Setor de telecomunicações pede urgência na aprovação de nova lei

Roseli Lopes, Agência Indusnet Fiesp

Passadas duas décadas da lei nº 9.472, que deu às telecomunicações uma organização operacional e jurídica própria pós-privatização, o setor convive com perda de receita, expansão lenta, impostos elevados e baixo investimento. A situação fica ainda mais complicada pela demora na aprovação da nova lei geral das teles, que está parada no Congresso. Sem ela, o setor trabalha sob uma lei anacrônica diante dos avanços por que o setor passou em 20 anos e corre o risco de perder fôlego – mesmo sendo um dos setores de infraestrutura mais atraentes hoje para investimentos. Em busca de uma solução rápida para um segmento de tamanha importância, a Fiesp voltou a trazer o assunto para o centro das discussões promovendo um seminário, nesta sexta-feira (21 de julho) em sua sede.

Carlos Cavalcanti, diretor  titular do Departamento de Infra-Estrutura (Deinfra) e vice-presidente do Conselho Superior de Infra-Estrutura (Coinfra), da Fiesp, que moderou o debate, ressaltou a necessidade de se ter rapidez na questão da aprovação da nova lei das teles, cuja proposta foi aprovada na comissão Especial do Desenvolvimento Nacional do Senado, em dezembro de 2016, em caráter terminativo, devendo agora passar novamente pelo Senado após recurso de parlamentares apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da tramitação do projeto.

“O setor e em especial a Fiesp não esperamos ressuscitar empresa estatal nesse setor, e então o que precisamos efetivamente é de um papel muito ativo do setor privado e um ambiente de negócios mais propício ao desenvolvimento dos negócios do que a burocratização  vista em outras áreas  da infraestrutura do país”, disse Cavalcanti. Lembrou a carga tributária que incide sobre o setor, classificando-a de “gigantesca” e criticou a postura do Tribunal de Contas da União  (TCU)  no que diz respeito ao que chamou de interferência grande em especial no acordo obtido pela Anatel com as operadoras que transforma as multas em  investimento no negócio. O que permitiria um aumento dos serviços oferecidos pelas operadoras. “O TCU precisa entender que esse é o posicionamento não apenas das operadoras, mas também da Fiesp.”

A ideia de urgência na aprovação da nova lei foi ratificada pelo presidente da Anatel, Juarez Quadros. “Deveríamos perguntar se a população brasileira consegue enxergar que a telefonia fixa ficou no passado, que é a tecnologia que ficará para trás, que não cresce dos seus 40 e poucos milhões de assinaturas porque ficou desimportante, o futuro é o celular, que hoje chega a 240 milhões de assinatura no país; o futuro é o celular”, disse. A partir daí destacou a importância de ampliar a banda larga. “Hoje não se fala mais ao celular, mas nos comunicamos pelo celular, e por isso é necessário ampliar o atendimento da banda larga no país, que ainda é baixo”, completou.

Dos setores de infraestrutura no país, é o de telecomunicações o que maior potencial tem para fisgar investimentos, avalia o presidente da Anatel, para quem a atual lei das teles não atende mais todos os avanços tecnológicos e a mudança de comportamento da sociedade. Hoje, destacou, a telefonia celular invade o espaço da fixa, abrindo espaço para o protagonismo da banda larga nessa troca de posições.  “Ao final de 1994, havia 3 milhões de telefones fixos e somente 800 mil celulares no Brasil, números que já indicavam a necessidade de uma grande mudança no setor”, diz. Em julho de 1998, na privatização, já eram 20 milhões de telefones fixos instalados e 5,6 milhões de celulares. Em 2017, em maio, o país alcançou mais de 41 milhões de telefones fixos em serviço, 242 milhões de celulares, dos quais 77% já permitem o acesso à banda larga móvel. E perto de 19 milhões de assinaturas de TV paga, além de 27 milhões de acessos à banda larga fixa. Desde 2014, enquanto os demais acessos diminuem, os da banda larga registram crescimento contínuo, citou Quadros. A queda no tráfego de origem fixa entre os anos de 2009 e 2015 chegou a quase 70%.

