NOTA DE PESAR

É com grande tristeza que recebemos a notícia do acidente aéreo que matou nesta madrugada, em território colombiano, mais de 70  pessoas, entre elas jogadores do time da Chapecoense e diversos profissionais da comunicação.

Queremos nos solidarizar com as famílias e amigos desses brasileiros, que morreram cumprindo seus deveres profissionais e, sobretudo, trabalhando para engrandecer o esporte nacional e levar informações ao público. Neste momento de tragédia, em que toda a nação brasileira está de luto, fica nossa homenagem às vítimas e seus familiares.

Paulo Skaf

Presidente da Fiesp

Futebol de pessoas com paralisia cerebral do Sesi-SP avança no Campeonato Paulista

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

As equipes A e B do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) de Futebol de pessoas com paralisia cerebral (Futebol 7 PC) venceram no último fim de semana a segunda etapa do Campeonato Paulista realizado em Itaquaquecetuba/SP.

Com jogadores experientes, do time que disputará a série A do Campeonato Brasileiro, a equipe A ganhou do SMEL Mogi das Cruzes por 4 a 2. Já a equipe B, que conta com jogadores mais jovens, venceu o Peruíbe com o placar de 3 a 0. O atleta Caique foi eleito o melhor jogador da partida.

Os resultados positivos colocam as duas equipes bem próximas da fase de semifinal do campeonato. A última rodada de classificação está marcada para o dia 25 de julho, na cidade de Mogi das Cruzes.

Formado em 2013 por atletas das cidades do Alto Tietê, Mauá e São Paulo, o time de Futebol 7 PC do Sesi-SP mescla atletas experientes e jovens com o objetivo de oportunizar o esporte paralímpico de alto rendimento.

Atualmente o Sesi Suzano é a sede da equipe, desenvolvendo também outras três modalidades paralímpicas: vôlei sentado, bocha e atletismo (para cadeirantes) – todos nos gêneros masculino e feminino.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540360339

Equipe A de futebol de pessoas com paralisia cerebral do Sesi-SP. Foto: Divulgação/Sesi-SP

Sesi-SP promove capacitação de professores do ‘Atleta do Futuro’ na região de Rio Claro

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Rio Claro

O Programa Atleta do Futuro (PAF), promovido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), chegou a mais de 250 cidades no estado de São Paulo. Por meio dele, cerca de 110 mil crianças e jovens de 6 a 17 anos têm acesso à prática esportiva em diversas modalidades.

Para colocar o PAF em prática, são feitas parcerias com as prefeituras – que oferecem os locais de treinamento – e com a iniciativa privada. Cabe ao Sesi-SP treinar e capacitar os professores, para que eles desenvolvam não só a parte técnica do esporte, mas também valores como o trabalho em equipe, a disciplina e a dedicação.

Nos dias 13 e 14 de agosto, profissionais das cidades da região de Rio Claro receberam a capacitação, com carga horária de 16 horas. O treinamento envolveu desde o plano de aulas até as formas de usar o esporte como ferramenta educacional. Na quarta-feira (14/08), o Sesi-SP realizou ainda a entrega de uniformes para os alunos das cidades de Ipeuna e Tirapina, na mesma região.

Dedicação e responsabilidade

No segundo dia de treinamento, eles assistiram a uma apresentação do gestor do vôlei do Sesi-SP e medalhista olímpico de prata no Jogos de Los Angeles (84), José Montanaro Júnior. O objetivo da palestra foi passar conceitos e valores que devem estar presentes nas aulas do PAF, como espírito de equipe, excelência, dedicação e responsabilidade.

“O grande recado que eu espero ter passado para eles é a importância da escola e dos professores. Eles são os agentes transformadores, são eles que vão fazer acontecer”, afirma Montanaro, que destacou o trabalho feito pelo Sesi-SP no esporte e na educação.

Montanaro: “Todos vão se envolver com valores que vão levar para o resto da vida”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Montanaro: “Todos vão se envolver com valores que vão levar para o resto da vida”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


“O contato com o esporte logo na infância, que é a proposta do PAF, ajuda muito em vários aspectos. Nem todos vão seguir carreira no esporte, se tornar atletas olímpicos, mas todos vão se envolver com valores que vão levar para o resto da vida”, completa o ex-jogador da seleção brasileira de vôlei.

