Na Globonews: Brasil perde competitividade por não integrar bloco econômico relevante, afirma Giannetti

Agência Indusnet Fiesp

Diretor do Derex/Fiesp: 'Não acredito nessa falsa dicotomia essa ideia de ser exportador de commodities ou de manufaturados. É possível, desejável e até real ser exportador dos dois'.

Além dos problemas conhecidos como a falta de investimento em infraestrutura e elevada carga tributária, o setor manufatureiro do Brasil também perdeu muita competitividade nos últimos 20 anos por conta de desvantagens em relação a tarifas internacionais por não pertencer a nenhum bloco econômico relevante.

A avaliação é  de Roberto Giannetti da Fonseca, diretor de Relações Internacionais (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), um dos convidados do programa Painel, conduzido pelo âncora William Waack no canal de TV paga Globonews.

“O Mercosul é irrelevante do ponto de vista da economia mundial e, ao mesmo tempo, problemático”, afirmou Giannetti sobre as circunstâncias que o Brasil enfrenta para exportar a países membros do bloco.

Giannetti participou de um debate com os embaixadores José Botafogo Gonçalves, vice-presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), e Sérgio Amaral, diretor do Centro de Estudos Americanos da Faap, no programa Painel, exibido pela Globonews.

Segundo Giannetti, as exportações brasileiras para Argentina esse ano devem cair 20% – “isso significa aproximadamente 0,4% do PIB brasileiro.”

Falsa dicotomia

Giannetti disse ainda que é “uma falsa dicotomia” a ideia de que exportações de commodities excluem exportações de produtos manufaturados. “É possível, e desejável, eu diria até real.”

Ao ser questionado se o Brasil voltará a ser dependente por ser um exportador predominantemente de commodities, o diretor-titular do Derex/Fiesp afirmou que “que os países consumidores das nossas commodities são muito mais dependentes do Brasil do que o Brasil deles.”

Segundo dados apurados até agosto pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior  (MDIC), dos US$ 160,597 bilhões das exportações brasileiras em 2012,  44,42% vieram de apenas seis produtos: minério de ferro, soja (triturada, farelo e resíduos da extração), óleo bruto de petróleo, café cru em grão, complexo carnes (frango, bovino e suíno) e açúcar de cana.

Clique aqui e veja o debate na íntegra no site da Globonews.

Roberto Giannetti na GloboNews: ‘Brasil protagoniza mudanças nas regras multilaterais da OMC’

Agência Indusnet Fiesp

Roberto Giannetti, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp

Em entrevista ao programa Conta Corrente, da Globonews, o diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, afirmou que, apesar da guerra cambial provocada por outros países, o Brasil está sendo muito corajoso em relação às mudanças de regras multilaterais da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O diretor falou à imprensa logo após o Seminário “Impactos do Câmbio sobre o comércio internacional”, realizado na manhã desta terça-feira (24/07), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“A guerra cambial, desvalorização provocada direta ou indiretamente por outros países, é um problema que continua, e é um problema que nós temos que evoluir numa mudança de regras multilaterais da Organização Mundial do Comércio, para que a gente possa melhorar, evoluir, aprimorar essas regras e evitar que essa situação evolua de forma negativa para a economia mundial. Eu acho que o Brasil está sendo muito corajoso, protagonista dessas mudanças, e eu acho que é um trabalho que nós vamos continuar apoiando, defendendo”, afirmou Giannetti.