Fiesp recebe seminário sobre Gestão de Gases do Efeito Estufa

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta quinta-feira (05/12), a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) recebeu o Seminário sobre Gestão de Gases Efeito Estufa. Durante o evento, foi apresentado o projeto de Fomento a Gestão dos Gases de Efeito Estufa e Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil, que é desenvolvido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pelo Banco Internacional do Desenvolvimento (BID), em parceria com a Fiesp.

A sessão foi aberta por Mario Hirose, diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da federação. Hirose apresentou a entidade e os projetos ligados às alterações climáticas que vêm sendo desenvolvidos desde 2009, quando a Fiesp criou o Comitê de Mudanças do Clima, coordenado pelo segundo vice presidente da entidade,  João Guilherme Sabino Ometto.

Hirose chamou a atenção para o envolvimento das pequenas e médias empresas diante do assunto. Para ele “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Ensinar o pequeno e médio empresário a cuidar das emissões de gases do efeito estufa não é, para Hirose, apenas uma questão ambiental, mas também uma questão financeira.

Em seguida, o consultor da ABNT e do BID Julio Jemio, apresentou o projeto em si. Ele esclareceu que são três os grandes objetivos: preparar a ABNT como um órgão de validação e verificação de gases de efeito estufa na América Latina, desenvolver a implementação dos programas de gestão do efeito estufa em pequenas e médias empresas e disseminar as informações desenvolvidas para o projeto.

Hirose: “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Hirose: “as pequenas e médias empresas que se prepararem para esse novo mercado terão uma vantagem competitiva”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para tanto, a ABNT desenvolveu cursos internos e também um guia, que deve ser publicano no ano que vem, com apoio do Sebrae e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), para formar consultores e verificadores, além de orientar empresários na realização de inventários de emissões dos gases do efeito estufa.

Segundo Jemio, a meta é que a ABNT, através de suas parcerias, subsidie parte desses inventários para pelo menos 220 empresas e que os verificadores formados por ela não tenham ligação com os consultores, para que a avaliação seja 100% isenta, podendo ser aplicada a toda e qualquer empresa interessada.

Preparação para as mudanças

A terceira palestra do encontro foi feita pela também consultora Isabel Sbragia, que apresentou o histórico dos efeitos e protocolos que motivaram o desenvolvimento do projeto. “A influencia do homem no meio é muito grande e nós temos que ver o que estamos fazendo. E se [o aquecimento global] está acontecendo por nossa causa ou por causa natural, a gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”, afirmou Sbragia.

Isabel: “A  gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Isabel: “A gente tem que começar a se preparar para as mudanças que vão vir”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A especialista esclareceu que a principio o projeto estaria focado no mercado de carbono, mas, em função de mudanças no cenário internacional e da dificuldade que as pequenas e médias empresas teriam de se inserir nesse mercado, os planos foram alterados.

“A gente quer que a pequena e a média empresa olhem para as mudanças que podem ser feitas”, afirmou a palestrante sobre o foco definitivo do projeto de Fomento à Gestão dos Gases de Efeito Estufa e Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil.


Especialistas debatem investimentos para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 na Fiesp

Ariett Gouveia e Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Foi realizado nesta segunda-feira (02/12), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o seminário “Grandes eventos esportivos no Brasil: a economia do esporte”. Organizado no âmbito da Cátedra Globalização e Mundo Emergente – FIESP-Sorbonne, o evento foi conduzido por Mario Frugiuele, coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) na Fiesp e coordenador da cátedra no Brasil.

O professor titular de Economia, Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro Istvan Karoly Kasznar apresentou a palestra “Copa, Olimpíadas, Financiamento do Esporte e Perspectivas”, em que mostrou os investimentos, públicos e privados, que estão sendo feitos no Brasil e suas consequências.

“Não se resolve a questão de um gargalo estrutural de longo prazo, de 35 anos, em cinco anos. Então todo o investimento é bem-vindo, é necessário”, disse Kasznar. “Todavia, não é porque a Fifa nos impõe ou nos propõe criar investimentos específicos de mobilidade no entorno do estádio que vamos fazer algo”, disse. “Devemos fazer pela necessidade específica e intrínseca das nossas cidades e dos nossos cidadãos.”

Outra crítica do professor foi a questão da distribuição dos ingressos. “As grandes obras dos estádios vão encantar os brasileiros que podem pagar. Porque a gente vê que no processo de distribuição existem desigualdades”, explicou. “Quem pode pagar, entra. Quem não pode, não entra, mas, por meio do seu imposto, está pagando o estádio de forma indireta.”

Kasznar: “Não se resolve um questão de um gargalo estrutural em cinco anos. Todo o investimento é bem-vindo, é necessário”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Kasznar: “Não se resolve a questão de um gargalo estrutural em cinco anos”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Kasznar não é contra a realização da Copa e da Olimpíada no Brasil, mas defende um melhor controle do dinheiro investido. “Haverá construções, ganhos e benefícios, mas também haverá prejuízos. Portanto faz sentido que a gente diga ‘temos muito o que fazer, muito a revisar e a nossa técnica de captação e distribuição de recursos precisa ser melhor pensada’”.

Segundo o professor, os gastos não são exclusividade do Brasil. “É muito importante abrir o Brasil para o mundo, é importante incentivar o esporte, mas temos que perceber que o custo disso é muito grande”, afirmou.

Cuidado com a maldição

Outro palestrante do seminário, Wladimir Andreff, professor titular de Ciências Econômicas na Universidade Paris 1 – Panthéon Sorbonne, apresentou a sua teoria sobre a “maldição dos países e cidades-sede”.

“O que um candidato deve fazer se quer ganhar o leilão para ser a sede da Copa ou das Olimpíadas? Prometer muito mais do que os outros competidores e projetar o mais fantástico evento”, disse. “E isso é feito subestimando os custos e superestimando os benefícios”, disse. ”Mas, no final do dia, os vencedores têm que realmente implementar o projeto e aí vem o verdadeiro custo e o verdadeiro beneficio, que são  diferentes do anunciado.”

Andreff: subestimar os custos e superestimar os benefícios. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Andreff: subestimar os custos e superestimar os benefícios. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para ele, o vencedor do “leilão” vai estar “financeiramente amaldiçoado” porque “ganhando o direito de sediar os jogos o país ganha a certeza de que irá perder dinheiro”.

Andreff deu vários exemplos de países e cidades que tiveram uma grande diferença entre o custo esperado e o custo real, como a África do Sul, que viu o orçamento para a Copa do Mundo aumentar 17 vezes, e a China, que no caso de Pequim teve um aumento de 40 vezes entre o que era esperado para os Jogos Olímpicos e o que realmente o evento custou.

