Em 2014, competitividade segue como prioridade na agenda do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp, diz diretor

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp 

“O nosso objetivo vai ser continuar levantando a bandeira de tornar o setor da construção mais competitivo como foi feito durante este ano. A competitividade da indústria vai ser a palavra de ordem para 2014”, afirmou diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, na última reunião plenária do ano do Deconcic.

O encontro foi realizado na manhã desta segunda-feira (02/12), na sede da Fiesp, e contou com a presença de diretores do Deconcic, representantes de entidades do setor e do governo, como Milton Dallari, presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e Quênio Cerqueira de França, secretário executivo do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Segundo Auricchio, durante o mês de novembro, o Deconcic fez contato com algumas entidades para conhecer a visão de cada uma sobre os principais gargalos do setor.

Entre os pontos que devem merecer atenção em 2014 estão os seguintes temas: melhorias no modelo de gestão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), controle das contas públicas, respeito a contratos, ações para desburocratização das atividades de construção e ajustes no Regime Diferencial de Contratação (RDC ).

E, ainda, entraves jurídicos como questões tributárias e legais, programa Federal de Concessões em Infraestrutura de Transportes, desburocratização e maior flexibilidade para o financiamento e acesso aos recursos do Governo, Saneamento, e Parceria Público-Privada (PPP). Outra questão importante a ser tratada no ano que vem será a questão da modernização da Lei.8666.

Outro ponto abordado na reunião foi a participação do departamento em eventos das entidades do setor e da Fiesp.

O diretor titular adjunto, Mario William Esper, listou as demandas de 2013 no programa Compete Brasil tratadas como prioridade nas esferas de planejamento e gestão, aspectos institucionais e segurança jurídica, funding, mão de obra, impactos tributários e custos produtivos e sustentabilidade. Segundo Esper, algumas delas permanecem no calendário no próximo ano. “Para o ano que vem, por exemplo, estamos organizando a Missão Empresarial Técnica do Building Information Modeling (BIM), que deverá ser realizado em março de 2014, na França. O objetivo é trocar experiências para a implementação desta tecnologia no Brasil, com o apoio da Embaixada do Brasil em Paris”, completou.

Um dos pontos levantados por alguns representantes na reunião foi a questão da segurança dentro da indústria da construção. Foi sugerido que haja uma inspeção periódica dentro dessa área. Para tanto, Auricchio convocou a formação de um grupo de trabalho. “A partir daí, já iniciaremos uma agenda específica para alimentar essa demanda no âmbito do Compete Brasil”, afirmou o diretor.

Sobre a Batimat 2013, a diretora titular adjunta Maria Luiza Salomé apresentou um resumo das atividades realizadas durante a missão da Fiesp. Para a diretora, a missão empresarial foi muito consistente. “Gostaria de agradecer toda a equipe e os participantes envolvidos, a Batimat 2013 foi um sucesso. Conseguimos cumprir tudo o que foi programado. A visita técnica, organizada pela Fundação Vanzolini aos bairros Tolbiac e Masséna, foi uma das melhores que já fizemos”, acrescentou Salomé. A diretora destacou também sobre o curso de Gestão Empresarial, no âmbito da Cátedra “Globalização e Mundo Emergente Fiesp-Sorbonne”.

O secretário executivo do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Quênio Cerqueira de França, fez uma apresentação institucional sobre o FGTS, que foi amplamente discutida durante a reunião, e disse estar à disposição do Deconcic/Fiesp para mais informações.

Com a relação a economia setorial, os representantes das entidades do setor acreditam que o Produto Interno Bruto (PIB) da Indústria da Construção será maior que a do Brasil, já que historicamente o número sempre fecha em dobro.

Por fim, Aurrichio agradeceu imensamente a colaboração de todas as entidades. “Gostaria de agradecer o empenho de cada um de vocês durante este ano. Que 2014 continue nesse ritmo para contribuirmos nos avanços da competitividade do setor da indústria da construção”.

Fiesp e Sorbonne lançam cátedra que dá início à cooperação em temas como globalização e mundo emergente

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu nos dias 8 e 9 de abril, em sua sede, a visita  de uma comitiva da Universidade de Paris 1 Pantheon-Sorbonne.

O encontro marcou o lançamento da cátedra “Globalização e mundo emergente Fiesp-Sorbonne”, resultado de um acordo de cooperação firmado em novembro de 2012 entre as duas instituições.  A parceria prevê treinamento e capacitação de pessoas, cooperação científica, técnica e consultiva e atividades de visibilidade institucional.

Fizeram parte da delegação francesa dois vice-reitores da Sorbonne, Nadia Jacoby (Comunicação e Sistema de Informação) e Jean-Marc Bonnisseau (Relações Internacionais) e o coordenador da cátedra na França, o professor Guillermo Hillcoat.

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Na foto, da esquerda para a direita: Guillermo Hillcoat, coordenador da cátedra na França; os vice-reitores da Sorbonne, Nadia Jacoby (Comunicação e Sistema de Informação) e Jean-Marc Bonnisseau (Relações Internacionais); e o 2º diretor secretário da Fiesp e coordenador da cátedra no Brasil, Mario Eugenio Frugiuele. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Entre as ações previstas no escopo da cátedra estão a promoção de módulos de formação de curta duração nos dois países, intercâmbio de experiências e de conhecimento entre as instituições por meio de grupo de pesquisas, workshops, seminários, jornadas, conferências, mesas redondas, colóquios ou mesmo estudos e projetos, além de dois eventos institucionais, um em São Paulo e outro em Paris.