“Olhando o cenário latino-americano, os países que, nos anos 90, promoveram reformas significativas no quadro regulatório juntamente com o Brasil, vários deles já refizeram esse quadro, enquanto o modelo brasileiro está precarizado, embora tenha promovido um ambicioso desenvolvimento das telecomunicações com novos objetivos estratégicos”, afirmou Quadros.

Mesmo obrigado a arrecadar pesados impostos, que são pagos por todos os consumidores, o setor de telecomunicações representa a quinta rede mundial de tramitações, promove em torno de 500 mil empregos diretos e gera uma receita anual da ordem de R$ 230 bilhões, que representa quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. “Arrecadamos bastante, mas somos péssimos para aplicar os recursos no setor em que deveriam ser dispostos para as finalidades destinadas de acordo com as leis que regulam esses investimentos”, completa Quadros.

Está aí um dos motivos pelos quais o setor vive, hoje, expectativas que talvez não tenham tido nos últimos 10 ou 15 anos, na avaliação do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab. “Não há, hoje, no país um setor que mais avance do que o de telecomunicações”, disse Kassab. Ele garantiu durante o debate que a nova lei será aprovada ainda este ano. “O projeto saiu da Câmara, onde foi aprovado, mas quando chegou ao Senado bateu na trave”, disse.

A lei trata, entre outras coisas, da mudança do regime de concessão de telefonia fixa para autorização, fazendo com que as empresas não tenham mais obrigações como universalização dos serviços e a instalação de orelhões, por exemplo. Kassab convidou os representantes das operadoras de telecomunicações a ir a Brasília para reunião com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), de forma a apressar a aprovação da nova lei. “Já combinei com o presidente do Senado de se reunir para discutir a nova lei.” Kassab falou da premência em ampliar a banda larga no país, afirmando que nesse quesito o Brasil ainda deixa muito a desejar.

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Abertura do workshop na Fiesp Lei Geral das Telecomunicações: 20 anos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Eduardo Navarro de Carvalho, presidente e CEO da Telefônica Vivo e membro do Conselho Superior Estratégico da empresa, usou um estudo do Banco Mundial sobre a qualidade da infraestrutura em 144 países para ressaltar a necessidade de mudanças no setor das teles. No ranking, o Brasil ficou na posição 122 no que se refere às estradas, atrás dos países que formam os Brics, e também na 122ª posição em portos; na 113ª em transporte aéreo e na 75ª em ferrovias. Em telefonia fixa e na celular, no entanto, se equipara a países dos Brics, com as posições 51 e 37, respectivamente. “No Brasil temos dois países: o Brasil conectado, formado por cidades como o Rio, Brasília, São Paulo, com qualidade similar à europeia, e o Brasil desconectado, com velocidade média da banda larga similar à de países com nível de desenvolvimento muito aquém do Brasil”, diz.

Para Luis Minoru, vice-presidente de estratégia e inovação da TIM Brasil, o problema hoje no Brasil está na instabilidade que interfere no planejamento de curto prazo, fator piorado pelas dificuldades regulatórias do setor.

Oscar Petersen, vice-presidente executivo da Claro Brasil, fala da perda de investimentos no setor. Em 2013, os investimentos somavam R$ 32 bilhões. Em 2016, desceram a R$ 28 bilhões. “Preocupante, pois estamos falando de um setor pujante, cujo conjunto das operadoras emprega 470 mil pessoas e portanto com forte impacto no mercado de trabalho”, fala.