O professor disse que só há uma exceção na história dos grandes eventos, o que confirma a regra: Los Angeles. “Por causa das notícias dos prejuízos dos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, apenas Los Angeles se candidatou como sede para 1984”, contou. “Como não havia cidades competindo pelo mesmo evento, então não havia o leilão como processo. Los Angeles não precisou fazer propostas exageradas, a custos irreais, então ficou fora da maldição dos vencedores”.

Iniciativa da Fiesp e do Sesi-SP forma primeira turma de MBA em gestão empreendedora

Ariett Gouveia e Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Nesta segunda-feira (25/11), foi realizada, no Teatro do Sesi-SP, a formatura da primeira turma do curso de MBA em gestão empreendedora promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Desenvolvido em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e pelos governos dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, o MBA formou 120 alunos, dos quais 65 trabalham em unidades escolares do Sesi-SP ou em escolas parceiras e 55 fazem parte da rede estadual de ensino. Com duração de 18 meses, o curso de 360 horas é desenvolvido em três módulos: Empreendedorismo, Gestão e Educação, com 15 disciplinas ao todo. O certificado é expedido pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e as aulas presenciais ocorrem uma vez ao mês, em unidades do Sesi-SP e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Na ocasião, o superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves, falou sobre a importância da melhoria da escola pública. “Acredito fortemente na educação brasileira e de São Paulo”, disse. “Se cada um de nós tiver esse desejo de fazer bem feito, de fazer com diligência o que precisa ser feito, vamos poder fazer uma escola de qualidade para todos”, afirmou. “Se o interesse for a melhoria da escola pública, o Sesi-SP estará sempre junto nesse processo.”

“Aproveitem essa oportunidade que lhes foi dada e realizem ações inovadoras, capazes de possibilitar avanços na educação brasileira”, recomendou o professor e diretor de Cultura e Educação do Sesi-SP, Fernando de Carvalho, que fez o primeiro discurso do dia em homenagem aos formandos do MBA.

Carvalho na formatura do MBA nesta segunda-feira (25/11): “Aproveitem essa oportunidade”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Carvalho na formatura do MBA: “Aproveitem essa oportunidade”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


“Sem vocês não adiantaria ter escolas, salas de aula ou laboratórios, vocês são realmente pessoas especiais e fazem a diferença” afirmou Paulo Skaf, presidente da  Fiesp e do Sesi-SP, no vídeo  em que parabenizou e agradeceu a primeira turma a concluir o curso de MBA em gestão empreendedora.

Em nome de todos os alunos, o formando e orador da turma Ricardo Antonio de Barros homenageou o professor Robson Moreira Cunha e agradeceu não só aos seus tutores, mas também ao Sesi-SP e à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que proporcionaram a realização  do curso. “Foi muito bom aprender a teoria daquilo que já era uma prática em nossas unidades escolares, afinal, teoria e prática deveriam caminhar juntas, sempre”, disse Barros.

Depois da entrega dos 120 diplomas, três alunos do curso foram homenageados com uma placa por mérito acadêmico: Assunta Terezinha Perizollo Donadel, Heliana Battaglia Beltrame e Fátima Aparecida Laranjeira de Oliveira.

Para encerrar a cerimônia, o maestro e músico João Carlos Martins, acompanhando pelo tenor Jean William, apresentou duas músicas no piano: “Melodia”, de Villa-Lobos, e “My Way”, de Frank Sinatra.

Jean William e o maestro João Carlos Martins ao piano: música para os formandos do MBA. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Jean William e o maestro João Carlos Martins ao piano: música para os formandos. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Os formandos

Entre os formandos, a diretora de escola Andrea Aparecida Tomazia terminou o curso muito satisfeita com o que aprendeu. “Eu adorei porque tive acesso a mais informações e professores muito competentes. Encontrei o que eu buscava para a minha escola”. Ela está colocando seus novos conhecimentos em prática e conta que o projeto desenvolvido a partir do curso de MBA já foi aprovado pelo Ministério da Educação para ser aplicado em sala de aula.

O diretor da escola estadual Casimiro de Abreu, de São Paulo, Jorge Luiz Muniz Santos, também contou que já colocou em prática o que aprendeu durante o MBA. “O curso permitiu uma reformulação na forma de pensar e na organização da escola, já que eu passei a olhar a escola como uma empresa, que tem que demandar processos. Passei a repensar toda a estrutura, desde a questão de espaços até a potencialidade das pessoas”, contou. “Desde a primeira aula, já comecei a tentar trazer as experiências em aulas para o cotidiano da escola. A escola que eu recebi como diretor já é totalmente diferente da escola que eu tenho hoje.”

Santos também ressaltou a gratuidade do curso. “É uma grande oportunidade que o Sesi-SP nos oferece, porque eu não conseguiria fazer um curso como esse por conta própria”.

Andrea Bertolani, diretora do Sesi-SP em Brotas, também elogiou a estrutura do curso. “Foi um aprendizado muito grande, foram 18 meses de intenso estudo e crescimento. A gente pode aplicar muita coisa na escola, de forma prática”, disse. “Foi um privilégio poder fazer esse curso, sem custo e com muitos resultados.”


Sesi-SP amplia programa ‘Grande Sacada’ e aumenta interação entre alunos e ídolos do vôlei

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Desenvolvido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) desde março de 2013, o programa “Grande Sacada”, que promove encontros entre atletas das equipes adultas do vôlei do Sesi-SP e alunos de diversas unidades da instituição, está sendo ampliado, incluindo até mesmo uma visita de jogadores às casas dos jovens estudantes.

As primeiras visitas nesse novo formato ocorrem já neste sábado (23/11), em duas unidades do Sesi-SP: Cajamar, que atende 64 alunos, com a presença da equipe do vôlei feminino, e Cerquilho, que atende 86 alunos, com jogadores do time masculino. No final de semana seguinte, também no sábado (30/11), o time de vôlei feminino vai à unidade de Hortolândia, que atende 181 alunos.

Sempre preocupado em reforçar a chamada “pedagogia do exemplo”, o Sesi-SP criou ações como a “Grande Sacada” para incentivar a prática do esporte e, principalmente, para disseminar seus valores por meio de professores e atletas, que se tornam modelos para essas crianças e jovens.

“É nesses momentos que realçamos os valores do esporte. Não existe sucesso sem respeito, humildade, disciplina, dedicação, persistência, superação, inovação e trabalho em equipe”, afirma José Montanaro Júnior, gestor do Departamento de Esportes do Sesi-SP e um dos responsáveis pelo programa “Grande Sacada”.

Serginho joga vôlei com alunos do Sesi-SP de Mauá em atividade do Grande Sacada. Foto Sesi-SP Mauá

Serginho joga vôlei com alunos do Sesi-SP de Mauá em atividade do Grande Sacada. Foto Sesi-SP Mauá


Sandro, capitão do time de vôlei masculino do Sesi-SP, concorda. “A Grande Sacada é um programa vencedor, que desde o inicio deu muito certo, aproxima cada vez mais os alunos do Sesi-SP com nossa equipe. E esse é nosso principal objetivo, trazer os alunos para nosso lado e servir de exemplo para eles”, disse o jogador.

