Na Fiesp, secretário de Energia e Mineração de SP fala em futuro com fontes renováveis

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

João Carlos de Souza Meirelles, secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, participou da reunião desta terça-feira (28 de março) do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp (Cosema). Fez a palestra A Política Estadual de Energia e o Meio Ambiente, destacando que não há como discutir sustentabilidade sem discutir desenvolvimento econômico.

São Paulo, disse o secretário, tem a matriz energética mais limpa do mundo. Energias renováveis respondem por 58% da produção no Estado. E é imprescindível produzir mais energia renovável. Isso faz parte das diretrizes estratégicas do Estado. A grande produção de etanol no Estado dá base para a sustentabilidade na energia.

Outra diretriz é fomentar o gás natural como garantia de oferta firme e de transição para as renováveis. Destacou que falta, por enquanto, tecnologia de armazenamento da energia produzida por células fotovoltaicas.

A geração de energia perto dos centros consumidores é outra diretriz, por segurança energética. São Paulo importa 63,8% da energia que consome. Uma medida para ter mais energia de backup é a construção planejada de usinas termelétricas a gás, para evitar apagões e outros problemas. “Cada vez mais precisamos de qualidade da energia.”

Outra diretriz é a busca de eficiência energética, bem como a redução das emissões de carbono. E todas as diretrizes devem ser capazes de gerar trabalho e renda, afirmou Meirelles.

Reunião do Cosema em 28 de março com a participação de João Meirelles, secretário de Energia e Mineração de São Paulo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Reunião do Cosema em 28 de março com a participação de João Meirelles, secretário de Energia e Mineração de São Paulo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Petróleo e gás

O potencial do Estado no petróleo é o maior do Brasil, mas São Paulo não tem discutido o setor, por falta de tradição, disse Meirelles. E isso apesar de São Paulo ter a maior produção de máquinas e equipamentos para exploração de petróleo. A discussão foi delegada à Petrobras. “Até do ponto de vista ambiental precisamos discutir esse tema”, afirmou.

Como a quase totalidade dos campos paulistas do pré-sal tem a produção associada de gás natural e de petróleo, com o gás sendo reinjetado por falta de demanda, o que pode ser feito por tempo limitado, faz sentido usá-lo, argumentou. E com o esgotamento do potencial hidrelétrico, o gás natural como combustível de termelétricas de alta eficiência e pouquíssimo poluentes é a alternativa, disse Meirelles.

O secretário explicou o plano de expansão da rede de distribuição de gás natural em São Paulo e a instalação de novas termelétricas a gás na capital. Siemens/Gazem e AES Tietê vão gerar em duas novas áreas no canal Pinheiros, perto da represa Billings, 1.500 MW, com investimento de R$ 6 bilhões e consumo de 6 milhões de metros cúbicos de gás por dia. A queima, explicou, é muito mais limpa que a de múltiplos geradores a diesel hoje necessários por segurança energética.

Meirelles disse que o complexo do Hospital das Clínicas passará por um processo de melhora de eficiência energética e de implantação de geração distribuída. Terá células fotovoltaicas. Tudo será feito em parceria com o setor privado, modelo a ser usado também no Instituto Butantan.

Há potencial de 35,4 GW de produção de energias renováveis no Estado, disse Meirelles, que mostrou tecnologias para geração fotovoltaica – por exemplo, no parque Villa Lobos.

O secretário também explicou o Programa Paulista de Biogás, para incentivar a produção de biometano nas usinas de cana de açúcar. E com a introdução dos motores flex diesel e gás seria possível economizar 1,3 bilhão de litros de diesel por safra de cana e reduzir a emissão de CO2. Para isso Meirelles pediu apoio da Fiesp para incentivar fabricantes de caminhões a aumentar a produção usando motores flex.

O Estado tem 97% de sua população em área urbana, com demandas como energia elétrica e coleta e destinação de lixo. Parte dele deverá ser usado em unidades de recuperação energética (URE).

Outro tema é o tratamento de cavas de mineração. Parte delas poderia, exemplificou Meirelles, ser usado para produção de energia solar.

A recuperação do complexo Pinheiros-Billings, com requalificação das águas, culminará com a total despoluição do rio, afirmou o secretário. E permitirá o total aproveitamento da usina Henry Borden.

Walter Lazzarini, presidente do Cosema, conduziu a reunião.

Fiesp debate perspectivas para o setor de gás natural

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp promoveu na tarde desta segunda-feira (31/10) um seminário para debater as perspectivas para o setor de gás natural no Brasil, na sede da entidade. Carlos Cavalcanti, diretor titular do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra), ressaltou, durante a abertura do evento, que o objetivo do encontro é colocar agentes do setor privado num diálogo franco e estreito com o setor público. “Queremos aproveitar todo o processo de reestruturação da Petrobras para contribuir para uma nova política de gás no Brasil, mais centrada em participação privada e com debate direto com consumidores aqui representados pela Fiesp”, disse.

Matheus Batista Bodnar, coordenador geral de acompanhamento, desenvolvimento de mercado e produção do Ministério e Minas e Energia (MME), apresentou as diretrizes estratégicas do projeto “Gás para Crescer” do governo. Segundo Bodnar, as premissas básicas para o desenvolvimento dessas diretrizes são: adoção de boas práticas internacionais, atração de investimentos, aumento da competição, diversidade de agentes, maior dinamismo e acesso à informação, participação dos agentes do setor e respeito aos contratos assinados. “A iniciativa tem como objetivo colher contribuições de agentes de vários setores, como associações representativas, governos estaduais e empresas para propor medidas concretas de aprimoramento da estrutura normativa do setor de gás, tendo em vista a redução da participação da Petrobras nesse setor”, afirmou o coordenador. A agenda prevê que em novembro as propostas de políticas e diretrizes do projeto sejam submetidas às instâncias competentes.

O núcleo de trabalho do projeto é formado por representantes do MME, da Agencia Nacional de Petróleo (ANP) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O MME está focado na gestão independente integrada do sistema de transporte e instalações de estocagem, na política de comercialização do gás natural da parcela da União nos contratos de partilha, nos desafios tributários e no apoio às negociações para contratação de gás boliviano e/ou outras alternativas. A agência, no entanto, tem as suas atividades focadas na competição da oferta do gás natural, indicando opções que poderão levar à ampliação da oferta no país, e à EPE está reservada a tarefa de estudar o compartilhamento de infraestruturas essenciais, estimular a harmonização entre as regulações estadual e federal, incentivar o desenvolvimento da demanda por gás natural e harmonização entre o setor elétrico e o de gás natural.