A carga tributária é outro fator que tem reflexos sobre o negócio das teles. Estudo do banco Mundial aponta que no Brasil a carga é 2,5 vezes maior do que o segundo país do ranking com a maior carga tributária, que é a Rússia. “Até 2006 os tributos sobre o setor cresceram 223%, enquanto a receita líquida das operadoras, 140%”, diz. No estudo do Banco Mundial sobre o padrão de rentabilidade das empresas de telecomunicações no mundo, o Brasil aparece em penúltimo lugar entre os mais rentáveis, segundo o executivo.

Marco Schoeder, diretor-presidente da Oi, reforçou a necessidade de o setor investir e crescer na banda larga. Diz que o momento é o de o setor buscar novos caminhos, com carga tributária menor, uma vez que a receita nominal do setor tem se mostrado decrescente. “Está mais do que na hora de se discutir o modelo que se quer para o setor”, diz. Para ele, as obrigações do modelo de concessão não evoluíram com a demanda e estão atualmente defasadas, mesmo com a evolução tecnológica. “Os hábitos de consumo evoluíram, gerando uma transformação na demanda por telecom, e a banda larga passou a ser o motor da evolução do setor”, avalia. Diz que a indústria fez um bom trabalho na telefonia fixa e na móvel, mas deixou a desejar na banda larga.

Opinião semelhante tem Jean Carlos Borges, diretor-presidente da Algar Telecom. “O Brasil tem 27,4 milhões de acessos de banda larga fixa, mas para um usuário de menor renda ainda há uma barreira para o acesso. Quase 60% dos consumidores da região norte e nordeste do país com renda inferior a um mínimo não conseguem acesso”, diz.

Fiesp assina convênio com Portugal para estimular internacionalização de startups

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O ministro da Economia de Portugal, Manuel Caldeira Cabral, e o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, assinaram nesta quarta-feira (16/11) memorando de entendimento para o fomento ao intercâmbio para internacionalização de empresas nascentes de base tecnológica (startups). O documento foi firmado na sede da Fiesp, em cerimônia com a participação também do ministro da Ciência e Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab.

Skaf destacou a importância do empreendedorismo para o Brasil, o que a Fiesp estimula, por exemplo, com o Concurso Acelera Startup. Ele espera ver nas próximas edições a participação de empresas portuguesas no evento.

A ideia do convênio é abrir espaço para startups brasileiras em Portugal e para empresas portuguesas no Brasil. Cabral destacou que os dois países querem promover o empreendedorismo e incentivar as empresas inovadoras. “Para isso é preciso fazer essa ponte entre as instituições onde há empresa inovadoras”, disse, lembrando que a Fiesp é exemplo nesse campo e tem trabalho muito interessante com startups. O Acelera, promovido pela Fiesp, é um dos exemplos em que se pode concretizar o convênio, com a participação de empresas portuguesas, explicou o ministro. “Temos que selecionar empresas portuguesas com soluções interessantes para participar do Acelera.”

Cabral disse que um dos passos para a aproximação mútua é a divulgação em Portugal do Acelera. “Da mesma forma se pode fazer o sentido contrário, do Brasil para Portugal.” Empresas de aplicativos com sucesso em Portugal poderiam aproveitar, com facilidade de adaptação, o enorme mercado brasileiro. E para as startups brasileiras, Portugal poderia oferecer a facilidade de tradução para os vários idiomas do mercado europeu.

Outro passo é ver como possibilitar a reciprocidade no uso das incubadoras em ambos países. E também é importante, disse o ministro, tentar reciprocidade também em fundos e outros recursos financeiros para o desenvolvimento das startups. A meta, explicou, é que Portugal trate as startups brasileiras como se fosse empresas portuguesas e vice-versa. Para isso, no caso de Portugal, não é preciso mudar a legislação, bastando alterar a formatação de fundos.

O ministro da Economia de Portugal ressaltou também que há ainda muito espaço a explorar em relação às pequenas e médias empresas e em termos também de cooperação científica e tecnológica.