Visitas nas casas

Conscientes dos benefícios trazidos pelo programa, os atletas agora passam a visitar um maior número de unidades e ficam mais tempo trocando experiências com os estudantes, chegando até mesmo a almoçar na casa de algumas famílias selecionadas pela escola.

Nesse novo formato, o dia começa com uma clínica de esportes. Depois, é feita uma pausa para o almoço. As atividades terminam com um treino conjunto. Importante: durante a pausa, sete atletas visitam a casa de sete alunos para almoçar com eles e suas famílias. A outra metade do time permanece na escola e faz a refeição com a turma dos alunos matriculados no esporte escolar.

“Ele está animadíssimo. E nós também”, conta Maria Aparecida Zatoni de Souza, mãe de Ruan Oscar de Souza, aluno da 8ª série do CAT Tatuí e um dos selecionados para receber a visita de um atleta na sua casa.

Sidão em atividade do Grande Sacada em Mauá: exemplo e lições do esporte. Foto Sesi-SP Mauá

Sidão em atividade do Grande Sacada em Mauá: aprendizagem pelo exemplo. Foto Sesi-SP Mauá


“Essa oportunidade de visitar as casas dos alunos vai ser importante para ficarmos mais tempo com eles e poder passar nossas experiências no esporte e na própria vida, além de proporcionar um dia que certamente eles nunca esquecerão”, confirma Sandro, que será um dos atletas a visitar a casa de um dos alunos.

“Assim, procuramos mostrar como é importante ter o espírito de um verdadeiro campeão dentro das quadras e, principalmente, fora delas”, completa Montanaro. “É disso que o Brasil precisa.”

Seleção dos alunos

Para ser selecionado, o aluno da rede de ensino Sesi-SP deve estar matriculado e ter boa frequência na turma de esporte escolar do vôlei, ser filho de beneficiário da indústria, ter bom comportamento e também bom desempenho escolar.

Por questões técnicas, as famílias desses alunos, além de dispostas a participar, precisam morar em um raio máximo de 10 quilômetros da escola e frequentar todas as reuniões convocadas pela entidade.

‘Entrar no time do Sesi-SP é motivo de muito orgulho’, afirma Simone Rocha, dez vezes campeã brasileira de goalball

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Simone Rocha, atleta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e atual campeã brasileira de goalball, chega aos 37 anos como uma das principais jogadoras brasileiras da modalidade. Apaixonada pelo esporte e dedicada a popularizá-lo, Simone se emociona ao contar o que o ele significa para a sua vida e sonha com uma medalha olímpica conquistada em casa.

O goalball foi desenvolvido em 1946 exclusivamente para deficientes visuais. Para jogar bastam três atletas em cada time. Eles são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O objetivo? Executar arremessos rasteiros, que passem pelos adversários e balancem a rede.

No Sesi-SP, as equipes masculina e feminina de goalball começaram a treinar em março de 2013. O primeiro título foi a recém-conquistada Copa Brasil de Goalball feminino, no início de novembro (vitória de 3 a 2 sobre o IBC/RJ Adulto), mas as expectativas são altas em relação ao campeonato paulista, que será disputado por ambas as equipes nesta sexta-feira (15/11).

Início da carreira

Simone conheceu o esporte enquanto trabalhava no Centro de Emancipação Social e Esportiva de Cegos (Cesec) e logo se destacou na modalidade. No seu primeiro campeonato, em Belo Horizonte, sua equipe já se consagrou campeã, e desde então não pararam de chegar novas convocações. “Foi quando eu disse: ‘é isso que eu quero’. E comecei a treinar em nível mais competitivo”, lembra a atleta, que depois de 18 anos de carreira, conquistou, esse ano, o seu décimo título brasileiro.

Simone: dez títulos em 18 anos de carreira. Foto: Divulgação

Simone: dez títulos em 18 anos de carreira e sonho da medalha olímpica. Foto: Divulgação

Marca que impressiona, mas poderia ser até maior não fosse a dificuldade de popularizar o goalball. Por ser uma modalidade exclusiva do esporte paralímpico, diferente do vôlei ou do futebol, mesmo campeonatos paraesportivos têm dificuldades de reunir equipes e promover os jogos.

A atleta, que também defendeu a seleção brasileira nas Paralímpiadas de Pequim (2008) e nos Jogos Parapan-americanos IBSA de 2001, 2005 e 2009, conta que em sua primeira convocação para a seleção, durante o pan-americano IPC de 1995, iria competir em dois esportes: atletismo e goalball, mas acabou indo apenas para a pista de corrida, pois não havia seleções suficientes para que o campeonato de goalball fosse disputado.

Simone ainda esclarece que o goalball passou a fazer parte dos Jogos Parapan-americanos IPC, que são aqueles disputados um ano antes dos jogos Paralímpicos, apenas em 2011, época em que ela se afastou das quadras para cuidar do seu filho Thiago, que nasceu em 2010.

Superando barreiras

Alternando entre as duas modalidades até 2007, hoje Simone finalmente consegue se dedicar exclusivamente ao seu favorito. “Eu amo o goalball. Quando jogo, o mundo parece que para”, relata a atleta. E completa: “O goalball pautou toda a minha vida. Ele traz disciplina, a possibilidade de acreditamos em nós mesmos e também de nos superarmos”.

Simone Rocha parece nunca ter deixado de ultrapassar limites. Além de esportista, é mãe, policial civil e presidente do Conselho dos Atletas, órgão criado para representar os jogadores dentro do Comitê Paralímpico Brasileiro.

“Quando eu comecei no esporte o atleta não era tão valorizado. Para me manter, tive que trabalhar. Passei por várias atividades até que prestei concurso público e entrei na polícia civil, na carreira de agente de telecomunicação na 5ª seccional”, conta.

Planos para o futuro

Procurando treinar na mesma intensidade das atletas que se dedicam exclusivamente ao esporte, Simone faz tudo para alcançar seu próximo objetivo: entrar na equipe que competirá nas Paralímpiadas de 2016. E, de preferência, ganhar uma medalha de ouro em seu país.

A equipe de goalball do Sesi- SP durante jogo: bastam três jogadores em cada time. Foto: Divulgação

A equipe de goalball do Sesi- SP durante jogo: bastam três jogadores em cada time. Foto: Divulgação


“Hoje nós temos uma qualidade que nos permite aspirar a uma medalha, de ouro até. A gente tem condição de se consagrar campeã na nossa casa. É só ter maturidade para colocar isso em prática”, afirma a jogadora, bastante otimista com as novas perspectivas.

Correndo diariamente contra o tempo, a atleta do Sesi-SP não reclama da jornada puxada. Muito pelo contrário. Ativa na busca pela popularização de seu esporte, Simone prefere agradecer: “entrar no time do Sesi-SP foi motivo de muito orgulho. Quando uma entidade assim investe no goalball, a gente tem mais que se desdobrar e fazer  jus a esse crédito.”