Com relação aos aprimoramentos regulatórios para o mercado de gás natural, Marco Antonio Barbosa Fidelis, especialista em regulação do petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural da ANP, disse que a agência vem realizando o processo de consolidação do marco regulatório por meio de normas com caráter técnico e respeito aos contratos vigentes, buscando a eficiência e o incentivo à concorrência nas atividades potencialmente concorrenciais da cadeia. Segundo Fidelis, o processo de desinvestimento da Petrobras em curso traz a oportunidade de entrada de novos agentes no mercado. “Há a necessidade da transição entre a estrutura atual e uma indústria com um mercado concorrencial, além de transição para introdução da concorrência na comercialização e uma mudança para um acesso ao transporte mais adequado à concorrência na comercialização”, ressaltou.

Marco Tavares, sócio da Gas Energy, falou sobre cinco ações prioritárias que podem ser implementadas rapidamente: realizar leilões de cessão de capacidade firme nos gasodutos existentes pela ANP, ter acesso negociado com acompanhamento da ANP dos gasodutos de escoamento, ter um fornecedor de última instância (back up), elaborar um sistema de informações online de capacidades reais, fluxos instantâneos, contratos padrão de transporte firme e interrompível, e a ANP promover acordo de regulação com Estados em que não exista estrutura regulatória adequada à nova legislação e ao novo momento do gás no Brasil.

Incentivos para expansão

Augusto Salomon, presidente da Abegas, acredita que para o potencial do setor de gás se materializar, é fundamental construir ambiente que favoreça investimentos na cadeia como um todo. “É necessário ter princípios para atrair investimentos, possuir sólido marco regulatório do setor, ter transparência nas condições e relações comerciais entre os elos da cadeia, priorizar decisões economicamente eficientes e com benefícios para o setor e sociedade, além de criar um ambiente regulatório e econômico estável e previsível, permitindo projeções confiáveis, e oportunidades e acessos não discriminatórios entre os investidores”, afirmou.

O encontro também contou com a presença de José Mauro Ferreira Coelho, diretor de petróleo, gás e biocombustíveis da EPE, e Lucien Belmonte, diretor adjunto da divisão de energia do Deinfra.

Seminário na Fiesp teve como tema as perspectivas do setor de gás natural. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Secretário de Energia defende gás natural na matriz energética

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp realizou nesta quinta-feira (28/7) o workshop “Usos múltiplos do gás natural”, na sede da entidade, para debater as oportunidades e os desafios nesse segmento. João Carlos de Souza Meirelles, secretário de Energia e Mineração do Governo do Estado de São Paulo, abriu o evento falando do compromisso do governo com o setor. “Temos urgência e a determinação de incluir gás natural na matriz energética no Estado de forma decisiva.” Para ele, é necessária a participação ativa do setor privado para que o setor se desenvolva mais. “Mas para ele [setor privado] poder participar, é preciso ter garantias, segurança jurídica, regulatória e institucional”, ressaltou.

Meirelles explicou que as fontes solar e eólica são intermitentes e, para garantir segurança energética, é necessária uma energia na base que hoje, segundo ele, é o gás natural. “Uma proposta é a construção de termelétricas a gás natural nos grandes centros consumidores”, afirmou. Segundo o secretário, foi enviada ao Conselho Nacional de Política Energética uma série de diretrizes estratégicas que a secretaria julga fundamental para alavancar o setor. Meirelles destacou o desenvolvimento de estratégias que garantam a articulação entre os subsistemas de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica e entre esses e os sistemas de petróleo e gás e de fontes renováveis; viabilização da expansão de oferta de energia por meio de participação de termoelétricas a gás natural na base; taxas elevadas de crescimento da participação do gás na matriz energética, condição indispensável à ampliação da participação de fontes renováveis; ter geração de energia próxima aos centros consumidores e aumentar os níveis de segurança energética nacional.

Marcelo Mendonça, gerente de planejamento estratégico e competitividade da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), também esteve presente no evento e falou sobre a importância da indústria do gás canalizado para a economia. “A indústria do gás canalizado desempenha um papel importante na economia brasileira, gerando receitas, impostos e investimentos de bilhões de reais, além de gerar quase 20 mil empregos diretos e indiretos. O número pode dobrar se os investimentos forem acelerados.”

Segundo Mendonça, estima-se um potencial de 6 GW que poderiam ser desenvolvidos no Brasil até 2020, caso fossem dados os incentivos necessários. “Somente no estado de São Paulo, estaríamos falando de um potencial de 3,7 GW.” Para dar ideia dos ganhos na cadeia produtiva, o gerente falou sobre um estudo publicado recentemente, elaborado pela consultoria americana Navigant Research, que revela que a capacidade instalada da cogeração na classe industrial irá crescer 50% nos próximos 10 anos, de 317,9 mil MW para 483,7 mil MW. “Em termos de valor, esse mercado deverá saltar de US$ 19,7 bilhões para US$ 29,8 bilhões no período”, disse.

Sérgio Luiz da Silva, diretor de planejamento e suprimento da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), afirmou que o gás natural tem grande oferta e que a companhia conta com robusta e segura infraestrutura de distribuição. “Temos amplas oportunidades de aplicações para todos os segmentos, cada vez mais competitivos, com mais eficiência e melhores resultados.”

O evento foi mediado pelo diretor da Divisão de Energia do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra), Ricardo Pinto, e também contou com as presenças de Luís Fernando Quilici, diretor de relações institucionais e governamentais da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer) e Newton Duarte, presidente da Associação Cogeração Energia (Cogen).

Workshop Usos múltiplos do gás natural, promovido pela Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em meio à crise, especialistas da indústria de petróleo pedem atenção ao setor durante workshop na Fiesp

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O cenário do setor brasileiro de petróleo é dramático este ano e precisa de atenção, afirmou Flavio Rodrigues, diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), durante o workshop “Petróleo e Gás Natural: Perspectivas e Desafios” promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Paulo (Fiesp), nesta quarta-feira (21/10), na sede da entidade.  Segundo o diretor, é preciso estar alerta devido à queda no preço internacional do petróleo, que ocasionou a redução nos investimentos da Petrobrás e o recuo econômico no país.

Para ele, é necessário tomar algumas medidas para aumentar a atratividade no Brasil e fomentar investimentos no setor. “Isso inclui mudanças no modelo de conteúdo local e no sistema de partilha para o pré-sal, estabilidade tributária e regulatória. Desta maneira, há possibilidade de outros operadores nesta área”, exemplificou.

“A crise ficou ainda mais aguda devido aos já citados problemas financeiros da Petrobrás. Como os investimentos da estatal representam de 70% a 80% do total do setor, vocês podem avaliar o que isso representa em termos de retração para a indústria como um todo?”, questionou Álvaro Teixeira, diretor da divisão de energia do departamento de infraestrutura (Deinfra) da Fiesp e mediador do workshop.