Para os professores que participaram da capacitação, a experiência está sendo muito positiva. “Essa capacitação trouxe um novo conceito de trabalho de educação física. Espero que a gente consiga levar tudo isso para as crianças e ajudar a formar cidadãos mais completos”, diz Cleber Luis Teixeira de Miranda, professor de Ipeuna.

Para Luiz Paulo Franco, de Araras, é grande a expectativa de iniciar o projeto e fazer um grande trabalho. “Por meio do esporte, conseguimos criar cidadãos mais capacitados para enfrentar o dia a dia. Esse é o trabalho do educador”, declara. “Hoje em dia, a concorrência é muito grande com a internet, videogame e telefone. O esporte tem que ter um atrativo, como as aulas diferenciadas e a qualidade de ensino que teremos no PAF.”

Pedagogia do exemplo

A pedagogia do exemplo é outro diferencial do Sesi-SP, como destacou a professora de Rio Claro, Priscila Matheus Encinas. “Ter atletas de alto rendimento no Sesi-SP ajuda porque o esporte aparece mais em época de Copa ou Olimpíada. Ver várias modalidades sendo trabalhadas sempre faz com que as crianças tenham os atletas como espelho e vejam que podem chegar lá também”, diz ela, que foi atleta de judô.

“Na minha época, não tinha nenhum tipo de apoio. O PAF dá a estrutura, como materiais e locais de prática adequados, aproxima a família, traz as condições de competição, essencial para quem quer ser atleta”, afirma. “O esporte também ajuda na formação de qualquer pessoa, colabora para que tenhamos cidadãos críticos e participantes.”

Alunos

Na cidade de Ipeuna, os alunos participaram da cerimônia de entrega dos uniformes. Todos animados com o começo das atividades na modalidade futebol de campo. Entre eles, apenas uma menina, Vanessa Rodrigues do Reis, de 12 anos. “Sou zagueira e quero ser jogadora de futebol profissional”, conta ela, que é fã dos goleiros Cassio e Julio Cesar e do atacante Neymar.

Crianças durante a entrega dos uniformes do PAF em Ipeuna. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Crianças durante a entrega dos uniformes do PAF em Ipeuna. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Os amigos Luis Otávio Palavan, de 12 anos, e Espedito Bezerra da Silva, de 13 anos, também sonham em chegar a um time profissional e aproveitam as horas vagas no campo. “As aulas de futebol são às terças e quintas, antes da escola. Mas às segundas, quartas e sextas a gente também aproveita para jogar futebol em um campo perto de casa”, diz Luis.

Ambos destacam os benefícios que o esporte traz. “O futebol dá mais habilidade e também ajuda a ter mais amigos”, declara Luis. “Jogar bola traz alegria para a gente”, diz Espedito.

Competidores do Senai-SP se preparam para a Olimpíada do Conhecimento

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A Alemanha foi campeã da Copa do Mundo de 2014. Mas, acima de tudo, virou exemplo de trabalho e determinação. Essa foi a mensagem do professor José Carlos Dalfré, gerente regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), na manhã desta quinta-feira (17/07), na abertura do encontro com os 53 alunos da instituição que irão participar da Olimpíada do Conhecimento, que acontece de 03 a 07 de setembro, em Belo Horizonte (MG).

“O Senai-SP é visto como a Alemanha na Olimpíada do Conhecimento. Mas não podemos deixar que a prepotência suba às nossas cabeças”, afirmou.

Ao perguntar aos alunos qual a maior lição que a vitória da Alemanha deixou para eles, a resposta foi unânime: só o treinamento leva ao sucesso.