Goalball: conheça o esporte

Ao contrário de outras modalidades paralímpicas, o goalball foi desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência – neste caso a visual.

A quadra tem as mesmas dimensões da de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). As partidas duram 20 minutos, com dois tempos de 10. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra tem um gol com nove metros de largura e 1,2 de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro e o objetivo é balançar a rede adversária.

A bola possui um guizo em seu interior que emite sons – existem furos que permitem a passagem do som – para que os jogadores saibam sua direção. O goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida, exceto no momento entre o gol e o reinício do jogo.

A bola tem 76 cm de diâmetro e pesa 1,25 kg. Sua cor é alaranjada e é mais ou menos do tamanho da de basquete. Hoje o goalball é praticado em 112 países nos cinco continentes. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Deporto para Deficientes Visuais (CBDV). As informações são do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).


História do goalball

O goalball foi criado em 1946 pelo austríaco Hanz Lorezen e pelo alemão Sepp Reindle com a finalidade de reabilitar veteranos da Segunda Guerra Mundial que haviam perdido a visão.

O primeiro campeonato mundial aconteceu em 1979m, na Áustria. Em 1980, na Paraolimpíada de Arnhem, o esporte passou a integrar o programa paralímpico. Em 1982, a Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA) começou a gerenciar a modalidade. As mulheres entraram para o goalball nas Paraolimpíadas de Nova York, em 1984. A modalidade foi implementada no Brasil em 1985. Dois anos depois foi realizado o primeiro campeonato brasileiro.

Com a evolução do esporte, a seleção brasileira masculina conquistou uma medalha de prata no Parapan de Buenos Aires, em 1995. Na Carolina do Sul, em 2001, as mulheres conquistaram o bronze no Parapan-Americano, enquanto a seleção masculina ficou com o quarto lugar.

Em 2003, as atletas brasileiras foram vice-campeãs no Mundial da IBSA, disputado em Quebec, no Canadá. Com isso, o Brasil se classificou para uma edição dos Jogos Paralímpicos pela primeira vez. Em Pequim foi a estreia da seleção masculina em uma Paralimpíada. Nos Jogos de Londres, em 2012, o Brasil foi representado por equipes feminina e masculina. As informações são do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Glossário eletrônico para surdos é premiado no Inova Senai

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Entre as categorias premiadas no Inova Senai 2013, uma das mais importantes, sem dúvida, é aquela dedicada aos projetos de Responsabilidade Social. Nela, o grande vencedor foi o Glossário eletrônico de libras/português para surdos, desenvolvido pela Escola Senai Manuel Garcia Filho, de Diadema, na Grande São Paulo.

O Inova Senai ocorreu durante o São Paulo Skills, maior campeonato do ensino profissionalizante do estado, em setembro, na capital paulista. A premiação tem como objetivo criar soluções para diversos setores da indústria, incentivando o empreendedorismo, a inovação e o desenvolvimento de tecnologias.

Responsabilidade Social

Nessa categoria específica, exige-se ainda que o projeto traga benefícios a minorias que enfrentam dificuldades de conviver na sociedade. E esse sem dúvida parece ter sido o objetivo principal do grupo vencedor.

Orientado pelo professor Rafael Costa e composto por cinco alunos surdos, Bruno de Souza Veríssimo, Diogo dos  Santos, Fabio Batista, Jessica de Souza e Juliana Cardoso da Silva e pela professora Geane Botarelli, que ajudou na tradução e revisão do projeto escrito pelos surdos, o grupo responsável pelo glossário afirma que, após a conclusão do projeto, pretendem “disponibilizá-lo para todos os interessados”.

Glossário eletrônico

A criação, idealizada pelos surdos para o seu próprio benefício, também se diferencia pela sua lógica de funcionamento, que ao invés de apresentar uma lista de termos pré-existentes, permite que o usuário crie o seu banco de dados de acordo com as suas necessidades. “A pesquisa é realizada por meio da captura da imagem do sinal ou de um objeto e esse é o seu maior diferencial”, afirma Costa.

Da esquerda para a direita: Juliana Cardoso, Rafael Costa e Jessica Cunha, da equipe do Glossário. Foto: Arquivo Pessoal

A partir da esquerda: Juliana Cardoso, Rafael Costa e Jessica Cunha, da equipe do Glossário. Foto: Divulgação


Um glossário ou dicionário tradicional organiza as palavras em ordem alfabética para as quais são dados significados escritos e, em alguns casos, o sinal respectivo na Língua Brasileira de Sinais (Libras). As pessoas que nascem surdas, no entanto, têm como língua nativa a linguagem de sinais, que não é organizada em ordem alfabética, o que torna o acesso as ferramentas tradicionais bastante complicado e a criação do Glossário eletrônico de libras/português para surdos ainda mais relevante.

Independência para os surdos

Segundo o grupo, a proposta poderá dar autonomia ao surdo para produzir textos sozinhos, sem depender de um intérprete ou de algum familiar que entenda libras e conheça a tradução dos sinais para ajudá-lo e isso foi percebido imediatamente não só pelos desenvolvedores, mas também por todos os que testaram o serviço.

Segundo o professor Costa, ao apresentar o projeto em uma sala de alunos surdos do Senai Manuel Garcia Filho, a reação foi muito positiva. “Eles notaram a importância que teria este glossário na vida deles e as possibilidades de aumentar seu vocabulário, com mais autonomia. Ao término da demonstração, todos perguntaram quando o nosso glossário estaria disponível” disse o orientador.

Para ser finalizado, o projeto ainda precisa de alguns investimentos e por isso mesmo premiações como o Inova Senai fazem tanta diferença “Foi uma ótima surpresa, além de conseguir divulgar a nossa ideia, ganhamos um prêmio importante para escola e para os surdos, que tiveram a oportunidade de mostrar a sua capacidade”, afirmou Costa.

Exposição no Centro Cultural Fiesp permite ver de perto ‘força criadora de um povo que não se abate’, avalia professor de artes visuais

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

“Exposições como essa dos ‘Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana’ permitem ver de perto a força criadora de um povo que não se abate, apesar das mais duras condições em que vivem”. A afirmação é do professor do Curso de Artes Visuais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Nelson Rodrigues,  convidado para apresentar sua visão de especialista sobre a exposição homônima em exibição até o dia 19 de janeiro de 2014, na Galeria de Arte do Sesi-SP. O espaço fica no Centro Cultural Fiesp, na sede do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista.

“Na exposição, é feito um resgate da herança cultural que forma a nossa identidade e reforça, em cada um de nós, o sentido de pertencimento a uma comunidade e a uma cultura sincrética, produto da fusão de várias tradições culturais”, explica o professor.

