Gestão de tributos pode ajudar média empresa a reduzir custos

Roseli Lopes, Agência Indusnet Fiesp

Desde a Constituição de 1988, o Brasil editou e publicou cinco milhões de textos normativos que dariam uma média de 760 normas por dia útil, segundo estudo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Outro estudo, agora do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp (Decomtec), apurou que, no Brasil, os gastos de uma empresa com a burocracia para o pagamento de tributos somam R$ 24,6 bilhões apenas no setor industrial. Sem uma reforma tributária que resolva parte dos problemas das empresas, a elevada carga tributária que atinge em cheio o setor produtivo pode ser amenizada, no entanto, com a adoção de uma gestão. Essa foi a proposta do I Seminário da Média Indústria, promovido pela Fiesp e pelo Ciesp nesta quarta-feira (20 de setembro), no prédio de sua sede.

“Este evento, o primeiro voltado para a média indústria, com o tema A Modernização da Gestão em Ambiente de Grandes Mudanças, vem realçar a importância das médias indústrias, que hoje representam 6% dos estabelecimentos em São Paulo, mas produzem quase um milhão de empregos industriais no Estado, ou seja, 27% do total, gerando salários totais de R$ 1,2 bilhão, o maior salário médio  de todos os portes de indústria”, diz Milton Bogus, diretor titular do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi) da Fiesp. Por isso, diz, “é preciso reduzir os gargalos na burocracia entre a empresa e o Estado, viabilizando a retomada da economia de forma sustentável. Principalmente do nosso sistema tributário tão complexo que demanda grandes áreas dos departamentos financeiro, jurídico e contábil, geando assim um elevado custo”, defendeu.

Para Bogus, o ideal é que fosse viabilizada a reforma tributária de forma que os impostos fossem compatíveis com a capacidade das empresas em pagá-los, uma vez que a indústria contribui com 11,7% do Produto Interno Bruto (PIB), mas paga 37,4% da carga tributária do país” diz Bogus. Sem uma reforma, a Fiesp criou uma Central de Inteligência para ajudar empresas a otimizar custos e gerenciar riscos de forma a economizar no pagamento de tributos. Quando falamos em tributação no Brasil temos algo muito agressivo, diz Augusto Boccia, diretor do Dempi.  Ele lembra que lidar com a complexidade fiscal e tributária não conhecendo o assunto pode levar as empresas a pagarem mais do que deveriam. “Será que além da carga tributária nos também não somos responsáveis por gerar  uma série de conflitos dentro dos negócios por desconhecimento ou falta de orientação adequada? pergunta. Sérgio Moliterno, doutorando em psicologia e consultor na área de inteligência emocional, falou da importância para as empresas hoje em relação à informação como fator determinante para a competitividade.

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Especialistas falam na Fiesp durante o primeiro seminário voltado à média empresa. Foto: Hélcio Nagamine/Fiesp

Central de Inteligência

A Fiesp apresentou um projeto de gestão  para a redução de custos. “Em momentos de crise como o que estamos vivendo muitas empresas cortam gastos, cortam projetos, demitem funcionários qualificados por desconhecimento de outra saída”, das empresas não sabem como cortar esses custos para sobreviver, mas existem economias que podem ser feitas não com cortes, mas com gestão, diz Cristiane Gouveia, especialista do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp. Ela falou sobre a necessidade de a empresa conhecer se está enquadrada de forma correta nas alíquotas que a empresa está pagando de acordo com as atividades que desenvolve.

Descobrir as oportunidades e economizar por meio de informação e uma boa gestão dos tributos é a proposta da Federação com a Central de Inteligência. “A empresa terá a oportunidade de descobrir as oportunidades para a redução de custos por meio de uma reavaliação do seu enquadramento dentro da área tributária”, diz Cristiane. Erros desse tipo, de enquadramento indevido, oneram os encargos pagos pela empresa que poderiam não existir se houvesse por parte da empresa conhecimento.

A parte tributária também exige governança. Fábio Nieves Barreira, diretor do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp. “Vemos na prática que muitos empresários têm dificuldade em entender como funciona a dinâmica do imposto”, diz. Todo ano as empresas optam pela forma de tributação e conhecer essas formas de tributação ajudam a reduzir custos também”, diz.

A desburocratização também reduz a competitividade das empresas no Brasil. Abdo Hadade, diretor titular do Comitê de Desburocratização da Fiesp cita que entre 190 economias do mundoo Brasil está na 123ª posição. “Ou seja, estamos distantes de um ambiente favorável à implementação de empresas. A Fiesp, diz ele, tem três propostas para  eliminar a burocracia. A primeira é o documento único para as pessoas físicas, onde além do documento tradicional poderia se incluir a opção de ser um doador de órgãos ou o tipo sanguíneo. A segunda é o cadastro único das empresa, a criação de um documento único facilitando o envio de informações a todos os órgãos do governo.  A terceira é sobre o fechamento de empresas. “Temos um milhão e 220 mil empresas inativas que estão no cadastro de informações, que pesam nas pesquisas”, diz o executivo.

Outra proposta da  Fiesp em relação à burocracia diz respeito à enorme quantidade de normas, leis e decretos. “Sugerimos que se tenha apenas duas datas ao ano para a entrada de normas. Isso já existe nos Estados Unidos e na Holanda com sucesso. Hoje mais de 5 milhões de normas regem a vida dos cidadãos brasileiros.”, completa.

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APRESENTAÇÕES – MESA REDONDA GESTÃO EMPRESARIAL & SUSTENTABILIDADE DESAFIOS E PERSPECTIVAS DE SUSTENTABILIDADE NA GESTÃO EMPRESARIAL

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Acesse as apresentações realizadas no  “Mesa Redonda: Gestão Empresarial & Sustentabilidade Desafios E Perspectivas de Sustentabilidade na Gestão Empresarial”, realizado dia 08 de junho aqui na Fiesp.

Gestão Empresarial e Sustentabilidade
Aron Belinky –
FGV EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo

O desafio do Desenvolvimento Sustentável
Sonia Karin Chapman
, Diretora da Chapman Consulting

Organização Mundial das Empresas no Basil

Gabriel Petrus, Diretor Executivo do ICC Brasil (Câmara internacional de Comércio)

Gestão Ambiental
Beatriz Oliveira
 – Gerente Corporativa de Meio Ambiente da AMBEV

Governança e Gestão de Sustentabilidade
Marcelo Drügg Barreto Vianna –
USP

APRESENTAÇÕES – SEMINÁRIO: DESAFIOS DO SETOR PÚBLICO NA GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

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Acesse as apresentações realizadas no  “Seminário: Desafios do Setor Público na Gestão de Resíduos Sólidos ”, realizado dia 07 de junho aqui na Fiesp.


RESÍDUOS – Questões Chave e Possíveis Caminhos
Gabriela Sartini, Departamento Técnico de Resíduos Especiais da ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais.