Também presente no encontro, Eloi Fernandez, diretor geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), afirmou que a indústria de petróleo brasileira “sofre hoje dificuldades por conta da forte dependência de um único comprador, a Petrobras. E acontece o que estamos passando atualmente, quando dá um problema com esse cliente, estagna tudo”, disse. Segundo Fernandez, para que o Brasil se torne competitivo na área e tenha uma atividade viável é necessário que o preço do barril seja acima de U$ 50.
>> Ouça reportagem sobre o setor de petróleo e gás

Workshop na Fiesp sobre perspectivas e desafios para o petróleo e o gás natural. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Gás natural no Brasil

Edmar de Almeida, Professor Doutor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também convidado do evento, falou sobre as perspectivas do mercado nacional de gás natural. Aproximadamente 50% do total da oferta de gás no Brasil é importada. Segundo o professor há barreiras aos investimentos em exploração e produção de gás em terra no Brasil. “O desenvolvimento do gás em terra vai precisar de políticas específicas, mudanças regulatórias e/ou novos mecanismos de incentivos”, afirmou.

Com relação à exploração de gás não convencional (shale gas) no Brasil, Almeida aponta os desafios. “É preciso disseminar conhecimento técnico sobre os não convencionais, coordenar institucionalmente e buscar uma visão convergente no Estado Brasileiro, capacitar institucionalmente para regular e fiscalizar e atrair empresas interessadas em investir no aprendizado tecnológico para produzir gás e óleo não convencional nas condições geológicas brasileiras.”

Oportunidades
Única representante da indústria química no workshop, Fatima Ferreira, diretora da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) falou da expectativa em relação ao pré-sal. “A matéria-prima é o diferencial de competividade para o setor, e o pré-sal é uma grande oportunidade para o Brasil. Sem matéria-prima competitiva não existe indústria petroquímica”, disse.

Para Fatima, o uso do gás também é uma oportunidade de diversificação e aumento da competitividade. “Hoje não temos gás natural competitivo. Já tivemos no passado, o que nos levou a investir em fábricas que vêm sendo gradativamente fechadas. A indústria química é também a única que utiliza gás natural como matéria-prima. Nesta aplicação, o consumo é de apenas 1,4 milhão de m3/dia. No entanto, nesse uso se agrega em média 8 vezes o valor do gás nas cadeias”, disse.

Segundo a diretora, o setor químico é um dos grandes propulsores da economia brasileira, e o aumento de produção da indústria química estimula a produção de outros setores, havendo um efeito dinâmico em cadeia.

Venda de distribuidoras de gás natural da Petrobras prejudica concorrência no setor

Fato relevante divulgado pela Petrobras na terça-feira passada (22/9), referente à venda da Gaspetro, informa que a empresa “está em negociação final com a Mitsui Gas e Energia do Brasil Ltda para a venda de 49% da holding”. Isso mantém o monopólio no setor de distribuição de gás, que continuará sob regime estatal, com 51% da holding nas mãos da Petrobras.

A Petrobras deveria ter aproveitado a oportunidade para aumentar a eficiência da cadeia de gás natural, que tem importância estratégica na recuperação da atividade industrial do país e na geração de empregos.

A venda, da forma anunciada, consolida a situação de falta de concorrência na distribuição de gás natural, que é danosa para o preço do produto, importante insumo para a indústria. Para fazer caixa no curto prazo, a Petrobras sacrifica a perspectiva de longo prazo da indústria brasileira, ao inibir novos investimentos no setor.

O processo de venda renderá à Petrobras menos dinheiro do que poderia. Uma estratégia de venda de cada distribuidora individualmente ou em blocos regionais aumentaria significativamente o valor do negócio, além de contribuir para o aumento da concorrência.

A posição da Fiesp é que a Petrobras se restrinja a atuar na área de exploração e produção e deixe a operação da malha de gasodutos e a distribuição de gás natural. “Obviamente, o resultado seria mais efetivo se a Petrobras vendesse, neste momento, 100% de sua participação nas distribuidoras, concentrando-se na produção de petróleo e gás, que é sua atividade-fim”, diz Paulo Skaf, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

O atual modelo tira a esperança de ter o gás natural como fator de competitividade da indústria brasileira.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP

Petrobras precisa ter papel menor no gás natural para permitir concorrência, diz vice-presidente do Coinfra

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

“Precisamos ter um mercado de concorrência no preço do gás natural no Brasil. O momento é tentar discutir qual o projeto de desinvestimento da Petrobras, para criarmos uma política de gás que seja competitiva para o país”, afirmou Carlos Cavalcanti, vice-presidente do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Fiesp. A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira (9/9), durante a reunião mensal do conselho, ocorrida na sede da entidade, que abordou os desafios e oportunidades do gás natural no Brasil.

Segundo Cavalcanti, a ideia é desverticalizar a cadeia do gás natural no país, limitar o papel da Petrobras apenas às atividades de exploração e produção (E&P) e aumentar e permitir a atuação de empresas privadas nos setores de E&P, transporte e distribuição de gás natural. “Isso nos trará mais investimentos, aumento da oferta, atração de novos players e criação de um ambiente concorrencial. Modelo que interessa ao país e promove a competitividade da indústria”, afirmou.

Também presente no encontro, Augusto Salomon, presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), acredita que as barreiras e obstáculos ao crescimento do setor de gás natural no Brasil são o papel dominante da Petrobras na infraestrutura e políticas de governo que não reconhecem o papel do gás. “Falta oferta abundante e preços competitivos, há descasamento entre a operação das termoelétricas e os outros segmentos do mercado. Capacidade reduzida de investimento dos estados e da Petrobras na infraestrutura de gás e a falta de leque de financiamento em condições atraentes também contribuem para que o setor não alavanque”, disse.

Reunião do Coinfra em 9 de setembro, que teve como tema o gás natural. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

O gás canalizado ainda é pouco desenvolvido no Brasil. Apenas 3,8% dos domicílios são abastecidos com gás canalizado, contra mais de 60% nos Estados Unidos, Europa, Argentina e Colômbia. No entanto, há um enorme potencial para alavancar novos investimentos nos próximos anos. Segundo Salomon, a indústria do gás canalizado desempenha um papel importante na economia brasileira, gerando receitas, impostos e investimentos de bilhões de reais. A despeito da crise econômica, em 2014 a indústria investiu R$ 1,5 bilhões. A indústria gerou quase 20 mil empregos diretos e indiretos. O número pode dobrar se os investimentos forem acelerados.

Mercado atual

O consumo de gás natural quase dobrou em sete anos, e o número de consumidores quase triplicou em 10 anos. A maior parte do crescimento se deve a investimento das distribuidoras privatizadas. “O segmento residencial registrou um crescimento de 100% em 10 anos, com concentração nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, a partir de maciços investimentos da Comgas e CEG”, afirmou Salomon.

