‘Não há motivo de comemoração’, comenta presidente da Fiesp sobre crescimento de produção industrial apontado pelo IBGE

Agência Indusnet Fiesp

Skaf no programa Conta Corrente.  Imagem: Reprodução Globo News

Skaf no programa Conta Corrente. Imagem: Reprodução Globo News

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, não mostrou empolgação com os números anunciados nesta terça-feira (04/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Em abril de 2013, a produção industrial do país avançou 1,8% frente ao mês imediatamente anterior, com crescimento de 1,8% já descontadas as influências sazonais.

“Esse mês de abril nós tivemos 10% a mais de dias úteis. Normalmente são 20 dias; neste ano foram 22 dias. E isso faz com a produção física aumente. A média do último trimestre, se pegarmos fevereiro, março e abril, está dando 0.1. Então não há motivo de comemoração, não. Há motivos de preocupação com o crescimento da produção industrial em 2013, bem como o crescimento da economia brasileira”, disse Skaf ao programa Conta Corrente, exibido pela Globo News.

Na entrevista ao vivo, Skaf falou ainda de temas como câmbio, Mercosul e os desafios que ainda devem ser enfrentados para aumentar a competitividade do país. “Temos muita burocracia no Brasil que inferniza quem produz, quem trabalha”, resumiu.

>> Veja o vídeo com a entrevista de Paulo Skaf no site da Globo News 

Entrevista à Rádio Estadão

Mais cedo, à tarde, Skaf concedeu entrevista para a rádio Estadão, também ao vivo. O tom foi o mesmo. “Eu gostaria muito de ter tido uma boa notícia hoje, mas, por uma série de razões, os números e a realidade não mostram isso: a produção industrial está pior que o PIB, que cresceu 0,6% no primeiro trimestre”.

A necessidade de estímulo aos setores produtivos foi outro ponto destacado por Skaf. “Os setores produtivos têm que ser estimulados com menos burocracia e menos impostos, com juros baixos”, defendeu. “O combate à inflação com juros altos, queda de demanda, de emprego e de crescimento é um modelo que vem se repetindo há 20, 30 anos”.

Para Skaf, é preciso aumentar a produção e controlar o preço pela oferta. “Com mais produção, você tem mais oferta, mais concorrência e menor preço”, explicou. “Temos que entrar num círculo virtuoso, de mais produção, de mais demanda, não num ciclo vicioso da economia brasileira”.

Nesse cenário de baixo crescimento, o aumento da Selic seria uma saída “muito cômoda”. “Cada um ponto na Selic custa para o país R$ 20 bilhões por ano de despesa de juros. E desestimula a economia nacional num momento em que o mundo está em crise”, explicou Skaf.

Para avançar nesse campo, reforçou, somente investindo em competitividade. “É necessário que se acelere investimentos em infraestrutura, que se tenha um custo de logística mais baixo”, disse. “É necessário ter gestão, melhor eficiência. E não só no governo federal, nos governos estaduais também.”

A pressão da sociedade, segundo Skaf, tem papel decisivo nesse ponto. “Conseguimos baixar a conta de luz de todos os brasileiros, não só da indústria. Lutamos um ano e meio para isso. O exemplo da energia tem que servir para tudo”, disse. “Em 2007, nós fizemos um grande movimento no Brasil para não permitir a recriação da CPMF. Com isso, ficaram no bolso da sociedade R$ 200 bilhões em quatro anos. É a pressão da sociedade que faz com que as coisas melhorem.”

O presidente das entidades afirmou ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) dificilmente vai passar de 2% de crescimento em 2013. Com o mesmo percentual de avanço a ser observado na indústria. “Se nós conseguirmos 2% de crescimento na economia e na indústria, será muito melhor do que no passado, mas muito aquém de onde poderíamos estar com menos impostos, burocracia e complicação para quem trabalha”, explicou.

No Jornal da Globo, diretor do Deinfra/Fiesp comenta Lei que reduz conta de luz em até 20%

Agência Indusnet Fiesp

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Carlos Cavalcanti no Jornal da Globo: 'No momento em que você dá o remédio correto para uma doença que você provocou, não tenho dúvida nenhuma que vai melhorar'. Imagem: Reprodução JG

O Jornal da Globo, da Rede Globo, no início da madrugada desta terça-feira (15/01), apresentou uma  reportagem sobre a lei 12.783, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 11 de janeiro de 2013, destacando o benefício dessa redução da tarifa de energia para as grandes indústrias e, consequentemente, para a economia brasileira.