O encontro com os alunos que vão participar da Olimpíada do Conhecimento: só o treinamento leva ao sucesso. Foto: Talita Camargo/Fiesp

O encontro com os alunos que vão participar da Olimpíada do Conhecimento: só o treinamento leva ao sucesso. Foto: Talita Camargo/Fiesp


Confiança no técnico, preparação da equipe, persistência nos treinos e esquema tático consistente foram algumas das características que ajudaram os alemães a levaram a taça para casa. Mas outros fatores não ficam de fora, como o fato de não desistir da equipe nos momentos de derrota e fazer deles o mote para correr atrás da vitória.

“A importância que a equipe alemã dedicou a cativar o povo brasileiro foi outro fator importante porque demonstrou respeito e humildade”, afirmou Dalfré.

O encontro desta quinta-feira (17/07) tem por objetivo fortalecer a confiança individual e coletiva dos competidores, que devem acreditar no seu potencial e competência profissional.

“Profissionais de excelência são apaixonados pelo que fazem. Vocês estão se preparando para a Olimpíada do Conhecimento 2014 como a Alemanha se preparou para a Copa do Mundo”, afirmou Dalfré. “E o Senai-SP está investindo em vocês porque confia em vocês”, concluiu.

Para ex-jogador Raí, postura ‘arrogante’ da Fifa prejudicou a realização da Copa no Brasil

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Aproveitando a proximidade da Copa do Mundo de 2014, que começa no dia 12 de junho com a partida entre Brasil e Croácia, na Arena Corinthians, o InteligênciaPontoCom, iniciativa do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), reuniu na noite desta segunda-feira (19/05) o ex-jogador do São Paulo Futebol Clube e da seleção brasileira, Raí, e Mário Prata, escritor, jornalista e cronista esportivo, para falar sobre uma das maiores paixões do brasileiro: o futebol.

O encontro entre os dois craques, um dos campos, o outro das letras, foi descontraído. Ambos interagiam e faziam perguntas entre si, como em uma conversa entre velhos amigos.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540360339

Raí e Mário Prata: amor pelo futebol. Foto: Hélcio Nagamine/Fiesp


Um dos pontos de destaque do bate-papo foi a crítica feita em relação à atuação da Federação Internacional de Futebol (Fifa) durante os preparativos para a Copa de 2014 no Brasil.

Na análise do ídolo sãopaulino, a postura “arrogante” da Fifa criou efeitos negativos para o evento. “O que a Fifa fez jogou contra a Copa, criando um movimento contrário à realização por parte de parcelas da população”, analisou Raí.

Para o corintiano Prata, o processo que culminou com a escolha do Brasil como sede da Copa foi confuso, pois misturou esporte com política, e já demonstrava o rumo que a preparação para a competição teria no país.

“A classe política achou que a Copa fosse do Brasil, para o Brasil. Mas ela é da Fifa”, analisou.  “Além disso, já estava decidido há tempo que o Brasil seria o país–sede”.


Expectativas para a Copa no Brasil

Os dois falaram também sobre as expectativas que têm para o desempenho da seleção canarinho durante a Copa.

Para Raí, o técnico Luis Felipe Scolari conseguiu transformar as manifestações que aconteceram em junho de 2013, “aquela tensão toda”, em algo positivo para a atual equipe.

“O time embalou depois daquilo, durante a Copa das Confederações, e, hoje, tem condições de ganhar”, disse. “Mas se a Copa fosse fora do Brasil, esse time não seria favorito”, opinou o ex-jogador.

Prata revelou certa preocupação com a falta de craques no time atual. “Não temos gênios, com exceção, talvez, do Neymar”, revelou. “Tenho medo”, completou.


A seleção libertadora de 1994

Em seguida, Mário Prata questionou o ex-jogador do São Paulo e da seleção brasileira sobre a Copa de 1994, na qual Raí foi sacado do time pelo então treinador Carlos Alberto Parreira na terceira partida da primeira fase. Segundo Raí, ele acabou sendo o escolhido pela torcida como o principal culpado pela má fase da equipe.

“Aquele time foi muito criticado em 1993, depois que perdemos para a Bolívia, na altitude de La Paz, nas eliminatórias para a Copa dos Estados Unidos. Eu, como capitão, e o Parreira, o técnico, acabamos sendo os principais alvos das críticas”, justificou.