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Cabral, Skaf e Kassab com o memorando que visa ao fomento de startups. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Fiesp e Prefeitura de SP assinam acordo de cooperação técnica para a Expo 2020

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de estabelecer ações de subsídio à candidatura da cidade de São Paulo para receber a Exposição Universal de 2020 – Expo 2020, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, assinaram nesta quinta-feira (04/10) um termo de cooperação técnica entre as instituições.

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Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, assina termo de cooperação na Prefeitura de São Paulo. Foto: Junior Ruiz


A Expo 2020 é o terceiro maior evento mundial em termos de capacidade de fomento do desenvolvimento social e econômico – atrás apenas dos Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. O evento – referência na troca de experiências em temas como urbanismo e sustentabilidade – tem duração de seis meses e acontece a cada cinco anos, quando reúne dezenas de nações.

O termo de cooperação foi assinado na sede da Prefeitura, no Vale do Anhagabaú, e traz o compromisso da Fiesp em desenvolver ações, como a elaboração de estudos e projetos que subsidiarão a administração municipal  na candidatura da capital paulista.

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Walter Vicioni (superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP), Paulo Skaf (presidente da Fiesp)e Carlos Cavalcanti (diretor-titular do Deinfra) na reunião com prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (à direita), momentos antes da assinatura do termo de cooperação. Foto: Junior Ruiz

“Essa abertura por parte da prefeitura, de buscar a sociedade, é que permitiu que pudéssemos ter essa participação. O Brasil está em um momento muito positivo. Daqui até 2020, grandes eventos terão sido realizados e  essa grande exposição vai criar uma sinergia em todos esses bons momentos pelos quais o país irá passar”, afirmou Skaf logo após a assinatura do termo.

A escolha do país-sede acontecerá em novembro de 2013. As outras candidatas a sediar a Expo 2020 são Ayutthaya (Tailândia), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Esmirna (Turquia) e Iekaterimburgo (Rússia). “Ainda temos uma votação, mas com a grande articulação entre os governos estadual e federal mostra que o negócio está indo muito bem”, ponderou Skaf.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, destacou que a vinda da Fiesp para a liderança da candidatura em conjunto com a prefeitura dá “envergadura” ao projeto. “Não é apenas a chancela da Fiesp, é a participação e a liderança de um árduo processo que envolve uma campanha de caráter universal junto a 160 países, que terão a oportunidade de escolher no ano que vem o país-sede  da Expo Universal 2020”.

Cerimônia

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Participaram do evento, pela Fiesp, o chefe de Relações Governamentais e Institucionais, Sérgio Barbour; o assessor para assuntos estratégicos da presidência, Carlos Alberto Demeterco; a gerente do Departamento Jurídico Corporativo, Luciana Freire; o diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da entidade, Carlos Cavalcanti; e o superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni.

Também estiveram presentes à assinatura do termo, por parte da prefeitura de São Paulo, o secretário de Relações Internacionais e vice-presidente do Comitê de Candidatura São Paulo Expo 2020, Alfredo Cotait; o chefe de gabinete da secretaria de Relações Internacionais, Elcio de Oliveira Junior; o secretário executivo da Candidatura São Paulo Expo 2020, Carlos Kendi; e o secretário adjunto, Guilherme Mattar.

Kassab afirma que energia não recebe ‘preocupação que merece’ do poder público

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, no 13º Encontro de Energia da Fiesp. Foto: Everton Amaro

Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo: 'A saída é baratear os custos com energia elétrica e infraestrutura'

O desenvolvimento do Brasil está em uma encruzilhada, afirmou o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, nesta segunda-feira (06/08), durante o 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Industrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

E a saída, segundo Kassab, é baratear os custos com energia elétrica e infraestrutura.

“Infelizmente, a energia não tem tido, de parte do poder publico, a preocupação que ela merece, não tem tido a consideração e priorização que ela precisa ter”, disse Kassab em seu rápido discurso na abertura do evento.