No entanto, os segmentos industrial, automotivo e cogeração tiveram seus consumos paralisados devido a preços altos e dificuldades enfrentadas pela indústria brasileira, à política de preços para gasolina e à ausência de política de incentivos, respectivamente.

Apesar do potencial, o mercado de gás está estagnado.A maior parte do crescimento da oferta, incluindo os terminais de gás, tem visado o atendimento das termoelétricas. O gás natural veicular, que já foi uma promessa com diversas campanhas de incentivo, vem tendo seu papel reduzido ao longo dos anos, na contramão do aumento da frota de carros e das importações de gasolina/diesel e devido ao preço elevado do gás. Indústrias e novos projetos se transferem para outros países, como os Estados Unidos e Oriente Médio, ou trocam de combustíveis”, afirmou o presidente.

Agenda positiva

Para Salomon, uma agenda positiva para o setor seria incentivar a eficiência setorial, aumentar a oferta de gás, ter políticas de preços e financiamentos e reduzir o papel do governo nos investimentos. “Ações como garantir o acesso de outros produtores a dutos de escoamento e estimular novos empreendimentos privados e reduzir o papel da Petrobras no controle da infraestrutura de gás contemplam esta agenda”, afirmou.

Gás natural: especialistas sugerem medidas para desenvolver mercado no Brasil

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Painel destacou importância do gás natural para o desenvolvimento econômico e aumento da competitividade da indústria brasileira. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Com pontos de vista do governo federal, de representantes da indústria e empresas da área de energia, foi realizado na manhã desta terça-feira (06/08), o seminário “Aumento da oferta e desenvolvimento do mercado: quando o sonho se tornará realidade?”, para debater as perspectivas do gás natural no Brasil.

O evento fez parte do 14º Encontro de Energia, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A coordenação do seminário foi do diretor da Fiesp, José Eduardo Otero Vidigal Pontes.

Amilcar Gonçalves: EPE projeta crescimento da produção potencial em torno de 12% ao ano. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Todos os palestrantes falaram sobre as dificuldades do mercado de gás natural no Brasil e também foram unânimes em ressaltar a importância dessa matriz energética para o desenvolvimento econômico e aumento da competitividade da indústria brasileira.

O diretor da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Amilcar Gonçalves Guerreiro, apresentou estudos e projeções realizadas pela empresa. “A nossa perspectiva, para os próximos 10 anos, prevê o crescimento da produção potencial em torno de 12% ao ano e o aumento da oferta de 7% ao ano.”

“Diante dessas circunstâncias, não mostra uma perspectiva de sobra de recursos nos próximos anos, mas sim de uma situação de equilíbrio”, concluiu Guerreiro.

Symone Santana: conexão entre indústria de gás e de energia elétrica é um desafio a ser enfrentado. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Trazendo a visão da gestão pública, Symone Christine Santana , diretora do Ministério de Minas e Energia (MME), enumerou ações realizadas pelo governo federal – as rodadas de leilões, entre elas.  Mas recordou que “uma indústria do gás equilibrada não requer somente a mão da União, mas tem também os aspectos que dizem respeito a uma interação com os estados.”

Com base nas rodadas, a diretora do MME também falou sobre a possibilidade de junção da indústria de gás e as termoelétricas. “As recentes mudanças empreendidas no setor elétrico demonstram uma tendência de uma intensificação da geração termoelétrica. Essa conexão entre essas duas indústrias, do gás e de energia elétrica, é um desafio grande que esse governo precisa tratar, do ponto de vista de planejar a energia.”

Quebra de monopólio

Lucien Belmonte, da Abividro: contra a verticalização no mercado de gás natural. Foto: Julia Moraes/Fiesp

O superintendente da Associação Técnica Brasileira da Indústria de Vidro (Abividro), Lucien Belmonte, tem expectativas pessimistas, a curto e médio prazo, para o mercado de gás natural.

Ele citou o shale gas americano, usado não só de forma econômica, mas geopolítica. “Quando vocês olham as discussões de reservas internacionais de shale gas, a maior é a da China. Se a China começar a achar shale e se livrar das restrições ambientais que ela tem de produzir tudo com carvão, e se tiver um insumo barato, o que vai acontecer com o Brasil? Vai sobrar alguma coisa de indústria para gente?”, questionou.

Belmonte cobrou uma maior participação do Estado para buscar a quebra de monopólio da Petrobras. “Um player único não vai adiantar. A Petrobrás legitimamente defende seu mercado. Quem deveria proibir é o Estado, que deveria estar pensando de uma forma mais estratégica a questão dos insumos. Proibir a verticalização entre produção, escoamento, transporte e distribuição. É um ponto fundamental: a quebra desses monopólios sucessivos na mão de um agente.”

Marco Tavares, CEO da Gas Energy: "É preciso ter a visão do gás como matriz energética." Foto: Julia Moraes/Fiesp

Marco Tavares, CEO da Gas Energy, também defendeu mudanças para o mercado de gás para garantir a sobrevivência da indústria nacional. “A gente tem um trem vindo contra nós e estamos parados olhando esse trem chamado competitividade. O Brasil está caminhando diretamente para a perda completa da competitividade industrial.”

Para Tavares, é preciso ter a visão do gás como matriz energética. “Temos uma demanda reprimida e uma oferta excedente. Temos que equilibrar e buscar esse desenvolvimento da demanda, de forma estruturada e pensada. Devemos atacar o problema com duas medidas fortes: buscar mexer na política setorial e com uma nova regulação”, afirmou. “Precisamos fazer o choque de oferta chegar ao mercado.”

 

Equipe econômica do governo estuda reduzir o preço do gás natural para indústria, segundo Brasil Econômico

Agência Indusnet Fiesp

Técnicos dos Ministérios da Fazenda, Desenvolvimento e Minas e Energia estudam maneiras de reduzir a tarifa do gás natural paga pela indústria e devem enviar uma proposta à presidente Dilma Rousseff. O ministro Guido Mantega confirmou que estuda medidas nesse sentindo com a Petrobras.

A apuração é do jornal Brasil Econômico. Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (28/09), Mantega afirma que “faz parte do projeto de competitividade, só que a gente não consegue fazer mais de 200 coisas por vez”.

Gás e Energia

Assim como a energia, o gás é um insumo importante e caro para o setor produtivo. Recentemente, o governo anunciou uma redução do preço de energia em 16,2% para consumidores residenciais e até 28% para o setor produtivo.

A medida foi bem recebida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que há mais de um ano conduziu a campanha Energia a Preço Justo – instrumento de cobrança às autoridades pela redução de um dos mais importantes componentes do Custo Brasil e que afeta a competitividade.

Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.

