Mostra sobre Fundição Artística alia preservação do patrimônio cultural e capacitação de jovens

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Quem está em busca de programação cultural gratuita e de qualidade na região da avenida Paulista encontra boas opções no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, em frente à estação de metrô Trianon/Masp.

Apesar de temáticas diferentes, as duas exposições de arte em cartaz têm em comum a formação dos artistas e o processo de produção, tecnológica ou manual, das peças.

Na mostra Arte da Tapeçaria: Tradição e Modernidade  48 murais das tradicionais tapeçarias de Portalegre, da região portuguesa do Alentejo, reproduzem obras de consagrados artísticos contemporâneos, como Le Corbusier, Vik Muniz, Burle Marx, entre outros. A mostra fica em cartaz na Galeria de Arte do Sesi-SP até o dia 10 de março.

Já a mostra Fundição Artística no Brasil – em cartaz no Espaço Fiesp até 10 de fevereiro – deve encantar principalmente os apreciadores de monumentos históricos e os interessados em desvendar os processos tecnológicos na produção de esculturas.

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Um dos destaques é Busto D. Pedro II, datada de 1839 e de autoria de Zépherin Ferrez. A peça, pertencente ao acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, foi recentemente fundida em bronze por alunos do Senai-SP, a partir do original em gesso pertencente a Pinacoteca, onde foram aplicados recursos tecnológicos digitais, tais como prototipagens e simulações para auxílio nos processos metalúrgicos.

Também estão expostas maquetes de monumentos de Victor Brecheret, Galileo Emendabili, Julio Guerra e Leopoldo e Silva, autores de grandes obras em espaços públicos da cidade de São Paulo.

A mostra ficará aberta ao público até o dia 10 de fevereiro. A entrada é gratuita. Mais informações, clique aqui.

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Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso oferece opções gratuitas de lazer no feriado de 25 de janeiro

Rosângela Gallardo, Agência Indusnet Fiesp

O feriado de aniversário de São Paulo é uma ótima oportunidade para colocar a agenda cultural em dia. Melhor ainda se a programação for gratuita e fizer parte do roteiro de atrações da Avenida Paulista, um dos símbolos da diversidade e pujança da cidade.

O Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, instalado no número 1313, oferece duas opções de exposições que resgatam a criatividade e conectam técnicas tradicionais a novas tecnologias.

Galeria de Arte do Sesi-SP – expõe a mostra A Arte da Tapeçaria – Tradição e Modernidade, em parceria com a Espírito Santo Cultura (RJ) e a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre.

A exposição tem curadoria de Luís Neves e reúne pela primeira vez no Brasil 48 tapeçarias de Portalegre, no Alentejo. A região é conhecida por suas tapeçarias murais decorativas, cuja produção é realizada por meio de uma técnica totalmente manual, que tem como ponto de partida obras de pintores famosos.

O acervo é composto por obras de 39 artistas, dentre eles Almada Negreiros, Camarinha, Júlio Pomar, Eduardo Nery, Le Corbusier, Vieira da Silva, Vik Muniz, Arpad Szenes, Graça Morais, Sonia Delaunay, Bruno Munari, Pedro Calapez, Lourdes Castro, Álvaro Siza, Rigo 23, Rui Moreira, Jean Lurçat, Hans Erni, Burle Marx e Joana de Vasconcelos.

A partir dos teares de Portalegre são produzidas obras de arte única, resultado de artistas que criam cartões originais, da técnica dos desenhistas que os ampliam e da maestria das tecedeiras, que executam com detalhe e rigor a obra final. Fundada em 1946, a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre adotou nova técnica de tecelagem e associou sua produção a grandes nomes da arte contemporânea. Trata-se de uma das últimas manufaturas no mundo a trabalhar com um bem cultural desta natureza de forma completamente manual. Atualmente, reúne mais de 200 artistas consagrados que produzem suas obras em tapeçaria.

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Expo Fundição Artística no Brasil. Foto: Julia Moraes

Espaço Fiesp – Ilustra, na exposição Fundição Artística no Brasil, as principais etapas dessa atividade pelo método de cera perdida. Com curadoria de Gilberto Habib Oliveira, a mostra apresenta 45 peças, com acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e trabalhos desenvolvidos por professores, alunos e técnicos da Escola Senai Nadir Dias de Figueiredo, de Osasco, que mantém o Centro Técnico em Fundição Artística, núcleo de referência nesse setor.