“Esse é um encontro, Paulo Skaf, que pode contribuir muito para que seja criada na opinião pública brasileira uma onda de pressão legítima para que tenhamos uma conscientização, principalmente no poder público, de que sem uma energia mais barata, ao lado da energia renovável e limpa, nós não vamos conseguir retomar o patamares desenvolvimento da nossa economia de que precisamos para gerar emprego e riquezas”, acrescentou o prefeito de São Paulo.

O 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Industrias do Estado de São Paulo (Fiesp) acontece nos dias 06 e 07 de agosto, no hotel Unique, em São Paulo, com o tema “Energia no Brasil: Tão Cara, Tão Limpa”.

O evento tem a correalização da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Sistema Firjan), e tem 27 painéis que incluem debates sobre temas como as oportunidades para o mercado livre de energia, diálogos estratégicos com os Estados Unidos, integração energética na América do Sul e a elevada tarifa da energia.

Na Fiesp, Kassab defende continuidade dos investimentos espanhóis no Brasil

Talita Camargo e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp


Convidado para participar do encontro com o presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou nesta quinta-feira (21/06) que é preciso mostrar aos empresários espanhóis a série de oportunidades ainda existentes no Brasil.

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Prefeito Gilberto Kassab, em evento na Fiesp

“Todos sabem da importância da Espanha para o nosso país, na nossa economia e notadamente para a cidade de São Paulo. Todos sabem da importância da continuidade da presença da Espanha no nosso país”, disse Kassab.

Elogiando a atuação do chefe de governo espanhol durante a crise na Zona do Euro, Kassab acrescentou que a expectativa é a de que Mariano Rajoy crie condições e instrumentos para incentivar os empresários de seu país a manter investimentos no Brasil.

“Para que possam, em parceria ou isoladamente, nos ajudar a fazer do Brasil esse grande país que todos queremos.”


Câmara Espanhola

Para Antonio Carlos Valente, presidente da Câmara Espanhola e da Telefônica-Vivo, há quatro momentos que se destacam nas relações entre Brasil e Espanha.

O primeiro, quando mais de 500 mil espanhóis migraram para o Brasil no século XIX. Depois, no início da década de 1990, quando as privatizações atraíram diversas empresas espanholas.

A partir do ano 2000, quando essas mesmas corporações trouxeram suas empresas-satélites para cá. E, atualmente, quando as empresas de pequeno porte têm criado raízes brasileiras, pois, segundo ele, o Brasil é um país que tem melhores indicadores de crescimento e como consequência da atual conjuntura europeia.

Valente mostrou-se otimista em relação ao estreitamento das relações entre os governos espanhol e brasileiro e afirmou que há “um compromisso muito grande com o desenvolvimento social”.

Brasil é o segundo país do mundo em que mais investimos, diz Mariano Rajoy

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Em seu pronunciamento na visita à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quinta (21/06), o presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, lembrou que é intensa a relação comercial entre seu país e reforçou a necessidade de estreitar esses laços.

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Mariano Rajoy, presidente do governo da Espanha, reforça necessidade de seu país estreitar laços com o Brasil

“O investimento da Espanha no Brasil é quase a metade (47%) dos nossos investimentos na América Latina, o que o torna o segundo país do mundo em que mais investimos”, afirmou Rajoy, em discurso ao lado do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Rajoy aproveitou o encontro para comentar a crise na Zona do Euro, que vem afetando duramente o seu país, além da Grécia, Itália e Portugal. Segundo ele, a avaliação das agências financeiras sobre a real situação bancária da Espanha provou que as estimativas do governo estavam corretas e que as medidas tomadas até agora foram necessárias.

O chefe do executivo afirmou que a auditoria da Oliver Wyman avaliou que para retomar a economia espanhola, em um cenário-base, os bancos precisam entre 16 e 25 bilhões de euro. Para uma situação mais crítica, seria preciso entre 51 de 62 bilhões de euro. Já a alemã Roland Berger calculou que os bancos precisam entre 25,6 e 51,8 bilhões de euro para se recuperarem.