Com a aplicação da nova lei, o consumidor residencial terá uma economia de 16% na conta de luz e os grandes consumidores, como as indústrias químicas e de aço, de 20%, o que impactará no preço dos produtos de vários setores.  A reportagem também sinaliza que, hoje, o Brasil tem uma das contas de energia elétrica mais altas do mundo.

Ouvido pela reportagem, o diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Cavalcanti, disse que não há dúvida de que a redução será benéfica para a recuperação da indústria brasileira: “No momento em que você dá o remédio correto para uma doença que você provocou, eu não tenho dúvida nenhuma de que vai melhorar. Nós fomos os primeiros a falar em desindustrialização no Brasil, e agora estamos apontando que há todas as condições para o Brasil começar a se reindustrializar a partir de 2013”, afirmou Cavalcanti.

A reportagem também foi reproduzida nesta manhã no jornal Globo News e na rádio CBN.

Confira a integra no site do Jornal da Globo . 

Paulo Skaf defende aprovação de MP 579 em três programas ao vivo na TV

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540221548Em defesa da Medida Provisória 579, que propõe a redução da tarifa de energia mediante a antecipação da renovação das concessões no setor de energia elétrica, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, cumpriu agenda intensa na noite de terça-feira (11/12).

O líder das entidades passou pelos estúdios da TV Gazeta, às 19h50; da Record News, pouco depois de 21h; e da Globo News, às 23h.

Na TV Gazeta, Skaf foi entrevistado por Maria Lydia Flandoli no Jornal da Gazeta.

Na Record News, conversou com o âncora Heródoto Barbeiro no Jornal da Record News.

Por fim, participou do “Entre Aspas”, programa apresentado pela jornalista Mônica Waldvogel, ao lado do também convidado Luiz Carlos de Mendonça Barros, ex-ministro no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Todas as participações foram ao vivo.

Governo de SP não está correto em defender Cesp em detrimento de todos os paulistas, diz Skaf na Globo News

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Monica Waldvogel.

A sociedade brasileira vem pagando um preço injusto nos preços de energia, disse o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, ao participar do programa “Entre Aspas”,  exibido ao vivo na noite de terça-feira (11/12) pelo canal de TV paga Globo News.

“Pagou uma vez [referindo-se ao primeiro período de concessão, vencido nos anos 90], pagou uma segunda vez  [no segundo período de concessão, com vencimentos em 2015 e 2017] e queriam que pagasse uma terceira vez”, assinalou Skaf, reforçando que os investimentos já foram amortizados.

Skaf aproveitou para rebater afirmação do ex-presidente do BNDES e ex-ministro no governo FHC Luiz Carlos Mendonça de Barros, para quem a Medida Provisória 579 intervém indevidamente no nível de remuneração das empresas do setor elétrico. “Sou um defensor do lucro, mas quando é justo”, ressaltou Skaf em debate sob a mediação da  jornalista Mônica Waldvogel.

O presidente da Fiesp e do Ciesp criticou ainda o governo estadual por não assinar a adesão ao plano. “O governo de São Paulo não está correto em defender os interesses de uma empresa [Companhia Energética de São Paulo, a Cesp] em detrimento de todos os paulistas e de todos os brasileiros.”

Ao falar do baixo nível de crescimento do país no ano de 2012, Skaf disse que o crescimento do consumo foi insuficiente para impulsionar o Produto Interno Brasileiro (PIB) em função da presença de produtos importados, facilitada pelo Real sobrevalorizado.

“O que atrapalha a margem das empresas é a falta de competitividade do país”, sustentou a liderança, lembrando que algumas das medidas (desonerações, redução do preço de energia) ainda serão implantadas e, por isso, os efeitos ainda não são sentidos.

Skaf disse acreditar em um crescimento econômico da indústria e do PIB ao redor de 2,5% para o ano de 2013.

O vídeo do programa será disponível na página do programa no site da Globo News.

