Lançamento da norma ABNT NBR ISO 14001:2015

Confira a apresentação realizada por Haroldo Mattos de Lemos, Superintendente do Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental (ABNT/CB-38), durante o lançamento da norma ABNT NBR ISO 14001:2015 que ocorreu dia 26 de novembro de 2015 aqui na Fiesp.


Mais detalhes sobre as mudanças da nova versão da norma, faça o download da publicação elaborada pela Fiesp –  ISO 14001 – Sistemas da gestão ambiental – Requisitos com orientações para usoque apresenta os pontos principais da nova versão da norma ISO 14001, lançada em setembro de 2015.


Confira os detalhes sobre o lançamento da Norma, ocorrida na Fiesp, clicando aqui.

Brasil participa da 17ª Plenária do Comitê de Gestão Ambiental da ISO, no México

Agência Indusnet Fiesp,

O Departamento do Meio Ambiente (DMA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) integrou recentemente a delegação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), na 17ª Reunião Plenária da ISO, realizada de 12 a 17 de julho em León (México).

Na plenária final, os integrantes das delegações dos países participantes apresentaram diversos resultados, tendo destaque os seguintes assuntos:

1)Revisão da norma de rotulagem ambiental

– Foi aprovada a definição de nova representação do símbolo indicativo que o produto deve ser separado para coleta seletiva por parte do consumidor. O símbolo aceito foi o do Brasil, fruto da parceria entre o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) e a Associação Brasileira de Embalagem (Abre).

2)Elaboração e discussão da norma sobre Pegada de carbono

– A ISO TR 14069 é um relatório técnico que servirá de orientação à definição da pegada das organizações. A coordenação deste grupo, do WG3/SC07, é da França, mas o Brasil participa dele.

Após análise de mais de 100 comentários à versão atual do relatório, também foi aprovada proposição do Brasil (representado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais-Fiemg) sobre a inclusão de nova categoria de emissões diretas, referente a emissões e remoções de GHG a partir da biomassa.

O texto será providenciado pela delegação brasileira até setembro próximo. Foi incluída, entre as categoriais de emissões de GHG, a de emissões diretas por combustão de fonte móvel. A medida auxilia as organizações quando forem estabelecer os seus inventários.

3)Elaboração da Norma sobre “Pegada da Água”

– O Brasil também integrou este Grupo de Trabalho. As organizações terão de considerar a quantificação de consumo de recursos hídricos e os impactos sobre os mesmos, bem como as definições e restrições colocadas em marcos regulatórios, que variam de país para país e, dentro desses, de região para região.

4)Divulgação e aplicação do guia ISO 64 sobre aspectos ambientais em normas de produtos considerando a abordagem do ciclo de vida

– A divulgação do Guia ISO 64 está sendo considerada adequada pela ISO. O tema ganhará um portal virtual no qual serão disponibilizadas informações sobre o guia, com orientações para uso na normalização de produtos.

A representação do DMA/Fiesp reforçou a informação que, no Brasil, o guia ISO 64 encontra-se disponível, em português, e, apesar de não ser gratuito, está sendo consultado pelo Comitê Brasileiro de Normalização de Produtos Eletroeletrônicos, que desenvolve normas de produtos com aspectos ambientais.

A ISO é uma instituição independente que reúne organismos técnicos de uma centena de países. O objetivo é tratar da normalização ambiental internacional.

Brasil vai mostrar que 50% das indústrias já promovem gestão ambiental

Lucas Alves, de Copenhague, para Agência Indusnet Fiesp

Dono de 20% da biodiversidade e de 12% de toda a água potável do planeta, o Brasil quer mostrar, durante a Conferência do Clima que a Organização das Nações Unidas (ONU) realiza até sexta-feira (18) na Dinamarca, que também faz gestão ambiental no setor privado.

Para apresentar os números brasileiros, o diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Nelson Pereira dos Reis, fará palestra nesta segunda-feira, às 17h30, hora local de Copenhague (14h30, horário de Brasília), no Espaço Brasil, na COP15.

De acordo com Reis, entre alguns dados, vale destacar que:

  • 76% das empresas possuem indicadores do consumo específico de energia;
  • 98% oferecem programas de treinamentos ambientais a seus funcionários;
  • 62% trabalham com redução do consumo de água.

“Estes são apenas alguns dados para dar ideia do que o setor privado do Brasil já promove em relação aos cuidados com o meio ambiente”, informa.

Segundo o diretor, além da consciência dos empresários, as boas práticas ambientais têm aumentado por conta da exigência do consumidor, que cada vez mais opta por produtos sustentáveis.

A principal prova disso é que quase metade das corporações brasileiras (46%) só contratam fornecedores que utilizam procedimentos que fazem gestão ambiental. Além disso, cerca de 48% das empresas dispõem de projetos para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e 42% já utilizam fontes renováveis de energia.

Para garantir a efetividade e a autenticidade de tais programas, o governo brasileiro mantém conselhos responsáveis pelo acompanhamento e pela formulação de políticas públicas sobre meio ambiente.

Eles agregam representantes do setor produtivo e da sociedade, como o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), conselhos estaduais e comitês de bacias hidrográficas.