Apesar dos números apresentados, o chefe de governo está confiante na recuperação econômica de seu país e assegurou que a Espanha ainda é um bom lugar para investir. “Apesar da nossa atual conjuntura, somos uma porta de entrada para o mercado da União Europeia”, sustentou Rajoy.

O presidente do governo da Espanha lembrou, ainda, que a agenda de reformas econômicas em curso na Espanha é necessária para cumprir os gastos públicos nesse momento de turbulência. “Este é o caminho para “tornar a economia competitiva novamente.”

Ao final da reunião com empresários, o presidente do governo da Espanha recebeu a condecoração da Ordem do Mérito Industrial São Paulo.





Itaquera vai ganhar teatro do Sesi-SP e escola do Senai-SP em 2014

Danusa Etcheverria, Agência Indusnet Fiesp

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Gilberto Kassab e Paulo Skaf apertam as mãos após a assinatura do convênio. Foto: Junior Ruiz

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, anunciou na manhã dessa quarta-feira (28) a construção de um teatro do Sesi e de nova unidade do Senai no bairro de Itaquera, na Zona Leste da capital, durante evento de assinatura do termo de permissão de uso de terreno da prefeitura de São Paulo. A área de 16 mil metros quadrados que abrigará a escola do Senai e o teatro do Sesi está localizada ao lado do novo estádio do Corinthians e em frente à Estação Itaquera do Metrô – espaço batizado como esquina de ouro de São Paulo pelos empresários brasileiros.

Segundo Skaf, serão aplicados cerca de R$ 50 milhões entre obras e aparelhos na construção da nova unidade de ensino profissionalizante do Senai, que oferecerá cursos nas áreas de metalmecânica, ferramentaria, automobilística, eletroeletrônica, panificação e confeitaria; e corte e costura. Após aprovação de projeto de lei municipal para ampliação de área construída, o aporte também permitirá a construção de um novo teatro do Sesi, com capacidade para cerca de 400 lugares.

A obra irá atender a demanda cultural reprimida da região, que conta apenas com pequenos auditórios e nenhuma casa de espetáculos.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, manifestou interesse de encaminhar um projeto de lei à Câmara Municipal solicitando a ampliação da área construída pelo Sesi e Senai de São Paulo. Com a aprovação, a entidade de indústria poderá ofertar mais cursos, atividades e, a pedido do prefeito Kassab, construir um dos melhores teatros da América Latina em Itaquera. “Dentro das possibilidades que a lei permite, vamos ter além das 20 mil matrículas em educação profissional, um trabalho forte na área cultural com um moderno teatro para atender a Zona Leste”, confirmou Skaf.

As obras têm previsão de início para março de 2012, após a regulamentação do terreno pela prefeitura. A conclusão deverá ocorrer em 2 anos. “Vamos usar cada centímetro desse terreno e fazer valer para aquilo que mais importa para um país: a educação das pessoas”, antecipou com entusiasmo o presidente da Fiesp que ainda confirmou que a escola Senai de Itaquera será a mais moderna. O projeto prevê a construção de escola com 3 andares – atendendo padrões de acessibilidade, sustentabilidade e eficiência energética. A unidade terá cerca de 11 mil metros quadrados e será resultado de um projeto customizado, com oficinas e laboratórios projetados sob medida para suprir as demandas regionais de capacitação profissional.

O terreno abrigará a oitava unidade do Senai-SP na Zona Leste da capital paulista. A região mantém 45.517 mil estabelecimentos entre indústria, comércio e serviços (99% são micro e pequenas empresas) e responde por 587.817 mil empregos. Na cidade de São Paulo estão instaladas 35 escolas (15 do Sesi-SP e 20 do Senai-SP), totalizando 241.490 matrículas ao ano.