Na Globo News, Skaf fala sobre comércio bilateral com a Argentina

Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp. Foto: Junior Ruiz

Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp, fala à Globo News. Foto: Junior Ruiz

Após encontro com o secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, comentou para a equipe de reportagem do Jornal das Dez, da Globo News, sobre o comércio bilateral com o parceiro argentino e questões como protecionismo, as quais sempre permearam a pauta de negócios entres os dois países.

“Existem mais barreiras nas exportações brasileiras, sem dúvida nenhuma, nós sabemos disso. Num ano em que eles estão com crise, com preocupação com a falta de dólar, é natural quererem intensificar as barreiras, porém, nós vamos fechar o ano com um superávit comercial de US$3 bilhões, então, o Brasil não deixou de vender”, disse Skaf.

“Nosso esforço é para poder vender mais para Argentina, mas temos que comprar mais também, para buscar o melhor equilíbrio, porque, caso contrário, sempre vamos ter dificuldades nas relações comerciais com eles”, concluiu o presidente da Fiesp.

A Argentina é o terceiro maior comprador de produtos brasileiros enquanto o Brasil é o parceiro comercial número 1 do país vizinho. As exportações brasileiras para a Argentina, no entanto, caíram 18% entre janeiro e agosto, parcialmente, por conta da crise financeira internacional.

Clique aqui para ver a reportagem completa.

Falta de competitividade do Brasil afeta a indústria, diz Paulo Skaf na Globo News

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Skaf na Globo News: 'Quando os juros caem não significa que melhora a situação no mês seguinte'

Agência Indusnet Fiesp

Em sua participação no programa Conta Corrente, do canal de TV paga Globo News, na noite desta terça-feira (10/07), no Rio, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que a indústria de transformação passa por momentos de dificuldade por conta da falta de competitividade do Brasil.

Na entrevista concedida a Guto Abranches, Denise Barbosa e George Vidor, Skaf comentou o mais recente resultado da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e enumerou fatores que reduzem a competitividade brasileira: custo elevado de energia, defasagem cambial, juros e spreads bancários elevados e investimentos insuficientes em infraestrutura, entre outros.

O presidente da Fiesp disse ainda que as medidas adotadas pelo governo federal levam tempo para refletir nos indicadores. Como proposta para aquecer a economia brasileira, Skaf propôs o alongamento do prazo para recolhimento de impostos.

Veja os principais trechos da entrevista de Paulo Skaf ao Conta Corrente:

Crescimento da atividade industrial em 2012

Paulo Skaf – Vai ser difícil melhorar neste ano porque o que está acontecendo com a indústria de transformação, nós [da Fiesp] temos falado há algum tempo: no ano passado não teve crescimento nenhum – foi crescimento zero, o que foi uma das causas do crescimento [do Produto Interno Brasileiro] de 2,7%], muito abaixo do crescimento mundial, muito abaixo do crescimento dos países da América Latina. E este ano a coisa está se repetindo. O crescimento mundial deve ficar em torno de 2,4% e o da América Latina, em 3,5%. E o Brasil está com uma expectativa de 1,8% e a indústria de transformação em 0,8% negativos. A indústria como um todo deve ter até crescimento por causa [dos setores] da construção civil e da mineração. Mas o que mais interessa ao Brasil são as indústrias de transformação, onde se emprega intensivamente e onde estão os melhores salários. E [esta] passa dificuldades por falta de competitividade do Brasil.

Causas das dificuldades

Paulo Skaf – O problema não está da porta para dentro das fabricas. Está no custo elevado da energia, do gás, na logística cara, nos juros elevados – a taxa Selic está baixando, mas os spreads ainda são altos, aquilo que a indústria toma [emprestado] ainda é alto. O câmbio melhorou, mas estamos vivendo um câmbio 10% maior do que era em 2000 e de lá para cá tivemos 120% de inflação. A somatória de tudo isso prejudica muito a competitividade do Brasil e a indústria da transformação. Por ser a indústria que transforma matérias-primas, produtos, ela tem fluxo mais demorado. Esses custos do Brasil pesam sobre ela muito mais do que em outros setores.

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'O que precisamos é que o Estado cumpra o seu papel e ajude na recuperação da competitividade do Brasil', disse presidente da Fiesp ao Conta Corrente.