Visão da Secretaria do Verde no Município SP
Sergio Forini, Diretor da Divisão Técnica de Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo

Sustentabilidade na gestão de resíduos sólidos
Suzane de Souza Gomes, Gerente de Desenvolvimento da Corpus Saneamento e Obras

Parceria Público Privada em Resíduos Sólidos
Rodrigo Ventri, Diretor do Grupo EPPO – cidades inteligentes

Plataforma Verde
Chicko Sousa, Greening Sustainable Solutions

Acordos Setoriais e Sistema de Logística Reversa
Fabricio Soler, Felsberg Advogados

Implantação da Logística Reversa no Estado SP
Flavio de Miranda, CETESB

Logistica Reversa de Eletroeletronicos
Carlos Ohde, Diretor de Inovação e Novos Negócios da Sinctronics


Pesquisa da Fiesp mostra aumento no investimento em P&D e gestão e queda em inovação

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

A indústria brasileira deve investir R$ 6,8 bilhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) este ano, 4,9% a mais do que os R$ 6,5 bilhões de 2015.  Também se espera um crescimento de 5,6% no investimento em gestão, de R$ 8,5 bilhões para R$ 9 bilhões, e redução de 8,6% no investimento em inovação, de R$ 11,5 bilhões para R$ 10,5 bilhões. Somando os três itens, estima-se queda de 0,8%, de R$ 26,5 bilhões em 2015 para R$ 26,3 bilhões em 2016. Os resultados, divulgados nesta quinta-feira (25/8), são da Pesquisa Fiesp de Intenção de Investimento em Inovação 2016.

“Em linhas gerais, nossa avaliação é de que, diferentemente do que se esperava para um cenário de grave crise econômica, que era uma redução dos investimentos em todas essas modalidades, os investimentos em gestão e P&D mostraram o contrário, e isso é positivo, pois reforça o aprendizado das empresas quanto à importância desses investimentos para a competitividade”, explica o diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp (Decomtec), José Ricardo Roriz Coelho.

A queda de 8,6% no investimento em inovação está relacionada tanto ao caráter mais flexível das atividades que a compõem quanto ao fato de ter o maior investimento absoluto entre as três modalidades, o que permite trabalhar com corte de custos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 14 de março e 22 de abril de 2016 com a participação de 1.120 empresas, sendo 534 pequenas, 405 médias e 181 grandes. Todos os setores da indústria de transformação foram considerados, exceto fabricação de coque e produtos derivados do petróleo. Os resultados foram expandidos pela Pesquisa Industrial Anual (PIA/IBGE), que permite a análise nacional.

De acordo com o levantamento, os investimentos em gestão deverão aumentar em 23,6% nas grandes empresas, mas serão reduzidos em 31,8% pelas pequenas e 48,6% pelas médias. Já em inovação, serão reduzidos em todos os portes: 17,7% nas pequenas, 38,6% nas médias e 1,4% nas grandes. E os investimentos em P&D deverão aumentar 25% nas pequenas e 11,3% nas grandes, mas serão reduzidos em 31,4% pelas médias.

Pela primeira vez, a pesquisa foi dividida em duas partes. A primeira, divulgada em junho, contemplou o investimento fixo da indústria de transformação (máquinas, equipamentos e instalações). Esta segunda parte avalia exclusivamente o investimento em gestão, inovação e P&D.

Segundo o estudo, os R$ 9 bilhões que serão investidos em gestão serão compostos por 69% de recursos próprios, 24% de recursos de terceiros privados e 7% de recursos públicos. Com relação a 2015, isso significa uma queda de 17 pontos percentuais (p.p.) na utilização de recursos próprios, um aumento de 16 p.p. nos recursos de terceiros privados e de 1 p.p.nos recursos públicos.

Os R$ 10,5 bilhões investidos em inovação serão compostos por 71% de recursos próprios, 17% de recursos de terceiros privados e 12% de recursos públicos. Com relação a 2015, isso representa a manutenção do nível de utilização dos recursos próprios, a redução de 5 p.p. do uso de terceiros privados e aumento de 5 p.p. de recursos públicos.

Os R$ 6,8 bilhões que serão investidos em P&D serão compostos por 72% de recursos próprios, 13% de recursos de terceiros privados e 15% de recursos públicos. Com relação a 2015, isso representa uma queda de 12 p.p. na utilização de recursos próprios, um aumento de 5 p.p. de terceiros privados e 7 p.p. de recursos públicos.

Segundo Roriz, é preocupante o aumento esperado para os recursos de terceiros privados e públicos, pois, no tocante ao crédito privado, os recentes aumentos na taxa de juros, acompanhados da restrição de crédito e escassez de recursos, representam grandes obstáculos a serem superados. “E o processo de austeridade fiscal, que aos poucos é implementado no governo, já impacta sobremaneira as principais agências de fomento do país”, afirma.

Em 2015, os desembolsos do BNDES para inovação diminuíram 9% na comparação com 2014, saindo de R$ 6,5 bilhões para R$ 6 bilhões. Na Finep, os desembolsos foram reduzidos em 50%, saindo de R$ 5,3 bilhões para R$ 2,6 bilhões. Acompanhando essa tendência, a demanda por crédito para inovação na Finep despencou de R$ 19 bilhões em 2013 para R$ 3,6 bilhões em 2015.

Outro instrumento de apoio que também se tornou vulnerável em razão da crise econômica é o incentivo fiscal à inovação previsto na Lei do Bem (Lei nº 11.196/2015). De 2013 a 2015 seu crescimento se manteve estável na casa de 1% ao ano. Além disso, a Medida Provisória nº 694/2015, que tentou suspendê-lo, caducou, mas deixou como legado o aumento da insegurança jurídica, e, por consequência, um desincentivo ao investimento em P&D.

“Para reverter esse cenário, é preciso reconhecer a necessidade de se construir uma agenda de longo prazo combinada com o uso estratégico dos recursos públicos”, afirma Roriz, ressalvando que não se pode desconsiderar o contexto atual de austeridade econômica.

“É preciso entender que tudo nesta vida tem uma causa e um efeito”, diz fundador da Totvs

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Se vocês tivessem somente cinco dias de vida, o que vocês fariam? A pergunta foi feita por Ernesto Haberkorn, sócio fundador da Totvs e diretor da TI educacional, nesta quarta-feira (18/5), durante a reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE).

Haberkorn foi convidado para dar dicas sobre empreendedorismo e gestão para os participantes da reunião. Ele aproveitou para apresentar o seu livro “Dicas de como chegar lá!”. Dentre as questões apresentadas por ele estão: cuidar da espiritualidade; fazer esporte; cumprir metas; estudar sempre; não ter inimigos; dormir suficiente; fazer do trabalho um lazer; cuidar da alimentação e ter muita persistência na vida e nos negócios.

“Antes de tudo, vocês precisam fazer o que gostam. Assim nunca terão problemas”, brincou Haberkorn, no início de sua participação. Para ele, dono de empresa tem que saber mandar e cobrar na hora certa. “É fundamental saber ser líder para ir bem nos negócios.” Ter firmeza, calma e saber perguntar e argumentar são as suas dicas para se sair bem neste papel.