Educação que transforma

Investir na formação de crianças e jovens é um dos compromissos das entidades da indústria paulista. Em 2011, o Sesi-SP inaugurou 11 novas escolas em todo o estado de São Paulo. Com estrutura moderna e tecnologia de ponta, as novas unidades do Sesi-SP beneficiaram cerca de 10 mil estudantes, entre alunos do Ensino Regular e Educação de Jovens Adultos (EJA), e suas famílias, que ganharam um espaço, perto de casa, de educação, esporte e cultura.

Também foi inaugurado o Centro de Treinamento Senai, em Serra Negra, e criados novos laboratórios profissionalizantes em todo o estado de São Paulo.

Em posse solene, Paulo Skaf pede união por um Brasil mais competitivo

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Na noite desta segunda-feira (26/09), aconteceu a cerimônia de posse das novas diretorias da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) para o quadriênio 2011-2015.

O cenário para o evento não poderia ser mais significativo: o Theatro Municipal de São Paulo, que acaba de completar seus cem anos. Na fachada deste marco histórico e cartão-postal da cidade, uma bailarina, presa a um balão, com movimentos leves e ritmados encantou os convidados, pedestres e motoristas que passavam por ali.

Cerca de 2.000 pessoas estiveram presentes na solenidade, entre autoridades, empresários, representantes de entidades da sociedade civil, estudantes do Sesi-SP e Senai-SP, o prefeito Gilberto Kassab, o governador Geraldo Alckmin, senadores, ministros e representantes diplomáticos de 30 países.

O coral Baccarelli, sob a regência do maestro Sérgio Cascapera, abriu a solenidade, com execução do Hino Nacional. Após a execução do hino, quatro alunos do Sesi-SP e Senai-SP entregaram faixas verde e amarelas para duas bailarinas suspensas que fizeram acrobacias no ar.

Com o apoio maciço das bases empresariais, a chapa única, liderada por Paulo Skaf, foi reeleita no mês de abril para mais um mandato na Fiesp – com 121 dos 123 votos dos presidentes de sindicatos – e no Ciesp, com mais de 2.000 votos; duas das votações mais expressivas da história das entidades.

A chapa, composta por 132 diretores na Fiesp e 134 no Ciesp, tem Benjamin Steinbruch como 1º vice-presidente, João Guilherme Sabino Ometto como 2º vice-presidente e Josué Gomes da Silva como o 3º vice-presidente da federação. No Ciesp, Rafael Cervone Netto foi reempossado como 1º vice-presidente, Fausto Cestari Filho como 2º vice-presidente e José Eduardo Mendes Camargo como 3º vice-presidente.

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Em seu terceiro mandato na Fiesp e segundo no Ciesp, o presidente Paulo Skaf terá a seu lado 266 diretores nas duas entidades

Competitividade

Durante a cerimônia de posse, Paulo Skaf agradeceu o apoio e a confiança dos setores industriais garantindo que, sob o seu comando, as entidades permanecerão na luta pelos interesses do Brasil. “A palavra-chave da nossa gestão é competitividade, não apenas da indústria, mas de todo o País.”

O líder empresarial pediu a união de todos os setores sociais para promoção de reformas estruturais, com destaque para tributária. “O número excessivo de tributos tornam os produtos mais caros”. E completou: “A população está cansada de pagar tantos impostos. A nossa expectativa é que esses recursos sejam aplicados nas melhorias dos recursos básicos”.

Representando a presidente da República, Dilma Rousseff, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Fernando Pimentel, destacou o empenho das entidades de classe ao longo de sua história, na luta pelo fortalecimento dos setores produtivos.

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Paulo Skaf agradeceu o apoio e a confiança dos setores industriais

“A indústria paulista é sem dúvida alguma o maior exemplo de que o País está trilhando o caminho correto. Todo esse sucesso é resultado do trabalho realizado por sua federação”, analisou.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin destacou os investimentos da indústria paulista na área de educação e esporte. “Nós precisamos de instituições sólidas e vemos isso na Fiesp e Ciesp”.