Apesar de criticada pelo futebol “feio”, Raí acredita que a seleção tetracampeã de 1994 ‘libertou’ as gerações posteriores da pressão pela conquista do mundial. “Nós éramos muito pressionados, porque desde 1970 o Brasil não vencia uma Copa. Acho que isso prejudicou duas ótimas gerações, incluindo a de 1982, de Zico, Falcão, Júnior”.


Futebol: mais fantástico que a ficção

Além do futebol, a literatura foi outro ponto abordado durante o encontro. Prata, autor dos livros sobre futebol, ‘Paris, 98!’, publicado em 2005, e de ‘Palmeiras, um Caso de Amor’, de 2002, explicou por que a chamada literatura futebolística é tão rara no Brasil. Ele revelou que considera muito difícil criar personagens palpáveis tendo como pano de fundo o principal esporte nacional.

Para Raí, isso acontece talvez porque o futebol real é mais emocionante do que qualquer ficção relacionada ao esporte. “Tem jogos históricos cujas histórias jamais poderiam ter sido criadas por um roteirista”, opinou o ex-jogador do São Paulo.

O escritor também revelou uma curiosidade sobre sua obra ‘Palmeiras, um Caso de Amor’, que foi adaptada posteriormente para o cinema pelo cineasta Bruno Barreto.  “É um Shakespeare futebolístico”, classificou, fazendo referência à narrativa que acompanha o relacionamento conturbado entre uma palmeirense e um corintiano.

Esse filme, curiosamente, foi um tremendo sucesso em Israel, revelou o autor. “Talvez por eles viverem tão profundamente a rivalidade com os palestinos”.

No próximo InteligênciaPontoCom, Raí e Mario Prata falam sobre futebol

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540360339

Raí é um dos fundadores da Gol de Letra. Foto: Jairo Goldflus

Evento mensal em formato de um bate-papo promovido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o InteligênciaPontoCom do mês de maio reúne o ex-jogador e criador da Fundação Gol de Letra, Raí Vieira de Oliveira, e o escritor e jornalista, Mario Prata, para falar de futebol, tema que vai mobilizar a atenção de bilhões de pessoas durante a Copa do Mundo.

O bate-papo acontece desta vez numa segunda-feira (19/05), às 20h, no Teatro do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, na avenida Paulista. O evento tem entrada gratuita e também pode ser acompanhado por transmissão online no site www.fiesp.com.br/online

Durante sua carreira, Raí se consagrou ao atuar por clubes como o São Paulo Futebol Clube e Paris St. Germain, na França. Em 1998, criou a Fundação Gol de Letra, reconhecida pela Unesco como instituição modelo no apoio às crianças em situação de vulnerabilidade social. Recentemente, escreveu três livros, sendo um infanto-juvenil. Durante a Copa do Mundo de 2010, que aconteceu na África do Sul, assinou coluna para o jornal francês France Soir com relatos das partidas e dos fatos mais importantes do evento.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540360339

Mario Prata: mais de 3000 crônicas. Foto: Divulgação

Em mais de 50 anos de atividade, o escritor, dramaturgo, jornalista e cronista brasileiro Mário Prata acumula 3 mil crônicas e cerca de 80 títulos, entre romances, livros de contos, roteiros e peças teatrais. Na carreira, recebeu 18 prêmios nacionais e estrangeiros, com obras reconhecidas no cinema, literatura, teatro e televisão. Foi correspondente em duas Copas do Mundo, no EUA em 94, onde viu Raí levantar a taça, e na França, em 98.

Sobre o InteligênciaPontoCom

Projeto que aborda temas de diferentes áreas do saber com o objetivo de promover e aprimorar as trocas de conhecimento de forma clara e eficaz, o InteligênciaPontoCom acontece no formato de um bate-papo descontraído entre grandes nomes dos mais variados temas da cultura nacional e o público.

Mensalmente, grandes expoentes da música, cinema, teatro, literatura, artes plásticas e outras manifestações artísticas conversam com o público presencial e on-line, em um bate papo informal no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, na avenida Paulista.

