Contribuição da Indústria de Transformação para o Equilíbrio Fiscal do País

Elaborado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), o estudo Contribuição da Indústria de Transformação para o Equilíbrio Fiscal do País levanta e se propõe a responder a alguns questionamentos em meio à situação atual das contas públicas do governo federal.

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Aumento dos gastos públicos não acompanhará a receita, diz economista do BNDES

Agência Indusnet Fiesp,

Em reunião do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Fiesp, o chefe do Departamento de Risco do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fábio Giambiagi, não mostrou-se pessimista em relação ao futuro das contas públicas do governo para este ano.

Isso, mesmo após afirmar que a receita da União tende a diminuir em 2009, principalmente por conta do arrefecimento da produção industrial, além dos gastos com a previdência social e com o aumento do salário mínimo.

“No ano passado a expansão dos gastos públicos foi alta, mas acompanhou a receita. Agora a situação é diferente […] O quadro que se confirma é de um aumento dos gastos com diminuição da receita”, disse o economista, após reunião do Cosec.

Giambiagi explicou que a situação ainda não é tão grave, devido à “gordura” nas contas públicas, que pode conter os impactos da crise internacional. No entanto, disse que para 2010, caso a produção industrial não apresente sinais de recuperação, o governo enfrentará dificuldades em equilibrar a receita com a despesa, pois não haverá mais “gordura” a queimar.


Projeções

Também presente na reunião, o diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Bradesco, Octávio de Barros, defendeu a redução dos juros para frear a crise, mas afirmou que, entre os “feridos” desta turbulência econômica, o Brasil irá se sobressair.

Projeções do banco mostram um crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 0,6% em 2009, o que coloca o País no quarto lugar no ranking dos melhores desempenhos econômicos.

O Brasil só perderia posições para a China, com crescimento de 6,5%, Índia (5%) e Indonésia (2%).