Segundo ele, para investir, inovar e empreender são necessários atributos como inteligência, e, principalmente, liderança. Além disso, Haberkorn destacou a importância de saber dividir seus sonhos com outros empreendedores. “Às vezes dividir é multiplicar.”

O empresário também ressaltou a importância da tecnologia tanto para gestão empresarial como para a criação de novos negócios. “A Tecnologia da Informação (TI) e a tecnologia de software são sinônimos de eficiência e sempre serão aceitos, se funcionarem.”

Sobre a evolução profissional, o empresário enfatizou a necessidade de o empreendedor ter experiência profissional em grandes empresas antes de partir para a criação de um negócio próprio. “Nas empresas, aprendemos a ser corporativos, a cumprir prazos, a tratar orçamentos, a respeitar hierarquia”, explicou.

Ele lembrou a trajetória que o tornou empresário. “Se não fosse por eu ter sido despedido em 1976 e com minha mulher grávida, não teria apostado tudo neste negócio. É preciso entender que tudo nesta vida tem uma causa e um efeito”, concluiu.

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Ernesto Haberkorn, da Totvs, durante palestra no Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Programa Nagi P&G de inovação no setor de petróleo e gás é finalizado com sucesso

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Para capacitar, apoiar e assessorar empresas na introdução ou no aprimoramento do sistema de gestão da inovação, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e a Universidade de São Paulo (USP), criaram o programa Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi P&G), financiado pela Finep.

O programa, que foi encerrado em cerimônia na sede da Fiesp e do Ciesp nesta quarta-feira (14/10), teve duração de 14 meses, com 5 módulos, somando 116 horas entre capacitações coletivas e consultorias individuais. O processo começou com mais de 200 empresas, e 83 delas continuaram até o final do programa, nos 10 polos formados. Também houve a participação de 15 instituições apoiadoras, 20 consultores e bolsistas atuantes.

Além de capacitar e apoiar as empresas ao desenvolvimento da inovação tecnológica, o programa se insere no esforço do país para aumentar a competitividade das empresas brasileiras por meio de maior inovação, facilitando a aproximação de micro, pequenos e médios fornecedores das demandas da cadeia produtiva de petróleo e gás, visando ao aumento do conteúdo local, seja para produtos ou serviços.

O segmento de petróleo e gás tem demandado produtos e serviços com características e exigências mais severas, e o Nagi P&G pode auxiliar os empresários nessa missão, avalia Romeu Grandinetti, especialista em Projetos de Inovação Tecnológica do Ciesp. “O Nagi P&G coloca na gestão da empresa o assunto qualidade, faz com que as empresas aprendam a gestão de inovação, praticada no setor de petróleo e gás”, disse.

Grandinetti explicou ainda que a gestão de inovação é algo abrangente, que pode envolver atividades variadas. “A proposta do Nagi é dar um salto na gestão da empresa, potencializando-a para novas situações.”

De acordo com Oswaldo Kawakami, gerente geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos da Petrobras, a inovação precisa ser trabalhada constantemente, devido ao seu crescimento exponencial, e o país necessita de mais projetos que tragam e promovam a inovação, como o Nagi-PG. “Se as pequenas empresas conseguirem se capacitar nesse processo de inovação contínuo, provavelmente vão crescer muito.”

“Espero que essas empresas continuem tendo sucesso e que transfiram o conhecimento ao próximo, criando uma malha de empresas inovadoras e desenvolvendo ainda mais o país”, disse.

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Evento de encerramento do programa Nagi P&G, parceria entre Ciesp, Fiesp, Senai-SP, USP e Finep. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Veja abaixo o conteúdo dos módulos do programa Nagi P&G:

Módulo 1 – Oportunidades e Exigências do Setor de Petróleo e Gás.
Módulo 2 – Gestão da Inovação e Planejamento Estratégico.
Módulo 3 – Parceiros para a Inovação, Linhas de Financiamento e Incentivos à Inovação.
Módulo 4 – Ferramentas e Serviços disponíveis para as indústrias de P&G (Senai-SP).
Módulo 5 – Construção de Propostas de Planos de Gestão e/ou Projetos de Inovação.

Clique aqui para assistir aos depoimentos de empresas participantes do programa.  

Artigo: Emancipação e bem-estar em tempos de modernidade líquida

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor.

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Por João Paulo Bittencourt*

Quando pensamos no bem-estar humano, dentro e fora das organizações, é usual que a palavra ‘equilíbrio’ tenha destaque e seja incentivada sem contestações. É imprescindível, entretanto, considerarmos que alcançar equilíbrio é árduo e, por vezes, parece ser impossível. Zygmunt Bauman é um sociólogo polonês e professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia, que entende estarmos vivendo tempos líquidos, em que os espaços e barreiras (inclusive as territoriais) perdem relevância. São tempos em que tudo é transitório.

Nesta modernidade líquida a fluidez e a instabilidade trazem em seu bojo o desequilíbrio entre a segurança e a liberdade. Se, por um lado, emerge a racionalidade instrumental, o ganho e o prazer imediato, por outro aparecem os efeitos colaterais, como a ansiedade intensa, a falta de laços duradouros, a queda da confiança e o egoísmo exacerbado. Como a insegurança é contínua e vale o que se mostra, o consumismo emerge como um paliativo para o significado, um analgésico para o mal-estar recorrente.

A necessidade de liberdade, em um contexto fluido e inseguro, passa a enfatizar a individualidade, trazendo consigo uma competitividade agressiva, desconfiada dos outros e confiante em si, sufocando a capacidade de cooperação e de solidariedade. Os efeitos são possíveis de constatar em níveis individuais, grupais e organizacionais, uma vez que o estado de permanente insegurança e incerteza sobre o futuro leva à incapacidade de fazer planos e segui-los. Vale o hoje! ‘Viva intensamente’ e ‘ser feliz é o que importa’ são exemplos de frases que simbolizam a individualidade e imediatismo presentes.

Tais características são afetadas pelas tecnologias de informações e também influenciam seu uso. As relações propiciadas pelos meios de comunicação modernos demonstram a fragilidade de laços. Não são atraentes por sua facilidade de conectar, mas sim pela possibilidade constante de desconexão. O tempo corre, precisamos maximizar resultados. Dar ‘unfollow’ ou um ‘block’ na rede social é mais fácil e rápido do que dialogar e encontrar consensos. Em diversos sentidos, Bauman ressalta que é possível notar um esvaziamento e decadência da arte do diálogo e da negociação, e a substituição do engajamento e mútuo comprometimento pelas técnicas do desvio e evasão. O abandono do diálogo, o hedonismo – quem tem o prazer e a felicidade como bens supremos – e o foco na individualidade, entretanto, ao invés de proporcionar bem-estar às pessoas, tem aumentado a ansiedade e o mal-estar.