Dedicado à recuperação e modernização dos processos de fundição artística no Brasil, o Centro Técnico em Fundição Artística realizou nos últimos três anos a capacitação de uma equipe técnica, investimentos em equipamentos e treinamento com a finalidade de oferecer cursos especializados em fundição de obras de arte.

Dentre os destaques, obras de Rodolfo Bernardelli, “escultor oficial” do Brasil durante o período Republicano e obras de Amadeu Zani, autor de vários monumentos públicos em São Paulo e no Rio de Janeiro, professor do Liceu de São Paulo e responsável pela vinda ao Brasil de artistas fundidores que ajudaram a formar jovens artesãos.

Outro ponto forte da exposição é o “Busto D. Pedro II”, de 1839, de autoria de Zépherin Ferrez, pertencente ao acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Serviço
A Arte da Tapeçaria – Tradição e Modernidade – Galeria de Arte do Sesi-SP, Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1313, Metrô Trianon-Masp, capital)
Período expositivo: até 10 de março de 2013
Datas e horários: segunda-feira, das 11h às 20h; terça a sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 19h (entrada até 20 minutos antes do fechamento)
Classificação indicativa: livre
Informações: (11) 3146-7405 e 7406
Entrada franca. O espaço tem acessibilidade

Fundição Artística no Brasil – Espaço Fiesp, Centro Cultural Fiesp 0 Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1313, Metrô Trianon-Masp, capital)
Período expositivo: até 10 de fevereiro de 2013
Datas e horários: segunda-feira, das 11h às 20h; terça a sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 19h (entrada até 20 minutos antes do fechamento)
Classificação indicativa: livre
Informações: (11) 3146-7405 e 7406
Entrada franca. O espaço tem acessibilidade

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No mês de aniversário de São Paulo, principais monumentos da metrópole são retratados em mostra na Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet

Verdadeiras obras de arte a ceu aberto, os monumentos e esculturas de bronze espalhadas pela cidade são testemunhas silenciosas da transformação da cidade e do País. Há décadas (ou séculos) elas estão ali, mesmo que não saibamos a sua história, o seu significado e, principalmente, como e por quem foram produzidas.

Como um presente à cidade de São Paulo, que comemora os seus 459 anos no próximo dia 25, a exposição Fundição Artística no Brasil, em cartaz no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso até o dia 10 de fevereiro, propõe uma visita pela história de quinze esculturas em bronze presentes no dia a dia do paulistano. São obras que diversos artistas que, em diferentes momentos, retrataram para a posteridade grandes momentos e personagens da história.

O escultor Israel Kislansly (autor da obra Vanackeriana II, que está na mostra) destaca a necessidade de mirar os olhos para essas obras tão presentes na vida urbana. “Sem perceber e amá-las, não poderíamos avaliar a importância da tecnologia que foi capaz de preservar, durante a décadas, séculos e milênios, essa arte tão misteriosa e primordial que é a escultura”.

Além de apresentar a intrigante tecnologia por trás da produção das esculturas, a mostra Fundição Artística no Brasil convida o público a buscar e reconhecer as obras originais pelas ruas da cidade. No catálogo da exposição há um verdadeiro roteiro turístico com a sinalização de onde estão cada um desses monumentos.

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Para ver o PDF do mapa ampliado, clique aqui.


Veja a localização dos Monumentos:


Índio e Tamanduá
Localização: Praça Marechal Deodoro
Escultor:  Ricardo Cipicchia
Período: 1949-1950

Monumento a Luis Pereira Barreto
Localização: Praça Marechal Deodoro, no centro
Escultor: Galileo Emendabili
Período: 1925-1929

Depois do banho
Localização: Largo do Arouche
Escultor: Victor Brecheret
Período: 1940

Monumento a Duque de Caxias
Localização: Praça Princesa Isabel
Escultor: Victor Brecheret
Período: 1941 a 1960

Monumento a Giussepi Verdi
Localização: Conservatório Dramático e Musical de São Paulo (próximo ao Vale do Anhangabau)
Escultor: Amadeo Zani
Período: 1915-1916

Monumento à Mãe Preta
Localização:  Largo do Paissandu
Escultor: Julio Guerra
Período: 1953-1954

Contando a féria
Localização:  Praça João Mendes
Escultor: Ricardo Cipicchia
Período:  1949-1950