Ala da exposição Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana: resgate da herança cultural que forma a nossa identidade. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Ala da mostra Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana: herança cultural. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


As mais de 2.300 peças, de cerca de 600 artistas da América Latina, Espanha e Portugal, foram reunidas em parceria com o Fomento Cultural Banamex, do México. E chamam atenção não só pela quantidade, mas também pela diversidade de materiais, estilos e técnicas usadas.

As preferidas de Rodrigues são as obras que refletem as culturas pré-colombianas, vindas do México, Peru e Bolívia, além do Brasil. Nesses trabalhos, o professor destaca as cores e a qualidade técnica, segundo ele uma das principais diferenças entre o artesanato que encontramos em feiras e as obras que são selecionadas para estar em uma galeria de arte, por exemplo.

“Objetos que incorporam a complexidade das técnicas ancestrais, uma herança cultural, valores simbólicos tradicionais e ainda buscam a beleza para além de sua função utilitária, são objetos de arte”, afirma o professor, que admite ser polêmica a distinção entre arte popular e artesanato.

Peças de diferentes países compõem a mostra: cores e qualidade técnica destacadas. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Peças de diferentes países compõem a mostra: cores e qualidade técnica destacadas. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


No Brasil, de acordo com Rodrigues, existem diversas iniciativas que colaboraram com a revitalização da arte popular. Como resultado, hoje podemos afirmar que há “uma preocupação sistemática com a arte popular e, sobretudo, em mostrá-la e divulgá-la, apoiando os nossos artistas”, explica.

Rodrigues: após analisar a exposição, “insistência” para que os alunos visitem a mostra. Foto: Arquivo Pessoal

Rodrigues: após analisar a exposição, “insistência” para que os alunos visitem a mostra. Foto: Arquivo Pessoal

Nesse ponto, o professor ressalta o papel da Fiesp e do Sesi-SP, que não só promovem a exposição, mas “têm impulsionado iniciativas para aproximar designers e artesãos e qualificar seus objetos sem, no entanto, interferir e transgredir os fundamentos de suas tradições e herança cultural.”

Do conjunto de obras expostas, o especialista destaca os objetos de cerâmica e os têxteis, “modalidades muito características da América Latina, com maior variedade de exemplos e que preservam mais claramente as tradições indígenas.”

Concluída a sua visita, Rodrigues elogia a exposição. E promete reforçar a recomendação aos seus alunos. “Estou insistindo para eles virem” afirma o professor, que só lamenta o espaço da galeria não ser maior.

Serviço

Exposição Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana
Local: Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô).
Período expositivo: De 15 de outubro de 2013 a 19 de janeiro de 2014 – Diariamente, das 10h às 20h.
Classificação indicativa: Livre
Informações: (11) 3146-7405 e 7406
Agendamentos de grupos e escolas: (11) 3146-7396, de segunda a sexta, das 10h às 13h e das 14h às 17h.
Entrada gratuita.
Espaços com acessibilidade.

Com simulador, alunos e professores conquistam o primeiro lugar em equipamentos didáticos no Inova Senai

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Não teve para ninguém: o grande vencedor do Inova Senai 2013 na categoria equipamentos didáticos foi o projeto Mecânica Gráfica Móvel, um simulador para dar aulas de mecânica gráfica desenvolvido por professores e alunos da Escola Senai Theobaldo de Nigris, na Mooca, em São Paulo.

Assim, com o apoio dos estudantes, os docentes Rafael Melo Pedreira e Marcelo Henrique Villa, construíram uma versão mais leve e portátil de uma das partes da impressora gráfica utilizada no curso em que lecionam.

O Inova Senai 2013 foi realizado durante a última edição da São Paulo Skills, entre os dias 25 e 29 de setembro, no Anhembi, na capital paulista. A iniciativa tem como objetivo a criação de soluções inovadoras para diferentes setores da indústria e o envolvimento de todos que colaboram com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). O prêmio é dividido em nove categorias que vão de alimentos a serviços.

O simulador

Enquanto o equipamento original fica dentro de uma máquina de 270 quilos, é feito de aço e dificilmente é visto pelos alunos, o simulador de mecânica gráfica foi construído em acrílico, pesa 40 quilos e está fixado em uma bancada móvel, o que permite ser usado dentro das salas de aulas e evita que o equipamento fique parado enquanto os alunos aprendem como ele funciona.

“Muitas vezes os alunos têm dificuldade de visualizar o sistema dentro do equipamento. Na bancada fica fácil e todos os alunos podem realizar a mesma situação de aprendizagem”, diz Rafael, que também admite que com a invenção suas aulas ficaram muito mais dinâmicas.

O simulador: peso de 40 quilos permite o uso em bancada, na sala de aula. Foto: Divulgação

O simulador: peso de 40 quilos permite o uso em bancada, na sala de aula. Foto: Divulgação


Para o desenvolvimento do projeto os docentes enfrentaram diversos desafios. Desde a adaptação do material até a aprovação das ideias pelos alunos, que testaram e opinaram para que a criação fosse feita da melhor maneira possível.

Planos para o futuro

O trabalho em conjunto não foi fácil. Até mesmo os professores sentiram a dificuldade de conciliar o novo projeto com as atividades escolares do dia a dia. No fim, deu certo. E agora, após o prêmio, os autores do simulador sonham com um futuro bastante promissor. “Acreditamos que isso pode se tornar uma escola móvel, temos unidades que podem desenvolver este tipo de curso”, afirma Rafael.

A ideia, que surgiu da dificuldade de disponibilização do equipamento para o treinamento dos alunos dentro de uma empresa e da dificuldade de ilustrar uma aula de manutenção dessa máquina, já é a terceira criação premiada da Escola Senai Theobaldo de Nigris. E o que é melhor: os criadores do projeto não querem parar por aí. “Foi, sem dúvida, uma experiência profissional muito intensa e diferente de tudo que já fiz, espero participar mais vezes e, quem sabe, ganhar”.

Cadeira odontológica adaptada para cadeirantes ganha prêmio no Inova Senai

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

A categoria Materiais e Produtos, disputada entre os alunos do Senai-SP, no prêmio Inova Senai 2013, teve como grande vencedor a cadeira odontológica adaptada com uma plataforma para cadeirantes. Projeto desenvolvido pela Escola Senai Mário Dedini, de Piracicaba.

A premiação do Inova Senai 2013 foi feita durante a última edição do São Paulo Skills, maior campeonato do ensino profissionalizante do estado, em setembro, no Anhembi, na capital paulista.

Além de inovadora, a proposta dos alunos José Augusto Marques de Almeida, Giovane Colletti, Felipe Costa e Filipe Florêncio da Silva, promete facilitar o dia a dia das pessoas com dificuldades de locomoção, que terão mais independência de movimentos, e dos profissionais da saúde, no caso, os dentistas.