Entre as diversas razões para que isso ocorra, destacamos o desequilíbrio entre a liberdade e a segurança. A segurança emerge da comunidade, um ambiente que facilita o suprimento das diversas necessidades humanas e pode propiciar ao indivíduo meios para uma vida significativa. É importante para o indivíduo participar do meio e interagir com ele de forma genuína, ética e responsável.

Mas é preciso reconhecer: a vida em comunidade restringe sim a liberdade e a autonomia dos indivíduos. Fazer omeletes, entretanto, exige a quebra das cascas dos ovos. Então, como preservar a liberdade em comunidade?

Proponho que um dos principais elementos que auxilia na conciliação entre segurança e liberdade do ser humano é a emancipação do sujeito. A partir dela, vem o amadurecimento do indivíduo, ao considerar os anseios do meio em que está envolvido, os impactos de suas ações sobre a sua comunidade e a necessidade do fortalecimento de laços substantivos. A emancipação traz protagonismo com responsabilidade, alinhamento entre o presente e o futuro, assim como visão sistêmica a respeito de si e dos outros.

Desenvolver emancipação requer esforço e dedicação. Enseja a preocupação com o todo e não apenas com o que nos interessa diretamente. Implica em participar ativamente das decisões que influenciam nossas vidas, em praticar a ética em nossas ações, mesmo quando não somos beneficiados diretamente com isso. Implica em olhar o outro e ser empático, em fortalecer laços e consolidar relações interpessoais, interorganizacionais e intersetoriais. Embora pareça árdua, a emancipação é um caminho para o alinhamento entre liberdade e segurança, aspectos fundamentais para o bem-estar humano na modernidade líquida.

Por fim, é preciso refletir se nossas políticas e práticas de gestão organizacional inibem ou instigam a emancipação. Como nossos líderes atuam? Como perpetuadores da individualidade e da imaturidade, por meio do imediatismo e da grande distância do poder, ou como emancipadores e desenvolvedores de pessoas? Como se dá nossa relação com os diferentes stakeholders, de forma confiável e transparente ou como um jogo em que o mais perspicaz vence? Nossos resultados são avaliados de forma consistente, considerando os anseios de curto, médio e longo prazo ou valorizamos o resultado sem notar o eventual ‘rastro de sangue’?

Criar um ambiente emancipatório e que promova o bem-estar das pessoas na modernidade líquida vai muito além de práticas que tratam dos sintomas. Programas que estimulam o bem-estar são necessários e devem ser valorizados. Mas não substituem a necessidade da busca pelo equilíbrio entre a segurança e a liberdade humana, que passam pela abertura à comunidade e a emancipação do sujeito. Embora pareça desafiador, vale lembrar o que alerta Zygmunt Bauman: “Segurança sem liberdade é escravidão, liberdade sem segurança é o caos”.

* João Paulo Bittencourt é Mestre Profissional em Gestão Estratégica das Organizações e doutorando em Administração pela FEA-USP, consultor em Desenvolvimento Humano e Organizacional e pesquisador em temas como Desenvolvimento Humano, Arquiteturas Pedagógicas Inovadoras e Parcerias Intersetoriais.

Iniciativas Sustentáveis: Dudalina – Benefícios diferenciados para reter talentos

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Por Karen Pegorari Silveira

A Dudalina nasceu em 1957 com a visão empreendedora de um casal catarinense. Recém-casados, Duda e Adelina começaram com uma pequena loja de secos e molhados e devido a compra de muito tecido decidiram produzir camisas. Desde então não pararam as máquinas e hoje a Dudalina produz mais de 2 milhões de camisas por ano aproximadamente.

Idealizada por uma mulher de garra e dedicada, a empresa hoje emprega muitas Adelinas, aproximadamente 75% do quadro de colaboradores são de mulheres e por isso a companhia oferece benefícios diferenciados para atrair e reter esses talentos femininos.

Muitos projetos foram implantados para oferecer bem estar e qualidade de vida para essas colaboradoras, entre eles está o Dia de Princesa, onde a funcionária sorteada vive um dia com direito compra de roupas novas, massagem, transformação visual, sessão de fotos, jantar com a família e outras surpresas; e o Programa Mamãe DUDALINA, um dos mais importantes projetos – ele oferece às futuras mamães apoio e orientações sobre os cuidados com a sua saúde e a do bebê, e promove e homenageia a condição de gestante preparando e adaptando o ambiente de trabalho para torná-lo mais acolhedor. Esse programa atende cerca de 50 gestantes durante o ano e é formado por 7 etapas:

Dia da gestante: Programa de palestras com profissionais especializados na área da saúde. Acontece durante um sábado e proporciona experiência educativa de preparação para o período de gestação e maternidade. Entre as atividades, destacam-se temas como os sintomas decorrentes da gestação e abordagens sobre a área comportamental da mulher gestante, além das alterações na vida familiar.

Salas diferenciadas e literatura especializada: Todas as salas de leitura da empresa foram remodeladas para proporcionar um local tranquilo e agradável às gestantes durante os intervalos do horário de trabalho. Além disso, a empresa realizou assinaturas de revistas especializadas e adquiriu livros sobre cuidados com a gestante e com o bebê, entre eles, destacamos a revista Pais e Filhos e o livro a Vida do Bebê, que estão disponíveis para todas as gestantes da empresa.

Chá de bebê: Há um espaço na empresa para realização de Chá de Bebê entre as colegas da futura mamãe com todas as atividades inclusas, desde o convite até o coffee break.

Mamãe Coruja: É o treinamento das colaboradoras para amparar a gestante diante de alguma necessidade. Em caso de alguma emergência, existirá a Mamãe Coruja escolhida pela colaboradora para ser seu apoio durante toda a gestação.

Kit bebê: No dia da saída para a Licença Maternidade, há entrega de um Kit Bebê com banheira, fraldas, lenços umedecidos, fita crepe, leite NAN, chá, creme antiassaduras, talco, xampu, algodão, entre outros.

Kit Gestante: No início da gravidez, a mamãe ganha um kit da Gestante composto por uma toalhinha personalizada do programa, uma cartilha com informações pré e pós parto e a cartinha da amiga escolhida como mamãe Coruja.

Visita a empresa: Após o nascimento, a funcionária pode apresentar seu bebê para os colegas. A empresa promove a vinda da mamãe e do filho até a unidade para a apresentação do bebê aos colegas de trabalho.

Simone Alves Dias, costureira da unidade de Luis Alves, em Santa Catarina, conta que através do Projeto Mamãe Dudalina conseguiu fazer o seu chá de bebê com todas as colegas de trabalho. ”Com certeza lembrarei deste dia para sempre!”, conta a mamãe. Clades Sasse, que atua na unidade de Presidente Getúlio, também em Santa Catarina, concorda com Simone. “Este programa valoriza a colaboradora e aumenta a autoestima da gestante. É uma oportunidade que poucas empresas proporcionam”, afirma a encarregada de embalagem.