Energia: ‘Competitividade da indústria está ameaçada’, afirma Skaf ao jornal Valor

Agência Indusnet Fiesp

Em suplemento especial sobre Energia publicado no jornal Valor Econômico desta segunda-feira (13/08), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, afirmou que, com o vencimento das concessões a partir de 2015, o governo tem uma “oportunidade de ouro” para solucionar o entrave do elevado custo da energia elétrica no Brasil.

Ao alertar que “a competitividade da indústria está ameaçada”, Skaf aponta que a licitação das concessões, cuja idade média é de 56 anos, é essencial. “Quem não amortizou uma usina dessas em mais de meio século vai precisar de quanto mais tempo?”, questionou o presidente da Fiesp/Ciesp, durante o 13º Encontro Internacional de Energia, promovido pela entidade paulista em parceria com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

No suplemento, o jornal aborda outros temas como a defesa de um mercado livre para o gás natural – nos mesmos moldes existentes para a eletricidade –, e destaca que as prorrogações podem parar na Justiça.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.
Resumo
Caderno especial do jornal destaca o presidente da Fiesp/Ciesp, que exige a licitação das concessões de energia elétrica vigentes há mais de 50 anos

Na Globo News, presidentes da Fiesp e Firjan reforçam necessidade de novos leilões de energia em 2015

Agência Indusnet Fiesp

Em entrevista ao Jornal das Dez, do canal Globo News, Paulo Skaf e Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, respectivamente presidentes das Federações das Indústrias do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro (Fiesp/Firjan), reforçaram a necessidade da realização de novos leilões de  concessão de energia elétrica – tema central do 13º Encontro Internacional de Energia, realizado pelas entidades nos dias 6 e 7 de agosto, em São Paulo.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, em entrevista ao Jornal das Dez da Globo News

“Temos uma oportunidade agora em 2015, com o vencimento dos contratos de concessão. A lei determina que sejam feitos novos leilões, e com isso a tendência é haver uma grande queda no preço da energia elétrica”, apontou Skaf.

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, emendou, afirmando que o governo “deve ter força e ser ousado”, como na recente redução dos juros.

“É preciso forçar as concessionárias para que reduzam o fator G [geração de energia] de tal forma que a tarifa possa ser reduzida mais de 35%, e não é pedir demais; é para nós ficarmos em um nível do que é cobrado no mundo. Agora, se falar em 10% como o governo aventou em primeiro lugar, é absolutamente ridículo”, declarou Vieira.

Gás natural

Importante insumo energético de produção nas indústrias brasileiras, o gás natural no país tem a tarifa mais cara que a da Espanha, Itália, Estados Unidos e Rússia. E apesar do cenário, não sinaliza queda no preço.

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, alegou que o gás brasileiro é associado ao petróleo e está muito perto do mercado – a 300 quilômetros da costa em 7000 metros de profundidade.

“É um gás que tem um custo diferente do que o do gás produzido em terra, em profundidades muito curtas comparadas com as nossas; são preços completamente diferentes”, afirmou.

Assista a íntegra da matéria no site da Globo News

Presidente da BG: ‘Queremos nos tornar o segundo maior produtor de gás e óleo no Brasil’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Nelson Silva, presidente da BG Brasil, companhia integrada de gás natural que atua na exploração e produção de hidrocarbonetos em mais de 25 países, participou do encerramento 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nessa terça-feira (07/08), no painel “O futuro do petróleo e do gás natural no Brasil e no mundo” e falou da importância do Brasil para a BG.

Nelson Silva, pres. BG Brasil: 'o mercado vai crescer substancialmente em termos de demanda de gás'

Segundo Silva, o Brasil representa, atualmente, 3% da produção total, mas a expectativa de crescimento para 2020 é que o Brasil chegue a representar 35% do total. “Queremos nos tornar o segundo maior produtor de gás e óleo no Brasil”, afirmou.

“Nós temos tido muito sucesso na área de exploração e parte disso tem a ver com nosso sucesso no Brasil”, disse o presidente da BG Brasil.

Sobre demanda de gás em bilhões de metros cúbicos por ano, Nelson Silva alertou que “o mercado vai crescer substancialmente em termos de demanda de gás” e afirmou que a China lidera o crescimento da demanda, seguida pelo Oriente Médio e África. A Europa, Rússia e Ásia Central não devem ter muita variação até 2020.

Os países onde mais devem crescer a demanda mundial de gás são China, Índia, Coreia do Sul e Japão – este último por conta da substituição da geração de energia por termoelétricas, consequência do terremoto que deve reduzir em parte a produção de energia elétrica nuclear.

“Existe uma necessidade de uma oferta adicional até 2020 de 2,4 trilhões de metros cúbicos de gás para fazer frente a essa demanda crescente que se espera”, alertou.

A perspectiva de oferta para 2020, de acordo com a análise do presidente, é que irá se produzir menos GNL em função dos projetos que existem em operação e construção.

Segundo o Silva, esse desalinhamento que existe entre oferta e demanda de GNL poderá colocar pressões nos preços e, portanto, não se espera uma queda de preços nesse período.

O mundo busca uma matriz energética mais limpa, diz presidente da Petrobras

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

“O mundo busca uma matriz energética mais limpa”, afirmou Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras, durante o painel “O futuro do petróleo e do gás natural no Brasil e no mundo”, que encerrou o 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta terça-feira (07/08).

Graças Foster, presidente da Petrobras

Graça Foster apresentou comparativos de 2000 a 2011 sobre as reservas e produção de óleo e gás natural. No que se refere à produção de óleo, o Brasil cresceu 73%, enquanto que o mundo cresceu 12%. Já na produção de gás natural, o crescimento foi de 61% e 36%, respectivamente. “Nós crescemos muito mais do que a média mundial”, avaliou a executiva da Petrobras.

De acordo com ela, 60% das reservas globais de petróleo estão concentradas em cinco países e 35%, em 47 países. O Brasil ocupa a 14ª. posição em tamanho de reserva. “Nós temos um futuro promissor”, sublinhou.

Sobre o valor de mercado das reservas, Graça Foster informou que 98% do que a Petrobras produz tem sido consumido no Brasil.

“Essa aproximação tão grande das nossas reservas com o melhor do mercado no Brasil – com o sul e sudeste, onde temos 47% do consumo de derivados, 62% do consumo de energia, 55% do PIB [Produto Interno Bruno] e 65% do consumo de gás natural – está a no máximo 300 quilômetros da costa. E isso traz para nós competitividade”,  destacou, explicando que o custo logístico desse petróleo e desse gás “é significamente menor porque está muito próximo da costa e do melhor do mercado no Brasil”.

Segundo a executiva, a Petrobras não tem negado esforços em investimentos. “Na área de exploração e produção, nós (sem somar os parceiros) temos U$ 131,6 bilhões de investimento”, informou.