Segundo o supervisor do projeto, o professor Milton Antonio Scarpelini, uma das vantagens da cadeira adaptada “é que para o atendimento do paciente cadeirante, não é necessário o auxilio de uma ou mais pessoas para fazer a transferência da cadeira de rodas para a cadeira odontológica, como é feito atualmente”.

Ilustração da cadeira adaptada vencedora do Inova Senai 2013 na categoria Materiais e Produtos. Foto: Divulgação

Ilustração da cadeira adaptada vencedora do Inova Senai na categoria Materiais e Produtos. Foto: Divulgação


A ideia

A ideia surgiu da dificuldade do aluno do curso técnico em Eletromecânica José Augusto. Formado em odontologia, ele tem um consultório onde atende alguns pacientes com redução de mobilidade e sentia na pele a necessidade de um equipamento que facilitasse o atendimento.

Na prática, o projeto ainda não foi usado para uma consulta, mas, segundo Milton, a proposta foi muito bem aceita tanto pelos profissionais da área quanto pelos pacientes que chegam ao consultório em cadeiras de rodas. ”Já realizamos uma pesquisa junto aos profissionais que atendem regularmente pacientes com deficiência e a maioria se mostrou entusiasmada com a possibilidade de atender num equipamento como esse”, explica. “Entrevistamos também o Vereador André Bandeira, que é cadeirante e percebeu que o atendimento neste equipamento além de dar acessibilidade e inclusão, faz com que o paciente ganhe autonomia para ir sozinho ao dentista.”

Responsabilidade Social

Para o professor, desenvolver um projeto com engajamento social é diferente de trabalhar em um projeto comum, principalmente por permitir que o grupo ajude pacientes com deficiência física, dando a eles maior conforto, acessibilidade e, principalmente, autonomia. Para ele, com esse projeto o grupo teve a possibilidade de participar efetivamente da inclusão social.

Os vencedores já haviam apresentado o projeto em forma de maquete na IX Feira de Ciência e Tecnologias da escola Senai Mário Dedini, em maio de 2013. Lá eles também ficaram em primeiro lugar, o que, segundo Scarpelin, os motivou a dar andamento à construção do equipamento.

Cultura de inovação

A vitória no Inova Senai, segundo o professor, é motivo de muito orgulho. “Para nós foi uma grande satisfação ver o nosso trabalho reconhecido em um evento de grandes proporções como no Inova, e ainda ganhar o primeiro lugar”, afirma. “Foi maravilhoso. Ter o trabalho reconhecido e premiado é motivo de orgulho para nós e para a escola.”

A instituição de Piracicaba também está construindo uma promissora tradição nesse campo: esse já é o terceiro prêmio da escola no Inova. Segundo Wilson Antônio Reis, diretor da escola, com ele cria-se na escola “uma pequena cultura de inovação”.

O Inova Senai

O prêmio Inova Senai, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), reuniu entre os dias 25 e 28 de setembro, no Anhembi, na capital paulista, 80 projetos de inovação desenvolvidos por alunos, professores e funcionários de 46 unidades de todo o estado de São Paulo.

O objetivo é a criação de soluções para diversos setores da indústria, estimulando o empreendedorismo, a inovação e o desenvolvimento de tecnologias. Os três melhores de cada categoria, como foi o caso da cadeira odontológica adaptada com plataforma para cadeirante, são convidados a se inscreverem na etapa nacional do prêmio, que ocorrerá em 2014.

Vencedores do Acelera Startup comemoram disputa e começam a ser procurados por investidores

Giovanna Maradei e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Uma capina elétrica, um software para ajudar na inclusão social de crianças autistas e um programa para estimular as vendas diretas foram os vencedores do Acelera Startup, uma das atividades mais disputadas do Festival de Empreendedorismo (Festemp), realizado nos dias 25 e 26 de setembro, no Anhembi, na capital paulista.

A iniciativa teve 300 projetos selecionados pelos membros do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Desses, os dez melhores tiveram a chance de vender seu negócio a uma banca de investidores por meio do formato “elevator pitch”, ou seja, de forma rápida, no tempo de uma conversa de elevador. Vencido o desafio, os campeões já colhem os frutos de seu trabalho. E começam a conversar com investidores.

Primeira colocada na disputa, a Sayyou Brasil está começando as suas operações agora e atualmente tem quatro sócios e quatro funcionários, com sede na capital paulista. A empresa desenvolveu um equipamento chamado capina elétrica. Do que se trata? De uma peça que, acoplada ao trator, capina o campo sem o uso de outro tipo de energia além da própria energia mecânica vinda do movimento do veículo. “É uma alternativa ao uso de produtos químicos para a capina”, explica Sérgio de Andrade Coutinho Filho, um dos sócios-diretores da Sayyou. “Uma alternativa limpa e com custo reduzido”, diz ele.

Paulo Skaf com os vencedores do Acelera Startup, no Anhembi, em setembro. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Paulo Skaf com os vencedores do Acelera Startup, no Anhembi, em setembro. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Para o empreendedor, fez toda a diferença ter participado do Acelera. “Não esperávamos ganhar, vimos muitos projetos bons na seleção”, diz. “Já fomos procurados por investidores interessados na nossa ideia e estamos conversando com alguns fundos de investimento”.

Lá do Recife

O projeto que ficou em segundo lugar no Acelera do Festemp surgiu durante pesquisa para uma dissertação de mestrado no Centro de Estudos Avançados do Recife (Cesar), na capital pernambucana. Foi quando o responsável pela iniciativa, Eraldo Guerra, começou a pensar no desenvolvimento de um software que ajudasse crianças autistas a se desenvolverem, o Can Game. “Acho que não escolhi o tema, mas o tema me escolheu, não foi nada premeditado”, diz. “Entre tantos temas, foi o autismo que me conquistou”.

Guerra explica que o programa foi desenvolvido por meio de uma proposta interdisciplinar voltada para alunos do ensino médio. “É muito bom empreender algo que possa beneficiar a sociedade”, explica.

Sobre a participação no Acelera, o empreendedor diz que essa foi uma experiência “única”. “Fiz excelentes contatos, aprendi bastante e espero ter projetos todos os anos para participar do evento”, afirma. “Valeu a pena cada momento, mesmo que o ar condicionado estivesse tão forte”, brinca.

Depois da vitória, Guerra explica que já existem interessados “colaborando de alguma forma”. “Acredito que em um espaço curto de tempo iremos atingir os nossos objetivos”.

Para vender mais

Terceiro colocado no Acelera, o Contatix consiste num software desenvolvido para aumentar a produtividade das empresas que trabalham com vendas diretas, por sinal um setor de atuação muito forte no Brasil. A iniciativa ajuda na comunicação com os clientes, identificando oportunidades nas redes sociais, por exemplo.

A ideia é oferecer um sistema simples, que possa ser usado pelo maior número possível de usuários. Segundo informações da empresa, o objetivo principal é ser simples o suficiente para que qualquer pessoa possa usar e poderoso o suficiente para que grandes usuários possam extrair o melhor da solução.