A presidente da empresa, Sônia Regina Hess de Souza, diz que a companhia está constantemente analisando suas práticas de gestão, aprofundando seu compromisso com a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável na comunidade em que está inserida. “Através de ações voltadas para a integridade, inclusão e responsabilidade social, acreditamos que a ética e a transparência são primordiais para nossas relações institucionais”, completa a executiva.

Além desses projetos voltado às mulheres, a Dudalina mantém diversas ações na área de responsabilidade social através do Instituto Adelina e já ganhou prêmios renomados, entre eles o ADVB Empresa Cidadã e o Prêmio Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de ser signatária de diversos pactos como Empresa Limpa, Empresa Proética, Pacto Nacional Pela Erradicação do Trabalho Escravo, entre outros.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205290 VEJA OUTRAS INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS 

Presidente da Fiesp destaca educação em entrevistas para rádios

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Paulo Skaf, foi entrevistado, na manhã desta segunda-feira (27/01), por duas emissoras de rádio de São Paulo, a Super Rádio Tupi AM e a Rádio Capital.

Convidado do Manhã Super Rádio, da Super Rádio Tupi AM, Skaf foi entrevistado por Ricardo Leite, que elogiou modelo de ensino do Sesi-SP e as escolas da rede, “vistas como referência”. O trabalho da indústria paulista no que se refere à educação, aliás, foi o tema mais debatido na entrevista.

De acordo com Skaf, o bom trabalho desenvolvido pela rede Sesi-SP se deve ao fato de que a “indústria priorizou a educação”. “Nada é mais importante para um país do que a educação”, explicou. “É isso que dá oportunidades de bom emprego, de empreendedorismo, de futuro, de autoestima”, disse.

Nessa linha, o modelo de ensino integral oferecido aos alunos da instituição foi destacado. “As nossas crianças ficam na escola das 8h às 17h, estudam, se alimentam bem, fazem esporte”, afirmou. “Aos 18 anos, esse jovem será um bom brasileiro, terá boa saúde. Se déssemos as mesmas oportunidades que damos às crianças do Sesi-SP para todas as crianças do Brasil, em 12 anos estaríamos fechando penitenciárias no Brasil”.

Questionado por Ricardo Leite sobre se as escolas de São Paulo não deveriam se referência para os outros estados brasileiros, Skaf lembrou que os problemas no ensino estadual não estão ligados à falta de recursos. “Temos uma arrecadação semelhante a da Argentina, não se pode falar em falta de dinheiro, é gestão”, disse. “Temos dinheiro desperdiçado por falta de uma gestão adequada, é necessário que o governo funcione e que as escolas públicas sejam de boa qualidade. Não só na educação, como em todas as atividades do governo”.

Esporte

Na entrevista, Skaf lembrou ainda que “esporte também é educação e saúde” ao citar as ações do Sesi-SP na área. “Investimos fortemente no esporte, temos 20 equipes de rendimento na instituição”, afirmou. “Vamos colocar dezenas de atletas com a camisa do Brasil nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Atletas formados pela indústria de São Paulo”.  Para o presidente da Fiesp, a importância desse investimento também está “no exemplo que é dado às crianças”.

Cultura

A montagem do musical “A Madrinha Embriagada” com o patrocínio da Fiesp e do Sesi-SP também foi citada pelo apresentador Ricardo Leite. “Temos vários teatros espalhados pelo estado e “A Madrinha Embriagada” está em cartaz no nosso teatro na Paulista, o Teatro do Sesi-SP”, contou. “É um espetáculo de padrão internacional e de graça. Todo mundo que foi ver fala muito bem. As apresentações vão até agosto, uma temporada de 11 meses na qual 150 mil pessoas vão ter a oportunidade de ver um musical gratuito”.

Segundo Skaf, “educação completa também é cultura”. “É assim que você educa o povo e transforma a sociedade”.

Na Rádio Capital

Em sua participação no Programa do Paulo Lopes, da Rádio Capital, também na manhã desta segunda-feira (27/01), Skaf seguiu falando de temas como educação e gestão.

Durante a entrevista, Skaf citou os trabalhos da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, entidades que dirige há nove anos. “Meu grande orgulho é que teremos, em 2014, 1 milhão de matriculas no Senai-SP e 500 mil no Sesi-SP”, disse.

Para ele, “com educação, resolvemos problemas de segurança, de saúde, e damos a oportunidade de criar uma geração trabalhadora e eficiente”.

Segundo Skaf, a sociedade “está cansada de projetos que não se concretizam”. “O tempo passa e os problemas com o transporte público, saúde e segurança persistem”, disse. “É necessária uma gestão eficiente, honesta e com compromisso com resultados”, explicou. “A falta de qualidade na gestão dá espaço para corrupção, desvios e serviços péssimos, que não condizem com a qualidade da nossa população”, analisou.

Entrar no mercado de Petróleo e Gás é foco de participantes do curso NAGI-PG

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Cerca de 50 empresários participaram de palestras no primeiro módulo do NAGI-PG, realizado nesta 3ª feira (29/01) na Fiesp/Ciesp

A principal aspiração de alguns participantes do curso Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás é ampliar conhecimento sobre o que é necessário para entrar nesse mercado de alta exigência tecnológica.

É o caso de Marcelo Freitas, diretor de pesquisas e desenvolvimento da indústria Planeta Azul, fabricante de desengordurantes de uso industrial e produtos para tratamento de água.

Ele explica que sua empresa fornece produtos para indústrias siderúrgicas e mecânicas, mas que, há cerca de três anos, tenta, sem sucesso, entrar no mercado de petróleo e gás.

“Sei que é um mercado de difícil penetração, devido as suas inúmeras especificações técnicas e exigências. Mas minha intenção, no curso, é justamente aprender com os demais participantes todas essas etapas e exigências do setor de Petróleo e Gás”, disse.

O programa

Durante esta terça-feira (29/01), cerca de 50 empresários participaram de palestras e trocaram cartões no primeiro módulo do NAGI-PG – programa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) para treinar, até 2014, 400 empresas para atuam ou desejam atuar no setor. Os principais temas da agenda foram: gestão da inovação, planejamento e gestão estratégica.

De acordo com os organizadores, os objetivos são estimular práticas de inovação nas empresas e criar condições favoráveis para o fornecimento de equipamentos e serviços para a cadeia de petróleo e gás por meio da indústria nacional.

O programa NAGI-PG conta com o apoio financeiro da Financiadora de Projetos (Finep) e do  Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), de cerca de R$ 2 milhões.

Após São Paulo, vai atender a empresas cadastradas no Vale do Paraíba, nos dias 22 e 23 de fevereiro (Ciesp São José dos Campos). Ainda em fevereiro, o deve capacitar empresas inscritas em Sertãozinho.