Política de conteúdo local

A presidente da Petrobras explicou que todo projeto apresentado à diretoria da empresa precisa mostrar porque há conteúdo que não é feito no Brasil. “Não é um dogma e nem uma ordem do governo. Para nós, é uma decisão gerencial, porque representa grande competitividade”, afirmou.

“Nós temos esse compromisso porque acreditamos, não só por uma questão meramente nacionalista, mas porque traz competitividade para a Petrobras”, acrescentou Graça Foster, ao lembrar que a política de conteúdo local também gera empregos e renda para o Brasil, além de eficiência nos serviços. “Faz muito bem para a Petrobras ter a base de bens e serviços aqui no Brasil”, concluiu.

Expansão do gás natural depende de planejamento de oferta e demanda, diz diretora do MME

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

O desenvolvimento do gás natural no Brasil depende de estudo e planejamento de oferta e demanda, com condições concorrenciais que permitam a sua expansão – esse fator é mais importante do que pensar em ampliar a rede distribuidora, segundo a diretora do Departamento de Gás Natural do ministério de Minas e Energia (MME), Symone Christine Araújo, uma das participantes do painel “Planejamento Estratégico para a Indústria do Gás”, agenda da manhã desta terça-feira (07/08) no 13º Encontro Internacional de Energia da Fiesp.

Symone Christine Araujo, diretora do departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia

Para Symone Christine Araújo, levar o gás até o consumidor não significa apenas “ligar os pontos”. É necessário muito trabalho de conhecimento de oferta, da demanda, dos mecanismos do mercado e seu comportamento para se pensar em instalação de infraestrutura.

“A quantidade disponível de Gás Natural no pré-sal, por exemplo, ainda é uma incerteza, pois se grandes quantidades tiverem de ser reinjetadas para aumentar a produção de óleo, certamente isso será feito e vai alterar o volume a ser ofertado.”

A especialista no setor Ieda Gomes, da Energix Strategy, afirma que o gasoduto é decorrente de oferta e demanda. “No Brasil, a fatia de gás natural ainda é pequena, por volta de 9% da matriz energética, mas deve dobrar nos próximos oito anos. No mundo, essa participação ultrapassa os 23% da matriz.”

Ieda Gomes reclama da alta carga tributária incidente sobre o energético, por volta de 30%, e alerta para a falta de incentivo para o uso de energias menos poluentes. “Quem quer fomentar energia mais limpa não poderia cobrar tanto imposto.”

 

Presidente da Petrobras participa de painel de encerramento do Encontro de Energia

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta terça-feira (07/08), no Hotel Unique, na capital.

No painel “Petróleo, Gás Natural e o Futuro do Brasil”, Graças Foster irá compor a mesa acompanhada do presidente da BG Brasil, Nelson Silva. O debate será mediado pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

Além da presidente da Petrobras, o evento reunirá o presidente da EBX, Eike Batista; o presidente da BG Brasil, Nelson Silva; o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman; o presidente do CIER, Hermes Chipp; a presidente da Abeeólica, Élbia Melo; o diretor de energia da Braskem, André Gohn; o presidente do grupo CPFL, Marco Antonio Oliveira de Siqueira, entre outros.

No período da manhã, a programação terá os seguintes debates: Diálogo Estratégico sobre Energia Brasil-Estados Unidos; Mercados Energéticos na América do Sul; Perspectivas e Oportunidades das Energias Solar e Eólica; Setor Sucroalcooleiro e a Regulação do Etanol; Planejamento Estratégico para a Indústria do Gás e Leilões de Eficiência Energética, entre outros.

Veja aqui mais informações do encontro.

Debatedores defendem criação de nova legislação para comércio do gás natural

 Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

A criação de políticas claras que garantam segurança jurídica dos contratos e o livre comércio do gás natural no Brasil. Este foi o foco do painel “Mercado livre do gás natural”, realizado durante o 13º Encontro Internacional de Energia da Fiesp, na tarde desta segunda-feira (06/08), no Hotel Unique, em São Paulo.

O evento, coordenado pelo diretor da divisão de energia do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra), José Eduardo Vidigal, contou com a participação do diretor superintendente da Votorantim Energia, Otávio Rezende; do presidente do conselho da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), João Carlos de Abreu Guimarães; do CEO da Gas Energy,  Marco Tavares; e da sócia principal da Assunção Consultoria, Maria D’Assunção Costa.

Confira o resumo das palestras:

Otávio Rezende, superintendente do grupo Votorantim Energia

Otávio Rezende (Votorantim Energia) – O superintendente do grupo Votorantim Energia avaliou que a política de regulamentação energética adotada pelo Brasil está bastante ultrapassada quando comparada às práticas adotadas no mercado internacional. Como exemplo, Rezende destacou que o baixo custo do gás natural e da energia elétrica nos Estados Unidos contribuiu com o aumento da competitividade da indústria norte-americana, além de atrair novos investidores e gerar novos postos de trabalho. “Eu acho que está na hora da gente começar a discutir e ver o exemplo dos países que já fizeram o seu dever de casa. Caso o Brasil não adote medidas a situação ficará bastante complicada”, alertou.

Marco Tavares (Gas Energy) – O CEO da Gas Energy defendeu a livre comercialização do gás brasileiro como uma ferramenta importante para a precificação do produto. A alta carga tributária brasileira, segundo Tavares, compromete a competitividade do gás natural. “Precisamos trabalhar na questão da precificação. Não adianta ter uma grande reserva de gás natural se nós não estamos alinhados com o mercado internacional.”

Tavares considerou positivo o investimento realizado pela Agência Nacional de Petróleo – estimado em R$ 1,8 bilhões – direcionado para as áreas de pesquisas e projetos de infraestrutura. “O Brasil tem uma vocação natural de exportador extrativista, mas o país pode dar um grande passo agregando valor à venda do gás natural”, avaliou.

Maria D’ Assunção, sócia da Assunção Consultoria

Maria D’ Assunção (Assunção Consultoria) – A política regulatória do gás natural brasileiro, de acordo com a advogada, precisa ser revista, tendo em vista que as normas antigas – sancionadas antes da lei do gás – são convergentes com as novas medidas adotadas pelo governo. “As medidas precisam ser reavaliadas para dar segurança jurídica aos investidores”, afirmou Maria D’ Assunção.

“Os riscos contratuais podem ser mitigados com a fixação das políticas e a regulação mais transparente, por meio de audiência e consultoria pública, promovendo o diálogo entre os agentes da economia e as agências regulatórias”, completou.

Joao Carlos Abreu, presidente da Abraceel

João Carlos Guimarães (Abraceel) – O presidente da Abraceel defendeu a adoção de políticas que estimulem o livre mercado de gás natural brasileiro e defendeu a convergência dos estados na criação de regras comuns para a venda do produto. “O mercado livre é um indutor de eficiência e produtividade para o setor industrial. Por isso precisamos da regulamentação da lei do gás nos estados de forma coordenada. Afinal, se todos os estados criarem uma regra específica, nós vamos ter 27 leis diferentes para comercializar o produto. Isso é impraticável.”