No último dia do Festemp (26/09), as três empresas vencedoras receberam os cumprimentos do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, no Anhembi.

Sapato para lá de versátil ganha dois prêmios no Inova Senai

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Entre os vencedores do prêmio Inova Senai de 2013, com prêmios em duas categorias, Produto Inovador e Inova Design, chamou a atenção o calçado customizável. O produto, aparentemente simples, revoluciona no design e promete deixar o dia-dia de muitas mulheres mais prático. Afinal, está se falando de um sapato com solado removível e que, por isso mesmo, é capaz de se transformar em nove modelos diferentes.

A premiação do Inova Senai 2013 foi feita durante a última edição do São Paulo Skills, maior campeonato do ensino profissionalizante do estado, em setembro, no Anhembi, na capital paulista.

Segundo Alberto Eurípedes, criador do calçado customizável e professor da Escola Senai Márcio Bagueira Leal, de Franca, “o projeto é pensado para a mulher que tem diversos compromissos durante o dia e muitos outros à noite, aquela que não tem tempo de ficar escolhendo e mudando de sapato de acordo com a ocasião.”

Do scarpin à anabela

Com o solado removível e opções que vão do scarpin preto de salto baixo à anabela com salto alto e estampado, o projeto permite que, ao adquirir apenas um par, o consumidor ganhe nove pares diferentes. E a um preço que está “na média dos calçados femininos de boa qualidade”, garante Eurípedes.


Opção de modelo do calçado customizável com solado estampado: um par que vira nove. Foto: Divulgação

Opção de modelo do calçado customizável com solado estampado: um par que vira nove. Foto: Divulgação


Segundo ele, o design também fez parte do processo de criação. A inspiração veio de outro grande evento promovido pelo Senai-SP: o Senai Mix Design. “Utilizamos o Senai Mix Design, projeto que antecipa as tendências de moda. Ali identificamos o verão de 2013 e tiramos a nossa inspiração.”

Correndo contra o relógio

O professor, que contou com a ajuda de outras sete pessoas, entre docentes e designers, afirma que o projeto nasceu e foi manufaturado em três meses. Um período curto, que o deixou várias noites sem dormir, mas que se tornou uma experiência “enriquecedora” e mostrou “a força de uma grande ideia”. “Dizem que quando uma ideia é boa ela já nasce pronta”.


Modelo de produção do calçado customizável, desenvolvido em escola do Senai-SP em Franca. Foto: Divulgação

Modelo de produção do calçado customizável, desenvolvido em escola do Senai-SP em Franca. Foto: Divulgação


Por conta do tempo apertado, Eurípedes afirma que quase ninguém viu o projeto antes da exposição. Com poucas opiniões, embora sempre positivas, e sem conhecer os concorrentes, o professor lembra que não tinha como contar com a vitória no Inova Senai. “As pessoas que viram o projeto falaram que era uma excelente proposta, mas a gente não sabia quais eram os concorrentes. É sempre uma incógnita”.

O futuro

Eurípedes lembra que o calçado customizável não é só uma proposta inovadora para o consumidor, mas também para a indústria. Segundo ele, a padronização de suas peças facilita muito o processo de produção. “Uma vez que você só troca as cores e estampas, a produção em massa é facilitada”.

Com tantas vantagens, e dois prêmios no currículo, o que não falta são investidores interessados em levar o projeto adiante. Segundo o professor, três reuniões já foram marcadas para discutir parcerias. Isso além da torcida forte para que o sapato customizável seja tendência no próximo verão.

Fiesp e Sesi-SP unem colaboradores e parceiros pela prevenção ao câncer de mama

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Nessa sexta-feira (11/10), os colaboradores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foram convidados a vestir roupas cor de rosa e receberam folhetos sobre a prevenção do câncer de mama. Quem passava pela frente do prédio na Avenida Paulista também foi convidado a fazer parte da campanha, com a distribuição de informativos e de uma pulseira rosa que lembrava a todos da importância de realizar o exame preventivo pelo menos uma vez ao ano.

A ação faz parte de uma série de atividades que estão sendo promovidas pela Fiesp e seus colaboradores, a fim de promover a prevenção ao câncer de mama. No Brasil, o índice de mulheres que morrem por causa da doença chega a 42% e o principal motivo é o diagnóstico tardio.

A campanha de prevenção ao câncer de mama da Fiesp na Avenida Paulista. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A campanha de prevenção ao câncer de mama da Fiesp na Avenida Paulista. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Leila Yoshie, coordenadora da Divisão de Esporte e Qualidade de Vida do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e uma das organizadoras da campanha, afirmou que, ao ficar ciente desses dados, a equipe se interessou em fazer parte do movimento. “A gente teve acesso às informações da campanha mundial e achamos interessante incentivar as pessoas quanto à prevenção, mostrar que o índice de mulheres com câncer de mama ainda é muito alto.”

Todos por uma mesma causa

Em outubro, o mundo inteiro se une em torno da causa. Um grande símbolo dessa universalização é a Américas Amigas, uma organização da sociedade civil de interesse Público (Oscip) fundada pela mulher do ex-embaixador americano no Brasil, Bárbara Sobel. Criada em 2009, quando Bárbara descobriu que no Brasil o câncer de mama mata mais do que o dobro de mulheres que nos Estados Unidos, a organização trabalhou em parceria com a Fiesp nas ações daquele ano.

A fundadora da Américas Amigas se diz muito satisfeita com as ações e reforçou a importância de iniciativas do tipo no Brasil. “Vocês fizeram um ótimo trabalho. Quando vimos pela primeira vez no jornal o prédio com o laço da campanha, quase choramos de tanta felicidade”, disse. “Nós estamos tentando atingir o mundo todo e tantas pessoas passam aqui na frente todas as noites. Eu não consigo pensar em nada que poderia ter tido um impacto maior.”

Bárbara: “Eu não consigo pensar em nada que poderia ter tido um impacto maior.” Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Bárbara: “Eu não consigo pensar em nada que poderia ter tido um impacto maior.” Foto: Beto Moussalli/Fiesp


O público também aprovou. A venezuelana Karibay Almedo, que passava pela Paulista durante a promoção da campanha, colocou sua pulseirinha e foi só elogios à iniciativa. “Eu acho que é uma ótima ideia! Às vezes não nos lembramos de que temos que fazer os exames e a pulseira nos ajuda com isso quando chegarmos em casa, até mesmo para lembrar outras mulheres.”

Outubro ainda não acabou

Além da panfletagem de hoje, outros eventos já foram promovidos. A sede da instituição está, desde o dia 01 de outubro, das 19h às 20h, divulgando na galeria digital a céu aberto (na fachada do prédio) o laço cor de rosa que representa a luta pela melhoria dos cuidados com a saúde da mulher. Os alunos da rede do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) de ensino, também foram incluídos e receberam de seus diretores materiais informativos, acompanhados de uma carta para que os alertas cheguem até seus pais ou responsáveis.