Serviço

InteligênciaPontoCom – com Raí e Mario Prata.
Data e horário: 19 de maio (segunda-feira), às 20h, com entrada gratuita.
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso / Teatro do Sesi-SP – Av. Paulista, 1.313 – São Paulo –SP
Capacidade: 456 lugares
Duração: 90 minutos
Recomendação etária: Livre
Entrada franca – A distribuição dos ingressos tem início a partir das 13 horas, no dia do evento. Serão distribuídos dois ingressos por pessoa. Reservas antecipadas pelo site: www.sesisp.org.br/meu-sesi
Informações: (11) 3146-7405/7406

Em evento no Teatro do Sesi-SP, Mauro Beting fala sobre a paixão pelo futebol

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540360339

Jornalista Mauro Beting durante Curso Internacional de Futebol no Teatro do Sesi-SP. Foto: Tamna Waqued/Fiesp

O jornalista esportivo Mauro Beting participou da abertura do VI Curso Internacional de Futebol Brasil-Inglaterra, na manhã desta segunda-feira (14/04), no Teatro do Sesi São Paulo.

Beting afirmou que a linguagem do futebol é universal. “No meu time ‘O que o futebol tem’, escalo sentimentos como amizade, fraternidade, dor, humildade, igualdade, liberdade, entre outros, porque é isso que esse e outros esportes proporcionam”, disse o jornalista. “Eu só sou um jornalista esportivo há 24 anos devido à minha paixão pelo futebol e pelo Palmeiras”, contou.

“O amor pelo futebol é incondicional. Você pode trocar de sexo, de partido, de namorados, mas não troca de time de futebol”, disse Beting.

O jornalista enfatizou que, no calor de um jogo, o torcedor é capaz de coisas inacreditáveis. “Quando você veste uma camisa, ela é sua pele da alma. E é aí que a gente se supera. Ou vocês imaginavam, quando crianças, que um dia iriam ganhar todos esses títulos que já ganharam até agora?”, indagou aos atletas do Sesi-SP que estavam na plateia.

Beting acredita que, muitas vezes, o melhor jogo ou partida da vida de um atleta não é, necessariamente, a vitória numa final. “Esses podem ser os mais significativos, mas às vezes, têm aqueles dias que o atleta voltou de uma lesão; ou que está com um problema pessoal que ninguém imagina; ou ainda, aqueles dias em um empate vale mais do que a vitória, por qualquer motivo. Porque o importante são as conquistas pessoais”, explicou.

Ao finalizar, Beting enfatizou a importância de se envolver e se dedicar em tudo o que se faz na vida. “Se o Pelé, que é o rei do futebol, treinou para ser o Pelé, por que nós também não treinamos nas quadras, nas pistas, no trabalho e na vida?”, questionou.

“É a paixão que nos move e, principalmente, que nos faz mover. A gente não precisa ganhar, mas precisamos vestir uma camisa e que nos dê amor”, concluiu.

PAF: Sesi-SP vai treinar 200 crianças e jovens de Praia Grande em futebol

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp, de Praia Grande

Cidade da Criança é um bairro em uma afastada região de Praia Grande, litoral sul de São Paulo.  E na manhã desta quinta-feira (10/04), a região, com pouco mais de 10 mil habitantes, comemorou a chegada do Programa Atleta do Futuro (PAF), iniciativa de formação esportiva do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Por intermédio do PAF, ao menos 200 crianças poderão se matricular para praticar a modalidade futebol, com metodologia de ensino esportivo do Sesi-SP na capacitação dos professores e na aplicação do conteúdo. A ação conta com a parceria da Associação Assistencial Cidade da Criança.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540360339

Paulo Skaf, presidente do Sesi-SP, após assinatura do PAF em Praia Grande.Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Assinaram o convênio do PAF o presidente do Sesi-SP, Paulo Skaf, e o presidente da Associação Assistencial Cidade da Criança, Élio Rodrigues da Silva. Atualmente, a associação atende a 200 crianças com aulas de taekwondo e outras modalidades.

“Temos a árdua tarefa de resgatar essa geração. E, para ajudar nos nossos objetivos, necessitamos de planejamento e parcerias. Esse é um momento histórico, vai fazer parte da nossa biografia”, disse o presidente da associação.