Busto do Dr. João Mendes
Localização:  Praça João Mendes
Escultor: Willian Zadig
Período: 1912-1913

O Beijo (Monumento à Olavo Bilac)
Localização:  Largo São Francisco
Escultor: Willian Zadig
Período: 1920

Monumento à Alfredo Maia
Localização:  Praça Julio Prestes
Escultor:  Amadeo Zani
Período: 1920

Monumento à Independência do Brasil
Localização:  Parque da Independência
Escultor: Ettore Ximenes
Período: 1919-1922

Gloria Imortal aos Fundadores de São Paulo
Localização:  Pátio do Colégio
Escultor: Amadeo Zani
Período: 1913-1925

Índio Pescador
Localização:  Praça Oswaldo Cruz
Escultor: Francisco Leopoldo e Silva
Período: 1920-1926

A Pega do Porco
Localização:  Parque do Ibirapuera
Escultor: Ricardo Cipicchia
Período: 1949-1950

Laocoonte e seus filhos
(cópia do original em mármore do século I aC)
Localização:  Parque do Ibirapuera
Escultores: Liceu de Artes e Ofícios
Período: 1938-1945

Museu a Ramos de Azevedo (alegoria A Engenharia)
Localização: Cidade Universitária – USP
Escultor: Galileo Emendabili
Período: 1929-1933


Walter Vicioni prestigia inauguração de exposição sobre o processo de fundição artística

Agência Indusnet Fiesp

O superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, participou da inauguração da exposição Fundição Artística no Brasil, que aconteceu noite desta segunda-deira (17/12), no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

Realização do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), com curadoria de Gilberto Habib Oliveira, a mostra tem como objetivo destacar a importância da preservação do patrimônio cultural brasileiro com enfoque na tecnologia da fundição artística e na capacitação de jovens profissionais.

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Walter Vicioni na abertura da exposição Fundição Artística no Brasil. Foto: Everton Amaro


No total, apresenta 20 obras museológicas de importantes acervos, dentre eles peças da Pinacoteca do Estado de São Paulo e trabalhos que ilustram o processo de fundição, desenvolvidos por professores, alunos e técnicos da Escola Senai Nadir Dias de Figueiredo, de Osasco, que mantém o Centro Técnico em Fundição Artística, núcleo de referência nesse setor.

O processo de fundição artística pelo método de cera perdida, uma das técnicas ensinadas no Centro Técnico do Senai de Osasco, é utilizado para a formação de jovens profissionais interessados em atuar no ramo da metalurgia artística.

As principais especificidades e os desdobramentos desse processo são apresentados na exposição, bem como o lastro cultural a ele associado.

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Peça da mostra Fundição Artística no Brasil. Foto: Everton Amaro

Entre os destaques, obras de Rodolfo Bernardelli, “escultor oficial” do Brasil durante o período Republicano e obras de Amadeu Zani, autor de vários monumentos públicos em São Paulo e no Rio de Janeiro, professor do Liceu de São Paulo e responsável pela vinda ao Brasil de artistas fundidores que ajudaram a formar jovens artesãos.

Outro ponto forte da exposição é o “Busto D. Pedro II”, de 1839, de autoria de Zépherin Ferrez, pertencente ao acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. A obra que retrata o Imperador foi recentemente fundida em bronze pelo Senai-SP, a partir do original em gesso pertencente a Pinacoteca, onde foram aplicados recursos tecnológicos digitais, tais como prototipagens e simulações para auxílio nos processos metalúrgicos. Ainda estarão expostas maquetes de monumentos de Victor Brecheret, Galileo Emendabili, Julio Guerra e Leopoldo e Silva, autores de grandes obras em espaços públicos da cidade de São Paulo.


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Abertura da exposição Fundição Artística no Brasil. Foto: Everton Amaro


Serviço

Exposição Fundição Artística no Brasil
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1.313 – Metrô Trianon-Masp)
Período expositivo: 18 de dezembro de 2012 a 10 de fevereiro de 2013.
Datas e horários: segunda-feira, das 11 às 20 horas; terça a sábado, das 10 às 20 horas; e domingo, das 10 às 19 horas (entrada até 20 minutos antes do fechamento). De 17 a 21 de dezembro, a exposição ficará aberta até 21h.
Classificação indicativa: livre
Informações: (11) 3146-7405 e 7406
Entrada franca. O espaço tem acessibilidade.