Leila confirma que até agora a resposta de todas essas ações tem sido bastante positiva e até superou as suas expectativas. No dia 20 de outubro, a campanha continua durante a Circuito Sesi-SP de Corrida de Rua 2013 e vai incluir folders explicativos sobre a prevenção ao câncer de mama nos kits dos corredores.

Senai-SP expõe produtos inovadores em Congresso da Micro e Pequena Indústria

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Nas salas de apresentação do VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria, muitos dos painéis trataram de inovação. Do lado de fora o clima não era diferente. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) organizou, no terceiro andar do Hotel Renaissance, em São Paulo, onde foi realizado o Congresso, nesta quinta-feira (10/10), uma exposição repleta de produtos e propostas inovadoras ligadas à instituição.

O VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria é uma iniciativa do Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Todos os que passavam pelos estandes podiam pegar os produtos e fazer perguntas sobre eles. A feira demonstrou aos empresários presentes o potencial do investimento em pesquisa e design inovadores, tanto para as grandes quanto para as médias e pequenas empresas.

Pesquisa e projetos

Ao chegar à exposição, um dos estandes que mais chamavam a atenção era o do Programa Sesi-Senai de educação em nanociência e nanotecnologia. Com lâmpadas de led, vídeos, maquetes e uma maleta digna de filmes de espionagem, a ideia era mostrar para os empresários a Escola Móvel de Nanotecnologia e também todo o potencial inovador das pesquisas nessa área.

Segundo Nivaldo de Freitas, responsável pela divulgação do projeto na exposição, a nanotecnologia gera muita empolgação quando apresentada, tanto pelo seu potencial quanto por todo o campo de pesquisa que ainda pode ser explorado.

Ao lado, outro espaço bastante comentado era o da impressora 3D. Nele, os visitantes podiam ver a máquina funcionando e também os produtos impressos por ela. Desenvolvida para a impressão de objetos em diversos materiais, a máquina hoje é usada principalmente para o desenvolvimento de protótipos, impressionando pela perfeição das esculturas.

A impressora 3D exposta pelo Senai-SP no VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria. Foto: Adriana Santos/Fiesp

A impressora 3D exposta pelo Senai-SP no Congresso da Micro e Pequena Indústria. Foto: Adriana Santos/Fiesp


Leandro Marcado, coordenador do Núcleo de Jovens Empreendedores do Ciesp de São José do Rio Preto, ficou bastante empolgado com o que viu. ”A feira impressora 3D me deixou realmente impressionado. Nunca tinha visto uma funcionando, só em vídeos.”.

Inovação pelo design

Escovas com 3 pontas, embalagens versáteis para cosméticos, pedal para acionamento da descarga e até um venoscópio, objeto usado para a visualização e localização de veias em crianças, também estavam em exposição. Uma prova de que ideias simples podem melhorar, e muito, alguns produtos.

Um bom exemplo é a grelha curvada desenvolvida pelos designers do Senai-SP, Ana Lúcia Domigues e Guilherme Rodrigues, dentro de uma incubadora de negócios.   A criação permite cozinhar de forma com que o excesso da gordura seja escoado, mas sem deixar o alimento secar, como acontece na maioria das grelhas elétricas atualmente comercializadas.

A novidade deve ir para o mercado no final desse ano, ou no início do ano que vem. E é motivo de orgulho para os seus criadores. “A gente atende todo tipo de empresas, mas eu particularmente prefiro as menores, nelas a gente não só aprende como vê os resultados do projeto na vida do empresário” contou Guilherme.

Outras atividades

Além da exposição, durante o Congresso da Micro e Pequena Indústria, os empresários também podiam visitar um estande da Senai-SP Editora e imprimir as fotos tiradas no local, além de visitar estandes de universidades e também a sala de crédito, onde vários Bancos ofereciam seus produtos para os convidados interessados.

Segundo Ben Hur Rodolpho, gerente empresarial da Caixa Econômica Federal, ações como essas trazem bastante resultado. “Entre os cinco clientes da minha carteira atualmente, três são da sala crédito”, disse.

Atitude empreendedora será debatida no Congresso da Micro e Pequena Indústria

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

A importância da atitude empreendedora será debatida no VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria, a ser realizado nesta quinta feira (10/10), no Hotel Renaissance, em São Paulo. O evento é uma iniciativa do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da  Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Entre os palestrantes que vão falar sobre o tema estão o administrador e coach Mauro Pedro Lopes, que dividirá a mesa com a diretora geral da Purificadores Europa, Manuella Curti de Souza. Juntos, eles discutirão a importância da atitude empreendedora frente a qualquer negócio, seja ele novo ou até mesmo em uma empresa com trajetória mais longa, como é o caso do Grupo Europa.

Lopes ressalta que muitos acreditam que para empreender basta ter conhecimento técnico e de mercado, mas é preciso também ter uma atitude adequada diante de determinadas situações, ou seja, saber como usar esses conhecimentos específicos.

Empreendedorismo no Brasil

Para ele, os empreendedores brasileiros, por exemplo, são muito bons em identificar oportunidades, mas poderiam ser mais rápidos na tomada de decisões, além de mais eficientes na avaliação dos riscos de um novo negócio. “Ele [o empreendedor brasileiro] peca primeiro por não tomar uma atitude e depois por não avaliar o risco. Quer dizer, ou ele peca pela omissão ou pela ganância.”

Lopes: empreendedores pecam por não avaliar os riscos. Foto: Divulgação

Lopes: empreendedores precisam avaliar os riscos. Foto: Divulgação

Tais características fazem do Brasil um país com “atitudes muito mais oportunistas do que verdadeiramente empreendedoras”, conclui Lopes. Ele também ressalta que, com a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos Rio-2016 e as eleições de 2014, o país está em um momento de muitas oportunidades, mas também de muitos riscos. “É preciso ter um olho no peixe e outro no gato para conseguir aproveitar as oportunidades, mas sem deixar de lado a instabilidade econômica mundial.”

Carreira e formação

Especialista em empresas que começaram como pequenos projetos empreendedores e hoje já construíram mais de 30 anos de história, o palestrante afirma que em suas consultorias tenta fazer com que o espirito empreendedor seja retomado. “O trabalho é resgatar o espirito empreendedor frente às novas oportunidades do mercado, sem perder a competência na administração.”

Mauro Pedro Lopes é pós-graduado pela Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo em “Administração, Gestão de Pessoas e Psicologia Organizacional”. Além disso, é representante do MSI Washington DC e facilitador do Programa Empretec.


Serviço

VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria: mercado – novas atitudes, novos negócios

Data e horário: 10 de Outubro, às 8h30
Local: hotel Renaissance (Alameda Jaú, 1.620)
Acesse a programação: www.fiesp.com.br/congressompis