O diretor da Divisão de Esportes e Qualidade de Vida, Alexandre Pflug, também participou da assinatura. Segundo ele,  até o momento ao menos 170 empresas participam do PAF como patrocinadoras do programa.

O Programa Atleta do Futuro atende mais de 91 mil alunos em mais de 210 municípios.

Ora sonho, ora qualidade de vida

Antes da cerimônia de assinatura do PAF, crianças atendidas pela Associação já agitavam a ampla área da instituição, que armou barracas com jogos e brincadeiras. Entre os alunos, a jovem Ariele Vanessa dos Santos, 15 anos, passeava vestida com o uniforme do PAF, com os cabelos amarrados e um celular na mão.

Ao conversar com a reportagem, revelou um sonho: ser jogadora de futebol.

“Ganhei [o uniforme] hoje. Tenho vontade de participar do projeto. Quero jogar futebol. Às vezes treino aqui e é uma coisa que eu gosto”, explicou.

Quando questionada sobre algum ídolo no esporte, Ariele não esperou a pergunta terminar e afirmou: “a Marta, né?”.

Marcos Vinícius Fernandes Santos, 13 anos, também é uma dos jovens atendidos pela associação. Mesmo sem pretensões de seguir carreira no esporte, ele acredita que praticar alguma modalidade esportiva o ajuda a fazer novos amigos e a melhorar sua qualidade de vida.

“Não é meu sonho ser atleta, mas venho praticar futebol porque faz bem para a saúde e aqui estou com os meus amigos. É melhor estar aqui do que em outro lugar por aí”, reconheceu.

Um dos colegas de Marcos Vinícius, o estudante Gustavo Vitor Santana Tavares, 11 anos, disse ter vontade de fazer carreira como atleta, mas, ao contrário de Ariele, ele ainda não escolheu uma modalidade. “Tenho que decidir ainda. Mas só mais para a frente.”

>> Senai-SP pode oferecer capacitação profissional em Praia Grande

Em reunião na Fiesp, Carlos Miguel Aidar explica alterações da Lei Geral da Copa

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540360339

Carlos Miguel Aidar: 'Lei Geral da Copa corresponde à legitimação do compromisso assumido pelo Brasil'. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Os aspectos jurídicos da Copa do Mundo de Futebol de 2014 no Brasil e a chamada Lei Geral da Copa (Lei 12663/2012) foram os temas da reunião da manhã desta segunda-feira (25/03) do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O debate foi mediado pelo presidente do Conjur, ministro Sydney Sanches, e contou com a presença do advogado e  conselheiro do Conjur Carlos Miguel Aidar, que explicou as mudanças legislativas geradas pela Lei Geral da Copa.

“Estamos num momento muito importante para o esporte no Brasil, com a Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014) e Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro (2016)”, afirmou Aidar, ao explicar que quando um país se candidata a ser sede de eventos como este, o Governo Federal assume uma série de compromissos que interferem nas normas vigentes. “A Lei Geral da Copa corresponde à legitimação, por meio do Poder Legislativo, com leis específicas – algumas por vigência temporária – desse compromisso assumido pelo Brasil”, afirmou.

De acordo com o conselheiro, o Brasil assumiu a garantia de proteção e exploração dos direitos comerciais à entidade máxima do esporte, a Fédération Internationale de Football Association (Fifa). “Só a Fifa pode vender suas marcas ou autorizar suas parceiros comerciais a fazê-lo.”

Restrições

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540360339

Reunião do Conjur: debate sobre implicações da Lei Geral da Copa. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 
 
Aidar ressaltou que ninguém pode usar o nome, o logo, os mascotes oficiais, entre outras marcas, sem estar licenciado. “Apesar de a Fifa ser uma entidade civil, sem fins lucrativos, ela espera arrecadar na Copa do Mundo no Brasil uma quantia em torno de 10 bilhões de dólares”, destacou.