Desconhecimento trava crescimento da venda de gás natural no Brasil

Symone Christine de Santa Araújo, diretora do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia. Foto: Everton Amaro

Symone Christine de Santa Araújo, diretora do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia. Foto: Everton Amaro

A venda de gás natural no Brasil e sua política de ofertas e preços foi discutida nesta quinta-feira (10/05), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em reunião do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra).

Ao discorrer sobre a Lei do Gás e as dificuldades de implementar novos gasodutos pelo Brasil, a diretora do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, Symone Christine de Santa Araújo, defendeu o uso do gás natural para o futuro, apontando-o como mais vantajoso que outros combustíveis.

“Se o gás natural tiver segurança e preço, ninguém ganha dele no mercado”, afirmou, ressaltando sua vantagem em relação os energéticos concorrentes. “Ele é energética e ambientalmente superior. Sua competitividade hoje é diretamente ligada à oportunidade e preço”, apontou Symone, que também ressaltou os desafios a ser enfrentados no processo de expansão dos gasodutos pelo país.

Em sua avaliação, um dos desafios é o pioneirismo, pois “tudo é muito novo para todo mundo”. Outra questão complicada, segundo Symone, é a dos prazos para o cumprimento das etapas desde os estudos de expansão até a conclusão das licitações. Ela exemplificou: “É como trocar o pneu com o carro andando. Obtenção de informação suficiente para fazer planejamento também é importante para ganhar respeito até da indústria”.

Desconhecimento

Palestrante Marco Tavares durante encontro do Coinfra

Palestrante Marco Tavares durante encontro do Coinfra

O presidente do Conselho de Administração da Gas Energy, Marco Tavares, concordou com a diretora do Ministério de Minas e Energia. Ele apresentou um estudo intitulado Política de Oferta e Preços do Gás Natural, segundo o qual o problema está no desconhecimento e na descrença por parte das empresas e dos consumidores em relação ao potencial do mercado de gás.

“O gás não tem problema de competitividade, mas sim de credibilidade. [As pessoas e as empresas] não acreditam no potencial do gás natural. Não há cultura de uso de gás no Brasil”, analisou Tavares, completando com uma crítica ao monopólio de venda e, também, à atitude das empresas em não divulgar este combustível.

“É uma estrutura muito aquém do que poderia ser, dado o tamanho da economia brasileira. Onde está o mercado? Não temos parâmetros de competição”, afirmou, argumentando que outros mercados possuem ofertantes, compradores, energéticos para brigar. “Aqui não temos isso. É 100% vendido por única empresa. E as outras que descobrem o gás não divulgam, ficam esperando para ver o que vai acontecer.”

Na visão de Tavares, se o Brasil mantiver esse “mercado monopolista” corre o risco de não olhar para frente e perder ainda mais terreno para a vizinha Argentina, por exemplo. “A Comgás hoje vende no país 12 milhões de metros cúbicos por dia, o equivalente a 1/4 do que é vendido em Buenos Aires, quando deveria vender 60 milhões”, concluiu.

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

Mercado livre de gás natural não avança

Odair Souza, Agência Indusnet Fiesp

Enquanto o mercado livre de energia está em franca expansão, pouco se pode comemorar em relação ao desenvolvimento do mercado livre de gás natural. O setor patina no alto preço do insumo e no monopólio de apenas um agente – a Petrobras. No Brasil, a tarifa do gás natural é quatro vezes maior que nos Estados Unidos.

Este é o sentimento dos especialistas que debateram o tema Desafios do Mercado Livre do Gás Natural em São Paulo, no 12º Encontro Internacional de Energia, promovido pela Fiesp em São Paulo.

“No médio e longo prazo, essa situação tende a persistir”, na opinião de Carlos Faria, presidente da Anace. Para ele, o governo não está preocupado com a oferta neste momento. “Falta um plano de contingenciamento por parte do governo”, reclamou Faria, que criticou o alto índice de queima de gás natural, na casa de 20%: “Acaba impactando no preço.”

“Nos Estados Unidos o máximo discutido é de 4%, enquanto a Noruega não permite queima”, comparou Lucien Belmonte, diretor da Fiesp e moderador do painel. Belmonte criticou também a falta de dinamismo do mercado de gás. “O setor tem diversos desafios, mas mercado livre em São Paulo não existe”, sublinhou.

Para Luiz Ehlers, das Gas Energy, o estado de São Paulo sofre com a baixa produção de gás natural. “Oferta e demanda se equivalem”, comparou. Para ele, o pré-sal vai abrir oportunidades para novas operadoras. Segundo Ehlers, com o fim da concentração de boa parte das atividades nas mãos da Petrobras – a empresa controla a maior parte da produção do insumo, das distribuidoras e da logística –, principalmente em relação a gasodutos, o cenário atual será modificado para melhor.

O diretor da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), Hugo de Oliveira, não vê atratividade no mercado paulista. No seu entendimento, falta flexibilidade nos contratos. “O problema não é exclusivo da agencia reguladora, mas do desenho do mercado de gás natural”, considerou.

Leia mais:

Acompanhe a cobertura do 12º Encontro Internacional de Energia

Preço do gás brasileiro inviabiliza crescimento da indústria petroquímica nacional

Flavia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Henri Armand Sleznger, presidente do Conselho Diretor da Abiquim

“Não existe país desenvolvido sem uma indústria petroquímica forte. É essencial que o Brasil mude a lógica de pensar química. Pare de agir como consumidor e pense como fornecedor”, declarou Henri Armand Sleznger, presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), durante o  12º Encontro Internacional de Energia da Fiesp.

Segundo Sleznger, a indústria petroquímica brasileira apresentou um faturamento de R$ 130 bilhões, em 2010, ocupando a 7º posição no mercado mundial, com possibilidade de ocupar a 5ª colocação nos próximos anos, graças ao imenso potencial de matérias-primas básicas e às descobertas das fontes do Pré-Sal.

Porém, segundo o especialista, o País precisa tornar o preço compatível com o mercado internacional. “O preço do gás brasileiro inviabiliza o crescimento da indústria nacional. Enquanto os Estados Unidos vendem o barril a US$ 4, a nossa média de preço varia de US$ 12 a US$ 15”, analisou.

Infraestrutura

Edson Real, gerente de comercialização de Combustível da MPX

Para Edson Real, gerente de comercialização de Combustível da MPX, a demanda de gás natural no setor elétrico apresentará um crescimento anual de 2,3% até 2015, chegando a mais de 1 milhão de pés cúbicos em 2025. Para isso, o País precisa investir em infraestrutura. “A geração térmica será a âncora do desenvolvimento do mercado de gás natural. Para isso o Brasil precisa de matrizes energéticas robustas e seguras”, declarou.