Pontos a melhorar

Paulo Skaf – Os contratos de concessão vencem em 2015, é necessário chamar novos leilões, isso leva um tempo. Estão falando em baixar o preço, mas não há uma consistência, por enquanto. O mesmo em relação ao gás. Em relação aos investimentos de infraestrutura, a velocidade não é aquela que o Brasil precisa para baratear a logística, custos que nós temos e os outros não têm. Os juros, a taxa básica, estão baixando? Estão. Mas o spread ainda não. Ainda custa caro – e muito caro – para a empresa tomar dinheiro emprestado.

Reação às medidas do governo

Paulo Skaf – Tivemos algumas melhoras. Essas coisas não respondem no mês seguinte. Quando os juros caem não significa que melhora a situação no mês seguinte. Leva seis meses para melhorar.

Juros

Paulo Skaf – Em setembro do ano passado, a taxa Selic estava em 12,5%. E a previsão da inflação para 2012 era de 5,5%. Hoje a Selic está com 8,5%, com possibilidade de cair e a projeção de inflação é de 4,5%. Espero que o Copom, com responsabilidade, reduza um ponto, para 7,5%, que isso é bom para o Brasil. Quando o Banco Central começou a baixar [a taxa Selic], havia comentários que [o governo] iria abandonar a meta da inflação, ficava aquele terrorismo todo. Nós que defendíamos que os juros deveriam baixar. Os juros saíram de 12,5% para 8,5% e a inflação de 5,5% para 4,5%. Baixou a inflação. São quatro pontos a menos na dívida pública, que é de dois trilhões de reais, o que significa 80 bilhões de reais a menos. É o orçamento da saúde que o governo vai deixar de pagar no campo da especulação.

Competitividade brasileira

Paulo Skaf – Se pegar a empresa mais moderna do mundo, a mais competitiva do mundo, colocar no Brasil e impor a ela os juros que nós pagamos, a defasagem cambial que nós tivemos, se colocar o custo logístico, o custo da energia, o custo do gás, enfim, se colocar todos esses fatores, mais a falta de competitividade por falta de qualidade da educação que nós temos, [ela terá reduzida sua competitividade]. Isso tudo não é um problema pontual da indústria – é um problema do país. Eu diria que não seria justo falar que o problema ou solução está dentro da empresa. Há empresas que são referências mundiais instaladas no Brasil e que têm problema de competitividade.

Mais prazo para recolher impostos

Paulo Skaf – O Brasil tem um modelo de iniciativa privada. O que nós pedimos ao Estado é aquilo que depende do Estado. Por exemplo: não cabe a nós tratar dos leilões que vão vencer em 2015. Dependemos da União para baixar o preço da energia. Não cabe a nós alongar os prazos de recolhimento dos impostos. Quando tínhamos inflação alta, de 80% em 1988, os prazos diminuíram. Estamos agora com 4,5% como meta [de inflação] para 2012. E, no entanto, cadê os prazos dos impostos? Além de a indústria pagar impostos altos, ainda paga 50 dias antecipado. Ela tem que tomar dinheiro emprestado, a juros altos, para pagar os impostos antecipadamente. O que precisamos é que o Estado cumpra o seu papel e ajude na recuperação da competitividade do Brasil.

Inovação

Paulo Skaf – Quando se tem um câmbio que inviabiliza o negócio, não adianta investir em inovação. A conta não fecha e a empresa vai trabalhar no prejuízo. Não adianta você aumentar o investimento em inovação que não vai ter sobrevivência. O setor elétrico intensivo não acha mais possível produzir alumínio no Brasil pelo preço da energia. Isso não tem nada a ver com a falta de investimentos em inovação ou com alguma coisa que possa ser feita pela empresa. Nós temos um problema muito sério e é bom que não se perca esse foco porque, para solucionar, precisa saber qual é o problema. Hoje é mais caro produzir no Brasil que nos EUA e na Itália. Isso não é normal. Está errado. Lógico que investimentos em inovação existem, poderiam ser maiores, tanto públicos quanto privados. Há um trabalho muito forte nesse sentido nosso.  Tenho a honra de presidir o Senai de São Paulo e temos orçadas unidades de nanotecnologia que só tem na Alemanha. Temos investido, sim, em inovação. É lógico que se pode fazer melhor, mas o problema da competitividade brasileira neste momento é um fator que vem antes deste. E sem ser resolvido não há fôlego para se investir em inovação.