Embaixador Carlos Henrique Cardim: ‘Copa do Mundo é um grande negócio’

da esq. p/ dir.: Celso Monteiro de Carvalho; Carlos Henrique Cardim; Ruy Martins Altenfelder (FOTO: EVERTON AMARO)

Da esquerda para a direita: Celso Monteiro de Carvalho, Carlos Henrique Cardim e Ruy Martins Altenfelder. Foto: Everton Amaro

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

“O Brasil tem um papel importantíssimo na globalização do futebol. Até 1958, a Copa do Mundo era um evento muito limitado, não tinha essa importância mundial. Foi o Brasil, com sua grandeza absoluta e criatividade no futebol, que trouxe essa outra perspectiva ao esporte. Por isso, o fato de ter uma Copa do Mundo aqui é uma coisa natural”, declarou nesta segunda-feira (17/09), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), assessor internacional do Ministério do Esporte, embaixador Carlos Henrique Cardim.

Ele participou da reunião mensal do Conselheiro Superior de Estudos Avançados (Consea) da entidade, onde debateu o tema “Repensando o Brasil – Política Externa e Esporte: Estratégia e Gestão”, sob coordenação do presidente do Consea, Ruy Martins Altenfelder Silva. O encontro contou ainda com a participação do embaixador Adhemar Bahadian; do ex-senador José Konder Bornhausen; da presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo, Ivette Senise; e do vice-presidente do Conselho Superior do Meio Ambiente da Fiesp (Cosema), Celso Monteiro de Carvalho.

O embaixador afirmou que o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, está à frente de todas as obras e projetos relacionados à Copa do Mundo (2014) e aos Jogos Olímpicos (2016). E informou que a criação de um código de conduta e ética é uma das prioridades da pasta. A ação, segundo Cardim, limitará entre três e quatro anos o tempo de mandato dos dirigentes das confederações. Hoje, não há um limite de tempo para o exercício do cargo.

“A expectativa é ter um projeto de esporte nacional, e não somente ações voltadas a estes eventos esportivos”, explicou o embaixador, que defende uma regulamentação básica de esporte, “coisa que nós ainda não temos”, além de uma lei voltada à profissionalização dos atletas.

Oportunidades de negócios

Cardim também ressaltou que a Copa do Mundo pode proporcionar boas oportunidades de negócios para os empresários brasileiros. “A Copa do Mundo é um grande negócio. A Fifa tem hoje mais de mil contratos assinados. Estamos falando de um big business internacional, com uma audiência acumulada de quase dez bilhões de pessoas em todo o mundo”, sublinhou.

Sobre os riscos de violência nos estádios brasileiros durante a Copa do Mundo, o embaixador lembrou a parceria firmada entre os Ministérios do Esporte e da Justiça, que prevê a implantação de câmeras dentro dos estádios, além de uma punição mais rigorosa para torcedores envolvidos em conflitos com torcidas rivais.

Essas iniciativas, conforme ele, serão tratadas pelos dois Ministérios durante o seminário internacional sobre o combate à violência no futebol, que acontecerá em fevereiro de 2013, no Memorial da América Latina, na capital paulista.

Na visão de Cardim, o Brasil precisa tirar proveito de toda a visibilidade obtida nos últimos anos no cenário internacional para divulgar os projetos desenvolvidos pelo país: “Vivemos um momento excepcional, de grande visibilidade e responsabilidade internacional. [Esses grandes eventos esportivos] representam uma grande oportunidade para enfatizarmos a nossa presença no mundo, tanto do ponto de vista cultural como comercial, social e político”, concluiu o embaixador.

Veja a cobertura da reunião de agosto/2012 do Consea

Embaixador Cardim debate na Fiesp política externa e estratégia para o esporte

Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Fiesp recebe nesta segunda-feira (17/09) o embaixador Carlos Henrique Cardim. Ele debaterá com os integrantes do Consea o tema “Política externa e esporte: estratégia e gestão”.

Sociólogo, Cardim é diplomata de carreira e professor universitário. Serviu nas embaixadas do Brasil em Buenos Aires Santiago, Washington e Assunção. Assumiu, no início de 2012, a Assessoria Internacional do Ministério do Esporte.

Serviço
Data/horário: 17 de setembro, segunda-feira, das 10h às 12h30
Local: na sede da Fiesp – Av. Paulista, 1313,15º andar

Alunos elogiam curso ‘Rumo à Gestão de Excelência’ do Deseg/Fiesp

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O curso “Rumo à Gestão de Excelência”, promovido nos dias 11/09 e 12/09 pelo Departamento de Segurança da Fiesp (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foi saudado por representantes da Polícia Civil.

Curso "Rumo ˆà Gestão de Excelência", promovido pelo Deseg da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

Delegados e peritos participam do curso "Rumo ˆà Gestão de Excelência", promovido pelo Deseg da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

“Excelentes o curso e a parceria com a Fiesp no sentido de demonstrar a importância da excelência em gestão”, elogiou o delegado de polícia Luis Henrique Fernandes Casarini, do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo (Deinter-4) de Bauru, no interior.

“A Polícia Civil já realiza de forma empírica a gestão. A aplicação de um método aprovado internacionalmente só vai trazer benefício à comunidade, que são os nossos clientes”, disse Casarini.

Edson Jorge Aidar, delegado de Polícia assistente do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas de São Paulo, acredita que embora a instituição já tenha um método de gestão, falta uma visão mais ampla de processos. A ideia, agora, é disseminar o conhecimento do curso – Aidar é professor da Academia de Polícia Civil. “Nas aulas vamos levar essa visão que tivemos aqui: a importância da prestação de serviço com excelência.”

Marcos Lazzarin, perito criminal da Diretoria do Instituto de Criminalística de São Paulo, disse que o curso terá utilidade prática. “Vamos implantar algo que nós estámos aprendendo na prática – antes [o Instituto] era administrado por delegados e hoje quem administra são os próprios peritos. O curso estabelece os processos e, ao invés de fazer de cima para baixo, a ideia é ver os problemas de cada setor, equipe por equipe, para depois a coisa tomar um corpo maior.”

Segundo o professor do curso, o coronel Renato Aldarvis, diretor do Deseg com doutorado em planejamento estratégico para organizações públicas, os alunos mostraram muito interesse nas aulas. “A percepção que se tem é de que eles estão ávidos por melhorias. Eles mesmos são críticos deles próprios. São pessoas com bom nível de informação e acostumadas ao exercício da intelectualidade”, salientou Aldarvis.

De acordo com Aldarvis, além da capacidade de exercer liderança, um bom gestor precisa ser uma pessoa flexível, bem informada e comprometida com a sua instituição.

Senai-SP forma ao menos 10 gestores industriais para capacitar jovens na Nigéria

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 10 gestores de departamentos técnicos do Industrial Training Fund (ITF – Nigéria) que receberam certificado de conclusão de curso nesta quarta-feira (29/08) serão multiplicadores de mão de obra qualificada no país africano. A informação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP), Paulo Skaf.