Segundo Edmundo Alfredo da Silva, representante da Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget), o Brasil possui 12 bacias hidrográficas em funcionamento, responsáveis por 26% da geração térmica, com destaque para região Norte do País.

Mas as exigências ambientais comprometem o desenvolvimento do setor, que mostra uma escassez de novos projetos a partir de 2020. “As normas ambientais prejudicam a expansão do sistema. Não existem restrições à expansão térmica. As hidroelétricas teriam um valor muito grande para gestão de água”, argumentou Silva. E completou: “Não somos contra o controle de emissões, desde que seja feito com base técnica e premissas adequadas”.

Já Edmilson Moutinho, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), defendeu os investimentos em projetos e pesquisas para boa utilização do gás natural. “No Brasil não existe uma pesquisa sobre essa matriz energética. Precisamos criar projetos inovadores, com a participação do micro e pequeno empresário. Um primeiro passo seria a criação e empresas incubadoras para o gás”, declarou.

Leia mais:

Acompanhe a cobertura do 12º Encontro Internacional de Energia

Programa Paulista de Petróleo e Gás implantará ações em 90 dias, garante governador

Agência Indusnet Fiesp,

Governador Alberto Goldman assina o Programa, ao lado de João Guilherme Ometto, que representou a presidência da Fiesp

O governo de São Paulo terá 90 dias para iniciar a execução das estratégias aprovadas no Programa Paulista de Petróleo e Gás Natural lançado na manhã desta segunda-feira (9) na abertura do 11° Encontro Internacional de Energia Fiesp/Ciesp, garantiu o governador Alberto Goldman.

“O objetivo é maximizar os benefícios advindos da exploração dessa riqueza mineral para todas as regiões do estado, especialmente as litorâneas”, adiantou Goldman. “Ao mesmo tempo, busca minimizar os impactos sociais e ambientais decorrentes dos investimentos na exploração e operação de óleo e gás na Bacia de Santos”, acrescentou.

Representando a presidência da Fiesp, o 2º vice-presidente da entidade, João Guilherme Sabino Ometto, assinalou: “O Brasil ostenta a mais avançada tecnologia na produção de um combustível novo, que é o etanol. Mas na produção de petróleo, a tecnologia industrial ainda não é toda nacional e precisa ser desenvolvida, porque não interessa produzir essa tecnologia gerando emprego fora, em outros países”.

De acordo com o governador, um conselho estadual, que integra 14 secretarias de Estado, prefeituras do litoral paulista, institutos de pesquisa e entidades empresariais, como a Fiesp, será o fórum de debate e aprovação das ações visando garantir sustentabilidade à atividade petrolífera no estado.

“A Fiesp vai atuar com muita força e ênfase no desenvolvimento e capacitação tecnológica do setor produtivo e na qualificação de mão de obra, por meio do Senai de São Paulo”, assegurou Carlos Cavalcanti, diretor de Infraestrutura da Fiesp.

Carlos Cavalcanti, diretor de Infraestrutura da Fiesp

Em seu discurso, Cavalcanti não poupou críticas ao regime de concessão de gás natural da Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) e às distorções nas tarifas cobradas pelas empresas concessionárias (Comgás, Gás Brasiliano e Gás Natural).

“A falta de infraestrutura de distribuição e a total falta de previsão de que essa política possa ser revertida põem em risco o futuro do setor. Combinado com uma regulação que permite, em São Paulo, as mais altas tarifas de gás natural do Brasil, temos um quadro perverso, senão desesperador”, sublinhou o diretor da Fiesp.

Goldman prometeu apurar os problemas e distorções apontados pela Fiesp nas tarifas cobradas ao consumidor de gás natural pelas concessionárias Comgás (britânica), Gás Brasiliano (italiana) e Gás Natural (espanhola).

“As críticas são justas, e o governo tomará as devidas providências, como deve tomar um governo sério”, afirmou o governador. Quanto à distribuição dos royalties do pré-sal, Goldman lembrou que essa é uma competência do Congresso Nacional, de autonomia do Senado e Câmara Federal.

Governo paulista lançará programa estadual de Petróleo e Gás em Encontro da Fiesp/Ciesp

Agência Indusnet Fiesp,

O governo de São Paulo vai lançar nesta segunda-feira (9), às 10h30, na abertura do 11° Encontro Internacional de Energia Fiesp/Ciesp, o
Programa Paulista de Petróleo e Gás Natural.

A assinatura do decreto contará com as presenças do governador Alberto Goldman e do secretário de Desenvolvimento, Luciano Almeida. O evento acontecerá nos dias 9 e 10 de agosto, no hotel Unique, na capital paulista.

A medida viabilizará a criação de um conselho estadual para debater e implementar ações voltadas ao desenvolvimento sustentável da atividade petrolífera no território paulista.

Integrarão o órgão 14 secretarias de Estado, prefeituras do litoral paulista, institutos de pesquisa e entidades empresariais, entre elas a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que participou ativamente do processo desde o início.

Para a Fiesp, além do impacto econômico e social que o pré-sal vai proporcionar, o Programa Paulista de P&G será uma grande oportunidade para a indústria do estado.

São Paulo responde por aproximadamente 60% das compras de equipamentos da Petrobras, mas ainda não tem participação significativa nas atividades de exploração e produção.

“A indústria precisa estar preparada para atender a esse crescimento de demanda, e tecnologicamente pronta para vencer os desafios do pré-sal”, destaca Carlos Cavalcanti, diretor de Energia da entidade.


Perspectiva do setor
Para quem deseja ingressar no novo negócio, o quadro é animador. A Petrobras elevou recentemente suas projeções e espera investir US$ 224 bilhões nos próximos cinco anos, além de dobrar a capacidade de produção de petróleo para 4 milhões de barris/dia até 2020.

O setor representa hoje 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, e deverá aumentar sua participação para 20% em dez anos. Segundo a Petrobras, só nos próximos quatro anos devem ser adquiridos 153 novas embarcações e 7.000 equipamentos, como turbinas, torres, tanques de armazenagem, filtros e guindastes. Até o final da década, serão 296 novas embarcações.


Encontro Internacional de Energia
Encontro Internacional de Energia Fiesp/Ciesp é realizado anualmente e tem como objetivo debater os principais temas que estão em evidência no setor. Nesta 11ª edição, abordará o tema “São Paulo: o futuro da energia começa aqui”.

Com um público de aproximadamente 1.000 participantes em sua última edição, o encontro deste ano apresentará aos participantes um panorama do setor de energia, destacando temas relevantes para São Paulo.

A programação completa está disponível no site www.fiesp.com.br/energia.