Humanidade 2012

Paulo Skaf – O Humanidade 2012 [evento da Fiesp e de parceiros em paralelo à Rio+20] passou a ser a Rio+20. E lá se debateram coisas do interesse do país e do planeta. Os prefeitos [do grupo C-40] concluíram coisas positivas lá, tivemos uma reunião dos ministros de agricultura de 40 países e foi um espaço democrático, aberto a todos, que recebeu 250 mil pessoas. Ao contrário da conferência oficial, um espaço fechado, o nosso era aberto, democrático. A única coisa que me incomodou foram as filas, mas por uma questão de segurança, de qualidade da visitação, não tinha como acelerar [o andamento das filas]. Esperávamos uma visitação boa, mas chegou a ter dia com 48 mil pessoas. Aproveito para agradecer a todos que visitaram o Humanidade 2012. Fiquei muito feliz e eufórico e os resultados foram excelentes. Aproveitamos e conseguimos passar a imagem desse país maravilhoso que é o Brasil e as pessoas conhecerem coisas boas ligadas à sustentabilidade, ao equilíbrio das questões ambientais, sociais e econômicas.

Empresas brasileiras investem na preservação do meio ambiente, diz Paulo Skaf à Globo News

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540221548Em entrevista ao canal Globo News, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou na tarde de quinta-feira (14/06) que a principal mudança entre a Rio 92 e a Rio+20 é a maior conscientização do setor industrial.

“Em 1992, as pessoas tinham a visão de que trabalhar e investir na questão ambiental era um ônus. Em 2012, a visão é a de que é um bônus”, disse Skaf à repórter Heloísa Gomyde.

Skaf explicou que essa mudança de comportamento gera maior competitividade. “Se você não produzir de forma mais limpa, você não só cumpre seu papel e sua obrigação com seu planeta, mas você produz gastando menos insumos.”

Respondendo a uma pergunta do âncora Guto Abranches, o presidente da Fiesp citou dois exemplos brasileiros para o mundo: a conservação da água (“75% das empresas praticam o reúso de água”) e a matriz energética brasileira, que emite muito menos gás carbônico (CO²), principal causador do efeito estufa, que a média de outros países (“Enquanto o mundo tem, em média, 17% de hidrelétricas, nós temos no Brasil 84%”).

Assista à entrevista na íntegra no site da Globo News.

Paulo Skaf na GloboNews: ‘Trabalhamos o equilíbrio entre econômico, social e ambiental’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp 

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Da esq. p/ dir.: os presidentes da Fiesp, Paulo Skaf, e da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, durante entrevista ao vivo à Globonews


Em entrevista ao vivo no programa Conta Corrente, da Globonews, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou na tarde desta segunda-feira (11/06) que a visão da indústria sobre desenvolvimento sustentável passa pelo chamado tripé da sustentabilidade.

“Esse equilíbrio entre o econômico, o social e o ambiental, esse tripé, é que nós trabalhamos. Tudo isso é representado aqui no Humanidade 2012”, afirmou Skaf no Forte de Copacabana, no Rio, palco da iniciativa da Fiesp e parceiros que acontece até o dia 22 de junho, em paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Skaf enfatizou que o crescimento sustentável, além dos cuidados com a questão ambiental, também envolve aspectos econômicos e sociais. “Um crescimento em que as pessoas são privadas de um prato de comida não é sustentável. Privar uma pessoa de um bom emprego também não é sustentável. E ter um crescimento social, econômico, sem respeito ao meio ambiente, também não é sustentável”.

De acordo com o presidente da Fiesp, atualmente as empresas não veem como ônus cuidar da questão ambiental. “[As empresas] Veem como bônus. Por exemplo, produzir de forma mais limpa não só ajuda o planeta, a saúde e as pessoas. Gasta-se menos água, menos energia, ou seja, produz-se de forma mais competitiva. Então, essa consciência hoje todos têm. Ninguém pensa em crescimento que não seja sustentável. E a inovação e a tecnologia ajudam as empresas a se adaptarem à sustentabilidade”, destacou Skaf.

Presidente da Firjan: ‘energia limpa’

Skaf foi acompanhado na entrevista pelo presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugênio Gouvea Vieira. “As indústrias no Brasil contribuem com apenas 9% da emissão de gases efeito estufa no Brasil – uma taxa bem menor que o mundo”, comentou o presidente da Firjan.