Opinião compartilhada por Gilberto Kassab, prefeito da cidade de São Paulo: “Parabenizo a nova diretoria da Fiesp e do Ciesp e obrigada por tudo que vocês têm feito pelo nosso Brasil”.

No final da solenidade, o pianista Marcelo Bratke e a Camerata Brasil brindaram o público com um repertório intimista, composto por obras do maestro e compositor, Heitor Villa Lobos.

Histórico

À frente da Fiesp e do Ciesp, Skaf liderou a campanha contra a CPMF, extinta em 2007; lutou pela criação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em 2009; e realizou investimentos maciços na área de educação e na capacitação de jovens por meio do Sesi-SP e Senai-SP.

Mais recentemente, as entidades se engajaram na campanha “Energia a Preço Justo”, que visa reduzir o custo da energia elétrica no Brasil por meio da realização de leilões para as concessões que vencem a partir de 2015.

Confira nos links abaixo a diretorias eleitas:

Governo e empresários concordam com a urgência nas mudanças na infraestrutura do País

Solange Borges, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp: "Não podemos perder nossa competitividade"

Discutir as questões de infraestrutura do País é crucial no momento atual, afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, durante a abertura do 6º Encontro de Logística e Transporte.

“O Brasil tem PIB de 4 trilhões de reais. Vamos crescer. Não podemos perder nossa competitividade” diz o lider empresarial.

Durante o evento, houve consenso entre empresários e representantes dos governos federal, estadual e municipal quanto à urgência de corrigir a rota da infraestrutua e da logística em função das demandas que o país terá pela frente.

Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, apontou dois grandes desafios. Um dele é o de vencer largas distâncias em função das plataformas petrolíferas em alto-mar. Isso vai requerer robotização em prol da segurança e logística para o transporte de pessoas para plataformas que se encontrarão a mais de 300 quilômetros da costa, distância não coberta por helicópteros.

A outra equação a ser resolvida diz respeito à produção de alimentos no mundo, que crescerá 70% até 2050. O Brasil aumentará sua produção em 40% até 2019, segundo informou Cavalcanti. Ele citou estudos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentaçao (FAO) para justificar a posição privilegiada do Brasil como o país de maior relevância no atendimento à demanda futura de alimentos, no mundo.

Ajustes

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Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo: "Diálogo com as outras esferas e a indústria é um bom caminho"

“A infraestrutura será básica para manter a competitividade do País”, disse Cavalcanti ao fazer o diagnóstico da falta de capilaridade e integração entre os modais e o colapso de portos e aeroportos. Mas cumprimentou o governo federal pelo novo modelo de gestão dos aeroportos. “O Brasil tem a quinta maior malha rodoviária do mundo, mas somente 15% encontra-se pavimentada e 58% em estado deplorável”, avaliou.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, reconheceu a vulnerabilidade do setor público, mas enfatizou que o diálogo com as outras esferas e a indústria é um bom caminho para correção dessa rota.

Para Marcelo Perrupato, secretário de Política Nacional de Transportes, é catastrófica e humilhante essa situação para a nação brasileira. Ele enfatizou que o governo Lula promoveu estabilidade e um cenário macroeconômico favorável que deve se desdobrar em planejamento de médio e longo prazos com o esforço conjunto do setor privado.

Portos

O secretário-xecutivo do Ministério dos Portos, Mário Lima Junior, exemplificou que a demanda dos portos sofre reflexos do cenário global: “Na costa brasileira chegam navios prioritariamente da Ásia, mas, nos próximos três anos, haverá a quebra deste paradigma devido às mudanças no Canal do Panamá, que encurtará distâncias e solicitará mais dos portos do Norte e do Nordeste”, avaliou.

O representante do governo também citou as novas rotas via Canal de Suez e a futura demanda por frutas tropicais para o mercado asiático.