Segundo Aidar, a primeira garantia assumida pelo governo brasileiro foi que até 31 de dezembro de 2014 o país se compromete a emitir vistos de entrada e permissão para saída do Brasil sem qualquer restrição para os representantes ou trabalhadores da emissora fonte, prestadores de serviço e parceiros comerciais, e espectadores e torcedores com ingressos válidos.

Além disso, as permissões de trabalho serão expedidas com facilidade. “Mas vale lembrar que o visto de turista não permite a prática de trabalho, com exceção aos desportistas, que não precisam de vistos de trabalho para competir no Brasil”, alertou.

Ao concluir, o conselheiro lembrou que a Copa do Mundo deixará um legado fantástico para o país. “Teremos melhorias na mobilidade urbana e infraestrutura; além de melhorias estruturais nos estádios brasileiros e transformação e modernização das cidades.”

>> Copa do Mundo de 2014 prevê R$ 183 bilhões em investimentos, afirma representante do Conselho Nacional do Esporte 

Questões polêmicas

Aidar destacou algumas questões polêmicas da Lei Geral da Copa, como por exemplo, as cadeiras cativas nos estádios. “Esses lugares serão comercializados e os proprietários não terão o direito de utilizá-los”, afirmou.

O consumo de bebidas alcoólicas dentro dos estádios é outro tópico que gerou discussão. “A lei nacional veda, mas a lei da Fifa permite”, explicou ao destacar que a Lei Geral da Copa prevalece devido ao compromisso assumido pelo governo brasileiro. Segundo ele, essa decisão contraria o estatuto do torcedor. “Não será permitido entrar nos estádios com bebida alcoólica, mas o patrocinador da Fifa poderá comercializar bebida alcoólica no estádio”.

Outra alteração temporária na legislação brasileira que a Lei da Copa causará é a venda de ingressos de meia-entrada para estudantes, idosos, cidadãos de baixa renda, entre outros. “Esse benefício só será permitido para os ingressos de categoria quatro, ou seja, de valores mais baixos”, explicou.

O Brasil dá ainda garantia de propriedade legal, irrestrita e exclusiva de todos os direitos de mídia, marketing, marcas e qualquer outro relacionado à propriedade intelectual; bem como titularidade exclusiva de todos os direitos relacionados às imagens, sons, e outras formas de expressão do evento.

O conselheiro lembrou também que é de total responsabilidade do governo brasileiro assegurar e garantir as condições de acessos e permanência nos locais de competição. “Isso não se aplica apenas nos estádios, mas também para os centros de treinamentos, hospedagem etc.”

Feriado nacional

Segundo Aidar, há uma disparidade entre o Ministério da Educação (MEC) e o governo federal, pois a União poderá declarar feriados nacionais em dias de jogos da seleção brasileira e os municípios poderão declarar feriados ou pontos facultativos.

“Essa prática já foi adotada em outros países-sede, como Alemanha, e funcionou muito bem, evitando trânsito, congestionamento e confusão nas ruas em dias de jogos”, defendeu o conselheiro, que acredita ser possível encontrar uma solução razoável para essa questão.

Embaixador Carlos Henrique Cardim: ‘Copa do Mundo é um grande negócio’

da esq. p/ dir.: Celso Monteiro de Carvalho; Carlos Henrique Cardim; Ruy Martins Altenfelder (FOTO: EVERTON AMARO)

Da esquerda para a direita: Celso Monteiro de Carvalho, Carlos Henrique Cardim e Ruy Martins Altenfelder. Foto: Everton Amaro

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

“O Brasil tem um papel importantíssimo na globalização do futebol. Até 1958, a Copa do Mundo era um evento muito limitado, não tinha essa importância mundial. Foi o Brasil, com sua grandeza absoluta e criatividade no futebol, que trouxe essa outra perspectiva ao esporte. Por isso, o fato de ter uma Copa do Mundo aqui é uma coisa natural”, declarou nesta segunda-feira (17/09), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), assessor internacional do Ministério do Esporte, embaixador Carlos Henrique Cardim.