Para o 2º diretor secretário da Fiesp e coordenador da cátedra no Brasil, Mario Eugenio Frugiuele, as expectativas são as melhores possíveis. “É um trabalho conjunto da academia com o setor privado. É a primeira vez que este tipo de acordo é feito fora da França. A Fiesp é uma entidade que, pela forma como está atuando – principalmente em função da posição segura, decidida e dinâmica de nosso presidente Paulo Skaf –, tem a confiança da própria Sorbonne, fundada no ano de 1200. O acordo com uma instituição desse nível é uma grande honra. Esperamos que, dentro do tamanho e da força das duas entidades, os projetos sejam tão importantes quanto isso”, afirma Frugiuele.

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Comitiva francesa participa de reunião da diretoria da Fiesp. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

De acordo com a vice-reitora Nadia Jacoby, a Fiesp tem preocupações similares às da Sorbonne, no que se refere ao comportamento das relações industriais. “Nós questionamos as coisas como universidade, do ponto de vista acadêmico, e nosso parceiro, a Fiesp, faz o mesmo tipo de perguntas, mas de um ponto de vista muito mais operacional e, eu diria, muito mais pragmático.”

Segundo Guillermo Hillcoat, há convergência de interesses. “Hoje, temos problemas que são comuns – aqui e na Europa – como a questão da desindustrialização, o problema do êxodo de empresas com a concorrência asiática, as questões ligadas à pesquisa, desenvolvimento e inovação, com novos produtos e métodos produtivos. Então, temos problemáticas que são transversais. Não há somente os antigos países industrializados e os países em desenvolvimento como nos anos 60/70. Hoje, existe uma multipolaridade de regiões emergentes”, explicou.

O coordenador da cátedra na França comentou suas expectativas nessa cooperação entre as entidades: “Consideramos esta relação [com a Fiesp] uma relação de aprendizagem e de colaboração entre iguais, entre pares, e é neste espírito que nós começamos a identificar certos projetos”.

Visita

No primeiro dia de visita (08/04), Nadia Jacoby, Jean-Marc Bonnisseau e Guillermo Hillcoat, foram recebidos pelos 1º e pelo 2º diretores secretários da Fiesp, Nicolau Jacob Neto e Mario Frugiuele, respectivamente.

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Comitiva da Sorbonne em reunião de trabalho com diretores da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em seguida, os convidados tiveram reuniões de trabalho com diretores de departamento da Fiesp, como Nelson Pereira dos Reis (Meio Ambiente), José Ricardo Roriz Coelho (Competitividade e Tecnologia), Antonio Carlos Teixeira Alvares (Pesquisas e Estudos Econômicos) e Newton de Mello e Antonio Fernando Guimarães Bessa (Relações Internacionais e Comércio Exterior), além de Walter Vicioni Gonçalves, diretor regional do Senai-SP e superintendente do Sesi-SP.

A programação do dia foi encerrada com uma entrevista ao jornal Valor Econômico e a participação em reunião de diretoria da Fiesp.

No segundo dia, a comitiva francesa visitou uma escola do Sesi-SP e outra do Senai-SP, no bairro da Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.

Segundo Jean-Marc Bonnisseau, vice-reitor de Relações Internacionais da Sorbonne, o interesse da universidade francesa em torno do sistema Sesi-SP e Senai-SP é um exemplo de como efetivamente são bilaterais as trocas proporcionadas pela cátedra.

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Visita dos representantes da Sorbonne à escola do Sesi-SP na Vila Leopoldina. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“Na França, toda essa questão da formação profissional está no centro de vários debates, particularmente por causa da elevada taxa de desemprego que temos – e que continua a aumentar. E está claro que a formação profissional talvez não seja tão eficaz quanto deveria ser no sistema francês para lutar contra o desemprego e ajudar os trabalhadores a adquirir qualificações novas para uma melhor integração no mercado de trabalho”, explicou.

Sobre o seu contato com o Senai-SP, Jean-Marc Bonnisseau expressou suas expectativas de aprender com a instituição. “E, talvez, importar boas práticas do Brasil para a França, no tocante à organização da formação profissional”, completou.

Atividades

Para implementar a iniciativa, Fiesp e Sorbonne estão convidando interessados em apresentar projetos. A Fiesp, com chamados a instituições de ensino superior e entidades privadas, entre outras; a Sorbonne, junto à rede acadêmica na França.

O objetivo é receber projetos – posteriormente selecionados por uma comissão paritária – sobre diversos temas: relações de trabalho no Brasil e na França; fenômeno da desindustrialização e desafios de reindustrialização; arquitetura sustentável; agronegócio; infraestrutura; meio ambiente; inovação tecnológica e competitividade.

Fiesp assina acordo de cooperação com Universidade Sorbonne de Paris

Agência Indusnet Fiesp

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Na imagem, da esquerda para a direita, o professor Jean-Marc Bonnisseau; o presidente da Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, Philippe Boutry, e 2º diretor secretário da Fiesp, Mario Eugenio Frugiuele. Foto: Divulgação/ Sorbonne

A Federação das Industrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do 2º diretor secretário, Mario Eugenio Frugiuele, assinou nesta quarta-feira (21/11), em Paris, na França, um acordo de cooperação com a Universidade Paris 1 – Panthéon-Sorbonne. O acordo cria a cátedra intitulada “Globalização e Mundo Emergente”.

A parceria inclui a capacitação e treinamento de pessoas; cooperação científica, técnica e consultiva; e atividades de grande visibilidade institucional.

Entre os objetivos da cátedra estão a criação de cursos de formação, que poderão ser realizados nos dois países; a interação para a troca de experiências e de expertise; e a realização de atividades de grande visibilidade institucional em São Paulo e em Paris, como workshops e seminários.