“Nós temos uma energia elétrica muito limpa. 93% da produção de energia elétrica no Brasil é energia renovável. Então, nós estamos muito avançados. O governo tem apoiado. Essas medidas de incentivos fiscais do BNDES são importantíssimas e são programas que queremos divulgar para o mundo”, completou Gouvea Vieira.

Humanidade 2012

Aberto oficialmente nesta segunda-feira (11/06), o Humanidade 2012 é uma iniciativa conjunta da Fiesp, Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal.

O megaevento prossegue até 22 de junho no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. O objetivo engajar a sociedade no debate sobre como aliar o crescimento econômico ao desenvolvimento social e à conservação ambiental.

Para isso, conta com uma extensa programação com seminários, encontros e debates, além de um circuito expositivo, desenvolvido pela diretora e cenógrafa Bia Lessa, todos com entrada gratuita e aberta ao público. 

Skaf na GloboNews: ‘Humanidade 2012 tem portas abertas’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, fala sobre o projeto Humanidade 2012 em entrevista à GloboNews

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, fala sobre o projeto Humanidade 2012 em entrevista à GloboNews

Em reportagem ao vivo sobre o projeto Humanidade 2012, o canal de TV paga GloboNews entrevistou Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) – a entidade é uma das realizadoras do projeto, que acontece no período da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

“Durante esses dias da Rio+20, o Brasil vai ficar no foco do mundo, vai ser a vitrine. E nós, a indústria, essa parceria, esse investimento é para a imagem do Brasil, para divulgarmos o melhor que o Brasil tem que é a sua gente, que são as pessoas e que é a união de todas pessoas”, explicou Skaf.

O presidente da Fiesp incentivou a participação de todos no evento, que acontece de 11 a 22 de junho no Forte de Copacabana, um dos cartões postais da cidade. ”A diferença entre aquilo que vai ocorrer na conferência oficial do Riocentro é isso. Aqui são portas abertas e lá são portas fechadas”.

Eduardo Eugênio Gouvea Vieira, presidente do Sistema Firjan, destacou que todos são responsáveis pela sustentabilidade futura dos negócios, das cidades e do planeta. “Queremos aqui discutir, trazer reflexões e ideias para o mundo como é que nós vamos ser no futuro para as pessoas”.

Bia Lessa

A artista e cenógrafa Bia Lessa, responsável pela concepção do edifício-andaime que abrigará os debates e exposição do Humanidade 2012. “A ideia dessa estrutura solta no ar é um pouco para dialogar com esse espaço. Estamos aqui no lugar mais lindo do Rio de Janeiro, no centro nevrálgico do Rio de Janeiro. Então, a nossa ideia era criar uma estrutura em que, de todos os lugares, a gente pudesse ver essa vista do Rio de janeiro, pudesse ter contato com a natureza, porque aqui ventam, aqui chove, é isso que a gente quer, a gente não quer afastar a natureza, quer dialogar com ela”.

A cenógrafa disse que o diferencial do Brasil é ser uma nação que propõe a união e a paz. “Esse é lugar que tem essa ideia utópica, de trazer para essa Rio+20 de trazer um espaço uma ideia de paz e de construção de um futuro de fato melhor”.

O Humanidade 2012 é realizado pela Fiesp, Sistema Firjan, Sesi/Senai São Paulo, Sesi/Senai Rio, Fundação Roberto Marinho, com patrocínio da Prefeitura do Rio e do Sebrae.

Conheça a programação do evento no site www.humanidade2012.net

Acompanhe a cobertura da Rio+20 no site da Fiesp: http://www.fiesp.com.br/rio20

Paulo Skaf defende na TV a redução das tarifas de energia elétrica

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

O preço da energia elétrica no Brasil é um dos mais altos do mundo. Entretanto, o custo de geração é baixo, visto que 80% da matriz energética vêm das usinas hidrelétricas.

A fim de discutir esta questão, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, foi convidado para um debate no programa Espaço Aberto, apresentado pelo jornalista Alexandre Garcia no canal Globo News.

“Geramos energia a um custo mais baixo, e para o consumidor a tarifa é a mais cara. Para corrigir este problema e derrubar o preço para todos os consumidores brasileiros, é necessária a renovação das concessões”, defendeu Skaf.

O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, Nelson Fonseca Leite, também participou da discussão.