Ele participou da reunião mensal do Conselheiro Superior de Estudos Avançados (Consea) da entidade, onde debateu o tema “Repensando o Brasil – Política Externa e Esporte: Estratégia e Gestão”, sob coordenação do presidente do Consea, Ruy Martins Altenfelder Silva. O encontro contou ainda com a participação do embaixador Adhemar Bahadian; do ex-senador José Konder Bornhausen; da presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo, Ivette Senise; e do vice-presidente do Conselho Superior do Meio Ambiente da Fiesp (Cosema), Celso Monteiro de Carvalho.

O embaixador afirmou que o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, está à frente de todas as obras e projetos relacionados à Copa do Mundo (2014) e aos Jogos Olímpicos (2016). E informou que a criação de um código de conduta e ética é uma das prioridades da pasta. A ação, segundo Cardim, limitará entre três e quatro anos o tempo de mandato dos dirigentes das confederações. Hoje, não há um limite de tempo para o exercício do cargo.

“A expectativa é ter um projeto de esporte nacional, e não somente ações voltadas a estes eventos esportivos”, explicou o embaixador, que defende uma regulamentação básica de esporte, “coisa que nós ainda não temos”, além de uma lei voltada à profissionalização dos atletas.

Oportunidades de negócios

Cardim também ressaltou que a Copa do Mundo pode proporcionar boas oportunidades de negócios para os empresários brasileiros. “A Copa do Mundo é um grande negócio. A Fifa tem hoje mais de mil contratos assinados. Estamos falando de um big business internacional, com uma audiência acumulada de quase dez bilhões de pessoas em todo o mundo”, sublinhou.

Sobre os riscos de violência nos estádios brasileiros durante a Copa do Mundo, o embaixador lembrou a parceria firmada entre os Ministérios do Esporte e da Justiça, que prevê a implantação de câmeras dentro dos estádios, além de uma punição mais rigorosa para torcedores envolvidos em conflitos com torcidas rivais.

Essas iniciativas, conforme ele, serão tratadas pelos dois Ministérios durante o seminário internacional sobre o combate à violência no futebol, que acontecerá em fevereiro de 2013, no Memorial da América Latina, na capital paulista.

Na visão de Cardim, o Brasil precisa tirar proveito de toda a visibilidade obtida nos últimos anos no cenário internacional para divulgar os projetos desenvolvidos pelo país: “Vivemos um momento excepcional, de grande visibilidade e responsabilidade internacional. [Esses grandes eventos esportivos] representam uma grande oportunidade para enfatizarmos a nossa presença no mundo, tanto do ponto de vista cultural como comercial, social e político”, concluiu o embaixador.

Veja a cobertura da reunião de agosto/2012 do Consea

Pesquisa Fiesp/Ciesp: 48% têm expectativas negativas para futebol no 2º semestre

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em sua 14ª rodada, o Campeonato Brasileiro de Futebol deve acabar no começo de dezembro, mas a população brasileira não está otimista quanto ao desempenho do seu time.

A pesquisa Pulso Brasil Fiesp/Ciesp, realizada pelo Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) das entidades, apurou que 48% dos cerca de 1.000 entrevistados têm perspectivas negativas para o segundo semestre de 2012 – uma variação bem superior se comparada com a sondagem feita no primeiro semestre do ano passado, a qual revelou que apenas 9% mantinha expectativas ruins e muito ruins.

O levantamento ainda aponta que os entrevistados estão mais insatisfeitos com futebol este ano do que em 2011. No primeiro semestre de 2012, apenas 20% avaliaram positivamente o futebol brasileiro, enquanto 37% avaliaram negativamente. Em 2011, o futebol foi avaliado positivamente por 46% dos entrevistados, enquanto 14% consideraram o quadro como ruim e muito ruim.

Em janeiro deste ano, o Corinthians conquistou a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em seguida, o time do Santos foi tricampeão do Campeonato Paulista 2012. E no dia 4 de julho deste ano, o Corinthians conquistou pela primeira vez a Taça Libertadores da América. Sem conquistar nenhum título nacional há mais de uma década, o Palmeiras sagrou-se campeão da Copa do Brasil também em julho deste ano.

Clique aqui para ver a pesquisa na íntegra.