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Paulo Skaf e Walter Vicioni entregam certificado de conclusão de curso do Senai-SP a 10 gestores de departamentos técnicos do ITF

Skaf entregou o certificado para um grupo que, por quatro semanas, recebeu capacitação do Senai-SP em gestão de unidades de ensino profissional. “As senhoras e os senhores serão multiplicadores no seu país. Vão dirigir escolas profissionalizantes que vão dar o melhor preparo para as pessoas, para poderem ter o melhor trabalho, o melhor emprego, o melhor salário”, disse o presidente da Fiesp e do Senai-SP.

O “Nigeria Industrial Revolution Plan” é um projeto de cooperação entre o Senai-SP e autoridades nigerianas para realinhar a educação profissional na Nigéria. O processo de treinamento é dividido em seis etapas:

  • Programa de capacitação de diretores do ITF;
  • Programa de capacitação de coordenadores do ITF;
  • Programa de capacitação de instrutores do ITF;
  • Atualização das unidades;
  • Criação e implantação de unidades;
  • Projeto “Construção e Operação de Unidades Móveis.

Nesta quarta-feira (29/08), o certificado de conclusão foi entregue aos participantes do programa de capacitação de diretores do ITF.

Expectativas

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Ibrahim Lawal presenteia Paulo Skaf (à esq.) e Walter Vicioni (à dir.), durante cerimônia na sede da Fiesp e do Senai-SP

Também presente à cerimônia de certificação, na sede das entidades da indústria, o diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves, declarou: “Nós esperamos que os senhores tenham encontrado nesse processo o que vieram buscar aqui. Espero que a gente tenha correspondido às expectativas de todos”.

A experiência, segundo Ibrahim M. Lawal, representante da comitiva nigeriana, superou as expectativas do grupo e atingiu um nível elevado. “Gostaria de agradecer à equipe do Brasil pelo seu amor ao projeto, apesar da diferença de línguas. O que aconteceu aqui é apenas o começo do aprendizado. Obrigado, obrigado, obrigado”, concluiu Lawal.

Mais investimentos serão necessários para garantir segurança da energia elétrica

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

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Hermes Chipp, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico

Ao longo dos últimos 12 anos foram construídos 36 mil quilômetros de linhas de transmissão de rede básica de energia para abastecer o País. No entanto, isso não foi suficiente para garantir a qualidade e confiabilidade dos serviços.

Foi o que discutiram especialistas durante a apresentação do painel Confiabilidade e Gestão da Qualidade de Energia Elétrica, no 12º Encontro Internacional de Energia Elétrica.

Segundo Hermes Chipp, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico,  “seriam necessários R$ 4,7 bilhões em investimentos para garantir a segurança e confiabilidade da energia elétrica no Pais”. Porém, medidas como identificação das instalações elétricas e adoção de sistemática para testes de desempenho de sistemas já poderiam diminuir o impacto de perturbação ao consumidor

Para o diretor da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, Celso Cerchiari, também é preciso planejar de forma integrada a expansão de transmissão, contemplando a rede básica e a subestações de transmissão. “Para que a qualidade chegue ao consumidor final, temos que olhar a transmissão de forma integrada, de um ponto de vista global”, afirmou.

Leia mais:

Acompanhe a cobertura do 12º Encontro Internacional de Energia

Terceirização da merenda escolar é tendência, diz diretora municipal de SP

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Sonia Maria Peres, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

A diretora do Departamento Técnico da Merenda Escolar da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, Sonia Maria Peres, afirmou nesta segunda-feira (20) que a terceirização do serviço de merenda nas escolas locais é uma tendência.

O programa de alimentação da prefeitura atende 2.523 unidades locais, das quais 1.196 unidades contam com serviço terceirizado de alimentação oferecido por oito empresas.

“A terceirização apareceu para suprir algumas necessidades. Ela está virando uma tendência”, informou Sonia Maria Peres em palestra durante o 1º Fórum Internacional da Alimentação e Nutrição Escolar Sesi-SP.

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Tereza Watanabe, diretora da Divisão de Alimentação do Sesi

Já a diretora da Divisão de Alimentação do Sesi, Tereza Toshiko Watanabe, alerta, embora reconheça os benefícios, que a “terceirização é viável com base em um edital detalhado, correspondendo a exigências como cardápio adequado, controle de qualidade, boas práticas de gestão e acompanhando diário.”

Watanabe informou que das 72 unidades escolares do Sesi, 22 utilizam serviços terceirizados na alimentação fornecidos por cinco empresas.Já a diretora da Divisão de Alimentação do Sesi, Tereza Toshiko Watanabe, alerta, embora reconheça os benefícios, que a “terceirização é viável com base em um edital detalhado, correspondendo a exigências como cardápio adequado, controle de qualidade, boas práticas de gestão e acompanhando diário.”

As duas diretoras participaram do painel Boas Práticas em Gestão da Merenda, no primeiro dia do encontro que vai até está terça-feira (21), no Teatro do Sesi São Paulo, na sede da Fiesp.

Fórum Sesi-SP

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Walter Vicioni, superintendente operacional do Sesi-SP

Durante o Fórum Internacional de Alimentação e Nutrição Escolar do Sesi, especialistas vão debater assuntos como o estado nutricional dos alunos, boas práticas em gestão da merenda, desnutrição e horário de refeição na escola como momento de educação.

“Diversas são as realidades que se cruzam hoje. De um lado, a subnutrição infantil. De outro, a obesidade infantil. Esse nosso fórum vem bem ao encontro das necessidades que o País vive hoje” , ressaltou Walter Vicioni, superintendente operacional do Sesi-SP
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Sesi reconhece melhores práticas sustentáveis empresariais

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Representantes e colaboradores das empresas vencedoras do PSQT 2010 posam com os troféus e placas de menção honrosa



O 14º Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho 2010 – pioneiro no setor – homenageou as melhores práticas empresariais referentes às áreas de avaliação do Modelo Sesi de Sustentabilidade no Trabalho.

O Serviço Social da Indústria (Sesi) recebeu nesta quinta-feira (31), na sede da Fiesp, as empresas que se destacaram no ano de 2010 em práticas sustentáveis e ações diferenciadas de gestão. Mais de 100 pessoas, entre representantes e trabalhadores das empresas, estiveram presentes à cerimônia.

“O Sesi se associa a todos aqueles que têm como objetivo a qualidade de vida e o desenvolvimento humano. As empresas aprendem conosco e nós aprendemos com as empresas, numa relação em que a sabedoria vem das duas partes, em uma dependência mútua”, afirmou Walter Vicioni, superintendente operacional do Sesi-SP.

Após a entrega de troféus e placas de menção honrosa às empresas vencedoras, o economista político Ladislau Dowbor ministrou uma palestra sobre Sustentabilidade. Entre assuntos como aquecimento global e explosão populacional, Dowbor alertou que há limites para o consumo em um planeta com 7 bilhões de habitantes.

Para ver a lista das empresas vencedoras no estado de São Paulo e respectivos projetos, clique aqui.

Para visualizar as fotos do evento, clique aqui.

