técnica percorreu mais de 60 mil quilômetros entre os dias 28 de janeiro e 13 de março, coletando amostras nas lavouras de milho e soja em 12 unidades da federação: Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins. Estas unidades representam 96,6% da área cultivada da soja e 72,3% da área de milho no Brasil.

Com o registro de uma colheita recorde, o Rio Grande do Sul foi o destaque desta edição. De acordo com André Pessôa, coordenador geral do Rally da Safra e diretor da Agroconsult, apesar da estiagem do mês de dezembro, o estado produziu 49 sacas por hectares de soja e safra de 13,5 milhões de toneladas. “Este número é espetacular. É mais do que o dobro da produção da temporada passada [6,5 milhões de toneladas]. Tanto na colheita de soja quanto na de milho, o estado teve uma safra muito boa. O desempenho do sul do país contribuiu para que a gente tivesse uma safra de soja acima do esperado”, avaliou Pessôa.

Já o Paraná registrou a maior produtividade do Brasil, com 56 sacas por hectares e produção de 15,8 milhões de hectares – em 2011/12 foi de 10,9 milhões de toneladas. Santa Catarina chegou a 54 sacas por hectares e 1,6 milhões de toneladas.

Na região centro-oeste, o destaque positivo é Goiás, com 54 sacas por hectares. Mato Grosso ficou pouco abaixo do esperado, com média de 52 sacas por hectares. Um dos motivos, apontados por Pessôa, foi o excesso de chuvas no processo da soja tardia.

A região nordeste registrou uma queda significativa na colheita, com destaque para Piauí, que teve a pior produtividade no país, em função da estiagem de 45 dias, totalizando 31 sacas por hectares. A Bahia também teve um desempenho abaixo do esperado, com uma produção de 42 sacas por hectares.

Outro problema que assolou as lavouras brasileiras, de acordo com o coordenador geral do Rally da Safra, foi a incidência de pragas, que aumentou os custos da produção de soja e milho brasileira.

Milho verão

O milho verão alcançou 36,7 milhões de toneladas na safra 2012/13, com produtividade média de 85 sacas por hectares. Na safra 2011/12 o número foi de 75 sacas por hectares. Com destaque para o Paraná, cuja produção recorde chegou a 145 sacas por hectares. Santa Catarina registrou 120 sacas por hectares e o Rio Grande do Sul atingiu 97 sacas por hectares. Goiás de também apresentou uma ótima produtividade, com 144 sacas por hectares, seguido por Minas Gerais, que registrou 102 sacas por hectares.

Década de crescimento

De acordo com Pessôa, o Brasil registrou um crescimento significativo no setor do agronegócio nos últimos 10 anos. Segundo coordenador geral do Rally da Safra, neste período a área de plantio de soja brasileira cresceu 50% – de 18,5 milhões de hectares em 2002/03 para 27,8 milhões de hectares em 2012/13, uma expansão de 4,1% ao ano. Neste mesmo período, a produção aumentou 62%, de 52 milhões de toneladas (2002/03) para 84,4 milhões de toneladas (12/13).

No caso do milho, a área plantada foi ampliada em 18% – de 13,2 milhões de hectares em 2002/03 para 15,6 milhões de hectares em 2012/13, uma elevação de 1,7% ao ano.

Porém, no entendimento de Pessôa, a falta de investimento em logística e o apagão da mão de obra no setor agrícola são grandes empecilhos para o crescimento da agricultura brasileira.

Segundo o coordenador do Rally da Safra, apenas 16% do volume de exportações de soja e milho brasileiro é realizado pelos portos do nordeste, o que, no seu entendimento é pouco funcional, tendo em vista que a região norte/nordeste é responsável por 83,5% da produção de soja e milho do país.

De acordo com Pessôa, os custos para exportação do produto pelos portos da região sul/sudeste provocam morosidade e ônus para os produtores da região norte/nordeste, com um custo médio de US$ 100 por frete.

“A logística mais cara é aquela que não existe. E nós estamos no limite do uso da que temos. E precisamos de medidas emergenciais para não penalizar nosso setor pelo nosso sucesso”, alertou.


Informe – Substituição tributária

Agência Indusnet Fiesp

Dispõe sobre a substituição tributária nas operações com materiais de construção, acabamento, bricolagem e adorno, nas operações realizadas entre os Estados de Goiás e São Paulo.

Para visualizar o informe jurídico da Protocolo ICMS nº 82, de 30 de setembro de 2011, clique aqui.

Para conhecer o inteiro teor da Protocolo ICMS nº 82, de 30 de setembro de 2011, clique aqui.