Empresas investem mais no reúso e na gestão dos recursos hídricos

Rubens Toledo, Agência Indusnet Fiesp

No mesmo mês em que começa vigorar a cobrança pelo uso da água, o município de Rio Claro, São Paulo, recebeu a 11ª edição do Fórum Sesi/Ciesp de Sustentabilidade, realizado na última terça-feira (19) no Auditório da Floresta Estadual Navarro de Andrade (antigo Horto Florestal).

Mais de 100 participantes, representando indústria, poder público e universidades locais, compareceram ao evento promovido pelo Ciesp e o Sesi, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

“Agora, mais do que nunca, nossas empresas têm mais motivo para racionalizar o uso da água e adotar medidas alternativas, como as que estão sendo mostradas aqui pela Owens Corning e Grafimec”, sintetizou José Tadeu Leme, diretor do Ciesp de Rio Claro. “É importante que todos lancem perguntas e tirem suas dúvidas junto aos especialistas aqui presentes”, incentivou Tadeu.

Inserida na Bacia do PCJ (Rios Piracicaba-Capivari e Jundiaí), a região de Rio Claro representa o maior polo de cerâmica de revestimento do País (Santa Gertrudes, Cordeirópolis e Rio Claro). A demanda por água, por isso mesmo, é uma questão preocupante para o município, que já conta com uma lei (Lei 3.937/09), do vereador Júlio Dias, que prevê reaproveitamento da água de chuva nos edifícios e instalações a partir de 500 metros quadrados.

Economia de água potável

“Essa medida foi adotada nas grandes cidades como prevenção a enchentes. Mas aqui a legislação tem caráter obrigatório. O objetivo é economizar água potável, usando água da chuva na rega de jardins, lavagem de piso e outros fins”, explicou o parlamentar, autor da lei.

O reaproveitamento das águas pluviais foi também tema de uma das empresas escaladas para a primeira mesa-redonda: a Grafimec, de Araras. “Numa viagem à Alemanha, observei a prática na empresa de um amigo. Embora não traga resultados econômicos expressivos, contribui para reduzir o consumo de água tratada da rede pública ou captada nos mananciais”, declarou o diretor Etienne Henrique Jensen.

Já a Owens Corning, fabricante de fibras de vidro, vem economizando água e também dinheiro com reúso da água na sua planta industrial em Rio Claro. Com a ampliação do tanque de tratamento para 500 metros quadrados, a empresa deixou de captar 28 mil metros cúbicos ao mês.

“A água reaproveitada é usada, entre outros fins, na irrigação de 70 mil metros quadrados de área verde”, explicou Danusio Diniz, gerente de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da companhia norte-americana, que já completou 40 anos no País. “Deixamos de lançar 5.760 metros cúbicos na rede pública, o que hoje seria um custo para a empresa, a partir da cobrança pelo uso da água”, acrescentou.

Instituto Consulado da Mulher

A segunda mesa-redonda do Fórum, com foco nas boas práticas de Responsabilidade Social Corporativa, foi aberta pelo diretor adjunto de RS no Ciesp, Luiz Fernando Araújo Bueno, com a exibição de um vídeo da Eco92, conferência realizada no Rio de Janeiro, em que uma garota canadense faz um apelo comovente ao mundo em defesa do planeta.

Atualmente com 30 anos, Severn Suzuki tornou-se ativista ambiental, como seus pais, e trabalha em projetos socioambientais no seu país.

“Esse discurso sensibiliza sempre, embora já tenha 18 anos”, comentou Bueno ao abrir o painel que teve participação da Fundação Cosan e do Instituto Consulado da Mulher, braço social da Whirlpool Latin America, e seus programas de geração de trabalho e renda entre mulheres.

A empresa recebeu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2009 e foi considerada, em pesquisa recente, a melhor empresa para se trabalhar.

“Os investimentos sociais da Whirlpool são da ordem de R$ 4 milhões ao ano”, assinalou Leda A. Börger, coordenadora geral do Instituto Consulado da Mulher, criado há oito anos em Rio Claro. Hoje, o Instituto mantém programas sociais também em Joinville (SC), Manaus (AM) e na capital paulista.

Dicionário Ambiental Básico

Ao final do encontro, o Ciesp Rio Claro presenteou participantes com a entrega do Dicionário Ambiental Básico, idealizado pelo promotor de Justiça José Fortunato Neto. Já em quinta edição, a cartilha lançada em 2008 tem sido distribuída nas escolas da rede pública e nas empresas, visando oferecer uma iniciação à linguagem ambiental.

Leia mais:

Veja aqui a cobertura completa do evento

Gestão pública e desenvolvimento de longo prazo são temas de debate na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp,

O Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Fiesp discutirá, na nesta segunda-feira (21), a “Gestão e Governança do Brasil numa visão de longo prazo”. Para conduzir o debate, Jorge Gerdau, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, fará apresentação sobre as principais metas para aliar o desempenho econômico e social.

Um dos maiores empreendedores brasileiros, Gerdau é fundador do Movimento Brasil Competitivo, no qual participam governantes e outros empresários-chave do cenário brasileiro.

A reunião do Consea será fechada e se realizará na segunda-feira (21), das 10h às 12h30, na Sala Executiva da sede da Fiesp, à Av. Paulista, 1313.

Código Florestal não respeita necessidades dos Estados, diz secretário de Meio Ambiente

Agência Indusnet Fiesp

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José Carlos Carvalho, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, José Carlos Carvalho, criticou nesta terça-feira (24/11), durante reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, as diretrizes da política ambiental do Governo Federal.

Para ele, as leis provenientes da União são simétricas, ou seja, valem indiscriminadamente para todo o território brasileiro, que, por definição, possui características bem distintas.

“O código federal é tão detalhista que usurpa dos Estados seu direito constitucional de legislar de acordo com suas especificidades”, alegou o secretário.

Além disso, Carvalho esclareceu que os impasses entre o setor produtivo e as regras ambientais são resultado de um modelo de gestão ultrapassado, que não atende mais às exigências do País.

Descompasso

A logística da gestão existente, prosseguiu o secretário, é baseada exclusivamente na concessão dos licenciamentos ambientais, quando deveria incorporar o zoneamento ecológico e econômico, uma avaliação ambiental estratégica e o monitoramento de finalidades, para se afastar da burocratização.

“No Brasil, há uma cultura de se confundir eficiência do controle com excesso de regras. O que poderia ser um sistema inteligente acumula-se em prejuízos às políticas públicas”, ressaltou Carvalho.

Em sua opinião, por não possuir uma estrutura adequada, o discurso ambiental brasileiro intensifica o ataque a determinadas práticas, principalmente às relacionadas ao uso da terra. “Se o zoneamento logístico das regiões brasileiras existisse, seria possível verificar que tipos de produção elas podem suportar”, destacou.

Este processo agilizaria a gestão do governo e as decisões de investimento dos empreendedores, já que “com as informações sistematizadas, teríamos um banco de dados capaz de mostrar a vulnerabilidade de cada área”, concluiu.